Archive for the 'Symphonic Odysseys' Category



O programa do Symphonic Odysseys

Por Alexei Barros

Nesta enxurrada de novidades do Symphonic Odysseys enfim foi revelado o set list completo do concerto tributo ao Nobuo Uematsu que acontecerá no próximo sábado, dia 9 de julho, em duas apresentações: às 15 horas e 20 horas locais da cidade de Colônia na Alemanha. Todos os ingressos estão esgotados e a estimativa é que 4000 pessoas compareçam ao Cologne Philharmonic Hall para conseguir autógrafos com o compositor bigodudo e assistir ao espetáculo executado pela WDR Radio Orchestra Cologne e WDR Radio Choir Cologne, com regência de Arnie Roth.

A princípio, haverá dez segmentos, sendo seis para o primeiro ato e quatro para o segundo. A maioria dos arranjos é feita pela equipe interna do Merregnon Studios, a infalível dupla da Finlândia: Jonne Valtonen e Roger Wanamo, assim como no Symphonic Fantasies (naquela ocasião, em 2009, Wanamo era convidado e ainda não fazia parte do time). Valtonen foi responsável por sete números e Wanamo por dois. Para fechar um de Jani Laaksonen, que não conhecia.

Comento então primeiro as certezas. A faixa que tanto quebrava a cabeça para descobrir de Chrono Trigger é “Silent Light” – eu tinha jogado seguro e dito que seria esta entre outras quatro que separei. O que me pegou de surpresa é saber do coral em latim no arranjo, como está creditado o letrista Mikko Laine, também finlandês. Isso porque a faixa sintetizada é baseada em timbres que remetem apenas a piano, flauta, baixo elétrico (sensacional na original, por sinal), talvez algumas cordas e, em alguns momentos, um “Aaaaah” em que se imagina o coro. Fique claro que será um arranjo criativo, não uma tradução literal. Desde já é um dos que estou mais ansioso.

Pela duração reduzida das faixas, eu imaginava que o segmento do Makai Toushi SaGa e SaGa 2: Hihou Densetsu abarcasse mais músicas, como, por exemplo, “Prologue” e a “Searching for the Secret Treasure”, mas como posso reclamar das duas escolhidas? “Main Theme” é fundamental, icônica e nostálgica e “Save the World” era simplesmente tudo o que eu queria. Não estou decepcionado, mas fiquei surpreso com a ausência, ao menos por enquanto, da “Wipe Your Tears Away”, por aparentemente ser uma música importante no contexto da série SaGa por prosseguir no Romancing SaGa e Romancing SaGa 2.

Pulando décadas no tempo, “A Fleeting Dream” do Final Fantasy X tem aparição incrivelmente inesperada, visto que o jogo sempre foi representado na maioria das vezes por “At Zanarkand” e “Suteki da ne” nos concertos da série. Curiosamente, a faixa na trilha original é arranjada por Masashi Hamauzu, que fora o arranjador convidado do Symphonic Legends e LEGENDS. Por ser totalmente sintetizada, a beleza da composição pedia por renovação. Como imaginava, a seção de The Last Story corresponde à  “Toberu mono”, aquela traduzida extraoficialmente por “The Flying One” – é que “Spreading Your Wings” é a tradução oficial da mais emotiva composição da trilha norteada pelo estilo preponderante de Hollywood.

A seguinte confirmada é a escolha mais curiosa. Duvido que alguém achava que uma faixa recente como a “On Windy Meadows”, a qual conhecemos do Final Fantasy XIV Field Tracks, não só fosse selecionada, como recebesse um segmento exclusivo. Para falar a verdade, nem esperava que FFXIV aparecesse no Symphonic Odysseys, como o jogo vem sendo bem simbolizado na turnê Distant Worlds, que não possui a “On Windy Meadows” no repertório.

