Sequências: quando saber a hora de parar

Por Gustavo Hitzschkyresident-evil-5-1_1

Semanas atrás, estava comentando com maestro Barros sobre o lance das sequências de jogos, tão abundantes hoje em dia, numa época em que arriscar com franquias novas pode não ser um bom negócio em meio à crise generalizada. A conversa começou depois que li uma nota a respeito de um suposto (e altamente provável) Resident Evil 6, que, segundo o produtor Jun Takeuchi, deverá marcar um reinício da série.

Foi então que passei a refletir sobre a seguinte questão: será que não há um determinado momento em que uma franquia necessita ser enterrada? O maestro defendeu o lançamento de spin-offs, e ele tem razão. Porém, quando analisamos a trama central de uma série e não seus subprodutos e ramificações, até que ponto vale a pena continuar contando uma história aparentemente já exaurida e encerrada?

Cito aqui o exemplo de Metar Gear Solid. Sinceramente, duvido que o glorioso Kojima-san não fará mais títulos Metal Gear. Entretanto, ele parece estar seguro de uma coisa: a franquia “Solid” terminou. E de maneira inteiramente digna, pelo menos no meu ponto de vista. O ir e vir da cronologia, as pontas amarradas ao longo de quatro jogos, a resolução dos mistérios que habitaram nosso imaginário enquanto esperávamos pelas sequências, enfim, o enredo foi todo finalizado e construído de forma a não deixar nenhuma aresta. Não há por que lançar um Metal Gear Solid 5, apesar de os rumores sinalizarem o contrário – ao que me consta, a quinta aventura seria ambientada antes dos acontecimentos de Guns of the Patriots. Particularmente, preferia que o 4 fosse o derradeiro.

Agora vejamos o caso de Resident Evil. No meu entendimento, esta é uma série que é pautada fortemente na trama – ou pelo menos assim o era no caso das incursões iniciais. O lance da Umbrella e dos vírus fatídicos, a busca por uma cura e a tentativa de impedir que ele se alastrasse. A impressão que tenho hoje é que a estória partiu para um terceiro, quarto plano. A partir do 4, todo mundo passou a falar sobre a mudança na jogabilidade – claro, não é para menos, já que o câmbio foi brutal. Ainda assim, pensar em um novo Resident Evil hoje deixou de ter a ver com o enredo. É preciso desenvolver alterações na forma de interagir com o jogo como um motivo esfarrapado para criar uma trama pífia, sem qualquer efeito envolvente. E isso eu questiono: é interessante lançar um outro capítulo de Resident Evil que apresente um script totalmente insosso?

Posso falar aqui sobre uma outra franquia só para não dizerem que é implicância com RE. Logo menos vem aí God of War III, com sua megalomania de conter cinquenta inimigos na tela sem slow downs e um show de efeitos especiais. Bacana, eu adoro God of War, mas daqui a pouco vamos ficar sem opções. Explico. Kratos vai ficar emputecido com qual deus do Olimpo da próxima vez? Quem ainda não o enfureceu? Que trama vai merecer ser narrada no futuro? Com isso, quero dizer o seguinte: para o bem de jogos que têm como foco a estória, é preciso, em algum momento, que haja um fim. Para o contentamento de todos, fãs, produtora, desenvolvedora etc. Quero me lembrar de Metal Gear Solid com aquele final espetacular, com todas aquelas referências ao passado. Gostaria de pensar em Resident Evil e me lembrar do saudoso Nemesis. Ou então Kratos planando com as asas de Ícaro. Porém, definitivamente, essas não serão as minhas últimas recordações das franquias em questão.

E não estou propondo aqui o fim de jogos como Mario e Zelda, por exemplo. Sempre vamos passar por um deserto nas aventuras do bigodudo, e o templo da água jamais deixará de ser infalível. Isso se chama tradição, palavra mais do que dominada pela Grande N. Como escrevi, esse meu argumento tem como tema os games que contêm foco no enredo, e ninguém espera que Mario não salve a princesa no final, que Link perca seu hookshot pelo caminho etc. A Nintendo conseguiu eternizar uma fórmula de sucesso que muita gente aprecia, e me incluo entre tais pessoas. O desafio dela é de outra ordem: o de reinventar a jogabilidade a cada incursão inédita, sendo que a estória não precisa ser amplamente modificada para justificar uma compra. Digamos que nesses casos a Nintendo não está interessada em fazer literatura.

