Playback ao vivo [atualizado]

Por Alexei Barros

Vai parecer perseguição porque é a quarta vez que posto basicamente o mesmo arranjo do Chrono, sempre criticando, mas sei que muitas pessoas não se dariam ao trabalho de conferir se fosse uma mera citação no Twitter. Sobretudo depois do que escrevi.

Por mais que alguns fanboys relutem em aceitar, o Video Games Live usa sim playback. Isso aconteceu já na primeira apresentação no Hollywood Bowl em 2005, basta reparar nos efeitos eletrônicos impossíveis de serem feitos ao vivo no segmento de Metal Gear Solid. OK, passável. Com o decorrer do tempo foi possível perceber que a base das músicas também é pré-gravada, como o baixo elétrico e bateria nos números de Castlevania e Mega Man. Repugnante, mas dá para encarar fazendo força.

Além disso, desde 2008 ouço boatos de que instrumentos habituais da orquestra são reforçados por playback, porém confesso que nunca consegui confirmar com absoluta certeza, seja pelos vídeos do YouTube ou ao vivo porque os shows acontecem em ambientes escuros, com luzes coloridas para todos os lados, telões e performances exibicionistas – tudo para tirar a atenção do que está sendo tocado pela orquestra como cansei de falar.

Eis que faço minha patrulha habitual em busca de novidades no YouTube e vejo um vídeo da apresentação de ontem, dia 25 de outubro de 2009, em Nova Iorque. A spalla da orquestra se levanta para fazer o solo de violino da “Scars of Time” e começo a desconfiar de certa falta de sincronização. Revendo com atenção, o engodo é desmascarado. Graças ao erro da instrumentista e à exibição no telão, fica explícito que o solo de violino é playback. Repito, o solo de violino é playback. O ponto crucial é 3:19. Observe no telão da direita que a musicista está com o arco fora do violino e ainda assim se escuta o solo começar.

Considero não só desrespeito com o público que pagou ingresso para um show que se intitula Video Games LIVE, como para a própria spalla. Fica no ar a mensagem “não confiamos que você vai conseguir fazer esse solo de violino, então qualquer coisa colocamos o playback para garantir”. Convenhamos, usar playback para compensar a performance de orquestra é um subterfúgio muito rasteiro para uma turnê que quer comprovar a significância cultural da game music.  E responde a dúvida de muitas pessoas que achavam que apenas no Brasil a qualidade era baixa, afinal tudo aconteceu numa metrópole como Nova Iorque, no país onde o show foi criado.

Em uma palavra: vergonha.

[ATUALIZAÇÃO] Eis que dois anos depois da publicação do post o próprio Tommy Tallarico esclareceu toda a questão do playback do Video Games Live: veja o comentário completo aqui. De acordo com ele, o VGL usa playback somente para os instrumentos que não estão no palco e, no caso da “Scars of Time”, o solo de violino nem sempre é feito pelo spalla que fica de pé. Peço desculpas pelo mal entendido.

21 Responses to “Playback ao vivo [atualizado]”


  1. 1 joão seboso 26/10/2009 às 6:49 pm

    aff não inventa cara.

    Por acaso você tem ouvidos tão apurados pra perceber uma coisa dessa?

    Os caras são profissionais e não fariam isso.

    Você tá querendo bancar de detetive com uma coisa que não tem nada haver.

    Porra: A spalla da orquestra se levanta para fazer o solo de violino da “Scars of Time” e começo a desconfiar de certa falta de sincronização.

    Você tem um senso de percepção incrivel !

    • 2 igorsan 26/10/2009 às 9:09 pm

      caro Seboso,

      Eu posso não ser tão influente no mundo de opinião de games como o camarada Alexei mas eu assisti a VGL em BH e escrevi a respeito do tamanho engodo que é.

      Antes de perguntar se sou detetive já respondo que não, no entando estudei música no conservatório durante 4 anos. Fui a inumeros concertos e tenha uma percepão não excelente, mas acima da média capaz de julgar o que é ao vivo e o que é som gravado.

