Archive for the 'Donkey Kong' Category



LEGENDS: a presença de Masashi Hamauzu

Por Alexei Barros

Além de revisitar os arranjos do Symphonic Legends, quem poderia imaginar que o remake LEGENDS corrigiria outra falta do concerto em tributo à Nintendo: a ausência de compositores convidados? Isso porque o Symphonic Shades e o Symphonic Fantasies deixaram mal acostumados, já que no primeiro viajaram para a cidade de Colônia na Alemanha Yuzo Koshiro e Takenobu Mitsuyoshi e no seguinte o quarteto Nobuo Uematsu, Yasunori Mitsuda, Hiroki Kikuta e Yoko Shimomura.

Pois bem, o alemão radicado no Japão Masashi Hamauzu, assistirá ao LEGENDS in loco, no maravilhoso Stockholm Concert Hall em Estocolmo, Suécia, no dia 1º de junho de 2011. O autor da trilha do Final Fantasy XIII verá três partituras preparadas por ele tomarem vida na reprodução da Royal Stockholm Philharmonic sob a regência de Arnie Roth; “Aquatic Ambiance” do Donkey Kong Country, com Benyamin Nuss no piano, e outras duas a serem divulgadas. Os demais arranjadores, os finlandeses Jonne Valtonen e Roger Wanamo, também estarão lá na sessão de autógrafos.

Por mais que agora você já saiba, nada melhor do que ver o próprio Hamauzu comunicar a novidade em vídeo:

[via Symphonic Game Music Concerts]

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LEGENDS terá três arranjos de Masashi Hamauzu

Por Alexei Barros

Não ocultei a empolgação quando soube que Masashi Hamauzu faria um arranjo para o Symphonic Legends – arranjo este que se revelaria a “Aquatic Ambiance”, e que, chegada a hora do concerto, a “Donkey Kong Country (Aquatic Ambience)” nos guiou de volta aos mares pré-renderizados do SNES com um sublime dueto de piano e violino amparado pelas cordas.

Pois agora a animação deve ser multiplicada por três com o LEGENDS, a atualização do Symphonic Legends que ocorrerá dia 1º de junho de 2011 na Suécia. Além da faixa do Donkey Kong Country, o músico alemão radicado no Japão preparará mais duas partituras para o vindouro espetáculo, ainda a serem reveladas. Considerando o estilo impressionista que tanto Hamauzu é versado, quais segmentos daquele set list estariam de acordo? No aguardo.

[via Monomusik]

Nintendo Game Music Live: os incríveis shows com uma talentosa banda nintendista

Por Alexei Barros

O evento Nintendo World 2011 aconteceu nos dias 8, 9 e 10 de janeiro e só falo dele agora. Por que a demora? Porque custei a acreditar que, por um milagre da natureza, acontecessem apresentações de game music da Nintendo e, mais inacreditável, que fossem gravada oficialmente por diversas câmeras para futuras apreciações no site sabe se lá até quando. A desculpa é esfarrapadíssima, eu sei. Enfim o post.

Enquanto Sega, Taito, Capcom, Konami e outras produtoras foram representadas na saudosa série Game Music Festival com bandas que marcaram época, a Nintendo jamais possuiu um grupo similar. A trinca de álbuns Nintendo Sound Selection e Touch! Generations Sound Track trazem a performance de alguns compositores da casa em versões arranjadas, mas, até onde é de meu conhecimento, nunca saiu do estúdio.

Para surpresa total, uma banda no Nintendo Game Music Live tocou nos três dias. Afora as participações especiais dos compositores, todos os instrumentistas são convidados. Músicos profissionais que participaram de diversas gravações de trilhas de jogos e animes como o VGMdb me deixou saber.  Nesse sentido, me vem à mente instantaneamente a Shinsekai Gakkyoku Zatsugidan Special Band que se apresentou no Game Music Festival ’94 e teve uma seleção de faixas registrada no Neo•Geo Super Live! 1994. Sem compositores da SNK, todos convidados.

Os escolhidos para a banda não são tão conhecidos, mas a performance mostra uma intimidade com os instrumentos que, imagino, talvez os músicos da Nintendo não teriam.

