Arquivo para julho \22\UTC 2008



Trisonicforce?

Por Claudio Prandoni

Rememore comigo todas aquelas baboseiras que falei ano passado sobre os Quatro Cavaleiros do Apocalipse Gamer.

À época, um dos tópicos apontados era a aparição de Sonic em Super Smash Bros. Brawl – inexoravelmente algo fantástico e surpreendente. Todavia, aos poucos o roedor azul da SEGA aparentemente galga os degraus para a própria destruição – ou não, como argumentarei a seguir.

Conte comigo. Já temos o iminente Sonic Unleashed, uma tentativa absolutamente plausível de reviver a glória aventureira do herói ao reviver na nova geração a clássica jogabilidade 2D. A única possível chaga a infectar, alastrar e estragar o nobre intento é o tal do “lobouriço”, a forma lupina que Sonic assumirá em partes do game, trocando a velocidade empolgantemente alucinante por aparentes excertos do porradaria acéfala.

Depois, temos Sonic Chronicles: The Dark Brotherhood, o RPG estrelado por ouriço e patota. Ok, confesso que aqui estou forçando a barra: boto fé no jogo e o fato de a Bioware ser a responsável pelo intento – não o Sonic Team – já me deixa mais tranquilo. Ainda assim, não deixa de ser uma idéia inusitada que pode rebaixar ainda mais o guri velocista se der errado.

Por fim, chegamos a mais uma idéia genial piada de mau gosto do Sonic Team, que decidiu transformar o interessante Sonic and the Secret Rings em uma série. Dando continuidade à linha Storybook, teremos agora Sonic and the Black Knight…

Se a Camelot de Monty Python tem os Cavaleiros que dizem “Ni!”, digo então que sou da confraria dos Cavaleiros que dizem “Não!”. Claro, o Sonic é legal e cavaleiros medievais da Idade Média com espadas malvadas de duas mãos são bacanas também, mas os dois juntos atiçam seriamente minhas dúvidas. Ah, e devo mencionar: o jogo é exclusivo para Wii, o que de pronto suscita a possibilidade de vermos uma tentativa de “transfomar o controle numa verdadeira espada graças aos sensores de movimento embutidos no Wiimote”. Se usar o tal do Wii Motion Plus pode até ser, mas vai saber, né: é o Sonic Team na parada.

Bom, chega de rabugentice, mas é que foi difícil me conter perante o alto fator esdrúxulo da idéia. A revelação, como você pode perceber, veio por meio da capa da revista gringa Nintendo Power, que mês passado já tinha aludido ao anúncio de maneira bem superficial – o que inflou as expectativas de alguns com a possibilidade de Kingdom Hearts 3 e até um remake de Knights of the Round (quem me dera…).

Esperemos por fotos, vídeos e, principalmente, para que o menos pior aconteça ao pobre Sonic. Por que não fazem logo mais um Sonic Rush pra aumentar a moral do garoto?

PS: Não bastasse a fanfarronice do Lucks ao me chamar para uma cilada no final de semana (vulgo gravar o GoLuckast #24), o rapaz ainda foi mais ligeiro e já postou sobre Sonic and the Black Knight lá no GoLuck também. É que eu simplesmente não podia deixar também de destilar minha apreensão em relação a esse jogo…

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PROMOÇÃO: Porrada de Prêmios – Round Two… Fight

Por Claudio Prandoni

Ao melhor estilo Marvel vs. Capcom, aperto soco forte junto com chute forte e chamo à baila a galera do Nintenerds para mais um round de premiação blogueira.

Desta vez, eu faço apenas o marketing do segundo prêmio dado pela série Porrada de Prêmios, que vem para celebrar um ano do blog mais nerd e Nintendo do Brasil varonil. O prêmio desta vez é uma cópia de Big Brain Academy: Wii Degree, obviamente exclusiva para Nintendo Wii.

Nas palavras de Daniel, o Oliveira, o grande cacique Nintenerd, a tarefa da promoção é a seguinte:

“A promoção de hoje é para quem adora contar histórias.
Queremos ouvir sua história com a Nintendo.
O intuito da promoção não é criar nenhuma ficção e sim histórias reais. Então, nada de viajar na maionese.”

As respostas devem ser postadas nos comentário do post lá no Nintenerds, então deixe de preguiça, puxe uma cadeira e pague uma visita à meninada .

Novamente relembro agora o glorioso Marvel vs. Capcom e aperto chute médio e soco médio para chamar como Striker o Nintenerd Vinícius Lima (antes que ele seja demitido do blog, né) e criar uma distração enquanto volto para o banco de reservas. Até a próxima promoção!

