Posts Tagged 'Chor Crystal Mana'

“Chrono Cross Another Story” – Chrono Cross (Cosmosky Orchestra in Olympus Hall Hachioji)

Por Alexei Barros

Primeiro foi a Cosmosky Orchestra. Depois a Brass Exceed Tokyo. Agora volto a trazer uma nova performance da Cosmosky de Chrono Cross porque eles reformularam aquele medley de 2012 que já era fabuloso.

Para começo de conversa, a Cosmosky Orchestra me parece ter dado uma encorpada, com um número ainda maior de cordas. Além disso, o Chor Crystal Mana agora é reforçado pelo Tokyo Takinogawa Junior Choir – a quantidade de coristas não é gigantesca, mas parece ser mais do que o suficiente para o arranjo de Tomomi Hakamata (o mesmo de quatro anos atrás).

A sequência inicial de três músicas é a mesma, com “Garden of God”, “Scars of Time” e “Arni Village ~ Home”, mas muda a partir daí com a inserção da “Arni Village: Another”. Essa música, que estava presente na versão da Brass Exceed Tokyo, ficou agradabilíssima com as castanholas e o duo de oboé e clarinete, seguido pelas flautas.

Numa transição que chega meio sem avisar nem nada, como em um encontro aleatório, há a novidade do tema de combate “Gale”, que até então só havia sido orquestrado na suíte de Chrono do Symphonic Fantasies. É bem interessante a forma como a música vai crescendo, especialmente com a participação do tímpano.

Quando a vitória é sagrada na harpa, surge o momento que me deu arrepios de nostalgia: a dobradinha “Victory ~Summer’s Cry~” (nos metais) e “Victory ~Spring’s Gift~” (nas flautas), cuja melodia é, como todo mundo sabe, o tema da Lucca de Chrono Trigger. Depois, com o solos de piano e flauta, eis que aparece a emocionante “The Girl Who Stole the Stars”. É para derrubar qualquer um esse trecho que ainda tem toda a sua delicadeza reproduzida no coral.

Daí em diante, a sequência de músicas é bastante similar à versão de 2012, com o tema de chefe “The Brink of Death”, a breve “Grief” e o tema de batalha contra o Miguel “Prisoners of Fate”. Depois, deixando a melancolia de lado, vem “Beginning of a Dream”, “Magical Dreamers ~The Wind, the Stars, and the Sea~”, “The Dream that Time Dreams”, “Radical Dreamers” (em uma brevíssima alusão) e fechando com a “Scars of Time”.

Ouvindo de ponta a ponta, é fácil perceber que algumas transições não são muito adequadas e também dá para imaginar uma ordem melhor na sequência das faixas, mas as novidades dos temas de combate e da vitória, além da “The Girl Who Stole the Stars” valem a apreciação e o reconhecimento.

– “Chrono Cross Another Story”

“Garden of God” ~ “Scars of Time” ~ “Arni Village ~ Home” ~ “Arni Village: Another” ~ “Gale” ~ “Victory ~Summer’s Cry~” ~ “Victory ~Spring’s Gift~” ~ “The Girl Who Stole the Stars” ~ “The Brink of Death” ~ “Grief” ~ “Prisoners of Fate” ~ “Beginning of a Dream” ~ “Magical Dreamers ~The Wind, the Stars, and the Sea~” ~ “The Dream that Time Dreams” ~ “Radical Dreamers” ~ “Scars of Time”

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“Persona 4 Medley” – Persona 4 (Game Addict’s Music Ensemble 4th Concert)

Por Alexei Barros

Persona 4 foi uma imensa surpresa no PlayStation 2 em 2008, quando a atual geração já estava em voga. Seu impacto ecoa até hoje. Afinal, foi por causa desse clamor que o PS Vita teve a versão Golden no final do ano passado. Infelizmente, mais uma vez, não estive preparado para uma jornada de 100 horas e me limitei a ouvir a trilha sonora. Até já perdi a conta de quantos shows da série foram feitos enfocados nesse jogo (alguns inclusive eu creio ter passado batido), mas sempre com os vocalistas acompanhados por uma banda muito competente. A única tentativa de levar o jogo para uma sala de concerto foi, claro, no Press Start 2009. O segmento “Persona 4”, que, por sorte, está registrado no Press Start 5th Anniversary, é ótimo, enfocando o lado sinfônico/erudito da trilha. Mas para que existem as orquestras japonesas pró-amadoras senão para misturar as duas coisas em performances imprevisíveis?

Novamente temos a excelente orquestra de sopro Game Band, acompanhada pelo coral Chor Crystal Mana. Antes do medley principal, há uma minimiscelânea com três músicas, simulando a troca de canal de um televisor. Eu imagino que isso deve ser uma referência ao jogo que só quem conhece vai compreender, então peço desculpas pela ignorância. A “Jika Net Tanaka”, aliás, é do Persona 3. Mas já lamento pela referência à “specialist” ser tão breve – nem deu para sentir o gostinho.

Chegado o medley, temos a impactante “Pursuing My True Self” reproduzida maravilhosamente no piano e na bateria. A Game Band já mostra a que veio com o naipe de metais no trecho da abertura que, na original é sintetizado, e nos shows com banda é reproduzido por um mero saxofone. Com todos os metais, fica outra coisa. Mas aí vem a parte cantada que definitivamente tira o brilho da performance. É muito interessante a ideia de colocar o coral todo para cantar a parte que é entoada apenas pela Shihoko Hirata na original, mas o sotaque japonês muito forte (a letra é em inglês), deixa um clima de karaokê na performance.

Sem nenhuma transição (a Game Band não se importa muito com elas), temos na sequência a erudita “Poem for the Souls of Everybody”, que também tem toda a participação do coral e não só de uma soprano. Como o coro não articula nenhuma palavra, o resultado é muito melhor do que na “Pursuing My True Self”.

