Arquivo para setembro \19\-03:00 2010



Press Start 2010: LocoRoco e Romancing SaGa

Por Alexei Barros

Sim, o Press Start 2010 aconteceu há mais de uma semana em Tóquio, mas enquanto a Famitsu e quem sabe o Jeriaska não publicam os relatos detalhados do concerto, cumprirei tabela com a atualização do site feita hoje com os dois números referentes ao bis que são duas reprises. Pelo pouco que consegui entender dos blogs japoneses, aconteceram algumas novidades muito interessantes, a despeito do meu desânimo geral pela escassez de segmentos inéditos. Mas mais maluco estou para ouvir de uma vez por todas o Press Start The 5th Anniversary!

– LocoRoco: “LocoRoco’s Song ~LocoRoco Yellow Version~”

LocoRoco estreou originalmente no Press Start 2007, e exemplifica o quão é diversificado o repertório – não consigo imaginar em outro concerto. Na ocasião, a canção “LocoRoco Main Theme” foi evocada pelo Press Start 2007 Chorus, um coral formado especialmente para a ocasião por adultos, claro. Aproveitando que estava lá o Suginami Junior Chorus e, mais importante, a cantora original (agora nove anos mais velha) Melody Chubak, hoje com 13, executaram a versão mais perfeita possível do tema ao vivo. O fato de terem repetido, e ainda em uma performance de luxo, reforça a minha impressão de que estará em um próximo CD.

– Romancing SaGa: “Overture” ~ “Opening Title”

Grande mistério a série Orchestral Game Concert ser tão atenciosa para jogos da Square no começo da década de 1990, como Final Fantasy, Secret of Mana, Seiken Densetsu 3 e Chrono Trigger, e Romancing SaGa ter ficado de fora mesmo com tamanha popularidade, ao menos pelo que noto na quantidade gigantesca de arranjos de fãs. Quase como uma obrigação, logo na primeira edição, o Press Start 2006, tocou a “Overture ~ Opening Title”, aproveitando a estupenda orquestração da “Overture ~ Opening Title” feita para o controverso remake do PlayStation 2 da faixa originária do Super Famicom. Como aqui e como nas duas apresentações contou com a performance do compositor Kenji Ito no piano. Reprisaram uma vez, beleza, mas nas próximas ocasiões podiam pensar em uma música diferente da série – e faixas boas não faltam do próprio Ito, do Masashi Hamauzu…

[via PRESS START]

“Super Mario Bros. Suite” – Super Mario Bros., Super Mario Bros. 3, Super Mario World e Super Mario 64 (PLAY! 2007 em Estocolmo)


Por Alexei Barros

Tudo o que se refere à “The Legend of Zelda Suite” se aplica a este medley do Mario: arranjo do Jonne Valtonen, apresentação do PLAY! A Video Game Symphony em 2007 na Suécia, performance plena da Royal Stockholm Philharmonic Orchestra, melhor do que a versão do VGL, também não está no CD e por aí vai. A diferença é que no Symphonic Legends os dois segmentos do Mario ficarão sob os cuidados do conterrâneo de Valtonen, o finlandês Roger Wanamo.

A sequência inicial do Super Mario remete ao arranjo “Super Mario Bros.” do Orchestral Game Concert, com a bem-vinda adição de faixas dos demais jogos da série que, infelizmente, ignora o Super Mario Bros. 2. A seleção chega a ser curiosa, porque no meu modo de entender a “Title” (Super Mario World), apesar de muito simpática, e a  “World 8 Map”, que surge meio que aleatoriamente, ficam atrás de outras músicas mais marcantes. Além disso, a “Main Theme” (Super Mario 64) é executada somente nas madeiras e nos violinos. Embora tenha ficado rebuscada, eu sempre a imaginei e preferi, por pura questão de gosto, com todos os metais que tem direito, como na versão do Mario & Zelda Big Band Live. E quando ouvi continuei a lamentar por ausências como “Fortress Boss” (SMB3) ou então a “Castle” (SMW). Ainda fico na expectativa de um arranjo definitivo, se é que isso é possível com tantas músicas memoráveis.

