Posts Tagged 'Hirokazu Tanaka'



Press Start 2011: contemporâneo e nostálgico; épico e diversificado

Por Alexei Barros

Após o lançamento do mediano álbum Press Start 5th Anniversary e as enfadonhas reprises na comemoração dos cinco anos de existência dos concertos no Press Start 2010, o Press Start 2011 veio para retomar no dia 14 de agosto o principal motivo de estima pela série japonesa de récitas: seleções magistrais de jogos japoneses, velhos e novos, alguns difíceis de imaginar em outros espetáculos do gênero.

Comentarei as escolhas de faixas mais detalhadamente após o Hadouken, mas pareceu ter sido um evento extraordinário, o que faz aumentar o desejo pelo segundo CD. Na condução de Taizo Takemoto, a Kanagawa Philharmonic Orchestra tocou no Shinjuku Bunka Center Hall, em Tóquio, às 14 e depois às 18 horas locais. Vale lembrar que, pela primeira vez, será realizada uma terceira apresentação no Japão, marcada para o dia 19 de setembro em Nagoya, com a Nagoya Philharmonic Orchestra no Century Hall do Nagoya International Conference Hall e regência de Kosuke Tsunoda. Continue lendo ‘Press Start 2011: contemporâneo e nostálgico; épico e diversificado’

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Press Start 2010: Chrono Trigger & Cross, NES Medley, Muramasa: The Demon Blade e Mother

Por Alexei Barros

Desde que o site oficial do Press Start 2010 foi inaugurado para a revelação do concerto tudo estava inerte, às moscas, mesmo tendo passado muito tempo após o fim da eleição da reprise que findou dia 30 de abril. Até que hoje a página foi atualizada não com um, nem dois, mas já adiantando quatro segmentos do programa, infelizmente sem detalhar quais as faixas de cada número como em 2009. E os ingressos estão à venda. Não fiquei muito empolgado com as novidades (ou seriam meias-novidades?), com exceção de uma deveras interessante que constava na minha wishlist. Além dos comentários dos organizadores foram publicadas mensagens dos fãs. Vamos ver o pouco que entendi:

– Chrono Trigger & Cross

De novo? Será a terceira vez que o Press Start toca algo da série. Em 2007 foi um segmento arroz com feijão do Trigger, adaptado do Orchestral Game Concert 5, e em 2008 um medley abarcando músicas também do Cross que foi executado no bis. Trata-se de uma das reprises escolhidas pelo público, e me refiro evidentemente ao medley que há dois anos foi presenciado por Yasunori Mitsuda. De acordo com o maestro Taizo Takemoto, a performance foi bem recebida na ocasião e ainda impressiona. A título de curiosidade, eis a seleção:

“Epilogue ~ To Beloved Friends” (Chrono Trigger)
“Chrono Trigger” (Chrono Trigger)
“Frog’s Theme” (Chrono Trigger)
“Decisive Battle with Magus” (Chrono Trigger)
“Radical Dreamers” (Chrono Cross)
“To Far Away Times” (Chrono Trigger)
“The Scars of Time” (Chrono Cross)

Não apenas pelas faixas, principalmente pelo arranjo, se é que dá para considerar muito o que escutei pela apresentação chinesa do Press Start, não tem nem comparação com a “Fantasy III (Chrono Trigger & Cross)” do Symphonic Fantasies. Justo por isso que não consigo ficar animado, ainda mais sendo uma reprise.

– NES Medley

Em 2009, o Press Start estreou um segmento que mais se aproxima do Video Games Live pela interação com o público. Era um medley de jogos do NES, não só da Nintendo como de outras produtoras. Conforme se ouvia a música, o espectador era instigado a acompanhar a melodia com as palmas caso a reconhecesse até que o telão mostrava o nome do jogo para conferir se estava correto. Foram duas configurações diferentes para cada apresentação, tarde e noite, com seleções interessantes, como Kid Icarus, Ghosts ‘n Goblins, Mappy e Yie Ar Kung-Fu. A fórmula deu certo de acordo com o roteirista Kazushige Nojima. E se entendi corretamente, os títulos deste ano serão diferentes. Ainda bem!

