Arquivo para abril \13\UTC 2011



Pikmin e Zelda despontam em concerto alemão de música erudita

Por Alexei Barros

Sempre chama a atenção quando um espetáculo sem relação com jogos inclui game music, e é na Alemanha que isso vem acontecendo com recorrência. O mais novo capítulo dessa fusão é o concerto 3-2-1 Ignition, que trará duas reprises do Symphonic Legends: Pikmin, no arranjo do Hayato Matsuo, e parte do poema sinfônico de Zelda preparado por Jonne Valtonen. Para dar uma noção da variedade do programa, também será tocada a Sinfonia n.º 9 de Beethoven. A apresentação está agendada para o dia 31 de maio e terá a performance da Düsseldorfer Symphoniker, conceituada orquestra alemã, no Tonhalle Düsseldorf, uma das melhores anfiteatros de toda a Europa.

Vale lembrar que as partituras são as já conhecidas da récita em tributo à Nintendo ocorrido em Colônia ano passado. O LEGENDS, versão expandida e revisada do Symphonic Legends, que acontecerá 1º de junho de 2011, com estes e outros arranjos repaginados com as idas de Masashi Hamauzu e David Wise à Suécia.

[via Junge Tonhalle]

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Coletânea de medalhas esforçada, mas não totalmente honrosa

Por Alexei Barros

Medal of Honor acabou ficando para trás em fama e qualidade em relação a Call of Duty, mas se tem um elemento que ainda não foi superado é a trilha sonora. Prova disso é a coletânea Medal of Honor Soundtrack Collection, lançada hoje, dia 12 de abril, em tiragem limitada de 2000 unidades sob o preço de 59,98 dólares no site da La-La Land Records. Mesmo que mais recente, quando que a série da Activision teria uma compilação desse nível? O pacote possui um encarte de 40 páginas com informações completas sobre as faixas que somam cerca de dez horas de música de Michael Giacchino, Christopher Lennertz e Ramin Djawadi, com direito a uma introdução do cineasta Steven Spielberg, criador do conceito original do Medal of Honor de PlayStation.

A saber, o conteúdo, CD por CD, para depois externar minhas rabugências.

– Disco 1: Medal of Honor por Michael Giacchino
– Disco 2: Medal of Honor: Underground por Michael Giacchino
– Disco 3: Medal of Honor: Frontline por Michael Giacchino
– Disco 4 faixas 01~05: Medal of Honor: Allied Assault por Michael Giacchino
– Disco 4 faixas 06~19: Medal of Honor: Pacific Assault por Christopher Lennertz
– Disco 4 faixas 20~30: Medal of Honor: European Assault por Christopher Lennertz
– Disco 5: Medal of Honor: Rising Sun por Christopher Lennertz
– Disco 6: Medal of Honor: Airborne por Michael Giacchino
– Disco 7: Medal of Honor (2010) por Ramin Djawadi
– Disco 8 faixas 01~12: Medal of Honor: Rising Sun – Bonus Music por Christopher Lennertz
– Disco 8 faixas 13~33: Medal of Honor: European Assault – Bonus Music por Christopher Lennertz
– Disco 8 faixas 34~46: Medal of Honor: Airborne – Bonus Music por Michael Giacchino

Todas publicadas anteriormente de uma forma ou de outra, as trilhas foram remasterizadas. As novidades: o sétimo disco contém músicas inéditas do Medal of Honor nos tempos modernos, e o oitavo é todo de faixas não aproveitadas dos três jogos detalhados acima.

Em compensação, lacunas dos lançamentos originais: a narração “Untitled (V2 Rocket Launch)” e o hino dos Estados Unidos “Untitled (The Star Spangled Banner)” (Medal of Honor), “Bonus Track” (Medal of Honor: Undeground), “Bonus Track” (Medal of Honor: Frontline), “Multiplayer Allies (bonus)” e “Multiplayer Axis (bonus)” (Medal of Honor: Airborne). Até aí normal, nada muito sério. Só gostaria de entender por que a trilha do magnânimo Medal of Honor: Allied Assault foi ceifada, a ponto de sobrarem cinco, as mesmas da Medal of Honor: Allied Assault Original Soundtrack vendida digitalmente em 2005, do total de 17 do disco promocional da edição de luxo Medal of Honor: Allied Assault Soundtrack. Note que a antologia omite Medal of Honor: Vanguard, Medal of Honor: Heroes e o Medal of Honor: Heroes 2, o que não faz a menor diferença, visto que vergonhosamente reaproveitavam as músicas dos outros capítulos.