      Mas a questão de sincronia…bem, se você tem um pouco de senestesia que seja, é capaz de ver audio e video dessincronzados. No entanto, admito que em video isso é bem normal e pode ser que, o problema seja no video.

      Porém, não acredito que a farsa de VGL seja apenas no Brasil, acredito no que o proprio organizados do show diz: é mais show de rock e menos concerto.

      Uma orquestra se recusaria a tocar de verdade com pessoas berrando, acredite. Ele vendem sua dignidade para nerds que so enxergam o show de luzes e não entendem nada de musica.

      • 3 Cosmonal 07/11/2011 às 9:04 pm

        Isso é uma distorção do VGL, afirmar que ele é uma farsa ou que “vendem sua dignidade para nerds que só enxergam show de luzes e não entendem nada de música”. Eu, por exemplo, aprendi a tocar, a performar ao teclado e piano através da game music. Desde 1992, eu PRODUZO minhas próprias versões das músicas dos jogos que gostava. Space Harrier, After Burner, Flashback, Golden Axe… tenho tudo isso e muito em K7, e tinha 13, 14 anos na época. Faço arranjos para vários instrumentos, tenho 20 anos fazendo isso. Não sou exatamente alguém que “não entende nada de música”. E simplesmente acho o VGL o único espetáculo do gênero que capta a essência da música composta para os jogos eletrônicos. Se tiver tempo de ler, igorsan, segue aí que explico melhor.

        Desde que lembro, sempre fiz versões de game music, sozinho, pela paixão e por reconhecer a originalidade de certas melodias de certos jogos, eu tirava cada parte – baixo, bateria, e os synths, etc… – e fazia no sequencer embutido do meu PSR400, era o que eu tinha na época. Depois veio o MIDI e o Windows 3.11, com os sequencers modernos. E eu fazendo e admirando game music.

        A música dos jogos não é “orquestra”. A game music não nasceu para ser performada por uma orquestra (obviamente estou falando do “dawn” e da maior parte das músicas do período “pré-redbook audio”, vamos assim chamar). Os compositores (maioria japoneses) pensavam em bandas, com baixo, bateria, um solista que poderia ser um guitarrista ou um “tecladista” com algum dos seus sawtooths, ou “synth insert-sci-fi-name-here” qualquer. Observe os arranjos de bateria feitos com ruído branco no Master System e no NES: agora traduza para bumbo, caixa, bateria, cymbal, dois tom tom e um surdo. Isso é game music, a original pelo menos e ainda, a maior parte do acervo da história da música dos videogames.

        O VGL reflete esta realidade. É um SHOW de uma BANDA, com uma parte de orquestra acompanhando. E estamos em 2011: sequências pré-gravadas fazem parte. Não estamos falando de playback como nos Menudos. Também não estamos falando da Radio Hannover alemã. Estamos falando de um evento que foi concebido com uma TELA ENORME projetando as cenas dos jogos. Um host, que conversa com a platéia (ah, e toca guitarra elétrica, maior parte do tempo com o overdrive e distortion no “on”).

        Eu respiro videogames, nas suas mais diversas formas. Tenho até um site somente sobre o assunto, faço uma série de vídeos razoavelmente produzida sobre videogames (principalmente retrogaming) e sou músico e arranjador há mais de 20 anos, graças inicialmente, à trilha sonora de Double Dragon. Inclusive, no meu site/blog (www.cosmiceffect.com.br, se tiver curiosidade), coloco versões de game music que produzo.

