Posts Tagged 'Games in Concert 2'

“Clive Barker’s Jericho Medley” – Clive Barker’s Jericho (Games in Concert 2)

Por Alexei Barros

Às vezes me esqueço o quão inspiradora era a série holandesa Games in Concert. Era porque em 2008 aconteceu o último concerto, e não parece que neste ano que volta, se é que vai regressar. Uma performance inédita por aqui que corrobora a qualidade do espetáculo é a do Clive Barker’s Jericho, que estava disponível há bastante tempo no site oficial, mas só me dei conta quando pintou no YouTube.

Por ser um FPS lançado em outubro de 2007, é de elogiar de antemão que em 9 de dezembro do mesmo ano o Games in Concert 2 já tocava um segmento do jogo, cuja trilha é assinada por Cris Velasco, compositor americano de filmes e games que possui faixas em toda a trilogia God of War.

O solo lírico de “Firstborn Theme” impressiona logo na abertura, seguido pela tensão da “Final Confrontation”, em que o PA’dam Choir, mesmo tão pequeno em número, marca presença. A soprano permanece em destaque nesse trecho, e mais uma vez em nova lembrança de “Firstborn Theme”, na qual até os sussurros foram recriados no desfecho. Não é o tipo de música que possui aquela melodia marcante – o foco é na ambiência. Ainda assim, fiquei maravilhado pela atuação da Metropole Orchestra. A maioria dos arranjos do concerto apresenta pendor para o jazz ou pop, e aqui temos uma peça erudita fielmente executada. Haja versatilidade.

Como curiosidade, vale mencionar que Cris Velasco não apenas esteve presente no concerto e subiu ao palco, como ainda distribuiu gratuitamente 500 cópias da trilha de Clive Barker’s Jericho para o público.

– “Clive Barker’s Jericho Medley”
“Firstborn Theme” ~ “Final Confrontation” ~ “Firstborn Theme”

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“Overworld” – The Legend of Zelda (Games in Concert 2)

Por Alexei Barros

O quê? Você que sempre reclama das músicas sendo executadas à exaustão me publica um arranjo completamente manjado da “Overworld” do Zelda?

Calma. A “Legend of Zelda Theme” originalmente arranjada por Toshiyuki Watanabe (o compositor da “Waves of Morning Haze” do Shenmue citada no post anterior) no seminal Orchestral Game Concert (1991) foi executada até não poder mais em quase todos os concertos do mundo, mas inexistiam até então registros em vídeo com qualidade de imagem e áudio e performance decentes. Sobretudo sem reações endoidecidas da plateia.

Pois então, os holandeses tocaram a versão do OGC no primeiro Games in Concert (2006) e a reprisaram no Games in Concert 2 (2007), que corresponde à gravação publicada abaixo. Tem um detalhe importante também: a Metropole Orchestra não é exatamente uma orquestra sinfônica, e por isso o arranjo do OGC foi adaptado para uma gama maior de instrumentos. Repare logo de início como os saxofones – instrumentos que geralmente inexistem em uma orquestra convencional – conferem um tempero extra. No mais, é uma performance de alto nível: eu prefiro a repetição com qualidade do que a novidade porcamente realizada.

“A Deus” – Grandia II (Games in Concert 2)


Por Alexei Barros

Sinceramente, não achei que um dia fosse ouvir a “A Deus” executada no Games in Concert 2 em 2007. Uma performance histórica eu diria. Foi a primeira (e até agora única) vez que uma faixa da série Grandia foi tocada ao vivo. Curiosamente, o compositor Noriyuki Iwadare só se tornou mais ativo em concertos ano passado não com Grandia ou Lunar, mas com Ace Attorney.

E que seleção mais ousada! Grandia II foi lançado originalmente para Dreamcast em 2000, e desse capítulo mesmo a “Canção do Povo” é um pouco mais comentada. Naquele ano do concerto Grandia III já havia surgido, e o Grandia original seria uma escolha que se imaginaria mais facilmente – a Metropole Orchestra poderia tocar a “Theme of Grandia” numa boa com todos os instrumentos que tem direito. Levando em consideração que a apresentação não foi no Japão, e sim na Holanda, a audácia atinge níveis estratosféricos.

Cristina BrancoPara completar, a canção divinal é em português, o que torna tudo ainda mais singular. Se na original era interpretada com uma pronúncia terrível pela japonesa Kaori Kawasumi, ao vivo foi cantada pela portuguesa Cristina Branco. Como é o seu idioma nativo, a canção soa muito mais natural e fluida.

