Posts Tagged 'Akifumi Tada'

“Meridian Dance” – Secret of Mana (Game Music Laboratory Tokyo 2nd [unplugged])

Por Alexei Barros

Ao terminar Secret of Mana, você acabará ouvindo muito mais vezes a “Danger”, que toca na batalha contra os chefes, do que a “Meridian Dance”, que aparece somente no combate final. Óbvio. Mas isso não está relacionado à popularidade, porque, pelo que acompanho nos comentários, a “Meridian Dance” parece ser muito mais elogiada que a “Danger”. Isso acontece em muitos outros casos também, mas é só uma constatação, porque prefiro a “Danger”.

Por isso, não é de estranhar que no Game Music Laboratory Tokyo 2nd [unplugged] tenham tocado, além da “Danger”, a “Meridian Dance”, visto que o violinista Hiroaki Yura, acompanhado por outro violino, piano, baixo e bateria já tinha executado a “Meridian Dance” na apresentação Passion (2007) na Austrália. A maior vantagem em relação à nova versão é que dá para ouvir muito bem o baixo elétrico, coisa que não era possível no outro por ser uma gravação da plateia com muita ambiência.

Mas… não gostei de três coisas. Dispensável o uso da keytar nesta performance, dialogando com o violino – melhor seria se fosse com a guitarra ou mesmo outro violino. E outra: os solos alternados cairiam melhor na segunda vez em que a banda repetisse a faixa, não logo de cara, para preservar toda a maravilhosa alternância melódica da música. O ponto em que escolheram para terminar ficou estranho. Em compensação, a reprodução da progressão harmônica no violino (a partir de 0:52 no vídeo) é digna de louvor, ainda que o Hiroaki Yura tenha errado um pouco no final deste trecho.

Durante os aplusos, os compositores Kenji Ito e Hiroki Kikuta, o autor desta faixa, sobem ao palco.

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“Danger” – Secret of Mana (Game Music Laboratory Tokyo 2nd [unplugged])

Por Alexei Barros

Pela raridade com que a “Danger” aparece nas miscelâneas de Secret of Mana, pensei que fosse um dos poucos fãs do alucinante tema de batalha com chefes. Percebi que não estava sozinho quando foi eleita a 139ª na votação das 700 melhores faixas de games de acordo com os japoneses. A terceira colocada do total de cinco músicas do Secret of Mana que apareceram na relação: atrás de “Prophecy” (67ª) e “Meridian Dance” (86ª) e à frente de “Angel’s Fear”(164ª) e “Into the Thick of It” (205ª).

Mais satisfeito fiquei com o arranjo tocado no show Game Music Laboratory Tokyo 2nd [unplugged], realizado no dia 6 de fevereiro de 2011 e que só não mencionei antes porque não seria conveniente falar do evento se não houvesse vídeos. Felizmente, há. De tudo. Nem tudo é tão interessante; muitos solos de teclado manjados do Final Fantasy VII.

Pela gravação e depois pesquisando, reconheci alguns dos instrumentistas do grupo, aparentemente batizado de kikutaband pela hashtag proliferada no Twitter: Hiroaki Yura, o spalla da Eminence Symphony Orchestra, no violino; Akifumi Tada, arranjador do estúdio Imagine na keytar; Jem Harding no teclado; e Ko Omura na bateria. Ainda teve baixista e guitarrista, os quais não consegui descobrir quem são. Pela formação, com violino no meio de uma banda normal, já se esperaria alguma coisa parecida com a jdk Band; diferentemente da atual banda da Falcom, a guitarra é relegada ao segundo plano.

Com o violino em destaque, esta versão ganha pontos em ousadia, afinal é muito mais difícil tocar a sucessão frenética de acordes da “Danger” neste instrumento do que em uma guitarra, por exemplo. A introdução, que é um bocado repetitiva, é feita convincentemente no violino, mas, na hora do trecho dissonante, a impressão é que a sequência precisou ser simplificada. Na virada da música, o violino fica em relevo mais do que nunca, no ponto alto da performance, parando logo em seguida para o solos de teclado e guitarra (embora o timbre da sintetizada claramente simule um baixo elétrico). O violino retoma a melodia para encerrar o primeiro looping com o teclado em evidência. Na repetição da introdução o baixo se solta mais. Já que a intenção era imitar a original, a batida da bateria poderia ser mais rápida e menos forte no meu entendimento. Todavia, de modo geral, o resultado ficou esplendoroso, dada a complexidade da composição. E, com isso, eu me pergunto se um dia a “Danger” será totalmente orquestrada…


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