A parte referente ao Blue Dragon estava em sigilo e a selecionada, “Waterside”, é um belo solo de piano que originou uma melhor ainda na trilha, “Waterside ~for Piano and Orchestra~”. Jonne Valtonen, que é o arranjador do segmento, inclusive já concedeu uma interpretação arrojada da “Waterside” em um solo de piano no Benyamin Nuss Plays Uematsu.

Por último, estão detalhadas todas as faixas da suíte de Lost Odyssey, trazendo mais duas para se somarem àquela trinca previamente confirmada. Além da “Prologue” / “Main Theme”, que abre e fecha a suíte, “Dark Saint” e “Light of Blessing ~ A Letter”, haverá o tema de combate “A Mighty Enemy Appears!” (a.k.a. “A Formidable Enemy Appears!”) e a melancólica “A Sad Tolten”. Promete!

Sobre os números que são desconhecidas as faixas, só se sabe até agora duas músicas da suíte de Final Fantasy, e a novidade é que o segmento estará dividido em três movimentos com as características nomenclaturas em italiano para designar o andamento do concerto para piano. Por fim, King’s Knight, o mais obscuro de todos, trará coral. Acabam aqui meus comentários sobre o programa, mas vai saber o que teremos mais, como o produtor Thomas Boecker deixou no ar: “Sinto que o aspecto surpresa no concerto é um benefício para uma experiência especial e pessoal”.

Set list:

01 – “Opening Fanfare by Nobuo Uematsu”
Arranjo: Jonne Valtonen

02 – “Final Fantasy (Concerto for Piano and Orchestra)”

I. Grave – Allegro
II. Adagio Cantabile
III. Allegro Molto

Arranjo: Roger Wanamo

03 – “King’s Knight (A Pretty Day Out)”
Arranjo: Jonne Valtonen
Letra: Mikko Laine

04 – “Chrono Trigger (Silent Light)”
Arranjo: Jonne Valtonen
Letra: Mikko Laine

05 – “The Final Fantasy Legend and Final Fantasy Legend II (Main Theme and Save the World)”
Arranjo: Jonne Valtonen

06 – “Final Fantasy X (A Fleeting Dream)”
Arranjo: Roger Wanamo
Letra: Mikko Laine

Intervalo

07 – “The Last Story (Spreading Your Wings)”
Arranjo: Jani Laaksonen

08 – “Final Fantasy XIV (On Windy Meadows)”
Arranjo: Jonne Valtonen

09 – “Blue Dragon (Waterside)”
Arranjo: Jonne Valtonen

10 – “Lost Odyssey (Suite)”

I. Prologue (Main Theme)
II. A Formidable Enemy Appears!
III. A Sad Tolten
IV. Dark Saint
V. Light of Blessing ~ A Letter
VI. Epilogue (Main Theme Reprise)

Arranjo: Jonne Valtonen
Letra: Mikko Laine

Baixe o programa em PDF aqui.

[via Symphonic Odysseys]

Symphonic Odysseys: suíte de Lost Odyssey terá coral e órgão de tubo; três músicas confirmadas

Por Alexei Barros

Se Final Fantasy será a série representada em maior quantidade do Symphonic Odysseys, ocupando quase 50% do programa, possivelmente o jogo que vem em segundo lugar é Lost Odyssey, como já sugeria o nome do espetáculo, com uma suíte à Symphonic Fantasies de 15 minutos.

Se a suíte correspondente a Final Fantasy é um concerto para piano, deve ficar reservada para o primeiro ato, ao passo que Lost Odyssey é destinada para o segundo, haja vista os elementos normalmente apresentados mais próximos do encerramento do concerto: coral e órgão de tubo. O primeiro será o WDR Radio Choir Cologne, o mesmo do Symphonic Fantasies, que regressa ao palco do Cologne Philharmonic Hall após a ausência em 2010. Por melhor que fosse o State Choir Latvija no Symphonic Legends, tenho a sensação que o WDR Radio Choir Cologne é superior, com 40 vozes potentes e afinadas. Aparentemente, como nunca o instrumento terá tanto destaque na série Symphonic tal qual neste segmento; o órgão de tubo explodia apenas na “Lavos’ Theme” durante o “Encore (Final Boss Suite)” do Symphonic Fantasies e na “Theme of Super Metroid” do “Encore (Currendo. Saltando. Ludendo)” do Symphonic Legends. Quem sabe o instrumento também não possa ser usado para rendições de “Dancing Mad” do Final Fantasy VI e “Atlas” do Front Mission: Gun Hazard, cujas sintetizadas emulam órgão de tubo.