“Terra’s Theme” – Final Fantasy VI (Play! 2011 em Dayton)

Por Alexei Barros

Não botava muita fé na promessa de um clássico conhecido com nova roupagem prometido para estrear no bis do Play! A Video Game Symphony ocorrido em Dayton, Ohio, no dia 31 de março. Menos ainda poderia esperar que fosse um segmento nunca mostrado de Final Fantasy, porque as turnês costumam aproveitar as partituras já conhecidas das apresentações da série com, no máximo, leves modificações. Falando do Play!, são os casos de “One-Winged Angel” e “Liberi Fatali”, exceção feita à “Dancing Mad”, oriunda do Fourth Symphonic Game Music Concert.

Justo do FFVI. Esqueça a versão literal do Shiro Hamaguchi da “Terra’s Theme” preparada originalmente para o 20020220. O arranjo novo do Chad Seiter mexe na melodia e no andamento, de uma forma que me lembrou muito a liberdade criativa dos concertos de games alemães, como o Symphonic Fantasies e o Symphonic Legends. De início, a marcha parece o arranjo do Hamaguchi com uma dose maior de pompa, mas a partir de 1:56 se nota uma variação do tema, seguido por um essencial solo de flauta. Com a desaceleração das cordas, sublinha-se a emotividade da faixa. Três breves momentos de silêncio intercalam o fraseado melódico até o desfecho singelo.

Por um arranjo inédito da “Terra’s Theme” como este, pelo tamanho da Dayton Philharmonic em perfeita sincronia na regência de Andy Brick e pelos três telões, é difícil não se convencer de que o Play! está retomando os trilhos do sucesso que não percorria desde 2007.

Distant Worlds: “Dark World” no repertório e – obviamente – não é do Zelda: A Link to the Past


Por Alexei Barros

A primeira coisa que me vem à mente quando se fala de “Dark World” é da obra-prima do Koji Kondo para o The Legend of Zelda: A Link to the Past, a qual dava vontade de passear por mais tempo na realidade alternativa. Mas em se tratando de Distant Worlds, é evidente que é uma música da série Final Fantasy. E venho por meio deste post revelar que, mesmo elegendo o FFVI meu favorito (jogo e trilha), vergonhosamente não tocou nenhuma melodia na cabeça assim que soube da novidade.

Mostra que a turnê, depois de explorar as conhecidas e abordar as novidades em voga (FFXIII e FFXIV), parece revisitar as composições que mais me interessavam apreciá-las orquestradas: as faixas da era 16-bits, que por variados motivos, foram negligenciadas no decorrer dos anos. Paradoxalmente, eu diria, pela popularidade crescente na época do PlayStation.

Além do órgão do Nobuo Uematsu, a “Dark World” terá a performance de alguém que estamos acostumados a ver, mas não tocar: Arnie Roth, maestro, produtor e arranjador, ficará responsável pelo violino, instrumento em que ele é versado, embora nunca tenha demonstrado nos concertos de games. Com isso fica a dúvida de quem assumirá a regência, se é que haverá, porque pode ser um dueto, sem acompanhamento da orquestra e coral. A escolha, inusitada, é o segundo tema no mapa-múndi e funciona mais como faixa de ambiente, como a própria música incorpora os efeitos da nevasca. A estreia está marcada para a apresentação em Chicago, no dia 26 de junho.

[via Facebook; imagem via Flickr]

Symphonic Odysseys: fanfarra de Nobuo Uematsu e Chrono Trigger


Por Alexei Barros

Symphonic Shades, Fantasies, Legends e agora o Odysseys: os concertos alemães sempre principiam com uma fanfarra. Se no Fantasies e Legends as aberturas foram especificamente feitas por Jonne Valtonen para as ocasiões, no Shades o introito se deu com uma já conhecida do Chris Huelsbeck, do jogo Grand Monster Slam, a “Grand Monster Slam (Opening Fanfare)”. Como o Odysseys retorna ao conceito de tributo a um músico, a apresentação também iniciará com a faixa do homenageado no espetáculo agendado para o dia 9 de julho em Colônia, com a diferença de que será uma nova composição do Nobuo Uematsu, não uma existente. Vale lembrar que ele havia feito a fanfarra do Play! A Video Game Symphony, “Play! Opening Fanfare”, a qual está registrada no CD da turnê. Não espere, no entanto, por um vídeo antes da data da récita como foi com a “Fanfare Overture” do Fantasies e a “Fanfare for the Common 8-Bit Hero” do Legends. Só no dia mesmo.

Quanto ao restante do programa, além dos previsíveis Final Fantasy, Blue Dragon e Lost Odyssey e da recente confirmação de The Last Story, o concerto terá o reforço de Chrono Trigger. A inclusão é inesperada. Ainda que exista o hábito de mencionar o jogo na lista de trabalhos de Uematsu, nem o próprio considera muito. “Era mais como se eu fosse um compositor adicional ou de apoio. É um trabalho de Mitsuda, não o meu trabalho”, afirma ao OSV. Jamais imaginei que isso aconteceria. No Symphonic Fantasies, por exemplo, foi respeitada a autoria das músicas para cada série representada; na suíte “Fantasy III: Chrono Trigger/Chrono Cross” houve somente a parte concernente ao Yasunori Mitsuda.

