Arquivo para janeiro \23\-03:00 2010



Cante e Dance com Suda51 + Cloud clone em NMH2

Por Claudio Prandoni

Estamos muito, muito perto do lançamento de No More Heroes 2. Meio que sem querer querendo, o game designer Goichi Suda voltará a receber luzes dos holofotes midiáticos e aproveitar isso para promover a nova aventura de Travis Touchdown e disparar um bocado de saborosas declarações nonsense regadas a cultura pop. Tipo um Hideo Kojima mais divertido.

Enquanto a data não chega de verdade verdadeira, vamos conferir o amigão Suda51 pagando mico com a grande vergonha alheia que é o tal do Just Dance, da Ubisoft para o Wii. Acredite ou não, o jogo está fazendo o maior sucesso na Inglaterra.

Como bom apreciador da cultura ocidental – do melhor ao pior – Suda mostra desenvoltura, ou coisa parecida, em “U Can’t Touch This”, do MC Hammer, e ainda se diz fã de hardcore techno (!?).

Em tempo, fuxicando algumas imagens de No More Heroes: Desperate Struggle encontrei referências ao inigualável Cloud Strife no game, mais especificamente como um dos assassinos que Travis. O cara é loiro, tem cabelo espetado de maneira similar ao herói de FF VII, a camisa dele é de textura similar e há até vários penduricalhos ao estilo Tetsuya Nomura e uma espada laser com cabo igual à da Buster Sword – e formato luminoso também parelho.

Aliás, chuto eu que ele também faz referência a Squall Leonhart e sua Gunblade com essa exagerada pistola cheia de tambores de balas. Confere?

Olhaí embaixo, revivendo o meme das imagens do IGN.

Riesa TV – reportagem sobre o Super Mario Galaxy – A Musical Adventure

Por Alexei Barros

Um jogo que para mim provoca um efeito catártico de nostalgia é Super Mario Bros. 3. Qualquer faixa que ouvir vou reconhecer e me lembrar. Pois então, o Super Mario Bros. 3 do século XXI é Super Mario Galaxy (até mesmo pela presença da  “Attack! Koopa’s Fleet”). O poder do personagem permanece inabalado depois de mais de 20 anos.

Como prova disso é a declaração do afortunado infante alemão que assistiu ao concerto pedagógico Super Mario Galaxy – A Musical Adventure na reportagem da Riesa TV. Ele diz que reconheceu todas as músicas, menos a “Drip Drop Galaxy”, que ouviu pela primeira vez na hora. Mais incrível, gostou mais dos arranjos ao vivo do que das versões originais do jogo. Essa uma reação parece ser comum entre as crianças que acompanharam a performance e se extasiavam toda vez que o apresentador Mike Zaka mencionava “Super Mario”.

Até o momento o Super Mario Galaxy – Musical Adventure é um sucesso porque se cogita fazer mais apresentações além das seis normais nos próximos meses dependendo da disponibilidade das casas de concerto. Também é estudada a possibilidade de torná-lo fixo no programa de concertos escolares. Como as crianças germânicas são sortudas.

O vídeo está todo em alemão, mas mesmo quem não conhece o idioma é possível ter uma ideia geral do espetáculo: melhor do que ver somente fotos. Clicando na imagem você será redirecionado para o site da Riesa TV.


Grato ao Thomas Boecker pelas informações e pelo link da reportagem.

E mais outros dois samples de Sekaiju no MeiQ³


Por Alexei Barros

Alguém me diga que haverá um álbum Super Arrange Version do Sekaiju no MeiQ³. Com participação da [H.] como no Sekaiju  no MeiQ², por favor. Porque o quarto sample liberado no site oficial retomou a minha empolgação da primeira amostra: uma música animada, grudenta, que a mim combinaria com um arranjo jazz fusion. Também saiu a quinta, e esta tem toda a cara de tema de tela-título, com a abertura à la Actraiser.

Ouça, enfim:

“Music 04”
“Music 05”

[via Sekaiju no Meikyuu III]

Masashi Hamauzu sai da Square Enix

Por Alexei Barros

Já está virando epidemia. Vamos fazer uma recapitulação das saídas de compositores em 2009: Michiru Yamane e Akira Yamaoka se retiraram da Konami, Tetsuya Shibata (com participações nas séries Devil May Cry e Monster Hunter) e Shusaku Uchiyama (Mega Man 8, Resident Evil 2) deixaram a Capcom e Junya Nakano (Final Fantasy X) se demitiu da Square Enix.

