Archive for the 'Play! A Video Game Symphony' Category



Twilight Symphony: a trilha de Twilight Princess como todo mundo sempre quis


Por Alexei Barros

Se é para imitar uma orquestra, que seja uma reprodução convincente. Caso contrário, prefiro me contentar com a original, mesmo que fique eternamente no desejo por um arranjo sinfônico. É o que penso ao ouvir o álbum de fãs Ocarina of Time Reorchestrated, que repaginou (ou tentou pelo menos) as músicas sintetizadas do The Legend of Zelda: Ocarina of Time para uma roupagem pseudo-orquestrada, ou seja, sem qualquer utilização de instrumentos reais. Meu desânimo com a sonoridade pobre foi o bastante para nem sequer redigir uma menção sobre o projeto do grupo ZREO (sigla de Zelda Reorchestrated). Pior ainda é saber que levou seis anos para ser concluído. Se quiser tirar as suas conclusões e confrontar com a minha pútrida opinião, baixe aqui.

A ZREO então deu continuidade à ideia e seguirá para o The Legend of Zelda: Twilight Princess, com o projeto batizado Twilight Symphony, que terá quase 40 faixas em um total de duas horas e meia de música. A novidade é que, além de usar samples orquestrados, os arranjos serão mais naturais e orgânicos porque vão ser encorpados com as gravações de alguns musicistas. Aubrey Ashburn, cantora americana da avassaladora “Out of Darkness (Prologue)” (Devil May Cry 4) e da trinca “Dragon Age: Origins”, “I Am The One (High Fantasy Version)” e “I Am The One (Dark Fantasy Version)” do Dragon Age: Origins, participará do projeto. Seria perfeito se não fosse por um detalhe: eles querem utilizar um coral, acontece que a contratação dos coristas será financiada pelas doações dos fãs por meio do serviço Kickstarter – a meta é de 18 mil dólares até o dia 20 de março. Nos tempos em que as barreiras entre amadores e profissionais foram derrubadas, ainda acontecem coisas como essa duras de engolir. Coisas que abomino.

Como arranjador principal, temos Wayne Strange, amparado pelo time Tim Stoney, Eric Buchholz, Leonard Cheung, Nick Perrin e Alex Bornstein. Surpreendentemente, o arranjo da faixa de abertura do álbum “Overture” baseada no tema da tela-título foi utilizado como base para a orquestração de Chad Seiter (orquestrador do Medal of Honor: Airborne e que trabalha frequentemente com Michael Giacchino) que será executada no Play! A Video Game Symphony – acredite, a turnê ainda existe. Com sete minutos de duração, a peça enfim é um adendo interessante ao repertório do Play!, que não tinha nada desse nível desde que… Super Mario Galaxy foi adicionado, isso em 2008. Mais detalhes serão revelados acerca da estreia do segmento, mas é de conhecimento que a partitura foi escrita para uma orquestra de 90 instrumentistas.

O Original Sound Version, aquele blogue que sempre lança perguntas no final de cada post, liberou com exclusividade quatro minutos de amostras para nosso deleite. Como se não bastasse, o Destructoid também fez o mesmo, só que com outras músicas. Soa promissor. Muito promissor.

Sample do OSV:

Sample do Destructoid:

Grato ao Fabão por comunicar a novidade.

[via OSV, Destructoid]

Play!: a estreia civilizada de Civilization V


Por Alexei Barros

Não, o Play! A Video Game Symphony não acabou ainda. Se pudesse definir em uma palavra a situação atual da turnê seria “deprimente”. Para mim não é consequência da agenda abarrotada de apresentações do Video Games Live e Distant Worlds, como disse em entrevista o produtor Jason Michael Paul. Afinal, olha quantas orquestras de qualidade e salas de concerto existem pelo mundo – isso que o VGL não toca em salas de concerto. A saturação deve contar, mas a principal causa é a queda de qualidade geral dos espetáculos após as saídas de Thomas Boecker da produção executiva (em 2006) e consultoria (em 2007) e mais tarde de Arnie Roth da regência (em definitivo em 2010).

A gota d’água da negligência foi o lançamento em janeiro de 2009 do Play! A Video Game Symphony Live!, o álbum da turnê à venda por absurdos 35 dólares, que não passa de um CD-R com um DVD bônus de 20 minutos. Dito isso, não acredito que uma turnê com tão poucas apresentações consiga se manter. Ainda assim, aparentemente respirando por aparelhos, o Play! realizará um espetáculo dia seis de dezembro em Vancouver, Canadá – o anterior se deu 24 de abril deste ano. Somente nesse ínterim nada menos do que 15 shows do VGL foram realizados.

Com performance da Vancouver Symphony e do Vancouver Chorus sob a regência de Andy Brick no Orpheum Concert Hall, o concerto fará o debute mundial de Civilization V. Embora a trilha seja ótima por representar as características culturais de vários povos, não tem um hit do nível da “Baba Yetu” como o predecessor. Meu palpite é que o segmento deve ficar entre “Opening Movie Music” e “Civilization V Theme – Menu Music”.

