Archive for the 'Entrevista' Category



Entrevista com produtor (ou quase) de Apollo Justice: Ace Attorney

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Por Claudio Prandoni

Quem acompanha o Hadouken sabe que sou fã da série Phoenix Wright. O Alexei também, mas o lance dele é mais no campo musical.

Melhor dizendo, agora tenho de me acostumar a chamar a série de Ace Attorney, já que o quarto capítulo traz um novo protagonista e zoou toda minha nomenclatura informal. Minha fissura pelo novo Apollo Justice que até eclipsou o brilho de minha estadia em Saint Mystere, do Professor Laílton e a Vila Curiosa, e me fez guardar (por ainda mais tempo) a chave do quarto 215, de Hotel Dusk – aliás, isso tudo é papo para um outro post.

Petulante como nunca, corri atrás de uma entrevista com alguém da Capcom para falar sobre o novo jogo. Minha intenção era inicial era falar com a produtora Minae Matsukawa, mas ela não estava disponível e quem acabou respondendo foi Colin Ferris, gerente de marketing da franquia. Respostas pouco reveladoras, porém simpáticas.

Hadouken: Por que vocês decidiram trocar o personagem principal da série Ace Attorney? Como os fãs vêm reagindo a esta mudança?

Colin Ferris: O universo da série Ace Attorney é tão rico em personagens que quisemos dar aos gamers a oportunidades de ver este mundo por um diferente par de olhos. Até agora, as reações têm sido fantásticas. Os fãs estão adorando Apollo Justice e como ele vai tropeçando pelo caminho na estréia como novato. Até me perguntaram se a Capcom lançaria um programa de treinamento vocal “Chords of Steel”! [NE: O mesmo usado pelo protagonista no game]

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Entrevista com Cristiano Gualda

Por Gustavo Hitzschky

Conforme prometido, posto aqui o bate-papo que tive com o Gualda, que apresentava o programa Stargame no Multishow. Como alguns devem saber, a entrevista deveria ter entrado na Revista Continue, porém iso não foi possível pela falta de tempo e outros pequenos contratempos.

Não me canso de bradar que esta foi a melhor atração televisiva a abordar os jogos eletrônicos no Brasil, e é mesmo uma pena que tenha acabado. Enfim, a íntegra do texto abaixo:

O Stargame foi o primeiro programa de videogames a ser veiculado na televisão brasileira. De junho de 1995 até setembro de 2000, a atração ia ao ar uma vez por semana e contava com apresentação de Cristiano Gualda. Depois de muito tempo afastado do universo gamer e dedicando-se à carreira de ator, a reportagem da Continue bateu um papo com o rapaz a fim de conhecer os bastidores da produção do programa. Nesta entrevista você saberá também como surgiu a famosa frase “É hooooora de debulhar”, proferida por Cristiano sempre que o quadro Debulhação, em que era mostrada a estratégia completa para terminar determinado jogo, tinha início.

Continue: Como você foi chamado para apresentar o programa?
Cristiano Gualda: Foi por meio da diretora Ângela Patrícia Reiniger, que idealizou o projeto e era minha amiga, estudávamos inglês juntos. Quando começamos a idealizar o programa, em 93 ou 94, eu inicialmente iria participar só da produção e teria dois apresentadores: um no estúdio, e eu na rua. Mas aí o cara que iria apresentar no estúdio teve que se mudar para Brasília, e a diretora me perguntou por que eu não tentava apresentar. Na primeira vez que apresentei, aconteceu alguma coisa engraçada, creio que escorreguei e ela adorou e disse “perfeito, adorei”. E então criamos uma linguagem de humor que acabou virando uma marca do Stargame.

Cont: Quais eram as dificuldades para produzir o Stargame?
CG: A maior dificuldade era dar conta do volume de informações com o pouco tempo de programa que tínhamos, e também lidar com a falta de apoio por parte dos representantes nacionais da indústria de games. Em outras palavras, falta de patrocínio.

Cont: O que era o melhor do Stargame na sua opinião?
CG: O bom humor e a liberdade criativa que tínhamos.

Cont: Você gostaria de ter feito alguma alteração no programa que foi vetada?
CG: Não, de maneira geral a gente fazia o que queria.

Cont: Por que o programa acabou?
CG: Principalmente porque o Multishow resolveu fazer uma mudança de perfil – pelo menos essa foi a justificativa na época – e investir numa programação mais adulta. Foi uma decisão do canal. Tínhamos uma boa audiência, relativamente consolidada, já que no início ele era transmitido em rede aberta pelas parabólicas, que ajudou a criar uma audiência grande. Da metade até o final do ano 2000, o Multishow quis mudar o perfil da programação e passar para algo mais adulto e eles classificavam o Stargame como jovem/adulto. Eles queriam passar para uma linha de shows e programas de música e acabou sendo uma decisão da diretoria por causa da grade. Nessa época, também não estávamos com nenhum patrocinador fixo, e isso é uma coisa que determina o que vai acontecer na TV. Mas foi legal ver que o programa durou tanto tempo. Quando começamos, era algo realmente novo e as tentativas tinham furado depois de cinco, seis episódios, e nós ficamos cinco anos e meio no ar, ninguém esperava isso. Por um lado estávamos tristes porque estava terminando, e por outro orgulhosos por ter conseguido ficar tanto tempo no ar. Conseguimos lançar uma sementinha que está dando frutos agora.

Cont: Tem acompanhado os programas de videogame da atualidade? Se sim, o que acha deles?
CG: Pra falar a verdade, não muito. Outro dia mesmo vi um programa estrangeiro, se não me engano no próprio Multishow…

Cont: Se você fosse chamado para trabalhar novamente com videogames, aceitaria ou não?
CG: Dificilmente, teria que ser algo que me estimulasse como ator, que é minha profissão.

Cont: O que você tem feito hoje em dia?
CG: Teatro, principalmente. E mais especificamente, musicais. Estou terminando de gravar um CD de um musical original composto por mim juntamente com dois amigos.

Cont: Ainda joga videogame, se interessa e lê sobre isso?
CG: Jogo muito de vez em quando, mas principalmente fora de casa. Outro dia levei meu sobrinho para jogar e nos divertimos muito. Alguns dos grandes sucessos da época do Stargame ainda resistem nos arcades.

Cont: Como surgiu o bordão “é hooooooooooooora de debulhar!”?
CG: Acho que eu inventei de uma hora pra outra um belo dia. Era um dos quadros mais esperados do programa, com certeza.

Cont: Do que você mais sente falta da época em que foi apresentador?
CG: Das viagens à E3 [feira de games realizada anualmente nos EUA]. Foi uma das coisas mais legais que fizemos no programa porque procurávamos mostrar não apenas o que estava rolando no mercado de games, como também criar uma parte de entretenimento para as pessoas que não eram tão ligadas aos games, mas que queriam ver a cobertura de um grande evento no exterior.Gualda e a Galera

Da esquerda para a direita: Alexei Barros, Claudio Prandoni, Cristiano Gualda, Gustavo Hitzschky, Daniel Trócoli, Marcelo Minutti e Renata Honorato


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