Arquivo para março \26\-03:00 2010



“Geki! Teikoku Kagekidan” – Sakura Wars (Kouhei Tanaka Sakka Seikatsu 30 Shunen Kinen Concert)

Por Alexei Barros

Uma coisa muito importante que esqueci de mencionar quando falei da trilha do End of Eternity sobre o Kouhei Tanaka é que recentemente, no dia 25 de fevereiro, foi lançado o Kouhei Tanaka Sakka Seikatsu 30 Shunen Kinen Concert ~Special DVD Sakura na Yoru~, que comemora três décadas de carreira do compositor. Ainda não consegui descobrir exatamente quais músicas foram executadas. Fico na curiosidade porque ele possui um currículo que se destrincha principalmente em trilhas de animes, mas também de games. Não por menos os segmentos do Lennus, Lennus II, Tengai Makyou e Bounty Sword do Orchestral Game Concert 3, 4 e 5 foram arranjados e conduzidos pelo próprio.

Mas, definitivamente, Kouhei Tanaka é notório pela franquia Sakura Wars (Sakura Taisen no Japão), que só veio aparecer em um concerto de game music no Press Start 2007. E não podia faltar na apresentação comemorativa com a mesma “Geki! Teikoku Kagekidan”, com direito a Kouhei Tanaka ao piano e coreografia das vocalistas. Lembrou um pouco os musicais do Ace Attorney. Porém, faltou o solo de guitarra da original…

Minha versão favorita do tema ainda é a “Geki! Teikoku Kagekidan”, que não tem vocal, presente no álbum Ani-Jazz 1st note da Tokyo Brass Style, uma big band formada somente por mulheres.

DKC2 Serious Monkey Business: sérias restrições, mas o saldo é positivo

Por Alexei Barros

Fazia tempo que não ouvia um álbum de ponta a ponta do OCReMix, e isso só voltou a acontecer quando soube da participação do compositor original David Wise e outros nomes conhecidos das comunidades de arranjos. Fui contaminado pelo hype. Fiquei feliz quando saiu para download. E não gostei tanto assim quando ouvi.

Não sei se sou cabeça-dura demais, pouco eclético e intolerante para experimentações desvairadas, mas tem várias faixas que não vejo muito objetivo. A primeira da minha lista de músicas que não vou querer ouvir de novo, a não ser para elencar um top 10 de piores arranjos, é definitivamente a “Trapped in the Minds (Kannon’s Klaim)”. Que raios é isso? Nada contra o hip-hop, que fique bem claro. A próxima é a “Monkeys Disarm Their Kremlings (Crocodile Cacophony)”. Alguns chamam de Death Metal. Eu chamo de lixo. Com todo o respeito (me preparo para comentários ofensivos). O vocal é tão pútrido que perceberam que quase ninguém ia gostar e também colocaram uma versão instrumental  de bônus.

Nem tudo está perdido. Há várias releituras eletrônicas interessantes que não são muito memoráveis para o meu gosto. Por isso, separei somente os arranjos que mais apreciei para comentar. Se não esqueci de nenhum, são:

“Rare Respite (Jib Jig)”
– Original: “Jib Jig”

O arranjo conseguiu transformar uma música simpática em uma performance exemplar com piano, violão e flauta com vários timbres diferentes (suponho que sejam sintetizadas), conferindo um tímido flerte com celta.

“Welcome to the Funky House (Funky the Main Monkey)”
– Original: “Funky the Main Monkey”

Na época em que acompanhava mais do OCReMix, os remixes que mais gostava era do djpretzel, o dono do site, e vejo que ainda tenho uma certa predileção pelo trabalho dele. Fazendo por merecer o nome da música, o arranjo tem todo um estilo funk, o que fica muito claro no timbre do baixo elétrico.

“Pickin’ Out the Fleas (Swanky’s Swing)”
– Original: “Swanky’s Swing”

Guitarra fantástica que combinou perfeitamente com o estilo da composição original. Uma pena que os metais não sejam muito convincentes, comprometendo um pouco o resultado final.

“Bramble Reprise (Stickerbrush Symphony)”
– Original: “Stickerbush Symphony (Bramble Blast)”

Estou para ouvir o arranjo definitivo da melhor música original da trilha, porque ainda não foi desta vez. Joshua Morse aumenta a psicodelia do tema ampliando a gama de efeitos eletrônicos na introdução. Surge uma guitarra solando e depois outros instrumentos, como piano e bateria. Adiante começa a ficar meio repetitiva martelando na mesma sequência continuamente. Melhora um pouco com a guitarra mais incisiva, momento de alegria que dura pouco com uma fuzarca de sons – como se  fosse ouvir três músicas diferentes ao mesmo tempo.

“Re-Skewed (Donkey Kong Rescued)”
– Original: “Donkey Kong Rescued”

Pode me acusar de que apenas dou valor aos profissionais, mas para mim o arranjo do David Wise possui um nível superior de qualidade dos demais pela escolha de timbres dos instrumentos. Quando foi anunciado o seu envolvimento, imaginei que os seus companheiros ex-Rare Grant Kirkhope e Robin Beanland também fariam arranjos. Na verdade os três se uniram para a mesma rara ocasião: Wise no sintetizador, Kirkhope na guitarra afiadíssima e Beanland no saxofone, que estranhamente soa pior do que um sax sintetizado em certos momentos. Nada muito sério que estrague o arranjo que para mim é o melhor do álbum de uma música que não costumava prestar muita atenção.

“Bonus Bop (Token Tango, Bonus Lose, Bonus Win)”
– Originais: “Token Tango”, “Bonus Lose” e “Bonus Win”

Uma grata surpresa é um arranjo do OCReMix inteiramente gravada com instrumentos reais, no caso a The UArts “Z” Big Band. A “Token Tango”, que nada mais é do que a “DK Island Swing” do primeiro DKC, combina perfeitamente com o estilo big band. Tem até uns solos de piano, trompete e bateria. A performance é ótima, mas ainda faltam alguns anos de experiência para chegar no nível de uma The Big Band of Rogues. Haja exigência de minha parte.

“Radical Dreamers (Quintet Version)” – Chrono Cross (VGO ~Awakening~)

Por Alexei Barros

É incrível como um jogo lançado há quase uma década ainda é rememorado em performances das mais variadas formas, e ainda assim a Square Enix não dá a mínima para isso – será que a série Chrono também vai pular esta geração?

Uma das mais lembradas fora a óbvia “Scars of Time” é a “Radical Dreamers”, recorrente nas apresentações Video Game Orchestra, que, na companhia da cantora harario, fez uma versão idêntica à original. No último ~Awakening~, a VGO apresentou o arranjo para quinteto de cordas e violão, que é belíssimo. Prefiro mais esta adaptação instrumental do que a com vocal.

Games in Concert terá especial na TV holandesa


Por Alexei Barros

A maior baixa entre os concertos de games de 2009 foi, indubitavelmente, a não-realização do Games in Concert 4, que seria o mais recente representante da estimada série de concertos holandesa iniciada em 2006. Resultado da sociedade entre a NCRV Radio, que ensejou a utilização da espetacular Metropole Orchestra, e do site Gamer.nl, que facilitou o processo de aquisição da licença das músicas pelo contato com as produtoras, o Games in Concert se destaca pelas seleções arrojadas, arranjos exclusivos com pendor para o jazz e performances exímias. Caso não já tenha feito, procure pelos vídeos e áudios que publiquei especialmente no final do ano passado. Inacreditavelmente, é pouquíssimo comentado nos fóruns, não sei bem o porquê. Fica mais cerceado aos holandeses. Sortudos!

A notícia também diz mais respeito ao público local, mas achei importante. Representa um alento que pode indicar o retorno do Games in Concert em 2010. Na madrugada do dia 3 para o dia 4 de abril, às 12h30, o canal Netherlands 3 transmitirá um compilado de performances do Games in Concert 2 (2007) e Games in Concert 3 (2008), que inclui “Hell’s March” (Red Alert 3), com a banda After Forever (atualmente extinta), “Opera Maria and Draco” (Final Fantasy VI), com a soprano Tania Kross, “The Chosen” (Assassin’s Creed), com o rapper Brainpower e a banda Intwine, segmento de Leisure Suit Larry com o saxofonista Benjamin Herman e ainda um medley do Super Mario 64 no piano interpretado pelo virtuose holandês Wibi Soerjadi. Nos entremeios, haverá entrevistas com os compositores, espectadores e organizadores. A bem da verdade, algumas (não todas) destas performances estão disponíveis no site oficial, mas nada impede que apareçam outras – cruzando os dedos para “Moon Over the Castle”, “Egg Planet” e “The Best Is Yet to Come” – e que alguém tenha a bondade de publicá-las no YouTube, como já aconteceu antes.

