Trilha de Lord of Vermilion Re:2 é quase um tributo à Square Enix

Por Alexei Barros

Passada quase uma década da fusão entre Square e Enix – marca que será completada em 2013 –, faço o questionamento: será que as séries, designers e compositores das duas empresas interagiram tanto quanto se imaginava? Verdade que os jogos de tabuleiro virtual Dragon Quest & Final Fantasy in Itadaki Street saíram em três iterações para diferentes sistemas, mas não é muito se pensarmos que Chrono Trigger reuniu integrantes das equipes de Dragon Quest e Final Fantasy em 1995, oito anos antes da união. Pior quando lembramos que por trás da Enix havia as séries que a empresa se encarregava da publicação, como as da tri-Ace.

Tudo isso para dizer que o álbum Lord of Vermilion Re:2 Fan Kit, previsto para agosto de 2011 e referente à nova versão do arcade com cartas colecionáveis, trará medleys arranjados de séries antigas da casa e, entre elas, está Valkyrie Profile! Para quem não se recorda, já falei com imenso desgosto da Lord of Vermilion Original Soundtrack, cuja autoria é do Nobuo Uematsu em estilo hard rock, e acabei nem comentando por aqui acerca da Lord of Vermilion II Original Soundtrack, com músicas assinadas pelo Hitoshi Sakimoto e arranjos dos integrantes do estúdio Basiscape.

Ainda é pouco apenas VP, mas já é um começo. A parte referente à Square me deixou pasmo: medleys do Final Fantasy IV, VI, IX, XI e XIV, além de Romancing SaGa 2 e 3 e Secret of Mana, este com a “Danger”, uma das minhas favoritas de todos os tempos. Como arranjadores há Hitoshi Sakimoto, os ex-Black Mages Tsuyoshi Sekito e Keiji Kawamori e outros nomes mais conhecidos dos fãs hardcore da Square Enix: Ryo Yamazaki, Mitsuto Suzuki e Yasuhiro Yamanaka.

Se você acha que minha empolgação é precoce é porque você ainda não escutou os samples. No medley do Valkyrie Profile se reconhece um trecho do tema de combate convencional “Unfinished Battle with God Syndrome”. Da versão original, que era toda sintetizada, a música foi tocada com teclado, baixo e bateria nos shows do Motoi Sakuraba. Pois bem: nesse arranjo do Keiji Kawamori há guitarra, o que confere um panorama totalmente diferente. A faixa que abre o número do FFXIV soa ainda melhor do que a “15” do vazamento alpha e a miscelânea do FFIV parece promissora como não poderia ser diferente. Até mesmo as composições originais do Lord of Vermilion ganham nova vida, como a “Dawn of Vermilion ~Opening Theme~” na versão do Sakimoto. Não sei se Lord of Vermilion fará parte do Symphonic Odysseys, o que acho pouco provável, mas mostra como rende uma bela adaptação sinfônica.

Para apreciar os samples, entre no site oficial do álbum e prossiga ao VGMdb se quiser conferir a track list traduzida e detalhada com todas as faixas dos medleys. Em caso de atualizações na página procurarei mantê-lo informado.

[via Square Enix]

10 Responses to “Trilha de Lord of Vermilion Re:2 é quase um tributo à Square Enix”


  1. 1 Cosmonal 27/06/2011 às 1:48 pm

    Comentário bobo aqui, Alexei, apenas pelo impacto do título na minha pessoa: Lord of Vermilion… tomei um susto (de alguns centésimos de segundo, rs) quando li. Lord of the Sword e Sword of Vermilion, dois jogos que sou completamente apaixonado por cada notinha de toda a trilha sonora, você até sabe disso quando te enchi pra escutar as versões lá no Cosmic. Escutei a ‘opening theme’ que você linkou, aparentemente num segundo arranjo do Hitoshi Sakimoto, e até gostei, mesmo não sendo minha “xícara de chá” – principalmente quando a guitarra wah-wah entrou eheheheh (ranso com wah-wah é puramente pessoal, sem explicação).

