Archive for the 'Castlevania' Category



Play!: os debutes de Dragon Age: Origins e do novo segmento de Castlevania


Por Alexei Barros

Aos poucos, a turnê Play! A Video Game Symphony, que parecia passar pelos últimos momentos de existência, está ensaiando uma melhora. Se o Civilization V não empolgou muito (nem sequer encontrei uma gravação no YouTube), a novidade da “Overture” do The Legend of Zelda: Twilight Princess baseada no arranjo do Twilight Symphony é para se animar, embora ainda não se saiba a data da estreia.

Antes, um par de segmentos foram confirmados para o concerto em Dayton, Ohio, que se dará dia 31 de março, no Schuster Center, com a Dayton Philharmonic e o Dayton Chorus. Dragon Age: Origins já foi tocado no A Night in Fantasia 2009, inclusive com performance vocal da Aubrey Ashburn e arranjo do próprio compositor Inon Zur, mas estranhamente o segmento se ausentou do CD. Ao que tudo indica, não haverá solo similar no Play!.

Mais promissor é um segmento inédito e exclusivo da série Castlevania arranjado por Chad Seiter, o mesmo responsável pela orquestração do segmento de Twilight Princess. O site oficial adiantou parcialmente as seleções: “Moonlight Nocturne” (Symphony of the Night), presente no supervalorizado “Castlevania Rock Overture” do Video Games Live; “Iron Blue Intention” (Bloodlines), música jamais arranjada oficialmente; “Bloody Tears” (Simon’s Quest), selecionada no subestimado “Castlevania Medley” do Press Start 2007; e alguma faixa que a página não informa do Lords of Shadow, cuja trilha original é assinada pelo espanhol Óscar Araujo, e marcou a limiar de uma digressão no estilo musical de Castlevania na era pós-Michiru Yamane.

Contudo, não sei se seria melhor deixar o Lords of Shadow para um número avulso, como se costuma fazer com Super Mario Galaxy, dada a diferença de faixas arranjadas para orquestra e composições já pensadas para orquestra. Volto a frisar que o Play! já tinha um segmento da série, o “Castlevania Suite”, que fez parte do set list do Fourth Symphonic Game Music Concert (2006). Para o bis, foi prometida uma nova roupagem de um clássico conhecido, mas tal surpresa foi mantida em sigilo. Vai saber.

O maestro Andy Brick está confirmado no cargo de diretor musical, ele que vinha regendo as apresentações depois da saída de Arnie Roth. Também se junta ao time do Play! o diretor e produtor de vídeo Anthony Pagano, que já trabalhou com nomes como The Jonas Brothers, Pavarotti, Ennio Marricone e Elton John.

Fico na expectativa de coisa boa, mas para me convencerem mesmo deviam lançar um CD que nos fizesse esquecer do duvidoso Play! A Video Game Symphony Live.

[via Play!]

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Tributo musical em dose dupla à série Castlevania

Por Alexei Barros

Quando saiu o Akumajo Dracula Best Music Collections Box cogitei a possibilidade de que o décimo oitavo disco da caixa, que incluía arranjos exclusivos da Michiru Yamane, entre outras boas surpresas, como as duas faixas jazzísticas da big band doujin Informel 8, serviria como um teste para futuros lançamentos vampirescos.

De fato vão acontecer 13 de janeiro de 2011. Não como estava imaginando. Akumajo Dracula Tribute Vol.1 (LC-1957) e Akumajo Dracula Tribute Vol.2 (LC-1958) sairão nesse dia por 2520 ienes cada (coisa de 52 reais sem as tarifas extras) ou 5040 ienes os dois (105 reais) ou ainda 7560 ienes (157 reais) em um pacote com a trilha de Harmony of Despair. O conceito é o mesmo dos infindáveis álbuns arranjados de shmups da Cave, ou seja, de reunir diversos compositores afamados para mostrar as próprias interpretações, o que vem se tornando mais frequente desde a fundação da aliança GeOnDan.

