Posts Tagged 'Castlevania The Concert'

“Knight Corridor ~ Great Hall” – Super Castlevania IV (Castlevania The Concert)

Por Alexei Barros

Para montar o set list do Castlevania The Concert o criador do concerto David Westerlund ouviu todas as trilhas da série – deve ser o procedimento padrão dos produtores, mas tenho dúvidas depois disso quando me deparo com a repetição cabeçuda de algumas músicas.

Talvez porque não terminei o Super Castlevania IV. A verdade é que mal me lembrava da “Knight Corridor ~ Great Hall” (traduzida como “Entrance Hall ~ Chandeliers” no vídeo do Gamemusic.net; sigo o nome do VGMdb), tema da sexta fase do clássico do SNES, e também não me recordo de a faixa ser elogiada nos fóruns gringos de game music. Por isso, acredito que passaria despercebida. Felizmente, não foi. Imagino que por consequência do trabalho de pesquisa de Westerlund.

É a melhor das performances da The Stockholm Youth Symphony Orchestra. Por quê? Porque os metais, para mim aquém da qualidade desejada, não tocaram nesta música. Em contraste, as cordas são muito competentes. Para completar, o habilidoso Erik Erklund executa com perfeição no órgão de tubo o excerto sintetizado com referência ao período barroco de “Knight Corridor”. Daí, amigo, quando é evocada a “Great Hall”, com aquela maravilhosa entrada rebuscada das cordas, ainda com participação decisiva do piano da japonesa Asuka Nakamura, o espetáculo se completa.

“Lost Painting” – Castlevania: Symphony of the Night (Castlevania The Concert)

Por Alexei Barros

“Dracula’s Castle”, “Dance of Pales”, “Wood Carving Partita”, “The Tragic Prince”… parece até que foi o Castlevania: Symphony of the Night The Concert dada a preponderância de músicas do jogo no set list. Se pudesse escolher mais uma com certeza seria a “Dance of Gold”, que praticamente simula uma orquestra e exigiria menos trabalho do arranjador. Mas preferiram a “Lost Painting”, uma faixa que não me chama muito a minha atenção, devo revelar.

De todo modo, a tranquilidade da peça proporcionou uma bem-vinda alternância no programa já que, convenhamos, duas horas de músicas agitadas cansam os ouvidos. Talvez seja uma das melhores performances da The Stockholm Youth Symphony Orchestra, talvez porque os metais, que considero o ponto fraco da orquestra, foram pouco exigidos.

A música é centrada no sintetizador com um timbre similar a de um xilofone, enquanto as cordas majestosas conferem um colorido. Não há guitarra, mas a bateria e o baixo elétrico caíram muito bem, e tiram aquela ideia torpe que muitas pessoas têm de que os instrumentos não combinariam com músicas mais calmas. Performance digna de concerto profissional mais do que nunca.

“The Tragic Prince” – Castlevania: Symphony of the Night (Castlevania: The Concert)

Por Alexei Barros

Enganou-se quem imaginava que a safra do Symphony of the Night do Castlevania: The Concert havia findado. Era o que eu pensava, mas como ainda não surgiu nenhum report satisfatoriamente minucioso à moda dos japoneses, estou à mercê das gravações do YouTube, e mal sei qual foi a ordem de músicas. Já aviso que a sinfonia noturna não acabou aqui.

“The Tragic Prince” é uma das faixas que comprovam a variedade da trilha do jogo do PlayStation com uma toada hard rock. A guitarra, originalmente tocada pelo misteriosíssimo Takayuki Fujii, tem um timbre áspero – para o meu gosto até um pouco irritante (como tenho dito isso em quase todos os posts) –, imagino que propositalmente.

Pois bem, o guitarrista que acompanhou a The Stockholm Youth Symphony Orchestra simplesmente destruiu. Arrasou. Tudo sem correr, pular ou chutar cadeiras – não consigo parar de alfinetar, me desculpe. Ele imitou muito bem o timbre da original, e conseguiu achar um meio termo que ficou fiel, mas não desagradável. Muito pelo contrário. Não posso dizer o mesmo da orquestra. Se antes os metais não me convenciam, as madeiras também me passaram a impressão de que estão desafinadas. Não importa porque a guitarra supera todos os percalços.