    Curiosamente estou jogando Vagrant Story atualmente, e me deliciando com a trilha do Sakimoto, vários motivos vieram diretamente de Radiant Silvergun, estou adorando por isso :)

    Pois é, dois comentários nada a ver com o post, estou me sentindo em casa aqui no Hadouken :)

  2. 2 Cosmonal 27/06/2011 às 2:04 pm

    Aliás, mais nonsense, lembrei de uma história e queria compartilhar aqui: você conhece a trilha de Verytex, um shmup de Mega Drive? É do Sakimoto, e eu fiquei tão hipnotizado com a beleza da música da primeira fase desse jogo, que – lembro como hoje: parei de jogar, fui para o teclado (isso em 1992 ou 93 por aí) fazer uma versão da música – ainda com o cartucho alugado.

    Fiz inteirinha, mas infelizmente nessa época eu ainda sequenciava no próprio sequencer limitadíssimo do Yamaha que possuía. Ele só mantinha duas músicas na memória, e era necessário manter 6 pilhas “grandes” no teclado para que não apagassem. Eu terminei a música de Verytex, e salvei. Eu sempre gravava em K7 depois de alguns dias, essa eu estava especialmente feliz como havia ficado, me recordo. Só fui ter meu PC em 1994, e placa de MIDI só em 1995…. finalmente pondo um fim na dificuldade que era sequenciar diretamente no instrumento.

    No dia seguinte… a música não estava mais lá, as pilhas haviam acabado exatamente naquele dia. Como só usava o teclado pela fonte AC, as pilhas duravam meses, eu não controlava. Portanto, perdi o registro pra sempre. Não fiz novamente, na época me chateei e abandonei… faz quase 20 anos agora, uau.

    Taí a original, caso você não conheça: aumenta esse logitech 5.1 aí Alexei :D

    http://www.4shared.com/audio/cq-6kTSi/Verytex_-_Act_1__The_Void_of_S.html

    Abração e desculpa usar o espaço como divã :)

    • 3 Alexei Barros 27/06/2011 às 8:46 pm

      Opa, mas é para você se sentir em casa mesmo!^^
      Quando fiz o post sobre o primeiro Lord of Vermilion a semelhança da vermelhidão com o Sword of Vermilion também me chamou a atenção na ocasião, mas nem passou pela cabeça o Lord of the Sword. E que encher que nada!

      A original do Lord of Vermilion também não é muito a minha “xícara de chá”, (nem tanto pelo wah-wah, hehe, mais por achar um tanto insosso), mas fiquei com uma boa impressão do sample.

      Sobre o Vagrant, eu tentei jogá-lo há alguns anos, mas travei em um chefe-dragão e não consegui vencê-lo de modo algum, nem mesmo com ajuda do Gamefaqs. A complexidade do sistema de jogo também me desanimou um pouco. E a trilha não me impressionou muito na época e mesmo depois ouvindo à parte – eu acho que tenho algum problema para ouvir músicas sinfônicas sintetizadas. A única que me cativa mais é a “Staff Roll”, que é tocada de fato por cordas de verdade.

      Devo revelar que praticamente desconheço essa fase inicial do Hitoshi Sakimoto. Nunca tinha ouvido falar do Verytex! E sorte a sua ter encontrado um jogo que só saiu no Japão (obrigado, Wikipedia) para alugar na época, incrível.