Além dos compositores do jogo, Michael Curran e Geoff Knorr, estará presente Oleksa Lozowchuk (Dead Rising 2) e Jeremy Soule (The Elder Scrolls IV: Oblivion), figura carimbada do Play!. Para completar, uma dezena de cópias do Civilization V será sorteada e uma quantidade limitadas da trilha sonora Sid Meier’s Civilization V Original Soundtrack entregue gratuitamente para quem estiver na sessão de autógrafos.

Difícil de acreditar que com isso o futuro do PLAY! melhore, ainda que quatro apresentações estejam agendadas para 2011 – o VGL já tem 42 shows marcados para o ano que vem…

[via Play!]

“Super Mario Bros. Suite” – Super Mario Bros., Super Mario Bros. 3, Super Mario World e Super Mario 64 (PLAY! 2007 em Estocolmo)


Por Alexei Barros

Tudo o que se refere à “The Legend of Zelda Suite” se aplica a este medley do Mario: arranjo do Jonne Valtonen, apresentação do PLAY! A Video Game Symphony em 2007 na Suécia, performance plena da Royal Stockholm Philharmonic Orchestra, melhor do que a versão do VGL, também não está no CD e por aí vai. A diferença é que no Symphonic Legends os dois segmentos do Mario ficarão sob os cuidados do conterrâneo de Valtonen, o finlandês Roger Wanamo.

A sequência inicial do Super Mario remete ao arranjo “Super Mario Bros.” do Orchestral Game Concert, com a bem-vinda adição de faixas dos demais jogos da série que, infelizmente, ignora o Super Mario Bros. 2. A seleção chega a ser curiosa, porque no meu modo de entender a “Title” (Super Mario World), apesar de muito simpática, e a  “World 8 Map”, que surge meio que aleatoriamente, ficam atrás de outras músicas mais marcantes. Além disso, a “Main Theme” (Super Mario 64) é executada somente nas madeiras e nos violinos. Embora tenha ficado rebuscada, eu sempre a imaginei e preferi, por pura questão de gosto, com todos os metais que tem direito, como na versão do Mario & Zelda Big Band Live. E quando ouvi continuei a lamentar por ausências como “Fortress Boss” (SMB3) ou então a “Castle” (SMW). Ainda fico na expectativa de um arranjo definitivo, se é que isso é possível com tantas músicas memoráveis.

“Super Mario Bros. Suite”
“Overworld” ~ “Underwater” ~ “Underworld” (Super Mario Bros.) ~ “Title” (Super Mario World) ~ “Main Theme” (Super Mario 64) ~ “World 8 Map” (Super Mario Bros. 3) ~ “Overworld” ~ “Course Clear” (Super Mario Bros.)

“The Legend of Zelda Suite” – Zelda, Zelda II, Zelda: A Link to the Past, Zelda: Link’s Awakening e Zelda: Ocarina of Time (PLAY! 2007 em Estocolmo)


Por Alexei Barros

Há eras estou para publicar esta suíte, e achei o momento muito apropriado, às vésperas da realização do Symphonic Legends, o concerto em homenagem à Nintendo cujo segundo ato será reservado a 35 minutos de Zelda. Como no aguardado poema sinfônico da iminente récita, o segmento do PLAY! A Video Game Symphony é arranjado pelo Jonne Valtonen. Evidentemente, é muito menos ambicioso, com seis minutos de duração.

Trata-se da mesma apresentação do PLAY! da “The Revenge of Shinobi Suite” realizada em Estocolmo em 2007 que possui uma atuação exemplar da Royal Stockholm Philharmonic Orchestra. Zelda esteve ausente do duvidoso CD da turnê, diferentemente do Video Games Live, que conseguiu a licença para colocá-lo no Video Games Live: Level 2. Todavia, enquanto que o arranjo do VGL nada mais é do que uma transcrição da partitura do Orchestral Game Concert, aquela que já cansou faz tempo, a suíte do PLAY! é exclusiva e abarca outros jogos.

Como é de praxe nos trabalhos do Valtonen, todas as transições são bem acabadas, não há uma ponta solta sequer. Já a seleção de faixas, bastante variada, chama a atenção pela fartura de temas de tela-título. A reflexiva “Title Theme” do Ocarina of Time logo me vem à mente as tardes de 1998 em que observava a introdução com Link cavalgando na Epona no Nintendo 64… não foi o meu caso.

De um tema sereno para a pompa da “Title” do Zelda original a peça ganha em tamanho com a lembrança do tema principal, emendando com a muito bem-vinda “Underworld”, alarmante tema das dungeons. O terceiro e último tema de tela-título vem justamente do controverso Zelda II: The Adventure of Link, que de tão avesso à série a trilha nem é do Koji Kondo, mas do Akito Nakatsuka – e esta “Title” é ótima, por sinal. “Hyrule Castle” e “Overworld” do A Link to the Past não impressionam tanto como já estavam no Orchestral Game Concert (o arranjo não difere muito das versões “Hyrule Castle” e “Legend of Zelda Theme” do Toshiyuki Watanabe), o que não é o caso da essencial “Dark World”. No desfecho surge uma escolha incomum, a “Ballad of the Wind Fish” do Link’s Awakening, que tem a trilha do trio Kazumi Totaka, Minako Hamano e Kozue Ishikawa. Não é a suíte dos meus sonhos, mas procurou fugir do básico e óbvio com esmero.

