Arquivo para julho \18\-03:00 2008



Júri popular


Por Alexei Barros

1) Organizar um concerto apenas com as músicas da série;
2) Com a participação dos designers e compositores;
3) Com um telão que exibe cenas especificamente feitas para a apresentação envolvendo os personagens do jogo;
4) Com quitandas abarrotadas de quitutes e penduricalhos temáticos.

Tudo isso já é um fan service insuperável. Mas quem dá o devido valor aos fãs sempre encontra uma forma de melhorar o que parecia perfeito. Como? Permitindo que os jogadores escolham uma nova faixa a ser executada nas apresentações do dia 23 de setembro do Gyakuten Meets Orchestra. Não me recordo de outro caso de semelhante democracia na história gamística musical.

A votação que citei no post de ontem estreou hoje no blog e, mais uma vez, quando pensava que optariam pelo caminho mais fácil, que seria colocar uma enquete para que os jogadores escolhessem entre “Investigation ~ Mystery Suite” ou “Kurain’s Genealogy”, dois medleys orquestrados que estão prontos e definitivamente já poderiam constar no primeiro set list, eles fazem algo mais complexo.

Seis faixas foram previamente seletas para que uma delas seja tocada no concerto. Detalhe: o post cita os nomes das músicas, sem samples nem nada. Parte da pressuposição que os fãs já conhecem os títulos, têm as melodias frescas na memória e possuem o vezo de ouvir todas as OSTs da série.

Para você votar consciente (sim, você poderá votar), eis as músicas após o Hadouken:

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Um jogo. Uma série. Uma inspiração. Enfim, a arte.

Por Gustavo Hitzschky

AVISO: contém spoliers sobre a trama de Metal Gear Solid 4

Ruy Castro, jornalista conhecido por compor belas biografias, escreveu em uma crônica na Folha de S. Paulo que biografado bom é biografado morto – e de preferência com no mínimo dez anos de hiato entre a morte e a publicação da obra. Geralmente, logo após o falecimento de alguém, tendemos a esquecer os defeitos e vacilos que tal pessoa teve em vida, elevando-a quase que instantaneamente ao status de ser irreprimível e divino. Com o transcorrer do tempo, tudo aquilo de ruim que o sujeito produziu ressurge, e ele perde a aura de ente intocável. Não é questão de falar mal ou bem, mas simplesmente de equilibrar as informações, como pede o bom jornalismo. Passada a década, os entrevistados que servirão de fonte poderão falar sobre o estudado de uma maneira mais condizente com o que ele ou ela de fato foi, dando credibilidade ao que se lê.

Fico pensando se o mesmo vale para os videogames. Quando escrevemos a resenha de um jogo, é comum que o façamos imediatamente depois de termos passado um tempo com ele que consideramos suficiente, de modo que estejamos aptos e confortáveis a discorrer sobre o título em questão. Vejo aqui um problema: se o jogo for ruim a ponto de nos deixar furiosos e frustrados, podemos fechar os olhos a detalhes positivos que porventura passaram despercebidos. A raiva será tanta que nem mesmo os acertos, por mais escassos que sejam, vão ser considerados. Isso vale também para os casos opostos, com aqueles jogos que gostamos em demasia. E se simplesmente ignorarmos as mancadas cometidas pelo time de produção em decorrência de um amor incondicional por um dado game?

Levantadas essas questões, me pergunto: seria este o momento ideal de escrever uma resenha sobre Metal Gear Solid 4: Guns of the Patriots,  sendo que o terminei há poucos dias? A experiência vivida de maneira tão plena e total não seria um fator que enevoaria o poder de análise e crítica de um jogador? Para tal indagação, acredito que a melhor resposta seja a seguinte: não importa quanto tempo passe entre o final de MGS4 e a execução de um texto a seu respeito. As cenas presenciadas e digeridas jamais serão apagadas da memória, independente da quantidade de tempo transcorrida. E aquilo que era genial há dez anos não perderá nunca a majestade.

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Artwork do dia: Mega Man 9 Cover Art

Por Claudio Prandoni

A turminha do barulho do Continue já postou, mas não poderia deixar a oportunidade passar batida. Mesmo sendo um jogo distribuído apenas digitalmente, Mega Man 9 ganhou essa ilustração bacanudérrima – e ao mesmo tempo absolutamente abjeta – para adornar uma suposta caixinha.

De fato, tal artwork estampa camisetas de funcionários da Capcom que estão demonstrando a nova aventura do Blue Bomber no estande da empresa. Acho fantástico como o vergonhoso e cult legado das box arts dos dois primeiros MM são resgatadas e homenageadas com maestria. As deformidades inexplicáveis do herói, a absurda pistola inexistente empunhada na mão direita, a caracterização clicê e também absolutamente errônea de Dr. Wily. Enfim, só posso dizer que quero, tanto quanto – ou até  mais – quanto quero o jogo.

