Archive for the 'Donkey Kong' Category



Comerciais gamers: Donkey Kong Country Returns

Por Alexei Barros

Fico muito contente com DKC Returns porque a franquia símia finalmente volta a ter a relevância da época do Super Nintendo. Prova disso é a realização de um evento dedicado ao jogo no último domingo no Zoológico de São Paulo que contou com um público expressivo.

Ainda não joguei, mas pelas experiências e demonstrações dos colegas hadoukenianos, é, enfim, o título que atende aos órfãos das macacadas em progressão lateral – eu já estava cansado de meras adaptações da trilogia original para portáteis.

Para coroar o retorno de Donkey Kong ao estrelato, publico um comercial que vi dublado na TV a cabo (abaixo o áudio original, em inglês). Não é tão fantástico quanto uma propaganda produzida no Brasil, mas mostra o espaço que o personagem recuperou na mídia.

Symphonic Legends: o melhor presente de aniversário para uma produtora lendária


Por Alexei Barros

A Nintendo é paradoxal. Ao mesmo tempo em que a abrangência se manifesta ao atingir novos horizontes nesta geração com o Nintendo Wii, a restrição com as músicas é imensa. Por conta da baixa vendagem dos álbuns nos últimos anos, os lançamentos das trilhas originais são escassos e das arranjadas inexistentes. Quando ocorrem, visam a promover o jogo, não as composições, como os CDs promocionais da Club Nintendo. Se um concerto obtém a licença para executar faixas de direitos autorais da produtora e cria novos arranjos, a performance não pode acontecer sem prévia aprovação das partituras. Tal cuidado se justifica pela supremacia das franquias da Nintendo, é claro, e pelo que as trilhas representam no imaginário gamer, com melodias incrustadas na memória graças ao vasto repertório musical criado por muitos compositores geniais em quase 30 anos.

A Nintendo foi introduzida aos concertos na série Orchestral Game Concert (1991-1995), citada tantas vezes por aqui não por acaso, porque exerce influência até hoje. Os tempos eram outros, e as cinco apresentações foram publicadas em CD. Depois disso, arranjos inéditos surgiram com maior visibilidade nas séries Symphonic Game Music Concert (2003-2007) e Press Start (de 2006 em diante), a primeira sem álbuns oficias e a outra sem nada da Nintendo no primeiro disco, Press Start The 5th Anniversary. Fora esses, alguns casos raros no Games in Concert e PLAY! A Video Game Symphony. A única iniciativa recente que gerou um álbum foi o Dairantou Smash Brothers DX Orchestra Concert (2002), concerto com músicas orquestradas do Super Smash Bros. Melee, ou seja, com muitas franquias da produtora.

Toda esta introdução para dizer que: sendo a Nintendo tão restrita e as músicas tão raras em apresentações, parece uma lenda que uma récita caprichada como o Symphonic Legends – music from Nintendo tenha ficado à livre apreciação no dia 23 de setembro de 2010, data em que a produtora completou 121 anos de fundação. E que presente de aniversário!

Ainda sem nome e nem temática, o concerto foi anunciado previamente em 24 de setembro de 2009 para exatamente um ano depois, graças à excelente recepção do Symphonic Fantasies. A data foi antecipada para o dia 23 de setembro, e o nome revelado: Symphonic Legends. Em março deste ano ocorreu a confirmação de que a Nintendo seria a homenageada. Detalhe: antes que as pessoas soubessem disso, 90% dos ingressos estavam esgotados. Posteriormente, foi comunicado que o formato seria uma mescla das inovações implementadas pelos concertos antecessores, trazendo arranjadores convidados de primeiríssimo nível, para mais tarde sabermos que jogo cada um foi incumbido.

Dois japoneses, dois alemães, dois finlandeses. Compositor de trilhas de animes como One Piece e Ah! My Goddess, Shiro Hamaguchi é conhecido nos videogames pelos principais arranjos de Final Fantasy nos concertos recentes da série. Hayato Matsuo, um dos discípulos de Koichi Sugiyama e compositor de Ogre Battle, orquestrou os temas de abertura e encerramento de Final Fantasy XII, entre outros arranjos, como do Shenmue Orchestra Version. Ambos do estúdio Imagine, recentemente participaram do Monster Hunter 5th Anniversary Orchestra Concert e do A Night in Fantasia 2009.