Press Start 2008: o retorno de Monster Hunter

Por Alexei Barros

A mais recente inclusão no set list do Press Start 2008 não é tão significativa, pelo menos para mim, quanto às duas anteriores. Imagino que o mesmo não pode ser dito aos japoneses, que devem estar em êxtase, afinal a série da Capcom é bem popular por lá. Monster Hunter já havia sido apresentado no PS 2006, com a música “Proof of a Hero” do primeiro para PlayStation 2, mas se ausentou do PS 2007. Acredito que não seja a mesma, tendo em vista as continuações, inclusive a vindoura, Monster Hunter 3, que era uma exclusividade do PlayStation 3 e migrou para o Wii.

No post do anúncio, escrito por Nobuo Uematsu, além de dizer que o tema do comercial do jogo é bem cativante, há algumas curiosidades em torno do compositor Masato Koda para comprovar mais uma vez como o planeta é pequeno (“O mundo é habitado por 100 pessoas, o resto é NPC”, já dizia o Bueno).  Koda, ex-Capcom e um dos tecladistas da banda The Star Onions, que toca músicas do Final Fantasy XI, é colega de faculdade do Tomoaki Watanabe, também conhecido como mr. goo, o tenor que cantou no concerto VOICES music from Final Fantasy e as músicas “The Skies Above” e “Darknes s and Starlight” do segundo e terceiro álbuns dos Black Mages.

Ainda acerca do Koda, um nome desconhecido por mim até então, é impressionante como o seu currículo é variado (Resident Evil Outbreak, Devil May Cry 1 e 2, Wild Arms the 4th Detonator, Vth Vanguard e XF e outros), sem falar que ele também participou do Super Smash Bros. Brawl com três  arranjos.

Novamente grato ao Fabão pela tradução.

[via PRESS START]

Set list até o momento:

01 – Wild Arms
02 – Super Mario Galaxy

Júri popular


Por Alexei Barros

1) Organizar um concerto apenas com as músicas da série;
2) Com a participação dos designers e compositores;
3) Com um telão que exibe cenas especificamente feitas para a apresentação envolvendo os personagens do jogo;
4) Com quitandas abarrotadas de quitutes e penduricalhos temáticos.

Tudo isso já é um fan service insuperável. Mas quem dá o devido valor aos fãs sempre encontra uma forma de melhorar o que parecia perfeito. Como? Permitindo que os jogadores escolham uma nova faixa a ser executada nas apresentações do dia 23 de setembro do Gyakuten Meets Orchestra. Não me recordo de outro caso de semelhante democracia na história gamística musical.

A votação que citei no post de ontem estreou hoje no blog e, mais uma vez, quando pensava que optariam pelo caminho mais fácil, que seria colocar uma enquete para que os jogadores escolhessem entre “Investigation ~ Mystery Suite” ou “Kurain’s Genealogy”, dois medleys orquestrados que estão prontos e definitivamente já poderiam constar no primeiro set list, eles fazem algo mais complexo.

Seis faixas foram previamente seletas para que uma delas seja tocada no concerto. Detalhe: o post cita os nomes das músicas, sem samples nem nada. Parte da pressuposição que os fãs já conhecem os títulos, têm as melodias frescas na memória e possuem o vezo de ouvir todas as OSTs da série.

Para você votar consciente (sim, você poderá votar), eis as músicas após o Hadouken:

Continue lendo ‘Júri popular’

Um jogo. Uma série. Uma inspiração. Enfim, a arte.

Por Gustavo Hitzschky

AVISO: contém spoliers sobre a trama de Metal Gear Solid 4

Ruy Castro, jornalista conhecido por compor belas biografias, escreveu em uma crônica na Folha de S. Paulo que biografado bom é biografado morto – e de preferência com no mínimo dez anos de hiato entre a morte e a publicação da obra. Geralmente, logo após o falecimento de alguém, tendemos a esquecer os defeitos e vacilos que tal pessoa teve em vida, elevando-a quase que instantaneamente ao status de ser irreprimível e divino. Com o transcorrer do tempo, tudo aquilo de ruim que o sujeito produziu ressurge, e ele perde a aura de ente intocável. Não é questão de falar mal ou bem, mas simplesmente de equilibrar as informações, como pede o bom jornalismo. Passada a década, os entrevistados que servirão de fonte poderão falar sobre o estudado de uma maneira mais condizente com o que ele ou ela de fato foi, dando credibilidade ao que se lê.

Fico pensando se o mesmo vale para os videogames. Quando escrevemos a resenha de um jogo, é comum que o façamos imediatamente depois de termos passado um tempo com ele que consideramos suficiente, de modo que estejamos aptos e confortáveis a discorrer sobre o título em questão. Vejo aqui um problema: se o jogo for ruim a ponto de nos deixar furiosos e frustrados, podemos fechar os olhos a detalhes positivos que porventura passaram despercebidos. A raiva será tanta que nem mesmo os acertos, por mais escassos que sejam, vão ser considerados. Isso vale também para os casos opostos, com aqueles jogos que gostamos em demasia. E se simplesmente ignorarmos as mancadas cometidas pelo time de produção em decorrência de um amor incondicional por um dado game?

