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Kirby 25th Anniversary Orchestra Concert: um concerto improvável, mas muito bem-vindo

Quem poderia imaginar que Kirby teria o seu próprio concerto antes de Super Mario, Metroid e Donkey Kong?

Por Alexei Barros

De todas as séries da Nintendo, Kirby era uma das menos prováveis a ganhar um concerto dedicado, mesmo que a pelota rosa já tenha rolado no Orchestral Game Concert, Dairantou Smash Brothers DX Orchestra Concert, Press Start e LEGENDS. Kirby repete o que aconteceu com Zelda em 2011 e Fire Emblem em 2015 quando essas séries completaram 25 anos de vida, mas isso não é uma regra entre as franquias da Nintendo: Super Mario foi agraciado com muitos shows próprios, mas não teve um espetáculo exclusivo com orquestra quando comemorou 25 anos em 2010 nem depois.

E não foram poucas as apresentações do Kirby 25th Anniversary Orchestra Concert, apesar de obviamente não chegar a ser uma turnê. Primeiro foi no dia 16 de abril no Bunkamura Orchard Hall em Tóquio, com uma performance à 13h30 e outra às 18h com a participação da Tokyo Philharmonic Orchestra. Depois, um repeteco ocorreu no dia 18 de junho, no Orix Theater em Osaka com a Osaka Symphony Orchestra. E, para completar, no dia 20 de julho a Tokyo Philharmonic Orchestra voltou para o Bunkamura Orchard Hall para tocar o concerto que foi transmitido em vídeo pelo serviço pago Nico Nico Live. Eu cheguei a ver um segmento do Kirby Air Ride que foi publicado no YouTube, mas essa gravação foi pulverizada da internet.

Em todas as ocasiões, Taizo Takemoto, o maestro Press Start, assumiu a regência. Falando em Press Start, o criador de Kirby, Masahiro Sakurai, e o responsável pelos arranjos, Shogo Sakai, ambos da produção da extinta série de concertos, também estavam entre os convidados do espetáculo. Considerando que é a mesma equipe, curiosamente os dois arranjos já produzidos – Kirby’s Dream Land no Press Start 2009 e Kirby Air Ride no Press Start 2012 – não foram reutilizados. Apenas um medley, do Kirby: Squeak Squad e Kirby & The Amazing Mirror, não foi arranjado por Sakai, mas sim pela novata Megumi Ohara, que entrou para a HAL Laboratory em 2015. Curiosidade: ela nasceu em 1991 e, como Kirby, também estava com 25 anos na época da realização do concerto.

Não tenho condições de avaliar as seleções do set list por causa do meu desconhecimento da série, mas, a julgar pelos elogios em redes sociais, o concerto foi bem abrangente, dando oportunidade para jogos que dificilmente seriam tocados em espetáculos com músicas de outras franquias.

De maneira inacreditável, o concerto foi publicado em áudio e vídeo. Estão disponíveis os pacotes com dois CDs, dois CDs e um DVD ou então dois CDs e um Blu-ray – o segundo disco chamado de Kirby Memorial Arrange tem arranjos variados com big band, banda, chiptune e até vocal. Porém, não pense você, fã de Kirby, que para adquirir qualquer um desses três produtos basta gastar uma nota preta no Play-Asia ou CD Japan. Os lançamentos são exclusivos da loja virtual ValueMall, que faz a grande gentileza de não entregar para fora do Japão – uma saída é contratar serviços de intermediários, o que obviamente encarece o produto para preços ainda mais estratosféricos. Não bastasse isso, as encomendas só são permitidas por tempo limitado.

Segue abaixo o set list. Chamo a atenção que o número do bis foi diferente para cada apresentação, mas ambos apareceram no último concerto em Tóquio. Geralmente não gosto de listar os medleys sem detalhar as músicas (o que muito fantasticamente foi feito no report da Famitsu), mas vou ficar devendo dessa vez, já que a inexistência de diversas trilhas originais em CD e o falecimento do Goear, serviço pelo qual eu havia subido milhares de músicas, dificultaram a manutenção desse hábito.

Os samples da gravação do concerto e do disco Kirby Memorial Arrange podem ser conferidos no site oficial.