São estes:

Teclado: Yasutaka Mizushima
Guitarra: Kazuya Takayama
Bateria: Atsuo Okubo
Baixo: Tooru Hebiishi
Sax & Flauta: Yoshinari Takegami
Trombone: Eijiro Nakagawa

O que mais me agradou foi a levada jazz fusion que permeia todos os arranjos preparados especialmente para o show pelo Yasutaka Mizushima, o tecladista, trazendo boas memórias de álbuns antigos da discografia da Nintendo, como o esplendoroso F-Zero ou o emblemático Super Mario World. A maioria deverá sentir falta de guitarronas pesadas e batidas aceleradas. Por isso, vale o aviso: nada de chifrinhos metaleiros aqui.

Foram quatro apresentações apresentadas pela Yumi Takanashi nos três dias, variando na ordem das músicas e participações especiais. Mahito Yokota, o principal compositor de Super Mario Galaxy e Super Mario Galaxy 2 fez o segundo teclado no medley de Zelda no dia 8 de janeiro; Kazumi Totaka, dublador do Yoshi e autor de trilhas como Wave Race 64 e Wii Sports, tocou vibrafone no medley de Animal Crossing nos dois shows do dia 9; e, finalmente, Koji Kondo, você sabe muito bem quem, acompanhou a banda no teclado durante o medley do Mario e ainda apresentou, como número exclusivo do dia 10, um solo de piano com seleções da série (diferentes do medley do VGL 2009 em Tóquio).

Dá gosto de ver Donkey Kong voltar à ativa de outros tempos, graças ao Donkey Kong Country Returns. Ainda mais com a música “DK Island Swing”, herança da Rare e do David Wise, com forte participação do trombone e intervenções de guitarra e sax. Mario teve uma seleção bem básica, presa aos hits do jogo original. Pelo menos foram apresentados de uma forma diferente da que estamos acostumados. Claro que a “Overworld” é tocada com ênfase de música latina, mas a “Underworld” ganhou um novo sentido por conta dos solos alternados de sax à la Shinsekai e trombone. O saxofone mais uma vez brilha na “Overworld” do Zelda, o que mostra como a composição é incrivelmente versátil: nunca havia escutado uma rendição convincente do tema nesse estilo. “Gerudo Valley” ficou meio Rainha da Sucata no início, porém logo vêm solos de guitarra e trombone alucinantes. Mas o meu preferido de todos é o Animal Crossing, talvez pela surpresa (não conhecia nenhuma das faixas), talvez porque as composições do Totaka já pendem para o fusion. Depois da “Title” (Animal Crossing: Wild World) ser magnificamente entoada pelo sax, a banda emenda três músicas do cachorro cantor K.K. Slider (personagem baseado no Totaka): “K.K. Funk” com geniais metais jazzísticos, “K.K. Bossa”, com a flauta de Yoshinari Takegami fazendo a vez do assobio da original, e a “K.K. Samba”, com o trombone como estrela principal.

No mais, que esses shows não sejam acontecimentos isolados e venham muitos outros nos próximos anos.

Depois do Hadouken, os set lists detalhados de cada dia, com os tempos em que as músicas são tocadas. Clicando no fake player você será redirecionado para o player do site da Nintendo.

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Comerciais gamers: Donkey Kong Country Returns

Por Alexei Barros

Fico muito contente com DKC Returns porque a franquia símia finalmente volta a ter a relevância da época do Super Nintendo. Prova disso é a realização de um evento dedicado ao jogo no último domingo no Zoológico de São Paulo que contou com um público expressivo.

Ainda não joguei, mas pelas experiências e demonstrações dos colegas hadoukenianos, é, enfim, o título que atende aos órfãos das macacadas em progressão lateral – eu já estava cansado de meras adaptações da trilogia original para portáteis.

Para coroar o retorno de Donkey Kong ao estrelato, publico um comercial que vi dublado na TV a cabo (abaixo o áudio original, em inglês). Não é tão fantástico quanto uma propaganda produzida no Brasil, mas mostra o espaço que o personagem recuperou na mídia.

Symphonic Legends: o melhor presente de aniversário para uma produtora lendária


Por Alexei Barros

A Nintendo é paradoxal. Ao mesmo tempo em que a abrangência se manifesta ao atingir novos horizontes nesta geração com o Nintendo Wii, a restrição com as músicas é imensa. Por conta da baixa vendagem dos álbuns nos últimos anos, os lançamentos das trilhas originais são escassos e das arranjadas inexistentes. Quando ocorrem, visam a promover o jogo, não as composições, como os CDs promocionais da Club Nintendo. Se um concerto obtém a licença para executar faixas de direitos autorais da produtora e cria novos arranjos, a performance não pode acontecer sem prévia aprovação das partituras. Tal cuidado se justifica pela supremacia das franquias da Nintendo, é claro, e pelo que as trilhas representam no imaginário gamer, com melodias incrustadas na memória graças ao vasto repertório musical criado por muitos compositores geniais em quase 30 anos.

