Posts Tagged 'Gothenburg Symphony Chorus'

“BioShock 2 Suite” – BioShock 2 (Score)

Por Alexei Barros

O estilo modernista em trilhas sonoras de jogos foi importado dos filmes. Do cinema para os games. Dos games para os concertos. BioShock é um exemplo de como um gênero avesso às melodias acessíveis dos jogos pode ser apreciado normalmente em uma apresentação de game music, como a “Welcome to Rapture” do Games in Concert 3 e o “BioShock Medley” – pasme – do Video Games Live.  Pasme porque é um show que procura ser básico e mainstream ao extremo na abordagem. Mais recentemente, o arranjo “Super Metroid (Suite: Samus Aran – Galactic Warrior)” do Torsten Rasch para o Symphonic Legends trilhou pela mesma vereda, surpreendendo quem imaginava reconhecer músicas do Super Metroid com mais facilidade.

A tendência é que a safra modernista aumente, e o concerto Score sai à frente por tocar uma suíte da continuação, BioShock 2, com trilha de Garry Schyman como no predecessor. Da mesma maneira que achar que “videogames são apenas diversão” é uma leitura simplista da coisa, é igualmente superficial pensar que “concertos de games servem somente para divertir o público com as músicas mais nostálgicas e conhecidas”. O segmento é totalmente perturbador, transmitindo tensão e medo como poucas vezes se ouviu em espetáculo similar.

“Pairbond – Bioshock 2 Theme” (0:55) parte das cordas melancólicas para um solo de violino tristonho à la “Welcome to Rapture”, seguindo para um diálogo com o violoncelo. Sublime a interpretação dos instrumentistas. Mesmo sem uma transição, caiu bem a “Big Sister On The Move” (3:22) em seguida porque é uma faixa para impactar, com violinos nervosos na sequência. O clima acalma um pouco com a música que começa em 4:40 e vai até 5:49, em participação marcante da celesta. Não consegui encontrar de forma alguma no Sounds From The Lighthouse: Official BioShock 2 Score tal excerto. Se alguém souber a resposta não hesite em se manifestar. A última, “Escape” (5:51), foi aproveitada a partir de 2:01 na original. Permita-me perguntar em caixa alta: O QUE É ESSE CORAL? Na versão do jogo surgem uns bramidos (provavelmente feitos por um coro sampleado). Aqui as 80 vozes esparsas do Gothenburg Symphony Chorus criam uma atmosfera assustadora inigualável.

Pelo estilo incomum, é para ficar contente com as palmas efusivas do público, importante salientar, quando a performance acaba.

– “BioShock 2 Suite”
“Pairbond (Bioshock 2 Theme)” ~ “Big Sister On The Move” ~ “Escape”

“Ormus”, “The Miracle” e “Gnosis” – Xenosaga Episode I: Der Wille zur Macht (Score)

Por Alexei Barros

É, Xenosaga mesmo. Em mais uma amostra de audácia do Score, a trilha do Yasunori Mitsuda, originalmente gravada em Londres, foi representada em três faixas avulsas no concerto sueco. Não dá para chamar de medley porque há interrupções, inclusive com palmas do público.

Exceção aos corais da série de espetáculos alemães Symphonic (Shades, Fantasies e Legends), é difícil de achar um coro grandioso e impactante o bastante. Na maioria das vezes se vê um coralzinho minúsculo e, quando é um pouquinho maior, são de estudantes. Aqui não!

O Gothenburg Symphony Chorus mostra a sua idoneidade na faixa a cappella “Ormus” (0:07), que poderia ser entoada nas catedrais sem que ninguém percebesse que foi criada para um jogo, e na luxuosa “The Miracle” (5:26), esta com acompanhamento da orquestra. Para fechar a trinca, há a instrumental “Gnosis”, igualmente potente. É difícil de precisar a quantidade de integrantes pela distância da câmera, mas quando os coristas sentam (por volta de 5:20), nota-se que não é pouca coisa.

Por curiosidade, vale frisar que na outra oportunidade em que Xenosaga apareceu em um concerto, no A Night in Fantasia 2007: Symphonic Games Edition, nenhum das três aqui selecionadas foram executadas. Na ocasião, a apresentação australiana tocou “Zarathustra” e “World to be Born”.

