Posts Tagged 'Games in Concert 3'

“Still Alive” – Portal (Games in Concert 3)


Por Alexei Barros

No final do ano passado, apresentei uma sequência de posts com performances da ilustre série holandesa Games in Concert que podem ser conferidos na categoria ali à direita. Havia descoberto que alguns segmentos chegaram a ser transmitidos na NCRV Radio com qualidade de gravação perfeita, e as consegui graças aos solidários internautas dos Países Baixos. Mas não cheguei a publicar todas na ocasião…

Então você me pergunta:

– “Você não seria capaz de guardar uma gravação e mostrá-la quase um ano depois apenas para poder compará-la com outra performance e escancarar a diferença de qualidade, seria?”

Sim, fui. Porque se publicasse antes poucos se dariam ao trabalho de rever. Sabendo pelo site oficial que o VGL incluiria a música, aguardei pacientemente a estreia para enfim compartilhar uma das pedras preciosas do mundo dos concertos de games. A “Still Alive” do Games in Concert 3, que ficou UM POUCO melhor. Não podia ser diferente e levantei a placa: “eu já sabia”. A apresentação realizada em 2008 foi a primeira que executou a canção, sendo sucedida pela “Still Alive” traduzida em japonês e tocada no Press Start 2009 em uma versão que a maioria de quem assistiu ao vivo considerou odiosa.

Aqui, todavia, não está fiel à original. Está muito melhor! A vocalista de cabelos vermelhos Roos Rebergen da banda holandesa Roosbeef é quem canta de maneira despojada. Mais uma vez é a genial Metropole Orchestra que torna tudo mais espetacular, interpretando o arranjo magistral – suponho que seja o Martin Fondse, o responsável pela surpreendente versão da “Today” (Burnout Revenge).

Não há violão como na original, mas a introdução foi adaptada perfeitamente para o piano. O acompanhamento essencial da bateria e do baixo elétrico está presente, bem como as intervenções poderosas da guitarra. O que revolucionou tudo foi a implementação dos metais, conferindo uma pitada jazzística soberba. Não acredita que é para tanto? Espere até pelo choque quando entrarem os trompetes, trombones e saxofones no momento em que for entoado pela primeira vez “Still Alive”.

Mais do que nunca vale elogiar a ousadia do Games in Concert por incluir no programa uma música pop, estilo que não costuma figurar nos concertos de games, quanto mais com o mesmo profissionalismo e competência – a não ser mais notoriamente pelas canções de Final Fantasy nos espetáculos da série, com a ressalva de que sempre foram executadas sem acompanhamento de banda presentes nas trilhas originais.

Confira de uma vez por todas, lembrando que está na qualidade da transmissão do rádio:

“Still Alive” (Portal, Games in Concert 3)

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“Super Mario Piano Medley” – Super Mario Bros., Super Mario 64, Super Mario Galaxy e Mario Kart 64 (Games in Concert 3)

Por Alexei Barros

Como comentei aqui, dia 4 de abril passou na TV holandesa um especial sobre a série Games in Concert, que teve apresentações de 2006 a 2008 – espero que retorne em 2010. Falei sobre a possibilidade de o vídeo pintar no YouTube. O próprio site oficial traz a reportagem na íntegra, mas me decepcionou um bocado porque todas as performances exibidas de ponta a ponta – Haze, Red Alert 3, BioShock, Donkey Kong Country, Overlord II e Final Fantasy VI –, já tinham sido publicadas na página do concerto. De novo apenas uns flashes do Leisure Suit Larry e grande parte da performance do pianista holandês Wibi Soerjadi. Eu me contentaria em publicar o vídeo todo apenas por isto, só que notei que já havia uma gravação amadora de boa qualidade que pega de ponta a ponta. Daí me pergunto: como não publiquei antes?