Voltando ao que falava antes. Não sei o que os outros pensam, mas em determinadas séries de êxito, levo bastante em conta qual estória vai ser contada. Não me interessa saber que em BioShock 2 vou poder usar 57 plasmids ou que vou enfrentar 114 inimigos simultaneamente. Quero saber o que aconteceu com Rapture. O protagonista vai voltar? De onde veio a Big Sister na capa da GameInformer?

Existe alguma solução para isso (se é que de fato há um problema nisso tudo)? Sim. Há uma equipe que até agora lançou dois jogos, e na minha opinião dois dos maiores títulos que os videogames já viram. Trata-se do Team ICO. Certo, Shadow of the Colossus não é uma sequência decretada de ICO, mas temos a sugestão de que isso possa ser verdade. Isso para mim basta. A intertextualidade é patente para quem terminou ambos, e tal expediente demonstra a maestria e inovação dos brilhantes Fumido Ueda e Kanji Kaido. Por que não fazer com que games aparentemente distintos, com inimigos e personagens diversos, dialoguem por meio de elementos em comum? Por que não encobrir uma suposta sequência com referências, ambientação nova e enredos independentes? Não precisamos de um Shadow of the Colossus 2 ou um ICO 2, não quero mesmo que isso aconteça e sei que não vai acontecer. Muito mais interessante seria um título em que apresentasse uma personagem feminina chamada Yorda montada em seu cavalo Grao, anagrama de Agro, por exemplo. E não haveria motivo para se dizer com todas as letras que se trata de uma continuação dos outros. Pode ser que sim, como pode ser que não. É como um livro ou um filme de desenlace aberto a interpretações múltiplas, o que para mim aproximaria muitos outros jogos do conceito de arte.

Fazer jogos assim definitivamente é mais difícil. Mas se há uma equipe capaz de colocar isso em prática, então ainda me resta uma esperança. Para mim, o principal é saber a hora de parar. E se for para falar mais alguma coisa, que seja para acrescentar. É como diz um rapaz no trailer de um filme francês chamado “Entre os muros da escola”, que ainda estou por ver. “Se não for para dizer algo mais importante que o silêncio, então fique calado”. Talvez seja a hora de algumas produtoras se calarem em relação a algumas séries.

25 Responses to “Sequências: quando saber a hora de parar”


  1. 1 Platy 26/03/2009 às 7:34 am

    Ironico como a square segue essa ideia e ao mesmo tempo não (vide ff7-33) …

    Só tem um pequeno problema no texto … Resident evil e God of war nunca tiveram textos primorosos … os dialogos do resident 1 pra play 1 dão frio na espinha de tão horriveis xD
    E dialogo pra um god of war é tão util quanto pra um zelda =P

  2. 2 Ricardo Zanini 26/03/2009 às 8:57 am

    Eu assisti “Entre le Murs” ontem. Totalmente recomendado! :)

    Belo texto.

  3. 3 Wilerson 26/03/2009 às 9:00 am

    Mas em God of War a história não terminou no 2… The End Begins, e tal.

    Anyway, eu entendo sua argumentação. Daí eu olho pros quadrinhos de super-heróis que colecionei por tanto tempo e lembro que eles estão ai, continuamente, por 70 anos.

    Não duvido que apareça um jogo com o Chris Redfield daqui a 20 anos.

  4. 4 igorsan 26/03/2009 às 9:52 am

    Concordo com vc gustavo, no entanto sabemos que jogos como Ico e Shadow of Colossus são sucesso apenas entre jogadores que estão dispostos a tentar novidades e não se prendem as grandes franquias. NO final, apesar de não venderem horrores, esses jogos vendem bem, mas sabemos que a maneira que a industria é movimentada hoje ela não pode viver apenas desses jogos. Por isso temos um jogo como esses dois a cada 3 ou 4 anos e só.