        Meu amigo Alexei: sublinho tudo que o Tallarico comenta abaixo (ou acima, perdido agora, rs). Acredito que seja importante o contato com o instrumento musical, com as escalas e suas relações… entender quando uma nota “estranha” é uma dissonância bem colocada ou apenas um abuso da escala cromática… junte este conhecimento aos meandros de produzir um espetáculo único como o Video Games Live, que sim, respeita a música e os videogames ao mesmo tempo. Bom, sou um daqueles “nerds gordos” que jogava Xevious e Pole Position II no arcade e joga Halo Reach, hoje. Admiro o minimalismo genial do curtíssimo loop da BG de Xevious, assim como as trilhas com alguns violinos e coros somados a uma bela bateria acústica microfonada e bem tocada, com um baixo elétrico estiloso junto. Isso é game music de Halo Reach, por exemplo.

        Mas o nerd gordo era apaixonado por Jean Michel Jarre, A-Ha e Duran Duran. Apaixonado pelo mix, e pelos arranjos que eles faziam em estúdio. O nerd, então, aos 7 anos, passou a tocar num PSS da Yamaha em casa. Hoje, possui um estúdio e produz game music – originais ou remixes. Não estou falando isso para me gabar; e sim para reforçar a idéia de que a música não deixou de ser música porque está nos videogames. Os princípios se mantém intocados. É só mais uma mídia. Portanto, certos comentários, digamos, mais técnicos, devem ser respaldados por pessoas que têm vivência não como ouvinte apenas. Acredito que isso não é suficiente, não dá embasamento suficiente para certos comentários. Acho o texto do Alexei genial, ele escreve divinamente bem – isso não é novidade alguma. E também, pelo que percebi em papos que já tivemos por aqui, é um cara humilde e saberá absorver estes comentários.

        No Play ou demais ORQUESTRAS que tocam músicas que foram originalmente compostas para jogos eletrônicos, não temos bateria, não temos guitarra, não temos um rickenbacker nas mãos de um baixista. Isso faz falta, para o verdadeiro apreciador da video game music. Afinal, até as músicas de Final Fantasy VI tinham bateria em arranjos de bateria acústica…

        Eu vou além: o verdadeiro espetáculo de game music é o Video Games Live. Isso é o que eu sinto, de coração. Ah, acompanho orquestras em minha cidade, desde o ano 2000. Ou seja, não estou falando sem o conhecimento da causa. Sei o que é escutar e já derramei lágrimas ao escutar a música da ópera “Parsifal” no Teatro Castro Alves aqui em Salvador. Eu quase que literalmente me infiltrei na organização desta ópera para conseguir um papel de figurante da mesma (e consegui), com um único objetivo: escutar os ensaios da orquestra. Perdi 1 mês inteiro de aula na faculdade, em 2002, e perdi duas matérias por causa disso. Mas, quando saio de casa para escutar a música de Sonic… é uma outra experiência. Única e exclusiva da nova mídia – que está sacudindo nossas cabeças ainda – os videogames. Não tenho certeza se quero sentar, controlar tosse, e ter intervalo entre os atos para apreciar a genial música que é o tema da Green Hill Zone de Sonic 1. Não sei se quero não poder demonstrar empolgação ao meu amigo que sentou ao meu lado, quando tocarem aquela música que traz uma carga muito forte de nostalgia tanto para mim quanto para ele. Quero poder falar nessa hora.

        Sabe os efeitos sonoros que acompanham os videogames? Pois é isso aí. Eles fazem parte, de alguma maneira, da “whole thing”. Sabe a empolgação quando você passa de fase matando aquele boss impossível, ou quando está no arcade e 3 pessoas que vc nunca viu estão torcendo pra você conseguir terminar Captain Commando? Fazendo bastante… BARULHO? Mas a música do alto-falante daquele gabinete da Capcom não deixa de tocar, e ninguém se incomoda com a mistura dos efeitos sonoros com a… música. Estranhamente, aquele música repleta de efeitos sonoros e gente falando marca nossa vida… Novamente… isso é game music. Estamos somente tentando explicá-la :)

        Um abraço, Alexei, e espero que você vá ao VGL de 2012 em posição privilegiada e conte tudo para nós! :)

        • 4 Alexei Barros 07/11/2011 às 10:17 pm

          Cosmonal, o seu comentário já valia um post… que nada… um livro!

