“Gyakuten Saiban 3 Medley” – Phoenix Wright: Ace Attorney – Trials and Tribulations (Japan Expo 2010)

Por Alexei Barros

Soube tempos depois: nos dias 1 a 4 de julho o evento Japan Expo 2010 reuniu convidados não só dos games, como do entretenimento nipônico em geral. O diretor de animes Kenji Kodama (City Hunter), o mangaka Tsukasa Hojo (também do City Hunter) e o grupo J-pop de cantoras Morning Musume. Também teve um doidão, um cara meio desconhecido, Hideo Kojima. E um compositor de game music, um tal de Noriyuki Iwadare.

Seria normal se fosse no Japão, acontece que a reunião de nomes importantes se deu em Paris, França, um país onde a cultura japonesa desempenha influência pela popularidade de animes, não sei o quanto comparado com o Brasil. Voltando ao Iwadare, se aparecesse sozinho para tocar piano já seria um acontecimento e tanto. Que nada, ele levou uma banda e uma cantora não para um show, mas dois!

Infelizmente, os franceses não são tão detalhistas quanto os japoneses e não pude encontrar um site sequer capaz de detalhar a ordem de jogos, quanto mais de músicas do set list. Os vídeos, quando não incompletos, estão sem identificação. Por isso, nem consegui fazer ideia de quais foram tocadas. Do que conferi teve nada menos do que seleções de Lunar, Grandia e até Ace Attorney.

Com Iwadare nos teclados (dois apenas, não uma dezena como Motoi Sakuraba nos shows de rock progressivo de Star Ocean e Valkyrie Profile), a banda é completada por Wo-Lya (baixo), Roze Horiguchi (bateria) e Yasufumi Fukuda (guitarra), que merece uma atenção maior por ser também compositor, haja vista as recentes trilhas fora de série de The King of Fighters 2002: Unlimited Match e Tokimeki Memorial 4. Como instrumentista, tocou guitarra na “Hades Castle” (arranjada pelo Iwadare) no álbum Deathsmiles Arrange Album e ainda violão em três músicas do Soulcalibur IV.

Não surpreende que seja o instrumentista de maior destaque na performance com um timbre de guitarra muito bem escolhido – afiado, poderoso, sem ser muito pesado. Uma pena que neste vídeo o nosso amigo francês de óculos tapou a visão. Insisti na gravação para privilegiar a qualidade de áudio.

Como era de se imaginar, o medley é do Trials and Tribulations, cuja trilha é do Iwadare. O medley é formado pelos temas de julgamento no formato consagrado pelos concertos, e mesmo conhecidos é uma experiência nova como as músicas nunca foram apresentadas (oficialmente) desta maneira. Ainda mais com uma combinação como a do órgão de tubo simulado no teclado da “Gyakuten Saiban 3 – Trial” e a guitarra irrompendo tudo. A “Examination ~ Allegro 2004” (espero que seja) ficou quase irreconhecível eu diria porque a ênfase foi toda para os teclados, mais imitando um órgão – se você comparar com a original é o som que se ouve mais ao fundo. Intervenções do baixo e do teclado em 2:25 foram muito bem-vindas.

Eis que Noriyuki Iwadare ergue o braço com o dedo em riste e brada: “IGIARI!”. Um momento único que nem os três concertos de Ace Attorney pôde proporcionar: a imitação do momento mais icônico da sére do lendário compositor. Depois vem a acelerada “Investigation ~ Cross-examining” para encerrar com a guitarra mais incisiva do que nunca. Já dá para imaginar um álbum novo nesse estilo…

“Gyakuten Saiban 3 Medley”
“Gyakuten Saiban 3 – Trial” ~ “Examination ~ Allegro 2004” ~ “Investigation ~ Cross-examining”

2 Responses to ““Gyakuten Saiban 3 Medley” – Phoenix Wright: Ace Attorney – Trials and Tribulations (Japan Expo 2010)”


  1. 1 Cledson 23/07/2010 às 11:41 am

    Uma apresentação e tanto hein!?
    Realmente o amigo de óculos atrapalhou “um pouco”. Não temos dado sorte nos últimos vídeos heheh.

    Com tantos shows bons assim, ainda me pergunto porque no Brasil só me aparece o video games live.

  2. 2 Alexei Barros 23/07/2010 às 5:32 pm

    Realmente os cabeções estão em todas… =P

    Ainda vou publicar vídeos que foram gravados por outras pessoas em ângulos diferentes, daí dá para ver um pouco melhor os instrumentistas.

    Vale o exemplo francês, como nunca achei o país uma potência de game music, como é a Alemanha e a Suécia na Europa.

    Minha teoria de que só apareça o VGL no Brasil é um misto de falta de ousadia e o tratamento que muitas pessoas (aficionados e imprensa) dão para algumas bandas amadoras como se fossem parte da indústria de videogames, quando quem está, na verdade, são os compositores, como o Noriyuki Iwadare e o Norihiko Hibino, para lembrarmos do VGL 2009. É legal que existam bandas e shows de fãs, só não dá para comparar com os eventos que contam com as presenças dos compositores, como é o caso deste Japan Expo 2010.


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