“Super Mario Bros. Suite”
“Overworld” ~ “Underwater” ~ “Underworld” (Super Mario Bros.) ~ “Title” (Super Mario World) ~ “Main Theme” (Super Mario 64) ~ “World 8 Map” (Super Mario Bros. 3) ~ “Overworld” ~ “Course Clear” (Super Mario Bros.)

Show da [H.] na TGS 2010 será transmitido ao vivo no domingo

Por Alexei Barros

Uma das coisas que me faz gostar mais da Tokyo Game Show do que da E3 é a quantidade de eventos musicais que a feira atrai, tanto dentro como fora dos estandes. Isso quando mal podia assistir, imagina agora que a transmissão via internet caiu nas graças dos compositores, bandas e artistas.

O Rafael “00Agent” Fernandes adiantou há um tempão no Passagem Secreta: a apresentação da [H.] passará ao vivo via Ustream domingo, dia 19 de setembro. O problema é o horário: 16h20 lá, ou seja, 4h20 da manhã aqui. O show será de meia hora somente conforme mostra a programação oficial que também faz menção a “True Blue”, o que não consegui descobrir exatamente o que é, mas deve a ter a ver com o Jun Senoue por conta da coletânea True Blue: The Best of Sonic the Hedgehog. Nenhuma faixa foi divulgada. Quem não tiver tamanha predisposição, recomendo não se lamentar. Confio que a apresentação estará disponível no YouTube, repetindo o que aconteceu com o jdk Band Live 2010 e a apresentação da Aki Kuroda de piano do Final Fantasy XIII.

Será uma oportunidade ímpar de ver a sucessora espiritual da S.S.T. Band ao vivo e em vídeo, o que é extremamente raro. Por conta do fantástico tempero jazzístico, que pode ser comprovado em arranjos geniais como “Quartet Medley 2005” e “AFTER BURNER 20th Anniversary Medley [H.] Arrange Version”, a banda que conta com Takenobu Mitsuyoshi no baixo (às vezes vocal) e Hiro no teclado (ocasionalmente violão) se tornou a minha banda gamística preferida, posto que vem sendo ocupado pela jdk Band pela baixa produtividade nos álbuns da Sega dos últimos dois anos – o último arranjo, “Light Song -[H.] Arrange Ver.-” esteve no álbum Vermilion vs Rent a Hero Original Soundtrack lançado em 25 de fevereiro de 2009 e nem é grande coisa.

O link da transmissão, que inicia às 4h20 no domingo, pode ser conferido aqui.

[via Passagem Secreta, SEMO]

The Last Guardian: o trailer fascinante da TGS 2010 e as lembranças chifrudas e colossais em alta definição

Por Alexei Barros

Quando The Last Guardian sequer foi mencionado na E3 2010, imaginei que estavam guardando para revelar tudo na TGS 2010, incluindo a data de lançamento. Apareceu no final do trailer, mas pela imagem borrada na transmissão ao vivo, que sucedeu por aqui cerca de 2:30 da matina, não tive certeza quando vi 2011. Pior foi quando ocorreu a confirmação: final de 2011. Qual é a tua, Fumito Ueda? Estamos no meio da TGS! (piada interna)

Cada vez mais o Team ICO vem se notabilizando por criar um jogo para cada geração. Você vai replicar dizendo que ICO e Shadow of the Colossus são do PlayStation 2. Confirmo, mas faço a ressalva que originalmente ICO seria lançado para PlayStation.

Para justificar a alcunha de “time olímpico”, The Last Guardian deveria ser entregue em 2009, visto que os predecessores saíram em 2001 e 2005. Daí quando o ciclo de desenvolvimento aumenta de quatro para seis anos eu começo a querer que a atual geração dure mais uns dez anos para que dê tempo de outra obra-prima do Fumito Ueda no PlayStation 3.

Falando do trailer propriamente dito, mais uma vez se destaca a capacidade do Team ICO sensibilizar – a não ser pelos jogadores imediatistas com coração de pedra alheios às obras de arte digitais –, seja pela relação amistosa entre protagonista e animal para superar obstáculos, seja pela música tocante e singela, acredito que original, não reciclada do filme Ajuste Final (Miller’s Crossing) como aconteceu anteriormente. Eu queria acreditar que o Kow Otani é o compositor, mas não sei se a faixa tem muito a cara dele.