          Bom, acho que qualquer generalização sobre o público é indevida. Note que critico o comportamento da plateia, jamais como as pessoas são ou deixam de ser, como infelizmente já li.

          Achei muito interessante a sua interpretação sobre o show, nunca havia pensado nessas analogias do jogo com o espetáculo.

          Sobre a mistura de banda com orquestra, é uma discussão beeem longa que já abordei em outros posts, mas ressalto que não é uma exclusividade do VGL. O extinto Games in Concert, por exemplo, é, para mim, o melhor exemplo dessa junção feita com perfeição.

          E, que que isso, Cosmonal, valeu pelas palavras e considerações. Fico lisonjeado.

    • 5 Wilerson 26/10/2009 às 11:10 pm

      Não é por nada, mas pra perceber esse tipo de coisa não precisa de percepção muito grande. Minha sobrinha de 8 anos notou que a Daniela Mercury (acho que era ela, não lembro) cantou o hino nacional em playback no último GP Brasil.

      “Ué tio, não é a moça que tá cantando?”
      “É”
      “Mas porque a boca dela mexe na hora errada?”
      “… !!!”

  2. 6 Alexei Barros 26/10/2009 às 7:05 pm

    Nem sei se deveria me dar ao trabalho de responder, mas lá vai…

    Eu não quero bancar o detetive, tampouco julgo ter ouvidos apurados. E não é preciso ter ouvidos apurados para perceber que o solo de violino é playback.

    Talvez o seu nível de fascinação pelo show seja tamanho que parece impossível admitir que em 3:19 ouve-se o solo de violino, mas a spalla sequer encosta no instrumento como fica absurdamente patente no telão à direita. A prova está aí, e eles fizeram isso sim. Você está brigando com as imagens.

  3. 7 Gustavo Hitzschky 26/10/2009 às 7:18 pm

    Caramba, maestro, de fato é uma das coisas mais repugnantes a se fazer em um show dito ao vivo. E não dá mesmo para brigar com a imagem, hein: claramente a moça começa a tocar depois de iniciado o solo. E nem precisa de tanto esforço e inteligência para notar uma coisa dessas…

  4. 8 Daniel Bruno 26/10/2009 às 7:40 pm

    Eu fui ver o vídeo, já pensando “deve ser implicância do Alexei”.

    Mas quando vi o tal 3’19″… MEU DEUS!

    Foi descaraaaaaado!!! E dá pra ver que não é o vídeo tá dessincronizado, a não ser que ele tenha dessincronizado naquele exato instante e depois voltado ao normal.

    Falta de respeito mesmo. E eu tenho certeza que todos ali são excelentes músicos. Não há nenhuma necessidade disso.

    A não ser que, devido ao imenso número de shows, eles façam isso com o intuito de poupar os músicos, já que uma apresentação é uma coisa pra lá de cansativa.

  5. 9 Breno 26/10/2009 às 11:15 pm

    E eu achando que ia ter que prestar uma baita atenção pra perceber a defasagem…
    A falta de sincronia música/imagem é tão grande que parece que a spalla simplesmente optou por não tocar as primeiras notas. E ela tampouco parece se incomodar de a música ter começado a tocar antes dela. Será que foi erro? Será que a partitura já não é assim? Depois dessa, não duvido mais de nada (infelizmente…).

    Alexei, você não gosta do VGL e ainda tem paciência para ficar assistindo e procurando esses piolhos? Só tenho a agradecer. Agora nós temos uma prova.

  6. 10 Alexei Barros 26/10/2009 às 11:39 pm

    @ Hitzman

    Obrigado, professor, obrigado.

    @ igorsan

    Valeu pelas palavras, mas sinceramente não me considero influente e nem tenho essa pretensão, Igorsan.