Ato I
01. “Kirby 25th Anniversary Grand Opening”
02. “Kirby’s Adventure Medley”
03. “King Dedede & Meta Knight Tag Medley”
04. “Kirby’s Dream Land 2 Friends Medley”
05. “Kirby’s Dream Land 3 & Kirby 64: The Crystal Shards Medley”
06. “Kirby Super Star Medley”

Ato II
07. “Kirby Air Ride Medley”
08. “Kirby & The Amazing Mirror & Squeak Squad Medley”
09. “Kirby Ball Medley”
10. “Kirby Triple Deluxe Medley”
11. “Kirby Planet Robobot Medley”
12. “Kirby’s Return to Dream Land Medley”

Bis
13. “Tomorrow is a New Day” (Kirby’s Dream Land)
14. “Milky Way Wishes” (Kirby Super Star)

A apresentadora Nozomi Yuzuriha, a arranjadora Megumi Ohara, o maestro Taizo Takemoto, o arranjador Shogo Sakai e a outra apresentadora Mirin Furukawa em um daqueles altos papos que acontecem entre um segmento e outro

[via VGMdb, Kirby Wikia, Promax, Famitsu, Game Watch]

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Press Start 2015: o fim de uma era

press2015Por Alexei Barros

Pelo excesso de reprises, eu esperava uma despedida um tanto melancólica do Press Start. Mesmo assim, estava no aguardo do tradicional report do concerto no site da Famitsu, que produziu a série japonesa de espetáculos orquestrais. E eu fiquei esperando… esperando… esperando… E nada. Nada de fotos da apresentação também.

O jeito foi me basear nas análises dos blogues japoneses, que sempre se preocupam em detalhar o set list o máximo possível. O concerto foi realizado em duas apresentações no dia 8 de agosto (e eu extrapolando todos os limites da demora para fazer post), com performance da Kanagawa Philharmonic Orchestra no Tokyo Metropolitan Art Space. Pelo menos foi feita uma surpresa bacana no final. Set list e minhas considerações a seguir.

Ato I

01. Final Fantasy VIII: “Liberi Fatali”
02. “Classic Medley 2015 Ver.”
03. Super Mario Bros.: “Overworld” ~ “Underwater” ~ “Underworld” ~ “Overworld”
04. The Legend of Zelda: “Main Theme”
05. Shadow of the Colossus: “Revived Power ~ Battle With the Colossus” ~ “Grotesque Figures ~ Battle With the Colossus~”
06. Ace Combat Zero: The Belkan War: “Zero”
07. Legend of Mana: “Legend of Mana ~Title Theme~” ~ “Colored Earth” ~ “Hometown Domina” ~ “Ruined Sparkling City” ~ “Song of Mana ~Opening Theme~”

Ato II

08. Ore no Shikabane o Koete Yuke: “Flower”
09. Rhythm Heaven: “Ninja”
10. El Shaddai: Ascension of the Metatron: “Theme of El Shaddai” ~ “The Faraway Creation ~ Enoch’s Theme” ~ “Tragic Scream”
11. Xenoblade Chronicles: “Xenoblade” ~ “Gaur Plains” ~ “Mechanical Rhythm” ~ “Riki the Legendary Hero” ~ “Sator, Phosphorescent Land / Night” ~ “Those Who Bear Their Name” ~ “Confrontation with the Enemy”
12. Mother: “Pollyanna (I Believe In You)” ~ “Bein’ Friends” ~ “Eight Melodies”
13. Chrono Trigger/Cross: “A Premonition” ~ “Chrono Trigger” ~ “Wind Scene” ~ “Frog’s Theme” ~ “Decisive Battle with Magus” ~ “Epilogue ~ To Beloved Friends” (Chrono Trigger) ~ “Frozen Flame” ~ “Marbule: Home” ~ “Scars of Time” (Chrono Cross)
14. “Goodbye Medley”:
Press Start 2006
– ICO
– PopoloCrois Story
– Ys I & II
Press Start 2007
– Kingdom Hearts
– Space Invaders
– Super Smash Bros. Brawl
– Sakura Wars
Press Start 2008
– Wild Arms 2
– Spelunker
– Final Fantasy IX
Press Start 2009
– Persona 4
– Okami
– Final Fantasy X
– Kirby’s Dream Land
Press Start 2010
– New Super Mario Bros. Wii
– Muramasa: The Demon Blade
– Famicom Disk System Start-up
Press Start 2011
– 428 ~Fuusasareta Shibuya de~
– Pokémon Red & Blue
– NieR
– Xenogears
Press Start 2012
– Kid Icarus: Uprising
– Final Fantasy XI
– Ihatovo Monogatari
Press Start 2014
– Toukiden
– Final Fantasy XIII
– Super Smash Bros. for Wii U e 3DS

“Liberi Fatali” é uma das reprises mais batidas em concertos da série Final Fantasy, mas nunca tinha sido tocada no Press Start. Aliás, a escolha dessa música do FFVIII foi uma surpresa para mim, porque o Press Start não vinha usando corais em suas apresentações. Acredito que foi usado um coro não muito grande.

