Comerciais gamers: Killzone 3 em português do Brasil

Por Alexei Barros

Antevendo a chegada de Killzone 3 no dia 22 de fevereiro, tomei vergonha na cara e completei Killzone 2, mesmo que a sequência tenha saído em 2009, para poder finalmente “terminar a luta”, como diria Halo 3.

Liberto das mazelas primárias do predecessor do PlayStation 2, tais quais trocas bisonhas de texturas nos inimigos, linhas brancas nos cenários e defeitos hediondos da física ragdoll dos adversários, é um FPS com ares de superprodução que deu continuidade às virtudes estabelecidas no primeiro jogo. Em especial, a direção de arte fabulosa, a animação da recarga de munição e o visual bacana dos armamentos. As armas novas, a exemplo da Boltgun e Flamethrower, são aditivos interessantes, pois é recompensador torrar ou flambar soldados Helghast desbocados.

Além do suporte ao 3D e ao PlayStation Move, a maior novidade do Killzone 3 é a opção (não obrigatoriedade) de jogar com dublagem e legendas em português do Brasil, e sempre quando isso acontece é digno de atenção nesta moribunda categoria “Comerciais Gamers”, que só não é mais ativa porque os vídeos têm a péssima mania de evaporarem do YouTube.

Já nesse trailer é possível perceber que as linhas de diálogo preservam os palavrões do original vertidos para o nosso idioma em uma quantidade digna de alguns podcasts brasileiros de games. O problema é que o resultado não ficou convincente, não simplesmente pelo português, mas pela interpretação artificial. Outra coisa que me incomodou, se não me enganam as minhas parcas lembranças gramaticais, na frase “Em três horas, minhas forças vão subjugar eles…” escutada em 0:40, o correto é “subjugá-los”, por mais que prevaleça o coloquialismo, já que “eles” não pode ser objeto direto, mas quem sou eu para reclamar disso.

9 Responses to “Comerciais gamers: Killzone 3 em português do Brasil”


  1. 1 Jejé 09/02/2011 às 9:26 am

    Por mais estranha que pareça a dublagem, eu me emocionei aqui! XD
    Pra mim é um passo enorme na indústria dos games ter um game dublado em nosso idioma. Me senti assistindo um filme aqui enquanto rolava o vídeo, e estou querendo muito comprar o game por causa disso, por conta da dublagem. POde soar bobagem, mas foi o que mais me chamou atenção no game.
    Já joguei Killzone 2, achei os controles bem complicados a princípio, mas a demo do 3 está na PSN, baixarei logo para conferir se melhoraram esse quesito.

    • 2 Alexei Barros 09/02/2011 às 9:55 am

      O mais legal que o Killzone 3 não é um caso isolado, e isso mostra que a dublagem em português tem tudo para ser uma tendência. Pelo que me recordo de alguns anos atrás, Halo 3 e o Viva Piñata, por exemplo, e antes disso alguns jogos em PC (de cabeça me lembro do Star Wars Jedi Knight: Dark Forces II) também tinham o gingado brasileiro nos diálogos.

      Quando aos controles, não sei se vai mudar alguma coisa no Killzone 3, mas acho que é questão de costume pela quantidade de comandos, levando em conta que sou suspeito para falar (estou para conhecer outra pessoa além de mim que prefira o controle ao mouse e teclado para jogar FPS… =/).

      • 3 Jejé 09/02/2011 às 10:26 am

        Na verdade, FPS’s são bem melhores de jogar no teclado e mouse mesmo. Podiam inventar algo do gênero para FPS em consoles tal como existem o Fight Stick para jogos de luta! u.u

        Bom, uma coisa que esqueci de comentar antes, é sobre o tipo de linguagem usada na dublagem. Eu pessoalmente prefiro que seja assim, com palavrões e colocações de forma coloquial, algo mais moderno, do que frases mais formais. Pessoalmente acho que ficaria artificial desta forma, eu mesma não falo tudo de forma correta, e acho estranho quando conheço alguém que fale certinho também. =P
        Mas enfim, talvez seja questão de gosto…

        • 4 Alexei Barros 09/02/2011 às 10:38 am

          Aí que está o meu dilema: por mais que 100% do mundo prefira mouse e teclado, eu ainda me sinto mais confortável jogar FPS com controle. Mas já estou acostumado em ser do contra. =P

          Sim, no caso do jogo, nada contra gírias e palavrões, afinal ficariam totalmente artificiais e robóticos diálogos formais. Só que eu não imagino que um líder do alto escalão fale com o mesmo linguajar desbocado dos soldados no campo de batalha. Prova disso é que o “subjugar”, para mim, não é um verbo que se ouve tão comumente alguém falando, e é como se eles quisessem dar um toque mais rebuscado aos dizeres do personagem. Considerando isso, para mim foi um deslize não proposital a questão do “subjugar eles”, não uma tentativa de dar maior coloquialismo à fala. Seria muito melhor que ele soltasse um “dominar os inimigos” simplesmente.

