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Press Start 2013: do início ao fim, só no vale a pena ouvir de novo


Por Alexei Barros

Apenas para deixar registrado e não se fala mais nisso: dia 30 de agosto o Tokyo Metropolitan Art Space sediou a realização do Press Start 2013, oitava edição da série japonesa de concertos. Como já adiantado nos posts anteriores, neste ano a equipe organizadora decidiu fazer algo não muito empolgante: dedicar o set list todo às reprises. Para quem não esteve lá ao vivo, realmente não é nada animador. Sob a batuta de Taizo Takemoto, a Tokyo Philharmonic Orchestra tocou as dez faixas mais votadas do público em ordem crescente e mais quatro segmentos adicionais. Tinha a expectativa de que pelo menos os dois números do bis fossem inéditos, mas também foram desanimadores repetecos.

Para não ficar muito repetitivo, o post vai ser menor do que o dos anos anteriores. Apenas algumas poucas observações após o set list.

Ato I

01. Super Mario Bros.: “Overworld” ~ “Underwater” ~ “Underworld” ~ “Overworld” (2009)
02. [10º] Kirby’s Dream Land: “Title” ~ “Green Greens” ~ “Float Islands” ~ “Sweet Potato Shooting” ~ “King Dedede’s Theme” ~ “Ending” (2009)
03. [9º] Xenogears: “Knight of Fire” ~ “In a Prison of Peace and Regret” ~ “Flight” (2011)
04. [8º] Okami: “The Beginning” ~ “Ryoshima Plains II” ~ “Reset” ~”Thank You” Version~ (2009 e 2011)
05. [7º] Legend of Mana: “Legend of Mana ~Title Theme~” ~ “Colored Earth” ~ “Hometown Domina” ~ “Ruined Sparkling City” ~ “Song of Mana ~Opening Theme~” (2012)
06. [6º] Baten Kaitos: “To the End of the Journey of Glittering Stars” (2008)
07. [5º] Mother Medley: “Eight Melodies” (Mother) ~ “Eight Melodies” (EarthBound) ~ “Snowman” (Mother) ~ “LOG-O-TYPE” ~ “Porky’s Theme” ~ “MOTHER 3 ‘Love Theme” (Mother 3) (2006)

Ato II

08. [4º] Wild Arms: “Wild Arms 2nd Ignition” Medley (Intro) ~ “Battle vs Lord Blazer” (Wild Arms 2) ~ “Into the Wilderness” (Wild Arms) ~ “First Ignition” (Wild Arms 2) (2008 e 2010)
09. Rhythm Heaven: “Ninja” (2009 e 2010)
10. [3º] NieR: “Shadowlord” ~ “Emil” ~ “Kainé” ~ “Song of the Ancients” (2011)
11. [2º] Chrono Trigger e Chrono Cross: “A Premonition” ~ “Chrono Trigger” ~ “Wind Scene” ~ “Frog’s Theme” ~ “Decisive Battle with Magus” ~ “Epilogue ~ To Beloved Friends” (Chrono Trigger) ~ “Frozen Flame” ~ “Marbule: Home” ~ “Scars of Time” (Chrono Cross) (2010)
12. [1º] Xenoblade Chronicles: “Xenoblade” ~ “Gaur Plains” ~ “Mechanical Rhythm” ~ “Riki the Legendary Hero” ~ “Sator, Phosphorescent Land / Night” ~ “Those Who Bear Their Name” ~ “Confrontation with the Enemy” (2011)

Bis

13. Final Fantasy X: “At Zanarkand” (2009 e 2010)
14. Monster Hunter: “Proof of a Hero” (2006 e 2008)

- Tirando o Super Mario Bros., que abriu o concerto, o segmento interativo do Rhythm Heaven, “At Zanarkand” e “Proof of a Hero”, o programa segue a ordem dos números favoritos do público japonês como detalhei acima. Fiquei um pouco surpreso por Xenoblade Chronicles na liderança, porque o jogo é recente e os japoneses costumam ser nostálgicos nessas votações. Fora isso, o Yasunori Mitsuda aparece duas vezes na lista, com Chrono em segundo e Xenogears em nono, assim como a Yoko Shimomura com Legend of Mana e Xenoblade Chronicles (este com outros compositores).

- De última hora, a sueca Sofi Persson não pôde comparecer para cantar a “Song of Mana ~Opening Theme~” do Legend of Mana, como ela fez no Press Start 2012. Em vez de improvisar com outra artista, a performance foi instrumental, só com a orquestra.

- De resto, foram todas aquelas participações especiais já previstas: Hide-Hide (Okami), Emi Evans (NieR), Manami Kiyota e ACE (Xenoblade Chronicles), Akihiro Hayakawa (Wild Arms), além do Haruo Kubota (violão) e Vagabond Suzuki (contrabaixo).

- Diferentemente dos anos anteriores, parece que não houve bate-papos com os compositores originais. Pelas fotos, não vi ninguém de diferente.

- Espero que a apresentação tenha servido para gravarem um CD, já que o último, Press Start the 5th Anniversary,  foi lançado lá em 2010. E, por favor, que no próximo ano compensem essa avalanche de repetecos só com novidades.

[via Famitsu]

Press Start 2013 confirmado; por enquanto apenas cinco reprises no set list

Por Alexei Barros

Passa ano, vem ano, mais Press Start. Desde 2006 tem sido assim, com pelo menos uma apresentação anual no Japão. Em 2013, o concerto acontecerá dia 30 de agosto no Tokyo Metropolitan Art Space, com capacidade para 2000 assentos, e performance da Tokyo Philharmonic Orchestra sob a condução de Taizo Takemoto. Nesta oitava edição confesso não ter nada de muito novo para falar: “espero pelo segundo CD”, “aguardo novidades japonesas”, “quando vocês vão tocar Donkey Kong e Metroid?” etc. O de sempre. Ou seja, nada de novo.