“The Legend of Zelda Suite”
“Title Theme” (The Legend of Zelda: Ocarina of Time) ~ “Title” ~ “Underworld” (The Legend of Zelda) ~ “Title” (Zelda II: The Adventure of Link) ~ “Hyrule Castle” ~ “Overworld” ~ “Dark World” (The Legend of Zelda: A Link to the Past) ~ “Ballad of the Wind Fish” (The Legend of Zelda: Link’s Awakening).

PLAY! A Video Game Symphony em imagens

Por Alexei Barros

O lançamento do DVD do PLAY! A Video Game Symphony é o que se pode chamar de conturbado. Antes preconizado que cobriria toda a apresentação na República Tcheca em abril de 2008, tornou-se um resumo de 20 minutos, e é um bônus do CD que custa salgados 35 dólares. Pior, atrasou seis meses, sendo que muitas pessoas haviam comprado por sistema de pré-venda. Pior ainda, não é um DVD prensado como qualquer produto oficial, mas um DVD-R.

Se não bastassem todos os infortúnios, há algumas coisas estranhas: em vários momentos a performance é sobreposta por cenas dos jogos – totalmente dispensável. Em dado momento (00:35 a 00:54 no primeiro vídeo) ouve-se a música do Great Giana Sisters e se vê imagens do International Karate.

Apesar de tudo, e olha que está longe de ser uma das melhores performances do PLAY!, como as que aconteceram em Chicago na estreia ou em Estocolmo em 2006 e 2007, não deixa de ser interessante, e vale pela curiosidade. Não há excertos de Kingdom Hearts, Sonic the Hedgehog e Silent Hill 2, porém a “Scars of Time” está inteira, com Rony Barrak na darbuka.

Abaixo o conteúdo do DVD com a decupagem dos jogos:

00:00 Commodore 64 Medley
02:37 Castlevania
03:48 The Elder Scrolls IV: Oblivion
05:29 Battlefield

00:52 Halo
04:07 Chrono Cross
06:28 Guild Wars

02:44 World of Warcraft

“The Revenge of Shinobi Suite” – The Revenge of Shinobi (PLAY! 2007 em Estocolmo)


Por Alexei Barros

Milagrosamente encontrei uma gravação amadora do PLAY! A Video Game Symphony em Estocolmo, Suécia, 2007, e é uma pena constatar que o controverso CD oficial (se é que dá para chamar um CD-R de oficial) não originou desse concerto, mas da apresentação na República Tcheca em 2008. De maneira muito clara nota-se que a performance da Royal Stockholm Philharmonic Orchestra no Stockholm Concert Hall – mesma orquestra e anfiteatro do Sinfonia Drammatica – foi muito,  muito superior em relação à Czech Philharmonic Chamber Orchestra. As seleções fugiram do lugar-comum, com Lost Odyssey, Shadow of the Colossus, The Darkness, e a maior prova é o encerramento do espetáculo com “Dancing Mad” em vez de “One-Winged Angel”. Bons tempos do PLAY!.

Uma das joias foi a execução da suíte de The Revenge of Shinobi. Volta e meia colocava nos posts o link da “The Revenge of Shinobi Suite” tocada no Fourth Symphonic Game Music Concert (2006), que marcou a estreia do segmento, mas a a qualidade da gravação está deprimente, sobretudo na primeira parte.

Agora sim é possível desfrutar da suíte arranjada pelo próprio Yuzo Koshiro e orquestrada por Adam Klemens – melhor que isso só com uma gravação profissional. Vai saber se haverá um volume dois. O solo de flauta evoca a “Opening”, e as cordas se juntam numa sinergia contagiante que cresce até explodir, preservando a emoção da composição. Depois, uma emenda sutil para a “The Shinobi”, com as cordas pontuadas pela percussão. Novamente aumenta a proporção da peça, encerrando de maneira bombástica com “China Town”, que perdeu as batidas e a atmosfera oriental da original. É magnífica, suntuosa, apesar de ausências como “Long Distance” e “Terrible Beat”, entre outras – isso que dá o Koshirão não ter feito um álbum Symphonic Suite como ActRaiser.

“The Revenge of Shinobi Suite”
“Opening” ~ “The Shinobi” ~ “China Town”

Comerciais gamers: Super Mario vs Idol

Por Alexei Barros

Parece até mentira, dada a coincidência: o comercial aí embaixo foi produzido recentemente para promover a próxima apresentação do PLAY! A Video Game Symphony, que acontecerá no dia 19 de março, em Estocolmo, na Suécia – espero que não seja cancelada como decepcionantemente ocorreu com os concertos na Noruega e Canadá.

Mario é o próximo canditado de concurso musical à la American Idol, e mostra toda a sua perícia na tuba. Mais sensacionais são dois dos juízes: Spyro e Crash (sempre ele). Mas faltou o Sonic. Está em sueco, mas é possível entender muito bem – pelo menos um pouco quando Mario fala em italiano (não que eu saiba o idioma).


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