As três composições divulgadas são, em minha opinião, algumas das melhores da trilha e não poderiam faltar para um número tão extenso enfocado em mostrar a aura de Lost Odyssey. Incrivelmente nenhuma delas apareceu no Orchestral Pieces From Lost Odyssey & Blue Dragon, concerto que conseguiu a proeza de executar sete faixas do RPG do Xbox 360 lançado em 2007 que não estas.

“Prologue”

Trata-se da primeira faixa da trilha, uma versão instrumental da poderosa “Main Theme” que já foi tocada no próprio Orchestral Pieces, além do Play! A Video Game Symphony e do Nobuo Uematsu Show. Provavelmente abrirá a suíte – será que logo de cara o solo similar da “Main Theme” se expandirá para todo o coral entoando a tocante melodia?

“Dark Saint”

Tensa, nervosa, explosiva. Tem tudo para ficar estupenda no arranjo do Jonne Valtonen: já que não haverá guitarra no concerto, como será que ele vai adaptar os inflamados solos do instrumento da original para orquestra? A parte do coral, com os assombrosos vocais masculinos em destaque, também é digna de nota.

“Light of Blessing ~ A Letter”

Em uma palavra: morri. Pouco antes de serem reveladas as faixas, assim que foi divulgada a combinação Lost Odyssey, coral e órgão de tubo pensei nesta música, que é uma das maiores obras-primas do Nobuo Uematsu, com uma sensibilidade digna dos seus primeiros trabalhos na Square Enix sob uma roupagem moderna no melhor estilo John Williams. Será que Jonne Valtonen poderá melhorar o que já é sublime?

[via Symphonic Odysseys]

Symphonic Odysseys: suíte de Final Fantasy será um concerto para piano; duas faixas reveladas

Pr Alexei Barros

Como dito anteriormente, quase metade do Symphonic Odysseys será de Final Fantasy, mas só se sabia da existência, além de números avulsos, de uma suíte dedicada à série de aproximadamente 15 minutos arranjada por Roger Wanamo. Com as novidades divulgadas hoje, é possível ter uma ideia da abordagem deste segmento do espetáculo a ser apresentado daqui a uma semana, dia 9 de julho, em Colônia na Alemanha.

Trata-se de um concerto para piano, instrumento este que será tocado pelo prodígio Benyamin Nuss. Desta maneira, o segmento extenso de Final Fantasy misturará elementos de três suítes do Symphonic Fantasies: o solista da “Fantasy I: Kingdom Hearts”, o coarranjador da “Fantasy III: Chrono Trigger/Chrono Cross” e, evidentemente, os mesmos compositor e série da “Fantasy IV: Final Fantasy”.

Vale lembrar que a “Fantasy I: Kingdom Hearts” não poderia ser exatamente classificada de concerto para piano por apresentar as faixas de maneira branda, ainda que o instrumento tenha ficado em evidência. Já que foi chamado assim, imagino que haverá trechos contundentes e virtuosísticos, como os concertos para piano “Turrican II – The Final Fight (Renderings: Main Theme)” do Symphonic Shades e “F-Zero (Race for Piano and Orchestra)” do LEGENDS, este segundo também com arranjo de Roger Wanamo.

Além disso, foram adiantadas duas seleções, ambas inéditas em espetáculos oficiais e que não despontaram nas coletâneas de piano (FFIII nem sequer teve um álbum do tipo). Importante frisar que a suíte mostrará tantas outras músicas além da dessas.

