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Soul Sacrifice: para ouvir sem nenhum sacrifício

Por Alexei Barros

Há uns 10 anos, ter uma trilha orquestrada em um jogo para consoles de mesa não era comum. Em 2006, eu me lembro do quão surpreendente foi o ouvir o tema de abertura orquestrado do remake do Final Fantasy III para Nintendo DS. Hoje já é algo tão convencional que jogos portáteis apresentam não só uma música, mas a trilha inteira gravada por instrumentistas de verdade.

Um bom exemplo desses novos tempos é o RPG de ação Soul Sacrifice, uma nova empreitada de Keiji Inafune fora dos domínios da Capcom para o PS Vita. Já saiu no Japão, aqui chega dia 30 de abril. O álbum com as músicas Soul Sacrifice Original Soundtrack aterrissa dia 13 de março, vulgo amanhã, e é justamente esse o motivo do post.

Assinada por uma inusitada dobradinha de Wataru Hokoyama (Afrika, Resident Evil 5) e Yasunori Mitsuda (Chrono, Xenogears etc.), a trilha foi gravada no Skywalker Sound nos EUA e, ao que tudo indica, a Skywalker Symphony Orchestra, formada por músicos freelancers de São Francisco, realizou a performance. Não dou certeza porque foram feitos três vídeos para promover só essa parte de áudio do jogo, mas nenhum deles confirma mesmo que foi essa a orquestra utilizada – não é só a Skywalker Symphony que grava no Skywalker Sound. Ambos os compositores já lidaram com orquestras desse naipe (Hollywood Studio Symphony no caso do Afrika e RE5 e London Philharmonic Orchestra no XenoSaga) e dessas proporções – segundo a Famitsu, foram mais de 100 instrumentistas.

Enquanto o primeiro vídeo dá um panorama geral, o segundo mostra uma impactante composição do Hokoyama e o terceiro uma música do Mitsuda – com guitarra e coral, mas só em áudio, em uma faixa fora dos padrões dele. O quarto, caso você não tenha visto, mostra os compositores comentando o trabalho no evento de revelação do jogo realizado em maio de 2012.

Enfim, estamos de olhos e ouvidos atentos.

The Music of Soul Sacrifice

“Beginning of the End” – Wataru Hokoyama

“Melody of the Souls – main theme” – Yasunori Mitsuda

Soul Sacrifice Presentation Summary

“Chrono Cross Medley” – Chrono Cross (Cosmosky Orchestra in Bunkyo Civic Hall)

Por Alexei Barros

Eu sei que já passei da linha do insuportável elogiando os japoneses e suas performances, mas, me desculpe, serei obrigado afirmar de novo: os japoneses são os melhores.

Se você procurar por Chrono Cross no YouTube, certamente vai se deparar com uma pletora de gravações de concertos. A maioria será da “Scars of Time”, a música que, se repetida mais umas mil vezes, deverá empatar com a quantidade de execuções da “One-Winged Angel”.

Mas eis que surge a Cosmosky Orchestra em sua primeira aparição em vídeo na internet e toca um medley não só com a “Scars of Time”, mas com outras faixas do RPG do PlayStation que muitos nem se arriscaram chegar perto. Não só com orquestra. Com banda. E com coral – nunca vi tocarem Chrono Cross com coral. Antes mesmo de apertar o play lá embaixo, a imagem geral do palco já levanta dúvidas sobre o amadorismo (onde?) da apresentação. A Cosmosky Orchestra, contando por cima, deve ter cerca de 70 instrumentistas e o Chor Crystal Mana cerca de 40 vozes.

O começo do arranjo exclusivo, do Tomomi Hakamata, já é fora dos padrões, com a sublime “Garden of God” – como puderam ignorá-la esse tempo todo? Apenas ao som do xilofone e da harpa as mulheres entoam a música, climatizando o ambiente etéreo. A orquestra mostra a que veio, com um naipe gigantesco de cordas. Em seguida, a badalada “Scars of Time” é lembrada na flauta, com a harpa e, lá no fundão (do palco e da mixagem) o baixo elétrico, em uma participação mais tímida que na original. Na hora da virada e a percussão a toda, há uma diferença para a maioria dos concertos que tocam a música: a melodia é tocada pelas flautas e não em um solo de violino como é mais comum. No finalzinho, sim, tem o solo de violino, mas competindo com o coral. Deveria ser um ou outro, até porque a mixagem da gravação enterrou o violino.

Depois, vem a calmaria da “Arni Village ~ Home”, que representa o primeiro momento mais tranquilo depois da tensão do prólogo, chegando com a flauta e oboé acompanhados pelas flautas. Um pouco abruptamente surge a curtíssima “Grief”, seguida pela explosão da “The Brink of Death”. A rendição dessa música, devo confessar, ficou bem aquém do esperado pela lerdeza do andamento (basta lembrar a versão da suíte de Chrono no Symphonic Fantasies, com o andamento condizente com a composição). A emocionante “Prisoners of Fate” ganha uma nova dimensão de dramaticidade com o coral, que não existia na original.