Entre os nomes mais conhecidos, destacam-se Yuji TECHNOuchi (Metal Gear 2: Solid Snake), Motoi Sakuraba (Star Ocean, Tales e Valkyrie Profile), Masafumi Takada (killer7 e No More Heroes), Soyo Oka (Pilotwings, Super Mario Kart), Tenpei Sato (Disgaea), Masato Kouda (Monster Hunter), Hiroki Kikuta (Secret of Mana), Kumi Tanioka (Final Fantasy XI), Hideki Sakamoto (echochrome e Yakuza), Yoshino Aoki (Breath of Fire III e IV) e, quem me deixou mais empolgado, Masashi Hamauzu (Final Fantasy XIII). Uma seleção de respeito, ainda que sem a própria Michiru Yamane ou então Yuzo Koshiro, que sempre cai bem nesse tipo de álbum.

A seleção me pareceu muito interessante, cobrindo praticamente toda a série, desde os tempos de NES até o PlayStation 2, passando pela geração 16-bits, DS e até Game Boy e Wii. Não tem nada do Castlevania: Lords of Shadow, mas acho que é meio cedo demais para querer cobrar isso.

Abaixo a track list de ambos os álbuns, com os links das originais para refrescar a sua memória e o respectivo arranjador:

Akumajo Dracula Tribute Vol.1:

01 – “Vampire Killer” (Castlevania):  Masuko Tsukasa
02 – “Bloody Tears” (Castlevania II: Simon’s Quest): Yuji TECHNOuchi
03 – “Cross Your Heart” (Haunted Castle): Takuya Hanaoka
04 – “Beginning” (Castlevania III: Dracula’s Curse): Motoi Sakuraba
05 – “Clock Work” (Castlevania III: Dracula’s Curse): Aki Hata
06 – “Theme of Simon” (Super Castlevania IV): Nobuyoshi Sano
07 – “Calling from Heaven” (Castlevania: Bloodlines): Manabu Namiki
08 – “Divine Bloodlines” (Akumajo Dracula X: Chi no Rondo): Yousuke Yasui
09 – “Slash” (Akumajo Dracula X: Chi no Rondo): Masafumi Takada
10 – “The Wolf Revealed” (Castlevania Judgment): Yoshitaka Hirota
11 – “Dance Of Illusions” (Akumajo Dracula X: Chi no Rondo): Mitsuhiro Kaneda
12 – “New Messiah” (Castlevania II: Belmont’s Revenge): MANYO
13 – “Voyager” (Castlevania): Tenpei Sato

Akumajo Dracula Tribute Vol.2:

01 – “The Sinking Old Sanctuary” (Castlevania: Bloodlines): Azusa Chiba
02 – “Lost Painting” (Castlevania: Symphony of the Night): Akane Noguchi
03 – “Requiem for the Nameless Victim” (Castlevania: Bloodlines): Soyo Oka
04 – “Union” (Castlevania II: Belmont’s Revenge): Masato Kouda
05 – “Ending Theme” (Super Castlevania IV): Hiroki Kikuta
06 – “Garibaldi’s Courtyard” (Castlevania: Curse of Darkness): Maki Kirioka
07 – “Requiem of the Gods” (Castlevania: Symphony of the Night): Manami Kiyota
08 – “Concert Hall without Applause” (Castlevania: Lament of Innocence): Kumi Tanioka
09 – “An Empty Tome” (Castlevania: Order of Ecclesia): Hideki Sakamoto
10 – “After the Battle ~Blue Recollection~” (Castlevania: Dawn of Sorrow): Eriko Imura
11 – “Requiem of a Starlit Night” (Castlevania: Order of Ecclesia): Yoshino Aoki
12 – “Finale ~Deep Translucent Moonlit Night~” (Castlevania: Dawn of Sorrow): Masashi Hamauzu
13 – “Nocturne” (Castlevania: Symphony of the Night): kukui (miyu & Haruka Shimotsuki)