A performance tinha tudo para ser a mais manjada e básica possível, com a combinação mais elementar de game music, Mario e piano, mas, amigo, estamos falando do Games in Concert. Não é uma interpretação literal e robótica, e sim um Arranjo com “A” maiúsculo, que recria os temas imortais do Koji Kondo. A melhor parte, sem dúvidas, é a do início, que passeia pelo Super Mario 64, em especial depois do começo grandioso da “Koopa’s Road”, quando entra a singeleza da “Dire, Dire Docks”, que parece ter sido criada para solo de piano. Justamente no intermédio desta faixa, Soerjadi sentiu a fisgada no tornozelo machucado (ele precisou usar muletas na ocasião) provavelmente quando pressionou o pedal, e foi obrigado a interromper a performance e abandonar o palco. Após ter sido ovacionado, decidiu retornar para tocar a “Inside the Castle Walls” e também a “Wind Garden” do Super Mario Galaxy. Depois vem a quase desconhecida “Overworld”. No encerramento, inesperadamente surge a “Prize #1 (1st~3rd)” do Mario Kart 64!

– “Super Mario Piano Medley”

“Koopa’s Road” ~ “Dire, Dire Docks” ~ “Inside the Castle Walls”(Super Mario 64) ~ “Wind Garden” (Super Mario Galaxy) ~ “Overworld” (Super Mario Bros.) ~ “Prize #1 (1st~3rd)” (Mario Kart 64)

“Main Theme” – Mafia: The City of Lost Heaven (Games in Concert 3)

Por Alexei Barros

Diferentemente do mafioso Renato Bueno, não tive a oportunidade de jogar Mafia: The City of Lost Heaven, que inclusive receberá uma continuação ano que vem. A julgar pelos encômios, certamente trata-se de uma obra-prima eclipsada.

Apesar de a trilha sonora ter músicas licenciadas de hits famosos da época em que é situada a trama (década de 1930), de gente como Mills Brothers, Louis Armstrong e Louis Prima, o “Main Theme” é original, composto pelo tcheco Vladimir Simunek, e executado pela Bohemia Symphonic Orchestra. Como o jogo é aparentemente muito mais popular no Velho Continente, nada mais natural que apresentações europeias executassem o tema, não as americanas e muito menos as japonesas.

O primeiro a fazê-lo foi o First Symphonic Game Music Concert, realizado na Alemanha em 2003, o primeiro concerto de game music que aconteceu fora do Japão. O outro é este holandês Games in Concert 3, que ocorreu em 2008 com performance da Metropole Orchestra, que sabe tocar não apenas temas jazzísticos, como músicas sinfônicas com a mesma maestria.

Mais uma vez reclamo da qualidade torpe da gravação, a única que encontrei – infelizmente tal performance ainda não foi subida no site oficial –, mas até que o tom sépia da imagem combinou com a atmosfera antiga do enredo. É uma faixa emotiva de cunho cinematográfico, ainda que para um jogo, que foi fielmente interpretada.

“Egg Planet” – Super Mario Galaxy (Games in Concert 3)

Por Alexei Barros

Milagrosamente esse vídeo emanou do YouTube com uma das performances que estava mais curioso para ver do magnífico concerto holandês Games in Concert 3 – deles sim eu compraria um DVD. Se tivesse. A gravação não veio do site oficial, portanto, não espere por áudio nítido e vários ângulos de câmera. É um bootleg de qualidade um tanto quanto dantesca. Ainda assim, não resisti em compartilhar Super Mario Galaxy.

Bem verdade que é apenas uma faixa, não um medley, mas é a “Egg Planet”, uma das quatro composições novas do Koji Kondo para o jogo que é uma maravilha, e é ouvida na primeira galáxia, Good Egg Galaxy. Porém, a performance da Metropole Orchestra não é uma reprodução literal da música tocada pela Mario Galaxy Orchestra. Os trompetes e demais metais são mais acentuados. Em um desses momentos, a emoção do maestro Jurjen Hempel é tanta que ele para de coordenar a orquestra, e permanece de braços abertos, contemplando a magnitude da performance (repare em 1:06). Posso estar escutando coisas (o som não ajuda), mas também fiquei com a impressão de que bateria e baixo elétrico, dois instrumentos inexistentes na original, foram implementados.

Se um dia tal vídeo aparecer no site do concerto, faço questão de postar de novo, mas sabe como é, Nintendo é Nintendo, e não sei se liberaria a gravação oficial da performance assim de mão beijada.

