Arquivo para novembro \11\-03:00 2011



Skyward Sword inclui CD promocional baseado na turnê de Zelda; primeira apresentação de 2012 confirmada nos EUA


Por Alexei Barros

É tanto Zelda, tanta bruxa… bom, houve o tempo em que foi tanto Final Fantasy. Para você não se perder com a enxurrada de informações, separarei em tópicos:

– The Legend of Zelda: Skyward Sword, o jogo tido por muitos como o responsável pelas pessoas ainda não se desfazerem do Wii (não é o meu caso; tanta coisa para jogar de GameCube ainda…), será lançado nos EUA dia 20 de novembro. Alguns veículos brasileiros, como o UOL Jogos, já receberam o jogo, confirmando que o bundle da edição limitada inclui um Wii Remote Plus dourado e o disco promocional The Legend of Zelda 25th Anniversary Symphony – Orchestra Concert Special CD. Também existe uma versão normal que inclui o CD, mas não vem com o controller.

– O álbum é baseado no programa da turnê que já passeou por Tóquio, Los Angeles e Londres com oito das 16 faixas do set list – ou seja, apenas uma seleção de segmentos do repertório. A vantagem do disco, considerando os gritos que aconteciam durante a execução das músicas nos espetáculos ocidentais, é ter sido gravado em estúdio, ou melhor, na Bastyr Chapel, em Kenmore, Washington nos dias 23 e 24 de agosto (como comprova aquela foto).

– A Nintendo inclusive liberou um vídeo da gravação do “The Legend of Zelda Main Theme Medley”, que corresponde ao 14º número do set list da turnê, com “Title” e “Overworld” do primeiro Zelda e “Title” (estranhamente não mencionada no encarte) e “Overworld” do A Link to the Past. A regência é da maestrina Eímear Noone, a mesma das apresentações em Los Angeles e Londres. Se os créditos naquela foto não estiverem errados, o arranjo é do Kousuke Yamashita.

– Em 2012, a The Legend of Zelda 25th Anniversary Symphony continuará, mas rebatizada de The Legend of Zelda: Symphony of the Goddesses, excursão por enquanto restrita aos EUA. A primeira apresentação foi confirmada para 10 de janeiro, em Dallas, com a Dallas Symphony Orchestra sob a batuta da Eímear Noone. A maior novidade será a inclusão dos dois movimentos para se somarem às duas já mostradas, do The Wind Waker e do Twilight Princess. Só não precisava o site da Dallas Symphony Orchestra dizer que “The Legend of Zelda: Symphony of the Goddesses será o primeiro concerto de games a apresentar uma sinfonia completa de quatro movimentos”. E o Symphonic Fantasies?

Agradecido ao Felipe Carettoni pelas informações do CD e ao Thales Nunes Moreira pela dica do vídeo.

Primeiro trailer do filme de Ace Attorney: atrasado, mas legendado

Por Alexei Barros

Quem é atento e não sofre da miopia dos toupeiras do Hadouken deverá ter visto o trailer de revelação do filme baseado em Ace Attorney (o primeiro capítulo especificamente), cuja primeira imagem o advogado cinematográfico Claudio Prandoni já havia publicado.

Para compensar a demora, faço as honras com uma bem-vinda versão legendada.  O compositor do filme, caso você tenha ficado curioso, é o Koji Endo.  Não o conhecia. Ele é o autor das trilhas da trilogia King’s Field para PlayStation desenvolvida pela From Software – a trinca inclusive é tida como a antecessora espiritual dos afamados Demon’s Souls e Dark Souls. Endo reviverá a parceria com o diretor Takashi Miike que se firmou no filme de terror Audition (1999).

Tomara que ele não ignore os temas do jogo no filme que estreará no dia 11 de fevereiro de 2012 no Japão. Porque nesse primeiro trailer eu não reconheci nenhuma melodia.

[via Nobuooo]

“The Legend of Zelda 25th Anniversary Medley” – série The Legend of Zelda (VGL 2011 no Rio de Janeiro)

Por Alexei Barros

Há muitos anos achava que o segmento de Zelda do Video Games Live – baseado no arranjo do Orchestral Game Concert 1 referente ao A Link to the Past –, deveria dar lugar a um número que fizesse por merecer toda a série e não reduzisse tudo a uma única faixa, mesmo que a mais famosa. Coube ao Rio de Janeiro, cidade que iniciou a excursão brasileira de 2011, receber a estreia mundial do novo arranjo da série elaborado pela Laura Intravia, que já havia apresentado um número cômico tocando flauta em 2009. A indumentária de Link e o instrumento se mantêm, mas se trata de uma iniciativa mais séria, por assim dizer. Honestíssima, devo adiantar.

