Posts Tagged 'Castlevania II: Simon’s Quest'

“Castlevania Medley” – Castlevania, Castlevania II: Simon’s Quest, Castlevania: Bloodlines, Castlevania: Symphony of the Night e Castlevania: Lords of Shadow (Play! 2011 em Virginia)

Por Alexei Barros

Um dilema me consome. Na maioria das ocasiões, preparam-se arranjos novos para apresentações únicas, enquanto que nas turnês, em que os números são repetidos diversas vezes, costumam-se reciclar partituras conhecidas, a exemplo do “Castlevania Suite” do Play! A Video Game Symphony, já que um excerto do segmento é baseado no álbum Perfect Selection Dracula ~New Classic~.

Mas isso vem mudando. O Play! está se aperfeiçoando. Como prometido, e com número maior de composições que o anunciado, foi mostrado um arranjo inédito da série vampiresca no concerto em Dayton. Antes de embarcar no vídeo, adianto duas coisas: 1) Em nenhum instante do medley senti o mesmo deleite nostálgico da “Dracula’s Castle” do Castlevania the Concert; 2) Ainda gosto mais, falando de miscelâneas de toda a saga, do enxuto “Castlevania Medley” do Press Start 2007, apesar de que alguns possam achar que as faixas foram socadas pelo pouco tempo total. De jeito algum isso fere o trabalho de Chad Seiter, que sinaliza um novo passo no processo de maturação dos arranjos dos concertos de games, sem a obrigação de se prender à literalidade, percurso capitaneado pelos concertos Symphonic da Alemanha.

De cara se nota isso: a “Vampire Killer” é homenageada brevemente, o suficiente para vir à mente a melodia. “Moonlight Nocturne” surge calmamente com as coristas femininas, as flautas, os coristas masculinos, no momento em que o Play! tem um momento Video Games Live no telão, com a aparição da impagável mensagem “What a terrible night to have a curse” do Castlevania II: Simon’s Quest, arrancando risadas do público. “Iron Blue Intention” surge de leve e, com as batidas da percussão, vira uma marcha e fica sublime nas cordas e melhor com o coral. “Message of Darkness” adiciona um clima de nervosismo, especialmente quando, de novo, o coro invade a performance, o que também acontece com a “Bloody Tears”, que ficou fantástica dividida entre os sussurros, os metais e os violinos. A “Vampire Killer”, em nova rendição, é emendada naturalmente, fechando com a “The Last Battle”, que não soou deslocada como temia por ser do Lords of Shadow, de um compositor de estilo diferente dos demais, Óscar Araujo.

Se na “Terra’s Theme” a orquestra é que mostrava excelência, agora o coral que causa admiração, especialmente porque, pelo alto custo de contratação, nem sempre são usados os melhores corais em apresentações de turnês. É, Play!, seja bem-vindo de volta.

– “Castlevania Medley”
“Vampire Killer” (Castlevania) ~ “Moonlight Nocturne” (Castlevania: Symphony of the Night) ~ “Iron Blue Intention” (Castlevania: Bloodlines) ~ “Message of Darkness” ~ “Bloody Tears” (Castlevania II: Simon’s Quest) ~ “Vampire Killer” (Castlevania) ~ “The Last Battle” (Castlevania: Lords of Shadow)

P.S.: Eventualmente, posso ter esquecido de alguma música ou me confundido de faixa do Lords of Shadow. Caso isso aconteça, não deixe de bradar nos comentários.

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Play!: os debutes de Dragon Age: Origins e do novo segmento de Castlevania


Por Alexei Barros

Aos poucos, a turnê Play! A Video Game Symphony, que parecia passar pelos últimos momentos de existência, está ensaiando uma melhora. Se o Civilization V não empolgou muito (nem sequer encontrei uma gravação no YouTube), a novidade da “Overture” do The Legend of Zelda: Twilight Princess baseada no arranjo do Twilight Symphony é para se animar, embora ainda não se saiba a data da estreia.

Antes, um par de segmentos foram confirmados para o concerto em Dayton, Ohio, que se dará dia 31 de março, no Schuster Center, com a Dayton Philharmonic e o Dayton Chorus. Dragon Age: Origins já foi tocado no A Night in Fantasia 2009, inclusive com performance vocal da Aubrey Ashburn e arranjo do próprio compositor Inon Zur, mas estranhamente o segmento se ausentou do CD. Ao que tudo indica, não haverá solo similar no Play!.

Mais promissor é um segmento inédito e exclusivo da série Castlevania arranjado por Chad Seiter, o mesmo responsável pela orquestração do segmento de Twilight Princess. O site oficial adiantou parcialmente as seleções: “Moonlight Nocturne” (Symphony of the Night), presente no supervalorizado “Castlevania Rock Overture” do Video Games Live; “Iron Blue Intention” (Bloodlines), música jamais arranjada oficialmente; “Bloody Tears” (Simon’s Quest), selecionada no subestimado “Castlevania Medley” do Press Start 2007; e alguma faixa que a página não informa do Lords of Shadow, cuja trilha original é assinada pelo espanhol Óscar Araujo, e marcou a limiar de uma digressão no estilo musical de Castlevania na era pós-Michiru Yamane.

