Posts Tagged 'Emerald City Choir'

“The Legend of Zelda 25th Anniversary Medley” – Zelda, Zelda: A Link to the Past, Zelda: Ocarina of Time, Zelda: The Wind Waker, Zelda: Spirit Tracks (Play! 2011 em Virginia)

Por Alexei Barros

Demorei tanto tempo para postar este vídeo que o Play! A Video Game Symphony nem existe mais: a turnê foi reformulada e rebatizada para rePLAY Symphony of Heroes, que algum dia comento melhor. É mais para tapar uma lacuna.

Não consegui encontrar uma informação precisa, mas, a julgar pelo site do maestro Andy Brick, o concerto em Virginia realizado em julho de 2011 foi o último do Play!. Naquela época, o arranjador Chad Seiter ficou encarregado das novas releituras de Mario, Zelda, Castlevania e Metroid. Falei de todos esses, menos do Zelda.

Como o nome diz, o medley foi feito por ocasião dos 25 anos de Zelda e depois herdado pela turnê The Legend of Zelda: Symphony of the Goddesses, a qual eu mal comentei por aqui. É sempre um desafio pegar algumas músicas dentro de um universo de composições geniais e fazer um medley de 8 minutos capaz de representar essa série em um programa com diversos outros jogos. Mesmo sabendo disso, o segmento tem uma seleção de faixas meio aleatória, deixando um gosto amargo pela falta de inspiração com que as músicas foram arranjadas.

“Triforce Chamber” é uma escolha inusitada para o medley, mas funcionou bem como faixa introdutória em seus poucos segundos. Mais curiosa é a seleção seguinte: a “Steam Train Field 2” do Spirit Tracks, que, apesar de toda a sua simpatia, nem de longe considero uma das músicas mais representativas da série e, aparece, claro, com o realce da flauta.

Após uma transição terrível, surge a “Dragon Root Island” do The Wind Waker, no momento em que as trompas se destacam. O medley parece acabar, mas o tema da série é evocado em um tocante solo de violino. A orquestra regressa e mais uma vez a peça quer chegar ao fim, como se quisesse realizar o desejo do ouvinte – sinceramente, não entendi a razão de existir desse trecho. Meio que do nada, a icônica “Dark World” chega crescendo e é lembrada com certa pompa, mas a mim foi incapaz de transmitir a empolgação da original. Temos mais uma vez o tema principal seguido por uma boa e breve rendição da “Zelda’s Theme”, em uma imponência inesperada para uma música tão singela. Para não ser totalmente injusto, o final grandioso com a alternância entre o trompete e a flauta ficou bom.

A miscelânea foi gravada em estúdio no disco promocional The Legend of Zelda 25th Anniversary Special Orchestra CD, o qual disponibilizo o link abaixo, e só confirma como o medley é insosso e não honra as tradições musicais de Zelda.

“The Legend of Zelda 25th Anniversary Medley”

Originais: “Triforce Chamber” (The Legend of Zelda: A Link to the Past) ~ “Steam Train Field 2” (The Legend of Zelda: Spirit Tracks) ~ “Dragon Root Island” (The Legend of Zelda: The Wind Waker) ~ “Overworld” (The Legend of Zelda) ~ “Dark World” (The Legend of Zelda: A Link to the Past) ~ “Overworld” (The Legend of Zelda) ~ “Zelda’s Theme” (The Legend of Zelda: Ocarina of Time) ~ “Overworld” (The Legend of Zelda)

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“Super Mario Medley” – Super Mario Bros., Super Mario Bros. 3, New Super Mario Bros., Super Mario Galaxy e Super Mario Galaxy 2 (Play! 2011 em Vienna)

Por Alexei Barros

Foi só eu clamar pelos bootleggers que eles brotaram: se os concertos em Seattle do Play! A Video Game Symphony mal foram gravados, a apresentação em Vienna no último dia 8 de julho foi mais bem registrada, com vídeos dos números novos. Ainda não é ideal pela qualidade meia-boca do áudio, o que impede de analisar a qualidade da performance da National Symphony Orchestra. Por isso, eu me limito a comentar o arranjo e a seleção de faixas.

Evidentemente, Mario fazia parte do repertório da turnê desde o início. Em vez de reaproveitar o arranjo do Nobuo Kurita do OGC1 como fizeram muitos concertos, foi feito um novo exclusivo, “Super Mario Bros. Suite”, preparado por Jonne Valtonen. Com as mudanças promovidas nas últimas apresentações, o segmento de Mario foi reformulado e desta vez foi arranjado de Chad Seiter. Logo de cara afirmo sem medo: não gostei.