O problema é o debute acontecer só agora, em 2011, quando já foram feitos os medleys orquestrados “The Legend of Zelda Medley 2006″ no Press Start 2006 (e reprisado em 2007), dois no Play! A Video Game Symphony (o primeiro do Jonne Valtonen baseado no The Legend of Zelda: Ocarina of Time Hyrule Symphony e o outro do Chad Seiter), um Poema Sinfônico no Symphonic Legends/LEGENDS e, para completar, uma turnê só de Zelda. Não tem muito o que se surpreender a essa altura do campeonato.

Para mim, todas as transições ficaram decentes – para você ver que eu não reclamo por reclamar. A icônica “Title Theme” do Ocarina of Time é uma escolha excelente para o solo de flauta, afinal a composição original procurava simular a impressão de que uma ocarina estava sendo tocada no meio da floresta. Utilizando a melodia do despertar do dia do Ocarina é feita a emenda para o tema principal, trecho em que Intravia não toca, mas o público sempre faz questão de cantarolar. Numa variação o clima fica mais carregado, viajando para a tristeza de “Midna’s Theme”, seguida pela popular “Princess Zelda’s Rescue”, ambas com a decisiva participação da flauta. The Wind Waker é lembrado com a “Dragon Island” e Twilight Princess com a “Hyrule Field Main Theme”, que enfim recebeu a orquestração que merece, não aquela versão em MIDI. De maneira muito apropriada, parte do “Staff Credits” do Twilight Princess é utilizado para o encerramento do segmento. Atrasado, mas com substância.

Grato ao Thales Nunes Moreira pela consultoria Zeldística no reconhecimento das faixas.

“The Legend of Zelda 25th Anniversary Medley”

“Title Theme” (The Legend of Zelda: Ocarina of Time) ~ “Overworld” (The Legend of Zelda) ~ “Midna’s Theme” (The Legend of Zelda: Twilight Princess) ~ “Princess Zelda’s Rescue” (The Legend of Zelda: A Link to the Past) ~ “Dragon Island” (The Legend of Zelda: The Wind Waker) ~ “Hyrule Field Main Theme” ~ “Staff Credits” (The Legend of Zelda: Twilight Princess)

Comerciais gamers: Mario & Sonic at the London 2012 Olympic Games

Por Alexei Barros

Só mesmo um jogo improvável como Mario & Sonic at the London 2012 Olympic Games para me animar a reatar a moribunda categoria Comerciais Gamers. Espero quem por serem vídeos novos fiquem mais tempo no ar.

Eu disse improvável? Será o terceiro jogo esportivo entre mascotes outrora rivais, mas a velha mania de colocar os personagens interpretados por pessoas vestindo as fantasias continua. E as situações pitorescas também.

Para agradar todo mundo foram feitos dois finais diferentes:

Final do Sonic:

Final do Mario:

Last Bible III: 16 anos após o lançamento do jogo, a trilha original em CD


Por Alexei Barros

‘Last o quê?’ você se pergunta. Calma. Pude fazer duas constatações: o montante de álbuns lançado em CD é muito pequeno diante do total de jogos com trilhas memoráveis e existem muitos RPGs 16-bits além do mundo quadrado da Square – isso vale mais para mim, que sempre privilegiou a produtora.

Cavoucando pérolas perdidas naquela lista das 700 melhores composições eleitas por japoneses me deparei com a faixa em 441º lugar: “Devil Forest” do Last Bible III. A OST não tinha sido lançada e só encontrei o arquivo “rsn” no SNESmusic.org. Fiquei surpreendido pela quantidade de boas composições, com um jazz altamente cativante. Não muito tempo depois o melhor foi saber da publicação da Last Bible III Soundtrack dia 5 de outubro de 2011. Com o selo da SuperSweep, o álbum é parte da série “Game Music Discovery”, que procura resgatar trilhas de jogos obscuros que não foram publicadas na época, mesmo que tardiamente. No ano passado inclusive saíram Megami Tensei Gaiden Last Bible Soundtrack e Megami Tensei Gaiden Last Bible II Soundtrack – muito boas, por sinal.