Se eu não tenho grandes novidades para compartilhar sobre o Press Start 2013, o set list parece incorporar esse espírito da mesmice, com, até o momento, decepcionantes cinco reprises. Espero, pelo menos, que daqui em diante sejam somente novidades, com aquelas seleções marotas que só o Press Start possui. Por enquanto, só me resta comentar os números requentados e, para não ficar mais monótono do que já está, coloquei sugestões de números inéditos para cada uma.

- Okami: “The Beginning” ~ “Ryoshima Plains II” ~ “Reset” ~”Thank You” Version~

Já executado no Press Start 2009 e 2011, considero um repeteco altamente dispensável porque é um dos poucos que já tivemos a oportunidade de ouvir e ver também, com um vídeo oficial mostrando a primeira vez em que o Okami foi tocado. Se pudesse trocar por outro jogo da Clover Studio/Platinum Games, optaria sem pestanejar pelo Bayonetta, que inclusive compartilha alguns compositores com o Okami, como o Hiroshi Yamaguchi, autor da “One Of A Kind”.

- Chrono Trigger e Chrono Cross: “A Premonition” ~ “Chrono Trigger” ~ “Wind Scene” ~ “Frog’s Theme” ~ “Decisive Battle with Magus” ~ “Epilogue ~ To Beloved Friends” ~ “Frozen Flame” ~ “Marbule: Home” ~ “Scars of Time”

Acho que só se justificaria um medley da série se fosse novo – como, por exemplo, fez muito bem a Cosmosky Orchestra, com músicas pouco usuais do Chrono Cross. Já teve Chrono em 2008 e 2010 com duas seleções de faixas diferentes, mas o site do concerto afirma que a reprise será idêntica à segunda vez que o jogo foi apresentado. No lugar, podiam fazer algo com o… Radical Dreamers.

- Legend of Mana: “Legend of Mana ~Title Theme~” ~ “Colored Earth” ~ “Hometown Domina” ~ “Ruined Sparkling City” ~ “Song of Mana ~Opening Theme~”

Pela escolha feliz de composições, deve ter sido um dos melhores números do Press Start 2012. Com certeza isso os levou a quererem repetir sem muita demora já neste ano. Resta saber se haverá de novo a cantora sueca radicada no Japão Sofi Persson como em 2012. Mas, Shimomura por Shimomura, talvez pudessem tocar um medley do Kingdom Hearts mais caprichado que o de 2007.

- Xenogears: “Knight of Fire” ~ “In a Prison of Peace and Regret” ~ “Flight”

Yasunori Mitsuda mais uma vez representado com um medley executado no Press Start 2011. Muito provavelmente a escolha se deu por Xenogears ter ficado na berlinda após o lançamento do Myth: The Xenogears Orchestral Album no mesmo ano. Inclusive o medley tem faixas não arranjadas nesse CD. Se pudesse trocar, ficaria evidentemente com Xenosaga, o qual o concerto Score já fez uma belíssima apresentação.

- NieR: “Shadowlord” ~ “Emil” ~ “Kainé” ~ “Song of the Ancients”

Outra repetição do Press Start 2011. Lembro na época como a trilha original polarizou opiniões em fóruns de discussão na internet. Ironicamente, eu fico no meio desses polos, porque há boas músicas, mas chega uma hora que a repetição começa a imperar. Como há dois anos, não teremos a “Grandma”, que, por uma nova ironia, considero a melhor da trilha. Para continuar com um jogo desenvolvido pela Cavia, que, aliás, fechou as portas após o lançamento do NieR, eu voltaria para a geração PlayStation 2 para se lembrar da transcendental trilha de Drakengard 2 por músicas como a “Fate”.

[via PRESS START]

Próximo concerto da VGO terá quatro convidados japoneses; programa inclui suíte de 15 minutos de Grandia arranjada por Noriyuki Iwadare


Por Alexei Barros

Como faz tempo que não falo da Video Game Orchestra por aqui. Até queria comentar mais, acontece que não encontrava performances diferentes das que já publiquei anteriormente. Nesse meio tempo, a orquestra liderada por Shota Nakama ganhou bastante reconhecimento, chegando, inclusive, a participar do Distant Worlds em Boston em março de 2012, em um cross over outrora inconcebível entre as produções de concertos de games.

Mas em 7 de outubro, no Boston’s Symphony Hall, nos EUA, a VGO promete realizar uma apresentação ainda mais ambiciosa. Kinuyo Yamashita, Hitoshi Sakimoto, Yoko Shimomura e Noriyuki Iwadare estarão na plateia. Este último inclusive preparou um arranjo de 15 minutos de Grandia especialmente para o espetáculo… morri. Eu já estava feliz se fosse só a “Theme of Grandia”… Agora uma suíte? De 15 minutos? (E provavelmente com os temas de batalha?)

Além de Grandia, teremos no set list um número intitulado “Sakimoto Medley”. Sinceramente não sei o que pode vir aí, se as obras mais famosas dele (Final Fantasy XII) ou as mais cult, como Verytex, Gauntlet IV, Radiant Silvergun, Gradius V… Na torcida pela segunda opção. Porque a “Return” ainda ressoa na minha mente…

Completam o programa, entre os segmentos já anunciados: “Bombing Mission” (Final Fantasy VII), Street Fighter II, God of War, “Baba Yetu” (Civilization IV), “Vampire Killer” (Castlevania), Kingdom Hearts, “Snake Eater” (Metal Gear Solid 3), Chrono Trigger e Cross e Final Fantasy VII Suite.