O mais novo integrante da lista de egressos e primeiro de 2010 era ninguém menos do que o principal compositor da produtora nos tempos mais recentes, o alemão Masashi Hamauzu, conforme se especulava desde o ano passado. A sua evasão sucede o lançamento de Final Fantasy XIII, justamente o que tem tudo para ser a sua obra máxima, e a pouco mais de uma semana do lançamento da trilha sonora. O motivo não foi revelado.

Sinceramente? Ainda que um acontecimento desse cause comoção, não vejo mudanças profundas tanto para a Square Enix como para ele. Digo isso pelo que aconteceu com Nobuo Uematsu, Yasunori Mitsuda, Yoko Shimomura, Hitoshi Sakimoto, Kenichiro Fukui, Hiroki Kikuta… em todos esses casos, a relação entre compositor e produtora permaneceu a mesma, ou seja, Uematsu continua compondo para a série Final Fantasy, Sakimoto para FF Tactics, Shimomura prossegue com Kingdom Hearts e Mana e por aí vai. Por isso, não vejo por que não um novo álbum no estilo do Vielen Dank no futuro.

Coincidentemente, hoje saiu no site oficial da OST a primeira parte dos comentários em vídeo dele o qual fiz questão de transportar para o YouTube. A segunda parte chega daqui a uma semana e a última no dia 3 de fevereiro. Não entendi nada do que ele falou em japonês (como fizeram falta aquelas legendas em coreano), só consegui destacar um “Dragon Quest” em 0:28.

Grato ao Fabão pela dica do vídeo via Twitter.

[via SEMO, FFXIII OST]

De volta ao ensino fundamental


Por Alexei Barros

Quatro episódios (e mais um em produção e outro em planejamento), um filme em animação… será que não é o suficiente para justificar um concerto exclusivo de Professor Layton? Não sei em termos de popularidade no Japão (quantas outras também não poderiam?), porque a abundância de músicas de qualidade me parece o bastante – lembrando que até hoje a franquia teve uma única aparição com o “Professor Layton and the Curious Village” no Press Start 2008.

A trilha sonora do quarto capítulo da série, Professor Layton and the Devil’s Flute, jogo lançado em 26 de novembro de 2009 no Japão que corresponde ao primeiro da trilogia de prequelas, mantém o alto nível de inspiração estabelecido pelo combo formado pelas composições de Tomohito Nishiura, autor da maioria das trilhas da Level-5, arranjos do saxofonista Norihito Sumitomo e performance da Layton Grand Caravan Orchestra, grupo de instrumentistas reunido especialmente para a gravação dos álbuns. Nesta OST o time ainda recebeu o reforço da arranjadora Yumi Eishima,  conforme comentou em seu blog. Aparentemente é desconhecida e/ou novata no meio da game music.

Bem como fiz no post “Professor Layton: uma escola de música”, comentarei sucintamente apenas as faixas executadas por instrumentos reais, que são as verdadeiras jóias da trilha. As releituras da primeira e a terceira são obra de Norihito Sumitomo, ao passo que a segunda e a quarta da Yumi Eishima.

“Theme of the Devil’s Flute”

O estilo da entrada jazzística no piano (só esta parte, que fique bem claro), lembra para mim a “Intro Theme” do revolucionário (adjetivo posto em resposta aos comentários degradantes que costumo me deparar) GTAIII. Mas só o piano. Quando o violino afiado toma a música, seguido pelo acordeão, somos agraciados com a sonoridade característica da série que remonta uma certa atmosfera europeia. O restante das cordas confere o pano de fundo para os solos alternados de, respectivamente, acordeão, violino e piano, até que chega o momento do violão mostrar a que veio em demonstração virtuosística. Seria a melhor música principal da série?

“Puzzle 5”

Os temas de puzzles costumam ser bem tranquilos, afinal você não conseguiria resolver quebra-cabeças com músicas explosivas. O quinto representante da estirpe inicia com sutis variações de piano e xilofone (ou pelo menos timbres que remetem ao instrumento), mas adquire proporções impensáveis para o que se poderia imaginar a princípio.

“Theme of the Last Battle”

Uma pintura de música. Simplesmente maravilhosa. Violoncelos e violinos compõem uma harmonia que transmite o nervosismo e o momento singular da última batalha, seja como for o combate. A mesma sequência é repetida, e os elementos se completam de maneira sublime que não cansa. Fatalmente elejo como a minha preferida do quarteto.

“Descole’s Theme”

Um início imponente precede a reprodução de uma melodia majestosa. Depois da participação dos metais, a música fica ainda mais bonita com enfeites da harpa muito frequentes nos arranjos do Hayato Matsuo. Acaba rápido, mas é uma maravilha.

Fiquemos agora no aguardo para a próxima aula de música (vulgo a trilha do quinto capítulo, Professor Layton and the Mask of Miracles), que deve acontecer no segundo semestre 2010. Mentira, porque já dia 23 de janeiro sai a Professor Layton and the Eternal Diva Original Soundtrack, correspondente à supracitada animação.