Quase como um pedido de desculpas aos fãs que imaginavam poder jogá-lo no final de 2010, foi finalmente confirmada oficialmente a coletânea com os remakes de ICO e Shadow of the Colossus em alta definição para PlayStation 3, com suporte para 3D estereoscópico. Data de lançamento: terceiro trimestre de 2011. Não me empolguei tanto como o supracitado, uma vez que terminei ambos, e não tenho lá muita vontade de encerrá-los de novo mesmo com o visual repaginado – acredito que ICO é o que mais precisava, porque a resolução gráfica, não qualidade artística, era bem baixa mesmo para os padrões de 2001. Todavia, será de grande serventia especialmente para quem não comprou uma cópia de ICO de PlayStation 2, mesmo sendo recomendado por este que vos escreve a adquiri-lo ao módico preço de 100 reais em 2003, numa época em que os jogos costumavam custar 250.

Gyakuten Kenji 2: o trailer da TGS 2010

Por Alexei Barros

Qualquer espirro da Capcom de Ace Attorney é digno de atenção, quanto mais o primeiro trailer do recém-revelado Gyakuten Kenji 2. Em termos de história e jogabilidade, nada de muito novo em relação ao que já se sabia, a não ser por uma ou outra aparição de certos personagens, e pela amostragem em movimento do sistema que envolve peças de xadrez e ajudará Edgeworth a solucionar os casos.

O destaque é o tema alucinante assinado por Noriyuki Iwadare, com direito a um solo de guitarra incidental (0:42) no melhor estilo Grandia e um interlúdio misterioso (1:09). Lembra do tema do trailer do Gyakuten Kenji na Tokyo Game Show 2008? Foi orquestrado no arranjo “Testimony – Lying Coldly Full Orchestra Arrange” do pacote promocional Gyakuten Kenji Orchestra & Video Album. Espero que o mesmo aconteça com este tema da sequência.

VGL 2010 em SP e RJ: despertando para o regresso de Martin Leung, a prodigiosa vinda de Akira Yamaoka e a divinal presença de Gerard Marino

Por Alexei Barros

Meu post sobre a turnê de duas apresentações no Brasil do Video Games Live em 2010 demonstrou uma incomensurável sonolência, motivada principalmente pela realização no HSBC Brasil (no caso de São Paulo), local que considero uma abominação para o tipo de show-concerto. Quanto ao set list, as três possíveis novidades Assassin’s Creed II, Uncharted 2 e Afrika nem de longe ombreavam com os números inéditos do VGL 2009, que ainda contou com a milagrosa chegada de Norihiko Hibino. Inundado de desânimo, não achei que poderiam repetir tal feito – trazer um compositor, ainda mais japonês, para um país emergente como o Brasil –, e não é que dois raios podem cair no mesmo lugar?

O Twitter brasileiro anunciou em caixa alta o advento para o Brasil de Akira Yamaoka, o compositor da série Silent Hill que saiu da Konami em 2009 e se juntou à Grasshopper Manufacture, e hoje mesmo foi confirmado para a trilha de Shadows of the Damned. Yamaoka participou pela primeira vez do VGL em 2009 em Tóquio para tocar na guitarra a icônica “Theme of Laura” (Silent Hill 2) repetindo a dose nas apresentações em Taipei e Kaohsiung em Taiwan no último dezembro e em Los Angeles em junho de 2010. Para mim, o arranjo do VGL, tocado aqui no Brasil pelo apresentador-guitarrista-showman Tommy Tallarico ano passado, é um tanto quanto preguiçoso, sem metade da empolgação da levada jazzística da versão do PLAY! A Video Game Symphony, turnê esta que trouxe pela primeira vez o compositor ao palco para acompanhar a orquestra na guitarra no concerto de Chicago em 2006. Clique no link da música e compare no respectivo post. Ainda assim, é de inestimável valor a presença de Akira Yamaoka em solo brasileiro.

Além dele, também foi comunicado o retorno de Martin Leung, o pianista virtuose que tocou no VGL 2006 e 2007 no Brasil. Bem-vinda a volta, e só espero que a participação seja mais substancial que somente “Overworld”, “Athletic” e “Type A” tocadas na velocidade da luz.