A Nintendo foi introduzida aos concertos na série Orchestral Game Concert (1991-1995), citada tantas vezes por aqui não por acaso, porque exerce influência até hoje. Os tempos eram outros, e as cinco apresentações foram publicadas em CD. Depois disso, arranjos inéditos surgiram com maior visibilidade nas séries Symphonic Game Music Concert (2003-2007) e Press Start (de 2006 em diante), a primeira sem álbuns oficias e a outra sem nada da Nintendo no primeiro disco, Press Start The 5th Anniversary. Fora esses, alguns casos raros no Games in Concert e PLAY! A Video Game Symphony. A única iniciativa recente que gerou um álbum foi o Dairantou Smash Brothers DX Orchestra Concert (2002), concerto com músicas orquestradas do Super Smash Bros. Melee, ou seja, com muitas franquias da produtora.

Toda esta introdução para dizer que: sendo a Nintendo tão restrita e as músicas tão raras em apresentações, parece uma lenda que uma récita caprichada como o Symphonic Legends – music from Nintendo tenha ficado à livre apreciação no dia 23 de setembro de 2010, data em que a produtora completou 121 anos de fundação. E que presente de aniversário!

Ainda sem nome e nem temática, o concerto foi anunciado previamente em 24 de setembro de 2009 para exatamente um ano depois, graças à excelente recepção do Symphonic Fantasies. A data foi antecipada para o dia 23 de setembro, e o nome revelado: Symphonic Legends. Em março deste ano ocorreu a confirmação de que a Nintendo seria a homenageada. Detalhe: antes que as pessoas soubessem disso, 90% dos ingressos estavam esgotados. Posteriormente, foi comunicado que o formato seria uma mescla das inovações implementadas pelos concertos antecessores, trazendo arranjadores convidados de primeiríssimo nível, para mais tarde sabermos que jogo cada um foi incumbido.

Dois japoneses, dois alemães, dois finlandeses. Compositor de trilhas de animes como One Piece e Ah! My Goddess, Shiro Hamaguchi é conhecido nos videogames pelos principais arranjos de Final Fantasy nos concertos recentes da série. Hayato Matsuo, um dos discípulos de Koichi Sugiyama e compositor de Ogre Battle, orquestrou os temas de abertura e encerramento de Final Fantasy XII, entre outros arranjos, como do Shenmue Orchestra Version. Ambos do estúdio Imagine, recentemente participaram do Monster Hunter 5th Anniversary Orchestra Concert e do A Night in Fantasia 2009.

Nascido em Munique, Masashi Hamauzu, compositor de jogos como Unlimited SaGa, Sigma Harmonics e Final Fantasy XIII, foi a maior surpresa entre os convidados, já que é raro vê-lo arranjar músicas que não são de autoria dele, e quando aconteceram foram para solos de piano, não orquestrados. Também da Alemanha, mas da cidade de Dresden, Torsten Rasch é um compositor de música erudita contemporânea que morou 15 anos no Japão criando trilhas de filmes. No mundo dos games, fez um arranjo para o obscuro álbum Psychic Detective Series – The Best (1991) e mais recentemente a releitura para piano da “A Place to Call Home” do Benyamin Nuss Plays Uematsu.

Da Finlândia, Jonne Valtonen, o principal arranjador do Symphonic Shades e Symphonic Fantasies, desta vez dedicou-se exclusivamente ao poema sinfônico de Zelda. Por último, o conterrâneo Roger Wanamo, o mais jovem dos seis, tendo nascido em 1981, que foi quem mais me impressionou. Sua inventividade pôde ser mostrada já na “Fantasy III: Chrono Trigger/Chrono Cross”, em que foi coarranjador, com o uso constante de polifonias, transições fluidas e minúcias que exigem muita atenção para serem percebidas. Desta vez, Wanamo se superou com os dois segmentos de Mario, o que não é pouca coisa pelas composições serem do Koji Kondo, e pelo Encore, que é um emaranhado de faixas de diversos jogos da Nintendo.

Arranjadores de grande envergadura pedem por intérpretes igualmente competentes. O maestro sueco Niklas Willén conduziu mais de 125 pessoas: cerca de 80 integrantes da WDR Radio Orchestra, e mais 45 do coral State Choir Latvija. Como de praxe, Benyamin Nuss no piano e Rony Barrak na percussão foram os instrumentistas-solo. Diferentemente dos anos anteriores, não houve convidados japoneses para autógrafos, não que isso faça muita diferença para quem não esteve no Cologne Philharmonic Hall.