– Muramasa: The Demon Blade

Opa, aqui começou o Press Start 2010. Antes de mais nada, é preciso frisar este momento raro da natureza porque enfim um concerto japonês profissional vai tocar Hitoshi Sakimoto! Ogre Battle, Final Fantasy Tactics, Valkyria Chronicles e, claro, Final Fantasy XII seriam algumas das escolhas que se imaginaria em um primeiro momento, mas o que importa no caso não é o compositor, e sim um estilo preponderante da trilha do jogo de plataforma do Wii conhecido no Japão como Oboromuramasa, que foi recomendada a mim pelo Farley. Seguindo a tradição iniciada por Samurai Shodown (2008) e Okami (2009), o segmento de Muramasa: The Demon Blade trará na companhia da orquestra, instrumentos nipônicos tradicionais, como o shamisen.  Se compreendi bem o texto do Masahiro Sakurai, será um medley com duas faixas, “Introduction” e “Impermanence”, ambas de autoria do Sakimoto – outros instrumentistas do estúdio Basiscape o auxiliaram neste trabalho.

– Mother

Dos retornos foi o que mais gostei, afinal aquele sensacional “Mother Medley” é do hoje longínquo Press Start 2006. E detalhe muito importante: o arranjo será totalmente inédito, é intitulado “Mother 2010”, e possui músicas do primeiro Mother e não do Earthbound e Mother 3 como há quatro anos. Shogo Sakai, que muito provavelmente é o arranjador, lembrou que a “Eight Melodies” é utilizada no aprendizado de música no Japão e recordou do álbum Mother de 1989, ressaltando a vocalista e o coral de crianças. Será que o segmento deste ano terá os mesmos elementos?

[via PRESS START]

“Mother String Trio Ver.” – Mother (Ensemble Game Classica)

Por Alexei Barros

Na ocasião dos 20 anos da série Mother completados em 2009, publiquei diversos vídeos musicais maternos que você deve se lembrar – ou não. Porém, o que segue suplanta todos os anteriores. Ou pelo menos empata com o empolgante “Mother Medley” da Low-tech Son e T.E.O.

A seleção de faixas é a mais abrangente, e cada vez mais me dou conta da inspiração de Hirokazu Tanaka e Keiichi Suzuki à época – muitas ideias vieram de músicas famosas, aliás. Hits como “Pollyanna (I Believe in You)”, “Snowman” e “Eight Melodies” (esta numa versão que lembra mais o tema de encerramento “The End”) foram interpretadas no trio de cordas da Ensemble Game Classica, mas, como sempre, brilham as seleções de faixas mais obscuras. A divertidíssima “Drugstore” (1:15), também presente na continuação, EarthBound, é uma música icônica que nunca deveria ter sido esquecida em outros arranjos. Melhor ainda ficaram os temas de combate de toada rockabilly (isso que o gênero nem faz minha cabeça), como “Battle with a Flippant Foe” (2:35) e principalmente “Hippie Battle” (4:18). O nervoso “Battle with a Dangerous Foe” (8:41) então ficou um espetáculo – imagino uma orquestra grandiosa interpretando a melodia. Fiquei curioso apenas para ouvir como ficaria a “The Paradise Line” com este tipo de releitura.

A qualidade da gravação está péssima (para completar, há umas manchas esverdeadas bisonhas do vídeo), mas o áudio pode ser contemplado sem contratempos. Abaixo ainda segue a descrição detalhada do medley. Devo revelar, contudo, que não estou muito certo do trecho que inicia em 5:22 e começa a “Magicant”. Acredito que esqueci de alguma faixa, só que já estava ficando maluco tentando descobrir. Portanto avise se souber.

“Mother String Trio Ver.”

“Introduction” ~ “Drugstore” ~ “Pollyanna (I Believe in You)” ~ “Battle with a Flippant Foe” ~ “Snowman” ~ “Hippie Battle” ~ “Cave of the Tail” ~ “Magicant” ~ “Battle with a Dangerous Foe” ~ “Wisdom of the World” ~ “The End”

“Kid Icarus Medley” – Kid Icarus (Lydia Hime)

Por Alexei Barros

De tempos em tempos Lydia Hime nos proporciona interpretações majestosas no piano. Sempre de jogos velhos, na maioria das vezes de músicas da Nintendo. Retrô e game music nintendista me fazem lembrar de Hirokazu Tanaka, que me faz lembrar de Kid Icarus.