– Em relação aos convidados, a soprano Oriko Takahashi mais uma vez cantou a “Zero” de Ace Combat Zero. Mesmo sem ter participado da gravação da trilha original, ela foi a intérprete mais recorrente dessa música fabulosa com toques de flamenco no Press Start.

– A “Song of Mana” teve a voz da australiana Louise Bylund, que morou por diversos anos de sua vida na Suécia e atualmente reside no Japão. Essa mistura garantiu que ela fosse a escolhida para a performance dessa maravilhosa canção, que tem versos em sueco.

– A Lioko Kihara foi outra convidada do espetáculo e, diferentemente das outras duas cantoras, ela também tocou piano ao melhor estilo Angela Aki no segmento de Ore no Shikabane o Koete Yuke.

– Como de praxe, o duo ACE formado por Tomori Kudo (guitarra) e CHiCO (vocal) participou da performance de Xenoblade Chronicles, além da cantora Manami Kiyota.

– O segmento de Mother é o mesmo tocado no Press Start 2010, inclusive com os versos do álbum vocal Mother (1989) escritos pela letrista Linda Henrick (provavelmente um pseudônimo). Na ocasião, a performance contou com a voz da cantora Melody Chubak, que na época tinha 13 anos. Agora com 18, a moça voltou as palcos para cantar no mesmo segmento.

– Além do quinteto que produz o concerto (Taizo Takemoto, Kazushige Nojima, Shogo Sakai, Nobuo Uematsu e Masahiro Sakurai), também estiveram presentes os compositores Keiki Kobayashi e Masato Kouda. A Yoko Shimomura deixou uma mensagem em vídeo.

– Não foi feita nenhuma homenagem musical a Satoru Iwata, mas o desfecho do concerto foi bastante especial. Embora muito provavelmente não seja um segmento com transições elaboradas, o medley final resgata seleções icônicas de todas as edições anteriores do Press Start, com exceção de 2013, ano que foi tomado por reprises. Fantástica a ideia!

– Foi uma satisfação ter acompanhado e feito os posts sobre o Press Start durante esses nove anos, mesmo com tão raros registros oficiais das performances. Mal custo a acreditar que o primeiro post que fiz no Hadouken, lá em 2006, era justamente sobre a primeira edição do concerto a qual fiquei extasiado com uma mera gravação da plateia.

Não existiu outra série de apresentações com um repertório tão diversificado, cheio de seleções únicas e surpreendentes. Claro que tamanha variedade me fez querer mais e é uma pena saber que o Press Start acabou sem tocar músicas de jogos que dificilmente veremos nos demais concertos, como Bayonetta, Eternal Sonata, Panzer Dragoon, Valkyria Chronicles, Front Mission, Dark Souls e tantos outros.

Eu torço fortemente para que se não o próprio Press Start, outra série de concertos japonesa apareça algum dia sem demorar muito – houve um hiato de nove anos entre o Orchestral Game Concert 5 de 1995 e o Press Start 2006, considerando apresentações sinfônicas no Japão que abrangem diversas franquias.

Press Start: vou sentir saudades.

Grato ao Fabão pelos links e também pelas diversas informações e traduções nos posts do Press Start.

Foto tirada no Press Start 2008, com alguns dos maiores nomes japoneses de game music (além de outros desenvolvedores): Noriyuki Iwadare, Nobuo Uematsu, Motoi Sakuraba, Yasunori Mitsuda, Mahito Yokota, Kazushige Nojima, Michiko Naruke, Shogo Sakai, Koichi Sugiyama, Masahiro Sakurai e Koji Kondo

[via sarian198919, mugendai, comdoc5964nijiiroleina 1, 2 e 3]

Press Start 2014: a celebração musical de Super Smash Bros. for Nintendo 3DS

Como na época do Super Smash Bros. Brawl, o Press Start foi no embalo de um lançamento da série. Neste ano, o primeiro ato inteiro e o bis tiveram relação com o novo jogo para o 3DS


