A Night in Fantasia 2009: eminente só no mundo da fantasia


Por Alexei Barros

Parece até um milagre hoje em dia: o lançamento da gravação de um concerto com arranjos inéditos e exclusivos em meio ao oceano de restrições de direitos autorais que aterrorizam as apresentações de game music, a maioria com versões recicladas. Mas minha empolgação é contida. Serei franco: ainda que o currículo da Eminence seja respeitável, eles ainda têm muito o que aprender com a produção, organização e divulgação, áreas que resistem em permanecer com um pé no amadorismo. Por exemplo, o que aconteceu com Valkyria Chronicles e Diablo III no set list e o Hitoshi Sakimoto na plateia, que chegaram a ser anunciados no site oficial?

Vou além. Mesmo a performance, sempre exaltada, não é tão exímia quanto deveria. Isso me leva a questionar as autopropagandas e o hype exagerado  no site oficial, Facebook e Twitter – na maioria das vezes dispensáveis, como aqui –, e os elogios exacerbados do grande séquito de fanboys espalhados pelo mundo. Eu me incluía no grupo de admiradores (ainda me mantenho, com ressalvas) mais extasiado pelas exclusividades do set list (Final Fantasy XII e The Legend of Zelda: Twilight Princess especialmente) do que pela primazia ou arrojo da execução, muito porque os registros são escassos.

O CD duplo do A Night in Fantasia 2009, que foi oficialmente anunciado para sair no dia 8 de janeiro de 2010, atrasou um pouco, nada digno de nota. Uns dois meses. Quem comprou por pré-venda no site da Eminence recebeu o álbum no final de março e início de abril. Considerando que a apresentação ocorreu dia 26 de setembro de 2009, seis meses é um tempo habitual que separa o concerto do lançamento do CD, então por que anunciar a data de maneira tão precoce? Além disso, em um primeiro momento a gravação seria feita em estúdio, não ao vivo – felizmente a qualidade de áudio é elogiável, com alguns aplausos mais efusivos no final de determinadas performances.

Como fiz na ocasião do concerto, quando comentei sobre as músicas de uma gravação amadora, falarei sobre cada faixa do disco 1 intitulado “Symphonic selection from Video Games” – seleção porque Command and Conquer: Red Alert 3, Darksiders, God of War II, Dragon Age: Origins e Metal Gear Solid 2 / 3 não entraram no CD. O disco 2 traz os segmentos de animes que tomei a liberdade de passar batido. É uma mistura interessante de quatro seleções de jogos japoneses e duas de ocidentais, sendo que estas nunca foram lembradas em outra oportunidade.

Pelo título do post, alguns podem pensar que o CD é um desastre. Claro que não é assim. Tem pontos positivos e negativos. É bom, mas não é tão eminente como comento depois do Hadouken.

01 – “Afrika Symphonic Suite”
Originais: “Savanna” ~ “Okapi” ~ “Savanna” ~ “Afrika”

Composição e arranjo: Wataru Hokoyama

É incrível perceber como um jogo de safári pode ter músicas tão grandiloquentes – a trilha original, já orquestrada, é executada pela Hollywood Studio Symphony. Por isso, as músicas não mudaram muito no arranjo do próprio Hokoyama, que também regeu a suíte. Seu único trabalho foi o de fazer as emendas, todas realizadas com êxito. A “Savanna” abre a peça, e é entremeada pela “Okapi”, um pouco mais cômica, retornando em 4:00, para logo depois (5:11) caminhar para o majestoso tema-título “Afrika”.

02 – “Radical Dreamers Symphony”
Original: “Radical Dreamers”

Composição: Yasunori Mitsuda
Arranjo: Hayato Matsuo

A “Scars of Time” foi exaustivamente executada nos concertos anteriores, em uma decisão muito salutar, optaram por uma escolha menos óbvia. Como disse outra vez, é uma música que por coincidência não foi lembrada na “Fantasy III (Chrono Trigger & Cross)” do Symphonic Fantasies, que considero a maior obra-prima já realizada com as composições da série encostada há uma década. Mais ou menos do que aconteceu com o sample da “A Narrow Space Between Dimensions”, que o Mitsuda liberou no final de…2008, não foi selecionada uma faixa que remetia à orquestra, mas uma canção somente com voz e violão cuja melodia deu origem a uma nova sinfonia. Aqui entra o talento do Hayato Matsuo para reinventar a peça dominada pelas cordas e pelas trompas, marca registrada dele, e que fica especialmente bela quando usada a harpa. Ótimo o arranjo, admirável a criatividade na releitura de uma música tão simples na instrumentação original, mas nada espetacular. Fico com a impressão de que poderiam entrar outros temas para incrementar o segmento, como, por exemplo a “The Girl Who Stole the Star”. Eu só ouvi a “Radical Dreamers”, mas há quem diga que também escutou – ao mesmo tempo! –, fragmentos da “Scars of Time”. Se achá-los me avise porque ainda estou procurando…