[via Games in Concert]

Sonic the Hedgehog 4: “Splash Hill Zone Act 1”


Por Alexei Barros

Em tempo… para o retorno às origens de Sonic the Hedgehog 4 se completar  o Masato Nakamura tinha que compor a trilha. Pelo jeito, alguma coisa séria aconteceu depois do Sonic 2 para o baixista do Dreams Come True desaparecer dos games – os dois primeiros da série foram as suas únicas contribuições para jogos. Pela sequência vem aquele batalhão de compositores do Sonic 3 que inclui até, comprovadamente, Michael Jackson, embora não esteja creditado, e no time de som da Sega desponta o nome de Jun Senoue, que também é um dos principais responsáveis pelas trilhas dos jogos 3D que costumam dividir opiniões e ser questionadas se adequam à identidade primordial do personagem.

Pois ele é o escolhido para o Sonic 4 não para fazer músicas com instrumentos reais, muito menos cantadas, mas como se fossem do Mega Drive, inclusive imitando os timbres do chip de som do videogame – independentemente da qualidade das composições, sempre achei a qualidade de áudio do Mega muito inferior ao do SNES.

Isso fica explícito no primeiro sample disponibilizado no site oficial do jogo (aparentemente, haverá mais três para serem liberadas), que corresponde à fase inicial Splash Hill Zone – não tem como não se lembrar da “Splash Wave”. É uma música alegre, animada, mas a mim não me causa a mesma comoção, até hoje, isso que não joguei exatamente na época de lançamento, de quando ouço a “Green Hill Zone”, “Emerald Hill Zone” e um pouco menos a “Angel Island Zone Act 1”, cotejando entre os temas de primeira fase.

“Splash Hill Zone Act 1”

[via SEMO]

End of Eternity OST: Motoi Sakuraba e Kouhei Tanaka em seis discos


Por Alexei Barros

Apesar de ainda não ter feito uma menção sequer, estava ansioso por este dia 24 de março, porque hoje sai a trilha sonora do recém-lançado RPG da tri-Ace para PlayStation 3 e Xbox 360, Resonance of Fate, conhecido como End of Eternity no Japão.

Se menciono tri-Ace automaticamente surge o nome do monstro incansável Motoi Sakuraba. Prossegue. Mas desta vez ele veio acompanhado de Kouhei Tanaka, o compositor principal da série de games e animes Sakura Wars e também da abandonada série Alundra. Dessa combinação inusitada temos as empolgantes músicas do Sakuraba no estilo rock progressivo e as divinas faixas orquestradas do Tanaka. Minha expectativa ficou alta pelo que ouvi no disco promocional Resonance of Sounds -End of Eternity Special Sound Track-. Destaco do Tanaka, “The beginning of eternity” , com reminiscências de Guerra nas Estrelas, enquanto que “Irruption” mostra um Sakuraba mais inspirado do que a média.

O que mais causa espanto na End of Eternity Original Soundtrack, como se vê pela foto, é a quantidade espantosa de CDs para a trilha de um jogo apenas: inacreditáveis seis discos. Não fiz um levantamento apurado para saber se é a maior de todos os tempos, mas lançamentos colossais recentes não eram tão grandes, por exemplo BAYONETTA Original Soundtrack e Okami Original Soundtrack, ambas com cinco discos. O Super Smash Bros. Brawl facilmente desbancaria qualquer uma se a Nintendo não fosse tão indolente. Bom, o álbum sai por 5040 ienes, quase 98 reais sem impostos. Número de catálogo: KDSD-00358~363.

Quem sabe não me animo e faço um post depois que conferir. Enquanto isso confira a abertura para atiçar a sua curiosidade caso já não tenha acontecido:

[via Famitsu]

Midnight Kratos @SP: Kratos não aprova

Por André Sirangelo

Teste, 1, 2, 3. Uou. Meu login no Hadouken ainda funciona!

OK, depois de ver o motivational do Kratos eu não resisti e fiz uma piadinha imbecil para ajudar na proliferação de um novo meme nas internets mundiais: o fenomenal Kratos brazuca e suas demonstrações de êxtase, fúria e desgosto!

Ajude você também mandando as porcarias que você criar com o nosso amigo fantasiado. Se o Alexei der risada com alguma a gente publica.

(Quem não viu o post e os vídeos do Kotaku sobre a interface do Playstation Move, é só clicar aqui)


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