O operador de câmera inclusive já sabia: a “Beginning of a Dream” é tocada em um solo de guitarra (sim, tem guitarra ainda por cima), mesmo que, na original, o timbre lembrasse mais uma flauta. A participação do instrumento é até mais justificada com a “Magical Dreamers ~The Wind, the Stars, and the Sea~”, que tinha guitarra mesmo, estabelecendo um diálogo com a orquestra. Daí depois entra, imitando a original, a bateria e o baixo elétrico… estupendo!

Com a percussão a mil, a “The Dream that Time Dreams” é tocada, inclusive com a enfartante alusão ao tema “Chrono Trigger” do predecessor já existente na original e com coral, além de breves ressonâncias da melodia da “Radical Dreamers”. Para fechar, a “Scars of Time” ganha uma rendição completamente diferente, com maior uso do coral.

Evidentemente, não é uma performance perfeita, mas mostra o abismo de qualidade do que temos de mais badalado por aí. Não ouço nenhum playback, não vejo nenhum telão, ninguém chutando cadeira ou tentando agitar a galera. Apenas uma apresentação de fãs que se sustenta pela música e nada mais do que a música.

 “Chrono Cross Medley”
“Garden of God” ~ “Scars of Time” ~ “Arni Village ~ Home” ~ “Grief” ~ “The Brink of Death” ~ “Prisoners of Fate” ~ “Beginning of a Dream” ~ “Magical Dreamers ~The Wind, the Stars, and the Sea~” ~ “The Dream that Time Dreams” ~ “Radical Dreamers” ~ “Scars of Time”

Soundtrack Cologne – East meets West: Xenogears e Unlimited SaGa no programa


Por Alexei Barros

Provisoriamente conhecido como Symphonic Game Music Concert 2012, o concerto a acontecer na Alemanha dia 16 de novembro deste ano (não confunda com o Final Symphony em maio de 2013) mudou de nome e tem reservado boas novidades para os amantes da música sinfônica gamística.

O espetáculo, agora intitulado Soundtrack Cologne – East meets West, tem o conceito, como o nome diz, de misturar em uma mesma apresentação as escolas japonesa e ocidental de composição. O lado do ocidente já teve dois representantes anunciados: Journey (do americano Austin Wintory) e Turrican II (do alemão Chris Huelsbeck). Mas do oriente o programa é ainda mais promissor, com Xenogears (do japonês Yasunori Mitsuda) e Unlimited SaGa (do alemão – de olhos puxados – Masashi Hamauzu).

As duas adições são ousadas para um concerto germânico. Xenogears jamais foi lançado na Europa, nem mesmo no relançamento da PlayStation Network. O RPG filosofal será representado por uma suíte arranjada pelo finlandês Roger Wanamo – por consequência, uma suíte diferente da apresentada no bis do Press Start 2011, em que o jogo foi tocado ao vivo pela primeira vez. Mitsuda foi consultado para sugerir suas composições favoritas para a peça.

Unlimited SaGa foi publicado na Europa para PlayStation 2, mas não é um jogo lá muito famoso. Nunca joguei e não li comentários favoráveis a respeito. Já a trilha sonora… talvez esse seja o único motivo para o jogo ser lembrado hoje. Aliás, o último capítulo original da série SaGa lançado (isso em 2003), como depois só vieram remakes. Eu, se pudesse escolher, ficaria entre a “Battle Theme I” e a “Unlimited SaGa Overture” (que compartilham o mesmo motivo inclusive). Mas a faixa escolhida é ótima, remetendo ao trabalho do Hamauzu em Final Fantasy XIII: a “Ruby’s Theme”. Como o Xenogears, o arranjo será do competente Roger Wanamo.

Além desses dois, está listado o segmento “Final Fantasy – Concerto for Piano and Orchestra”, que acredito ser o mesmo apresentado no Symphonic Odysseys. A performance da WDR Radio Orchestra Cologne e WDR Radio Choir Cologne no Funkhaus Wallrafplatz conduzida pelo maestro britânico Wayne Marshall não terá transmissão em vídeo como o Symphonic Fantasies e o Symphonic Odysseys, mas haverá sim transmissão em áudio, o que já considero um imenso privilégio.

[via Facebook]

Symphonic Fantasies Tokyo: as já conhecidas fantasias sinfônicas em interpretações mais que perfeitas na Terra do Sol Nascente


Por Alexei Barros

Por mais tempo que um indivíduo se dedique a uma determinada obra, sempre há espaço para melhorias. Quem é perfeccionista e vê o que foi feito anos depois, fica com vontade de mexer aqui, retocar ali e até, por que não, começar do zero. Isso em qualquer atividade. Nos videogames, esse aperfeiçoamento vem na forma das atualizações online. Na música e, especialmente, nas músicas orquestrais, o trabalho de aprimoramento é muito maior. Já imaginou ter que imprimir todas as partituras dos instrumentistas de novo? Pelo tempo e dinheiro que se gasta com isso, os polimentos são raros nos concertos de games.