Por Alexei Barros

Se você estava contando os dias para o lançamento de Super Smash Bros. for Nintendo 3DS eventualmente soube que o jogo saiu 13 de setembro no Japão. Aproveitando a ocasião, o Press Start 2014 aconteceu nesse dia, com duas apresentações no Tokyo Metropolitan Art Space e performance da Kanagawa Philharmonic Orchestra com programa idêntico em ambas as ocasiões. O primeiro ato foi todo dedicado às músicas relacionadas com o jogo portátil, ao passo que o segundo foi mais variado. Seguindo a tradição, confira o set list detalhado para depois saber minhas observações sobre o concerto baseado nas informações que consegui filtrar do report da Famitsu.

Ato I

01. Super Smash Bros. for Nintendo 3DS: “Main Theme”
02. Super Mario Bros.: Medley
03. Super Metroid: “Space Warrior – Samus Aran’s Theme”
04. Star Fox: “Planet Corneria”
05. Donkey Kong Country: “Jungle Level”
06. Animal Crossing: New Leaf: Kotobuki Land Medley
07. Kirby’s Dream Land: “Green Greens”
08. Kid Icarus Uprising: “Dark Pit’s Theme”
09. The Legend of Zelda: Ocarina of Time: “Gerudo Valley”
10. Mega Man 2: Medley
11. Fire Emblem: Shadow Dragon: “Fire Emblem”
12. Pokémon X & Y: Battle! (Trainer Battle)

Ato II

13. Persona 4: “Poem for the Souls of Everybody” ~ “Reach Out To The Truth” ~ “A Corner of Memory”
14. Castlevania: Symphony of the Night: “Dracula’s Castle” ~ “Wood Carving Partita” ~ “Lost Painting” ~ “Dance of Pales” ~ “Death’s Ballad”
15. Etrian Odyssey: “Labyrinth I – Emerald Woodlands [Dungeon 1F~5F]” ~ “Battle – Initial Strike [Normal Battle – First Part]” ~ “Battle – Destruction Begets Decay [Normal Battle – Last Part]” ~ “Labyrinth V – The Fallen Capital of Shinjuku [Dungeon 21F~25F]”
16. Suikoden: “Into a World of Illusions”
17. Toukiden: “The Time of Oni” ~ “Ephemeral” ~ “March of Heroes” (Toukiden: The Age of Demons) ~ “ウタカタ・秋艶” ~ “千年ヲ駆ケシモノ” (Toukiden Kiwami)
18. Pokémon X & Y: “Title Screen” ~ “Kalos Region Theme” ~ “Lumiose City” ~ “Snowbelle City” ~ “The Sun Shines Down”
19. Final Fantasy XIII: “Vanille’s Theme” ~ “Blinded By Light” ~ “Final Fantasy XIII – The Promise”

Bis

20. The Legend of Zelda: Ocarina of Time: “Zelda’s Lullaby” ~ “Song of Storms” ~ Epona’s Song ~ “Song of Time” ~ “Saria’s Song”
21. EarthBound: “Onett”
22. Super Smash Bros. for Nintendo 3DS: “Staff Roll (Super Smash Bros.) Ver. 2”

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Press Start 2013: do início ao fim, só no vale a pena ouvir de novo


Por Alexei Barros

Apenas para deixar registrado e não se fala mais nisso: dia 30 de agosto o Tokyo Metropolitan Art Space sediou a realização do Press Start 2013, oitava edição da série japonesa de concertos. Como já adiantado nos posts anteriores, neste ano a equipe organizadora decidiu fazer algo não muito empolgante: dedicar o set list todo às reprises. Para quem não esteve lá ao vivo, realmente não é nada animador. Sob a batuta de Taizo Takemoto, a Tokyo Philharmonic Orchestra tocou as dez faixas mais votadas do público em ordem crescente e mais quatro segmentos adicionais. Tinha a expectativa de que pelo menos os dois números do bis fossem inéditos, mas também foram desanimadores repetecos.

Para não ficar muito repetitivo, o post vai ser menor do que o dos anos anteriores. Apenas algumas poucas observações após o set list.