      Que isso, sinta-se livre para compartilhar quantos divãs quiser! Sensacionais a história e a música (para 1991, com o chip do Mega Drive, nem se fala). Puxa, mas bem que com todo os aparatos atuais, você podia fazer uma versão moderna.:)

      • 4 Cosmonal 29/06/2011 às 11:17 am

        Apesar de estar curtindo a trilha do Vagrant, depois de ler sua opinião me sinto até à vontade em admitir que não é lá essas coisas não. Pelo menos as ambientes, que insistem muito tempo nos strings sintéticos, fica meio “dull” mesmo. O tema que tocou no workshop, no entanto, chamava a atenção. Acho que a trilha do Vagrant tem cara de “mixed bag” no final das contas, será?

        haha, coincidência, encontrei um primeiro dragão ontem nele, não sei se foi nele que ficou mas acho que dei sorte: fui de cara para logo atrás do pescoço, e lá deu pra fazer vários chains. Ele só me atacou com o rabo e, curiosamente, não tirava muito dano. Ao ler seu comentário, fui pesquisar e vi que se ficar um pouco distante dele, o dragão executa um ataque de fogo que tira praticamente todo o HP de uma vez só! Testei aqui e… vixe, verdade! Tive sorte MESMO, porque aleatoriamente tomei a decisão de colar no pescoço logo na chegada, rs

        Sobre Verytex, sorte mesmo e… nesse caso, graças aos nossos amigos da china, hong kong… nosso piratebay versão 90’s. Mas, mesmo pirata, o cartucho de Verytex era raro – e hoje o original é bem carinho por sinal.

        Puxa, uma versão moderninha de Verytex, estou sempre sonhando em produzí-la, não fala isso não, senão paro tudo agora e começo….. :)

        • 5 Alexei Barros 29/06/2011 às 3:24 pm

          Você definiu perfeitamente por que não me agradou muito a trilha do Vagrant, ao menos escutando fora do jogo: esses strings sintéticos, aliás, muito comuns em jogos da geração 32-bits, não me convencem. E dull é perfeito para definir isso. XD

          Saberia dizer que faixa é essa do workshop na OST? Não vou me lembrar, faz tempo que ouvi…

          A sua descrição para a batalha mostra outro fator que me fez desistir de jogar, porque o ponto em que cheguei foi mais ou menos na sorte. Eu simplesmente não conseguia entender os milhares de nuances do sistema de jogo… Se me recordo bem, o chefe que travei era um dragão branco ou coisa do tipo.

          Posso dizer o mesmo sobre as versões piratas, visto que um dos cartuchos que mais povoou a minha memória gamer na infância era um múltiplo 42 para NES, e fui descobrir anos depois que muitos títulos não tinham saído no ocidente (como Mappy e Dig Dug).

          E torço para que um dia o arranjo cosmoniano do Verytex moderno vire realidade, hehe…

          • 6 Cosmonal 01/07/2011 às 2:59 pm

            Opa Alexei, acho que é essa aqui: “Rememberance”.

            Concordo com você sobre VS, estou patinando um pouco e o manual é absurdamente incompleto. Parece que feito para vender hintbook…

            E a Verytex, está anotada e agora reforçada por conta da lembrança, você será o primeiro a saber.

  3. 7 Cosmonal 01/07/2011 às 3:01 pm

    Er… “Remembrance”.

    • 8 Alexei Barros 01/07/2011 às 3:12 pm

      Relaxa! Realmente a música é muito bonita e o principal motivo para ter gostado é que os strings sintéticos desempenham um papel secundário, aparecendo brevemente no meio.

      Ah, bom saber que mais alguém patinou além de mim. Não sabia dessa do manual, como a cópia que joguei era alternativa. =S Para os americanos o hintbook deve ser um imperativo e, para nós, um detonado de alguma revista. =(

      E valeu pela confirmação do Verytex!

  4. 9 mihon 13/07/2011 às 4:15 pm

    Uau!! VP me pegou d surpresa!! Adoro a trilha sonora do jogo original! :D

    FFIV me agradou bastante tbm! :)

    • 10 Alexei Barros 13/07/2011 às 5:15 pm

      Eu também sou fã de Valkyrie Profile, uma pena existirem tão poucos arranjos, a não ser pelos próprios do Motoi Sakuraba no álbum Arranged e nos shows de rock progressivo.

      FFIV sempre cai bem, e o arranjo do Tsuyoshi Sekito dá um quê de Black Mages.

      Esse álbum certamente é um dos que mais aguardo para o segundo semestre.


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