Last Bible é uma saga de spin-offs da longeva série Megami Tensei da Atlus. Os dois iniciais foram lançados primeiro para Game Boy e depois para Game Boy Color somente no Japão; o primeiro chegou a ser localizado nos EUA com o título Revelations: The Demon Slayer. Com o dedo da Sega, o Game Gear teve um port do capítulo original e uma sequência exclusiva, Megami Tensei Gaiden: Last Bible Special. Toda essa confusão só para ilustrar, porque o jogo que interessa é o Last Bible III, o único da série para um console de mesa, o Super Famicom. É de 1995, mesmo ano de Chrono Trigger, Yoshi’s Island e Donkey Kong Country 2. O compositor é o obscuro Hiroyuki Yanada, que, com o mais desconhecido ainda Iwao Mitsunaga, criaram a trilha dos jogos de Game Boy lançadas em CD.

Não que você tenha se interessado, mas em caso de curiosidade passe pelo vídeo abaixo.

Não me contive e destaquei as músicas que mais me agradaram acompanhadas por breves comentários, com a vã esperança de que minhas palavras despertem o seu interesse por essa trilha tão pouco comentada (a não ser pelos mestres hardcore do fórum do Soundtrack Central).

1-10 – “Hometown”

Não dá vontade de sair da cidade natal com uma música dessas: enquanto o violão confere um clima de calmaria, algo que se aproxima de uma sanfona deixa o ambiente mais convidativo. Quando há o teclado, o baixo se engrandece.

1-19 – “Hill”

O que parece ser um sax sintetizado no começo embala uma melodia bastante simpática, que não cansa de ouvir na exploração.

1-29 – “Harry”

Pura animação na música que apresenta timbres que imitam piano especialmente, com algumas flautas eventuais.

1-25 – “Bullton Tower”

Sombria, parece pouco melódica até que surge o inesperado com o timbre indefinido em relevo. Mas o que mais impressiona é a simulação de diversos instrumentos de percussão.

1-26 – “Battle II”

Pense só na alegria que deve ser a batalha no jogo: melodia animada que está mais para uma fanfarra de vitória do que tema de batalha.

1-35 – “Val Ship”

O mistério está no ar. Grande variedade de timbres e camadas melódicas. Mesmo que a qualidade do SNES tenha ensejado composições até mais complexas, sempre impressiona uma faixa com tamanha qualidade.

1-39 – “Red Owl”

Uma espécie de órgão serve de base para dois timbres típicos de instrumentos de sopro mostrarem a que vieram.

2-01 – “Megalopolis”

Pelo nome, a primeira lembrança é do SimCity… nada a ver. De novo sax sintetizado e melodia agradável.

2-06 – “Shark Ship”

Se você achava que as coisas estavam muito calmas… ouço ressonâncias de Streets of Rage nas linhas de baixo ou viajo na maionese?

2-11 – “Gafi Service”

Praticamente um ska, com uma guitarrinha típica e o teclado comandando a faixa animada.

2-14 – “Flara Flower”

Faixa climática, com um baixo fenomenal e uma melodia bacana.

2-18 – “Felest Tower”

A batida é a que mais empolga. Uma breve variação dá um clima meio… alienígena?

2-20 – “Devil City Usher”

A faixa inicia como um jazz preguiçoso, com um solo de flauta. O timbre que parece uma gaita se põe à frente, seguido por assobios. O acompanhamento é da bateria e de um contrabaixo acústico – dá para sentir a típica sonoridade das cordas sendo dedilhadas.

2-21 – “Devil Forest”

Não podia ter ficado de fora. Batida misteriosa de bateria, sons de flautas e assobios esparsos. Passa ou não passa a sensação de uma floresta?

2-22 – “Battle IV”

Tema de batalha bastante atípico, com baixo, bateria e um timbre que parece imitar um vocal. Empolgante.

2-24– “Field II”

Se você não gostou de nada até aqui, espero que mude de opinião com esta. Uma música que instiga a exploração… ao menos foi o que o nome da faixa me induziu a pensar.

2-26 – “Battle With Alec”

Provavelmente a minha favorita, pela levada, de novo, Streets of Rage, com timbres graves e batidas marcantes. Quem poderia imaginar que seria o tema de batalha de um RPG?

2-34 – “Sky Wing”

De novo baixo e bateria se destacam, com uma melodia que cresce em empolgação – sensação que se estende ao ouvir toda a trilha do Last Bible III.


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