03 – “Gears of War 2 Symphonic Suite”
Originais: “Hope Runs Deep” ~ “Armored Prayer” ~ “Hope Runs Deep”

Composição: Steve Jablonsky
Arranjo: Wataru Hokoyama

A trilha do Gears of War 2 é cinematográfica e enfoca mais a ambiência, com músicas militares e grandiosas sem melodias muito fortes. Pensando assim, um segmento enxuto seria mais do que o ideal. O arranjo tem cansativos 10 minutos! É muito difícil manter a suíte interessante durante tanto tempo dessa maneira, mesmo para quem conhece as composições e as ouviu no jogo. Resultado: monotonia. A “Armored Prayer”, que começa em 5:08 e termina 9:08 é de uma repetição incrível, e enjoa rapidamente. Antes disso tem a “Hope Runs Deep”, que também não empolga muito mesmo com o coral, e em um breve trecho mais para o final, com um desfecho clichê.

04 – “Soulcalibur: The Resonance of Souls and Swords, Decisive Souls”
Originais: “Fatal Chain” (SoulCalibur III) ~  “Phantasmagoria” (Soulcalibur IV) ~ “Duelists” ~ “Light & Darkness” (SoulCalibur)

Composição: Junichi Nakatsuru e Keiki Kobayashi
Arranjo: Shiro Hamaguchi

A única contribuição do arranjador mais conhecido pelos concertos de Final Fantasy da parte de games na realidade já foi lançada no pacote digital Soulcalibur Suite – The Resonance of Souls and Swords. É a terceira faixa “Decisive Souls”. Portanto, um pouco desnecessário se já tem a versão idêntica em estúdio. Se bem que Shiro Hamaguchi nunca é demais. É o tipo de arranjo que me agrada muito por condensar vários temas diferentes em um mesmo segmento, mais importante, com transições perfeitas. Nem parece que são cinco minutos e meio. “Fatal Chain” e “Phantasmagoria”, mesmo sendo de compositores diferentes, Junichi Nakatsuru e Keiki Kobayashi, respectivamente, para jogos distintos, parecem ter sido imaginadas dessa forma.  O pináculo da peça é o arranjo da “Duelists”, que ficou sublime no intermédio.

05 – “Prince of Persia”
Composição e arranjo: Inon Zur

Não me pergunte quais músicas tem a suíte porque não foi lançada a trilha original completa do jogo, apenas dois álbuns promocionais, um com seis e outro com dez faixas. Mas garanto que o segmento abre e termina, em uma interpretação mais imponente, com a “Main Theme”, que respira a influência árabe. Não sei se é porque não conheço o jogo ou é pela minha birra com trilhas ocidentais, não me cativou muito. Todavia, se fosse implementada a “A Fight of Light & Darkness”, uma versão do tema principal, mais bela, com vocal feminino e harpa, a minha opinião provavelmente seria outra.

06 – “Ace Combat 5 The Unsung War”
Original: “The Unsung War”

Composição: Keiki Kobayashi
Arranjo: Wataru Hokoyama

A Eminence já havia tocado a “The Unsung War” no A Night in Fantasia 2005 em uma performance similar ao original, com a diferença que o coral não articulava os versos em latim. Agora arranjada pelo Wataru Hokoyama questiono: qual a diferença? Se há, é bem sutil, e de certa forma redundante como existe a versão do jogo. Porque a performance escancara a maior deficiência do concerto, que é o Eminence Symphonic Choir. Muito abaixo do nível da orquestra. Ao ouvir os baixos e tenores inconsistentes logo na introdução já é possível constatar que não vão aguentar o tranco, porque fica na cabeça a referência do Ace Combat 5 Chorus Team na original, e se compararmos com os melhores corais de outros concertos de games, como o fabuloso WDR Radio Choir Cologne do Symphonic Fantasies, a coisa fica mais feia. Para piorar, abro um parêntesis. Na entrevista de revelação do concerto, o diretor da Eminence, Hiroaki Yura, disse: “…atualmente estamos tentando organizar um coral extremamente grande. Muito grande. Tão grande que mal posso contá-los”. Não se vê tal grandeza na foto, que mostra um coro de cerca de 20 pessoas. Sim, eu consegui enumerar os coristas. Então para que dizer algo que não pode cumprir? Afora os pormenores, causa arrepios mesmo assim. Entretanto, conhecendo mais a fundo a trilha do Ace Combat 5, permanece uma sensação de desperdício de potencial, que aumenta ao lembrar que Gears of War 2 teve 10 minutos de duração e este 7. Vai me dizer que não haveria uma forma de interpolar a “Razgriz”, que desfecha com uma arrebatadora versão instrumental da “The Unsung War”?

07 – “Shadow of the Colossus”
Originais: “Black Blood” ~ “The Farthest Land” ~ “The Sunlith Earth” ~ “Swift Horse” ~ “Epilogue ~Those Who Remain~”

Composição e arranjo: Kow Otani

Não haveria como ser mais promissor: uma suíte de dez minutos das maravilhosas músicas do Shadow, com arranjo e performance no piano do próprio Kow Otani. Seria perfeito se fosse assim, afinal, como comentei em outra oportunidade, é o primeiro arranjo do jogo; todas as demais performances, incluindo as muitas da própria Eminence, são interpretações literais ou próximas das partituras originais.  Otani, não sei por qual motivo, chamou a cantora Aika Tsuneoka, com quem forma o duo J-pop Hyper Little Toy’s, mesmo não havendo nenhum resquício de solo vocal na trilha original. Devo ser um dos poucos que acha isso pelo que li nas análises do álbum, mas a voz da Aika soa quadrada, irritante. Diria mais, abominável. Parece a performance de alguém que não sabe cantar. Talvez combinaria com jazz, quem sabe. O timbre insólito dela para mim é quase como um tapa na cara das músicas fluidas, emocionantes, suaves, etéreas do jogo.

Se fizesse uma enquete para selecionar as músicas da suíte, dez entre dez fãs da trilha votaria por pelo menos algum dentre os 13 temas de batalha contra colosso. A suíte consegue a proeza de ignorá-los, selecionando os temas menos badalados, aqueles que não eram orquestrados originalmente. A “Black Blood”, que era permeada por ruídos assustadores e flauta ganha nova vida na interpretação dos violinos nervosos… daí entra a Aika para estragar tudo, e depois o coral. Uma passagem pianística faz a transição para a “The Farthest Land” (1:42), outrora no bouzouki irlandês, agora em uma tocante passagem dos violinos, confluindo quase que naturalmente para a “The Sunlith Earth” (2:46), que ganha nova pompa com a instrumentação mais complexa do que somente o piano. A “Swift Horse” (3:48) vem na sequência para emocionar até, de novo, a Aika comprometer a performance, e a música ganhar contornos ainda mais épicos. Preste atenção no trecho de 5:39 a 5:43 – que coisa horrível. Para fechar vem a “Epilogue ~Those Who Remain~” (5:49), talvez a mais conhecida por ser a única escolhida já orquestrada, com a participação da Aika na introdução e no desfecho grandioso. Sem a Aika,  não seria a suíte dos meus sonhos, com ela… não foi dessa vez.

10 Responses to “A Night in Fantasia 2009: eminente só no mundo da fantasia”


  1. 1 Geraldo Figueras 14/04/2010 às 1:20 am

    Afrika? Em nenhum momento busquei quaisquer informações do título, mas a curiosidade foi atiçada. Peça absolutamente maravilhosa, e god save the torrent.

    Prince of Persia, de uma maneira geral, é uma trilha enorme e muito repetitiva, mas os temas selecionados são, na minha opinião, imponentes e marcantes. Não sei explicar, mas senti uma falta de “força” no início do arranjo (a original já começa mais imponente), mas a peça cresce no decorrer dos minutos o suficiente para trazer saudades desse bacana desvio da série Persia.

    Shadow of the Colossus. Gostaria de esquecer que escutei isso, e voltar para a trilha original. Sem mais.

  2. 2 Alexei Barros 14/04/2010 às 1:34 am

    Estamos de acordo. Afrika me surprendeu muito, porque era um jogo que nunca dei a menor bola de um compositor relativamente novato em game music, que só havia participado antes do RE5. Recomendo a trilha toda original, tem meia horinha só. Dá para ouvir bem fácil.

    Legal que você comentou sobre o Prince of Persia, já que você conhece melhor o jogo, a série, as músicas, enfim. Não joguei ainda este episódio e fiquei um pouco inseguro nos meus comentários, tanto que fui mais breve do que dos títulos que conhecia melhor as trilhas. Concordei com o que disse sobre o início – ainda acho que se fosse mais parecido com a “A Fight of Light & Darkness” teria um impacto maior.

    “Shadow of the Colossus. Gostaria de esquecer que escutei isso, e voltar para a trilha original. Sem mais.” (2)

    Fiquei feliz que tenha concordado comigo e acho que ainda vai decepcionar os fãs do Shadow que costumam comentar por aqui, como o Eric e o Gustavo. Só de pensar o que uma suíte com essa fartura de músicas geniais poderia ser e não foi é de bater a cabeça na parede. Melhor ouvir de novo a “Epilogue ~ Those Who Remain” do PLAY! 2007, que publiquei há quase dois anos. Acho que é a melhor performance ao vivo do jogo se não esqueci de alguma.

  3. 3 Geraldo Figueras 14/04/2010 às 3:19 am

    Sim, é realmente ainda a melhor performance, ainda que minha opinião de dois anos atrás permaneça: nada supera a gravação da original.

    Já que entramos em detalhes, eu até compreendo a seleção desta suíte, acho bacana a tentativa de abordar o outro lado da trilha, até porque o “silêncio” de SOTC é tão importante quanto os combates. O jogo vive deste contraste.

    Mas como explicar este vocal? As vezes as notas soam dissonantes, rasgando a harmonia das composições originais. Cheguei a cogitar na primeira escutada que ela havia inclusive desafinado.

    Estranho, muito estranho.

  4. 4 Alexei Barros 14/04/2010 às 11:23 am

    Concordo novamente, ninguém conseguiu fazer uma performance que superasse a original, ao menos das que vi em vídeo.

    É curioso que sempre critico as performances com seleções conhecidas, daí quando fazem uma de faixas menos badaladas eu falo mal. No caso do Shadow, entretanto, por mais que as músicas tenham sido tocadas em várias oportunidades, ainda não foi feita uma suíte dessa duração ou maior com as preferidas, como uma “The Opened Way ~Battle With The Colossus~” ou a “The End of Battle”. Nesse caso as escolhas representam o menor dos problemas, porque ignorando o vocal horrendo, gostei do conceito de dar mais colorido às músicas mais macabras ou minimalistas que formam a parte de silêncio do jogo como você disse.

    Falando mais sobre a cantora, também não entendo. Aliás, não entendo alguns comentários que li, descrevendo a voz como “poderosa”. Quando anunciaram que seria a Aika, já pensei que seria caso perdido, porque a conhecia das composições originais do Otani para o álbum Echoes of War: “Children of the Worldstone” e “Last Angel”. Por curiosidade, até ouvi algumas canções do Hyper Little Toy’s no MySpace para ver se por um acaso ela estava com dor de garganta no concerto. Que nada, é essa coisa dissonante e desagradável mesmo. =(

  5. 5 Lia 22/04/2010 às 11:11 pm

    Hmm, achei que ficou faltando algo nesse arranjo de Radical Dreamers. Talvez seja mesmo a adição de um outro segmento, The Girl Who Stole The Stars é praticamente a alma gêmea dela e faria um belo interlúdio antes do crescendo final. Prefiro o medley de Trigger e Cross =)
    Ah, e talvez seja entre os 3:20 e 3:40 que haja algum traço de Scars Of Time? Soa “maomenos” como o segundo violino aos 1 minuto e poucos, mas sei lá, pode ser projeção hehe.

    Baixei a trilha de Afrika de tabela, num torrent-combo, mas fora o tema título não achei tão grandiloquente assim, poderia ter se permitido um pouco mais de pompa aqui e ali, mas nesse arranjo ficou bem legal, como se fosse a trilha espremidinha =P

    Não ouvi a trilha de Prince Of Persia ainda, mas como adoro temas àrabes, gostei muito desse arranjo. Lembrou muitíssimo o tema de Lawrance da Arábia.

  6. 6 Alexei Barros 23/04/2010 às 12:02 am

    “Hmm, achei que ficou faltando algo nesse arranjo de Radical Dreamers. Talvez seja mesmo a adição de um outro segmento, The Girl Who Stole The Stars é praticamente a alma gêmea dela e faria um belo interlúdio antes do crescendo final. Prefiro o medley de Trigger e Cross =)”

    Precisamente! Sou fã dos arranjos do Hayato Matsuo, mas este falta algo de fato. Gostei da definição de alma gêmea, porque as duas, se não estão totalmente relacionadas pela história do jogo, tem estilo parecido. O medley do Symphonic Fantasies é uma obra-prima mesmo. Acho os arranjos magistrais, as seleções perfeitas (ganhou muitos pontos para mim por ter o tema de combate do Chrono Cross) e as transições muito bem elaboradas.