Os versos são entoados duas vezes (e não uma como na original) e na primeira repetição do refrão o PA’ dam Choir também acompanha a cantora antes do encantador interlúdio com os solos de flauta e violoncelo. Toda a parte instrumental é uma pintura, e mostra que a Metropole Orchestra não tem apenas um naipe de metais potente, como demais músicos de excelente nível. A harpa etérea, as cordas majestosas… e ainda o baixo elétrico sutil. Sublime.

O site do concerto holandês nunca publicou o vídeo da música, mas esta e “Moon Over the Castle” foram as duas escolhidas para a transmissão de rádio – preciso dizer que são as que estava mais maluco para conhecer?

Abaixo, a letra da música, que não faz o menor sentido (é um verdadeiro amontoado aleatório de palavras bonitas), e o link da gravação, que consegui graças ao colega Matthijs Koole:

Nascer do Sol, palavras, milagre
Água pura, uma lágrima
Paz, luz, amor…
Fruto agreste, respiração, liberdade
Harmonia, vento da benção
Agradecimento…
Tempestade, inquietação, escuridão
Luz do Sol, alegria, graças a Deus…

“A Deus” (Grandia II, Games in Concert 2)

“Moon Over the Castle” – Gran Turismo 4 (Games in Concert 2)

Gran Turismo 4
Por Alexei Barros

Depois de ver o vídeo do último post não me conformei e fiquei mais obcecado do que nunca na busca por qualquer registro da “Moon Over the Castle” executada na apresentação holandesa Games in Concert 2 (2007). Eis que depois de algumas caçadas no Google me deparo com o Nitro Game Injection # 118: Go Karting With Bowser. Completando a procura que parecia ser eterna, o podcast abria com a famigerada faixa. Tratei de solicitá-la por e-mail ao editor do site, KyleJCrb, que me enviou encarecidamente.

Para meu espanto, levando em conta que o site oficial não havia publicado o vídeo, não é uma gravação amadora, mas sim profissional. O que aconteceu: algumas músicas dessa série de espetáculos foram veiculadas pela NCRV Radio – não todas, já que o primeiro concerto de game music transmitido de ponta a ponta ao vivo via rádio foi o Symphonic Shades em 2008 –, e a “Moon Over the Castle” estava entre elas. As demais estou caçando nos sarcófagos da Internet.

Se na outra ocasião, no A Night in Fantasia 2005, em que a faixa foi (parcialmente) executada em uma apresentação de games eu disse “Infelizmente, o longo tempo de procura é proporcional à minha imensa decepção com a performance”, posso afirmar o inverso: felizmente, o longo tempo de busca, é pequeno ante a satisfação com a performance, que não é uma simples execução literal.

Cristina BrancoCuriosamente, a porção erudita da abertura, adicionada no arranjo de Keiichi Oku para Gran Turismo 4, “Moon Over the Castle ~Orchestral Version~”, é reproduzida de maneira alternativa, começando com o vocal da cantora portuguesa Cristina Branco. Entoando os versos em italiano (traduzidos já na original a partir da letra escrita pelo criador da série, Kazunori Yamauchi), ela confere uma interpretação mais suave e menos ópera até finalmente sabermos se a lua acima do castelo está mesmo cheia.

Traumatizado pela versão do A Night in Fantasia 2005 que acabava assim, por um momento imaginei o mesmo, mas, puxa vida, a guitarra participa sutilmente da parte inicial, não haveria sentido em encerrar aqui. Sabendo então que haveria os instrumentos adequados para o rock, imaginei apreensivo “como o concerto é na Holanda, vão tocar a “Reason is Treason” (Kasabian), que substitui a “Moon Over the Castle” na abertura da versão europeia de Gran Turismo 4”. Que nada.

Ouço as primeiras notas do tema assinado por Masahiro Andoh na guitarra, a entrada fenomenal de baixo elétrico (fones de ouvido são recomendados para apreciar melhor os graves), a bateria e o teclado – todos os instrumentos ao vivo, tocados por musicistas sentados no palco como os outros integrantes da orquestra; você entendeu para quem foi a indireta –, numa combinação absolutamente avassaladora. Melhor que isso só o T-Square.

Como disse, não é uma mera imitação da original, porque também foi introduzida a orquestra na parte rock, ainda mantendo o foco da melodia na guitarra – tipo de arranjo jamais feito não só nos álbuns de Gran Turismo, como nos três CDs orquestrados do T-Square, Classic, Harmony e Takarajima, todos lançados antes de 1997. Os metais, sempre os poderosos metais, da Metropole Orchestra foram implementados, com breves participações das cordas. Passado o êxtase, volta o trecho erudito da abertura, desta vez em uma versão mais próxima da original, iniciando com o coral PA’dam Choir, que apesar de pequeno (cerca de 15 vozes, todos com microfones próprios) dá conta do recado, novamente passando para o solo de Cristina Branco.

