Gyakuten Kenji 2: quando o spin-off toma conta da série principal


Por Alexei Barros

Findado o arco Phoenix Wright em Trials and Tribulations, a Capcom renovou o elenco em Apollo Justice, aposentando personagens icônicos e introduzindo novos simpáticos, ainda que nem tão carismáticos quanto os outros. Eis que o presidente da produtora confirmou a existência do Gyakuten Saiban 5, isso em maio de 2007 – atente para o fato estarrecedor. Então em abril de 2008, no primeiro concerto da série, o Gyakuten Meets Orchestra, foi revelado o spin-off intitulado Gyakuten Kenji, que resgataria algumas das figuras e chegaria por aqui em fevereiro deste ano como Ace Attorney Investigations: Miles Edgeworth.

Há tempos não se dizia nada sobre um novo jogo, e então a mais recente edição da Famitsu tratou de anunciar a continuação Gyakuten Kenji 2, que está em desenvolvimento desde setembro de 2009 e não tem data de lançamento confirmada. Eu esperava pelo Gyakuten Saiban 5. Já que não cheguei a redigir uma análise aqui (e em lugar algum) do jogo que terminei no começo do ano – Ace Attorney é uma das poucas séries que consigo me manter em dia dado o vício –, cabem algumas considerações antes de falar mais da sequência. Se pela definição spin-off indica que é um jogo diferente da série canônica, na prática não mudou tanta coisa assim, apesar da mudança de advogado de defesa para promotor no papel principal.

Em linhas gerais, a diferença primordial é a parte de investigação ser em terceira pessoa e não mais em primeira. Mesmo com sprites tão diminutos vemos as mais variadas expressões faciais que tanto aumentam a empatia pelos personagens. Ademais, houve a implementação do Logic, que serve para concatenar ocorrências que Edgeworth achou suspeitas e chegar a novas conclusões. A parte do confronto, Rebuttal, em sua essência, é similar à Cross-Examination do tribunal, daí me pergunto o que sobra para eles discutirem no julgamento, visto que os crimes são destrinchados e definidos nas discussões.  Os cinco casos são bem engendrados e intrigantes, e neles personagens clássicos aparecem à exaustão, de formas mais sutis, no canto do cenário, como certo promotor com problema capilar, ou escancaradas, que não vou citar nominalmente.

Para a continuação, o trio Miles Edgeworth, Dick Gumshoe e Kay Faraday retorna. Se o anterior narrava praticamente todo o passado da última, neste saberemos ainda mais sobre o passado de Edgeworth, inclusive o jogo dará ênfase ao seu lado humano. As histórias estão quase concluídas, e o primeiro caso nos faz sentir como se fosse o último – suponho que pela tensão, pela complexidade, enfim, por todos os elementos que tornam sempre os derradeiros os mais espetaculares. O crime ocorre no Gourd Lake, o palco do Turnabout Goodbyes, o quarto caso do Phoenix Wight: Ace Attorney, aquele mesmo que você está imaginando. Haverá um discurso, que seria registrado por câmeras e acompanhado por muitas pessoas. No fundo, pousado na água, se vê um hidroavião e em terra firme uma barraca de samurai dogs. Não se sabe muita coisa além disso. E espere por mais cameos.  Uma das scans da Famitsu adiantou a presença do Shelly de Killer, aquele do último caso do Justice for All, o nervoso Farewell, My Turnabout. Sabe se lá por que ele está de braço engessado.

Quanto à mecânica de jogo, será praticamente a mesma, com as já mencionadas partes de investigação e acareação, além do Logic. A única novidade é o modo que vem sendo chamado informalmente de Chess System, visto que uma das imagens mostra Edgey ao lado de uma peça imaginária de peão de xadrez – na artwork do início do post ele segura uma peça de cavalo. Pelo que disseram, será simples, como um Psyche-Lock sem os elementos sobrenaturais. Para quem não está habituado, o sistema que estreou no Justice for All servia para fazer com que as pessoas trouxessem fatos escusos à tona quando apresentado determinados itens – mais ou menos a mecânica que acontecia nos tribunais, mas antes dos julgamentos.

Cerca de 50% do jogo está concluído, e é feito pelas mesmas cabeças do predecessor: o produtor Motohide Eshiro, o diretor Takeshi Yamazaki e o designer Tatsuro Iwamoto. Como nas trilhas do Trials and Tribulations e do primeiro Investigations, teremos Noriyuki Iwadare na composição. Uma demo estará disponível na Tokyo Game Show 2010, e aparentemente quem comparecer ao estande da Capcom receberá uma espécie de chaveiro adornado pela face do Steel Samurai.

Dicas do Fabão no Twitter.

[via Andria Sang, GoNintendo]

2 Responses to “Gyakuten Kenji 2: quando o spin-off toma conta da série principal”


  1. 1 Geraldo Figueras 10/09/2010 às 10:45 pm

    “Rise from my grave”, mas nao podia deixar de comentar sobre isso. So que vou falar baixinho, pra que ninguem me escute:

    .

    .

    .

    .

    .

    “meh”.

    Quero AA 5!

    • 2 Alexei Barros 10/09/2010 às 10:54 pm

      Hahahaha! Geraldo, você por aqui…

      Não esperava que não se empolgasse assim e preferisse sem pestanejar o AA5.

      Por mim, fico dividido entre os personagens clássicos do GK2 e os julgamentos de verdade que veríamos no AA5. Resultado: não sei. Qualquer jogo da série vou querer jogar mesmo. =P


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