“The Boundless Ocean” (Final Fantasy III)

FFIII aparece raramente nos concertos, então é de ficar impressionado com a escolha. Como o nome sugere, a faixa é ouvida na exploração das profundezas do oceano no Surface World (um dos mundos do jogo) com o veículo subaquático. Este tipo de composição, tanto pela duração diminuta como pela emotividade, a meu ver favorece o trabalho artístico para o arranjador inventar como bem entender sem correr o risco de prejudicar o reconhecimento da melodia.

“The Fierce Battle” (Final Fantasy VI)

Existe algum tema de batalha do FFVI que seja não menos que excelente? “The Fierce Battle” é escutada somente em um momento específico, mais precisamente na sequência de três combates contra as estátuas Demon, Fiend e Goddess do Warring Triad. Melodia memorável, transmitindo a situação caótica pela qual passa o jogo naquele ponto da história.

[via Symphonic Odysseys]

Symphonic Odysseys: quase metade do programa será dedicada à série Final Fantasy

Por Alexei Barros

Falta quase uma semana para o Symphonic Odysseys e, assim como aconteceu dias antes do Symphonic Legends, o set list em PDF será liberado para download em breve (espero que não demore muito). Enquanto isso não ocorre, cabe compartilhar a única novidade ainda não dita por aqui divulgada pelo produtor Thomas Boecker ao blogue alemão VGM Lounge: cerca de 50% do tempo total do concerto é de músicas de Final Fantasy, claro, assinadas pelo Nobuo Uematsu. Nunca é exagero lembrar que ele criou as trilhas, em sua plenitude, do FFI ao FFIX e, mais recentemente, do FFXIV. No FFX e FXI não foram todas e no FFXII apenas uma. Haja música!

Sabendo disso e que haverá uma suíte da série de 15 minutos arranjada pelo Roger Wanamo nos moldes do Symphonic Fantasies, é possível conjecturar acerca da apresentação. Chutando alto que o tempo de espetáculo será de 90 minutos e que, vamos dizer, 40 destes minutos é de FF, sobram 50. Ou 35 minutos, já que a suíte de Lost Odyssey também contará com 15 minutos. Ou 32, como a fanfarra de abertura geralmente possui três minutos. Restam Blue Dragon, The Last Story, Chrono Trigger, King’s Knight, Makai Toushi SaGa & SaGa 2: Hihou Densetsu com pouco mais de seis para cada. Mas como usualmente os segmentos avulsos são menores, coisa de cinco minutos, quem sabe não caibam mais algumas obscuridades como Rad Racer e Front Mission: Gun Hazard. Mesmo que estes dois ou outros não apareçam, devo revelar que, sendo mais ou menos o dobro da porção de Final Fantasy no Symphonic Fantasies, cerca de metade do espetáculo é muito olhando a outra parte, porque a maioria do público estará mais interessada em Final Fantasy do que em qualquer outro jogo.

Sei que o post está excessivamente especulativo, mas para não ficar só na imaginação, destaco uma resposta alentadora do Thomas Boecker nesta entrevista relacionada com a quantidade de Final Fantasy no concerto. “Em Colônia, tornou-se recorrente lotar a sala de concerto. O cuidado para evitar falhas aumenta em cada evento. Cada novo concerto da série Symphonic tem batido recordes”, comenta. “Um concerto com músicas de Yuzo Koshiro? Masashi Hamauzu? Garry Schyman? Adoraria. Mas quando um concerto precisa atingir seis dígitos em nosso orçamento, tem que fazer sucesso para justificar todos os envolvidos”, afirma. “Qual pode ser a solução? Eu acho que com a popularização da game music passo a passo o interesse pelas trilhas menos conhecidas vai subir, simplesmente por causa da supersaturação.”