Nascido em Munique, Masashi Hamauzu, compositor de jogos como Unlimited SaGa, Sigma Harmonics e Final Fantasy XIII, foi a maior surpresa entre os convidados, já que é raro vê-lo arranjar músicas que não são de autoria dele, e quando aconteceram foram para solos de piano, não orquestrados. Também da Alemanha, mas da cidade de Dresden, Torsten Rasch é um compositor de música erudita contemporânea que morou 15 anos no Japão criando trilhas de filmes. No mundo dos games, fez um arranjo para o obscuro álbum Psychic Detective Series – The Best (1991) e mais recentemente a releitura para piano da “A Place to Call Home” do Benyamin Nuss Plays Uematsu.

Da Finlândia, Jonne Valtonen, o principal arranjador do Symphonic Shades e Symphonic Fantasies, desta vez dedicou-se exclusivamente ao poema sinfônico de Zelda. Por último, o conterrâneo Roger Wanamo, o mais jovem dos seis, tendo nascido em 1981, que foi quem mais me impressionou. Sua inventividade pôde ser mostrada já na “Fantasy III: Chrono Trigger/Chrono Cross”, em que foi coarranjador, com o uso constante de polifonias, transições fluidas e minúcias que exigem muita atenção para serem percebidas. Desta vez, Wanamo se superou com os dois segmentos de Mario, o que não é pouca coisa pelas composições serem do Koji Kondo, e pelo Encore, que é um emaranhado de faixas de diversos jogos da Nintendo.

Arranjadores de grande envergadura pedem por intérpretes igualmente competentes. O maestro sueco Niklas Willén conduziu mais de 125 pessoas: cerca de 80 integrantes da WDR Radio Orchestra, e mais 45 do coral State Choir Latvija. Como de praxe, Benyamin Nuss no piano e Rony Barrak na percussão foram os instrumentistas-solo. Diferentemente dos anos anteriores, não houve convidados japoneses para autógrafos, não que isso faça muita diferença para quem não esteve no Cologne Philharmonic Hall.

A ideia do produtor Thomas Boecker era apresentar as músicas da Nintendo com arranjos criativos. Para tal, foi dada total liberdade aos arranjadores. “É interessante ver como eles usaram essa liberdade. Porque há um momento em que é melhor trabalhar de maneira fiel à música original, e há um momento em que você pode introduzir diversas ideias próprias”, afirmou ao SEMO. Sou favorável à iniciativa de arranjos orquestrados que tragam uma nova ideia, desde que as músicas ainda possam ser reconhecidas. E isso aconteceu? É o que veremos adiante.

Antes de comentar individualmente segmento, vale destacar a escolha de jogos do repertório. Levando em conta que o Press Start é o único na atualidade a tocar arranjos novos da Nintendo, o programa do Symphonic Legends é uma benção pelas novidades, visto que Star Fox, F-Zero, Pikmin, Donkey Kong e Metroid jamais foram executados na série japonesa (Star Fox não em um segmento exclusivo). Há quem tenha sentido falta de outras franquias, como Fire Emblem, Mother, Kirby e Pokémon. Além de serem necessárias mais algumas horas de apresentação para poder incluir tudo, nem todas são populares na Europa, leve isso em conta. Dentre as ausências, só lamentei que Hirokazu Tanaka não fora representado pela importância que tem na história musical da Nintendo, ainda que a maioria dos jogos 8-bits seja difícil de imaginar com um número próprio.

Infelizmente, o streaming de vídeo não funcionou na hora do concerto conforme prometido anteriormente, e acabou restrito aos residentes na Alemanha. Mas todo o espetáculo pôde ser conferido de qualquer parte do mundo pelo rádio ao vivo, o que me trouxe boas lembranças do Symphonic Shades em 2008. Poucas horas depois sete dos dez segmentos podiam (e ainda podem) ser vistos no YouTube.