Foi aberta uma campanha via Kickstarter para financiar a gravação parcial do concerto com o custo de 30.000 dólares, mas, faltando 13 dias para encerrar o prazo, o valor ainda não atingiu a metade do necessário. De qualquer jeito, eu já vou ficar mais do que satisfeito de ver um videozinho da suíte de Grandia.

[via Kickstarter]

Press Start 2012: um pouco de tudo na segunda meia-dúzia de segmentos

Por Alexei Barros

Se nas primeiras seis atualizações do Press Start 2012 havia especialmente títulos portáteis, nesta segunda atualização, que trouxe mais meia-dúzia de novidades, há uma boa diversidade de jogos antigos e novos para diversos sistemas diferentes. Vamos a elas:

- Muramasa: The Demon Blade: “Introduction” ~ “Impermanence”

Eu normalmente não gosto quando o Press Start reprisa segmentos, mas, quando não existe um registro oficial do número, aumentam as chances de a performance sair em algum CD. O problema é que isso já aconteceu com o Muramasa no álbum Oboromuramasa Ongakushuu Hensou no Maku. Inclusive comentei em detalhes a  “Muramasa: The Demon Blade”, executada anteriormente no Press Start 2010 aqui. O maestro Taizo Takemoto relembrou a ocasião com saudade no texto de revelação, exaltando a mistura de orquestra com guitarra e instrumentos japoneses (tsugaru shamisen e shakuhachi). A escolha mostra como a organização nem sempre se importa com o hype, visto que o Wii já está em vias de se despedir.

- Phoenix Wright: Ace Attorney: “Great Revival ~ Reiji Mitsurugi” (Phoenix Wright: Ace Attorney – Justice for All) ~ “Ryuuichi Naruhodou ~ Objection!” ~ “Investigation ~ Overtaked“ (Phoenix Wright: Ace Attorney)

Eu normalmente não gosto quando o Press Start… não preciso repetir a primeira frase do segmento anterior, né? Mais uma reprise, desta vez do Press Start 2008. A diferença é que o número arranjado pelo Noriyuki Iwadare não chegou a ser registrado oficialmente. Não que faça uma falta absurda, de outro mundo. As três faixas que formam o medley, talvez as mais icônicas da série, foram orquestradas separadamente nos concertos da saga de advocacia virtual realizados naquele mesmo ano de 2008. Milagre: consegui entender alguma coisa aproveitável no Google Translator; Kazushige Nojima lembrou que o primeiro Gyakuten Saiban (como o jogo é conhecido originalmente) saiu em 2001 (para Game Boy Advance) e que parece que foi outro dia que isso aconteceu. Inclusive ele soube do jogo pela Famitsu e ficou bastante impressionado pelo conceito na ocasião – “Objection!”, “Hold It” e todos aqueles impropérios. Mas será que não valeria mais a pena se fosse tocada alguma do Gyakuten Kenji 2 (aquele que a Capcom se recusa a localizar para o Ocidente)?

- Ihatovo Monogatari

O adventure da desconhecida Hect com toques de RPG do Super Famicom está um passo mais fundo da obscuridade dos jogos nunca lançados nos EUA, porque nem tradução de fãs o título recebeu. Nobuo Uematsu disse que a trilha tem o seu lugar na história da game music, com músicas ternas que simulam as cordas (eu achei relativamente convincentes, como mostra a “Ihatovo Praise (from Opening)”, levando em conta que é o SNES). Além disso, ele lembrou que o compositor do Ihatovo Monogatary, Tsukasa Tawada, participou do álbum colaborativo Ten Plants, que possui músicas originais de compositores de games. Apesar de essa lembrança parecer única, o jogo foi homenageado no Orchestral Game Concert 5, o último da série de concertos, com a faixa “Ihatovo Hymn”, em arranjo do próprio Tsukasa Tawada.

- Darius


Uma atualização do tipo “só tem no Press Start”. O mais legal é que isso mostra como eles gostam de volta e meia pegar um shump para colocar no repertório como teve Fantasy Zone em 2009 e Gradius em 2011; isso sem contar, o “Shooting Medley” de 2007, que, inclusive, tocava a “Captain Neo” do Darius. Pelo que dá a entender no texto do Masahiro Sakurai, o arranjo do jogo da Taito de três telas no arcade terá essa e a “Main Theme – Chaos”. Que venham outros shmups!

- Legend of Mana

Até que enfim! Legend of Mana é um desses casos (Shenmue é outro) de um jogo japonês já executado em concertos ocidentais que não apareceram em um espetáculo nipônico. Na verdade, isso só aconteceu uma vez: no Sinfonia Drammatica, realizado na Suécia em 2009, concerto que teve os quatro arranjos do Legend of Mana do álbum drammatica tocados ao vivo. Kazushige Nojima falou sobre a revelação e, pelo que li, será um medley com cinco faixas selecionadas pela compositora Yoko Shimomura. Acredito que “Legend of Mana ~Title Theme~”“Hometown Domina” estejam entre essas como foram citadas. Com essa recordação da série, desde já fica a torcida para o Secret of Mana (com “Danger”) nos próximos anos.