    É legal saber que você estudou música e pôde concordar com o que falei, mesmo eu não tendo nenhuma formação musical. Talvez não tenha ficado claro ao seboso (nem sei se vale a pena dar tanta atenção para alguém que sequer coloca um e-mail verdadeiro na mensagem) que quando disse “falta de sincronização”, não me referi à harmonia entre violino e orquestra, que exigiria sim um ouvido mais musical para fazer essa avaliação, mas sim à relação entre som e imagem, do que vemos e ouvimos. Notei um certo atraso entre o áudio e os movimentos da instrumentista, só que no supracitado 3:19 o arco estava afastado e se ouvia o violino. Isso está ridiculamente claro nesse vídeo, e acho incrível que alguém fale que é uma invenção mesmo com o print que coloquei no post.

    @ Daniel Bruno

    Em relação a um problema do vídeo referente à falta de sincronização que você citou, também já vi isso acontecer em uploads do YouTube, mas nesse caso acho pouquíssimo provável, seria uma coincidência incrível. Tentei procurar outras gravações, e até agora só vi outra, só que a câmera estava muito longe. Se achar eu coloco aqui nos comentários.

    Sobre o motivo para usar playback, acho que não se deve ao cansaço porque se os instrumentistas estavam ali, o que eles deveriam fazer é tocar a música, e não se justifica de forma alguma com orquestra.

    @ Wilerson

    Hahaha! Falou tudo! Agora não sei se nesse caso do GP Brasil foi só um delay. Acontece muito também com os cantores em estádios de futebol. Não vi, vai saber se foi mesmo playback. Se for, fique sabendo que sou mais a Vanusa: melhor um errado autêntico do que a perfeição artificial. :)

    @ Breno

    Eu comparei com o vídeo do A Night in Fantasia 2007 e achei curioso que o spalla da Eminence Symphony Orchestra não toca a introdução como fez essa instrumentista no vídeo. Ele espera até o momento do solo.

    Sobre o erro da instrumentista, no meu palpite isso é falta de ensaio, porque se na partitura não constar essas notas reproduzidas pelo playback o erro é mais grotesco ainda.

    “Alexei, você não gosta do VGL e ainda tem paciência para ficar assistindo e procurando esses piolhos? Só tenho a agradecer. Agora nós temos uma prova”.

    Pois é! Confesso que ainda me pergunto se vale a pena. :)

  7. 11 DGC 27/10/2009 às 12:43 pm

    Que feio!
    Sério mesmo: ISTO É UMA VERGONHA!
    Afinal o VGL é uma farsa mesmo?
    uahahah

    E mais respeito com o “maestro” Barros, Seboso.

  8. 12 Camila Schafer 27/10/2009 às 1:24 pm

    Bah, que chinelagem hein! Nunca fui num show da VGL, por isso não tenho opinião formada, mas pelo que vejo, realmente, a apresentação está se tornando cada vez mais show e cada vez menos concerto… que horror. Pelo menos podiam se intitular como “show” eu acho, ficaria menos feio e menos desrespeitoso, talvez….

  9. 13 Alexei Barros 27/10/2009 às 2:44 pm

    Para comprovar que não é, definitivamente, um problema de sincronia entre áudio e vídeo, basta ver esse vídeo do VGL na Filadélfia. A partir de 3:21 é possível reparar no telão central que em nenhum momento a spalla afasta o arco do violino da forma como foi feito nesse show em Nova Iorque. Aqui ela toca continuamente a introdução e depois o solo. No fim das contas, o erro da spalla da apresentação em Nova Iorque serviu para mostrar que esse solo (vai saber o que mais também) é um playback deslavado.

    @ DGC

    Hahahaha!

    @ Camila

    Bom, de acordo com o site do VGL é uma mistura de show e concerto… porém, dizer “exposing new generations of music lovers and fans to the symphonic orchestral experience” no site oficial é forçar a barra demais. Mesmo se fosse 100% show acho que não é justificativa para usar playback. Antes fosse essa mistura indefinida, mas totalmente ao vivo.