E eu vou mais longe sonhando com suítes extensas de Actraiser, Unlimited SaGa, BioShock…

[VGM Lounge]

Symphonic Odysseys: as lendas fantasiosas de Makai Toushi SaGa e SaGa 2: Hihou Densetsu

Por Alexei Barros

Para tudo. Perdi a conta de quantas vezes mencionei a vontade de que Makai Toushi SaGa e SaGa 2: Hihou Densetsu fizessem parte do repertório do Symphonic Odysseys, concerto em homenagem ao Nobuo Uematsu a acontecer na Alemanha dia 9 de julho. A bem da verdade, temia pela ausência, como são jogos de Game Boy monocromático lançados originalmente no Japão em 1989 e 1990. Sim, saíram no ocidente em 1990 e 1991. Teimosamente prefiro chamá-los assim, pelos nomes originais, visto que a localização preferiu batizá-los de The Final Fantasy Legend e Final Fantasy Legend II, para aproveitar a fama crescente da franquia no ocidente naquela época em que os RPGs em inglês ainda engatinhavam. São na realidade pertencentes à série SaGa criada por Akitoshi Kawazu.  E para aumentar a obscuridade, os remakes (do primeiro para WonderSwan Color e celular e do segundo para Nintendo DS) nem sequer apareceram nos EUA.

Devo ter jogado muito pouco de ambos, mas minha empolgação se deve ao vigor melódico de ambas as trilhas, a do SaGa 2 feita em parceria com o Kenji Ito (aliás, o seu jogo de estreia na Squaresoft). É da era mágica da carreira do Nobuo Uematsu com a criatividade em efervescência. Não consigo imaginar em que outra situação se justificaria um arranjo desses dois jogos e, de fato, a única vez em que isso aconteceu foi com a aparições da “Prologue” e da “Main Theme” no medley de títulos antigos dele no Press Start 2008. Pela representatividade das faixas, creio que a suíte arranjada pelo Jonne Valtonen terá a “Wipe Your Tears Away”, que chegou a figurar no Romancing SaGa e Romancing SaGa 2 do Super Famicom. E eu não ia reclamar se tiver temas de combate como a “Save the world” do SaGa 2.

[via Animania]

Novidades do programa do Symphonic Odysseys; confirmadas suítes de Final Fantasy e Lost Odyssey


Por Alexei Barros

O produtor Thomas Boecker concedeu entrevista ao SEMO acerca dos seus dois projetos de 2010, LEGENDS e Symphonic Odysseys, comentando a experiência do primeiro e divulgando novas informações interessantes do outro.

Depois de dedicar vários posts ao LEGENDS, eu planejava escrever um extenso texto semelhante ao do Symphonic Legends, comentando número por número, inéditos e reprises, mas a quantidade pífia de gravações amadoras decepcionou profundamente: até agora ninguém teve a bondade de subir no YouTube segmentos completos de Star Fox, Kirby, Pikmin e Super Metroid, além dos quatro minutos adicionais no poema sinfônico de Zelda. Daí caio em um dilema: esperar por uma gravação em áudio completa da plateia que nunca poderá vir à tona ou publicar o pouco que saiu em posts avulsos, com a ameaça de algum registro e repetir opiniões? Está mais para a segunda opção mesmo…

Quanto ao Symphonic Odysseys, marcado para o dia 9 de julho, muitas certezas e as minhas tradicionais especulações:

– A fanfarra de abertura assinada pelo Nobuo Uematsu terá o dedo do Jonne Valtonen não só no arranjo e na orquestração, como se imaginava, mas também na composição;

– À moda do Symphonic Fantasies, haverá uma suíte de Final Fantasy de cerca de 15 minutos de duração que não é baseada em um jogo específico, abordando um contexto mais amplo. Roger Wanamo, que ajudou Valtonen na “Fantasy III: Chrono Trigger/Chrono Cross”, é o responsável pelo arranjo. Em julho mais informações serão comunicadas. Por ocasião do Symphonic Fantasies, Nobuo Uematsu se mostrou admirado pelo experimentalismo da “Fantasy II: Secret of Mana”, apesar de a “Fantasy IV: Final Fantasy” já ser um bocado. Creio que desta vez muito mais;

– Ainda sobre Final Fantasy, estão confirmadas músicas avulsas da série. Não preciso nem dizer que gostei do que Boecker disse: “Eu acho que não é muito surpreendente que estamos nos concentrando em músicas que não foram executadas ainda e, se isso acontecer, ofereceramos um panorama diferente.”