Depois do Hadouken muito mais sobre o Symphonic Legends, com links para os vídeos do YouTube e do Goear (a referência para quando mencionar a numeração de trechos específicos). Sobre o poema sinfônico do Zelda, ficarei devendo as faixas originais detalhadas (algumas foram citadas no texto), já que há muitos temas sobrepostos e variações, o que dificultou a listagem precisa.
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DKC2 Serious Monkey Business: sérias restrições, mas o saldo é positivo

Por Alexei Barros

Fazia tempo que não ouvia um álbum de ponta a ponta do OCReMix, e isso só voltou a acontecer quando soube da participação do compositor original David Wise e outros nomes conhecidos das comunidades de arranjos. Fui contaminado pelo hype. Fiquei feliz quando saiu para download. E não gostei tanto assim quando ouvi.

Não sei se sou cabeça-dura demais, pouco eclético e intolerante para experimentações desvairadas, mas tem várias faixas que não vejo muito objetivo. A primeira da minha lista de músicas que não vou querer ouvir de novo, a não ser para elencar um top 10 de piores arranjos, é definitivamente a “Trapped in the Minds (Kannon’s Klaim)”. Que raios é isso? Nada contra o hip-hop, que fique bem claro. A próxima é a “Monkeys Disarm Their Kremlings (Crocodile Cacophony)”. Alguns chamam de Death Metal. Eu chamo de lixo. Com todo o respeito (me preparo para comentários ofensivos). O vocal é tão pútrido que perceberam que quase ninguém ia gostar e também colocaram uma versão instrumental  de bônus.

Nem tudo está perdido. Há várias releituras eletrônicas interessantes que não são muito memoráveis para o meu gosto. Por isso, separei somente os arranjos que mais apreciei para comentar. Se não esqueci de nenhum, são:

“Rare Respite (Jib Jig)”
– Original: “Jib Jig”

O arranjo conseguiu transformar uma música simpática em uma performance exemplar com piano, violão e flauta com vários timbres diferentes (suponho que sejam sintetizadas), conferindo um tímido flerte com celta.

“Welcome to the Funky House (Funky the Main Monkey)”
– Original: “Funky the Main Monkey”

Na época em que acompanhava mais do OCReMix, os remixes que mais gostava era do djpretzel, o dono do site, e vejo que ainda tenho uma certa predileção pelo trabalho dele. Fazendo por merecer o nome da música, o arranjo tem todo um estilo funk, o que fica muito claro no timbre do baixo elétrico.

“Pickin’ Out the Fleas (Swanky’s Swing)”
– Original: “Swanky’s Swing”

Guitarra fantástica que combinou perfeitamente com o estilo da composição original. Uma pena que os metais não sejam muito convincentes, comprometendo um pouco o resultado final.

“Bramble Reprise (Stickerbrush Symphony)”
– Original: “Stickerbush Symphony (Bramble Blast)”

Estou para ouvir o arranjo definitivo da melhor música original da trilha, porque ainda não foi desta vez. Joshua Morse aumenta a psicodelia do tema ampliando a gama de efeitos eletrônicos na introdução. Surge uma guitarra solando e depois outros instrumentos, como piano e bateria. Adiante começa a ficar meio repetitiva martelando na mesma sequência continuamente. Melhora um pouco com a guitarra mais incisiva, momento de alegria que dura pouco com uma fuzarca de sons – como se  fosse ouvir três músicas diferentes ao mesmo tempo.

“Re-Skewed (Donkey Kong Rescued)”
– Original: “Donkey Kong Rescued”

Pode me acusar de que apenas dou valor aos profissionais, mas para mim o arranjo do David Wise possui um nível superior de qualidade dos demais pela escolha de timbres dos instrumentos. Quando foi anunciado o seu envolvimento, imaginei que os seus companheiros ex-Rare Grant Kirkhope e Robin Beanland também fariam arranjos. Na verdade os três se uniram para a mesma rara ocasião: Wise no sintetizador, Kirkhope na guitarra afiadíssima e Beanland no saxofone, que estranhamente soa pior do que um sax sintetizado em certos momentos. Nada muito sério que estrague o arranjo que para mim é o melhor do álbum de uma música que não costumava prestar muita atenção.

