Archive Page 2



Jogos no iPhone, jogos em todo lugar

Photobucket

Por André Sirangelo

Com a chegada do iPhone 3G esta semana e o lançamento do sistema operacional Android, do Google, ainda este ano, começa a se desenhar um futuro em que todo mundo vai ter a internet e um GPS no bolso. Isso é revolucionário em tantos níveis que nem se o blog fosse só sobre isso o assunto se esgotaria. Mas tem um lado interessante da questão que talvez não esteja sendo comentado o suficiente por aí: jogos.

Lá no meu outro blog eu falo bastante de ARGs e big games – experiências que transformam o mundo real em jogo. O desafio nos últimos tempos parecia ser descobrir como esses gêneros poderiam evoluir e para onde isso tudo estaria indo. Com internet rápida, Google Maps, GPS e um sistema operacional aberto no celular (no caso do Android e também do Symbian, da Nokia, que certamente vão botar pressão na Apple para facilitar o desenvolvimento e distribuição de aplicativos), parece que ARGs e big games são uma parte minúscula de algo muito maior, que começa a tomar forma enquanto o mundo real aos poucos se transforma em uma nova plataforma de jogo.

Continue lendo ‘Jogos no iPhone, jogos em todo lugar’

“Não são mais brincadeira”

Por André Sirangelo

Domingo a Folha de S. Paulo publicou um perfil do Shigeru Miyamoto, traduzido do New York Times, e aproveitou para emendar com a manchete “Setor de games já movimenta cerca de US$ 350 mi no país”, trazendo dados bem interessantes da Abragames sobre o perfil do jogador brasileiro (segundo a matéria, 42% dos gamers vivem em SP, 23% têm entre 20 e 24 anos e a divisão de classe social é bem equilibrada, com 41% na classe AB e 42% na classe C.).

Mas não deu para conter uma risada com o jeito como o repórter da Folha resolveu começar o texto:

Videogame não é negócio de criança. A brincadeira, que pode acontecer tanto na televisão quanto na tela de um computador ou celular, já faz girar uma indústria que movimenta no país anualmente US$ 250 milhões, sem contar os US$ 100 milhões estimados em vendas pelo mercado paralelo, aquele que traz ao Brasil produtos importados sem pagar impostos.

Tudo bem, é o caderno Dinheiro, o cara precisa explicar para o meu avô, mas mesmo assim esse parágrafo ficou bem duvidoso. Fora que o coitado do Milton Beck, gerente de entretenimento eletrônico da Microsoft, virou “Milton Becki”, e o perfil do Miyamoto ganhou o seguinte trecho na tradução:

E, com base no Wii e no sistema de games DS, que se seguram na mão, a Nintendo tornou-se uma das maiores empresas do Japão.

Hmmm, tem algo errado com esse “que se seguram na mão”, não? Talvez porque o original handheld não tenha exatamente esse sentido… (jeez)

Ok, nada disso é imperdoável, mas eu achei curioso mesmo assim. O que eu queria mesmo destacar era uma matéria da Exame, publicada no fim de maio, que me surpreendeu em alto grau. Elegante, o texto destacou o efeito de blockbusters como GTA IV sobre a economia e a cultura de massa, e não precisou se sair com frases do tipo “a brincadeira acontece…” para explicar o assunto para os executivos. Pelo contrário, a repórter começa o texto lançando um “Os videogames, definitivamente, não são mais brincadeira”. Acho que não veríamos uma reportagem assim 2 anos atrás.

Relembrando Metal Gear Solid 2 (em defesa do Raiden)

< Contém spoilers de MGS2! >

Por André Sirangelo

Eu admiro Metal Gear Solid 2: Sons of Liberty por um motivo simples: foi o meu primeiro Metal Gear. Fui jogar MGS1 algum tempo depois, no GameCube, e de MGS3 eu estou apanhando neste exato momento. Mas foi por Sons of Liberty que eu comecei, e foi a experiência cinematográfica de MGS2 que me fez prestar atenção de fato no potencial narrativo dos games — e no mundo insano criado pelo Hideo Kojima.

Passando pelas cutscenes e as conversas de codec, uma porrada atrás da outra, às vezes era impossível não pensar de onde ele tira tudo aquilo. O homem NÃO PÁRA.

Continue lendo ‘Relembrando Metal Gear Solid 2 (em defesa do Raiden)’

I choose you!

(Sira achou no FFFFOUND!)

O encontro do século

por André Sirangelo

Heróis. Ícones. Astros do 4º título de suas respectivas franquias. De volta depois de anos de espera.

Só não espere aquela antiga forma.

Vem aí…

Photobucket

E aí, quem vai ganhar no dominó?

Zelda novo na E3? Meh.

Por André Sirangelo

A especulação do Bracht lá no Continue me deixou pensando: será que eu ajoelharia aos céus e soltaria fogos de artifício se a Nintendo anunciasse um novo Zelda na E3 como foi quando soltaram os primeiros detalhes de Twilight Princess? Acho que não.

A verdade é que o anúncio de um novo Zelda significaria mais uns 2 anos de espera, adiamentos mil e, no meu caso, ter que comprar um Wii. Está chegando num ponto em que nem 60 horas sublimes de jogo (eu faço todas as sidequests, algum problema?) compensam tudo o que temos que passar.