- Final Fantasy XI

Em todas as edições do Press Start, sempre teve um segmento de Final Fantasy. Até 2010, foi meio desanimador: reprises, reprises, reprises. E de segmentos bastante conhecidos. O cenário mudou em 2011, quando foi feito um arranjo novo e exclusivo do Final Fantasy IV. E, de acordo com o que diz o site, mais uma vez será feito um arranjo inédito, desta vez do MMORPG Final Fantasy XI, que completou dez anos de vida em 2012 (considerando o lançamento original para PlayStation 2 no Japão), como lembrou o Nobuo Uematsu. O número será um medley com três faixas, sendo que “Vana’diel March” e “The Republic of Bastok” foram citadas. Como a primeira é do Naoshi Mizuta e a outra da Kumi Tanioka, aparentemente há a intenção de ter uma música de cada compositor. Sabendo que a terceira é do Nobuo Uematsu, deve ser a Final Fantasy XI Opening Theme”. A despeito de eu somente ter citado brevemente o concerto de FFXI no anúncio da apresentação, o espetáculo gerou o DVD Final Fantasy XI Vana♪Con Anniversary 11.11.11 e é sensacional – espero comentar as melhores faixas sem muita demora.

Set list até o momento:

01 – “Save the Princess Famicom Medley”
02 – Kid Icarus: Uprising
03 – Gravity Rush
04 – God Eater
05 – The Legend of Zelda: Skyward Sword
06 – Nora to Toki no Koubou: Kiri no Mori no Majo

[via PRESS START]

Symphonic Fantasies Tokyo: as já conhecidas fantasias sinfônicas em interpretações mais que perfeitas na Terra do Sol Nascente


Por Alexei Barros

Por mais tempo que um indivíduo se dedique a uma determinada obra, sempre há espaço para melhorias. Quem é perfeccionista e vê o que foi feito anos depois, fica com vontade de mexer aqui, retocar ali e até, por que não, começar do zero. Isso em qualquer atividade. Nos videogames, esse aperfeiçoamento vem na forma das atualizações online. Na música e, especialmente, nas músicas orquestrais, o trabalho de aprimoramento é muito maior. Já imaginou ter que imprimir todas as partituras dos instrumentistas de novo? Pelo tempo e dinheiro que se gasta com isso, os polimentos são raros nos concertos de games.

Mas, quando o Symphonic Fantasies, originalmente executado em 2009 na Colônia, Alemanha, é frequentemente exaltado – “absoluto” e “impoluto” foram adjetivos frequentes quando me referi ao concerto e depois ao álbum publicado em 2010 –, logo você vai imaginar que a produção do espetáculo se acostumará com os elogios, repousando na confortável zona de conforto das reprises idênticas à primeira apresentação. Porém, nada disso aconteceu quando o Symphonic Fantasies foi mostrado em Tóquio em janeiro de 2012, récita esta registrada no álbum Symphonic Fantasies Tokyo, lançado em 11 de junho deste ano.

O impacto causado pelo Symphonic Fantasies foi muito grande há três anos. De uma só vez, o concerto revolucionou nas suítes gigantes (de cerca de 18 minutos), na transmissão em vídeo ao vivo para todo o mundo e na qualidade impecável da performance. Dessa forma, foram feitos convites para apresentações em outros países, e o próprio Nobuo Uematsu sugeriu levar o Symphonic Fantasies ao Japão. Mas, para chegar nesse nível, foram necessários 14 dias cheios de ensaios. Ter todo esse tempo livre nas agendas de orquestras pelo mundo não é comum.

Enquanto isso, graças ao êxito do Symphonic Fantasies, aconteceram mais dois concertos-tributo em Colônia: o Symphonic Legends, em homenagem à Nintendo, em 2010, e o Symphonic Odysseys, em reverência ao Nobuo Uematsu, em 2011. Ainda no ano passado aconteceu o LEGENDS, uma revisão do Symphonic Legends na Suécia que serviu para o produtor Thomas Boecker tirar a conclusão de que seria possível ter a mesma qualidade apresentada na Alemanha com apenas dois dias de ensaio. “A experiência em Estocolmo com LEGENDS me mostrou que, se as partituras forem bem-feitas e os músicos estiverem motivados e forem bons, vai funcionar”, disse antes da realização do Symphonic Fantasies em Tóquio. Além disso, os arranjos foram ajustados para otimizar a performance. “Quanto mais conhecimento o arranjador tiver, ele pode encontrar soluções para fazer soar bem sem ser MUITO difícil de tocar. Então é isso que vamos fazer. O tempo que vamos ganhar dessa forma será gasto para fazer soar ainda mais emocionante, mais bonito.”

Com isso, Boecker decidiu investir em 2012 no Symphonic Fantasies em Tóquio, no décimo ano consecutivo em que ele produz concertos de games, chegando ao país onde tudo começou. O primeiro dessa dezena, o First Symphonic Game Music Concert, em 2003, foi também primeiro espetáculo de game music fora do Japão. Para tanto, ele contratou a Tokyo Philharmonic Orchestra, a mais antiga orquestra de música erudita nipônica (formada em 1901), e o Tokyo Philharmonic Chorus, ambos recorrentes em álbuns e récitas de jogos eletrônicos. Benyamin Nuss no piano e Rony Barrak na darbuka voltaram ao palco e, no lugar do norte-americano Arnie Roth, o alemão Eckehard Stier assumiu a regência. Foram realizadas apresentações nos dias 7 e 8 de janeiro no Tokyo Bunka Kaikan, o mesmo local do Dairantou Smash Brothers DX Orchestra Concert. No primeiro dia, estiveram presentes Hiroki Kikuta (Secret of Mana) e Yasunori Mitsuda (Chrono Trigger e Cross) e, no outro, além dos dois, a mestra Yoko Shimomura (Kingdom Hearts). Para completar o quarteto de compositores da Square que haviam comparecido ao espetáculo em Colônia, só ficou faltando mesmo o Nobuo Uematsu.