A ideia do produtor Thomas Boecker era apresentar as músicas da Nintendo com arranjos criativos. Para tal, foi dada total liberdade aos arranjadores. “É interessante ver como eles usaram essa liberdade. Porque há um momento em que é melhor trabalhar de maneira fiel à música original, e há um momento em que você pode introduzir diversas ideias próprias”, afirmou ao SEMO. Sou favorável à iniciativa de arranjos orquestrados que tragam uma nova ideia, desde que as músicas ainda possam ser reconhecidas. E isso aconteceu? É o que veremos adiante.

Antes de comentar individualmente segmento, vale destacar a escolha de jogos do repertório. Levando em conta que o Press Start é o único na atualidade a tocar arranjos novos da Nintendo, o programa do Symphonic Legends é uma benção pelas novidades, visto que Star Fox, F-Zero, Pikmin, Donkey Kong e Metroid jamais foram executados na série japonesa (Star Fox não em um segmento exclusivo). Há quem tenha sentido falta de outras franquias, como Fire Emblem, Mother, Kirby e Pokémon. Além de serem necessárias mais algumas horas de apresentação para poder incluir tudo, nem todas são populares na Europa, leve isso em conta. Dentre as ausências, só lamentei que Hirokazu Tanaka não fora representado pela importância que tem na história musical da Nintendo, ainda que a maioria dos jogos 8-bits seja difícil de imaginar com um número próprio.

Infelizmente, o streaming de vídeo não funcionou na hora do concerto conforme prometido anteriormente, e acabou restrito aos residentes na Alemanha. Mas todo o espetáculo pôde ser conferido de qualquer parte do mundo pelo rádio ao vivo, o que me trouxe boas lembranças do Symphonic Shades em 2008. Poucas horas depois sete dos dez segmentos podiam (e ainda podem) ser vistos no YouTube.

Depois do Hadouken muito mais sobre o Symphonic Legends, com links para os vídeos do YouTube e do Goear (a referência para quando mencionar a numeração de trechos específicos). Sobre o poema sinfônico do Zelda, ficarei devendo as faixas originais detalhadas (algumas foram citadas no texto), já que há muitos temas sobrepostos e variações, o que dificultou a listagem precisa.
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DKC2 Serious Monkey Business: sérias restrições, mas o saldo é positivo

Por Alexei Barros

Fazia tempo que não ouvia um álbum de ponta a ponta do OCReMix, e isso só voltou a acontecer quando soube da participação do compositor original David Wise e outros nomes conhecidos das comunidades de arranjos. Fui contaminado pelo hype. Fiquei feliz quando saiu para download. E não gostei tanto assim quando ouvi.

Não sei se sou cabeça-dura demais, pouco eclético e intolerante para experimentações desvairadas, mas tem várias faixas que não vejo muito objetivo. A primeira da minha lista de músicas que não vou querer ouvir de novo, a não ser para elencar um top 10 de piores arranjos, é definitivamente a “Trapped in the Minds (Kannon’s Klaim)”. Que raios é isso? Nada contra o hip-hop, que fique bem claro. A próxima é a “Monkeys Disarm Their Kremlings (Crocodile Cacophony)”. Alguns chamam de Death Metal. Eu chamo de lixo. Com todo o respeito (me preparo para comentários ofensivos). O vocal é tão pútrido que perceberam que quase ninguém ia gostar e também colocaram uma versão instrumental  de bônus.

Nem tudo está perdido. Há várias releituras eletrônicas interessantes que não são muito memoráveis para o meu gosto. Por isso, separei somente os arranjos que mais apreciei para comentar. Se não esqueci de nenhum, são:

“Rare Respite (Jib Jig)”
– Original: “Jib Jig”

O arranjo conseguiu transformar uma música simpática em uma performance exemplar com piano, violão e flauta com vários timbres diferentes (suponho que sejam sintetizadas), conferindo um tímido flerte com celta.

“Welcome to the Funky House (Funky the Main Monkey)”
– Original: “Funky the Main Monkey”

Na época em que acompanhava mais do OCReMix, os remixes que mais gostava era do djpretzel, o dono do site, e vejo que ainda tenho uma certa predileção pelo trabalho dele. Fazendo por merecer o nome da música, o arranjo tem todo um estilo funk, o que fica muito claro no timbre do baixo elétrico.