Me lembro de, depois de terminar o TP, comentar com o Pranda como seria legal se desse para baixar uma nova aventura na mesma Hyrule, com o mesmo Link, com o mesmo jogo. Por que não? Com GTA IV inaugurando pra valer o time dos megajogos a incorporar downloadable content para campanhas solo (ou assim esperamos), me parece cada vez mais esdrúxula a idéia de esperar uma média de 2 a 3 anos por um novo Zelda. Desaforo maior ainda seria os programadores começarem do zero, jogando fora aquele Hyrule imenso e belíssimo construído para o game de GC e Wii.

Sem falar que Link’s Awakening e Majora’s Mask estão aí para provar que não é porque uma aventura foge da mitologia Hyruliana e não tem a Zelda e o Ganon que ela pode ser considerada menor.

Não estou propondo que Zelda vire um MMO (pelamordedeus), só dizendo que não aguento esperar. E que seria muito legal que a Nintendo calasse a minha boca e anunciasse que a prometida redefinição da saga passa por algum tipo de conteúdo episódico.

(como sempre, uma tirinha do VGCats resume brilhantemente o assunto)

Hadouken x tempos estranhos

por André Sirangelo

Então, não ligue se sairmos do ar de repente, já que a justiça pode bloquear o WordPress no Brasil por causa de 1 (um!) blog misterioso que vai contra a moral e os bons costumes. Or something.

Não acho que vai rolar, mas de fato são tempos movimentados, já que as forças do obscurantismo digital também baniram a propaganda eleitoral na web fora dos sites dos candidados, querem ver o Orkut fora do ar e acabaram de proibir Bully no país (qual vai ser o próximo, Penguin Adventure?). Fico me perguntando se quando a minha geração estiver no poder ela também vai perseguir e proibir tudo aquilo que não compreende. Tendo a achar que sim.

Bom, pelo menos vamos ter sempre algo do que reclamar.

P.S.: Infelizmente o juiz que proibiu Bully não tem obras de sua autoria à venda na Amazon.com.

Confirmado: Uwe Boll dirige adaptação de Zelda

Por André Sirangelo

Depois do Zelda Futurista no ano passado, a piadinha mais legal desse primeiro de abril também foi ambientada em Hyrule. O trailer do imaginário filme The Legend of Zelda deve ter sido uma das pegadinhas mais caras que o site IGN já aprontou! Veja você mesmo:

Detalhe genial: como nos jogos, o Link não fala uma palavra!

O jogo do Lost é muito chato

Por André Sirangelo

Lost Via Domus Parecia uma boa idéia: um jogo ambientado na ilha mais misteriosa da TV, criado pela Ubisoft em parceria com a Disney, supervisionado pelos roteiristas da série. Lost já é um videogame mesmo, nada mais natural do que lançarem um episódio jogável da série. Mas minhas primeiras impressões de Lost: Via Domus não são nada boas.

Não é nem por causa da premissa batida: um sobrevivente do vôo 815 com amnésia até faz sentido, já que os flashbacks acabam sendo igualmente relevantes para você e para o personagem. Mas a história não empolga, a jogabilidade é ruim de doer, a música é irritante e as missões são chatas e repetitivas. Chega a ser patético o mecanismo de engatilhar os flashbacks através de um minigame de tirar fotos. Uma cena que fica passando repetidamente até você acertar o maldito foco e enquadramento? Que diabos?! Até Pokémon Snap era mais legal do que isso. Sem falar nos puzzles… Quantos quebra-cabeças com fusíveis alguém pode aguentar?

E outra, não sei se era essa a intenção, mas quem não assistiu a pelo menos 2 temporadas e meia de Lost não vai entender absolutamente nada do que está acontecendo. Ou seja, para não viu a série, o jogo é tudo menos uma porta de entrada. E para quem já viu, é uma decepção sem fim.

Ficar coletando papaias para trocar com o Sawyer? Fala sério. Esse jogo faz até o The Sims 2: Histórias de Náufrago parecer uma obra prima.

P.S.: Desabafos brachtianos: depois da lindeza dos menus de Assassin’s Creed, a Ubisoft me sai com esse lixo de interface? Não consigo prestar atenção nos diálogos porque minha atenção é sempre desviada pela tipografia porca que eles usam nas legendas (e nos menus) do jogo. Que coisa lamentável.

Lost é um videogame

Por André Sirangelo

Lostisagame

“Dois jogadores. Dois lados. Um é a luz, o outro a escuridão”. – Locke

Não, não é um post sobre Lost: Via Domus.

É o seguinte: no final de Lost, vamos descobrir que tudo não passa de um videogame em 6 fases sendo jogado por duas pessoas diferentes – nenhuma delas sendo personagem da série. O objetivo do jogo é ganhar pontos manipulando as pessoas na ilha para realizar ações boas ou ruins, dependendo se o jogador está do lado da “luz” ou da “escuridão”. Os 6 níveis são equivalentes a 108 dias na ilha. Quando um dos jogadores vencer, a história finalmente termina.

Pode parecer absurdo, mas essa teoria é coisa séria para um internauta que se diz um “executivo de marketing de 50 anos de idade viciado em Lost”, conhecido apenas como “all_games”. Ele criou um site e compilou um imenso banco de dados sobre os episódios para expor sua tese de que Lost é na verdade um jogo cheio de regras complexas, onde cada personagem desempenha um papel específico e tem várias missões a cumprir.

O mais estranho é que ele está certo. Pelo menos em parte.

Continue lendo ‘Lost é um videogame’


RSS

Procura-se

Categorias

Arquivos

Parceiros

bannerlateral_sfwebsite bannerlateral_gamehall bannerlateral_cej

%d blogueiros gostam disto: