Show do Video Games Live do especial da PBS acontecerá no dia primeiro de abril e não é mentira


Por Alexei Barros

Poderia escrever o post dia 1º de abril, comentando que o Video Games Live foi um concerto sem precedentes, com orquestra de 100 integrantes, coral de 50 vozes, banda completa e apresentador-guitarrista que se conteve durante a performance das músicas de um programa renovado em absoluto (Final Fantasy XIII como principal atração). Além disso, que o espetáculo foi presenciado por um público que acompanhava tudo silenciosamente e aplaudia de maneira comportada apenas no final de cada segmento, e que na plateia estavam Nobuo Uematsu, Koichi Sugiyama, Yoko Shimomura e Yuzo Koshiro.

Não vou.

Porque talvez se falasse o que vai acontecer mesmo no dia você não acreditaria. Aquela apresentação que ocorreria em 5 de fevereiro de 2010, do CD, o DVD e o Blu-ray, na verdade foi alterada para 1º de abril. Ainda é a Louisiana Philharmonic, a cidade se manteve, Nova Orleans, mas mudou a casa de espetáculos: será no Kenner Pontchartrain Center e não mais a Lakefront Arena. Como fora prometido, o show será gravado e exibido em um especial no dia 31 de julho na emissora norte-americana PBS.

De acordo com o release, será a maior produção do VGL já realizada, com mais telões, efeitos especiais e segmentos do que nunca. Não foi prometido nenhum adendo ao set list em específico, mas foram divulgados os compositores convidados e as atrações especiais. Se é que dá para chamar de especiais porque estão em quase toda apresentação, Martin Leung e Laura Intravia. O pai dos videogames Ralph Baer aparecerá em pessoa e não via Skype como já aconteceu para jogar um segmento interativo com um espectador. Marty O’Donnell (Halo), Russell Brower (Diablo III), Gerard Marino (God of War), Christopher Tin (Civilization IV) e outros confirmaram presença. É isso. Pode chamar de chato. Não vi nada de mais em relação ao que próprio Video Games Live produziu em outras ocasiões. Por exemplo, o Koji Kondo já esteve em um VGL nos EUA durante a E3 2007.

Por enquanto  estranho o VGL em 2010. Até agora foram poucos shows se comparado com a loucura de 2008 e 2009. Não sei se é porque está ficando saturado ou porque querem ter mais tempo para melhorar o set list. Sobre isso, o Tommy Tallarico disse uma coisa interessante em um dos vários fóruns que participa. Sem prometer uma data de estreia, revelou que atualmente os segmentos em desenvolvimento são Super Smash Bros., Street Fighter II, Pokémon e Phoenix Wright. Isso mesmo, Phoenix Wright. Caso ouvisse tal promessa há uns três anos ficaria empolgado, hoje não faz a menor diferença porque permaneço duvidoso no que tange à qualidade do arranjo (há uma grande diferença entre o arranjador de fundo de quintal do Chrono e o Richard Jacques), e não me comove acompanhar ao vivo… porque não é tudo ao vivo. E se a última promessa se confirmar alguém que eu conheço terá de comparecer ao VGL de terno azul e gravata vermelha…

Grato ao Lucas Patrício por me transmitir o release.

[via Video Games Live]

6 Responses to “Show do Video Games Live do especial da PBS acontecerá no dia primeiro de abril e não é mentira”


  1. 1 Radical Dreamer 28/03/2010 às 4:42 pm

    Dei risada com o primeiro parágrafo. Até pro dia da mentira isso tava bom demais. Na verdade, só aguardo o CD porque torço por uma gravação de boa qualidade do medley do Sonic. Espero que a performance seja de boa qualidade.

  2. 2 Geraldo Figueras 28/03/2010 às 6:15 pm

    Segmento de Ace Attorney? Do jeito que o Tallarico é, vai querer tocar Guilty Love.

  3. 3 Vinicius 28/03/2010 às 6:22 pm

    Realmente, O VGL está ficando batido. Eu mesmo, que curto ir, já estou cheio de ouvir Halo, apesar de gostar da OST. E com o Halo reach chegando, aí sim que tão cedo não irão substituir…

    E nós cariocas ainda queremos nosso DVD! (eu apareço nele, hehehe”

    As vezes penso que bem que deveriam transformar o VGL em franquia. Aí teríamos um profissional focado somente no gosto brazileiro, fora que teria-se mais tempo para compor mais apresentações. Porém a teoria é perfeita, já a prática…

  4. 4 Lucas Patricio 28/03/2010 às 10:19 pm

    “Segmento de Ace Attorney? Do jeito que o Tallarico é, vai querer tocar Guilty Love.”

    Hahaha FATO XD

  5. 5 Alexei Barros 29/03/2010 às 8:44 pm

    @ Radical Dreamer

    Hehe, acho que consegui resumir em um parágrafo todas as minhas maiores críticas ao show. E estou com você na expectativa pelo medley do Sonic. Penso eu: se a performance do CD for a do show em Nova Orleans, o que vão fazer com aquela gravada para o primeiro disco que acabou ficando na geladeira por que a Sega ainda não havia liberado os direitos autorais? Deve continuar na geladeira pelo jeito.

    @ Geraldo / Lucas

    Nossa, se fosse a “Guilty Love” não me cansaria de elogiar pela ousadia, visto que a música nem apareceu nos três concertos da série. Se acontecer mesmo de entrar Phoenix Wright para o set list – digo “se” porque o Tallarico já citou vários jogos que até agora não apareceram -, deve ser a opção mais básica de todas, que seria, claro, a “Naruhodou Ryuuichi Objection!”.

    @ Vinicius

    “E nós cariocas ainda queremos nosso DVD! (eu apareço nele, hehehe”

    Eu não contaria mais com isso. No máximo, uns flashes do show do Rio vão aparecer no DVD gravado em Nova Orleans como não é em alta definição.

    Olha de certa forma eu já considero o VGL uma franquia. Por ser uma turnê intenacional, eles dependem de organizadoras em cada país, e repare como há versões do site oficial em diversos idiomas. Aqui no caso do Brasil o grande problema é que a organização, além de cometer equívocos amadores, como tirar e colocar as cidades do site oficial sem a confirmação decisiva, publicar releases com erros de português e de informação (apresentaram o Norihiko Hibino como o “compositor do Metal Gear Solid”), parecem não entender do assunto, como é um nicho bem específico. Eu jamais imaginaria que partisse da organização brasileira o VGL tocar “Canção do Povo” para homenagear o público brasileiro, como você havia dito.

    Pelo que li em entrevistas, a localização da apresentação de cada cidade, por assim dizer, acontece por uma abordagem do Tallarico com o público e com a imprensa local para saber quais são os segmentos mais famosos em cada país. O problema é que além de ser um processo extremamente demorado (pelo menos um ano), as atrações específicas para cada localidade ocorrem dentro de variações mínimas, sem abrir mão de números que eles consideram fundamentais e que para os brasileiros nem sempre é tão interessante como eles imaginam – a maioria dos relatos que vi, se não me falhe a memória, não curtia as músicas do Halo.

    Como disse no meu relato do VGL 2009 em SP eu respeito quem gosta, mas acho que as poucas novidades são apenas uma parte dos meus desgostos com o show.


  1. 1 Trailer do especial da PBS do Video Games Live « Hadouken Trackback em 06/09/2010 às 1:51 pm

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