Posts Tagged 'Turrican II – The Final Fight'

Symphonic Game Music Concert retorna depois de hiato; Journey e Turrican II: The Final Fight confirmados


Por Alexei Barros

Por melhor que tenham sido os concertos tributo na Alemanha e na Suécia organizados desde 2008, não nego que também gostava muito da série Symphonic Game Music Concert, apesar de acompanhar a distância e por raras gravações amadoras. Organizadas de 2003 a 2007 antes da Games Convention, as apresentações eram bastante ecléticas nas seleções, executando músicas de jogos europeus, americanos e japoneses. Não foram poucos os trabalhos que conheci por meio do set list desses espetáculos, em especial a melódica e majestosa trilha do RTS Anno 1701. Além disso, muitos jogos não se encaixam nesse conceito de tributo a um produtor ou compositor, como, por exemplo, Shadow of the Colossus, tocado em 2006 no Fourth Symphonic Game Music Concert.

O mais legal é que tudo isso vai voltar 16 de novembro. Nesse dia, no mesmo palco do Symphonic Shades, no Funkhaus Wallrafplatz em Colônia, Alemanha, acontecerá o Symphonic Game Music Concert 2012. O time de produção é aquele mesmo competente de sempre: o produtor Thomas Boecker e os arranjadores finlandeses Jonne Valtonen e Roger Wanamo. Os participantes também: WDR Radio Orchestra Cologne e WDR Radio Choir Cologne, com a regência do maestro sueco Niklas Willén. O pianista Benyamin Nuss também está confirmado.

Até o momento, o set list possui dois números. Journey, o jogo vendido na PlayStation Network em março de 2012, já foi adicionado ao programa. A música a ser executada é a sublime “Apotheosis”, uma ótima seleção desta trilha tão climática e atmosférica. A série SGMC manteve a tradição de apresentar todos os anos pelo menos um segmento do compositor alemão Chris Huelsbeck, e neste ano não será diferente, com a “Turrican – Anthology Suite”, em arranjo inédito de Roger Wanamo. A suíte abrange três composições do Turrican II: “The Final Fight” (tela-título), “The Great Bath” (das áreas submersas da fase 2-1) e “Concerto for Lasers and Enemies” (da primeira fase shmup do jogo, a 3-1). Todas já foram arranjadas anteriormente e por isso até desejava a lembrança de outras, como a “Traps” (fase 1-2) e “The Hero” (tela de high score).

De todo modo, essa suíte faz parte de outro projeto relacionado a Turrican que será detalhado no próximo post.

[via Facebook]

Symphonic Shades: o CD do melhor concerto que o Yuzo Koshiro já viu

Symphonic Shades
Por Alexei Barros

O primeiro concerto de game music transmitido ao vivo via rádio. O primeiro concerto de game music de tributo a um compositor*. Symphonic Shades – Huelsbeck in Concert, integralmente devotado ao alemão Chris Huelsbeck, rompeu paradigmas no dia 23 de agosto de 2008. Sucesso de público e de crítica. E o que pensar quando um músico como Yuzo Koshiro disse o que disse? Quando solicitado para falar ao site oficial em uma palavra o que havia achado da apresentação, respondeu “Fantástico!”. Não se deu por feliz e emendou: “E se pudesse falar mais de uma palavra, eu adicionaria: foi o melhor concerto sinfônico que já vi!”.

A história do Symphonic Shades começa em 2007, quando o administrador da WDR Radio Orchestra Cologne, Winfried Fechner, foi convidado para assistir e ficou extasiado com a atmosfera do Fifth Symphonic Game Music Concert, quinta e derradeira edição da série produzida por Thomas Boecker, que foi produtor executivo da turnê promocional de 2006 e consultor em algumas performances de 2007, como em Sydney, Austrália, do PLAY! A Video Game Symphony, mas atualmente não está mais envolvido no projeto. Aficionado pelas músicas de Chris Huelsbeck desde o Commodore 64, a ponto de gravá-las em fitas cassete para ouvi-las a qualquer momento, Boecker exprimiu sua admiração pelo compositor ao incluir em todos os anos pelo menos uma faixa de Huelsbeck em meio aos jogos japoneses e norte-americanos, e assim foi com “Apidya Suite” (First), “Turrican Medley” (Second), “The Great Giana Sisters Suite” (Third), “Turrican 3 Piano Suite” (Fourth), “Turrican II: The Final Fight Suite”, “Commodore 64 Medley” – inclui Shades e The Great Giana Sisters – e “Amiga Medley” – finaliza com Turrican II: The Final Fight – (Fifth).

