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Chikage Games: review de Dark Souls III

Por Alexei Barros

Provavelmente seria apedrejado se falasse isto em público, mas não sou daqueles que acham que séries anuais são o câncer da indústria. Claro, dentro de um bom senso e, acima de tudo, mantendo a qualidade, realmente não consigo encarar como um problema sério. Digo isso porque com os lançamentos de Dark Souls II (2014), Bloodborne (2015) e agora Dark Souls III (2016), a série Souls, contabilizando o spin-off do ano passado, virou praticamente anual.

É incrível como a From Software, com um cronograma apertado, conseguiu se organizar de modo a lançar três jogos desse escopo em tão pouco tempo, enquanto projetos como Final Fantasy XV e The Last Guadian se arrastam no desenvolvimento há pelo menos dez anos. Mais importante: com um nível de excelência ímpar. Mesmo Dark Souls II, que está abaixo dos demais por diversos fatores (chefes genéricos, alguns cenários medianos), é um jogo gigantesco.

Verdade que assim fica difícil estar 100% atualizado com a série – eu ainda estou jogando a DLC The Old Hunters do Bloodborne. Como todo mundo sabe, Dark Souls III foi recentemente lançado e muitos já concluíram ou estão usufruindo de mais uma rodada de ambientes fantásticos e combates épicos do jeito que só a From Software é capaz de fazer. Um desses afortunados é o Edu Baggio, do Chikage Games, canal a qual fui apresentado há poucos dias pelo próprio. O vídeo que destaquei é um review do Dark Souls III, mas ele gravou outros vídeos relacionados do universo Souls/Bloodborne – outro que recomendo é o “9 motivos para jogar a série Souls”, que também aborda a trilha sonora. Como jogador experiente da franquia, o Edu falou sobre as novidades de gameplay e diferenças que o Dark Souls III traz em relação aos predecessores, além de comentários a respeito da parte técnica.

“Cleric Beast” – Bloodborne

Por Alexei Barros

Um dos jogos que mais aguardo com expectativa neste promissor ano de 2015 é, sem sombra de dúvida, Bloodborne, da From Software. E não falta muito, porque está para sair no dia 24 de março. Embora ainda não tenha compartilhado por aqui minha veneração pela trilogia Demon’s Souls, Dark Souls e Dark Souls II – se fosse julgar pelos posts parece que eu só jogo Final Fantasy –, esses RPGs de ação da From entraram na minha relação de favoritos de todos os tempos (mais os dois primeiros confesso) pelos motivos que todo mundo está careca de saber e que resumo toscamente pelo conjunto formado pela ambientação imersiva, o sistema de combate simples, mas estratégico, e especialmente o elevado nível de desafio que não se vê na maioria dos jogos atuais (e muito mais elaborado que nos games antigos).

Nesses jogos, a trilha sonora desempenha um papel diferente de outros J-RPGs, até porque na maior parte do tempo não há músicas. As faixas tocam na abertura, encerramento, em alguns lugares específicos de calmaria e, mais notoriamente, nas batalhas com chefes. Mesmo que o foco seja mais na ambientação do que na melodia, há composições que considero memoráveis, como a “Firelink Shrine” do primeiro Dark Souls.

A respeito dos compositores: enquanto o Demon’s Souls teve a trilha do pouco conhecido Shunsuke Kida, Dark Souls e sua sequência contaram com as composições de Motoi Sakuraba, em uma abordagem completamente distinta da que estamos acostumados (nada de frenéticos temas de combate de rock progressivo, como nas séries Tales of, Valkyrie Profile, Star Ocean e Baten Kaitos).

Até então, se sabia que a trilha de Bloodborne, sucessor espiritual da série Souls, seria do compositor americano de filmes Michael Wandmacher (Piranha 3D, Drive Angry), apesar de a notícia veiculada no site dele ter sido retirada do ar. Porém, o vídeo da gravação da trilha que é o motivo deste post revela que o tema “Cleric Beast”, da luta com o primeiro chefe do jogo, é assinado por Tsukasa Saitoh, compositor da equipe interna da From Software que inclui em seus trabalhos jogos como King’s Field IV e Armored Core V. Algumas faixas do jogo já vazaram no YouTube.

Essa música não foi feita para entreter. Ela reflete toda a atmosfera sombria, pesada e sanguinária de Bloodbone, com as cordas perturbadoras e um coral assustador. Mesmo assim, acho que ela funciona à parte do jogo – o trecho cantado pelos coristas masculinos a partir de 1:47 é visceral.

E deixa eu sair correndo para comprar o PlayStation 4 logo…

[ATUALIZAÇÃO] Um post do PlayStation Blog que acabei passando batido revela que a trilha foi feita por vários compositores da From Software, além de convidados. Com a orquestra formada por 65 instrumentistas e mais um coral de 32 vozes, foram gravados mais de 90 minutos de música no Abbey Road Studios e no Air Studios em Londres.

[via PlayStation Blast e PlayStation Blog]


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