[via VGMdb, Konamistyle]

Video Games Live: Level 2: seria ótimo se ainda estivéssemos em 2006


Por Alexei Barros

Mais de dois anos depois do Video Games Live: Volume One, lançado em julho de 2008, sai a sequência, sem os atrasos e aparentemente livre das controvérsias. Continuação? Sete números já tinham sido registrados no primeiro álbum, sendo que outros cinco estariam quando o CD era nomeado Video Games Live: Greatest Hits – Volume One, e acabaram ficando de fora por problemas de licenciamento, o que obrigou a remoção do “Greatest Hits” do título. Fica para mais do mesmo.

Gravado dia 1 de abril em Nova Orleans, EUA, no Pontchartrain Center com performance da The Louisiana Philharmonic Orchestra e de um coral sem nome de 34 vozes, o Video Games Live: Level 2 é o álbum que melhor sintetiza o repertório mainstream do show. Os principais hits estão presentes, com exceção, eu diria de Kingdom Hearts, que seria o ápice da redundância, pois segue a partitura original e já apareceu no VGL: Volume One, e do Metal Gear Solid, uma ausência compreensível pela acusação de plágio, pois a própria Konami abandonou a música. Mesmo assim, é uma track list que seria interessante para 2005 ou 2006. Hoje não tem a mesma graça.

Se o VGL: Volume One possuía somente três números de jogos japoneses e oito ocidentais, no Level 2 ficou mais equilibrado: nove nipônicos e sete americanos. Falta variedade, todavia. Desses sete, três são da Blizzard, e dois da mesma franquia, Warcraft. É de se elogiar a façanha de licenciar as músicas da Nintendo no CD, ainda que não faça tanta diferença assim no fim das contas, já que os dois arranjos orquestrados foram lançados anteriormente no Orchestral Game Concert. Diferentemente do que se supunha, não é tão complicado assim licenciar Final Fantasy em um álbum com faixas de outras produtoras, e o que facilitou neste caso é o fato de o arranjo da “One-Winged Angel” ser próprio do VGL, por mais parecido que possa ser com as outras versões. Isso não aconteceu no PLAY! A Video Game Symphony Live! porque a turnê concorrente usa as partituras dos concertos oficiais da série, que pertencem à Square Enix. Quanto ao Chrono Trigger, a inclusão agora se tornou possível porque a marca foi registrada por ocasião da transmissão em vídeo do Symphonic Fantasies. Tudo isso é para se empolgar não com o VGL, mas com as portas que se abrem para os CDs de outras produções.

Aquela crítica de o VGL: Volume One ter somente três das 11 faixas gravadas ao vivo, levando em consideração o “Live” do nome do espetáculo, e o restante em estúdio eu retiro. A tão proclamada “emoção de um show de rock” na descrição do Video Games Live pode ser sentida muito bem, até demais no VGL: Level 2. Como disse quando os samples foram liberados, os gritos não chegam ao nível da torcida brasileira (não consigo chamar de plateia espectadores que torcem para um personagem ganhar uma luta), mas aparecem em todos os números, exceção aos solos de piano. Antes, durante e depois das performances.

Eu disse show? Nos segmentos com guitarra, baixo elétrico e bateria – estes dois últimos são de verdade, não playback como na maioria das apresentações –, em especial Mega Man, Castlevania e Final Fantasy VII, a orquestra não pode ser ouvida em sua plenitude por conta do conflito de instrumentos de sonoridade forte e baixa. Não há uma homogeneidade como na Metropole Orchestra da série holandesa Games in Concert em que guitarra, baixo e bateria atuam como instrumentos da orquestra, não uma parte alheia ao restante. Falei do baixo. Tocado pelo próprio contrabaixista da orquestra, David Anderson, o baixo elétrico só aparece quando a guitarra toca, nos  arranjos com pendor para o rock. Ridículo! Como se o baixo só combinasse com o gênero. Não acabou aqui a minha indignação sobre esse tópico como você verá nos segmentos de Chrono e Sonic.