  10. 14 Alexei Barros 03/11/2009 às 5:30 pm

    Ainda obcecado, principalmente depois de ter lido algumas coisas. Outro vídeo da mesma apresentação, para não haver a menor dúvida. Repare na spalla em 3:29:

    P.S.: Até o violão do Jack Wall (2:26) é playback…

  11. 15 Orakio "O Gagá" Rob 04/11/2009 às 7:36 pm

    Cara, tô rolando de rir aqui com esse negócio… Alexei, acho que eu já disse isso antes, mas você é meu ídolo :)

    “P.S.: Até o violão do Jack Wall (2:26) é playback…”

    Putz, que flagra! Miiiiicoooooo!

  12. 16 Alexei Barros 04/11/2009 às 7:48 pm

    :D

    O mais engraçado é que o Tallarico apontou para o violão e depois o violino, justamente os dois pontos críticos do vídeo em que o playback é evidente. Confesso que depois que vi isso me bateu uma saudade do começo do VGL, quando era respeitável o projeto pelo menos.

    Comparando com aquele vídeo que você publicou no Gagá Games que dá para ver mais de perto, nota-se que o Jack Wall começa a tocar quando entra a flauta (2:03). Fiquei com a impressão de que ele botou tanta fé no playback que foi traído pelo excesso de confiança e errou a entrada. Que coisa feia!

  13. 17 Will 14/10/2011 às 12:05 am

    Paguei 130 mangos pra ver o VGL em Porto Alegre, e descubro que a OSPA vai tocar GRATUITAMENTE os temas dos games agora domingo que vem…. T_T

  14. 19 Tommy Tallarico 07/11/2011 às 12:13 pm

    Hi Alexei,

    Someone pointed me to your post through my Facebook page and although I had to read your commentary through the Babel Fish translator, I get the idea of what you are trying to say. Feel free to contact me directly on Facebook or e-mail (tommy@videogameslive.com) in the future if you have any questions. It saddens me that some people try to destroy the the reputation of our show… especially when we work so hard on everything and the establishment is always trying to keep game music down.

    Here is the simple answer to your question regarding the videos above. The thing you are not understanding is that most of the instruments in the symphony have individual microphones on… ESPECIALLY the violins. You can see cables running from the violins to the floor. They are tiny microphones that clip right on to the violins. We do this so that our audio engineer has precise control over the audio mix and to help us get that BIG sound that everyone enjoys so much. We’re not like a traditional orchestral show where they use only the acoustics in the room for people to hear.

    Sometimes (depending on the 1st violinist/concertmaster) they have another violinst or person in the string section to cover the beginning of the Chrono Cross solo because they find it difficult to stand up right in the middle of playing and to adjust themselves to the new height of the music and the crazy lighting going on. It looks GREAT in the show when the concertmaster/1st violin stands up… and everyone cheers at that point… so it’s a fantastic visual effect. But sometimes that same person doesn’t start (and in some instances even COMPLETE the solo… instead, another person in the string section does and then our audio engineer mixes back the concertmaster/1st violin. You used videos for your examples… so now, let me do the same. Listen to the solo here: http://www.youtube.com/watch?v=c7hE73zG64Q The timing and dynamics are played different then the example you gave.

    That being said… we DO use certain playback during very small parts of our show. BUT NOT ON INSTRUMENTS THAT ARE ON STAGE. We use it for things like drum loops, synthesizers sounds, big percussive hits and sound fx. In fact, the synth pad right at the beginning of the acoustic guitars in Chrono is the actual sound that Mitsuda-san used in the original game/score. A very critical sound that a lot of people recognize and start cheering when they hear. These are things that couldn’t be duplicated well on stage or that the stage size or time & budget could not afford. My goal was to recreate the game experience and bring it to life BIGGER and BETTER than the game! So for example… during Metal Gear Solid, I would much prefer to hear the original drum loop and synth line that the composer gave us as opposed to a cheap sounding karaoke “live” rip-off. :) Another segment where we use BIG percussion hits is in God of War. The composer Gerard Marino spent DAYS in the studio recording and layering literally HUNDREDS of different percussion sounds to get those big hits. It would be absolutely impossible to recreate those sounds on stage and therefor the segment would lose it’s power. So instead, we trigger the big sound that Gerard gave us at the appropriate times. So the sample is being played live.