    Sou defensor de histórias fechadas, sem continuações infinitas. Concordo também que Mario e Zelda são outros gêneros, que justificam novas aventuras, até porque nem são sequencias…

    Resident Evil? ótimo jogo, mas talvez esteja na hora de mudarem o nome (já que não faz sentido algum desde os últimos 15 jogos) e fazer franquias parelelas. É o caso de RE 4: poderia ter outro nome.

  5. 5 geraldofigueras 26/03/2009 às 11:03 am

    O problema é que a indústria de games ainda é muito nova e ingênua, e ainda comporta buracos como uma narrativa besta, desde que mantenha a excelência de outros elementos.

    Não iria tão longe em dizer que É OBRIGATÓRIO o encerramento de certas franquias, pois acredito que o bom escritor consegue manter uma série por longos e longos anos (vide o exemplo dos quadrinhos, entre outros). A questão é essa: games ainda não encontraram o formato ideal de narrativa (ainda que MGS, Half Life, Team Ico e alguns outros flertem com boas possibilidades).

  6. 6 Claudio Prandoni 26/03/2009 às 12:08 pm

    Bela argumentação, mestre. Sem dúvida uma questão que assola a atual – e jovem, como apontou o Geraldão, indústria de games.

    Creio que é uma barreira ideológica que o lado comercial da indústria ainda barra de ser vencida. Por que parar de fazer Resident Evil se continua dando um lucro monstruoso. Às favas com a história, o que importa é fazer dinheiro.

    Considero sim os spin-offs uma boa solução. O caminho Square Enix de ser com Final Fantasy e Dragon Quest também funciona, mas comprovadamente menos, como atesta a versão para X360 de FF XIII – e o lucro monstruoso que ela trará.

    Em suma, acho que a indústra ainda precisa encontrar uma maneira de conciliar de forma lucrativa o lado comercial com a propriedade criatva, o conteúdo do game por assim dizer. Concordo que o Team ICO é um belo exemplo, mas não deixa de ser um time que fez apenas dois jogos.

    Mesmo com todo o sucesso e culto a ICO e Shadow of Colossus, continuam sendo jogos que provavelmente renderam menos do que todos os remakes de REs já feitos.

    Alguns apontamentos para finalizar:

    @Platy
    Realmente, os diálogos de Resident Evil são mais tristes do que um “Jill sandwich”. Mas acredito que o Hitz se refere aqui ao enredo da série, não às conversas.

    Sobre os quadrinhos:
    Acho um argumento meio controverso. As HQs ainda estão aí, mas a qualidade das histórias na minha opinião é duvidosa. Sem contar as idas e vindas. Super-Homem morreu e voltou assim como tantos outros.

  7. 7 Gustavo Hitzschky 26/03/2009 às 12:50 pm

    Confesso que minha visão é bem xiita, mas podem acreditar que só cogito o fim de certas franquias justamente porque gosto pra caramba delas, por mais paradoxal que isso possa parecer.

    Fazia um certo tempo que queria falar sobre o assunto e fiquei maior feliz de ver os comentários de todos vocês. Esse negócio de blog é legal mesmo :P

  8. 8 Wilerson 26/03/2009 às 1:05 pm

    Cristo morreu e voltou, Balder também, Orfeu também, Gandalf também, Goku também. Mas, sempre que alguém vai criticar ressurreições, fala que é coisa do gibi e cita o Superman.

    Mas enfim, remakes e seqüências vão continuar acontecendo com franquias que dão dinheiro. Não tem como fugir.

  9. 9 Ananias 26/03/2009 às 1:15 pm

    Entendo seu ponto de vista mas não concordo 100%. Resident Evil por exemplo, eu adorei o 5 e achei a trama ótima, apesar de curta. A história se passar na África, onde empresas farmaceuticas realmente utilizam a população pobre como cobaias, me parece a evolução natural para a série. Muito melhor do que o roteiro sem pé nem cabeça de Resident Evil 4 (a filha do presidente dos EUA é raptada e eles mandam uma pessoas? Como assim?!? Quem eles pensam que o Leon é, Jack Bauer?). Realmente espero que Resident continue por muito tempo, pois há vários mistérios não resolvidos que precisam de uma explicação (o que aconteceu com Rebecca Chambers, Steve Burnside, Sherry Birkin?).