Ato I

01. Super Mario Bros.: “Overworld” ~ “Underwater” ~ “Underworld” ~ “Overworld” (2009)
02. [10º] Kirby’s Dream Land: “Title” ~ “Green Greens” ~ “Float Islands” ~ “Sweet Potato Shooting” ~ “King Dedede’s Theme” ~ “Ending” (2009)
03. [9º] Xenogears: “Knight of Fire” ~ “In a Prison of Peace and Regret” ~ “Flight” (2011)
04. [8º] Okami: “The Beginning” ~ “Ryoshima Plains II” ~ “Reset” ~”Thank You” Version~ (2009 e 2011)
05. [7º] Legend of Mana: “Legend of Mana ~Title Theme~” ~ “Colored Earth” ~ “Hometown Domina” ~ “Ruined Sparkling City” ~ “Song of Mana ~Opening Theme~” (2012)
06. [6º] Baten Kaitos: “To the End of the Journey of Glittering Stars” (2008)
07. [5º] Mother Medley: “Eight Melodies” (Mother) ~ “Eight Melodies” (EarthBound) ~ “Snowman” (Mother) ~ “LOG-O-TYPE” ~ “Porky’s Theme” ~ “MOTHER 3 ‘Love Theme” (Mother 3) (2006)

Ato II

08. [4º] Wild Arms: “Wild Arms 2nd Ignition” Medley (Intro) ~ “Battle vs Lord Blazer” (Wild Arms 2) ~ “Into the Wilderness” (Wild Arms) ~ “First Ignition” (Wild Arms 2) (2008 e 2010)
09. Rhythm Heaven: “Ninja” (2009 e 2010)
10. [3º] NieR: “Shadowlord” ~ “Emil” ~ “Kainé” ~ “Song of the Ancients” (2011)
11. [2º] Chrono Trigger e Chrono Cross: “A Premonition” ~ “Chrono Trigger” ~ “Wind Scene” ~ “Frog’s Theme” ~ “Decisive Battle with Magus” ~ “Epilogue ~ To Beloved Friends” (Chrono Trigger) ~ “Frozen Flame” ~ “Marbule: Home” ~ “Scars of Time” (Chrono Cross) (2010)
12. [1º] Xenoblade Chronicles: “Xenoblade” ~ “Gaur Plains” ~ “Mechanical Rhythm” ~ “Riki the Legendary Hero” ~ “Sator, Phosphorescent Land / Night” ~ “Those Who Bear Their Name” ~ “Confrontation with the Enemy” (2011)

Bis

13. Final Fantasy X: “At Zanarkand” (2009 e 2010)
14. Monster Hunter: “Proof of a Hero” (2006 e 2008)

– Tirando o Super Mario Bros., que abriu o concerto, o segmento interativo do Rhythm Heaven, “At Zanarkand” e “Proof of a Hero”, o programa segue a ordem dos números favoritos do público japonês como detalhei acima. Fiquei um pouco surpreso por Xenoblade Chronicles na liderança, porque o jogo é recente e os japoneses costumam ser nostálgicos nessas votações. Fora isso, o Yasunori Mitsuda aparece duas vezes na lista, com Chrono em segundo e Xenogears em nono, assim como a Yoko Shimomura com Legend of Mana e Xenoblade Chronicles (este com outros compositores).

– De última hora, a sueca Sofi Persson não pôde comparecer para cantar a “Song of Mana ~Opening Theme~” do Legend of Mana, como ela fez no Press Start 2012. Em vez de improvisar com outra artista, a performance foi instrumental, só com a orquestra.

– De resto, foram todas aquelas participações especiais já previstas: Hide-Hide (Okami), Emi Evans (NieR), Manami Kiyota e ACE (Xenoblade Chronicles), Akihiro Hayakawa (Wild Arms), além do Haruo Kubota (violão) e Vagabond Suzuki (contrabaixo).

– Diferentemente dos anos anteriores, parece que não houve bate-papos com os compositores originais. Pelas fotos, não vi ninguém de diferente.

– Espero que a apresentação tenha servido para gravarem um CD, já que o último, Press Start the 5th Anniversary,  foi lançado lá em 2010. E, por favor, que no próximo ano compensem essa avalanche de repetecos só com novidades.

[via Famitsu]

Press Start 2013: uma sonolenta nova rodada de sete repetecos

Por Alexei Barros

Se a primeira leva de atualizações do set list do Press Start 2013 não empolgou pela ausência de novidades, a segunda… fica na mesma. Só reprises. Pelo pouco que entendi no post do site 2083, neste ano a organização da série japonesa de concertos quis montar um programa com os segmentos favoritos do público. Inclusive isso já foi feito no Press Start 2010, com a diferença que havia a desculpa de ser uma apresentação comemorativa dos cinco anos de aniversário. Agora, aparentemente, não há um motivo para que isso aconteça.