Mesmo quando não está acompanhada da banda, a mixagem não proporciona uma experiência sinfônica que torna as performances orquestradas tão especiais, que é de testemunhar dezenas de instrumentistas reproduzindo a música. Chega a ser irônico que nas declarações em vídeo Jack Wall e Tommy Tallarico salientam que muitos pais os agradeceram porque graças ao Video Games Live seus filhos viram uma orquestra pela primeira vez, e que isso normalmente não aconteceria se não fossem tocadas músicas de videogame. Como se o VGL fosse um baita concerto.

Após o Hadouken, comento cada uma das 16 faixas do Video Games Live: Level 2, e espero fazer isso pela última vez de determinados números. Agora não tem mais aquela desculpa de que as gravações amadoras são horrendas e o YouTube piora a qualidade.

Vale lembrar que a versão digital possui ainda Mass Effect e Myst, e o DVD e Blu-ray contam com os dois além do “Classic Arcade Medley” (em versão depenada, somente com Pong, “Cavalgada das Valquírias”, Dragon’s Lair e Tetris), “Sweet Emotion” (Guitar Hero: Aerosmith) e “Tetris Solo Piano Medley”. Em compensação, em vídeo não tem nada da Nintendo e nem da Square Enix, menos Chrono Cross.
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Akumajo Dracula Best Music Collections BOX: incompleto, anônimo e com boas surpresas


Por Alexei Barros

Semanas atrás foi lançado o esperado Akumajo Dracula Best Music Collections BOX. Mais do que no aguardo das músicas, estava na esperança de que o encarte matasse todas as charadas dos nomes dos compositores obscuros, assim como aconteceu com as coletâneas recentes da Wave Master. Não foi dessa vez. Jigokuguruma Nakamura, akiropito, Sanoppi, S. Terashima, H. Funauchi e outros nomes bizarros e incompletos que apareceram nos créditos dos jogos – leia aqui as transcrições – e nos encartes das trilhas passadas permanecem sob sigilo porque não há nenhuma informação sobre isso. Os únicos nomes mostrados dizem respeito ao 18º CD, com arranjos e composições originais que abordarei mais adiante.

Houve uma alteração no conteúdo dos discos 4 e 5 desde a última oportunidade em que falei da caixa. O quarto CD traria as faixas do Akumajo Dracula X: Chi no Rondo (PC-Engine) e Akumajo Dracula (X68000). As músicas deste último foram excluídas do pacote – seria redundante por causa do remake Castlevania Chronicles (PlayStation), que se encontra no 8º CD. No lugar do jogo do X68000 entrou o Castlevania Bloodlines (Mega Drive), que era do 5º disco, abrindo o espaço neste CD para o Kid Dracula (Game Boy).

Para resumir:

Antes:
CD 04 – Akumajo Dracula (X68000), Castlevania: Rondo of Blood (PC-Engine)
CD 05 – Castlevania: Bloodlines (Mega Drive), Castlevania Legends (Game Boy)

Depois:
CD 04 – Akumajo Dracula X: Chi no Rondo (PC-Engine), Castlevania Bloodlines (Mega Drive)
CD 05 – Castlevania Legends (Game Boy), Kid Dracula (Game Boy)

Além disso, daqueles jogos já confirmados, nota-se a eliminação da “I Am the Wind” (Castlevania: Symphony of the Night), provavelmente a canção de estilo mais destoante das tradições da série. Tem cara de Metal Gear. Coincidência que a Rika Muranaka, da “The Best is Yet to Come”, esteja envolvida na composição (função dividida com Tony Haynes e Jeff Lorber), e a cantora seja a Cynthia Harrell, a mesma da “Snake Eater”?