  10. 10 Wesley Pires 26/03/2009 às 1:30 pm

    É obm comentar isso pois querendo ou não, o lucro envolve tudo, até os games. E querendo render um pouco mais com uma franquia, mesmo com uma historia visivelmente fechada, nasce um outro jogo da série. Olha ai FFVII, com seus spinoffs como Dirge of Cerberus, Crisis Core, Before Crisis e whatever. Mesmo se o jogo principal é bom, não quer diser que suas ocntinuações ou spinoffs seguirão a mesma linha de sucesso.

  11. 11 igorsan 26/03/2009 às 1:31 pm

    Sobre a questão dos quadrinhos que foi levantada aí eu acredito que eles sao exemplos de narrativas estigadas demais que em tempos e tempos tem que se renovar para continuar gerando lucro, ja que por passar na mao de diversos roteiristas e editores “cagadas” acontecem: a DC renova o universo de tempos em tempos com sagas de crises universais e, de exemplo mais recente, temos o Homem-Aranha que apagaram 20 anos de historia do personagem, um tipo de um reset.

    Isso pra mim não é ser bom escritor, é querer esgotar uma fonte. Estão errados? Talvez sim, talvez não.

    Vltando aos jogos?

    Andei pensando na questão de personagens e séries como Mario e Zelda que sobrevivem: será q é pq sao de epocas onde roteiros nao podiam ser tao explorados devido as limitaçoes da industria e agora mantem uma formula que os consagrou justamente por tanto? Acredito que jogos que sofrem com narrativa acontem justmaente por se tratarem de jogos onde o enredo supostamente importa.

    Parece que a simplicidade vence tudo isso, porque se pensarmos nos exmeplos da nintendo a do team ico a coisa, de cara é simples e curva de aprendizado do game também. Shadow fo colossus e Ico vão se demonstrando como épicos ou historias complexas com o tempo de jogo e não imeditamente nos 3 primeiro minutos de apresentação do jogo.

  12. 12 Gustavo Hitzschky 26/03/2009 às 1:48 pm

    Por mais que a gente queira pensar em jogos como arte, não dá para escapar do fato de que são produtos. O que não é de todo ilegítimo, visto que Michelangelo não pintou o teto da Sistina porque acordou com vontade de trabalhar. E é isso aí: enquanto o game for comercialmente rentável, ele está fadado a continuar sendo lançado. Digamos que isso é o que considero “errado”. A empresa tem direito de ganhar dinheiro com aquilo que faz, porém muitas vezes o apoio que consegue por parte do público vem mais pelo uso da marca consagrada do que por uma obra bem executada.

  13. 13 Samuel Batista 26/03/2009 às 1:49 pm

    Sou totalmente a favor do encerramento de algumas séries! Chega um momento que aquilo dali já rendeu o que deveria render e pronto! O que vier vai ser meramente caça níquel!

    Zelda por exemplo, apesar da Nintendo tentar fazer uma coisa nova a cada jogo, teve alguns momentos de intertextualidade como entre o Ocarina of Time e Majora’s Mask, ou ainda Wind Waker e Phantom Hourglass!

    A Nintendo sempre soube reinventar as suas séries a cada jogo, isso as vezes não agrada a todos mas a tentativa sempre é nobre!

    God of War deveria encerrar no 2 ou pelo menos nesse 3 mas eu acho que a Sony não se dará por vencida, e se duvidar ela manda Kratos pra Asgard só pra dar uns tapas em Odin!

    Traçando o paralelo entre a indústria gamer e a indústria da comunicação: algumas agência preferem apenas empurrar exposição mídia e outras preferem fazer algo refinado / algumas empresas preferem encher o rabo com continuações meia-boca e outras preferem quebrar alguns paradigmas e fazer algo marcante!