“Bonus Bop (Token Tango, Bonus Lose, Bonus Win)”
– Originais: “Token Tango”, “Bonus Lose” e “Bonus Win”

Uma grata surpresa é um arranjo do OCReMix inteiramente gravada com instrumentos reais, no caso a The UArts “Z” Big Band. A “Token Tango”, que nada mais é do que a “DK Island Swing” do primeiro DKC, combina perfeitamente com o estilo big band. Tem até uns solos de piano, trompete e bateria. A performance é ótima, mas ainda faltam alguns anos de experiência para chegar no nível de uma The Big Band of Rogues. Haja exigência de minha parte.

DKC 2: Serious Monkey Business sai dia 15 de março

Por Alexei Barros

Quem diria, eu falando do OverClocked ReMix. Em novembro do ano passado  comentei sobre o mais recente projeto de remixes da comunidade, e agora finalmente foi anunciado quando vai ser disponibilizado. Antes previsto para fevereiro, o Donkey Kong Country 2: Serious Monkey Business foi postergado para março e estará à disposição no site nesta segunda-feira, dia 15.

O motivo para comentar aqui é que pela primeira vez na história do OCReMix o próprio compositor do jogo homenageado participou, ninguém menos do que o ex-Rare David Wise. Como bônus, Robin Beanland e Grant Kirkhope,  profissionais relacionados com a produtora britânica igualmente. Um feito respeitabilíssimo, devo reconhecer.

Ainda não foi divulgado quem fez o que, mas pelo VGMdb já é possível ver todos os arranjadores. Embora não seja versado no segmento de artistas amadores de games do ocidente (nem mesmo do oriente), reconheci alguns nomes importantes na área, o que mostra que procuraram caprichar mais do que o normal.

O proprietário do OCReMix, David “djpretzel” W. Lloyd participou, bem como o sueco Mattias Häggström Gerdt, conhecido pela alcunha Another Soundscape. Recentemente os dois compuseram a Kaleidoscope Original Soundtrack referente ao jogo indie para Xbox 360 (outra lista para a façanha). Além deles, Joshua Morse, que arranjou sozinho o Castlevania: Sonata of the Damned, e talvez o mais notório dentre esses, Jake “virt” Kaufman. Integrante da banda The Smash Brothers, é nada menos do que o compositor do Contra 4 e Red Faction: Guerrilla, e um dos arranjadores do Chiptuned Rockman com a “Tornadoman Stage (Integer Spin mix)”. Pode causar estranheza porque ele é dono do site VGMix, que na teoria seria um concorrente pela proposta similar. Até por isso, o virt nunca participou antes de um projeto do OCReMix.

No canal do OSV no YouTube foi publicado com exclusividade uma amostra que reproduzo aqui. Fiquei com uma boa impressão.

[via VGMdb]

Comerciais gamers: Donkey Kong Country (GBA)

Por Alexei Barros

Uma espessa camada de poeira se acumulou no Hadouken pela falta de atualizações. Nesse tempo de vácuo do blog, um jogo importante comemorou 15 anos de existência – não vou falar tudo de novo como quando publiquei o Making of há quase um ano. E mais empoeirada ainda estava a categoria Comerciais gamers. Então aproveito para passar o espanador em ambos.

Ambas as propagandas são da versão do GBA, que saiu em 2003, quando todo mundo já estava por dentro do que era e é Donkey Kong Country, e aí está a graça. Se fossem feitas em 1994 talvez nem todas as pessoas se dariam conta de como ficam pitorescas as situações do jogo se levadas para a vida real:

O rinoceronte e o precipício

O gorila e o cardume

Projeto de DKC2 do OCRemix terá a participação de três compositores profissionais – incluindo o autor da trilha original

Donkey Kong Country 2
Por Alexei Barros

Não é novidade – se não sabia, fique sabendo – que não sou fã número 1 dos arranjos do OverClocked Remix por questão de gosto musical (não me apetecem as experimentações muito cabeludas), mas devo reconhecer (seria tolice ignorar) que a comunidade de fãs conseguiu feitos incríveis. O primeiro, até onde eu sei, é a versão  da “Terra’s Theme” intitulada “Squaresoft Variation”, preparada pelo Jeremy Soule (Secret of Evermore, Guild Wars, The Elder Scrolls IV: Oblivion e outros).