Mas, quando o Symphonic Fantasies, originalmente executado em 2009 na Colônia, Alemanha, é frequentemente exaltado – “absoluto” e “impoluto” foram adjetivos frequentes quando me referi ao concerto e depois ao álbum publicado em 2010 –, logo você vai imaginar que a produção do espetáculo se acostumará com os elogios, repousando na confortável zona de conforto das reprises idênticas à primeira apresentação. Porém, nada disso aconteceu quando o Symphonic Fantasies foi mostrado em Tóquio em janeiro de 2012, récita esta registrada no álbum Symphonic Fantasies Tokyo, lançado em 11 de junho deste ano.

O impacto causado pelo Symphonic Fantasies foi muito grande há três anos. De uma só vez, o concerto revolucionou nas suítes gigantes (de cerca de 18 minutos), na transmissão em vídeo ao vivo para todo o mundo e na qualidade impecável da performance. Dessa forma, foram feitos convites para apresentações em outros países, e o próprio Nobuo Uematsu sugeriu levar o Symphonic Fantasies ao Japão. Mas, para chegar nesse nível, foram necessários 14 dias cheios de ensaios. Ter todo esse tempo livre nas agendas de orquestras pelo mundo não é comum.

Enquanto isso, graças ao êxito do Symphonic Fantasies, aconteceram mais dois concertos-tributo em Colônia: o Symphonic Legends, em homenagem à Nintendo, em 2010, e o Symphonic Odysseys, em reverência ao Nobuo Uematsu, em 2011. Ainda no ano passado aconteceu o LEGENDS, uma revisão do Symphonic Legends na Suécia que serviu para o produtor Thomas Boecker tirar a conclusão de que seria possível ter a mesma qualidade apresentada na Alemanha com apenas dois dias de ensaio. “A experiência em Estocolmo com LEGENDS me mostrou que, se as partituras forem bem-feitas e os músicos estiverem motivados e forem bons, vai funcionar”, disse antes da realização do Symphonic Fantasies em Tóquio. Além disso, os arranjos foram ajustados para otimizar a performance. “Quanto mais conhecimento o arranjador tiver, ele pode encontrar soluções para fazer soar bem sem ser MUITO difícil de tocar. Então é isso que vamos fazer. O tempo que vamos ganhar dessa forma será gasto para fazer soar ainda mais emocionante, mais bonito.”

Com isso, Boecker decidiu investir em 2012 no Symphonic Fantasies em Tóquio, no décimo ano consecutivo em que ele produz concertos de games, chegando ao país onde tudo começou. O primeiro dessa dezena, o First Symphonic Game Music Concert, em 2003, foi também primeiro espetáculo de game music fora do Japão. Para tanto, ele contratou a Tokyo Philharmonic Orchestra, a mais antiga orquestra de música erudita nipônica (formada em 1901), e o Tokyo Philharmonic Chorus, ambos recorrentes em álbuns e récitas de jogos eletrônicos. Benyamin Nuss no piano e Rony Barrak na darbuka voltaram ao palco e, no lugar do norte-americano Arnie Roth, o alemão Eckehard Stier assumiu a regência. Foram realizadas apresentações nos dias 7 e 8 de janeiro no Tokyo Bunka Kaikan, o mesmo local do Dairantou Smash Brothers DX Orchestra Concert. No primeiro dia, estiveram presentes Hiroki Kikuta (Secret of Mana) e Yasunori Mitsuda (Chrono Trigger e Cross) e, no outro, além dos dois, a mestra Yoko Shimomura (Kingdom Hearts). Para completar o quarteto de compositores da Square que haviam comparecido ao espetáculo em Colônia, só ficou faltando mesmo o Nobuo Uematsu.

Como o Symphonic Fantasies original já tinha sido lançado em CD na Europa e no Japão, não seria de esperar que a versão mostrada em Tóquio também fosse. Eis que inesperadamente em maio de 2012 o álbum Symphonic Fantasies Tokyo foi anunciado e em junho foi lançado – por enquanto, somente com publicação no continente europeu.

A principal diferença é que, enquanto o álbum do Symphonic Fantasies original condensava todo o concerto em um CD e deixava o segmento do bis para lançamento digital, o álbum do Symphonic Fantasies Tokyo cobre o espetáculo na íntegra, forçando a divisão do programa em dois discos. O primeiro, com a abertura e as suítes de Kingdom Hearts e Secret of Mana; o outro com as suítes de Chrono e Final Fantasy e o novo bis.

O encarte, com 20 páginas repletas de fotos das apresentações e perfis dos envolvidos, possui agora um prefácio assinado pelo Masashi Hamauzu, que não teve músicas executadas no concerto, mas vem se tornando cada vez mais frequente nas produções do Thomas Boecker. Aliás, só de ver o nome dele, já me deu vontade de que fosse feita uma suíte da série SaGa – obscura no ocidente, mas popular no Japão –, com os seus trabalhos no SaGa Frontier II e especialmente no Unlimited Saga. Mas essa vontade fica para uma próxima. Outra decisão que achei acertada foi a adoção do inglês no texto, dada a universalidade do idioma, visto que, no álbum gravado na Alemanha, a edição japonesa estava escrita na língua local e, na europeia, em alemão. O único ponto um pouco chato disso é a dificuldade de retirar o encarte da caixa do álbum, porque ficou bastante justo, no limite. Se você conseguiu tirar uma vez, é provável que não vai querer fazer isso de novo com medo de estragar o papel.