Não me conformo como uma joia rara desta não foi publicada em vídeo no site oficial e também como a transmissão do rádio, mesmo parcial, quase nem foi comentada à época. Para uma música tão variada e eclética ser executada de maneira soberba, ainda por cima numa performance inédita em um concerto de games japonês, mostra o quanto a Metropole Orchestra é versátil e competente. Respeito  e admiração eternos à série holandesa Games in Concert.

Ouça enfim:

“Moon Over the Castle” (Games in Concert 2)

3FM Game On – Reportagem sobre o Games in Concert 2

Por Alexei Barros

É simplesmente revoltante constatar que o YouTube está infestado de vídeos de músicas mastigadas dos concertos populares com as piores performances, ao passo que as execuções singulares e originais se perdem no tempo.

Na minha caçada incessante por algumas dessas raridades, esbarrei nessa reportagem acerca do concerto holandês Games in Concert 2 realizado em 2007 na cidade de Utrech. É aquela mesma edição do vídeo do Tetris. Não haveria muita razão para publicar aqui pelo fato de estar em holandês. Porém…

Entre tantos jogos interessantes do set list, como Shadow of the Colossus, Soulcalibur II e Star Fox, duas seleções realmente me intrigavam a ponto de duvidar que foram tocadas, uma vez que são títulos japoneses que nunca apareceram em concertos nipônicos: Gran Turismo 4 e Grandia II. Vídeos oficiais? Nada. Gravações amadoras decentes? Nem as ruins.

A partir de 0:45 e 1:10 do vídeo, antes e depois da declaração da cantora de fado portuguesa Cristina Branco, é possível ver e ouvir fragmentos curtíssimos de “Moon Over the Castle” e “A Deus” (em português), respectivamente as canções dos dois jogos citados acima. Tem também um trecho da “The Chosen” do Assassin’s Creed, com a participação do rapper Brainpower e da banda Intwine, ambos da Holanda.

“New Glory” – Stateshift (Games in Concert 2)

Por Alexei Barros

É bem possível que você não dê bola para o vídeo porque o game em questão é pouco conhecido. Stateshift é um jogo de corrida futurista para PSP e PC lançado somente na Europa em 2007, o que explica ser altamente obscuro por aqui, mesmo sendo recente.

Antes e depois da performance do concerto holandês Games in Concert 2 ocorrido em 2007 é possível ouvir a “New Glory” original, uma música eletrônica composta por Bart Roijmans que foi magnificamente arranjada por Martin Fondse. Atuações de bateria, percussão, metais e guitarra da genial The Metropole Orchestra em muito me agradaram.

Tetris – (Games in Concert 2)

Por Alexei Barros

Estava eu desesperadamente atrás de mais vídeos da série holandesa Games in Concert e sem querer achei essa maravilha tocada na segunda edição do espetáculo, em 2007.

Antes um lembrete. Apesar de as faixas ingame do Tetris na versão de Game Boy serem populares como músicas de videogame, não foram compostas para o puzzle. “Type A” é a música folclórica russa “Korobeiniki” de Nikolai Nekrasov, “Type B” ainda ninguém descobriu e “Type C” é a “Menuet – French Suite no. 3 in B minor (BWV 814)” de Johann Sebastian Bach. O mestre Hirokazu Tanaka foi quem as adaptou.

Posto isso, a abertura suntuosa com coral e orquestra precede um precioso solo de violino, perfeito até nas notas mais agudas, introduzindo a “Type A” interpretada pelo teclado, cordas (com pizzicato), madeiras e metais, respectivamente. Quando entra a bateria, coral e toda a orquestra acompanham. Não acaba aí. Surge uma guitarra entoando a “Type B” (sim, ela existe), seguida pelos metais e flautas alternadamente, e depois o coral. E a guitarra demolidora. Poderia terminar aí. Ainda não. Fazendo homenagem às origens soviéticas da música, o coral volta a cantar a “Type A”, e o ritmo da faixa cresce aos poucos até o arrebatamento. Sensacional? Não, imagina.

Poderia questionar a ausência da “Type C”, mas é difícil imaginar onde a peça barroca se encaixaria. Nem ousarei reclamar.

“Tetris”
“Type A” ~ “Type B” ~ “Type A”


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