    I hope this helps you to understand better.

    In regards to the last two videos with me & Jack playing guitar. The first video is completely OUT OF SYNC WITH THE AUDIO!! This happens sometimes when people upload videos to YouTube sometimes. EVERYTHING IS OUT OF SYNC on that video! Watch the entire thing. The audio is incorrectly matched! I see it a lot on YouTube. Probably something to do with the persons video codec encoding at the time. But to pick out one part of the video and say we’re not playing because it is out of sync… is ridiculous. And the second video you focus on Jack’s playing… but he CLEARLY makes two mistakes! (2:09 & 2:20) So if we were using playback… do you think we would have two mistakes in there?? So I really don’t understand that logic. Here’s one of the first videos of Chrono I randomly pulled up on YouTube… listen to Jack at that same exact part at 3:00 http://www.youtube.com/watch?v=BTkz5OtCRwc Again, clearly a mistake. I could point to hundreds of videos where I make mistakes as well… but no thanks! :) The only thing these video shows is that we ARE clearly playing and that we’re not perfect.

    So moving forward, please drop this crazy conspiracy theory. It serves no one… unless your only goal is to get people to read your blog… and I hope you are a better person than that. At this point, you can admit that maybe you were too quick to judge and that you made a mistake. It would be the mature thing to do I believe.

    And finally… I would like to invite you down to any of the VGL rehearsals next year in Brazil so you can see for yourself! Record the entire thing, sit on stage if you want. I don’t care. We have nothing to hide. I hope that you can let your anger go and that we can all be friends.

    Thanks for your time.

    Tommy Tallarico
    CEO/Executive Producer/Host
    Video Games Live
    http://www.videogameslive.com

    • 20 Alexei Barros 07/11/2011 às 9:18 pm

      Hi Tommy,

      Thanks for clarifying. Sorry for this wrong assumption. I’ve just had this assumption because I know that VGL uses playback for drum loops and rare percussions. I wouldn’t suspect this if VGL didn’t use playback in the shows. Since it’s unclear what is playback and what is played live, many people thought the same way as me – I’ve read some comments about that in Gaming Force Interactive Forums, like here.

      Just to be clear, I don’t want to get more readers with this post. I don’t receive and I don’t want to get any money with this blog, it’s just a hobby of mine. At this time (this post was published two years ago), I just wanted to share an opinion about this playback issue. Also, I don’t think that just this post from this humble Brazilian blog would destroy the reputation of Video Games Live, since the show has millions and millions of fans, as you know.

      Thanks for your appreciation,

      Alexei Barros

      • 21 Tommy Tallarico 08/11/2011 às 11:09 am

        Hi Alexei,

        Thank-you for your understanding. That Gaming Force thread you mentioned was sparked on by a jealous game music concert which is no longer around. I’m glad we were able to discuss this and hopefully in the future you can explain to others what you now know. I take great pride in listening to all fans and game music lovers… no matter how big or small. So your blog is just as important to me as the biggest gaming website or magazine.

        It’s great that you have turned your love of games into this fantastic hobby! I applaud you!! It’s the same reason I became a game composer in the first place… and the main reason I created Video Games Live. It’s all about the love and passion! So I’m sure you can appreciate and understand why it is sometimes hurtful to read untrue things on the internet. Imagine if people said you had a bunch of ghost-writers writing for you and it wasn’t really you at all. :)

        Thank-you again for your understanding and I wish you much success in the future!!

        Tommy


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