Uma grande vantagem do Symphonic Fantasies Tokyo em relação ao Symphonic Fantasies é justamente o fato de o concerto ter sido gravado no Japão. Como dito aqui tantas vezes, o público nipônico é extremamente acanhado e, verdade seja dita, educado. Uma plateia inteligente, que respeita a performance e quer apreciá-la, quer fazer valer o ingresso. Durante os dois CDs não há um pio sequer da plateia e nem mesmo aplausos ao final da execução de cada número, o que dá ao Symphonic Fantasies Tokyo a impressão de ter sido gravado em estúdio tamanho o silêncio. No CD do Symphonic Fantasies dá para ouvir, durante a execução do tema dos Chocobos, um “woow” proferido por um fã tresloucado. Hoje, esse cara deve estar muito por feliz por ter o grito eternizado e arranhado a perfeição da performance. Aqui não há nada disso, muito felizmente. Por isso… viva os japoneses!

Já adianto que, excetuando o Encore, todo o resto da seleção de músicas arranjadas é similar ao primeiro Symphonic Fantasies. Mesmo que continue achando que algumas faixas poderiam entrar (nada vai me tirar da cabeça que fez muita falta a “Danger” no Secret of Mana e talvez mais alguma música animada do jogo), não vou repetir tudo o que já falei. É tudo uma questão de comparações. Se na ocasião do concerto eu confrontei os arranjos orquestrais com as originais e no review do álbum coloquei frente a frente os arranjos da mixagem do CD com a versão transmitida, o cotejo agora será entre os dois álbuns. As novidades do Symphonic Fantasies Tokyo estão nas entrelinhas, nas interpretações, nas sutilezas, portanto vamos revisitar aos poucos, com calma, as histórias contadas pelas suítes no palco do concerto realizado na Terra do Sol Nascente.

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As sinfonias sintetizadas que quase enganam

Por Alexei Barros

Eu sempre tive certa repulsa às músicas sintetizadas que emulam orquestras pelo artificialismo dos timbres. Apenas um Yuzo Koshiro – e olhe lá – consegue utilizar timbres verdadeiramente convincentes que deixam na dúvida se a gravação foi reproduzida por dezenas de instrumentistas ou simulada por computador – dúvida que é elucidada, na medida do possível, ao ver créditos ou não dos musicistas no encarte ou no próprio jogo.

Mas mudo meu conceito neste post. Nesse terreno de diversidade de conteúdo que é o YouTube, há arranjadores amadores, se é que já não viraram profissionais, que mostraram a excelência de versões sinfônicas sintetizadas. Se não nos enganam por completo, matam a avidez por arranjos de músicas que dificilmente entrariam em concertos. E, caso fossem escolhidas, demorariam muito pela natureza obscura de alguns jogos.

Em vez de redigir um post para cada arranjo, preferi concentrar todos os interessantes que encontrei em um, porque, apesar de tudo, uma versão sintetizada não tem o mesmo peso de uma verdadeira. Mas nada impede que, se surgirem outras, eu faça um post no estilo daquela série Músicas que não faltam… ah, deixa pra lá.

Alex Kidd in Miracle World – “Alex Kidd (Main Theme)”

Alex Kidd é um jogo meio ingrato para aparecer em concertos, porque é o tipo de título antigo que apareceria no Press Start, isso se o Master System não fosse uma pulga perto do colosso Famicom no Japão.

Blake Robinson, nome que você lerá muitas vezes neste post, fez uma versão bem curta do tema principal imitando uma orquestra. Só que ele não se deu por feliz e colocou um coro de crianças virtual. Combinou perfeitamente.

DuckTales – “The Moon”

“The Moon” é uma das faixas mais incríveis não só do NES, não só da Capcom, de toda a geração inteira 8-bit. Mas quem mandou fazer uma música tão boa em um jogo licenciado? Isso talvez poderia trazer alguma dificuldade na hora de a composição entrar em um concerto… ou não.

A vontade de ouvir a “The Moon” orquestrada é tanta que existem cerca de cinco ou seis arranjos orquestrais diferentes, mas, até que me convençam o contrário, este é o melhor de todos, com um bom jogo de pizzicatos edulcorados por um piano incidental.

Golden Axe II – “Boss (Stage 1-3)”

Ouvi antes o arranjo e fiquei espantado como, orquestrada, a música ganhou uma nova dimensão. A escolha dos metais para reproduzir a melodia é adequada, e é incrível que os trompetes simulados soem tão bem.

Mario Paint – “BGM 1″

Se nem todos os jogos da série principal do Mario foram lembrados nos concertos, o que dirá os títulos de outros gêneros que levam a assinatura bigoduda. Mario Paint é um desses e, convenhamos, com Hirokazu Tanaka envolvido na composição, não tem por que dar errado um arranjo desse tipo. Ah, se o Orchestral Game Concert tivesse mais dez edições…

Mario Party – “The Stolen Star”

Mario Party nem é, a meu ver, o jogo do Mario não canônico de maior expressão, mas tem algo interessante na composição na autoria desta trilha: é do Yasunori Mitsuda. O dia em que fizerem um concerto de tributo a ele, um arranjo competente como este daria uma bela variada em meio aos Chronos e Xenos.