Uma pena que o comecinho da performance foi cortado, e esta é a única gravação da música. Se um dia surgir uma completa prometo atualizar e comunicar via Twitter.

“Theme of Simon” – Super Castlevania IV (Castlevania the Concert)

Por Alexei Barros

Mais um feito para a já extensa lista de façanhas do Castlevania the Concert: o primeiro concerto a tocar Super Castlevania IV. Causa stranheza o jogo ter sido ignorado por completo porque é um dos melhores da série. Pelo ano em que foi lançado, 1991, seria perfeito para os Orchestral Game Concert, mas não houve nenhum Castlevania, tampouco qualquer coisa da Konami nas cinco apresentações.

Para resumir em uma palavra a instrumentação: perfeita. Sim, porque todos os timbres da “Theme of Simon”, marcante tema da primeira fase, foram adaptados fielmente. O órgão de tubo é o grande destaque ao recriar toda a experiência da original. O baixo elétrico, por sua vez, reproduz todas as linhas graves com maestria em parceria com a bateria – fica ainda melhor quando a guitarra se une à dupla em 1:44. O único problema da performance são os metais. Que me desculpem os mancebos trompetistas e trombonistas da The Stockholm Youth Symphony Orchestra, mas têm muito o que treinar ainda, e destoam da qualidade geral da orquestra. Por fim, não me agradou o encerramento, muito súbito. Como a original não tem tal característica porque fica em looping, o arranjador não conseguiu determinar um desfecho satisfatório.

P.S.: Aproveitando a deixa vampiresca, no site da konamistyle já é possível conferir a tracklist final da Akumajo Dracula Best Music Collections BOX, bem como ouvir alguns samples, incluindo os arranjos da Michiru Yamane.

“Old-School Medley” – Castlevania, Castlevania II: Simon’s Quest, Castlevania III: Dracula’s Curse (Castlevania the Concert)

Por Alexei Barros

Os três vídeos que publiquei do Castlevania the Concert representavam parte da fase mais recente da série, todos do Symphony of the Night. Ou não tão recente assim, já que tem quase 13 anos de vida. Mas definitivamente a tradição vampiresca no que tange às músicas foi construída logo nos primeiros jogos do NES, graças a nomes como Kinuyo Yamashita, Kenichi Matsubara, Hidenori Maezawa e ilustres obscuros – quando vamos saber quem é S. Terashima?

Por isso, os chiptunes primordiais não poderiam faltar no concerto da série, e foram compilados em um único segmento intitulado “Old-School Medley”. Reúne os temas da primeira fase de cada capítulo da trilogia 8-bits, menos do Simon’s Quest: em vez da “The Silence of Daylight” – às vezes acho que sou o único que gosta dela –, a “Bloody Tears”, o que de forma alguma é ruim. Também é uma música fantástica, evidente.

Se os outros posts foram praticamente só elogios, aqui algumas coisas não me agradaram, em parte porque estava com outras referências na cabeça. Fazia tempo que não falava delas, sempre elas, as transições. A passagem da “Vampire Killer” para a “Bloody Tears” (2:35) não ficou muito boa, com um buraco no tempo destacado. Em contrapartida, a mudança da segunda para a “Beginning” (5:17) ficou adequada.

O arranjo é ousado porque mistura em uma mesma performance orquestra, banda e órgão de tubo. E para elementos aparentemente tão díspares funcionarem juntos requer muitos ensaios. Emulando os chiptunes, o sintetizador dialoga com a orquestra na icônica “Vampire Killer”, mas é a guitarra quem estrela. Depois da supracitada transição áspera, o órgão de tubo toca a introdução da “Bloody Tears” como nenhum outro instrumento poderia fazer. Na primeira vez a banda acompanha a orquestra – especialmente impressionante de 3:27 a 3:34 (exceção à leve engasgada dos metais no final deste trecho) com a percussão –, e na segunda a guitarra mais uma vez fica em primeiro plano tocando a melodia.