A ideia de organizar um concerto inteiro com músicas do alemão existia há um bom tempo. “Chris Huelsbeck e eu faríamos esse concerto um dia, só não sabíamos a data exata”, disse Boecker ao SEMO. O produtor sugeriu o conceito a Fechner, que logo gostou do modelo. O Symphonic Shades foi divulgado em 4 de dezembro de 2007 e teve o envolvimento de pessoas de extrema confiança, seja do PLAY!, do SGMC ou do projeto original Merregnon: o maestro Arnie Roth na batuta da WDR Radio Orchestra Cologne e do FILMharmonic Choir Prague, o percussionista libanês Rony Barrak e os arranjadores Jonne Valtonen, Adam Klemens, Takenobu Mitsuyoshi e Yuzo Koshiro para interpretações totalmente inéditas, com exceção de “Turrican 3 – Payment Day (Piano Suite)”, tocada no Fourth SGMC e presente no álbum Number Nine, que foi retrabalhada. Não é todo dia que japoneses e ocidentais, de estilos tão díspares, atuam em harmonia. As melhores músicas de Chris Huelsbeck então foram selecionadas para o repertório. Todas as composições estavam à disposição, e a única limitação era a duração do concerto.

Quando foram colocados à venda os ingressos para a apresentação às 20 horas locais no luxuoso Funkhaus Wallrafplatz – onde foi gravado o álbum drammatica -The Very Best of Yoko Shimomura- – em Colônia, Alemanha, esgotaram-se em uma semana. Devido à grande procura, uma reprise foi confirmada para as 23 horas no mesmo dia, e as vagas acabaram em pouco tempo. Diferentemente da série SGMC, que não pôde ser lançada por problemas de direitos autorais, o CD do Symphonic Shades foi anunciado e, para completar, foi apregoada a histórica transmissão ao vivo via rádio da estação WDR4, que acompanhei pela Internet. Mesmo sem entender alemão, deu para perceber o momento em que o público enviou uma saudação para todos os ouvintes espalhados pelo mundo, e quando Takenobu Mitsuyoshi e Yuzo Koshiro levantaram na plateia.

Symphonic ShadesDepois de longa espera, a data de lançamento do CD foi precisada para 11 de dezembro, sofrendo um pequeno adiamento: saiu dia 17. Somente 1000 unidades foram publicadas, com demanda similar às apresentações. Não por menos. Chris Hülsbeck é celebridade em seu país, onde a cena de games foi completamente diferente da norte-americana e da brasileira, o que explica porque é relativamente pouco conhecido por essas bandas. Enquanto aqui, MSX, os clones de NES e principalmente o Master System foram populares, na Alemanha dominaram o mercado os computadores Commodore 64 e Amiga, plataformas as quais Huelsbeck se destacou. Eventualmente, as adaptações de Turrican e Jim Power para Mega Drive e Super Nintendo permitiram que escutássemos as suas composições. Porém, nem é preciso conhecer os títulos para se encantar com as músicas.

Por isso, falarei separadamente de cada uma das 15 faixas do CD (excluindo o solo de percussão de Barrak, 10 são de jogos e 4 de projetos não-gamísticos), situando os games, uma vez que muitos são obscuros para nós, com links para as músicas originais, as versões orquestradas da transmissão do rádio e vídeos do YouTube da récita – só não ligue para a câmera estática da gravação tal como no cinema primitivo – para reparar como os arranjos são magistrais. Confirmando a impressão que tive ao ouvir os samples, a qualidade que já era excepcional pelo rádio, ficou ainda mais apurada no CD, que mescla o melhor das duas apresentações, dos ensaios e do ensaio final. Além de pequenas mudanças na performance, é possível escutar os graves com maior vivacidade – os contrabaixos reverberando nos ouvidos é uma sensação inigualável. A bem da verdade, não me recordo de outro disco de game music em que pude escutar especificamente esses instrumentos de forma tão nítida. O álbum também vem com uma entrevista em alemão com Chris Huelsbeck, e é adornado por uma simpática ilustração de um maestro Turrican com batuta desenhada por Hitoshi Ariga.

Leia, ouça e veja depois do Hadouken sobre o CD do Symphonic Shades.

* Tecnicamente, o italiano Nobuo Uematsu Show (2007) precedeu o Symphonic Shades, só que, além de todos os arranjos serem reaproveitados de outros concertos, não cobriu a carreira de Uematsu na totalidade, apenas Final Fantasy, Blue Dragon e Lost Odyssey. As diversas récitas de Final Fantasy e Dragon Quest, apesar de terem músicas de um compositor, Nobuo Uematsu e Koichi Sugiyama, respectivamente, representam as séries, não os músicos.

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