O segundo, e a maior façanha de todas, foi o trabalho das releituras do Super Street Fighter II Turbo HD Remix. Eles não lançaram digitalmente apenas um álbum de remixes, e sim fizeram a trilha que está no remake. A próxima realização (talvez até tenham acontecido outras que desconheça) é a participação de três compositores de jogos da Rare no Serious Monkey Business, ainda sem data de lançamento definida, que cobrirá as músicas do Donkey Kong Country 2.

São eles: Grant Kirkhope (Banjo-Kazooie, Grabbed by the Ghoulies), Robin Beanland (Killer Instinct 2, Conker’s Bad Fur Day) e, mais admirável, David Wise, o compositor original do jogo e criador de obras-primas como “Aquatic Ambiance” (DKC) e “Stickerbush Symphony (Bramble Blast)” (DKC2). Farei questão de ouvir.

[via OSV]

“Donkey Kong Medley” – DK64 e DKC2 (VGO @ Berklee Performance Center)

Por Alexei Barros

Desde a primeira vez em que falei da Video Game Orchestra, o que mais queria ver era o medley do Donkey Kong prometido para a apresentação no dia três de maio no Berklee Performance Center, com arranjo do vencedor do concurso 1st Call for Arrangers, o estudante de composição para cinema James Whisenand.

Poderia reclamar da ausência de diversas músicas esquecidas (“Simian Segue”, “Aquatic Ambiance” e outras), mas não vou ser mesquinho, afinal Whisenand fez aquilo que nenhum concerto profissional se atreveu e que há muito se esperava: orquestrou a “Stickerbush Symphony (Bramble Blast)”!

Mas antes vem a “Jungle” do Donkey Kong 64, que é uma releitura da “DK Island Swing” do Donkey Kong Country. Aproveitando a levada jazzística, a introdução é tocada de maneira muito apropriada na bateria, seguindo por contrabaixo acústico, trompetes, trombones, violinos, clarinete, saxofone soprano, xilofone e por aí vai.

Na sequência aparece a “Bramble Blast” do Donkey Kong Country 2 baseada não na original, mas na arranjada pela Michiko Naruke para o Super Smash Bros. Brawl. Está fiel à releitura, com o beliscar das cordas dos violinos (o pizzicato), o solo de violão, prosseguindo ao clímax quando entram metais e a bateria ainda mais forte, encerrando com o violão.

Porém, por mais que o arranjo do Brawl seja interessante, preferiria que a orquestração fosse baseada na “Stickerbush Symphony (Bramble Blast)” original, que possui andamento mais lento, as esparsas intervenções do piano e principalmente o timbre grave eletrônico, que poderia ser feito pelo teclado.

“Donkey Kong Medley”
“Jungle” (Donkey Kong 64) ~  “Bra
mble Blast” (Donkey Kong Country 2 & Super Smash Bros. Brawl)

Comerciais gamers: Gonçalves & Dolores

Por Claudio Prandoni

Um vídeo, muitas constatações:
Qualquer coisa com macacos é divertida
– O Super Nintendo é divertido
– Donkey Kong Country é divertido
– Os comerciais brasileiros da Nintendo eram excelentes, ou seja, bem feitos e divertidos
– Mesmo se não tivesse macacos e tal, a piada das vidas é muito divertida

Dica e pedido especial do Platy, leitor assíduo e desenhista.

Making of Donkey Kong Country


Por Alexei Barros

Meio relutante eu estava em revelar que, embora tenha jogado bastante na época original de lançamento, somente há poucos dias consegui encerrar toda a trilogia Donkey Kong Country. O primeiro finalizei anteriormente, mas DKC2 e DKC3, por algum motivo bizarro que ainda tento lembrar, não havia superado os chefões finais. Com o sentimento de dever cumprido (ou parcialmente, porque não foi com 101, 102 e 103%), meu veredicto é que o DKC2 é o melhor por ser o mais longo e desafiante, só que o DKC1 segue como favorito. Porém, o DKC3, com elementos de RPG, também tem méritos. É sensacional.

