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Ni no Kuni: bonito de ver e ouvir

Por Alexei Barros

A última vez em que falei de Ni no Kuni era mais uma desculpa para comentar sobre a genialidade de Joe Hisaishi nas trilhas e nos concertos do Studio Ghibli com orquestras colossais. Mas, enfim, há uma data de lançamento do RPG do Nintendo DS, que recebeu o subtítulo Shikkoku no Madoushi, no Japão: 9 de dezembro de 2010. Não custa nada frisar que o jogo foi anunciado na TGS 2008. A demora é justificada por gráficos estupendos e trilha sonora totalmente orquestrada, o que resultou em um cartucho de 4GB.

A boa notícia veio acompanhada de outra melhor ainda porque Ni no Kuni também receberá uma versão para PlayStation 3, batizada de Shiroki Seihai no Joou, a ser lançada em 2011. Então, você se lembra do cel-shading fabuloso do Dragon Quest VIII? A Level 5 fez de novo, mas com o estilo visual do Studio Ghibli. Fico na dúvida se não bateu o arrependimento da Square Enix por anunciar o Dragon Quest X para Wii – sei lá se o console da Nintendo seria capaz de proporcionais tais maravilhas. Ambas as novidades foram comunicadas em recente evento exclusivo do jogo – quem precisa de E3?

Falta anunciarem o álbum da trilha sonora.

Confira os vídeos mais recentes, sem deixar de prestar atenção nas músicas sinfônicas:

Ni no Kuni: Shikkoku no Madoushi (DS)

Ni no Kuni: Shiroki Seihai no Joou (PS3)

Pelo Twitter as notícias foram compartilhadas pelo Fabão.

[via Andria Sang, Game Watch, Tiny Cartridge]

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Ni no Kuni: as músicas de outro mundo de Joe Hisaishi

Ni no Kuni
Por Alexei Barros

Quando o RPG Ni no Kuni foi anunciado na TGS 2008 minha expectativa foi exacerbada não somente pela parceria inédita entre a desenvolvedora Level-5 e o estúdio de animação Studio Ghibli dos longa-metragens animados de Hayao Miyazaki. O principal motivo é a trilha sonora do proeminente Joe Hisaishi.

Essa não é primeira colaboração em videogames do mestre que deu aulas de composição para Yuzo Koshiro, vale lembrar. Hisaishi já participou de Zoids: Chuuou Tairiku no Tatakai (Famicom), Zoids 2: Zenebasu no Gyakushuu (Famicom), Tengai Makyou II: Manji Maru (PC Engine CD) e Might and Magic (PC Engine CD-ROM2) – todos lançados somente no Japão e obscuros no ocidente.

Naquela época não havia como utilizar músicas orquestradas, uma característica constante nas composições dele. Mas agora para Ni no Kuni enfim não há mais barreiras tecnológicas. Pelo menos é a impressão que passa, pois parece que os estúdios ignoraram que o jogo é para DS.

Inacreditavelmente o álbum da trilha original não foi anunciado, mas a performance é da Tokyo Philharmonic Orchestra, a mesma dos recentes concertos de Ace Attorney e Monster Hunter. As músicas impressionaram sobremodo na demonstração – versão completa japonesa só em 2010, americana ainda não confirmada –, que os imbatíveis fãs tiveram a bondade de ripá-la para a nossa essencial apreciação. Não por menos há uma mensagem para jogar com fones de ouvido. Faça o favor.

Todas estão em uma faixa contínua, com breves pausas entre uma e outra. Logo abaixo há a decupagem. Senti reminiscências de Monster Hunter em “Opening”, Professor Layton em “The Story So Far” devido ao som de caixa de música e Shadow of the Colossus em “North Forest” e “Normal Battle”. “Victory” tem um quê de Hitoshi Sakimoto nas trilhas de GrimGrimoire e Final Fantasy XII e “Castle Town” uma levada celta à la Yasunori Mitsuda. Preciso falar mais alguma coisa?

“Ni No Kuni”

00:00: Opening
01:04: The Story So Far…
02:01: North Forest
04:09: Normal Battle
06:29: Boss Battle
08:47: Victory
09:41: Field
13:14: Castle Town

Instantaneamente a trilha tem potencial para ser tocada ao vivo se não no Press Start, por ser um concerto japonês, acredito que no A Night in Fantasia, que costuma executar as composições de animes e games nas mesmas apresentações. Melhor ainda seria se as músicas aparecessem nos monumentais concertos do Studio Ghibli. Para ilustrar, a récita Joe Hisaishi in Budokan – 25 years with the Animations of Hayao Miyazaki, realizada em agosto de 2008 em comemoração de 25 anos do estúdio, que chegou a ser transmitida na NHK e foi lançada em DVD em julho desse ano. Reuniu inacreditáveis 200 instrumentistas da New Japan Philharmonic World Dream Orchestra e um coral de 400 vozes que de tão grande exige dois maestros auxiliares nas laterais, totalizando 600 pessoas no palco sob a regência de Joe Hisaishi. Quando vi a tomada aberta fiquei boquiaberto. Pasmo. Estarrecido com tal grandiloquência. Espere até ver a arquitetura do Nippon Budokan, que comporta mais de 14.000 lugares e foi originalmente construído para as competições de judô da Olimpíada de 1964. Nem no Japão vi nada semelhante em concertos de game music, e me pergunto se um dia existirá algo parecido, afinal jogos e animes estão próximos. Prova disso, além das mencionadas relações de Joe Hisaishi com games, nesse mesmo espetáculo há a participação da Ayaka Hirahara, da canção “Reset” de Okami. Abaixo o fabuloso segmento de Nausicaä of the Valey of the Wind em que Hisaishi também toca piano.

Agradecimentos ao Fabão pela recomendação, descoberta, decupagem e informações.

[via Nico Nico Douga]


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