Metal Gear: “Operation Intrude N313″ ~ “Theme of Tara” ~ “Red Alert”

Com toda a fama da vertente Solid, muitos podem estranhar que existe vida na série Metal Gear antes de 1998. E mais: que há músicas boas dos primeiros jogos da era MSX2. Este arranjo consegue transmitir a tensão e o nervosismo da missão de Snake, em uma tradução muito fiel para orquestra sintetizada das faixas originais. O autor do feito é o brasileiro André Colares, que já fez trilhas pra curtas e peças de teatro e almeja entrar na área de games. Se você curtiu, não deixe de entrar no canal do rapaz para ouvir composições originais. E eu se fosse você também pediria que ele fizesse mais arranjos de músicas de games.

Sonic the Hedgehog – “Final Zone”

O arranjo “Sonic the Hedgehog: Staff Credits” do Richard Jacques para o Video Games Live tem todas as músicas das zonas do Sonic 1, certo? Todas, menos a “Final Zone”. Assim como no Alex Kidd, Blake Robinson colocou timbres de coral, mas aqui no caso adulto mesmo. E mais uma vez foi uma escolha certeira. Deu um clima meio Super Mario Galaxy, não?

Sonic the Hedgehog 4: Episode I – “Splash Hill Zone Act 1”

Há um longo caminho (Sonic 2, Sonic 3…) até chegarmos às versões orquestradas do Sonic 4, mas o Blake Robinson já deu uma palhinha de como ficaria o tema da fase inicial do Episode I, provavelmente o melhor do jogo. Só deixaria num andamento mais rápido.

Streets of Rage 2 – “Back to The Industry”

A dificuldade para achar arranjos orquestrais de Streets of Rage não está no papel. Claro, não é uma tarefa fácil pela característica dançante das músicas. O arranjador ubergrau conseguiu extrair uma sinfonia da “Back to The Industry”, rendendo uma bela peça orquestral e sem descaracterizar a faixa. Nem está entre as minhas favoritas a original, mas se ele fizesse o mesmo com outras do Koshirão…

Se você conhecer outros arranjos do tipo, sinta-se à vontade para se manifestar nos comentários. Quem sabe eu não me anime a fazer uma segunda parte.

Agradeço secretamente o espião Rafael Fernandes pela indicação do canal do Blake Robinson.

Kid Icarus: Uprising: Koshirão, Mitsuda, Sakuraba, Iwadare e Masafumi Takada são os compositores; ouça os primeiros samples


Por Alexei Barros

Eu sou fervorosamente favorável ao retorno de séries estimadas que estão há anos em letargia. Fico satisfeito com o regresso. Foi assim na E3 2010 com o anúncio de Kid Icarus: Uprising, terceiro jogo da franquia da Nintendo que possuía apenas dois jogos, o primeiro para NES (1987) e a continuação, Kid Icarus: Of Myths and Monsters, para Game Boy (1991). Como se não bastasse no mesmo evento ter sido anunciado Donkey Kong Country Returns.

Mas, se DKC Returns saiu para Wii em 2010, eu confesso ter desanimado ao saber que Uprising seria para 3DS. Nada contra o aparelho, é que eu pensei: “Com tanta coisa para jogar para DS ainda, por que eu compraria JÁ outro portátil?”. Claro que o descaso seria temporário. Temporário até sair o Professor Layton vs. Ace Attorney eu imaginava.

Nem acompanhava com muito afinco as novidades e vídeos de Kid Icarus: Uprising pela expectativa mediana. Daí notei que o meu desdém era descabido quando vi que: 1) O jogo tirou 40/40 da Famitsu. Certo que a nota máxima da revista ficou um pouco banalizada, mas muitos títulos AAA não gozaram da mesma avaliação; 2) Revelam os compositores da trilha, simplesmente: Yuzo Koshiro, Masafumi Takada, Motoi Sakuraba, Noriyuki Iwadare e Yasunori Mitsuda. Só isso. Os três últimos são mestres dos RPGs – fizeram as trilhas de Star Ocean, Grandia e Chrono Trigger, respectivamente. Takada acompanhou a loucura de Goichi Suda em jogos como killer7 e No More Heroes antes de virar freelancer e Koshirão não preciso dizer quem é.

Masahiro Sakurai, o líder da Project Sora, desenvolvedora do Uprising, realmente tem um cuidado especial com as músicas de suas produções. Não é de se estranhar que ele seja um dos responsáveis da série de concertos Press Start, que, aliás, tocou Kid Icarus em 2011, e tenha angariado 36 compositores para os arranjos da trilha de Super Smash Bros. Brawl.

Para criar expectativa, ele inclusive havia avisado que o compositor do Uprising trabalhou no jogo de (luta? Ou gênero indefinido?) de 2008. Isso dava margem para a participação de Hirokazu Tanaka, que criou, para variar, músicas soberbas no jogo original, tal como em Metroid.

Mesmo sem ele, como reclamar com um quinteto desses? O melhor é que o site oficial do jogo é bem generoso: até agora são sete faixas, e as amostras podem ser ouvidas na íntegra. Acompanhe na ordem.

As duas primeiras possuem um viés sinfônico (não arriscaria dizer que foram gravadas por uma orquestra de fato), e a segunda, do Koshirão, tem timbres de coral. A terceira, de novo do Sakuraba, tem potencial para ser uma nova “Gerudo Valley”, com um violão estilo flamenco simplesmente magnífico. Para quem reclama da mesmice Sakurabística no rock progressivo, aí está a resposta.

O Sakuraba volta a roubar a cena na quarta, com reminiscências do tema “Underworld” do Hip Tanaka que é a música-chave da série. Essas cordas ficaram uma pintura, e depois são reforçadas por uma guitarra alucinante. Guitarra? De novo na quinta, em uma promissoríssima faixa do Yasunori Mitsuda. Na sexta temos a pompa dos melhores tempos de Noriyuki Iwadare em Grandia – para você ver o nível do negócio. Do Masafumi Takada pode se esperar tudo. Tudo menos um solo de violino acompanhado por percussão, retomando o flamenco da terceira.

Abaixo os links diretos para as faixas, levando em conta que esses nomes não são as traduções oficiais.

01 – “Main Theme” (Motoi Sakuraba)
02 – “Magna Theme” (Yuzo Koshiro)
03 – “Black Pit Theme” (Motoi Sakuraba)
04 – “Chapter 4 Air Battle” (Motoi Sakuraba)
05 – “Boss Battle” (Yasunori Mitsuda)
06 – “Star Pirate Theme” (Noriyuki Iwadare)
07 – “Practice Room” (Masafumi Takada)

Com todo o respeito ao Final Fantasy XIII-2, já temos a trilha do ano?

[ATUALIZAÇÃO] Antes que eu ousasse reclamar do lançamento do álbum, a Nintendo anunciou a Shin Hikari Shinwa Palutena no Kagami Music Selection, que pode ser trocada na Club Nintendo nipônica por 400 pontos (ou 250 se você morar no Japão e tiver comprado o Uprising). Ou seja, não dependeremos dos ripadores do YouTube desta vez.

[via Andria Sang, My Nintendo News]

“Battle Medley” – Chrono Trigger (Meine Meinung)

Por Alexei Barros

Por mais que existam centenas e centenas de arranjos de Chrono Trigger, os temas de combate acabam sendo deixados para escanteio – exceção ao “Battle with Magus”, que de uns tempos para cá ganhou interpretações orquestrais.

Veja, por exemplo, a “Battle 1” . É uma das músicas que você mais escuta durante o jogo pela grande fartura de batalhas ao longo do jogo. Isso que os combates não são aleatórios. Outro caso é a “Boss Battle 1”, a única faixa da trilha assinada pela Noriko Matsueda. Por não ser do Yasunori Mitsuda e do Nobuo Uematsu, a ótima composição, acelerada e tudo mais, também não é muito lembrada. Justamente as duas estão presentes no medley da banda Meine Meinung. Excelente? Sem dúvidas. Japonesa? Evidente.

Vou fazer uma confissão: não sou lá muito fã de arranjos 100% acústicos. Sinto falta dos instrumentos elétricos. Mas, neste caso, a qualidade é tão suprema que não fiquei com saudade de baixo elétrico ou guitarra. Claro que muito se deve pela excelência dos instrumentistas e microfonação profissional na captação de áudio.

Dois violões, percussão e baixo acústico formam o quarteto plenamente entrosado e inspirado. Mal a “Battle 1” é tocada – destaque para as linhas graves reproduzidas pelo incansável contrabaixista –, um dos violões já faz um solo espetacular. Na sequência, vem a “Boss Battle 1”, na qual o contrabaixista toca em dado momento usando o arco do instrumento. Fugindo daquele formato convencional de uma única referência a cada música no medley, a peça volta rápido para a “Battle 1” , vai de novo para a “Boss Battle 1”, culminando na “Fanfare 1 (Lucca’s Theme)”. Uma perfeição.

- “Battle Medley”
“Battle 1”“Boss Battle 1”“Battle 1” ~ “Boss Battle 1” ~ “Fanfare 1 (Lucca’s Theme)”

Yasunori Mitsuda cutuca ferida e reabre cicatriz temporal do Chrono Cross Arrange Album; ouça a “Dimension Break”

Por Alexei Barros

Os mais atentos devem estar cientes do Play for Japan: The Album, projeto que congregou diversos compositores de games de todo o mundo para ajudar as vítimas do terremoto no Japão. Akira Yamaoka é o líder da empreitada, e ele conseguiu reunir nomes como Nobuo Uematsu, Koji Kondo, Hirokazu Tanaka, Jason Graves, Tommy Tallarico e até mesmo a simpática Laura Shigihara, conhecida na cena indie pela trilha do jogo Plants vs. Zombies. Lançada dia 15 de julho, a coletânea é vendida digitalmente no Amazon e iTunes por dez dólares.