Como o Symphonic Fantasies original já tinha sido lançado em CD na Europa e no Japão, não seria de esperar que a versão mostrada em Tóquio também fosse. Eis que inesperadamente em maio de 2012 o álbum Symphonic Fantasies Tokyo foi anunciado e em junho foi lançado – por enquanto, somente com publicação no continente europeu.

A principal diferença é que, enquanto o álbum do Symphonic Fantasies original condensava todo o concerto em um CD e deixava o segmento do bis para lançamento digital, o álbum do Symphonic Fantasies Tokyo cobre o espetáculo na íntegra, forçando a divisão do programa em dois discos. O primeiro, com a abertura e as suítes de Kingdom Hearts e Secret of Mana; o outro com as suítes de Chrono e Final Fantasy e o novo bis.

O encarte, com 20 páginas repletas de fotos das apresentações e perfis dos envolvidos, possui agora um prefácio assinado pelo Masashi Hamauzu, que não teve músicas executadas no concerto, mas vem se tornando cada vez mais frequente nas produções do Thomas Boecker. Aliás, só de ver o nome dele, já me deu vontade de que fosse feita uma suíte da série SaGa – obscura no ocidente, mas popular no Japão –, com os seus trabalhos no SaGa Frontier II e especialmente no Unlimited Saga. Mas essa vontade fica para uma próxima. Outra decisão que achei acertada foi a adoção do inglês no texto, dada a universalidade do idioma, visto que, no álbum gravado na Alemanha, a edição japonesa estava escrita na língua local e, na europeia, em alemão. O único ponto um pouco chato disso é a dificuldade de retirar o encarte da caixa do álbum, porque ficou bastante justo, no limite. Se você conseguiu tirar uma vez, é provável que não vai querer fazer isso de novo com medo de estragar o papel.

Uma grande vantagem do Symphonic Fantasies Tokyo em relação ao Symphonic Fantasies é justamente o fato de o concerto ter sido gravado no Japão. Como dito aqui tantas vezes, o público nipônico é extremamente acanhado e, verdade seja dita, educado. Uma plateia inteligente, que respeita a performance e quer apreciá-la, quer fazer valer o ingresso. Durante os dois CDs não há um pio sequer da plateia e nem mesmo aplausos ao final da execução de cada número, o que dá ao Symphonic Fantasies Tokyo a impressão de ter sido gravado em estúdio tamanho o silêncio. No CD do Symphonic Fantasies dá para ouvir, durante a execução do tema dos Chocobos, um “woow” proferido por um fã tresloucado. Hoje, esse cara deve estar muito por feliz por ter o grito eternizado e arranhado a perfeição da performance. Aqui não há nada disso, muito felizmente. Por isso… viva os japoneses!

Já adianto que, excetuando o Encore, todo o resto da seleção de músicas arranjadas é similar ao primeiro Symphonic Fantasies. Mesmo que continue achando que algumas faixas poderiam entrar (nada vai me tirar da cabeça que fez muita falta a “Danger” no Secret of Mana e talvez mais alguma música animada do jogo), não vou repetir tudo o que já falei. É tudo uma questão de comparações. Se na ocasião do concerto eu confrontei os arranjos orquestrais com as originais e no review do álbum coloquei frente a frente os arranjos da mixagem do CD com a versão transmitida, o cotejo agora será entre os dois álbuns. As novidades do Symphonic Fantasies Tokyo estão nas entrelinhas, nas interpretações, nas sutilezas, portanto vamos revisitar aos poucos, com calma, as histórias contadas pelas suítes no palco do concerto realizado na Terra do Sol Nascente.

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“Game Medley” – Zelda, Tetris, Street Fighter II, Sonic e Mario (Game Music Brasil)

Por Alexei Barros

E então… Game Music Brasil. Durante o festival de músicas de jogos realizado 8 de abril, um dia antes do Video Games Live no Rio de Janeiro, foi apresentado um medley preparado especialmente para o evento. O autor do arranjo é o Lucas Lima, músico integrante da Família Lima que tem relação com videogames: além de jogador, chegou a compor as trilhas dos títulos para computador Winemaker Extraordinaire e Avalon desenvolvidos pelo estúdio nacional Overplay.

Como a performance foi da Orquestra Simphonica Villa Lobos, que executou toda a turnê brasileira do VGL em 2011, com imagens sincronizadas de jogos no telão, a miscelânea regida pelo Lucas Lima meio que serviu para mostrar, grosso modo, como seria um Video Games Live totalmente feito no Brasil, a não ser, claro, pela origem japonesa (e russa) dos jogos homenageados.

O problema é que… há muitos problemas. Por favor, sem indulgências ufanistas. Para começo de conversa, é aleatório a peça ter simplesmente o tema “videogame” ou “jogos que todo mundo conhece” ou ainda “jogos preferidos do Lucas Lima”. Repare que em todos os medleys que publiquei, amadores, pró-amadores ou profissionais, sempre teve um elemento comum: gênero, série, produtora, plataforma, compositor, mesmo que o número não apresente uma coerência e seja uma mera sucessão de melodias. Qual o sentido em juntar Mario e Sonic? Tetris e Street Fighter II? Já que foram somente cinco séries escolhidas (as quatro mencionadas e Zelda), preferiria pequenos segmentos para cada uma, em vez de um gigante, de 18 minutos.

Na maioria das mudanças de música, não há transições e sim vazios entre uma faixa e outra. Para mim, isso só é tolerável quando há o intento de recriar a experiência de jogo, afinal de contas a composição de fundo muda abruptamente de um cenário para outro em um Mario da vida.

Prova disso é abrir com “Overworld” de Zelda e pular para a “Type A” do Tetris logo na abertura. A parte que vem na sequência, do Street Fighter II, até que ficou interessante, porque “Title” e “Player Select” (bacanas as linhas graves nos violoncelos), que considero essenciais, não estão no “Street Fighter II Medley” do VGL, além da “Here Comes a New Challenger” e “Chun-Li Stage”. A lembrança de músicas não arranjadas anteriormente também salvou a seção seguinte, do Sonic: não há a “Special Stage” (bela nas cordas e flautas) na obra-prima “Sonic the Hedgehog: Staff Credits” do Richard Jacques. Só que a vinheta “Sega” instrumental perdeu toda a graça sem coral. O sentimento de novidade, apesar de tantos títulos famosos, repete-se com a fatia Mario, pela alusão ao vilipendiado Super Mario Bros. 2. De resto, nada de mais, com tantas interpretações melhores por aí, e o mesmo vale para as seleções do Ocarina of Time que fecharam o extenso medley.

A proximidade da organização do VGL fez com que o GMB importasse um dos pontos negativos (do meu ponto de vista) do afamado show-concerto: a gritaria. De novo, os berros de êxtase nostálgico são exagerados, mais pelo telão do que propriamente pelas lembranças das faixas. Como temia, o VGL deixou o público mal acostumado para apresentações com orquestra, nas quais se deve primeiro ouvir para depois urrar e aplaudir, não tudo simultaneamente, gerando uma salada de sons indecifráveis.

Em contrapartida, a execução abdicou do detestável subterfúgio do VGL: o playback, o que escancarou algumas deficiências:  a falta de sincronia (aqui, momento em que os violinos embolaram legal; ou aqui, instante em que o xilofone se perdeu) e desafinação (atente para os violinos) em alguns momentos. Estranhamente, a Villa Lobos, que, segundo o release do VGL, possui 43 integrantes, parecia estar representada por ainda menos gente pelo que se nota nos vídeos e nas fotos. Inclusive é possível ver uma violinista se assentar quando a performance já havia começado (repare na esquerda do palco). Mais autêntico que o VGL, mas carente de muito polimento.

- “Game Medley”

“Overworld” (The Legend of Zelda) ~ “Type A” (Tetris) ~ “Title” ~ “Player Select” ~ “Ryu Stage” ~ “Chun-Li Stage” ~ “Here Comes a New Challenger” ~ “Guile Stage” (Street Fighter II) ~ “Title” ~ “Green Hill Zone” ~ “1UP” ~ “Green Hill Zone” ~ “Stage Clear” ~ “Special Stage” ~“Green Hill Zone”“Boss” (Sonic the Hedgehog) ~ “Overworld” ~ “Underwater” (Super Mario Bros.) ~ “Overworld” ~ “Invincible” (Super Mario Bros. 2) ~ “Overworld” ~ “Underworld” (Super Mario Bros. 3) ~ “Overworld” (Super Mario World) ~ “World Clear” (Super Mario Bros.) ~ “Hyrule Field Main Theme” ~ “Zelda’s Theme” ~ “Great Fairy’s Fountain” (The Legend of Zelda: Ocarina of Time) ~ “Overworld” (The Legend of Zelda)

A árvore genealógica da série Mana em 20 discos

Por Alexei Barros

A mania de lançar caixas e mais caixas da Sega caiu nas graças da Square Enix. Em 2009, foi lançado o SaGa Series 20th Anniversary Original Soundtrack -Premium Box- com 20 CDs e, desta vez, será a série Seiken Densetsu/Mana que vai comemorar 20 anos de existência com um produto similar. Sei que a coletânea foi anunciada alguns meses atrás, mas só há pouco foram divulgadas as imagens. Atento para o detalhe das fotos da antologia, que não pode ser chamada de box, visto que é uma espécie de estojão que guarda os discos.

Com número de catálogo SQEX-10249~68, o Seiken Densetsu Music Complete Works contará com 19 CDs e um DVD ao preço de 21000 ienes (o que hoje equivaleria a 418 reais, ignorando impostos e outras taxas). Todas as trilhas sonoras originais estão inclusas: Seiken Densetsu, Secret of Mana, Seiken Densetsu 3, Legend of Mana, Sword of Mana, Children of Mana, Dawn of Mana e Heroes of Mana. A maior novidade é que, diferentemente da caixa de SaGa, a compilação incluirá os álbuns com arranjos: Final Fantasy Gaiden: Seiken Densetsu put your thoughts to music, disco com versões arranjadas por Takayuki Hattori, e o experimental secret of mana+, CD que possui uma faixa de 49 minutos entrelaçando releituras de diversas faixas do jogo. Não há nada relativo ao que foi orquestrado em concertos e tampouco do drammatica. O DVD terá, em vídeo, um medley com a performance sinfônica – e eu espero que seja inédita –, além de entrevistas com Kenji Ito, Hiroki Kikuta e Yoko Shimomura. Não são todos, mas definitivamente os principais da série.

[via Nonsense Zone, Square Enix]

Press Start 2011: Gradius, Final Fantasy IV e Pokémon

Por Alexei Barros

Mesmo sabendo que não haverá quem grave as apresentações, que ainda é cedo esperar por um novo CD e que se sair deve ser com a reverberação absurda do Press Start The 5th Anniversary e que nem sempre as transições são as mais bem elaboradas, eu não consigo resistir ao set list do Press Start. Se antes parecia contemporâneo demais com os cinco números previamente anunciados no Twitter, os três segmentos comunicados na matéria da Famitsu e na abertura do site na versão Press Start 2011 garantem o fator nostalgia tão bem representado nas edições anteriores.