  2. 5 Khronny 09/02/2011 às 11:03 pm

    Olha, sinceramente, eu queria poder elogiar a dublagem porque gostei mesmo da iniciativa, mas o resultado final tá patético. Desculpa aos dubladores, mas eu irei jogar em inglês.

    É realmente uma pena, porque eu queria que a moda pegasse, mas temos que admitir que isso não chega nem perto do que o David Hayter faz com o Snake, só para citar o mais famoso.

    Eles estão tão apáticos que parece que ninguém tá dando a mínima pro que estão fazendo, como se videogames fosse coisa pra criança e que esse era só um trabalhinho besta pra entrar com uma grana extra.

    Só tem que dar um crédito pro “ordene o ataque seu covarde de merda” UEAHEAUHEAUEAHAUE pelo menos eles tiveram medo de incluir palavões!

    E sobre o erro de português, bem, na minha opinião, eles deviam ter cuidado. Usar as formas corretas é essencial, mesmo para personagens mais informais. Mas também não posso cobrar demais porque não sou um expert em português =\

    • 6 Alexei Barros 09/02/2011 às 11:21 pm

      Você falou do David Hayter. Concordo que seja um exemplo perfeito de dublagem marcante, mas há quem ache a atuação dele forçada. Vai entender.

      Pelo que li nos testes feitos pelos jornalistas de games brasileiros (como este do Kotaku, que ficou sensacional), a dublagem foi gravada no exterior, e a Sony do Brasil somente fez pequenas sugestões. Talvez se tudo fosse feito aqui o resultado seria melhor.

      Que isso, Khronny. Como disse a Jejé, a frase que destaquei no post não é informal, como o verbo “subjugar” não é usado com tanta frequência no português falado. Portanto, está mais para um erro do que um erro proposital para dar um tom coloquial aos diálogos.

      • 7 Khronny 10/02/2011 às 1:17 pm

        É que o David Hayter é bem canastrão aeuhauaehae mas se viu a dublagem japonesa do Snake? Esse sim eu achei forçada!!!

        Essa matéria do Kotaku ficou realmente acima da média, muito boa mesmo!!! Mas ela me deu uma bela desanimada!!! Poxa, a Sony toma iniciativas fantásticas, tanto pra dublagem em portugês, quanto pra trazer a edição especial pro Brasil!!

        Mas sinceramente, fazer uma dublagem porca no exterior e retirar metade da edição especial na versão nacional é muito ruim!!! Assim não vende mesmo!

        Eu fiz questão de comprar a edição especial nacional do Starcraft 2 (esse sim um belo exemplo de dublagem brasileira!!!) porque era exatamente igual à americana, com exceção do jogo, dai a iniciativa é fantástica.

        Mas vem a Sony e retira a action figure do Helgast e a trilha sonora por download! Ahhh dessa eu vou passar longe, se eu tiver dinheiro, eu vou comprar a importada e não a nacional. Eu não ligava em pagar um pouco a mais pela nacional, mas trazer faltando coisa é inadmissível!

        Sobre o erro, o que eu quis dizer é que eu acho que não foi proposital mesmo, mas que isso deveria ter sido evitado com uma revisão! Eu também quis dizer que mesmo os erros propositais devem ser evitados para não influenciar vícios na linguagem, que está cada vez pior entre os jovens =\

        • 8 Alexei Barros 10/02/2011 às 2:19 pm

          Sim, sim, mas por mais que seja forçada, casou com a personalidade do personagem. Ouvi pouco da dublagem japonesa, pouco para formar uma opinião.

          Prefiro absolver a Sony do Brasil e entender que a exclusão da trilha e da miniatura tenham sido entraves burocráticos mesmo, não incompetência.

          No caso do linguajar dos diálogos, nem acho que influenciem tanto nos vícios de linguagem quanto o uso frequente do internetês e a falta de literatura, mas é algo para ser debatido por dias e dias.


  1. 1 Trailer do Killzone 3 dublado em português « Meio Bit Trackback em 09/02/2011 às 1:43 pm

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