Em plenas férias, Uematsu atendeu a um pedido de Hironobu Sakaguchi para ajudar na trilha, porque o compositor principal ficou com úlcera em decorrência da pressão que sentia por um projeto de tamanha importância. “Havia cenas específicas e direções já tomadas paras as faixas”, fala. Se todas são memoráveis? “Nenhuma. Eu não me lembro de nenhuma delas.” Foram nove músicas no total e se sabe que uma delas foi a escolhida o arranjo. Pelo que me disse por e-mail o produtor Thomas Boecker – “Que belo arranjo! Eu já ouvi… é deslumbrante.” –, eu descartaria de antemão algumas dessas. A acelerada “Bike Chase”, as tribais “Primitive Mountain” e “Burn! Bobonga!” e o rock quero ser Black Mages “Tyrano Castle” não combinam com a descrição. “Mystery of the Past” é uma mera vinheta e nem dá para contar. Meu palpite é que deve ficar entre “Silent Light”, “People Who Threw Away the Will to Live”, “Underground Sewer” e “Sealed Door”.  Em qual você apostaria?

[via SEMO, Symphonic Game Music Concerts]

LEGENDS: a surpreendente presença de David Wise

Por Alexei Barros

“É extremamente prazeroso ouvir as suas próprias composições executadas e reinterpretadas. Eu ainda estou esperando assistir a uma performance do meu próprio trabalho, no entanto”, disse David Wise ao SEMO. Pois a espera acabou: o compositor inglês que criou melodias memoráveis para jogos da Rare e, por conta da parceria de oito anos, também da Nintendo, estará no dia 1º de junho no Konserthuset Stockholm em Estocolmo, na Suécia, para acompanhar o LEGENDS (revisão do Symphonic Legends), no qual será tocada a releitura da “Aquatic Ambiance”. Ele se juntará na plateia a Masashi Hamauzu, o arranjador do segmento do Donkey Kong Country que preparou mais duas partituras no mesmo concerto da Royal Stockholm Philharmonic Orchestra a serem divulgadas. Além dos dois, os arranjadores Jonne Valtonen e Roger Wanamo também vão comparecer ao espetáculo que terá a regência de Arnie Roth.

Power Drift volta a acelerar em coletânea aleatória

Por Alexei Barros

Qual é a obra máxima de Hiroshi Kawaguchi entre os jogos de corrida? OutRun? Não responderia tão facilmente, porque tem Power Drift no vácuo. Ansiando por um lançamento similar das coleções de Hang-On, After Burner e OutRun em 2008, quando o jogo completou 20 anos de existência, achei que a Sega passou batido pela data para nunca voltar a falar até que me anunciam, sem que exista um motivo especial, a Power Drift Original Soundtrack.

Previsto para chegar dia 27 de abril nas prateleiras com número de catálogo WM-0648, o álbum tem a capa idêntica ao do CD-V Power Drift de 1988, que, por sua vez, foi inspirado na arte do flyer da versão japonesa do arcade. Pela tracklist, nota-se que toda a trilha original está lá, com as faixas devidamente separadas – não aglomeradas como no Power Drift & Mega Drive -G.S.M. Sega 2- –, e com os arranjos da adaptação da série Sega Ages para Sega Saturn, os quais já foram lançados no disco Yu-Suzuki produce Power Drift.

Novidades? Três músicas: a autoexplicativa “Not Use”, muito possivelmente composta na época e descartada; “Side Street”, em versão protótipo; e a “Silent Language 2011 (Special Arrange)”, com arranjo do próprio Hiro – não se sabe ainda se executado pela [H.] ou não.

Infelizmente, o CD não tem a pretensão de cobrir tudo o que já foi feito em relação ao jogo, e inclua aí a “Like the Wind” em versão estúdio da S.S.T. Band, a maravilhosa “Like the Wind” no violino do Scream no Hito e o fabuloso “Power Drift Medley”, em performance ao vivo da S.S.T. Band.

Aproveitando o ensejo, não é muito de minha alçada (por completa ignorância), mas fatalmente interessará aos retrogamers: a Sega também anunciou para o mesmo dia a The Fantasm Soldier Valis ~PC Sound Orchestra~, referente à série de RPGs Valis. Peço que entre no VGMdb para mais informações dado o meu desconhecimento.

Grato ao Fabão que, sem derrapar, me passou a notícia.

[via Game Watch]


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