    “Ah, e talvez seja entre os 3:20 e 3:40 que haja algum traço de Scars Of Time? Soa “maomenos” como o segundo violino aos 1 minuto e poucos, mas sei lá, pode ser projeção hehe.”

    Escutei de novo as músicas na sequência, ouvi novamente os trechos que você mencionou, mas ainda está difícil de dizer se há mesmo a alusão. Se tiver é muito, mas muito sutil.

    “Baixei a trilha de Afrika de tabela, num torrent-combo, mas fora o tema título não achei tão grandiloquente assim, poderia ter se permitido um pouco mais de pompa aqui e ali, mas nesse arranjo ficou bem legal, como se fosse a trilha espremidinha =P”

    Concordo mesmo, acho que é uma boa síntese da trilha o medley, o que talvez seja resultado de o arranjador e maestro do segmento ser o próprio compositor Wataru Hokoyama. A única coisa que gostaria de acrescentar, uma informação que não tinha quando escrevi o post, é que o medley perdeu um pouco de impacto pelo tamanho menor da orquestra. Vi numa foto que a Eminence Symphony Orchestra neste concerto tinha aproximadamente 60 integrantes. A Hollywood Studio Symphony possui escandalosos 100 instrumentistas! Esses 40 fazem diferença.

    “Não ouvi a trilha de Prince Of Persia ainda, mas como adoro temas àrabes, gostei muito desse arranjo. Lembrou muitíssimo o tema de Lawrance da Arábia.”

    Passei por cima em um rip da trilha e achei um pouco repetitiva no geral. Talvez você goste mais do que eu como tem preferência por músicas árabes. Hmmm, ouvi agora a melodia do “Theme from Lawrence of Arabia” é terrivelmente parecida! o.O

    • 7 Lia 30/04/2010 às 7:54 pm

      Sim, foi uma bela supresa ouvir o tema de combate de Chrono Cross, é um tema de batalha bem original, e acho que um dos mais difíceis de enjoar apesar da repetição.
      Aliás, toda a trilha de CC é um tanto exótica, tem uns compassos esquisitos aqui, uns temas étnicos ali. Teria sido um erro humanitário não passar pelo menos uma fração dela pela finesse de uma orquestra =P

      Haha, é verdade. Ouvindo o medley de Africa e alguams faixas da trilha logo em seguida esses 40 sumidos ficam bem evidentes. Mas também, imagine um par extra de trombones que estrago já faz =)

      Bom, dos outros 3 Prince Of Persia as trilhas são repetitivas mesmo, com um ou outro tema que fuja dessa base (que pelo jeito é a base de todo tema árabe ever hehe), mas faz um ótimo som ambiente pra trabalhar, já que mal se nota a passagem das faixas e dá aquele clima.

      • 8 Alexei Barros 30/04/2010 às 10:41 pm

        Concordo plenamente sobre o Chrono Cross, e ficava revoltado que só a “Scars of Time” e mais alguma ou outra aparecia. Se a “Gale” já é exótica para um tema de combate, o que dirá então a “Prisoners of Fate”, que ficou estupenda. Mais incrível é que ainda há um monte de músicas boas.

        Sobre as trilhas do PoP, eu prefiro muito mais essa repetição dos clichês árabes do que aquele metal sem-vergonha do Warrior Within. =P

  7. 9 Wall 26/04/2010 às 3:22 pm

    Alexei, gosto de ler os comentários aqui, aprendo muito. Por acaso você sabe onde consigo a letra da música “Moon Over The Castle”, tema de abertura do Gran Turismo 4? Por favor.

  8. 10 Alexei Barros 26/04/2010 às 5:53 pm

    Fala, Wall!

    Desculpe não ter respondido da outra vez que você comentou, é que havia feito uma busca rápida e não encontrei nada. Procurei de novo agora nos sites de game music, vasculhei no Google e aparentemente não há em toda a internet um registro da letra da “Moon Over The Castle (Orchestra Version)”. =(

    Se eu tivesse uma mínima noção de italiano poderia tentar transcrever – a letra foi traduzida para este idioma pela dupla Alessandra Cattani e Ed Bogas, sendo que os versos originais foram escritos pelo criador da série, Kazunori Yamauchi.

    Vou ficar devendo essa…


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