Arquivo para outubro \26\-03:00 2009



“Mayoi Ayasato ~ Gyakuten Sisters’ Theme” – Phoenix Wright: Ace Attorney (Gyakuten Saiban Special Courtroom 2008 Orchestra Concert)

Por Alexei Barros

Como não publiquei isso antes? Para quem conhece a série Ace Attorney, a “Mayoi Ayasato ~ Gyakuten Sisters’ Theme”, tema das irmãs Maya e Mia Fey, é uma das mais icônicas, e não haveria muita novidade no vídeo se não fosse por uma particularidade. Na execução da “Mayoi Ayasato ~ Gyakuten Sisters’ Theme” do Gyakuten Saiban Special Courtroom 2008 Orchestra Concert o maestro Hirofumi Kurita cedeu a batuta para Noriyuki Iwadare, mesmo ele não sendo o autor deste tema – foi composto por Masakazu Sugimori.

Quem se recorda da “Mayoi Ayasato ~ Gyakuten Sisters’ Theme” do Gyakuten Saiban Orchestra Album notará que o tema foi modificado. Isso se deve ao fato de que Iwadare, conforme revelado em entrevista ao OSV, precisou fazer novos arranjos porque não caberia um piano (de cauda inteira pode chegar a 3 metros de comprimento) no palco do Shinjuku Bunka Center, ainda mais porque Iwadare solicitou à Tokyo Philharmonic Orchestra cordas e percussão adicionais, então as releituras que utilizavam o piano precisaram ser repensadas. Nesta, por exemplo, nota-se que o cravo foi excluído.

Abaixo a performance, e eu já fico matutando se haverá outro concerto de uma série específica da Capcom em 2010, como teve a apresentação de Monster Hunter nesse ano.

The Last Guardian: diário do desenvolvedor e trailer da TGS 2009

Por Alexei Barros

Algo de estranho aconteceu no Hadouken: esse vídeo do The Last Guardian foi revelado há quase um mês na Tokyo Game Show 2009 e mesmo sendo desde sempre um dos jogos mais aguardados por cinco entre cada quatro topeiras ninguém se lembrou de publicar.

Pois então, faço agora. A primeira parte faz uma retrospectiva da breve (em termos de quantidade de jogos) trajetória do Team ICO, e logo em seguida há declarações do gênio subestimado Fumito Ueda sobre o indecifrável animal que acompanha o garoto protagonista. Também se vê alguns esboços e um pouco da rotina do estúdio, que tem a regalia de trabalhar sem prazos. Levando em conta que ICO saiu em 2001 (o vídeo diz que foi em 2002, mas essa é a data de lançamento europeia, não a japonesa e a americana) e Shadow of the Colossus em 2005, supostamente deveríamos ter The Last Guardian neste ano… não é o que irá acontecer. O Team ICO já não é mais um time olímpico.

A outra parte traz o trailer. Não entrarei em detalhes sobre as imagens, mas chamarei a atenção para o que quase não costumo falar: a música. Aquele primeiro vídeo que vazou (quando o jogo ainda era conhecido como Project Trico) e foi melhorado para a E3 2009, utilizava como tema de fundo a “Opening Titles” do filme Ajuste Final (Miller’s Crossing). Novamente se ouve a composição, só que em um arranjo diferente, o que leva a crer que não se tratava de uma medida provisória, e que a faixa do filme estará de fato na versão final do jogo.

“Overworld” – The Legend of Zelda (Games in Concert 2)

Por Alexei Barros

O quê? Você que sempre reclama das músicas sendo executadas à exaustão me publica um arranjo completamente manjado da “Overworld” do Zelda?

Calma. A “Legend of Zelda Theme” originalmente arranjada por Toshiyuki Watanabe (o compositor da “Waves of Morning Haze” do Shenmue citada no post anterior) no seminal Orchestral Game Concert (1991) foi executada até não poder mais em quase todos os concertos do mundo, mas inexistiam até então registros em vídeo com qualidade de imagem e áudio e performance decentes. Sobretudo sem reações endoidecidas da plateia.

Pois então, os holandeses tocaram a versão do OGC no primeiro Games in Concert (2006) e a reprisaram no Games in Concert 2 (2007), que corresponde à gravação publicada abaixo. Tem um detalhe importante também: a Metropole Orchestra não é exatamente uma orquestra sinfônica, e por isso o arranjo do OGC foi adaptado para uma gama maior de instrumentos. Repare logo de início como os saxofones – instrumentos que geralmente inexistem em uma orquestra convencional – conferem um tempero extra. No mais, é uma performance de alto nível: eu prefiro a repetição com qualidade do que a novidade porcamente realizada.

Revelada a identidade do compositor Ogeretsu Kun

Créditos do Mega Man 2Por Alexei Barros

Essa é uma nota absurdamente hardcore, portanto se você não se interessa por quem faz as músicas, o texto a seguir não é muito recomendado. Aclamada como uma das melhores de todos os tempos, a trilha sonora de Mega Man 2 é creditada ao trio de compositores Ogeretsu Kun, Manami Ietel e Yuukichan’s Papa, como comprova a foto.