Por fim, vale frisar que os horários também foram divulgados: 21 horas no dia 8 de outubro no HSBC Brasil em São Paulo e às 19 horas no… Canecão, isso se o local não for fechado antes. Conforme me disse o Rafael “00Agent” Fernandes, há quem tenha comprado os ingressos da apresentação no Rio de Janeiro dia 10 de outubro no site da Ticketronic e não recebeu a confirmação. No aguardo para os desdobramentos.

[ATUALIZAÇÃO] Sorrateiramente, o release do VGL 2010  recebido por Kratos Prandoni apregoou que Gerard Marino, o principal compositor da trilogia God of War, também virá para o Brasil. Não será para nenhuma performance, mas é de causar espanto que ele assista o espetáculo na plateia no mesmo ano do Akira Yamaoka. Marino é figura frequente nas apresentações do VGL, e  esteve presente nas principais, como a de estreia no Hollywood Bowl em 2005 ou de Nova Orleans em 2010 que originou o Video Games Live: Level 2.  Os dois temas do segmento de God of War são de autoria dele.

[via Twitter]

“The Legend of Zelda Suite” – Zelda, Zelda II, Zelda: A Link to the Past, Zelda: Link’s Awakening e Zelda: Ocarina of Time (PLAY! 2007 em Estocolmo)


Por Alexei Barros

Há eras estou para publicar esta suíte, e achei o momento muito apropriado, às vésperas da realização do Symphonic Legends, o concerto em homenagem à Nintendo cujo segundo ato será reservado a 35 minutos de Zelda. Como no aguardado poema sinfônico da iminente récita, o segmento do PLAY! A Video Game Symphony é arranjado pelo Jonne Valtonen. Evidentemente, é muito menos ambicioso, com seis minutos de duração.

Trata-se da mesma apresentação do PLAY! da “The Revenge of Shinobi Suite” realizada em Estocolmo em 2007 que possui uma atuação exemplar da Royal Stockholm Philharmonic Orchestra. Zelda esteve ausente do duvidoso CD da turnê, diferentemente do Video Games Live, que conseguiu a licença para colocá-lo no Video Games Live: Level 2. Todavia, enquanto que o arranjo do VGL nada mais é do que uma transcrição da partitura do Orchestral Game Concert, aquela que já cansou faz tempo, a suíte do PLAY! é exclusiva e abarca outros jogos.

Como é de praxe nos trabalhos do Valtonen, todas as transições são bem acabadas, não há uma ponta solta sequer. Já a seleção de faixas, bastante variada, chama a atenção pela fartura de temas de tela-título. A reflexiva “Title Theme” do Ocarina of Time logo me vem à mente as tardes de 1998 em que observava a introdução com Link cavalgando na Epona no Nintendo 64… não foi o meu caso.

De um tema sereno para a pompa da “Title” do Zelda original a peça ganha em tamanho com a lembrança do tema principal, emendando com a muito bem-vinda “Underworld”, alarmante tema das dungeons. O terceiro e último tema de tela-título vem justamente do controverso Zelda II: The Adventure of Link, que de tão avesso à série a trilha nem é do Koji Kondo, mas do Akito Nakatsuka – e esta “Title” é ótima, por sinal. “Hyrule Castle” e “Overworld” do A Link to the Past não impressionam tanto como já estavam no Orchestral Game Concert (o arranjo não difere muito das versões “Hyrule Castle” e “Legend of Zelda Theme” do Toshiyuki Watanabe), o que não é o caso da essencial “Dark World”. No desfecho surge uma escolha incomum, a “Ballad of the Wind Fish” do Link’s Awakening, que tem a trilha do trio Kazumi Totaka, Minako Hamano e Kozue Ishikawa. Não é a suíte dos meus sonhos, mas procurou fugir do básico e óbvio com esmero.

“The Legend of Zelda Suite”
“Title Theme” (The Legend of Zelda: Ocarina of Time) ~ “Title” ~ “Underworld” (The Legend of Zelda) ~ “Title” (Zelda II: The Adventure of Link) ~ “Hyrule Castle” ~ “Overworld” ~ “Dark World” (The Legend of Zelda: A Link to the Past) ~ “Ballad of the Wind Fish” (The Legend of Zelda: Link’s Awakening).


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