  14. 14 Marques 26/03/2009 às 2:28 pm

    Isso me fez lembrar de um fato que aconteceu comigo:
    Estava no GiantBomb com meu amigo e meu professor de inglês chegou falando:-Who is the big guy?
    Depois de responder, ele viu no canto um banner de RE5 e disse com espanto: RE5!!? Isso é chover no molhado(ou alguma coisa assim)

    Isso mostra que até os jogadores casuais veem com espanto essa repetição massiva que só serve para lucrar

  15. 15 Wilerson 26/03/2009 às 2:31 pm

    Querem ver eu estragar toda essa argumentação?

    “God of War deveria encerrar no 2 ou pelo menos nesse 3 mas eu acho que a Sony não se dará por vencida, e se duvidar ela manda Kratos pra Asgard só pra dar uns tapas em Odin!”

    Seria do caralho! Kratos explorando os nove mundos, enforcando Jormugand, usando a flecha de visco para matar o Balder e pegando o poder do Odin para matar Ymir e Surtur juntos! Quando sai??? EU QUERO!!!!111!

    Viram? Essa repetição toda tem público.

    P.S.: convenhamos, seria do caralho.

  16. 16 Gustavo Hitzschky 26/03/2009 às 2:36 pm

    Wilerson, eu estou de acordo com você, seria legal a inserção de outras mitologias. É o que digo, enquanto você tem algo bacana para contar, algo interessante, que acrescente em termos de estória, pode ter 20, 30 capítulos.

  17. 17 Wilerson 26/03/2009 às 2:52 pm

    Mas Gustavo, “interessante” é um termo subjetivo. Quando fizeram a morte do Super-Homem, a Saga do Clone do Homem-Aranha, a Queda do Morcego e outras coisas dos toscos anos 90, os roteiristas (e, principalmente, os editores) não estavam querendo fazer histórias ruins. E, por mais que eu não tenha gostado delas, elas venderam bem e teve uma galera que gostou.

    Aposto que tem gente que não gostou da idéia de mandar o Kratos pra mitologia nórdica. Mas eu não descansaria enquanto não visse ele chutando a bunda do Anubis e jogando o Hórus no gelo.

    Já posso até ver: God of War 6, com a tagline “Kratos, the mythology destroyer”. Seria do Sr. Caralho.

  18. 18 Lks 26/03/2009 às 6:14 pm

    @Ananias
    Se esqueceu do Billy do RE 0 =P

  19. 19 Caio Corraini 26/03/2009 às 8:17 pm

    Leon = Jack Bauer.
    Acabou a argumentação aí pra mim haha
    Ganhou Ananias!

  20. 20 Alexei Barros 26/03/2009 às 9:21 pm

    Como sempre, Gran Hitzman suscitando debates com maestria.

    Tal qual o Geraldo, não acho que o caminho seja o sepultamento definitivo. Às vezes o enredo vira uma várzea total, é verdade, mas há formas e formas das produtoras darem continuidade. A mesma Capcom paradoxalmente deu uma lição de como prosseguir com Ace Attorney, alterando o protagonista em Apollo Justice: Ace Attorney, o que concedeu renovo à franquia, e criando o spin-off Ace Attorney Investigations. Mas talvez essa série não dependa tanto de novidades como Resident Evil.

    Quando não tem mais jeito, o que parece ser o caminho de RE, proponho não a morte, um período de descanso. Acredito que determinado tempo de letargia (cinco, seis anos, que seja) é saudável não apenas para repensar melhor toda a trama e estrutura de jogo, mas para que dê tempo dos fãs criarem expectativa. Cito como exemplo quando pensaram em fazer a Copa do Mundo de dois em dois anos. Diminuindo o intervalo acaba banalizando.

    Sobre o Team ICO, acho que não dá para usar o ICO e Shadow como parâmetro, já que eles têm uma liberdade absurda de prazo, não à toa a equipe ganhou o apelido de time olímpico. Vai saber o que não fariam os estúdios criticados se contassem com a mordomia de entregar um jogo sem limite de tempo.