Como tradicionalmente gosto de falar do Press Start por aqui, vou mais uma vez conjecturar com segmentos equivalentes que poderiam ser interessantes.

– Super Mario Bros.: “Overworld” ~ “Underwater” ~ “Underworld” ~ “Overworld”

No Press Start 2007 foi tocado um segmento do primeiro Mario que era uma ofensa de tão básico, apenas com a “Overworld” e mais nada. Quiseram corrigir o erro no Press Start 2009, com um medley mais elaborado… mas é exatamente o mesmo do Orchestral Game Concert e do Video Games Live. Lamentavelmente, vão tocar mais uma vez, como se fosse necessário de novo esse segundo segmento, que, além da “Overworld”, tem a “Underwater” e a “Underworld”. É difícil de ouvir o medley com a mesma empolgação da primeira vez, considerando que outros arranjos foram feitos nesses anos com resultados muito melhores: me refiro ao “Super Mario Bros. (Retro Suite)” do Symphonic Legends, que fugiu do senso comum ao incluir composições de outros jogos da série, e do primeiro Super Mario mesmo eles pegaram a “Castle”, que não está presente no medley do OGC. Super Mario Bros. 3 ou Super Mario World seriam as escolhas indicadas para algo mais ousado, mas eu ia me empolgar mesmo se fosse tocado um medley do Super Mario Bros. 2 (o Super Mario USA para os japoneses).

– Xenoblade Chronicles: “Xenoblade” ~ “Gaur Plains” ~ “Mechanical Rhythm” ~ “Riki the Legendary Hero” ~ “Sator, Phosphorescent Land / Night” ~ “Those Who Bear Their Name” ~ “Confrontation with the Enemy”

Um dos RPGs que atrasou o enterro do Wii possui uma trilha gigantesca, com participações de vários compositores. Três deles estiveram no palco do Press Start 2011: as cantoras CHiCO e Manami Kiyota, além do guitarrista Tomonori Kudo. Vou deixar minha sugestão, mas para o Press Start 2014: um medley do X, o novo RPG também da Monolith Soft que sairá para Wii U. Seria um voto de confiança para o Hiroyuki Sawano, em sua estreia na composição de uma trilha sonora de jogo – sua carreira foi toda construída com trilhas de animes e J-dramas.

– Baten Kaitos: “To the End of the Journey of Glittering Stars”

Opa! Essa aqui é uma reprise até que interessante, porque foi tocada há mais tempo, lá no Press Start 2008 e nunca mais apareceu de novo. Apesar disso, sugerir um segmento alternativo para o Baten Kaitos é a tarefa mais fácil de todas. O RPG do GameCube foi feito pela tri-Crescendo e tem trilha do Motoi Sakuraba. Que outro jogo tem essa dobradinha? Eternal Sonata, é claro. “Scrap and build ourselves -from Revolution-“ para ontem! Chopin e Sakuraba em uma mesma sinfonia.

– Kirby’s Dream Land: “Title” ~ “Green Greens” ~ “Float Islands” ~ “Sweet Potato Shooting” ~ “King Dedede’s Theme” ~ “Ending”

Originalmente tocado no Press Start 2009, o segmento baseado no Kirby’s Dream Land de Game Boy só foi tocado no bis, homenageando o Masahiro Sakurai, criador do personagem, o qual completaria aniversário no dia seguinte do concerto. Conheço muito pouco das trilhas sonoras do Kirby, mas, para não ir muito longe, imagino que poderia haver músicas de outros jogos da série. Por exemplo, o medley do OGC5 engloba faixas do Kirby Super Star…

– Mother Medley: “Eight Melodies” (Mother) ~ “Eight Melodies” (EarthBound) ~ “Snowman” (Mother) ~ “LOG-O-TYPE” ~ “Porky’s Theme” ~ “MOTHER 3 ‘Love Theme” (Mother 3)

Teve Mother logo no Press Start 2006, em um medley com músicas do primeiro jogo, para Famicom, do EarthBound (Mother 2), de SNES, e até do Mother 3, de Game Boy Advance. Curiosamente, no Press Start 2010 tocaram um medley diferente, enfocado apenas no Mother original. Desta vez vão repetir o primeirão, de sete anos atrás, abrangendo toda a série. É difícil querer encontrar um segmento equivalente pela série, já que Mother foge bastante das convenções, então vou me guiar pelos trabalhos de um dos compositores, Keiichi Suzuki. Para chutar o balde mesmo: a comovente “The Wind’s Regret Main Theme ~ Orchestra Version”, do Real Sound: Kaze no Regret, aquele adventure em áudio, sem imagens, do Saturn. E ainda poderia valer como uma homenagem póstuma ao Kenji Eno, criador do jogo que faleceu em fevereiro de 2013.