Por mais que eu entenda que uma excursão tende a focar em seleções mainstream, não consigo engolir a primeira parte referente ao Super Mario Bros. cumprida de maneira muito igual a tudo o que foi feito dezenas de vezes em outros espetáculos, sem nenhuma novidade ou resquício de criatividade. Tem um “Main Theme” do New Super Mario Bros. ali (1:14) e a “Airship” (Super Mario Bros. 3) aqui (2:17), mas ambas já são conhecidas e poderiam dar lugar para tantas músicas boas nunca executadas antes – o que as pessoas têm contra “Enemy Battle” e “Fortress Boss”? Se você me permitir contundência maior, a rendição da “Castle” do Super Mario Bros. ficou ridícula; além de estupidamente curta, tanto a entrada (1:41) quanto a saída (1:50) são abruptas. O medley ganha pontos por executar a magnificente “Fateful Decisive Battle” do Ryo Nagamatsu do Super Mario Galaxy 2, com coral como na original. Antes ainda tem a “Egg Planet” do primeiro SMG e um trecho de 4:26 a 4:39 que não faço ideia de onde veio.

Mas há um bom motivo para nunca terem tocado os Marios antigos e os Marios Galaxy em um mesmo segmento: são de estilos diferentes. Em uma peça não há um sentido de unidade. Sinceridade? Fiquei com saudade de alguns arranjos amadores que publiquei por aqui…

Outra coisa que me incomodou sobremaneira foi a reação do público às cenas dos jogos no telão durante a execução. A forma banal com que a nostalgia é evocada me faz perguntar se estou ficando velho demais para não me extasiar mais com frases tão “desconhecidas” como “Thank You Mario! But Our Princess Is In Another Castle!”. Será que a turnê vai ter que mudar o nome para Play! A Video Games Live Symphony? Espero que não aconteça a fusão.

– “Super Mario Medley”

“Course Clear” ~ “Overworld” (Super Mario Bros.) ~ “Main Theme” (New Super Mario Bros.) ~ “Castle” ~ “Underworld” (Super Mario Bros.) ~ “Airship” (Super Mario Bros. 3) ~ “Underwater” (Super Mario Bros.) ~ “Egg Planet” (Super Mario Galaxy) ~ “Fateful Decisive Battle” (Super Mario Galaxy 2)

“Castlevania Medley” – Castlevania, Castlevania II: Simon’s Quest, Castlevania: Bloodlines, Castlevania: Symphony of the Night e Castlevania: Lords of Shadow (Play! 2011 em Virginia)

Por Alexei Barros

Um dilema me consome. Na maioria das ocasiões, preparam-se arranjos novos para apresentações únicas, enquanto que nas turnês, em que os números são repetidos diversas vezes, costumam-se reciclar partituras conhecidas, a exemplo do “Castlevania Suite” do Play! A Video Game Symphony, já que um excerto do segmento é baseado no álbum Perfect Selection Dracula ~New Classic~.

Mas isso vem mudando. O Play! está se aperfeiçoando. Como prometido, e com número maior de composições que o anunciado, foi mostrado um arranjo inédito da série vampiresca no concerto em Dayton. Antes de embarcar no vídeo, adianto duas coisas: 1) Em nenhum instante do medley senti o mesmo deleite nostálgico da “Dracula’s Castle” do Castlevania the Concert; 2) Ainda gosto mais, falando de miscelâneas de toda a saga, do enxuto “Castlevania Medley” do Press Start 2007, apesar de que alguns possam achar que as faixas foram socadas pelo pouco tempo total. De jeito algum isso fere o trabalho de Chad Seiter, que sinaliza um novo passo no processo de maturação dos arranjos dos concertos de games, sem a obrigação de se prender à literalidade, percurso capitaneado pelos concertos Symphonic da Alemanha.

De cara se nota isso: a “Vampire Killer” é homenageada brevemente, o suficiente para vir à mente a melodia. “Moonlight Nocturne” surge calmamente com as coristas femininas, as flautas, os coristas masculinos, no momento em que o Play! tem um momento Video Games Live no telão, com a aparição da impagável mensagem “What a terrible night to have a curse” do Castlevania II: Simon’s Quest, arrancando risadas do público. “Iron Blue Intention” surge de leve e, com as batidas da percussão, vira uma marcha e fica sublime nas cordas e melhor com o coral. “Message of Darkness” adiciona um clima de nervosismo, especialmente quando, de novo, o coro invade a performance, o que também acontece com a “Bloody Tears”, que ficou fantástica dividida entre os sussurros, os metais e os violinos. A “Vampire Killer”, em nova rendição, é emendada naturalmente, fechando com a “The Last Battle”, que não soou deslocada como temia por ser do Lords of Shadow, de um compositor de estilo diferente dos demais, Óscar Araujo.

Se na “Terra’s Theme” a orquestra é que mostrava excelência, agora o coral que causa admiração, especialmente porque, pelo alto custo de contratação, nem sempre são usados os melhores corais em apresentações de turnês. É, Play!, seja bem-vindo de volta.

– “Castlevania Medley”
“Vampire Killer” (Castlevania) ~ “Moonlight Nocturne” (Castlevania: Symphony of the Night) ~ “Iron Blue Intention” (Castlevania: Bloodlines) ~ “Message of Darkness” ~ “Bloody Tears” (Castlevania II: Simon’s Quest) ~ “Vampire Killer” (Castlevania) ~ “The Last Battle” (Castlevania: Lords of Shadow)

P.S.: Eventualmente, posso ter esquecido de alguma música ou me confundido de faixa do Lords of Shadow. Caso isso aconteça, não deixe de bradar nos comentários.


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