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Press Start 2012: variado como nunca, competente como sempre

Por Alexei Barros

No dia 23 de setembro, aconteceu em Tóquio a sétima edição do concerto Press Start em duas apresentações, ambas com a performance da Tokyo Philharmonic Orchestra sob a batuta do maestro Taizo Takemoto. Até aqui, nada de muito surpreendente, mas, confirmando a expectativa causada pelas excelentes seleções de jogos, o espetáculo neste ano aparentou ser dos mais inspirados.

Minhas impressões baseadas nas fotos do concerto e nas poucas informações compreensíveis pelo tradutor do Google foram publicadas depois do Hadouken.
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Press Start 2012: Heracles no Eikou IV: Kamigami kara no Okurimono e The Elder Scrolls V: Skyrim

Por Alexei Barros

Completando a lista de revelações do set list do Press Start 2012, temos mais dois jogos que, embora tenham sido anunciados em semanas diferentes, não faria muito sentido se eu escrevesse sobre eles em posts separados. Com isso, eu saldo minha dívida e fico no aguardo só da atualização referente aos artistas do espetáculo.

– Heracles no Eikou IV: Kamigami kara no Okurimono

Difícil de entender por que este RPG só apareceu em 2012. Considerando que dois dos organizadores do Press Start (Kazushige Nojima e Shogo Sakai) participaram da produção nos tempos de Data East, o jogo poderia ter sido lembrado antes. Sem falar que recentemente a série voltou no Nintendo DS, com Glory of Heracles, o primeiro episódio lançado nos EUA. A exemplo do Ihatovo Monogatari, o Heracles no Eikou IV foi tocado no Orchestral Game Concert 5. O segmento “Heracles no Eikou IV: Kamigami kara no Okurimono” inclusive foi arranjado e regido pelo Shogo Sakai, que escreveu o texto no site do concerto para mergulhar nas memórias do jogo. Para variar, deu para entender pouca coisa. Só me chamou a atenção o Sakai ter dito que mesmo no Japão algumas pessoas podem não se recordar do jogo. Caso seja de seu interesse, recomendo ouvir a trilha no formato SPC no SNESmusic.org, porque há belas composições com uma abordagem mais erudita.

– The Elder Scrolls V: Skyrim

Os japoneses geralmente são xenofóbicos com jogos americanos e europeus, mas, se tem um título que caiu nas graças dos nipônicos, este é Skyrim. Foi o primeiro jogo ocidental a receber a nota 40/40 na Famitsu inclusive. Porém, a escolha não é uma surpresa; é apenas uma atualização: o antecessor The Elder Scrolls IV: Oblivion, que nem chegou perto do hype e da onipotência do Skyrim, já havia sido tocado em 2007.  Fora esses, de jogos ocidentais no set list do Press Start, só houve o Portal em 2009 e o Spelunker em 2008 e 2011, apesar de não contar muito por ser praticamente um japonês naturalizado de tanto que os nipônicos gostam da versão de Famicom. Seria uma ironia grande se a performance no Press Start 2012 fosse a première mundial, mas, na verdade, o Video Games Live já tocou a música na E3 2012 (veja só, a primeira vez que falo do VGL neste ano, isso em julho!), além do Video Games Unplugged: Symphony of Legends. E a flechada atingiu até o joelho dos japoneses: Masahiro Sakurai fez uma alusão àquele meme que infestou o mundo no final do ano passado. Tudo leva a crer que a “Dragonborn” será a música escolhida. Se não entendi errado, haverá um coral de 30 vozes no palco, informação que deverá dar para confirmar se revelarem de fato os artistas antes da apresentação.

Set list até o momento:

01 – “Save the Princess Famicom Medley”
02 – Kid Icarus: Uprising
03 – Gravity Rush
04 – God Eater
05 – The Legend of Zelda: Skyward Sword
06 – Nora to Toki no Koubou: Kiri no Mori no Majo
07 – Muramasa: The Demon Blade
08 – Phoenix Wright: Ace Attorney
09 – Ihatovo Monogatari
10 – Darius
11 – Legend of Mana
12 – Final Fantasy XI

[via PRESS START]

Press Start 2007: o novo Orchestral Game Concert?


Por Alexei Barros

Em 1986, principiava com Dragon Quest Suite os concertos com músicas de jogos no Japão sob a batuta de Koichi Sugiyama. Três anos depois veio Final Fantasy Symphonic Suite, o primeiro de muitos da grife FF. A despeito do pioneirismo dos dois, foi a série Orchestral Game Concert que criou um novo paradigma em apresentações de game music.

Em vez de uma franquia, diversas, incluindo Dragon Quest e Final Fantasy, com ênfase em títulos do Super Nintendo. Pela primeira oportunidade se ouvia o tema do Super Mario Bros. tocado por uma orquestra. Melodias de jogos importantes daquela época também receberam arranjos sinfônicos, tais como The Legend of Zelda, Super Mario World, Yoshi’s Island, Donkey Kong Country, Chrono Trigger, Secret of Mana, Star Fox e Super Metroid. Lá que a ópera “The Dream Oath ‘Maria and Draco” do FFVI foi reproduzida na íntegra, com 23 minutos de duração. No total, cinco apresentações – de 1991 a 1995 –, que inspiraram a criação de outros concertos.

O legado foi herdado por Video Games Live (EUA), PLAY! A Video Game Symphony (EUA), que  organizam espetáculos em vários lugares do mundo, e Symphonic Game Music Concert (Alemanha) e o A Night in Fantasia (Austrália), que realizam uma apresentação por ano. Mas não havia proveniente do Japão de trilhas de empresas diferentes como o Orchestral Game Concert.

Não havia até o ano passado – onze anos depois do último OGC. Eis que surgiu o Press Start ~Symphony of Games~. O repertório estava longe de fazer frente ao OGC em termos de significância, apesar de  ICO, Zone of the Enders 2, Metal Gear Solid 2, OutRun e Zelda.

Pensei que seria uma apresentação única. Estava enganado. Nos dias 17 e 22 de setembro aconteceu em Osaka e Yokohama a edição 2007 do concerto organizado por Nobuo Uematsu, Masahiro Sakurai, Shogo Sakai, Kazushige Nojima e Taizo Takemoto. Os convidados? Yuzo Koshiro e Keiki Kobayashi. E como em 2006, tive a oportunidade de ouvir um bootleg. A qualidade é razoável para ruim, mas o suficiente para ter uma idéia da grandiosidade.

pressstart.jpg

O set list mudou completamente: apenas duas faixas foram reprisadas. Isso sim é renovação. Houve um avanço substancial em relação aos musicistas. No ano passado era apenas a Tokyo City Philharmonic Orchestra e eventuais solistas. Novamente sob a regência de Taizo Takemoto, desta vez formou-se a Press Start Gadget Orchestra, que combina instrumentos de uma orquestra erudita (cordas, metais, madeiras etc.) com a de uma banda (baixo, guitarra, bateria e teclado) – algo que é feito no Brasil pela Orquestra Jazz Sinfônica. Essa combinação permite executar músicas com muito mais impacto e também amplia a gama de melodias que podem ser interpretadas com fidelidade e perfeição. Também estreou um coral.

Minha empolgação foi tanta que preferi comentar cada uma das faixas da apresentação de Yokohama  (e uma exclusiva de Osaka) baseando-se no bootleg.
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