– Rhythm Heaven: “Ninja”

No Press Start 2009 e 2010, o jogo de ritmo foi usado para um segmento interativo com pessoas da plateia aos moldes do Video Games Live e que será tocado pela enfadonha terceira vez. Poderiam, sei lá, pensar em executar alguma música do Rhythm Heaven Fever do Wii…

– Wild Arms: “Wild Arms 2nd Ignition” Medley (Intro) ~ “Battle vs Lord Blazer” (Wild Arms 2) ~ “Into the Wilderness” (Wild Arms) ~ “First Ignition” (Wild Arms 2)

Mais um número que será tocado pela terceira vez. O Wild Arms surpreendeu muito quando foi escolhido no Press Start 2008 e, na reprise em 2010, a performance ganhou o reforço de um assobiador profissional para dar o clima perfeito de velho oeste. No lugar, eu trocaria por outro jogo com músicas da Michiko Naruke, o The Wizard of Oz: Beyond the Yellow Brick Road, RPG de DS que tinha um nome muito mais legal na versão original japonesa, RIZ-ZOAWD. A música-tema “RIZ-ZOAWD!” poderia muito bem ser interpretada com a participação da cantora Kaori Asoh.

[via PRESS START]

“Encore (Currendo. Saltando. Ludendo)” – LEGENDS

Por Alexei Barros

O que poderia ser um bônus do concerto acabou se tornando um dos segmentos favoritos de muitos (eu incluso) do Symphonic Legends, o “Encore (Currendo. Saltando. Ludendo)”, que encadeia, mistura e alterna diferentes melodias, em especial temas de encerramento, de jogos da Nintendo. Surpreende que a origem das músicas não seguiu necessariamente os títulos representados ao longo do concerto. Por exemplo, teve uma suíte somente de Super Metroid, mas a trilogia Metroid Prime foi aludida no bis. São tantos detalhes que as repetidas apreciações se tornam um imperativo – numa iniciativa inusitada, o arranjo foi pensado prevendo que seria publicado no YouTube para que os fãs tentassem descobrir as referências que chegaram até Super Mario Galaxy 2, que saiu em maio de 2010 – o concerto se deu em setembro do mesmo ano.

O número não foi anunciado para a expansão LEGENDS, então fiquei curioso para conferir o vídeo a fim de cumprir tabela. O começo é igual: o piano fazendo dupla com a percussão (desta vez o próprio integrante da orquestra, não Rony Barrak) na “Staff Credits” do The Wind Waker, seguido por uma alusão a Pikmin (que não sei o momento exato) e, com o coral, pelos três temas dos créditos em ordem decrescente da trinca Metroid Prime. Não obstante o registro amador, foi possível ouvir a densidade da “Theme of Super Metroid” no órgão de tubos, o que, curiosamente, não dava para perceber muito bem na gravação da transmissão. O piano alude à faixa “Super Mario Galaxy” como de praxe, e… opa! A partitura tinha sido alterada.

