Álbum com as músicas de Sonic Generations sai em janeiro de 2012; Jun Senoue diz que equilíbrio foi a palavra-chave da trilha


Por Alexei Barros

Pelo menos no aniversário de 20 anos, o Sonic se livrou da recente maldição dos jogos capengas em 3D com Sonic Generations, embora o Sonic Colors já tenha sido bastante elogiado no ano passado. As trilhas sonoras da série sempre chamam a atenção, mesmo quando os jogos não são lá grande coisa, mas, desta vez, há um motivo especial: o retorno das geniais composições de Masato Nakamura para Sonic 1 e 2 sob nova roupagem. Aliás, a primeira vez que ele permitiu que suas músicas fossem arranjadas.

Nessa semana, o comparsa Claudio Prandoni entrevistou por e-mail o produtor do Sonic Generations, Takashi Iizuka, para o UOL Jogos, e ganhou de brinde uma resposta sobre a trilha do lendário Jun Senoue, diretor de som do jogo. No UOL Jogos a declaração não foi usada na íntegra, então confira o depoimento inteiro do mestre da guitarra da banda Crush 40:

“Sonic Generations oferece dois tipos diferentes de jogabilidade para fases de jogos antigos: moderno e clássico. Tentamos arranjar as músicas de maneira a combinar bastante com estes estilos distintos. Quando a fase original era em 2D, o arranjo clássico dá uma sensação mais ‘nostálgica’, enquanto o moderno foca em trazer ‘surpresa e novidade’.

Em contraste, quando a fase original era em 3D, o arranjo moderno usa a faixa original como base, enquanto o clássico pega a essência e leva a música por caminhos diferentes.

Sonic Generations foi a primeira vez que Masato Nakamura, compositor original das músicas dos dois primeiros Sonic, nos permitiu arranjar as composições. Tomamos muito cuidado ao criar estas novas versões já que muitos fãs são bem apegados às faixas originais. Equilíbrio foi a palavra-chave, mantendo as partes importantes e mudando o que achávamos apropriado.

O estilo e intensidade de arranjo variam entre as canções, mas Chemical Plant e City Escape são bons exemplos em termos de manter ritmos memoráveis, mas também trazer mudanças ousadas. Já o arranjo moderno de faixas como Green Hill e Sky Sanctuary, cujas trilhas originais não eram muito rápidas, possui uma função especial que sincroniza a batida de acordo com a velocidade do Sonic, acelerando ou diminuindo de acordo com a velocidade do herói.”

Além dos dois, notei pelos créditos do jogo que muitos outros nomes se envolveram, como Naofumi Hataya, Kenichi Tokoi, Tomoya Ohtani, Richard Jacques e Yasufumi Fukuda. Não quero me aprofundar mais nos comentários na esperança de que falarei melhor quando sair a trilha original de título Sonic Generations Original Soundtrack: Blue Blur. Número de catálogo WWCE-31261~3, três CDs para o dia 11 de janeiro de 2012 por 4200 ienes (97 reais sem taxas adicionais). As músicas já podem ser ouvidas no YouTube – há bastante tempo foram ripadas inclusive. Só adianto que, apesar de bons momentos, não me empolguei tanto quanto a “Angel Island Zone” na versão do Jun Senoue para o Super Smash Bros. Brawl.

[via UOL jogos]

5 Responses to “Álbum com as músicas de Sonic Generations sai em janeiro de 2012; Jun Senoue diz que equilíbrio foi a palavra-chave da trilha”


  1. 1 Rafael Fernandes 11/12/2011 às 5:38 am

    Hum, interessante ver os créditos… Parece então que o próprio Richard Jacques remixou a música-tema do Sonic 3D Blast de Saturn, que toca acho que na missão 5 do jogo.

    Agora, quanto à qualidade da trilha… No meu caso, acabei gostando mais conforme fui dando mais chances. Talvez seja o seu caso, rs. O engraçado é que as minhas músicas favoritas estão da Dreamcast Era para a frente, como a City Escape, Seaside Hill, Rooftop Run e etc.

    Mas vem cá, o Nakamura não está em nenhum desses créditos aí nao? Não sei se altera em alguma coisa, mas ele deu uma entrevista à Famitsu que, pelo que o Google Tradutor disse, ele fez meio que um trabalho de supervisão dos novos arranjos para as faixas compostas por ele. Ou não.

    http://www.famitsu.com/news/201111/10004982.html

    Vale lembrar que a música da Green Hill Zone do Classic Sonic loopa de uma forma esquisitíssima.

  2. 2 clefbits (@clefbits) 22/12/2011 às 12:42 pm

    Ainda não joguei o Generations, mas fiquei curioso quando ele fala do equilíbrio da trilha e dos arranjos modernos das músicas antigas. Vou jogar para poder comentar com propriedade.

    Comentário um pouco off-topic, mas comprei o Sonic CD recentemente.

    Que música cativante aquela da abertura (a cantada). Eu era um moleque quando joguei Sonic CD pela primeira vez e o fato de ter instrumentos “reais” na trilha me impressionou muito. Aliás, foi um dos motivos que me influenciou a tocar guitarra…

  3. 3 Geraldo 22/12/2011 às 2:43 pm

    Surpresa bacana o Generations. Ainda cheio de falhas – inclusive na trilha – mas sem dúvida um retorno bacana a boa forma do porco espinho.

    • 4 Claudio Prandoni 23/12/2011 às 10:54 am

      Assino embaixo, Geraldão – literalmente!

      Ainda acho as fases do Sonic moderno e 3D grotescas, mas o Generations surpreendeu por mostrar que a Sega não esqueceu como fazer uma boa aventura 2D do ouriço.

      Sobre a trilha, entre altos e baixos, acho que se sobressaem as qualidades, em especial nos arranjos modernos de músicas clássicas – as versões “retrô” das músicas mais recentes não curti tanto.

  4. 5 Alexei Barros 27/12/2011 às 11:22 am

    @ Rafael

    Isso de você preferir as da era Dreamcast, acho que se deve ao fato de as canções já serem uma coisa mais ousada e diferente das faixas sintetizadas e tal.

    Também estranhei a ausência do Nakamura nos créditos. Na própria declaração do Senoue, creio que a afirmação “foi a primeira vez que o Nakamura deixou usar as músicas do Mega” certamente está implícito que os arranjos passavam pelo crivo dele.

    Espero que os créditos do encarte do álbum esclareçam isso tudo.

    @ Marcelo

    Poutz, eu fiquei de fazer um post do Sonic CD, mas acabei perdendo o tempo do anúncio e do lançamento do CD. O próprio Rafael que tinha me passado a notícia aí em cima. Como comentei com ele certa vez, o Sonic CD é um jogo muito estranho (no sentido de “desconhecido”) para mim, como passei longe de ter um Sega CD (um Mega Drive antes), e sempre me esqueço que o jogo é parte da safra de clássicos 16-bits.

    Legal saber que isso influenciou a você tocar guitarra! Não sabia dessa.

    @ Geraldo / Prandoni Senoue

    Não sou grande conhecedor do Sonic para ter parâmetro, mas fico satisfeito que os dois Soniquistas gostaram do Sonic Generations. Acredita que vi gente falando que o jogo mais decepciona do que agrada?


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