Textos categorizados 'Daisuke Ishiwatari'

Guilty Gear x BlazBlue Music Live 2011: a sinfonia das guitarras de Daisuke Ishiwatari


Por Alexei Barros

Atualmente, mais animadora do que a quantidade de espetáculos de game music no Japão é a variedade. The Black Mages, quando existia, jdk Band, [H.], e ultimamente os shows de Persona já nos acostumamos por conta da regularidade e frequência de apresentações. Se 2011 começou auspicioso com o inesperado Nintendo Game Music Live, ficou melhor com o Guilty Gear x BlazBlue Music Live 2011. Isso que ainda estamos em janeiro!

Foi no Club Citta em Kawasaki, dia 22 deste mês, e pareceu interessante pelas impressões dos relatos dos sites nipônicos. Com casa lotada, o evento que teve como anfitriã a Tomomi Isomura, seiyuu da lutadora Makoto Nanaya de BlazBlue: Continuum Shift, contou com uma portentosa banda com três guitarristas – fundamental para reproduzir o hard rock melódico de múltiplas camadas das composições de Daisuke Ishiwatari. De nome só conhecia o Atsushi Hasegawa, baixista que acompanha o Motoi Sakuraba nos shows de rock progressivo de Star Ocean e Valkyrie Profile e tocou na BlazBlue -Calamity Trigger- Original Soundtrack. À moda da atual jdk Band, houve um violino, tocado pela Ayumu Koshikawa o que cria sempre um efeito fabuloso ao se mesclar com o som das guitarras pesadas. Nenhum deles fez parte da A.S.H., o grupo do Guilty Gear XX Sound Alive, registro do show lançado em 1993. Os instrumentistas, a saber:

Guitarra: Toshihiro Kajihara
Guitarra: RYO
Guitarra: Ryuta Tsubokawa
Teclado: YUHKI
Baixo: Atsushi Hasegawa
Violino:  Ayumu Koshikawa
Bateria: KENKEN

Foram executadas no total 17 faixas eleitas pelo público, sendo 11 de BlazBlue e seis de Guilty Gear. Por isso, já imagino que os fãs inveterados vão se desapontar com o set list que privilegia as novidades. Do que escutei, gostei por favorecer as músicas instrumentais. Pontos altos: “Rebellion” (BlazBlue) “noontide” (Guilty Gear XX), “Lust SIN” (BlazBlue) e “Holy Orders III(Be Just or Be Dead)”, arranjo com violino da “Holy Orders (Be Just or Be Dead)” feita para o Guilty Gear 2: Overture. O set list detalhado está no fim do post.

Teve poucas cantadas. Kanako Kondou, trajada com um quase cosplay da personagem Noel Vermillion interpretou duas canções que eram dela nas versões originais: “Stardust memory ~The Promised Place~” e “Love so Blue ~Blue Heartbeats~”. O mesmo Tsuyoshi Koyama fez com a “Gale” do BlazBlue: Continuum Shift (preferiria muito mais a “Gale – Bang’s Theme Song” instrumental do Calamity Trigger). Ele ainda fez um cover  da “Bang The Nail With Your Hammer!”, cantada no jogo pelo Hironobu Kageyama. Não está claro, ou ao menos não consegui encontrar a informação, quem cantou a “Condemnation Wings”, originalmente com a voz da Asami Imai. Para fechar a conta de cantadas, a Sachi Kitazawa fez o solo lírico da “Awakening The Chaos”. No intervalo entre os dois atos, a Tomomi Isomura intermediou um bate-papo com Kondou, Koyama, Daisuke Ishiwatari (foto acima), compositor de todas as músicas, e ainda Mori Toshimichi, produtor e um dos designers de personagens de BlazBlue. O tema central da conversa foi as trilhas sonoras evidentemente.

Como de praxe, na esperança de um DVD. Nada foi dito sobre o lançamento, mas não vejo por que não.