Poderia falar de toda a história por trás do DKC que envolveu a Rare e a Nintendo na década de 1990, da reviravolta na guerra de consoles 16-bits, dos gráficos revolucionários, das versões orquestradas das músicas em concertos… Prefiro externar a minha revolta ao constatar que muitos sites estrangeiros elegem Donkey Kong Country como um game overrated – superestimado no bom português, jogos que não merecem o apreço que recebem. Pode ver:

– The 10 Most Overrated Games: segundo lugar
– 25 Most Overrated Games of All-Time: nono lugar
– Deeko Top Ten List #5 – Top Ten SNES Games: décimo lugar
– Overrated Games: Donkey Kong Country

Com todo o respeito, overrated o escambau! Aliás, ainda bem que nenhum dos toperas o selecionou no Hadoukast #4. Bem verdade que o conceito é altamente subjetivo, mas certas afirmativas me deram asco. Não contente em desdenhar a simplicidade do jogo – o que importa, se é totalmente divertido e carismático? -, a maioria das páginas menospreza aquele que é o maior mérito: o visual. “Plastificado” e outros adjetivos depreciativos foram usados, algo que estou para entender porque na época e até hoje acho os gráficos pré-renderizados transcendentais. Como não ficar pasmo com a tempestade da segunda fase ou daquela nevasca em um estágio posterior? Diria mais, atemporais, diferentemente de muitos dos primeiros jogos 3D que envelheceram tanto que acabaram apodrecendo.

Minha outra revolta é pelo fato de a Nintendo jamais ter continuado a série – por favor, Donkey Konga, Jungle Climber, Jungle Beat e Barrel Blast não contam –, como se precisasse da Rare para isso. Falando nela, inacreditável que a desenvolvedora britânica já revelou que nada impede que um DKC4 seja feito, e só dependeria da Nintendo. Não é perfeito para DS não, que isso.

Por fim, na verdade, a razão de existência do post: o making of  Donkey Kong Country, enviado para a imprensa e para os assinantes da Nintendo Power em 1994. Antes que você se empolgue (ou boceje, se acha overrated), alerto que o vídeo não é tão bom quanto poderia, porque mostra os bastidores da Nintendo of America, quando seria muito mais apropriado entrevistar os produtores da Rare – na verdade, até fizeram, só que por telefone. Também é meio bobo, mas o documentário tem os seus momentos, com direito a uma agressiva campanha de marketing da Nintendo, o que remonta a saudosa batalha 16-bits contra a SEGA.

“Theme” – Donkey Kong Country (Games in Concert 3)

Por Alexei Barros

No momento em que Donkey Kong Country foi confirmado na récita holandesa Games in Concert 3 imaginava que reaproveitariam um arranjo, que só poderia ser “Water Music” (inclui “DK Island Swing” e “Aquatic Ambiance”) do Orchestral Game Concert 5 ou “Jungle Garden” (só tem a “DK Island Swing”) do Smashing…Live!, pois foram as únicas vezes em que concertos lembraram DKC. Mas para uma apresentação que toca Bubble Bobble e Duke Nukem 3D não é impossível. Pois é.

Arranjo novo em folha, com introito a capella, seguindo pela poderosa batida da bateria, os acompanhamentos de baixo e guitarra, os afiados metais jazzísticos, as cordas apuradas, a harpa magnífica… E até um solo inebriante de saxofone. Numa boa, que sensacional. Lamento, entretanto, que é apenas a “Theme”, que, por sua vez, é a versão de David Wise da “Title BGM” do Donkey Kong (1981) que o Yukio Kaneoka fez para a adaptação de NES. Só não é melhor porque não tem “Simian Segue” no piano, e as próprias “DK Island Swing” e “Aquatic Ambiance”.

Finalmente assistindo um vídeo de qualidade decente, com várias câmeras, deu para tomar real dimensão do concerto, afinal a gravação da performance vem diretamente do site do Games in Concert 3.


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