Agradecimentos ao Farley pela preciosa dica.

Novo hino mundial do Alex Kidd

Por Claudio Prandoni

Lembra quando o maestro Barros falou exatamente aqui sobre uma coletânea musical do Alex Kidd?

Isso mesmo, é uma que ainda teria como bônus e tal uma faixa cantada pelo carismático desafinado Takenobu “Daytonaaaaaaaaaaaa” Mitsuyoshi!

Pois bem, como aqui é aqui, vulgo Brasil, fica difícil arranjar esse tipo coletânea, mas nada que a magia tecnologia da Internet não resolva. No vídeo logo acima você pode ouvir “Alex no Uta”, a tal canção cantada aí.

O achado é cortesia do velhaco Orakio, lá do Gagá Games, que nem precisou comprar um bolo nos confins de uma gruta à beira mar para conseguir o víde – mas soube que ele precisou rezar 100 vezes na vilazinha ninja para conseguir a permissão do 00Agent, do Passagem Secreta, para publicar a música.

Gostei da levada hardcore e o Mitsuyoshi canta tão empolgado que dá até pra relevar o desafinamento – que, convenhamos, já foi pior. Bem pior!

A glória anônima de Hércules no DS

Por Claudio Prandoni

Esta semana sai sorrateiramente um instigante, porém pouco alardeado título para Nintendo DS.

Em uma época em que grécia antiga relembra apenas a violência fantástica e exuberante de God of War e o filme 300, é interessante ver uma abordagem do mesmo assunto mais focada no enredo como acontece em Glory of Heracles.

Sexto da série e quinto da linhagem principal, este Glory of Heracles é o primeiro a sair no ocidente, preenchendo essa lacuna existente desde o já longe ano de 1987, quando saiu o primeiro game para NES.

Além de buscar inspiração em várias, várias histórias da mitologia grega, a franquia chama atenção por ser um dos primeiros trabalhos de Kazushige Nojima, roteirista que não prima muito por um bom estado odontológico, mas arrasa ao bolar enredos. A carreira amanheceu em Glory of Heracles, mas hoje em dia o cara já ostenta orgulhoso as histórias de vários Final Fantasy e Kingdom Hearts, incluindo FF VII e praticamente todos os filhotes dele.

O mais bacana é que o cara não abandona a cria e assina também a história deste novo Glory of Heracles. Aliás, não se engane com o nome: o fortão Hércules (que não é o Kevin Sorbo) é apenas coadjuvante da parada, visto que o herói mesmo é um carinha sem memória cavaleirinho básico de RPG. O que me leva a outro ponto: Glory of Heracles é RPG classicão japonês, com batalhas por turno, muito blablablá e coisa e tal. Confesso que parece enfadonho, mas acho que o ponto forte vai acabar sendo a história, o que para mim já deve ser o suficiente para prender a atenção.

Aproveitando, já poupo o maestro Alexei do post musical: o compositor do jogo é Yoshitaka Hirota. Como compositor ele possui poucos trabalhos notáveis, destacando-se principalmente pela série Shadow Hearts e DK Jungle Climber, mas na função de programador de efeitos sonoros tomou parte em obras memoráveis da Squaresoft (sim, Squaresoft), como Final Fantasy VI, VII e VIII, Seiken Densetsu 3, Parasite Eve, o fantabuloso Super Mario RPG e os além-do-bem-e-do-mal Chrono Trigger e Chrono Cross.

Lá fora, nos terrenos gringos, a Nintendo foi criativa e temática e mandou os cartuchos de teste para a imprensa em um simpático Cavalo de Tróia feito de papel, bem parecido com o que aparece no game. Duvido que isso role por aqui, mas seria bacana se as lojas tivessem cavalinhos como esse como preças promocionais.

Os trailers ocidentais não são tão bons, então coloco o extenso vídeo japonês que dá uma noção básica melhor da brincadeira – ou ao menos agrada com os muitos trechos em anime. Será que eles estão no cartucho também?

“Mother String Trio Ver.” – Mother (Ensemble Game Classica)

Por Alexei Barros

Na ocasião dos 20 anos da série Mother completados em 2009, publiquei diversos vídeos musicais maternos que você deve se lembrar – ou não. Porém, o que segue suplanta todos os anteriores. Ou pelo menos empata com o empolgante “Mother Medley” da Low-tech Son e T.E.O.