Já foram confirmados as datas, os locais e as orquestras e, pela primeira vez, haverá três apresentações em um ano. No dia 14 de agosto, o Shinjuku Bunka Center Hall abrigará duas execuções da Kanagawa Philharmonic Orchestra (a mesma do Press Start 2008 e 2010), sob a regência de Taizo Takemoto, às 14 horas e outra às 18 horas. Quase um mês depois, 19 de setembro, a Nagoya Philharmonic Orchestra realizará a performance no Century Hall do Nagoya International Conference Hall às 17 horas. A novidade é que neste dia o maestro Kosuke Tsunoda assumirá a batuta.

Com isso, me sinto mais confortável para comentar os oito jogos confirmados, mais do que suficiente para um ato, mesmo que cinco deles já tenha abordado superficialmente antes.

- El Shaddai: Ascension of the Metatron

Seleção de jogo lançado mais recentemente, dia 28 de abril. Fiquei impressionado nas primeiras impressões, mas depois de ouvir o álbum todo achei que a repetição acabou imperando, o que não tira o mérito das belíssimas faixas com coral e várias outras. Masahiro Sakurai garantiu a presença da “Theme of El Shaddai”, assinada por Masato Kouda, o compositor de Monster Hunter. Sonho com “Tragic Scream” e “Torn Heart”, mesmo sabendo que é improvável utilizarem um violonista virtuose para a primeira e coral na outra.

- Gradius

Gradius foi um dos 17 jogos escolhidos para o “Shooting Medley” do Press Start 2007 e, assim como Fantasy Zone em 2009, ganhará um segmento próprio muito aguardado (por todo mundo, como escrito no site oficial). Com todo o merecimento, dada a importância musical da trilha original assinada pela Miki Higashino e a extensa discografia, formada por muitos álbuns com versões orquestradas. Kazushige Nojima comentou que muitos jogadores nem tinham nascido quando Gradius foi lançado em 1985, e salientou o grande nível de desafio do shmup. Vai ser difícil não ficar épico o segmento.

- Super Mario Galaxy 2

Afora o Press Start 2006, Mario virou uma tradição do Press Start, e originou um disco promocional com seleções bigodudas, Super Mario Bros. 5th Anniversary Special Sound Track Press Start Edition. Mas faltava SMG2, cuja trilha achei ainda melhor que do primeiro SMG. O texto do maestro Taizo Takemoto trouxe boas memórias, porque ele quem regeu a Mario Galaxy Orchestra na gravação das músicas realizada em fevereiro de 2010. Ainda sonhando com solos de violino, reforço a campanha pela “Square Timber”. Independentemente disso, faixas inspiradas não faltam.

- Xenoblade Chronicles

Desde que redigi aquele post, a localização do RPG para Wii foi confirmada, com o acréscimo de “Chronicles” em relação ao título japonês. No texto de introdução, é elogiada a diversidade da trilha, que é gigantesca e feita por seis compositores, entre eles Yoko Shimomura e Yasunori Mitsuda. Kazushige Nojima fez alguns comentários que fugiram de minha compreensão e diz estar ansioso pelo segmento. Temas mais pesados poderiam ser adaptados para orquestra e até com manutenção da guitarra, visto que Haruo Kubota costuma participar de todas as apresentações.

– NieR

O RPG do PlayStation 3 e Xbox 360 publicado pela Square Enix tem a trilha assinada por quatro compositores do estúdio Monaca: Keiichi Okabe, Kakeru Ishihama, Keigo Hoashi e Takafumi Nishimura, que criaram uma atmosfera única no jogo, com muitas faixas cantadas em idiomas fictícios e acompanhamento de piano. Nobuo Uematsu chegou a comentar a participação da cantora Emi Evans, que, aliás, tocou violoncelo no álbum Octave Theory da Earthbound Papas, mas infelizmente não compreendi o texto pelo tradutor, tampouco sei se ela participará do concerto. Desculpe-me.

- Final Fantasy IV

Considerando que “Final Fantasy Main Theme” (Press Start 2006) é um tema recorrente da série, nunca a série de concertos foi antes do FFVII: “Advent One-Winged Angel” (FFVII Advent Children) em 2007, “Melodies of Life” (FFIX) em 2008 e chegando ao cúmulo de tocar “At Zanarkand” (FFX) duas vezes, em 2009 e 2010. A escolha do jogo, que comemora 20 anos de lançamento e foi recentemente refeito no Final Fantasy IV: The Complete Collection para PSP, é para celebrar com fogos de artifício.

Sabendo que as supramencionadas escolhas foram todas de arranjos conhecidos, temo que o segmento não passe da “Theme of Love” do Shiro Hamaguchi do 20020220. Todavia, além de mencioná-la e comentar que a faixa foi usada em aulas de música para crianças, o texto também destaca a gloriosa “Red Wings”, que inclusive foi orquestrada em uma esquecida versão do Katsuhisa Hattori do OGC1. Pelo pouco que entendi no comentário do Masahiro Sakurai, parece que será um medley, então aguardo pelo melhor.