– O título do concerto não foi escolhido aleatoriamente. Bem como Final Fantasy, Lost Odyssey terá uma suíte de 15 minutos, sendo que o arranjador é o Jonne Valtonen. Aparentemente, Lost Odyssey possuirá uma parte maior do programa do que Blue Dragon, jogo também da Mistwalker para Xbox 360 que costumava estar lado a lado em quantidade, como no Orchestral Pieces. Fico sonhando com “Light of Blessing ~ A Letter”;

– Falando de forma mais abrangente, “o concerto irá refletir as diversas facetas da musicalidade de Nobuo Uematsu”. Não acho o Nobuo Uematsu extremamente versátil, mas é fato que ele já assinou músicas em muitos estilos diferentes (pop, celta, techno e composições influenciadas pelo período clássico), o que deve garantir boa diversidade ao set list. Torço para que entre essas facetas representadas esteja o rock, porque imagino que faixas como “Those Who Fight Further” (FFVII), “Otherworld” (FFX) e até algumas da trilha do Lord of Vermilion renderiam fantásticas releituras 100% sinfônicas;

– Comparado com o Symphonic Fantasies, o Symphonic Odysseys será mais suave, realçando a capacidade do compositor de emocionar com melodias ricas e melancólicas. Nobuo Uematsu é uma pessoa bem-humorada, e o concerto levará isso em conta – suponho que com piadas como a falsa entrada da “One-Winged Angel” na “Fantasy IV: Final Fantasy”;

– Alguns jogos do programa são bastante exóticos, como é o caso do confirmado King’s Knight. Embora infinitamente mais difundido, The Last Story  nem sequer foi lançado no ocidente e é uma escolha inusitada. Espero que caiba na categoria alguma coisa do SaGa, SaGa 2: Hihou Densetsu, Rad Racer, Rad Racer II e Front Mission: Gun Hazard;

– O Symphonic Odysseys fechará a tetralogia de concertos Symphonic da WDR Radio Orchestra, mas é certo que a orquestra tocará game music em 2012.

[via SEMO]

Symphonic Odysseys: a realeza de King’s Knight

Por Alexei Barros

Blue Dragon, Lost Odyssey, Final Fantasy, Chrono Trigger, The Last Story… até agora todos os jogos do Symphonic Odysseys correspondiam ao período de maior fama da carreira do Nobuo Uematsu. Desde o início indagava se a era pré-FF seria contemplada, visto que são títulos pouco conhecidos, muitos nem sequer publicados no ocidente. E então o próprio Uematsu gravou um vídeo anunciando King’s Knight, originalmente lançado para MSX e Famicom em 1986, aportando no NES, nos EUA, em 1989.

King’s Knight é muito parecido com o saudoso Knightmare da Konami, também de 1986: controla-se um herói que dispara nos inimigos em cenários de rolagem vertical, de modo semelhante a um shmup. A diferença é que no King’s Knight há quatro personagens. Além do cavaleiro Ray Jack, cujo modo de andar foi perfeitamente simulado no robô do vídeo, há o mago Kaliva, o monstro Barusa e o ladrão Toby, com a possibilidade de melhor atributos (velocidade, defesa etc.) ao coletar itens. Para complementar esta apresentação superficial do jogo e, caso queira se aprofundar, veja ao menos um bocado do speed run abaixo:

A trilha nunca foi publicada oficialmente e o mais próximo disso foi a aparição da “Field Music” na coletânea Square Enix Music Powered Vol.1. A mesma faixa apareceu no “Uematsu Early Year’s Medley”, em arranjo do Shogo Sakai no Press Start 2008.


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