À parte a iniciativa salutar do Yamaoka e a reunião de nomes ocidentais e japoneses em um mesmo álbum, o detalhe mais interessante é referente à participação do Yasunori Mitsuda. Volto para dezembro de 2008, quando, surpreendentemente, ele liberou uma amostra da “A Narrow Space Between Dimensions” que seria parte do aguardado Chrono Cross Arrange Album, que vem se arrastando desde 2006. A mesma faixa renasceu, em versão completa, no Play for Japan: The Album agora chamada “Dimension Break”. São apenas dois minutos, mas dois minutos altamente gratificantes. Um belo arranjo para cordas de uma música executada originalmente apenas no violão – se quiser comparar: “A Narrow Space Between Dimensions”. Não acabou por aqui. Em entrevista ao IndieGames.com, Mitsuda disse que chegou um momento em que ele havia desistido de fazer o Chrono Cross Arrange Album… (depois de tudo isso, era só o que faltava). Felizmente, os pedidos dos fãs foram tantos, imagino que com o Twitter isso deve ter aumentado ainda mais, que ele quer fazer, pouco a pouco. Mitsuda não deveria, mas prometeu uma previsão de lançamento: inverno japonês (nosso verão); no pior dos casos, próximo verão (inverno por aqui). Não entendo sinceramente por que tanta dificuldade, visto que o Myth: The Xenogears Orchestral Album foi publicado sem nenhuma demora – o que está demorando é o post sobre o álbum.

[via IndieGames.com]

Press Start 2011: Gradius, Final Fantasy IV e Pokémon

Por Alexei Barros

Mesmo sabendo que não haverá quem grave as apresentações, que ainda é cedo esperar por um novo CD e que se sair deve ser com a reverberação absurda do Press Start The 5th Anniversary e que nem sempre as transições são as mais bem elaboradas, eu não consigo resistir ao set list do Press Start. Se antes parecia contemporâneo demais com os cinco números previamente anunciados no Twitter, os três segmentos comunicados na matéria da Famitsu e na abertura do site na versão Press Start 2011 garantem o fator nostalgia tão bem representado nas edições anteriores.

Já foram confirmados as datas, os locais e as orquestras e, pela primeira vez, haverá três apresentações em um ano. No dia 14 de agosto, o Shinjuku Bunka Center Hall abrigará duas execuções da Kanagawa Philharmonic Orchestra (a mesma do Press Start 2008 e 2010), sob a regência de Taizo Takemoto, às 14 horas e outra às 18 horas. Quase um mês depois, 19 de setembro, a Nagoya Philharmonic Orchestra realizará a performance no Century Hall do Nagoya International Conference Hall às 17 horas. A novidade é que neste dia o maestro Kosuke Tsunoda assumirá a batuta.

Com isso, me sinto mais confortável para comentar os oito jogos confirmados, mais do que suficiente para um ato, mesmo que cinco deles já tenha abordado superficialmente antes.

- El Shaddai: Ascension of the Metatron

Seleção de jogo lançado mais recentemente, dia 28 de abril. Fiquei impressionado nas primeiras impressões, mas depois de ouvir o álbum todo achei que a repetição acabou imperando, o que não tira o mérito das belíssimas faixas com coral e várias outras. Masahiro Sakurai garantiu a presença da “Theme of El Shaddai”, assinada por Masato Kouda, o compositor de Monster Hunter. Sonho com “Tragic Scream” e “Torn Heart”, mesmo sabendo que é improvável utilizarem um violonista virtuose para a primeira e coral na outra.

- Gradius

Gradius foi um dos 17 jogos escolhidos para o “Shooting Medley” do Press Start 2007 e, assim como Fantasy Zone em 2009, ganhará um segmento próprio muito aguardado (por todo mundo, como escrito no site oficial). Com todo o merecimento, dada a importância musical da trilha original assinada pela Miki Higashino e a extensa discografia, formada por muitos álbuns com versões orquestradas. Kazushige Nojima comentou que muitos jogadores nem tinham nascido quando Gradius foi lançado em 1985, e salientou o grande nível de desafio do shmup. Vai ser difícil não ficar épico o segmento.

- Super Mario Galaxy 2

Afora o Press Start 2006, Mario virou uma tradição do Press Start, e originou um disco promocional com seleções bigodudas, Super Mario Bros. 5th Anniversary Special Sound Track Press Start Edition. Mas faltava SMG2, cuja trilha achei ainda melhor que do primeiro SMG. O texto do maestro Taizo Takemoto trouxe boas memórias, porque ele quem regeu a Mario Galaxy Orchestra na gravação das músicas realizada em fevereiro de 2010. Ainda sonhando com solos de violino, reforço a campanha pela “Square Timber”. Independentemente disso, faixas inspiradas não faltam.

- Xenoblade Chronicles

Desde que redigi aquele post, a localização do RPG para Wii foi confirmada, com o acréscimo de “Chronicles” em relação ao título japonês. No texto de introdução, é elogiada a diversidade da trilha, que é gigantesca e feita por seis compositores, entre eles Yoko Shimomura e Yasunori Mitsuda. Kazushige Nojima fez alguns comentários que fugiram de minha compreensão e diz estar ansioso pelo segmento. Temas mais pesados poderiam ser adaptados para orquestra e até com manutenção da guitarra, visto que Haruo Kubota costuma participar de todas as apresentações.