Também se manteve a decisão de não incluir as músicas do Castlevania: The Adventure ReBirth, remake do Castlevania: The Adventure (Game Boy) para Wii, e do Pachislot Akumajo Dracula – aliás, a “trezier de spirit ~Big Bonus~” é surpreendentemente boa –, imagino porque as trilhas foram lançadas recentemente. Faltou coisa velha também. A mais sentida de todas, do Castlevania: Dracula X (SNES), jogo que é uma adaptação bastante modificada do Akumajo Dracula X: Chi no Rondo (PC Engine). Estranha também a ausência do Castlevania: Legacy of Darkness (Nintendo 64). Se cavoucarmos mais, percebem-se as ausências de Castlevania II: Simon’s Quest na versão de NES. O box contém somente as músicas do Famicom Disk System, que soam diferentes. Compare, por exemplo, a “Bloody Tears” japonesa com a “Bloody Tears” americana. O mesmo vale para o Akumajo Special: Boku Dracula-kun na versão do Game Boy, visto que a caixa possui as faixas do NES. Não dá para entender muito bem tais lacunas, isso falando apenas das trilhas originais, porque quem faz 18 CDs pode pensar em 19, 20… parece até medo de ombrear ou superar o SaGa Series 20th Anniversary Original Soundtrack -PREMIUM BOX-.

Em compensação, Vampire Killer (MSX2), Castlevania Legends (Game Boy) e as faixas adicionais do Castlevania: Symphony of the Night na conversão para Sega Saturn jamais foram lançadas antes. Ainda que a Konami não tenha comentado, é o que aconteceu também com Akumajo Dracula: The Medal e Akumajo Dracula: The Arcade – a maior surpresa –, que estão no 17º CD. Acredito que a trilha só não foi lançada antes porque o jogo de pistola de luz saiu no Japão em outubro de 2009. Merecia, há arranjos excepcionais com a inserção de órgão, guitarra e coral em temas antigos. Trabalho da desconhecida dupla Masayuki Maruyama e Goh Fujiwara. Clássicos como “Beginning ~STAGE3 BOSS~” (Castlevania III), “Wicked Child ~STAGE4~” (Castlevania II) e “Simon’s Theme ~STAGE5~” (Super Castlevania IV) ficaram assombrosos com os elementos que mencionei. Outras sobressaem ainda mais, como “Cross Your Heart ~STAGE4 BOSS~” (Haunted Castle), “Illusionary Dance Music ~LAST BOSS#1~” (Akumajo Dracula X: Chi no Rondo) e a espantosa “Black Night ~LAST BOSS#2~” (Castlevania).

Gostaria de dar total destaque para o 18º CD, intitulado Michiru Yamane Autobiographical Music, quase como uma autohomenagem à compositora que mais se notabilizou da série, e se deu ao direito de inserir duas músicas originais. Por ser um disco bastante eclético (arrisco dizer que até demais), comentarei sobre as nove faixas. Fico com a impressão de que mais parece um teste para um hipotético álbum arranjado, dependendo de qual os fãs gostarem mais.

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“Knight Corridor ~ Great Hall” – Super Castlevania IV (Castlevania The Concert)

Por Alexei Barros

Para montar o set list do Castlevania The Concert o criador do concerto David Westerlund ouviu todas as trilhas da série – deve ser o procedimento padrão dos produtores, mas tenho dúvidas depois disso quando me deparo com a repetição cabeçuda de algumas músicas.

Talvez porque não terminei o Super Castlevania IV. A verdade é que mal me lembrava da “Knight Corridor ~ Great Hall” (traduzida como “Entrance Hall ~ Chandeliers” no vídeo do Gamemusic.net; sigo o nome do VGMdb), tema da sexta fase do clássico do SNES, e também não me recordo de a faixa ser elogiada nos fóruns gringos de game music. Por isso, acredito que passaria despercebida. Felizmente, não foi. Imagino que por consequência do trabalho de pesquisa de Westerlund.