“Pickin’ Out the Fleas (Swanky’s Swing)”
– Original: “Swanky’s Swing”

Guitarra fantástica que combinou perfeitamente com o estilo da composição original. Uma pena que os metais não sejam muito convincentes, comprometendo um pouco o resultado final.

“Bramble Reprise (Stickerbrush Symphony)”
– Original: “Stickerbush Symphony (Bramble Blast)”

Estou para ouvir o arranjo definitivo da melhor música original da trilha, porque ainda não foi desta vez. Joshua Morse aumenta a psicodelia do tema ampliando a gama de efeitos eletrônicos na introdução. Surge uma guitarra solando e depois outros instrumentos, como piano e bateria. Adiante começa a ficar meio repetitiva martelando na mesma sequência continuamente. Melhora um pouco com a guitarra mais incisiva, momento de alegria que dura pouco com uma fuzarca de sons – como se  fosse ouvir três músicas diferentes ao mesmo tempo.

“Re-Skewed (Donkey Kong Rescued)”
– Original: “Donkey Kong Rescued”

Pode me acusar de que apenas dou valor aos profissionais, mas para mim o arranjo do David Wise possui um nível superior de qualidade dos demais pela escolha de timbres dos instrumentos. Quando foi anunciado o seu envolvimento, imaginei que os seus companheiros ex-Rare Grant Kirkhope e Robin Beanland também fariam arranjos. Na verdade os três se uniram para a mesma rara ocasião: Wise no sintetizador, Kirkhope na guitarra afiadíssima e Beanland no saxofone, que estranhamente soa pior do que um sax sintetizado em certos momentos. Nada muito sério que estrague o arranjo que para mim é o melhor do álbum de uma música que não costumava prestar muita atenção.

“Bonus Bop (Token Tango, Bonus Lose, Bonus Win)”
– Originais: “Token Tango”, “Bonus Lose” e “Bonus Win”

Uma grata surpresa é um arranjo do OCReMix inteiramente gravada com instrumentos reais, no caso a The UArts “Z” Big Band. A “Token Tango”, que nada mais é do que a “DK Island Swing” do primeiro DKC, combina perfeitamente com o estilo big band. Tem até uns solos de piano, trompete e bateria. A performance é ótima, mas ainda faltam alguns anos de experiência para chegar no nível de uma The Big Band of Rogues. Haja exigência de minha parte.

DKC 2: Serious Monkey Business sai dia 15 de março

Por Alexei Barros

Quem diria, eu falando do OverClocked ReMix. Em novembro do ano passado  comentei sobre o mais recente projeto de remixes da comunidade, e agora finalmente foi anunciado quando vai ser disponibilizado. Antes previsto para fevereiro, o Donkey Kong Country 2: Serious Monkey Business foi postergado para março e estará à disposição no site nesta segunda-feira, dia 15.

O motivo para comentar aqui é que pela primeira vez na história do OCReMix o próprio compositor do jogo homenageado participou, ninguém menos do que o ex-Rare David Wise. Como bônus, Robin Beanland e Grant Kirkhope,  profissionais relacionados com a produtora britânica igualmente. Um feito respeitabilíssimo, devo reconhecer.

Ainda não foi divulgado quem fez o que, mas pelo VGMdb já é possível ver todos os arranjadores. Embora não seja versado no segmento de artistas amadores de games do ocidente (nem mesmo do oriente), reconheci alguns nomes importantes na área, o que mostra que procuraram caprichar mais do que o normal.

O proprietário do OCReMix, David “djpretzel” W. Lloyd participou, bem como o sueco Mattias Häggström Gerdt, conhecido pela alcunha Another Soundscape. Recentemente os dois compuseram a Kaleidoscope Original Soundtrack referente ao jogo indie para Xbox 360 (outra lista para a façanha). Além deles, Joshua Morse, que arranjou sozinho o Castlevania: Sonata of the Damned, e talvez o mais notório dentre esses, Jake “virt” Kaufman. Integrante da banda The Smash Brothers, é nada menos do que o compositor do Contra 4 e Red Faction: Guerrilla, e um dos arranjadores do Chiptuned Rockman com a “Tornadoman Stage (Integer Spin mix)”. Pode causar estranheza porque ele é dono do site VGMix, que na teoria seria um concorrente pela proposta similar. Até por isso, o virt nunca participou antes de um projeto do OCReMix.

No canal do OSV no YouTube foi publicado com exclusividade uma amostra que reproduzo aqui. Fiquei com uma boa impressão.

[via VGMdb]


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