Resident Evil: Extinction – O divertido lado B do horror

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Por Claudio Prandoni

Eu e mestre Barros tivemos a oportunidade de assistir hoje Resident Evil: Extinction, terceiro filme baseado(?) na popular franquia da Capcom.

Como já era de se esperar, o filme não segue em praticamente nada a mitologia oficial da série e chega a ser engraçado de tão tosco e fantasioso. O que não quer dizer que seja um filme ruim. Eu acho…

A trama continua quase exatamente do ponto em que Resident Evil: Apocalypse. Ou seja, após a aniquilação total de Raccoon City e a nova fuga de Alice (novamente a angelical mocinha Milla Jovovich) da famigerada Umbrella Corporation.

Diferindo totalmente do jogo, aqui o T-Virus não foi contido e o mundo inteiro foi infectado. Sem muita explicação lógica, isso levou também os rios a secarem e, conseqüentemente, um aceleramento no processo de erosão natural do planeta, transformando-o num grande deserto. Assim, cria-se um cenário desolado que propicia uma dinâmica a um só tempo diferente e parecida com aquela vista nos jogos.

Por certo prisma, temos um ambiente enorme a ser explorado. Não mais uma mansão ou uma cidade, mas sim um país (no caso, os EUA). Encarando de outra maneira, o palco da ação é dominado também pela incerteza e tensão em relação aos perigos que vem pela frente – aspecto que permeia os games.

Spoilers à parte, o enredo segue um caminho bem previsível com uma ou outra leve surpresa algumas seqüências de ação bem sacadas e empolgantes – outras nem tanto…
Alice dispõe de uma série de artimanhas pouco exploradas até então que adquirem cores mais vivas e o relacionamento tão próximo dela com a Umbrella é explorado de maneira mais inteligente também.

Um ponto que acabará decepcionando – novamente – os fãs da série é a descaracterização de figuras conhecidas. Claire Redfield deixou de ser uma mocinha policial quase indefesa para virar uma frentista durona, com direito a boné e caminhão. Carlos Olivera é um pouco melhor e, tal qual em Apocalypse, é uma figura muito mais importante do que efetivamente é nos games.
Uma outra surpresa desempenha papel crucial na aventura também, tanto quanto nos jogos, mas prefiro não revelá-la – apesar de que muitos já devem saber de quem se trata, né, Gustavo?

No mais, referências muito, muito sutis pipocam vez ou outra, mas nada tão contundente como em Apocalypse, disparado o filme da trilogia que mais se aproxima dos jogos (principalmente por conta da aparição de Jill Valentine no modelito RE3: Nemesis). Os mais atentos perceberão principalmente a recriação de situações vistas em praticamente todos os capítulos de RE, até os mais obscuros. Os montros são todos conhecidas, mas eu pessoalmente senti falta dos malditos Hunters. Nada é mais amedrontador do que aquilo – a medalha de prata por muita pouca diferença vai pros Regenerators do RE4.

Claire Redfield, Carlos Olivera e Alice num happy hour

Os efeitos especiais estão bem melhores desta vez, principalmente no departamento de maquiagem. Fiquei particularmente impressionante com acabamento feito nos cachorros-zumbis. Contudo, é possível distinguir alguns truques de tela verde e computação gráfica que não encaixaram muito bem.

As cenas de ação alternam muito entre super legais e toscas e previsíveis. Como comentei, o diretor Russel Mulcahy até tira alguns truques da manga, mas de maneira geral há situações muito babóides.

Por que toda vez que alguém mata um zumbi tem que fechar os olhos e respirar aliviado? Vejamos, estamos num mundo dominado por essas criaturas nojentas, claro que eliminando apenas uma delas as outras vão ficar com medo e fugir, certo? Errado! Óbvio que outro estará fungando no seu pescoço doidinho para mordê-lo. Mas nenhum dos personagens do filme pensa nisso. Sério, conte quantas vezes este tipo de situação ocorre e fique indignado como eu.

Antes que eu me esqueça, a trilha sonora mantém o ritmo barra pesada das outras incursões cinematográficas. Porém, desta vez não conta com nomes famosos a exemplo de Slipknot, Rammstein e Marylin Manson, como rolou nas outras películas. Ponto positivo pra trilha remixada das salinhas de save do jogo, que serve de trilha para vários momentos de Extinction.

A despeito das críticas duríssima feitas aos outros filmes, o longa-metragem deixa uma ponta gigantescamente absurda no final, praticamente garantido uma quarta aventura. Confesso que não espero muitas melhorias no quesito “fidelidade à obra original”, mas o universo alternativo criado nas telonas é interessante e vale umas boas duas horas de porrada, explosões e monstros nojentos.

Resident Evil: Extinction é o típico filme-pipoca: muitas armas, efeitos especiais, ação, porrada, bichões feios e mocinhas bonitas sob o pretexto de fingir ser um filme de jogo.

Alice “naquela mansão”

8 Responses to “Resident Evil: Extinction – O divertido lado B do horror”


  1. 1 Lucas Patricio 07/09/2007 às 2:23 am

    Wow! Isso sim que é uma resenha de qualidade! Fiquei viajando lendo e imaginando como po filme deve estar (e como a Jill deve estar de top azul e saia – sim, joguei mto RE3).

    Claro que os filmes fojem muuito do enredo original, e seria difícil adaptar os jogos em filmes, mas enfim, bom saber que não ficou pior…

    abraços!

  2. 2 Gustavo Oliveira 10/09/2007 às 11:57 am

    Não me digam que na foto acima as três pessoas acima são: CLaire, Carlos e Alice?!?!?

    Puta que la miséria…

  3. 3 Sean Masters 12/09/2007 às 2:00 pm

    HAHAUAH! Eis um filme que me da MEDO… Medo de assistir e achar uma porcaria absurda. Mas lendo a resenha até que empolguei um pouco. Eu sinceramente tinha gostado do 1° filme, pois não envolvia personagens dos jogos, mas o 2° foi uma merda total… Espero que seja pelo menos metado do descrito…

  4. 4 Éder Fábio 29/09/2007 às 6:32 am

    Poderia sair um filme Bio Hazard com originalidade ao jogo.

  5. 6 Gustavo Oliveira 08/10/2007 às 12:43 pm

    Dá para voltar à tratar desse assunto (hahahahah)?

    Fui ver o filme sábado e queria comentar sobre o filme.

    Não é ruim, mas não chega a ser excelente.

  6. 7 Catarina Silva 11/03/2008 às 5:39 pm

    Este filme tal como todos os outros do Resident evil está muito fixe gosto imenso de todos eles


  1. 1 Resident Evil 3: A Extinção « CineReview Trackback em 29/10/2007 às 9:06 pm

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