Eu achei que todas as mudanças foram para melhor. Já era um estrondo e ficou ainda mais, e vou dar meus motivos. Conforme detalhado aí embaixo, as músicas com a seta para esquerda que estavam no Symphonic Legends deram lugar para as da direita no LEGENDS. Como Kirby foi uma adição no repertório, justo que também fosse lembrado no desfecho, apesar de não ter encontrado o ponto certo no vídeo. A “Opening” do Star Fox 64 era uma sutilíssima referência no trombone e, com a “Main Theme” do Star Fox, a série teve homenagem estendida de forma merecida. Na primeira versão, não havia nada relativo a Donkey Kong, aliás, a única franquia do concerto que não despontava no bis. Por menor que seja, é sensacional perceber o trompete tocar um trecho da “Donkey Kong Rescued” de um título marcante como Donkey Kong Country 2. Todas as melodias vinham de temas de encerramento (algumas apareciam antes, em outros momentos dos jogos, mas sempre figuravam no final), com exceção de Star Fox, que era breve como comentei acima, e F-Zero, que foi simbolizado pela “Big Blue”. Daí… que choque tomei quando ouvi a “Ending Theme” nos metais reproduzindo a melodia, com um tempero jazzístico um tanto incomum em concertos eruditos. Esses segundos, acredite, valeram todo o LEGENDS para mim, porque não esperava de jeito algum tal inclusão. Sobre a retirada da “Overworld” do Zelda, a série já teve o primeiro bis só para ela com a “Healing”, além do poema sinfônico, e sem falar que este segmento começa com Zelda. Lembro que por ocasião do Symphonic Legends, quase enfartei com a “Ending” do Super Mario Bros. 3 com coral em latim, mas foi bom terem incluído o tema dos créditos do F-Zero só agora, porque muito possivelmente não resistiria a dois enfartos em sequência. E, de novo, o que é esse final? Fez me lembrar da introdução cantada dos jogos da Sega, mas claro com o coral entoando “Nintendo”.

Coloco ambos os vídeos para comparação, e o mais legal é que no segundo dá para avistar a maravilhosa arquitetura do Konserthuset em Estocolmo e ver subirem no palco David Wise, Masashi Hamauzu, Jonne Valtonen e Roger Wanamo.

– “Encore (Currendo. Saltando. Ludendo)”
Originais:
“Staff Credits” (The Legend of Zelda: The Wind Waker)
“A Panoramic View” (Pikmin)
“Ending Staff Roll” (Metroid Prime 3: Corruption)
“Ending Staff Roll” (Metroid Prime 2: Echoes)
“Ending Staff Roll” (Metroid Prime)
“Theme of Super Metroid” (Super Metroid)
“Super Mario Galaxy” (Super Mario Galaxy)
<– “Opening” (Star Fox 64)
<– “Overworld” (The Legend of Zelda)
<– “Big Blue” (F-Zero)
–> “Ending” (Kirby’s Dream Land)
–> “Main Theme” (Star Fox)
–> “Donkey Kong Rescued” (Donkey Kong Country 2)
–> “Ending Theme” (F-Zero)
“Ending” (Super Mario Bros. 3)
“Super Mario Galaxy 2” (Super Mario Galaxy 2)

Composição: diversos
Arranjo: Roger Wanamo

Symphonic Legends

LEGENDS

LEGENDS: o vale verdejante de Kirby

Por Alexei Barros

Prestar tributo às principais franquias da Nintendo em um concerto exigiria muito tempo de apresentação, mas como os instrumentistas são humanos e a plateia cansa, por mais apaixonada que seja, o espetáculo precisa acabar uma hora. Por isso e por outros fatores relacionados às diferentes popularidades das séries em cada região, algumas não foram lembradas no Symphonic Legends, como Kirby.

A pelota rosa vai rolar desta vez no LEGENDS, e com arranjo do Masashi Hamauzu! No comentário de hoje no Facebook, o compositor germânico exaltou o uso de orquestras grandiosas, mas avisou que a partitura foi preparada para um quinteto de sopro, com instrumentos que ele considera perfeitos para representar a característica do personagem – se ficou difícil de mentalizar, basta rever a “Green Greens” interpretada na melódica de Hirokazu Ando.

De acordo com Hamauzu, uma das melhores experiências que teve nos preparativos para o concerto foi quando a filha dele de dez anos apareceu no meio da labuta. Ela costuma ser bastante crítica ao trabalho do pai, pedindo para fazer isso ou mexer naquilo. Neste caso apenas exclamou: “Isso é o Kirby!”.

O nome do segmento é em alemão, uma marca do autor, como na SaGa Frontier 2 Original Soundtrack e no álbum Vielen Dank. “Grünende Flur”, que significa “Vale Verdejante”, algo como uma versão poética de “Green Greens”, pode ser encontrada como uma expressão no poema “Fausto” de Johann Wolfgang von Goethe no excerto abaixo com o trecho aproximado na adaptação em português:

Alemão
“Von dort her sendet er, fliehend, nur
Ohnmächtige Schauer körnigen Eises
In Streifen über die grünende Flur.”

Português
“…e nós a rirmos
dos tiros mortos, que de lá nos lança,
granizo imbele, que realça os verdes…”

[via Facebook]


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