“Ormus”“The Miracle”“Gnosis”

“Super Mario Galaxy Medley” – Super Mario Galaxy (Score)

Por Alexei Barros

A “Super Mario Galaxy (Galactic Suite)” do Symphonic Legends foi indubitavelmente a maior obra-prima realizada com as trilhas da era sinfônica do Mario. Impressionante a naturalidade com que o arranjador Roger Wanamo emendou nada menos do que 13 músicas do jogo. Nunca é demais elogiar o trabalho do finlandês.

Mesmo assim, o segmento do SMG do concerto sueco Score também mostra o seu valor. Prova disso é logo a primeira música, que, coincidentemente, se ausentou da suíte galáctica supracitada: “Rosetta’s Observatory 2” (das três versões da valsa do observatório presentes na trilha do jogo é a que mais se aproxima da performance pela intervenção da harpa na introdução).  A composição do Koji Kondo ficou simplesmente adorável no competente naipe de cordas da Gothenburg Symphony Orchestra.

Subitamente surge a encantadora “Starbit Festival” (a partir de 1:19), com um andamento mais rápido que a original. Na sequência me incomodou a transição desta para a “Wind Garden” (2:30) pela falta de polimento. Mesmo sem algum instrumento que substitua o violão, o tema da Gusty Garden Galaxy empolga mais uma vez pelos violinos magistrais. Os metais anunciam o perigo iminente da “Arch Nemesis King Koopa” (4:20), em que o Gothenburg Symphony Chorus embarca na jornada galáctica que termina de maneira grandiosa.

Trata-se de uma performance valiosa, mais pela interpretação separada de cada uma das quatro músicas, nem tanto pelo todo, que foi prejudicado pelos solavancos provocados por algumas passagens bruscas de faixas.

– “Super Mario Galaxy Medley”
“Rosetta’s Observatory 2” ~ “Starbit Festival” ~ “Wind Garden” ~ “Arch Nemesis King Koopa”

“Shadow of the Colossus Suite” – Shadow of the Colossus (Score)

Por Alexei Barros

Mais uma das produções do jornalista de games e crítico de cinema Orvar Säfström, a récita Score aconteceu nos dias 11 e 12 de novembro em Gotemburgo e, infelizmente, como em outras oportunidades, o conhecimento de tal espetáculo está longe de transcender as fronteiras da Suécia. Tanto que não vi nenhuma menção sequer nos fóruns que costumo bisbilhotar. Soube por acaso, em decorrência do tema do post anterior. Não tem jeito, a popularidade é inversamente proporcional à qualidade dos concertos de games, com algumas exceções, é claro.

Você poderá comprovar com este post e outros (muitos, diga-se, pois acho que este foi o espetáculo do Säfström mais bem registrado no YouTube). De cara, mostro uma arrojada suíte do Shadow of the Colossus, aquela trilha capaz de arrepiar a espinha até mesmo dos mais insensíveis.

Bem, não é exatamente uma suíte, como são apenas duas faixas executadas com uma pausa no intermédio, sem nenhuma transição (melhor isso do que dilacerar uma música igual certa turnê que eu conheço). Mas  os dois temas de batalha, meu amigo, se não estiver enganado, jamais foram lembrados por outro concerto.

A complexa “In Awe of the Power ~Battle With the Colossus~” impressiona pela plena sincronia dos violinistas da Gothenburg Symphony Orchestra sob a regência do maestro Charles Hazlewood. Quem também mostra semelhante excelência é a Gothenburg Symphony Chorus na “Demise of the Ritual ~Battle With the Colossus~”, que se ouve no combate do último colosso e em parte do encerramento, e exprime uma mistura de decadência e heroísmo do protagonista Wander. Por sinal, fantasticamente apresentada. Mesmo com a câmera a quilômetros de distância, é possível testificar a qualidade suprema porque o áudio está muito bom para uma gravação amadora.

“Shadow of the Colossus Suite”
“In Awe of the Power ~Battle With the Colossus~” ~ “Demise of the Ritual ~Battle With the Colossus~”


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