É a melhor das performances da The Stockholm Youth Symphony Orchestra. Por quê? Porque os metais, para mim aquém da qualidade desejada, não tocaram nesta música. Em contraste, as cordas são muito competentes. Para completar, o habilidoso Erik Erklund executa com perfeição no órgão de tubo o excerto sintetizado com referência ao período barroco de “Knight Corridor”. Daí, amigo, quando é evocada a “Great Hall”, com aquela maravilhosa entrada rebuscada das cordas, ainda com participação decisiva do piano da japonesa Asuka Nakamura, o espetáculo se completa.

“The Tragic Prince” – Castlevania: Symphony of the Night (Castlevania: The Concert)

Por Alexei Barros

Enganou-se quem imaginava que a safra do Symphony of the Night do Castlevania: The Concert havia findado. Era o que eu pensava, mas como ainda não surgiu nenhum report satisfatoriamente minucioso à moda dos japoneses, estou à mercê das gravações do YouTube, e mal sei qual foi a ordem de músicas. Já aviso que a sinfonia noturna não acabou aqui.

“The Tragic Prince” é uma das faixas que comprovam a variedade da trilha do jogo do PlayStation com uma toada hard rock. A guitarra, originalmente tocada pelo misteriosíssimo Takayuki Fujii, tem um timbre áspero – para o meu gosto até um pouco irritante (como tenho dito isso em quase todos os posts) –, imagino que propositalmente.

Pois bem, o guitarrista que acompanhou a The Stockholm Youth Symphony Orchestra simplesmente destruiu. Arrasou. Tudo sem correr, pular ou chutar cadeiras – não consigo parar de alfinetar, me desculpe. Ele imitou muito bem o timbre da original, e conseguiu achar um meio termo que ficou fiel, mas não desagradável. Muito pelo contrário. Não posso dizer o mesmo da orquestra. Se antes os metais não me convenciam, as madeiras também me passaram a impressão de que estão desafinadas. Não importa porque a guitarra supera todos os percalços.

Uma pena que o comecinho da performance foi cortado, e esta é a única gravação da música. Se um dia surgir uma completa prometo atualizar e comunicar via Twitter.

“Theme of Simon” – Super Castlevania IV (Castlevania the Concert)

Por Alexei Barros

Mais um feito para a já extensa lista de façanhas do Castlevania the Concert: o primeiro concerto a tocar Super Castlevania IV. Causa stranheza o jogo ter sido ignorado por completo porque é um dos melhores da série. Pelo ano em que foi lançado, 1991, seria perfeito para os Orchestral Game Concert, mas não houve nenhum Castlevania, tampouco qualquer coisa da Konami nas cinco apresentações.

Para resumir em uma palavra a instrumentação: perfeita. Sim, porque todos os timbres da “Theme of Simon”, marcante tema da primeira fase, foram adaptados fielmente. O órgão de tubo é o grande destaque ao recriar toda a experiência da original. O baixo elétrico, por sua vez, reproduz todas as linhas graves com maestria em parceria com a bateria – fica ainda melhor quando a guitarra se une à dupla em 1:44. O único problema da performance são os metais. Que me desculpem os mancebos trompetistas e trombonistas da The Stockholm Youth Symphony Orchestra, mas têm muito o que treinar ainda, e destoam da qualidade geral da orquestra. Por fim, não me agradou o encerramento, muito súbito. Como a original não tem tal característica porque fica em looping, o arranjador não conseguiu determinar um desfecho satisfatório.

P.S.: Aproveitando a deixa vampiresca, no site da konamistyle já é possível conferir a tracklist final da Akumajo Dracula Best Music Collections BOX, bem como ouvir alguns samples, incluindo os arranjos da Michiru Yamane.


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