Aliás, avaliando a pífia edição deste ano da E3, vejo que o que sobra de esperança em mim está depositada majoritariamente em franquias consagradíssimas e/ou com grande apelo retrô. Mega Man 9, Sonic Unleashed (se não tivesse o lobouriço creio que seria perfeito…), Prince of Persia e por aí vai. Confirmei essa minha opinião agora há pouco: vi no Joystiq que a Konami anunciou Gradius Rebirth para WiiWare. Não tem foto, vídeo, informações sobre o que exatamente será (remake ou jogo original? Tridimensional ou 2D pixelado?), entrevista nem nada, mas já fiquei empolgado.

Ah, e tem mais. Eu precisava de alguma desculpa para postar o sensacional trailer do Mega Man 9, oras bolas.

Para completar essa ode à trasheira pixelizada 8-bits, abaixo a coleção completa de box arts de Mega Man.

Top 30 – Personagens da série Ace Attorney

Por Alexei Barros

Veja só como o Apollo está feliz em suas férias nos gramados de golfe depois da labuta nos tribunais, apontando o dedo para a trajetória da tacada.  Isso porque ele já chegou ao epílogo da saga judicial, ao menos na minha epopéia Ace Attorniana, na ocasião em que preparei o rol dos dez melhores casos.

Percebi que, grosso modo, há um consenso entre os advogados gamísticos. O Geraldo Figueras concordou 100% com as minhas colocações e o Marcus Oliveira do Blogeek, com 87,3% da seleção. Prandoni Godot, por sua vez, entre xícaras e mais xícaras de café encontra-se na iminência do desenlace, mas acredito que assim que concluir irá corroborar com a maioria das posições.

Em resposta ao Turnabout Hadouken, o Marcus soltou o Turbabout Shoryuken Turnabout Blogeek, elegendo os seus dez personagens preferidos. Aí notei que é praticamente impossível termos unanimidade. Meio que sem querer, eu propus um top 30 e o Marcus levou a idéia adiante, sugerindo a seleção sem as justificativas. Devo revelar que mesmo após refletir muito, ainda fiquei na dúvida entre uma ou outra posição. E ainda tive o receio de deixar alguém importante de fora… Não tem jeito mesmo. Não há outra série que tenha tantos personagens marcantes como Ace Attorney…

Logo depois do Hadouken o meu top 30, lembrando que como só cito os nomes não há spoilers. Quem quiser também citar as preferências, não se sinta acanhado.

P.S.: Amanhã entra no ar a votação no blog do Gyakuten Meets Orchestra referente à(s) nova(s) música(s) escolhida(s) pelo público para os concertos do dia 23 de setembro. Se conseguir descobrir como ela funcionará, postarei aqui. E tenho a desconfiança que as faixas inéditas serão as duas do álbum Gyakuten Saiban Orchestra Album ~Gyakuten Meets Orchestra~ que não foram tocadas ao vivo, pelo fato de os arranjos já estarem prontos: “Investigation ~ Mystery Suite” e “Kurain’s Genealogy” – na vez em que falei da primeira apresentação, imaginei que a “Gyakuten Saiban 1~3 Courtroom Suite” fosse uma seleção de músicas, quando, na verdade, ela agrupa as três suítes na íntegra e adiciona alguns complementos, totalizando quase 12 minutos.

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RESULTADO PROMOÇÃO: Um ano de Nintenerds


Por Claudio Prandoni

Como diria o Chaves, Chavinhos, Chá: “Oops, é que me escapuliu…”.

Hoje já é dia 17 e furei meio que sem querer querendo a entrega do resultado da promoção que fizemos em parceria com os camaradas do Nintenerds.

Eu poderia até atribuir a relapsidão à torrente impiedosa de novidades da E3, mas nem isso posso tendo em vista a alta dose de soníferos presente nas coletivas – confira isso em nossa hiper-mega-über-duper-ultra-yabadabadoo-cobertura.

Enfim, eis aqui o resultado da promoção “Um ano de Nintenerds”, a primeira de outras mais ainda a serem celebradas. Quem leva pra casa uma cópia novinha em folha de Pokémon Battle Revolution para Wii é…

Patrícia!

Não pude me conter perante uma história tão emocionante e dramática, uma verdadeira busca pela felicidade perdida, um reencontro com si própria e todas essas coisas pseudo-filosóficas que tem de monte em Kingdom Hearts. Ah, sim, e tudo isso por conta da perda de um bigode!