A seleção de faixas é a mais abrangente, e cada vez mais me dou conta da inspiração de Hirokazu Tanaka e Keiichi Suzuki à época – muitas ideias vieram de músicas famosas, aliás. Hits como “Pollyanna (I Believe in You)”, “Snowman” e “Eight Melodies” (esta numa versão que lembra mais o tema de encerramento “The End”) foram interpretadas no trio de cordas da Ensemble Game Classica, mas, como sempre, brilham as seleções de faixas mais obscuras. A divertidíssima “Drugstore” (1:15), também presente na continuação, EarthBound, é uma música icônica que nunca deveria ter sido esquecida em outros arranjos. Melhor ainda ficaram os temas de combate de toada rockabilly (isso que o gênero nem faz minha cabeça), como “Battle with a Flippant Foe” (2:35) e principalmente “Hippie Battle” (4:18). O nervoso “Battle with a Dangerous Foe” (8:41) então ficou um espetáculo – imagino uma orquestra grandiosa interpretando a melodia. Fiquei curioso apenas para ouvir como ficaria a “The Paradise Line” com este tipo de releitura.

A qualidade da gravação está péssima (para completar, há umas manchas esverdeadas bisonhas do vídeo), mas o áudio pode ser contemplado sem contratempos. Abaixo ainda segue a descrição detalhada do medley. Devo revelar, contudo, que não estou muito certo do trecho que inicia em 5:22 e começa a “Magicant”. Acredito que esqueci de alguma faixa, só que já estava ficando maluco tentando descobrir. Portanto avise se souber.

“Mother String Trio Ver.”

“Introduction” ~ “Drugstore” ~ “Pollyanna (I Believe in You)” ~ “Battle with a Flippant Foe” ~ “Snowman” ~ “Hippie Battle” ~ “Cave of the Tail” ~ “Magicant” ~ “Battle with a Dangerous Foe” ~ “Wisdom of the World” ~ “The End”

Comerciais gamers: Tatsunoko vs. Capcom

Por Claudio Prandoni

Confesso que desde que anunciaram a versão ocidental de Tatsunoko vs. Capcom dei um tempo sobre comentar por aqui cada rastro de poeira a respeito do game.

Mas agora, com a proximidade da tão sonhada data, fica difícil se conter em relação a alguns elementos mais fantabuloso.

Tipo esse comercial aí acima. Via de regra, animações em stop motion já são absolutamente fantásticas, mas esse comercial do jogo supera qualquer paradigma do gênero, apresentando uma animação fluida soberba. E, claro, ainda apresenta os carismáticos Ryu e Mega Man Volnutt – e ainda conta com o bônus de ser de um jogo fantástico.

Já falei que acho Tatsunoko vs. Capcom muito bom?

O programa do Super Mario Galaxy – A Musical Adventure


Por Alexei Barros

Quisera eu voltar a ser criança para aprender música com as magistrais composições do Mahito Yokota e Koji Kondo do Super Mario Galaxy. Claro que não passa de uma ilusão para mim, mas é a pura realidade para as crianças alemãs em torno de 7 a 10 anos que terão o júbilo de assistir ao concerto pedagógico Super Mario Galaxy – A Musical Adventure, que ocorrerá nos dias 20, 21 e 22 de janeiro na Alemanha.

Como disse na nota publicada em junho de 2009, trata-se de uma apresentação destinada a introduzir aos infantes noções básicas de instrumentos e conceitos musicais. Na realidade, já aconteceu em 2006 também na Alemanha uma iniciativa similar, também com game music, intitulada Heroes of Imagination. A diferença é que agora só haverá músicas do Super Mario Galaxy arranjadas especialmente para a ocasião por Jonne Valtonen, que conseguiu cumprir a tarefa entre o cansaço pós-Symphonic Fantasies e os preparativos do Symphonic Legends, que ocorrerá em setembro.  Interessante que todas já eram naturalmente orquestradas na trilha original, com exceção da minimalista “Teardrop” (a.k.a. “Drip Drop Galaxy”).

Ainda haverá um ator para contar a história inspirada no jogo, e a performance será da Neue Elbland Philharmonie, uma orquestra profissional do estado da Saxônia que costuma realizar mais de 140 apresentações por ano.  A recepção da imprensa local foi tão positiva com a novidade que haverá um espetáculo a mais que o planejado inicialmente – serão seis no total.

Abaixo você confere o set list, com os tradicionais links para as versões originais:

01 – “Super Mario Galaxy Overture”
02 – “Starbit Festival” ~ “Attack! Koopa’s Fleet”
03 – “Peach’s Castle is Stolen”
04 – “Rosetta’s Comet Observatory”
05 – “Into the Galaxy”
06 – “Egg Planet”
07 – “Drip Drop Galaxy”
08  – “Wind Garden”
09 – “Ghostly Galaxy”
10 – “Battle for the Grand Star”
11 – “Dawn ~A New Morning~”


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