- Pokémon

Das principais franquias da Nintendo, era uma das poucas ainda não homenageadas, assim como Donkey Kong e Metroid. Difícil de entender a demora, sabendo da popularidade no Japão. Não será a primeira vez que as músicas serão arranjadas – a única iniciativa é o “Pokémon Medley” do Dairantou Smash Brothers DX Orchestra Concert. Embora seja uma completa negação em Pokémon, não foram poucas as vezes que me chamaram a atenção para as músicas da série. O texto introdutório deixa a dúvida no ar se vão ser tocadas as faixas mais antigas ou as novas. Shogo Sakai, o autor do arranjo acima, reforça a qualidade das trilhas nesses 15 anos de série, e revela que Shota Kageyama da Game Freak é o responsável pelo arranjo.

- The Last Story

Quando o RPG lançado no começo da Wii foi confirmado no Press Start 2011, logo imaginei que o arranjo tinha tudo para ser diferente do Symphonic Odysseys, pela diferença de abordagem – a primeira mais literal e a segunda mais artística. Com o comentário do Nobuo Uematsu não há a menor dúvida, visto que os concertos na Alemanha não costumam apresentar as canções pop do jogo com as artistas originais. E é o que acontecerá no Japão: a faixa escolhida é a “Toberu mono”, que terá a mesma vocalista da trilha, Kanon. Enfim, um título da Mistwalker no Press Start, como Blue Dragon e Lost Odyssey não foram lembrados nos anos anteriores.

[via PRESS START, Nonsense Zone]

Concerto germânico terá arranjos inéditos de Zelda e Super Mario Galaxy

Por Alexei Barros

E não para! Apenas pelas recentes apresentações da WDR Radio Orchestra a Alemanha tem uma quantidade generosa de concertos de games – ombreando com a Suécia e atrás do Japão –, agora então a conta só aumenta.

Dia 7 de junho a Bayer Philharmoniker (daquela mesma Bayer dos analgésicos e do time Bayer Leverkusen) tocará no Bayer Kulturhaus uma récita centrada na game music japonesa, especificamente Square Enix e Nintendo. Três números da série Kingdom Hearts serão executados, aqueles mesmos arranjos da Natsumi Kameoka do álbum drammatica e do Sinfonia Drammatica e mais quatro partituras do Shiro Hamaguchi de faixas conhecidas de Final Fantasy – ainda assim, destas somente a “One-Winged Angel” foi tocada anteriormente em solo alemão no Fourth Symphonic Game Music Concert (2006).

A melhor parte é a da Big N: quatro segmentos de Zelda e três de Mario inéditos preparados pelo talentoso Roger Wanamo, o autor das suítes “Super Mario Bros. (Retro Suite)” e “Super Mario Galaxy (Galactic Suite)” do Symphonic Legends. Desde já conclamo pela boa vontade do público em compartilhar essas maravilhas no YouTube. A icônica “Kakariko Village” sempre achei uma tremenda injustiça ser tão pouco lembrada… e o que dizer da “The Legend of Zelda – A Link to the Past Suite”? Imagina se tiver a “Dark Mountain Forest”?

Abaixo o set list completo, sendo que os arranjos novos estão com as músicas originais, evidentemente.

Kingdom Hearts
“Destati” (Kingdom Hearts)
“The Other Promise” (Kingdom Hearts II)
“The 13th Anthology” (Kingdom Hearts I, II e Chain of Memories)

The Legend of Zelda
“Death Mountain”
“Hyrule Field”
“Kakariko Village”
– “The Legend of Zelda – A Link to the Past Suite”

Super Mario Galaxy
– “Luma & The Star Festival
“Rosalina in the Observatory”
– “Egg Planet & Wind Garden

Final Fantasy
“Zanarkand” (Final Fantasy X)
“Don’t be Afraid”  (Final Fantasy VIII)
“Theme of Love” (Final Fantasy IV)
“One-Winged Angel” (Final Fantasy VII)

[via Bayer Kultur]

Trilhas dos episódios portáteis de Kingdom Hearts tudo de uma vez em fevereiro

Por Alexei Barros

Há tempos me incomodava o fato de vários episódios da série Kingdom Hearts terem sido lançados sem que viessem os álbuns das trilhas originais. Considerando as datas japonesas, Kingdom Hearts 358/2 Days saiu em maio de 2009 para Nintendo DS e Kingdom Hearts Birth by Sleep em janeiro de 2010 para PSP. Felizmente, todas as músicas estarão em um só pacote, marcado para chegar às lojas dia 2 de fevereiro de 2011, com número de catálogo SQEX-10213~5 a 3000 ienes (60 reais).

Apesar de o nome ser Kingdom Hearts Birth by Sleep & 358/2 Days Original Soundtrack, são três discos que cobrem ainda a trilha de Kingdom Hearts Re:coded, lançado em outubro de 2010 para DS no Japão. Jogo, que, por sua vez, é um remake de Kingdom Hearts coded de celular. Além de Yoko Shimomura, tradicional compositora da série, Tsuyoshi Sekito e Takeharu Ishimoto também participaram.

Melhor que a novidade, já é possível conferir amostras de 24 faixas do Birth by Sleep no site oficial. Basta entrar seção correspondente, do meio, selecionar o disco e depois clicar nos títulos das músicas disponíveis para audição. No primeiro CD, destaco “Terra” (7) e “The Tumbling” (23) pelo uso soberbo do violino e a tensa “Extreme Counters” (17). No segundo, “Fresh Fruits Balls” (7) é de uma animação só, “Rage Awakened -The Origin-” (19) e “Aqua” (20) têm um violino de outro mundo e “Dismiss” (21) revive a “Destati”. Muito provavelmente alguém gostará de outras, então não hesite em comentar caso isso acontecer.

[via Nobuooo]


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