Como em outras ocasiões, quero agradecer imensamente a todos os leitores que participaram e peço desculpas pelo atraso na divulgação do resultado da promoção. Este é mais um daqueles momentos em que eu gostaria de ter um caminhão do Faustão de prêmios para poder premiar toda a galera que mandou idéias absolutamente fantásticas!

A todos vocês, meus sinceros e profundos agradecimentos e parabéns à Patrícia, que venceu a promoção!

E, claro, continue ligado aqui no Radugetz Hadouken para outras promoções!

E3 2008: Resumo da conferência da Capcom

Por Claudio Prandoni

A E3 continua bombando, Wrighto, Nicky boy?

E3 2008: Resumo da conferência da Sony

Por Claudio Prandoni

Honrando o legado, a Sony imitou mais uma vez a Nintendo, desta vez com uma apresentação tão insossa quanto quiabo e mais sonífera que leite quente com mel.

Atendendo a pedidos do maestro Barros, o flagra que capturei do próprio Kratos dormindo em seu trono ornado de cabeças de bode e cabelo do Gustavo.

E3 2008: Resumo da conferência da Nintendo

Por Claudio Prandoni

Por isso não teve jogo novo do Mario. Ele foi mais esperto e ficou dormindo durante a conferência.

ICO of Persia Waker

Por Claudio Prandoni

A conferência da Ubisoft é só hoje mais tarde, só que mesmo assim o Gametrailers já divulgou antes de todo mundo o trailer de Prince of Persia que a sofhtouse francesa vai mostrar no evento.

O simples fato de ser Prince of Persia já o torna para mim um dos jogos mais esperados para o final de ano, mas a cada novo vídeo, imagem e informação divulgada eu fico mais empolgado. A nova direção artística me lembra muito a placidez e solidão contemplativas de ICO e Shadow of Colossus ao passo que o cel-shading aplicado confere personalidade própria ao game, tal qual em Wind Waker.

Fico no aguardo apenas por informações adicionais sobre o enredo. Será que o fato de preceder em muitos anos a trilogia Sands of Time implicará em referências, alusões e explicações de fatos e elementos?

Aproveitando o ensejo, uma galeria de belíssimas artworks e imagens do game – indicação do onipresente mestre Fabão. Depois do salto dimensional, a série de três vídeos com Speed Arts (exibição acelerada de um artista desenhando) do príncipe, Yorda a garota que o acompanha e auxilia e o Hunter, um dos principais inimigos da jornada.

 

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Press Start 2008: a confirmação de Super Mario Galaxy

Por Alexei Barros

Super Mario Galaxy no Press Start 2008? Confere. Não me surpreendeu tanto quanto Wild Arms, a primeira música anunciada, porque já esperava por isso. Logo na revelação da gravação do vídeo da Orquestra Mario Galaxy disse: “Se um dia vão apresentá-la em algum concerto? No VGL eu duvido, mas no Press Start é muito provável”. Mas é bom lembrar que antes de todo mundo veio o PLAY! A Video Game Symphony, o primeiro a integrar o jogo no repertório, com “Wind Garden”.

Na preconização da edição 2008 fui mais enfático. “Ousadia. O Press Start é um concerto atento às novidades. Para mim, é praticamente certo Super Mario Galaxy…”. O Geraldo Figueras também compactuou: “E assino embaixo, MGS4 e SMG são presenças garantidas”. Tudo porque já confiava na competência do melhor concerto de game music da atualidade, não tem como concluir de outra forma.

Quem transmitiu a novidade foi o roteirista Kazushige Nojima (FFVII, FFVIII, FFX, série Kingdom Hearts etc.), que disse que deveria ser selecionada uma música do Mario para a apresentação e escolheram Super Mario Galaxy depois de um ensaio. Chama-me a atenção a obrigatoriedade da presença sonora do bigode, não por conta da qualidade e importância indiscutível na game music ou por SMG ter sido lançado há pouco tempo, mas porque o PS 2006 nem contou com Mario e no PS 2007 o “Super Mario Bros. Medley” era tão simplório, básico e batido, limitando-se a executar o tema principal, que parecia algo feito só por fazer mesmo, sem a audácia dos outros arranjos.

No post, Nojima também afirma que a seleção foi da música-título, já orquestrada por natureza, que será tocada no “estilo Press Start”. Se for o que eu estou pensando, é algo na linha do “Super Smash Bros. Brawl Main Theme” do PS 2007, executado em um arranjo sensacional que nem no jogo está. É esse o tipo de arrojo que sentia falta no medley do Mario ano passado.

Pela descrição, minha conjectura é de que a faixa a ser apresentada é a “Super Mario Galaxy”, tema dos créditos que compreende várias músicas do jogo. Excelente, talvez a melhor escolha possível.

Mais uma vez agradeço ao Fabão pela tradução.

[via PRESS START]

Set list até o momento:

01 – Wild Arms


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