- NieR

O RPG do PlayStation 3 e Xbox 360 publicado pela Square Enix tem a trilha assinada por quatro compositores do estúdio Monaca: Keiichi Okabe, Kakeru Ishihama, Keigo Hoashi e Takafumi Nishimura, que criaram uma atmosfera única no jogo, com muitas faixas cantadas em idiomas fictícios e acompanhamento de piano. Nobuo Uematsu chegou a comentar a participação da cantora Emi Evans, que, aliás, tocou violoncelo no álbum Octave Theory da Earthbound Papas, mas infelizmente não compreendi o texto pelo tradutor, tampouco sei se ela participará do concerto. Desculpe-me.

- Final Fantasy IV

Considerando que “Final Fantasy Main Theme” (Press Start 2006) é um tema recorrente da série, nunca a série de concertos foi antes do FFVII: “Advent One-Winged Angel” (FFVII Advent Children) em 2007, “Melodies of Life” (FFIX) em 2008 e chegando ao cúmulo de tocar “At Zanarkand” (FFX) duas vezes, em 2009 e 2010. A escolha do jogo, que comemora 20 anos de lançamento e foi recentemente refeito no Final Fantasy IV: The Complete Collection para PSP, é para celebrar com fogos de artifício.

Sabendo que as supramencionadas escolhas foram todas de arranjos conhecidos, temo que o segmento não passe da “Theme of Love” do Shiro Hamaguchi do 20020220. Todavia, além de mencioná-la e comentar que a faixa foi usada em aulas de música para crianças, o texto também destaca a gloriosa “Red Wings”, que inclusive foi orquestrada em uma esquecida versão do Katsuhisa Hattori do OGC1. Pelo pouco que entendi no comentário do Masahiro Sakurai, parece que será um medley, então aguardo pelo melhor.

- Pokémon

Das principais franquias da Nintendo, era uma das poucas ainda não homenageadas, assim como Donkey Kong e Metroid. Difícil de entender a demora, sabendo da popularidade no Japão. Não será a primeira vez que as músicas serão arranjadas – a única iniciativa é o “Pokémon Medley” do Dairantou Smash Brothers DX Orchestra Concert. Embora seja uma completa negação em Pokémon, não foram poucas as vezes que me chamaram a atenção para as músicas da série. O texto introdutório deixa a dúvida no ar se vão ser tocadas as faixas mais antigas ou as novas. Shogo Sakai, o autor do arranjo acima, reforça a qualidade das trilhas nesses 15 anos de série, e revela que Shota Kageyama da Game Freak é o responsável pelo arranjo.

- The Last Story

Quando o RPG lançado no começo da Wii foi confirmado no Press Start 2011, logo imaginei que o arranjo tinha tudo para ser diferente do Symphonic Odysseys, pela diferença de abordagem – a primeira mais literal e a segunda mais artística. Com o comentário do Nobuo Uematsu não há a menor dúvida, visto que os concertos na Alemanha não costumam apresentar as canções pop do jogo com as artistas originais. E é o que acontecerá no Japão: a faixa escolhida é a “Toberu mono”, que terá a mesma vocalista da trilha, Kanon. Enfim, um título da Mistwalker no Press Start, como Blue Dragon e Lost Odyssey não foram lembrados nos anos anteriores.

[via PRESS START, Nonsense Zone]

– Myth – The Xenogears Orchestral Album será transmitido às 10 horas na sexta-feira

Por Alexei Barros

Ansioso para o - Myth – The Xenogears Orchestral Album? Eu estou. Precisarei esperar o dia 23 de fevereiro? Não vou. Como tem sido recorrente com vários lançamentos nos últimos tempos, a Square Enix vai promover uma prévia do CD via Ustream com uma generosidade que parece nem ser verdade, porque as 14 faixas serão transmitidas para livre apreciação às 10 horas de amanhã, 28 de janeiro, no horário de Brasília. Já que é apenas áudio, é possível ouvir sem precisar parar de trabalhar – isso se você trabalhar em frente a um computador.

O álbum foi gravado na Bulgária, e tem performance da The Bulgarian National Radio Orchestra, que atuou em 12 das músicas. As duas restantes são solos de piano.

Eis o link da transmissão.

Reproduzo mais uma vez a tracklist com os links das originais:

01 – “Light from the Netherworlds -  Orchestra Version -”
02 – “My Village is Number One -  Orchestra Version -”
03 –Flight -  Orchestra Version -”
04 – “The Treasure Which Cannot Be Stolen -  Orchestra Version -”
05 – “Stage of Death -  Orchestra Version -”
06 – “Shevat, the Wind is Calling -  Orchestra Version -”
07 – June Mermaid – Piano Version -”
08 –  “Bonds of Sea and Fire -  Orchestra Version -”
09 – “Singing of the Gentle Wind -  Orchestra Version -”
10 – “Ship of Regret and Sleep -  Orchestra Version -”
11 – “Lost… Broken Shards -  Orchestra Version -”
12 – “The Beginning and the End -  Orchestra Version -”
13 – “Small Two of Pieces -  Orchestra Version -”
14 – “Faraway Promise – Piano Version -”

Dica do Fabão, que leu meu pensamento e comunicou a novidade no Twitter antes que pedisse para confirmar a informação.


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