  21. 21 Gustavo Hitzschky 26/03/2009 às 10:29 pm

    Esse período de molho que o senhor propôs, maestro, é deveras bacana. Sim, acho que poderia funcionar perfeitamente no caso do Resident Evil. E, sim, você está certo de novo quando fala sobre os prazos absurdos do Team ICO e como isso não rola com os demais. Se bem, sei lá, quanto tempo será que levou para fazer um RE4? Não deve ter sido 1 ano e pouco, creio eu, deve ter demorado pelo menos o dobro. E nem sei se uma estória complexa ou bem tramada significaria mais tempo de produção – acredito que isso venha mesmo com polimentos técnicos e ajustes de jogabilidade.

  22. 22 Renato Metal 26/03/2009 às 10:42 pm

    Até viajei agora.

    Já imaginei Kratos sentado no lugar de Zeus fazendo um…ééé…coisas de deus, enquanto aparecem um vikings atacando Sparta. Já tá arrumado motivo pra ele subir a Yggdrasil dar um sopapos na cara de Odin (agora com orgãos).

  23. 23 Uehara 31/03/2009 às 3:39 pm

    Não tenho muito o que acrescentar, concordo com boa parte do que foi dito.

    Só acho que continuações infinitas são minimamente válidas por causa do carisma dos personagens, da boa jogabilidade e outros fatores que nos fizeram gostar dos primeiros jogos. Essas qualidades fizeram fãs, e contanto que as sequências tenham um mínimo de qualidade, os fãs vão encher os cofres das produtoras simplesmente pela oportunidade de controlar novamente seus personagens favoritos em aventuras recicladas.

    Porque ser fã é isso aí. É deixar de lado a inteligência e o bom senso e engolir um Resident Evil 14 ou um Metal Gear Solid 19.

  24. 24 Danilo 31/03/2009 às 5:48 pm

    Confesso que esse foi um dos melhores tópicos que já presenciei..parabéns a todos que postaram..mesmos os que postaram o Kratos dando sopapos em outras mitologias…venho acrescentar que Kratos possui um desafio final…o Deus supremo…Chuck Norris!!! Será que ele ganha essa??

    Enfim,

    A inclusão de diversos jogos da mesma franquia fazem esvair-se com o escopo do enredo original. Concordo plenamente no final de algumas séries, isso faz com que elas simplesmente se tornem eternas na mente das pessoas. As vezes nem o final da série..mas algo que marque a finitude das coisas. Bom..vamos ver como explico. Eu apelidei esse personagem de Darth Vader da Square…… Sephiroth! Esse cara ele simplesmente fez com que todo e qualquer pessoa que tenha jogado FF VII tenha odiado vê-lo matar a Aeris. Uma personagem dócil, carismatica..ele pos o fim em uma saga..e deu sentido na vida do Cloud para dar inicio de outra saga..no mesmo jogo!!!

    Dar fim, finalizar alguma coisa marca muito com sub e consciente humano. Imagina em resident evil ver o Chris Morrer? O cara que luta por mais de 10 anos por uma causa e morrer por ela. Heróico, Triste..não sei o que pode passar na cabeça de cada um..mas o fim eterniza…e se a série for boa mesmo..até renova.

  25. 25 Rebeca 05/04/2009 às 5:11 am

    Concordo contigo, Gustavo! Belo texto!
    E você tirou as palavras da minha boca em relação a MGS. A série terminou de forma digna em MGS4 e seria um pecado inventarem mais alguma aventura mirabolante pro Snake. ¬¬º
    O tronco “Solid” do enredo fechou com chave de ouro, mas penso como você, nao há problemas fazer histórias paralelas. Como por exemplo, algo com o Raiden. =)

    Concordo também com o que disse o “Igorsan”:

    Sou defensor de histórias fechadas, sem continuações infinitas. Concordo também que Mario e Zelda são outros gêneros, que justificam novas aventuras, até porque nem são sequencias…

    Assim como Mario e Zelda, Final Fantasy é exemplo de sucesso que pode se encaixar em “outro gênero”. A Square não ficou enfiando goela abaixo mil continuações do mesmo tronco de enredo. A cada game é um universo novo, mas sempre carregando a identidade e qualidade do nome. =)


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