Como se poderia imaginar, os nomes são pseudônimos – estapafúrdios demais para serem os verdadeiros. Com o passar do tempo, seja por meio de entrevistas ou pelos créditos dos álbuns lançados, foi descoberto que Manami Ietel e Yuukichan’s Papa são, respectivamente, Manami Matsumae e Yoshihiro Sakaguchi. Contudo, pairava a dúvida acerca da identidade de Ogeretsu Kun. Uma incerteza que durou décadas e finalmente foi revelada graças ao GeOnDan Video Game Creator’s Alliance, uma espécie de sindicato dos compositores games japoneses liderado pelo ex-Konami Yuji Takenouchi. A coalizão já inclui um número generoso de associados, incluindo Yasunori Mitsuda, Noriyuki Iwadare, Michiru Yamane, Michiko Naruke, Kenichiro Fukui, Kenji Ito, Ayako Saso, Shinji Hosoe, Takenobu Mitsuyoshi, Akira Yamaoka, Hiroki Kikuta, Motoaki Furukawa…

O nome real de Ogeretsu Kun é Takashi Tateishi, conforme suspeitava o mestre da investigação CHz no fórum do VGMdb. Não só isso, como foi revelada outra alcunha: Takashi Sasugano. São escassas mais informações, haja vista a foto de um cachorro no perfil dele, e ainda restam dúvidas sobre a autoria de cada faixa da trilha do Mega Man 2, mas é um avanço e tanto, levando em conta que até mesmo o GMCL, banco de dados supremo de compositores, considerava a real identidade do Ogeretsu Kun como desconhecida. Além disso, foram confirmadas outras participações de Tateishi, como os arcades Side Arms Hyper Dyne, shmup de Yoshiki Okamoto, e Willow, baseado no filme Willow – Na terra da magia, talvez um dos melhores jogos licenciados já feitos.

“Waves of Morning Haze” – Shenmue (Games in Concert)


Por Alexei Barros

Shenmue. Superprodução de 50 milhões de dólares de Yu Suzuki, com trilha elaborada por um time competente que incluiu Takenobu Mitsuyoshi, Yuzo Koshiro e Hayato Matsuo. Embora existam músicas muito bonitas, jamais apareceu em um concerto japonês, e somente veio a ser executada a “Shenmue ~Sedge Tree~” no First Symphonic Game Music Concert (2003), com reprises na turnê PLAY! A Video Game Symphony e no PROMS That’s sound, that’s rhythm (2008).

Os holandeses do Games in Concert (2006) não se contentaram em escolher o mesmo tema apenas por ser o mais difundido. Pegaram a deslumbrante e inspiradora “Waves of Morning Haze”, assinada e arranjada por Toshiyuki Watanabe no álbum Shenmue Orchestra Version. Como tocar a faixa se utiliza um instrumento raro, o kokyu (como um shamisen diminuto)?

O atrativo de reproduzir game music ao vivo nem sempre é imitar todos os instrumentos da original, mas sim encontrar saídas dentre as possibilidades disponíveis para que fique parecido, apesar de não 100% idêntico. Não raro, o resultado supera a versão do jogo. Para isso é preciso criatividade. Solução encontrada: o kokyu foi satisfatoriamente substituído pela guitarra. Apurada e sutil, não sobressai de maneira estridente. Mistura-se à sinfonia com naturalidade.

Seria tudo perfeito se não fosse por um detalhe. Tiveram a infeliz ideia de incluir durante a execução a participação do Eboman, um rapaz que cria ruídos eletrônicos com os movimentos do corpo por meio de um traje personalizado. Veja o vídeo incompleto dessa performance para entender melhor. Se no segmento de Metal Gear Solid 2 com muita boa vontade quase combinou, no número de Shenmue ficou totalmente fora de contexto e deslocado com o clima de introspecção da peça. Pelos relatos que vi, foi unanimidade o repúdio ao Eboman, tanto que ele nunca mais voltou na série Games in Concert. Confesso que até fiquei com pena do coitado.

Não obstante, recomendo a audição (se possível ignorando os incômodos barulhos discrepantes), pois foi gravada da transmissão do rádio, ou seja, apresenta boa qualidade. Obrigado ao Laurens Kemeling por fornecê-la.

“Waves of Morning Haze” (Shenmue, Games in Concert)

Final Fantasy XIII Original Soundtrack anunciada

Final Fantasy XIII Original Soundtrack
Por Alexei Barros

Lançamento que já era esperado e finalmente foi confirmado: Final Fantasy XIII Original Soundtrack, trilha sonora original de FFXIII. Quando? Dia 27 de janeiro de 2010 em duas versões. No Japão, o jogo chega ao PlayStation 3 em 17 de dezembro de 2009.

A primeira tiragem, de número de catálogo SQEX-10178~82 (foto), incluirá embalagem especial, livro de artes de 32 páginas e o CD drama “FINAL FANTASY XIII Episode Zero-Promise-Story01-ENCOUNTER-“, que contém a versão narrada da novelização que está sendo publicada no site oficial, com a participação dos dubladores do jogo e roteiro de Kazushige Nojima e Motomu Toriyama. Custará 5250 ienes (quase 99 reais, ignorando impostos), ao passo que a versão normal, de catálogo SQEX-10183~86, sairá por 3990 ienes (75 reais) com quatro discos ao todo. Antes, dia 2 de dezembro, será publicado o single Kimi ga iru kara, com as duas canções interpretadas pela Sayuri Sugawara: “Kimi ga iru kara” e “Eternal Love”.

Desta vez a trilha não trará nenhuma composição inédita do Nobuo Uematsu, que concentra todos os seus esforços nas músicas de Final Fantasy XIV. Como se sabe, Masashi Hamauzu assumiu o encargo e pelas amostras do site, da demo e da FFXIII Premiere Party tem tudo para ser um dos maiores trabalhos dele, quem sabe ombreando ou até superando Unlimited SaGa.

Grato ao Fabão pela confirmação das informações.

[via Neowing]

Novas aparições de Alex Kidd na motoca em Sega All-Stars Racing

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Por Claudio Prandoni

Só para constar o registro: surgiram duas novas imagens do Alex Kidd em Sonic & Sega All-Stars Racing – renderam até um banner comemorativo.

Isso, em conjunto com o anúncio do Ryo, de Shenmue, como personagem jogável mostram bem que desta vez a Sega realmente não quer dar mancada com a gente.


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