Set list:

01 – “Continuum Shift” (tema de abertura do BlazBlue: Continuum Shift)
02 – “Rebellion” (tema do Ragna do BlazBlue: Calamity Trigger)
03 – “Gluttony Fang” (tema do Hazama do BlazBlue: Continuum Shift)
04 – “noontide” (tema da batalha Sol VS Ky do Guilty Gear XX)
05 – “Suck a Sage” (tema do Chipp do Guilty Gear XX)
06 – “Rubble Song” (tema de encerramento do BlazBlue: Continuum Shift)
07 – “Stardust memory ~The Promised Place~” (image song da Caixa de Música do BlazBlue: Continuum Shift): Kanako Kondou
08 – “Love so Blue ~Blue Heartbeats~” (canção do Noel Vermillion do BlazBlue: Calamity Trigger versão para X360 e PS3): Kanako Kondou
09 –  “Gale” (canção do Bang Shishigami do BlazBlue: Continuum Shift): Tsuyoshi Koyama
10 – “Bang The Nail With Your Hammer!” (tema da Fu-Rin-Ka-Zan BlazBlue: Calamity Trigger versão para X360 e PS3): Tsuyoshi Koyama

<Bate-papo>

11 – “Still in the Dark” (tema da batalha Zato vs Millia do Guilty Gear X)
12 – “Lust SIN” (tema do Jin do BlazBlue: Calamity Trigger)
13 – “Get Down To Business” (tema do Order Sol do Guilty Gear XX Slash)
14 – “Condemnation Wings” (tema da Tsubaki Yayoi do BlazBlue: Continuum Shift): ?
15 – “Holy Orders III(Be Just or Be Dead)” (tema do Ky do Guilty Gear 2: Overture)

<Bis>

16 – “Awakening The Chaos” (tema do ν-13-・Λ-11 do BlazBlue: Calamity Trigger): Sachi Kitazawa
17 – “The Cat Attached to Rust” (tema de encerramento do Guilty Gear Isuka)


Guitarristicamente agradecido ao Fabão pelos links dos reports.

[via Famitsu, Gamez IT Media, 4Gamer.net, Dengeki Online e Yahoo! Japan]

Que tal um show de Guilty Gear e BlazBlue?


Por Alexei Barros

Bem antes dos lançamentos das versões caseiras de BlazBlue você há de se lembrar que enalteci a impetuosidade da trilha sonora hard rock assinada por Daisuke Ishiwatari por ocasião da BlazBlue: Calamity Trigger Original Soundtrack, publicada no final de 2008 em referência às músicas do arcade. Com a chegada das edições do PlayStation 3 e Xbox 360, notei pela internet afora que as faixas se popularizaram e foram do agrado de muitos, mesmo que não gostassem do jogo.

Acredito que também será recebido com entusiasmo a revelação do Guilty Gear x BlazBlue Music Live 2011, nada menos do que uma apresentação com o repertório guitarrístico baseado nas duas séries. O espetáculo está marcado para o dia 22 de janeiro do ano que vem no Club Citta em Kawasaki, Japão. São parcos os detalhes sobre a banda que tocará, mas estão confirmados os vocalistas Kanako Kondo e Takashi Koyama. O set list está aberto às sugestões dos fãs, que podem enviar as três músicas favoritas no request@sta-jam.com, e-mail da Star Jam Corporation. O site aparentemente já adianta algumas músicas, porém prefiro deixar para comentar quando for fechada a relação. A “Rebellion – Ragna’s Theme Song” está confirmada ao menos.

[Guilty Gear x BlazBlue Music Live 2011, SEMO]

BlazBlue: Calamity Trigger: a competência de Daisuke Ishiwatari

Calamity Trigger
Por Alexei Barros

Por vários motivos, acaba se comentando mais de um músico e menos de outro. Notei que, injustamente, falei pouquíssimo do sul-africano Daisuke Ishiwatari, o polivalente compositor de Guilty Gear – também é designer, produtor, ilustrador e dublador. Em tempo, venho redimir a falha precisamente com o seu primeiro trabalho na Arc System Works que não corresponde à série: BlazBlue: Calamity Trigger. Pelo menos de nome, já que o jogo de luta 2D que saiu somente no Japão para Arcade – talvez explique porque provavelmente não o conheça –, é tido como um sucessor espiritual. Claro que isso envolve as maravilhosas músicas hard rock.

A BlazBlue: Calamity Trigger Original Soundtrack foi lançada dia 24 de dezembro, e lamento não ter falado antes porque só quando saiu soube que Ishiwatari seria o compositor. Yoshihiro Kusano é o arranjador e guitarrista, Atsushi Hasegawa, que costuma tocar nos shows do Motoi Sakuraba, é o baixista, e Eiji Kawai é o tecladista. Como não está creditado o nome do baterista, acredito que é sintetizada. Falando nisso, uma pena que há faixas pseudo-orquestradas (talvez por falta de orçamento?), que perdem impacto por não serem interpretadas por instrumentos reais. Violino emulado não soa muito bem.

Pela altíssima qualidade das músicas, eu seria a favor de um pack da trilha inteira de BlazBlue: Calamity Trigger para qualquer jogo de ritmo que fosse. A maioria é instrumental, e falarei das minhas preferidas. Aviso que escutar todas as 29 é um imperativo. Grosso modo, nota-se que as faixas iniciam assumindo estilos diferentes (erudito, gótico, jazz, oriental), e na seqüência todas confluem para o hard rock com guitarras de máximo poderio:

“Calamitytrigger – Opening Song”
No começo, uma orquestra (sintetizada). Depois, guitarras violentas, com direito ao solo virtuose.

“Rebellion – Ragna’s Theme Song”
Já começa hard rock, e a bateria, avassaladora. A melodia entoada pela guitarra é sensacional.

“Lust SIN – Jin’s Theme Song”
A introdução no piano é fantástica. Precede a sessão guitarrística absolutamente empolgante.

“Gale – Bang’s Theme Song”
Guitarras pesadas e a bateria poderosa abrem mais uma música com melodia envolvente.

“Marionette Purple – Carl’s Theme Song”
Contra-baixo e piano dão a impressão que teremos uma sessão jazzística. Até as guitarras dominarem.

“White Requiem – Litchi VS Ragna Theme Song”
Tímpano, órgão, cordas… Depois, claro, as guitarras. Castlevania é o que passa de imediato na minha cabeça.

“SUSANOOH – Haku-men’s Theme Song”
Shamisen e flauta? Logo me vem à mente Samurai Shodown, mesmo com o predomínio das guitarras pesadas.

“The road to hope. – Staff Roll A”
Faixa épica com introdução no órgão. Já disse que a melodia também é completamente fantástica?

“Blue beating – Character Select Screen”
Preâmbulo sublime no cravo, na sequência as cordas, abrindo espaço para as guitarras distorcidas.

Calamity Trigger

Músicos polivalentes

Por Alexei Barros

Resolvi fazer uma versão visual desse tema que chegou até a render um podcast, já que o assunto é bastante interessante (para mim, pelo menos). Já falei de Hirokazu Tanaka, que não feliz em ser um excepcional compositor, idealizou a câmera e a impressora do Game Boy e atualmente é presidente da manufaturadora de cards Pokémon, a Creatures Inc. Nesse mesmo post também citei um caso de um designer que fez músicas: Miyamoto e a sua participação sonora em Donkey Kong. Só que além deles, outros também chegaram a se aventurar em áreas diferentes. Compositores viraram designers. Designers se tornaram compositores. Ou os dois ao mesmo tempo.

- Yuzo Koshiro

yuzo-koshiro1.jpgAntes de qualquer coisa, vou dizer de novo: Yuzo Koshiro fará o arranjo da Green Hill Zone na fase do Sonic no Smash Bros. Brawl. Ponto. Não irei contar de novo a sua trajetória, mesmo porque há uma biografia cabal dele em português. Normalmente, Koshiro já seria versátil por adotar diferentes gêneros musicais, só que ele expandiu ainda mais a sua multiplicidade ao atuar como compositor e produtor em Beyond Oasis, vulgo o “Zelda: A Link to the Past do Mega Drive” desenvolvido pela Ancient, estúdio o qual foi fundado por sua mãe e onde atua a sua irmã, que é designer de personagens. Também se envolveu em games totalmente recônditos, como Culdcept e Vatlva, ambos do Saturno exclusivos do Japão. Não sei se é coincidência ou não, mas depois que Koshiro decidiu fazer não apenas músicas sua inspiração nunca mais foi a mesma. Após aparentemente ter se encontrado, Koshiro então participou de trilhas expressivas como Castlevania: Portrait of Ruin e Super Smash Bros. Brawl, em que remixou o tema da fase de Sonic (tomara!).

- Chihiro Fujioka

fujioka.jpgTudo bem, Fujioka bolou a história do esquecível Final Fantasy: Mystic Quest, só que ele dirigiu Super Mario RPG. Começou sua carreira em 1983 ao ingressar na desenvolvedora de jogos para PC, Xtalsoft, que viria a se fundir com a T&E Soft em 1985 até finalmente ser comprada pela Square. Em 1992, fez a trilha com Ryuji Sasai e a direção de Final Fantasy Legend III, ou SaGa III no Japão, do Game Boy. Seu nome está creditado nos agradecimentos especiais de Mario & Luigi: Superstar Saga e trabalhou ainda no design de campo de Mario & Luigi: Partners in Time. Precisava também voltar a fazer músicas.

- Akira Yamaoka

akira-yamaoka1.jpgUm dos poucos compositores que conseguiu transcender as músicas sem deixar de fazê-las com excelência. Yamaoka compôs trilhas de vários jogos, como Sparkster (aquele saudoso game de plataforma 2D para SNES e Mega cujo protagonista aparecerá no International Track & Field 2007) e Winning Eleven 3 e 4. Em Silent Hill se consagrou: compôs todas as trilhas da série, sendo que em SE3 e SE4 também assumiu a produção e no filme, a produção executiva. Ainda se dá o luxo de tocar guitarra em apresentações ao vivo, como acontece esporadicamente no PLAY! com “Theme of Laura” de Silent Hill 2 e como ocorreu no EXTRA Hyper Game Music Event 2007, em que fez dupla da Konami com o saxofonista Norihiko Hibino (Metal Gear Solid) para executar faixas como “Silent Hill” e “Snake Eater” (!).

- Daisuke Ishiwatari

daisuke-ishiwatari1.jpgApesar dos traços orientais, Ishiwatari nasceu em Johannesburg, África do Sul. Ele é a mente por trás da série de luta Guilty Gear, sendo não apenas o responsável pela criação da história, mas ainda pelo design de personagens e por grande parte da composição da ótima trilha sonora hard rock / metal da saga. Ainda por cima dubla os lutadores Sol Badguy e Holy Order Sol. O que falta mais ele fazer?

- Michio Okamiya

michio-okamiya1.jpgCo-produtor de Vagrant Story e Final Fantasy Tactics, produtor de Romancing Saga 3 e outras atividades relacionadas ao marketing: Michio Okamiya era apenas um guitarrista amador quando foi convidado por Uematsu para participar dos The Black Mages. No segundo CD da banda, The Skies Above (e onde está o terceiro?), arranjou “Otherworld” (FFX) e “Maybe I’m a Lion” (FFVIII). Destacou-se a ponto de ser escalado para a releitura de “The Story of the Hero’s Birth” do álbum Etrian Odyssey Arrange Version, cuja trilha original é do Yuzo Koshiro. Aliás, um remix excelente, que declina mais para o fusion do que para o hard rock das supracitadas, o que denuncia o seu ecletismo.

- Hiroki Kikuta

hiroki-kikuta1.jpgEsse é um que não desiste nunca. Possivelmente o mais versátil de todos eles. Envolveu-se em várias atividades, a maioria delas bem obscuras: foi ilustrador do mangá Raven, colaborou com um artigo da coletânea The Ghost in Machine Head 2, escreveu o romance Tennin so Kitan e já fundou duas empresas diferentes: Sacnoth e Norstrilia. Tudo isso. E muito mais.

Na Square, assinou as trilhas de Secret of Mana, Seiken Densetsu 3 e Soukaigi (os dois últimos só no Japão). Em 1998, tornou-se o CEO da Sacnoth, estúdio formado por ele um ano antes com a ajuda da SNK. Lá, praticamente doou seu sangue para o RPG Kouldelka (também apenas no oriente), com a composição, roteiro original e direção das CGs. Com a má fase financeira da SNK, Kikuta saiu da Sacnoth e fundou a Norstrilia em 2001: convergiu suas forças no MMORPG Chou Bukyo Taisen, que acabou sendo cancelado. Nos últimos dedicou-se à composição de músicas de jogos hentai para PC, além do também MMORPG Concerto Gate com Kenji Ito. Para completar, publicou dois álbuns solo: Lost Files (2006), que contém alguns samples do início de sua carreira que o fizeram ser contratado pela Square, e Alphabet Planet (2007), CD duplo com 35 faixas originais que remetem aos bons tempos de Secret of Mana.

Estava quase me esquecendo de comentar o disco secret of mana+, que é um dos mais ousados. Nele, Kikuta apresenta apenas uma música de quase 50 minutos, que mistura fragmentos sonoros do jogo com ruídos de água escorrendo, toques de telefone e outros barulhos. Sim, ele deve ser meio doido mesmo.


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