Depois do solo de órgão, surge a “Beginning” como deveria entrar, e não como faz o Video Games Live no “Castlevania Rock”. Complicado eu sempre acabar esbarrando no VGL, mas esta adaptação ficou bem mais fiel à velocidade da original. Não me agradou o timbre do sintetizador no excerto, que não foi dos mais bem escolhidos e confere um aspecto amador à performance. Para compensar, a guitarra faz a melhor participação do medley, e o arranjo consegue captar bem a empolgação, mas uma pena que de novo os metais não sejam tão afiados assim no trecho de 5:42 a 5:49. Não gostei do final também, é um tanto quanto clichê e tenta conferir uma grandiosidade forçada que não combina com a “Beginning”.

O principal ponto para não ter achado grande coisa é que o “Castlevania Medley” do Press Start 2007 tem as mesmas músicas e outras mais (a “Prologue” era uma imposição) em menos tempo – alguns poderiam considerar isso ruim, mas não vejo dessa forma, desde que as transições sejam naturais –, seguindo uma cadência muito coerente.

Com alguns ajustes o medley ficaria excepcional. Do jeito que está ficou longe de repetir o resultado da “Dracula’s Castle”.

“Old-School Medley”

“Vampire Killer” (Castlevania) ~ “Bloody Tears” (Castlevania II: Simon’s Quest) ~ “Beginning” (Castlevania III: Dracula’s Curse)

“Wood Carving Partita” – Castlevania: Symphony of the Night (Castlevania the Concert)

Por Alexei Barros

Achou que o Castlevania the Concert ficou só na “Dance of Pales”? Antes da performance da música (aliás, atualizei o vídeo daquele post para uma gravação muito melhor dos trutas do site polonês Gamemusic.net), a Michiru Yamane foi chamada ao palco para tocar no cravo uma de suas maiores obras-primas, a lendária “Wood Carving Partita”, que remete ao período barroco.

Não soa familiar? Certamente. É inspirada em uma das mais célebres performances da finada série Symphonic Game Music Concert em sua quarta edição que aconteceu em 2006. Isso se deve em parte porque a gravação foi publicada no YouTube (e retirada poucos tempos depois por problemas de direitos autorais). Foi um acontecimento raro, já que os registros dos concertos alemães, seja em áudio ou vídeo, jamais foram lançados. Milagrosamente ainda persiste um vídeo no Dailymotion de qualidade não muito boa, mas que permite ter uma ideia do arranjo do Jonne Valtonen.

Avançando quatro anos esta performance foi revivida no Castlevania the Concert em uma versão parecida, com a mesma instrumentação com cravo e cordas. Julgando superficialmente pelos vídeos é tão encantadora quanto.

“Dance of Pales” – Castlevania: Symphony of the Night (Castlevania the Concert)

Por Alexei Barros

Alguém poderia me explicar por que nunca um concerto tocou antes a valsa “Dance of Pales”? Devo revelar que não havia reparado na genialidade da música quando joguei e depois escutei a trilha do Symphony of the Night. Outras estavam numa posição mais alta na minha eterna wishlist, como a “Dracula’s Castle” e a “Dance of Gold”, que não deve ter sido lembrada.

A composição entra na categoria de “obrigatória para ser orquestrada” porque a original, inteiramente sintetizava, já emulava timbres de piano e instrumentos de orquestra. Se a faixa fosse executada de tal forma causaria um assombro. Mas os organizadores do Castlevania the Concert não se contentaram com isso. Chamaram a autora Michiru Yamane para acompanhar a The Stockholm Youth Symphony Orchestra no piano.

Não sei por quanto tempo a peça foi ensaiada, mas a Yamane demonstrou uma grande desenvoltura na interpretação (note no trecho de 3:43 a 4:00 que pintura) depois de ser ovacionada pelo público. Simplesmente sublime – logo nos acordes iniciais dá para perceber a eminência. Tanto a execução, como o arranjo que pelo que me consta foi preparado pela própria. Diria mais: uma performance como esta que me recuso a chamar de amadora escancara a falta de criatividade e a repetição cabeçuda das turnês de game music.


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