Mudando da água para o vinho, o medley volta a ficar animado com a jazzística “Like a dream come true”, com o sax fazendo a vez do teclado da original. De novo alterando o clima, a misteriosa “Who Is There?” aparece, seguido pela obrigatória “Reach Out To The Truth”. O guitarrista está de parabéns por escolher um timbre muito semelhante à original, e os metais mais uma vez roubam a cena por desbancar aquele solitário saxofone dos shows oficiais. Só a parte cantada não é tão boa quanto, até porque as apresentações tem os cantores originais, mas mais uma vez é válida a ideia de colocar o coral para encorpar a parte cantada. Aqui, o sotaque não comprometeu muito.

Finalmente o medley tem uma cadência melhor com a inserção da “The Genesis”, que, na trilha original, é uma versão instrumental da “Reach Out To The Truth”. Até já poderia ter acabado aí, mas vem a empolgante “Period”. Para finalizar, tem a “Never More” com o coral arrematando a performance que você nunca vai ver igual em um concerto ocidental.

– “Persona 4 Medley”
“Jika Net Tanaka” ~ “Theme of Junes” ~ “specialist”

“Pursuing My True Self” ~ “Poem for the Souls of Everybody” ~ “Like a dream come true” ~ “Who Is There?” ~ “Reach Out To The Truth” ~ “The Genesis” ~ “Period” ~ “Never More”

“Chrono Cross Medley” – Chrono Cross (Cosmosky Orchestra in Bunkyo Civic Hall)

Por Alexei Barros

Eu sei que já passei da linha do insuportável elogiando os japoneses e suas performances, mas, me desculpe, serei obrigado afirmar de novo: os japoneses são os melhores.

Se você procurar por Chrono Cross no YouTube, certamente vai se deparar com uma pletora de gravações de concertos. A maioria será da “Scars of Time”, a música que, se repetida mais umas mil vezes, deverá empatar com a quantidade de execuções da “One-Winged Angel”.

Mas eis que surge a Cosmosky Orchestra em sua primeira aparição em vídeo na internet e toca um medley não só com a “Scars of Time”, mas com outras faixas do RPG do PlayStation que muitos nem se arriscaram chegar perto. Não só com orquestra. Com banda. E com coral – nunca vi tocarem Chrono Cross com coral. Antes mesmo de apertar o play lá embaixo, a imagem geral do palco já levanta dúvidas sobre o amadorismo (onde?) da apresentação. A Cosmosky Orchestra, contando por cima, deve ter cerca de 70 instrumentistas e o Chor Crystal Mana cerca de 40 vozes.

O começo do arranjo exclusivo, do Tomomi Hakamata, já é fora dos padrões, com a sublime “Garden of God” – como puderam ignorá-la esse tempo todo? Apenas ao som do xilofone e da harpa as mulheres entoam a música, climatizando o ambiente etéreo. A orquestra mostra a que veio, com um naipe gigantesco de cordas. Em seguida, a badalada “Scars of Time” é lembrada na flauta, com a harpa e, lá no fundão (do palco e da mixagem) o baixo elétrico, em uma participação mais tímida que na original. Na hora da virada e a percussão a toda, há uma diferença para a maioria dos concertos que tocam a música: a melodia é tocada pelas flautas e não em um solo de violino como é mais comum. No finalzinho, sim, tem o solo de violino, mas competindo com o coral. Deveria ser um ou outro, até porque a mixagem da gravação enterrou o violino.

Depois, vem a calmaria da “Arni Village ~ Home”, que representa o primeiro momento mais tranquilo depois da tensão do prólogo, chegando com a flauta e oboé acompanhados pelas flautas. Um pouco abruptamente surge a curtíssima “Grief”, seguida pela explosão da “The Brink of Death”. A rendição dessa música, devo confessar, ficou bem aquém do esperado pela lerdeza do andamento (basta lembrar a versão da suíte de Chrono no Symphonic Fantasies, com o andamento condizente com a composição). A emocionante “Prisoners of Fate” ganha uma nova dimensão de dramaticidade com o coral, que não existia na original.

O operador de câmera inclusive já sabia: a “Beginning of a Dream” é tocada em um solo de guitarra (sim, tem guitarra ainda por cima), mesmo que, na original, o timbre lembrasse mais uma flauta. A participação do instrumento é até mais justificada com a “Magical Dreamers ~The Wind, the Stars, and the Sea~”, que tinha guitarra mesmo, estabelecendo um diálogo com a orquestra. Daí depois entra, imitando a original, a bateria e o baixo elétrico… estupendo!

Com a percussão a mil, a “The Dream that Time Dreams” é tocada, inclusive com a enfartante alusão ao tema “Chrono Trigger” do predecessor já existente na original e com coral, além de breves ressonâncias da melodia da “Radical Dreamers”. Para fechar, a “Scars of Time” ganha uma rendição completamente diferente, com maior uso do coral.

Evidentemente, não é uma performance perfeita, mas mostra o abismo de qualidade do que temos de mais badalado por aí. Não ouço nenhum playback, não vejo nenhum telão, ninguém chutando cadeira ou tentando agitar a galera. Apenas uma apresentação de fãs que se sustenta pela música e nada mais do que a música.

 “Chrono Cross Medley”
“Garden of God” ~ “Scars of Time” ~ “Arni Village ~ Home” ~ “Grief” ~ “The Brink of Death” ~ “Prisoners of Fate” ~ “Beginning of a Dream” ~ “Magical Dreamers ~The Wind, the Stars, and the Sea~” ~ “The Dream that Time Dreams” ~ “Radical Dreamers” ~ “Scars of Time”


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