Levantadas essas questões, me pergunto: seria este o momento ideal de escrever uma resenha sobre Metal Gear Solid 4: Guns of the Patriots,  sendo que o terminei há poucos dias? A experiência vivida de maneira tão plena e total não seria um fator que enevoaria o poder de análise e crítica de um jogador? Para tal indagação, acredito que a melhor resposta seja a seguinte: não importa quanto tempo passe entre o final de MGS4 e a execução de um texto a seu respeito. As cenas presenciadas e digeridas jamais serão apagadas da memória, independente da quantidade de tempo transcorrida. E aquilo que era genial há dez anos não perderá nunca a majestade.

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Artwork do dia: Mega Man 9 Cover Art

Por Claudio Prandoni

A turminha do barulho do Continue já postou, mas não poderia deixar a oportunidade passar batida. Mesmo sendo um jogo distribuído apenas digitalmente, Mega Man 9 ganhou essa ilustração bacanudérrima – e ao mesmo tempo absolutamente abjeta – para adornar uma suposta caixinha.

De fato, tal artwork estampa camisetas de funcionários da Capcom que estão demonstrando a nova aventura do Blue Bomber no estande da empresa. Acho fantástico como o vergonhoso e cult legado das box arts dos dois primeiros MM são resgatadas e homenageadas com maestria. As deformidades inexplicáveis do herói, a absurda pistola inexistente empunhada na mão direita, a caracterização clicê e também absolutamente errônea de Dr. Wily. Enfim, só posso dizer que quero, tanto quanto – ou até  mais – quanto quero o jogo.

Aliás, avaliando a pífia edição deste ano da E3, vejo que o que sobra de esperança em mim está depositada majoritariamente em franquias consagradíssimas e/ou com grande apelo retrô. Mega Man 9, Sonic Unleashed (se não tivesse o lobouriço creio que seria perfeito…), Prince of Persia e por aí vai. Confirmei essa minha opinião agora há pouco: vi no Joystiq que a Konami anunciou Gradius Rebirth para WiiWare. Não tem foto, vídeo, informações sobre o que exatamente será (remake ou jogo original? Tridimensional ou 2D pixelado?), entrevista nem nada, mas já fiquei empolgado.

Ah, e tem mais. Eu precisava de alguma desculpa para postar o sensacional trailer do Mega Man 9, oras bolas.

Para completar essa ode à trasheira pixelizada 8-bits, abaixo a coleção completa de box arts de Mega Man.

Top 30 – Personagens da série Ace Attorney

Por Alexei Barros

Veja só como o Apollo está feliz em suas férias nos gramados de golfe depois da labuta nos tribunais, apontando o dedo para a trajetória da tacada.  Isso porque ele já chegou ao epílogo da saga judicial, ao menos na minha epopéia Ace Attorniana, na ocasião em que preparei o rol dos dez melhores casos.

Percebi que, grosso modo, há um consenso entre os advogados gamísticos. O Geraldo Figueras concordou 100% com as minhas colocações e o Marcus Oliveira do Blogeek, com 87,3% da seleção. Prandoni Godot, por sua vez, entre xícaras e mais xícaras de café encontra-se na iminência do desenlace, mas acredito que assim que concluir irá corroborar com a maioria das posições.

Em resposta ao Turnabout Hadouken, o Marcus soltou o Turbabout Shoryuken Turnabout Blogeek, elegendo os seus dez personagens preferidos. Aí notei que é praticamente impossível termos unanimidade. Meio que sem querer, eu propus um top 30 e o Marcus levou a idéia adiante, sugerindo a seleção sem as justificativas. Devo revelar que mesmo após refletir muito, ainda fiquei na dúvida entre uma ou outra posição. E ainda tive o receio de deixar alguém importante de fora… Não tem jeito mesmo. Não há outra série que tenha tantos personagens marcantes como Ace Attorney…

Logo depois do Hadouken o meu top 30, lembrando que como só cito os nomes não há spoilers. Quem quiser também citar as preferências, não se sinta acanhado.

P.S.: Amanhã entra no ar a votação no blog do Gyakuten Meets Orchestra referente à(s) nova(s) música(s) escolhida(s) pelo público para os concertos do dia 23 de setembro. Se conseguir descobrir como ela funcionará, postarei aqui. E tenho a desconfiança que as faixas inéditas serão as duas do álbum Gyakuten Saiban Orchestra Album ~Gyakuten Meets Orchestra~ que não foram tocadas ao vivo, pelo fato de os arranjos já estarem prontos: “Investigation ~ Mystery Suite” e “Kurain’s Genealogy” – na vez em que falei da primeira apresentação, imaginei que a “Gyakuten Saiban 1~3 Courtroom Suite” fosse uma seleção de músicas, quando, na verdade, ela agrupa as três suítes na íntegra e adiciona alguns complementos, totalizando quase 12 minutos.

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