Contudo, não sei se seria melhor deixar o Lords of Shadow para um número avulso, como se costuma fazer com Super Mario Galaxy, dada a diferença de faixas arranjadas para orquestra e composições já pensadas para orquestra. Volto a frisar que o Play! já tinha um segmento da série, o “Castlevania Suite”, que fez parte do set list do Fourth Symphonic Game Music Concert (2006). Para o bis, foi prometida uma nova roupagem de um clássico conhecido, mas tal surpresa foi mantida em sigilo. Vai saber.

O maestro Andy Brick está confirmado no cargo de diretor musical, ele que vinha regendo as apresentações depois da saída de Arnie Roth. Também se junta ao time do Play! o diretor e produtor de vídeo Anthony Pagano, que já trabalhou com nomes como The Jonas Brothers, Pavarotti, Ennio Marricone e Elton John.

Fico na expectativa de coisa boa, mas para me convencerem mesmo deviam lançar um CD que nos fizesse esquecer do duvidoso Play! A Video Game Symphony Live.

[via Play!]

“Old-School Medley” – Castlevania, Castlevania II: Simon’s Quest, Castlevania III: Dracula’s Curse (Castlevania the Concert)

Por Alexei Barros

Os três vídeos que publiquei do Castlevania the Concert representavam parte da fase mais recente da série, todos do Symphony of the Night. Ou não tão recente assim, já que tem quase 13 anos de vida. Mas definitivamente a tradição vampiresca no que tange às músicas foi construída logo nos primeiros jogos do NES, graças a nomes como Kinuyo Yamashita, Kenichi Matsubara, Hidenori Maezawa e ilustres obscuros – quando vamos saber quem é S. Terashima?

Por isso, os chiptunes primordiais não poderiam faltar no concerto da série, e foram compilados em um único segmento intitulado “Old-School Medley”. Reúne os temas da primeira fase de cada capítulo da trilogia 8-bits, menos do Simon’s Quest: em vez da “The Silence of Daylight” – às vezes acho que sou o único que gosta dela –, a “Bloody Tears”, o que de forma alguma é ruim. Também é uma música fantástica, evidente.

Se os outros posts foram praticamente só elogios, aqui algumas coisas não me agradaram, em parte porque estava com outras referências na cabeça. Fazia tempo que não falava delas, sempre elas, as transições. A passagem da “Vampire Killer” para a “Bloody Tears” (2:35) não ficou muito boa, com um buraco no tempo destacado. Em contrapartida, a mudança da segunda para a “Beginning” (5:17) ficou adequada.

O arranjo é ousado porque mistura em uma mesma performance orquestra, banda e órgão de tubo. E para elementos aparentemente tão díspares funcionarem juntos requer muitos ensaios. Emulando os chiptunes, o sintetizador dialoga com a orquestra na icônica “Vampire Killer”, mas é a guitarra quem estrela. Depois da supracitada transição áspera, o órgão de tubo toca a introdução da “Bloody Tears” como nenhum outro instrumento poderia fazer. Na primeira vez a banda acompanha a orquestra – especialmente impressionante de 3:27 a 3:34 (exceção à leve engasgada dos metais no final deste trecho) com a percussão –, e na segunda a guitarra mais uma vez fica em primeiro plano tocando a melodia.

Depois do solo de órgão, surge a “Beginning” como deveria entrar, e não como faz o Video Games Live no “Castlevania Rock”. Complicado eu sempre acabar esbarrando no VGL, mas esta adaptação ficou bem mais fiel à velocidade da original. Não me agradou o timbre do sintetizador no excerto, que não foi dos mais bem escolhidos e confere um aspecto amador à performance. Para compensar, a guitarra faz a melhor participação do medley, e o arranjo consegue captar bem a empolgação, mas uma pena que de novo os metais não sejam tão afiados assim no trecho de 5:42 a 5:49. Não gostei do final também, é um tanto quanto clichê e tenta conferir uma grandiosidade forçada que não combina com a “Beginning”.

O principal ponto para não ter achado grande coisa é que o “Castlevania Medley” do Press Start 2007 tem as mesmas músicas e outras mais (a “Prologue” era uma imposição) em menos tempo – alguns poderiam considerar isso ruim, mas não vejo dessa forma, desde que as transições sejam naturais –, seguindo uma cadência muito coerente.

Com alguns ajustes o medley ficaria excepcional. Do jeito que está ficou longe de repetir o resultado da “Dracula’s Castle”.

“Old-School Medley”

“Vampire Killer” (Castlevania) ~ “Bloody Tears” (Castlevania II: Simon’s Quest) ~ “Beginning” (Castlevania III: Dracula’s Curse)


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