Minha completa inabilidade gamística me impediu de chegar às fases mais avançadas (leia-se: jamais passei do segundo estágio) do jogo, portanto as outras músicas que não “Intro (Title Screen)” e “Underworld” soam praticamente novas para mim. Todo o medley, para variar, é sublime, embora não conte com transições rebuscadas, mas a adaptação da “Sky World” (a partir de 3:38) é absolutamente… celestial.

“Kid Icarus Medley”

“Intro (Title Screen)” ~ “Underworld” ~ “The Reaper” ~ “Overworld” ~ “Sky World” ~ “The End of Pit”

Hirokazu Tanaka x 11

Por Alexei Barros

Há uns anos, buscando informações sobre os compositores, eu me indagava: o que raios aconteceu com o Hirokazu Tanaka depois de EarthBound? Não se encontrava mais nenhum jogo creditado a ele depois de 1994. O problema é que estava só vendo no Wikipédia em inglês.

Com o passar do tempo, me dei conta de que Hip Tanaka está muito longe do ostracismo por estar na presidência da Creatures, Inc, subsidiária da Nintendo que fabrica brinquedos. As participações no Hyper Game Music Event 2007 e 2008 e o arranjo “Donkey Kong” do Super Smash Bros. Brawl estão entre os seus trabalhos recentes mais proeminentes.

Dias desses por um acaso encontrei o site oficial, Sporadic Vacuum, e descobri dezenas (ou centenas?) de álbuns com colaborações tanakianas que não fazia a menor ideia, muitos relacionados à franquia Pokémon.

O mais novo lançamento dele, uma bizarrice sem fim, confirma que não havia pessoa mais adequada para as trilhas da série Mother que fizesse por merecer as maluquices da trama de Shigesato Itoi. O que ele fez: arregimentou mais dez pessoas que chamassem “Hirokazu Tanaka” no Japão e as reuniu para cantar a música “Tanaka Hirokazu no Uta”, lançada em um single digital (inclui as versões karaokê e a capella) no Hear Japan. Na página oficial, há a trajetória de cada Hirokazu Tanaka e ainda a história do projeto, que me passa a impressão de estar em planejamento há mais de uma década.

Veja o vídeo promocional da canção composta e arranjada pelo Hirokazu Tanaka mais famoso, que completa 52 anos neste domingo, cantada por ele e pelos homônimos com os indefectíveis chiptunes de fundo.

“Wrecking Crew Medley” – Wrecking Crew (Lydia Hime)

Por Alexei Barros

Estava com saudade das imaculadas performances da Lydia Hime no piano. Depois das irretocáveis execuções de Spelunker e Gradius no ano passado, ela voltou a gravar novas atuações, aparentemente até com câmera nova.

A escolha é do Wrecking Crew. Muitas trilhas antigas para NES do mestre Hirokazu Tanaka me marcaram durante a infância – Balloon Fight, Donkey Kong 3 e Urban Champion –, mas esse jogo não conhecia na época. Tal como Metroid e Kid Icarus me tornei apreciador tempos depois, e mesmo hoje fico estarrecido ao notar como as composições são simples, marcantes e geniais. Tal inspiração foi captada de maneira magistral pela Lydia em cada acorde interpretado com a desenvoltura que as originais exigem. Os chiptunes da introdução da “Stage 2” ficaram especialmente perfeitos na tradução para piano.

“Wrecking Crew Medley”
“Stage Intro” ~ “Theme” ~ “Stage 2” ~ “Stage Clear”

Beatles e game music: tudo a ver

Beatles
Por Alexei Barros

Talvez eu seja o único jogador que não estava contando os dias para o lançamento de The Beatles: Rock Band neste cabalístico 09/09/2009. Não só porque sou indiferente para a maioria desses jogos de ritmo ocidentais (japas é outra história), e também porque enfoca uma banda que não sou admirador – revelação que quase me fez ser apedrejado certa vez, como se fosse obrigação gostar, como se fosse a última maravilha musical do mundo.

Desabafos à parte, é evidente que reconheço a popularidade do quarteto e toda a importância na cultura pop que ainda se perpetua na entrada dos anos 2010. Mais incrível, essa influência dos Beatles pode ser percebida nos compositores de jogos, incluindo os que moram bem longe da Grã-Bretanha, no Japão. Não chega a ser uma Yellow Magic Orchestra em termos de preponderância, mas há muitas relações. Diretas e indiretas. Coincidentemente ou não, todos da lista são alguns dos meus favoritos, o que me leva a crer que seja um fã enrustido dos Beatles.

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