“Haze” – Haze (Games in Concert 3)

Por Alexei Barros

Como admirador do estúdio Free Radical, eu lamentei bastante o fracasso do Haze, que praticamente selou a quase falência da desenvolvedora, caso não fosse a aquisição da Crytek, alterando o nome para Crytek UK. Mesmo o FPS sendo severamente criticado, ainda cogito raptá-lo do reduto claudicante porque confio no talento dos envolvidos.

A trilha musical de Haze é assinada pelo britânico Graeme Norgate, compositor de jogos da Rare como Killer Instinct, GoldenEye 007 e Perfect Dark, e depois na Free Radical cuidou da trilogia TimeSplitters. No Haze, as faixas seguem uma vertente mais pomposa, essência captada pela performance da Metropole Orchestra no Games in Concert 3, unindo a imponente “Main Theme” à “March of the Rebels”, que me lembra bastante a inesquecível “Returning to Paris” do Medal of Honor: Underground por conta dos violinos irrequietos.

Na versão ao vivo, na primeira, o trompete e todos os metais estão magníficos e o solo de violão é feito de maneira satisfatória na guitarra. Na outra, como sempre, baixo e bateria fantásticos, imitando a batida eletrônica. Cordas nervosas, passagem no piano, metais com pique militar e mais um solo de guitarra, este inexistente na original. Primeira e talvez a única vez em que Haze será tocado ao vivo.

– “Haze”
“Main Theme” ~ “March of the Rebels”

“Baba Yetu” – Sid Meier’s Civilization IV (Games in Concert 3)

Por Alexei Barros

Milagrosamente o site do concerto holandês Games in Concert 3 trouxe novos vídeos, e claro que os registros são em qualidade profissional. Ainda não foram publicadas as performances que mais estava maluco para ver (Super Mario Galaxy, Metal Gear Solid, Portal, Mafia, Hitman: Blood Money…), mas é alguma coisa.

A canção “Baba Yetu”, uma das mais atípicas peças de game music, é composição do norte-americano Christopher Tin para os menus do Sid Meier’s Civilization IV. A sonoridade africana se dá por conta da percussão e do dialeto suaíli cantado pelo grupo Stanford Talisman. Inegavelmente, a música ficou ainda mais popular graças ao Video Games Live com o “Civilization IV Medley”, que também inclui a “Opening Movie Music”.

A versão da Metropole Orchestra, em contrapartida, possui metais mais acentuados que a original e a implementação de baixo e bateria, dois instrumentos antes inexistentes na música do jogo. Essa interpretação, como não poderia deixar de ser por conta das minhas preferências, me agradou bem mais. Lembro que a música já havia sido tocada no Games in Concert (2006) e entrou de surpresa no ano passado, com o solo vocal de Daan Verlaan.

“Opera Maria and Draco” – Final Fantasy VI (Games in Concert 3)

Por Alexei Barros

Enquanto a maioria dos concertos toca “One-Winged Angel” até os limites da repetição, a ponto de a plateia decorar todos os versos em latim, o Games in Concert 3 buscou uma rota um bocado menos manjada ao apresentar a ópera do Final Fantasy VI.

Apesar do título do post (é assim que está creditado no set list), está longe de ostentar a ambição da versão de 23 minutos “The Dream Oath ‘Maria and Draco'” do Orchestral Game Concert 4 ou da ópera rock de 15 minutos “Darkness and Starlight” do The Black Mages. Na verdade, há apenas um dos três vocalistas, a mezzo soprano, aqui interpretada por Tania Kross, e reconheci apenas o ato mais peremptório, “Aria Di Mezzo Carattere”. Pouco importa, a performance dos instrumentistas e da cantora é impecável.

Lamento profundamente que é o último vídeo interessante com qualidade profissional disponibilizado no site até momento, porque, vou te dizer: o repertório de 2008 foi inacreditável. Incluiu tesouros como “Good Egg Galaxy” (Super Mario Galaxy), “Theme of Laura” (Silent Hill 2), “Main Theme” (Mafia) e, a mais impressionante de todas, “The Best Is Yet To Come” (Metal Gear Solid), que não me recordo de ter sido evocada em outra oportunidade. Se um dia pintar algum desses prometo colocar aqui.


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