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“The Legend of Zelda 25th Anniversary Medley” – série The Legend of Zelda (VGL 2011 no Rio de Janeiro)

Por Alexei Barros

Há muitos anos achava que o segmento de Zelda do Video Games Live – baseado no arranjo do Orchestral Game Concert 1 referente ao A Link to the Past –, deveria dar lugar a um número que fizesse por merecer toda a série e não reduzisse tudo a uma única faixa, mesmo que a mais famosa. Coube ao Rio de Janeiro, cidade que iniciou a excursão brasileira de 2011, receber a estreia mundial do novo arranjo da série elaborado pela Laura Intravia, que já havia apresentado um número cômico tocando flauta em 2009. A indumentária de Link e o instrumento se mantêm, mas se trata de uma iniciativa mais séria, por assim dizer. Honestíssima, devo adiantar.

O problema é o debute acontecer só agora, em 2011, quando já foram feitos os medleys orquestrados “The Legend of Zelda Medley 2006″ no Press Start 2006 (e reprisado em 2007), dois no Play! A Video Game Symphony (o primeiro do Jonne Valtonen baseado no The Legend of Zelda: Ocarina of Time Hyrule Symphony e o outro do Chad Seiter), um Poema Sinfônico no Symphonic Legends/LEGENDS e, para completar, uma turnê só de Zelda. Não tem muito o que se surpreender a essa altura do campeonato.

Para mim, todas as transições ficaram decentes – para você ver que eu não reclamo por reclamar. A icônica “Title Theme” do Ocarina of Time é uma escolha excelente para o solo de flauta, afinal a composição original procurava simular a impressão de que uma ocarina estava sendo tocada no meio da floresta. Utilizando a melodia do despertar do dia do Ocarina é feita a emenda para o tema principal, trecho em que Intravia não toca, mas o público sempre faz questão de cantarolar. Numa variação o clima fica mais carregado, viajando para a tristeza de “Midna’s Theme”, seguida pela popular “Princess Zelda’s Rescue”, ambas com a decisiva participação da flauta. The Wind Waker é lembrado com a “Dragon Island” e Twilight Princess com a “Hyrule Field Main Theme”, que enfim recebeu a orquestração que merece, não aquela versão em MIDI. De maneira muito apropriada, parte do “Staff Credits” do Twilight Princess é utilizado para o encerramento do segmento. Atrasado, mas com substância.

Grato ao Thales Nunes Moreira pela consultoria Zeldística no reconhecimento das faixas.

“The Legend of Zelda 25th Anniversary Medley”

“Title Theme” (The Legend of Zelda: Ocarina of Time) ~ “Overworld” (The Legend of Zelda) ~ “Midna’s Theme” (The Legend of Zelda: Twilight Princess) ~ “Princess Zelda’s Rescue” (The Legend of Zelda: A Link to the Past) ~ “Dragon Island” (The Legend of Zelda: The Wind Waker) ~ “Hyrule Field Main Theme” ~ “Staff Credits” (The Legend of Zelda: Twilight Princess)

“Game Medley” – Zelda, Tetris, Street Fighter II, Sonic e Mario (Game Music Brasil)

Por Alexei Barros

E então… Game Music Brasil. Durante o festival de músicas de jogos realizado 8 de abril, um dia antes do Video Games Live no Rio de Janeiro, foi apresentado um medley preparado especialmente para o evento. O autor do arranjo é o Lucas Lima, músico integrante da Família Lima que tem relação com videogames: além de jogador, chegou a compor as trilhas dos títulos para computador Winemaker Extraordinaire e Avalon desenvolvidos pelo estúdio nacional Overplay.

Como a performance foi da Orquestra Simphonica Villa Lobos, que executou toda a turnê brasileira do VGL em 2011, com imagens sincronizadas de jogos no telão, a miscelânea regida pelo Lucas Lima meio que serviu para mostrar, grosso modo, como seria um Video Games Live totalmente feito no Brasil, a não ser, claro, pela origem japonesa (e russa) dos jogos homenageados.

O problema é que… há muitos problemas. Por favor, sem indulgências ufanistas. Para começo de conversa, é aleatório a peça ter simplesmente o tema “videogame” ou “jogos que todo mundo conhece” ou ainda “jogos preferidos do Lucas Lima”. Repare que em todos os medleys que publiquei, amadores, pró-amadores ou profissionais, sempre teve um elemento comum: gênero, série, produtora, plataforma, compositor, mesmo que o número não apresente uma coerência e seja uma mera sucessão de melodias. Qual o sentido em juntar Mario e Sonic? Tetris e Street Fighter II? Já que foram somente cinco séries escolhidas (as quatro mencionadas e Zelda), preferiria pequenos segmentos para cada uma, em vez de um gigante, de 18 minutos.

Na maioria das mudanças de música, não há transições e sim vazios entre uma faixa e outra. Para mim, isso só é tolerável quando há o intento de recriar a experiência de jogo, afinal de contas a composição de fundo muda abruptamente de um cenário para outro em um Mario da vida.

Prova disso é abrir com “Overworld” de Zelda e pular para a “Type A” do Tetris logo na abertura. A parte que vem na sequência, do Street Fighter II, até que ficou interessante, porque “Title” e “Player Select” (bacanas as linhas graves nos violoncelos), que considero essenciais, não estão no “Street Fighter II Medley” do VGL, além da “Here Comes a New Challenger” e “Chun-Li Stage”. A lembrança de músicas não arranjadas anteriormente também salvou a seção seguinte, do Sonic: não há a “Special Stage” (bela nas cordas e flautas) na obra-prima “Sonic the Hedgehog: Staff Credits” do Richard Jacques. Só que a vinheta “Sega” instrumental perdeu toda a graça sem coral. O sentimento de novidade, apesar de tantos títulos famosos, repete-se com a fatia Mario, pela alusão ao vilipendiado Super Mario Bros. 2. De resto, nada de mais, com tantas interpretações melhores por aí, e o mesmo vale para as seleções do Ocarina of Time que fecharam o extenso medley.

A proximidade da organização do VGL fez com que o GMB importasse um dos pontos negativos (do meu ponto de vista) do afamado show-concerto: a gritaria. De novo, os berros de êxtase nostálgico são exagerados, mais pelo telão do que propriamente pelas lembranças das faixas. Como temia, o VGL deixou o público mal acostumado para apresentações com orquestra, nas quais se deve primeiro ouvir para depois urrar e aplaudir, não tudo simultaneamente, gerando uma salada de sons indecifráveis.

Em contrapartida, a execução abdicou do detestável subterfúgio do VGL: o playback, o que escancarou algumas deficiências:  a falta de sincronia (aqui, momento em que os violinos embolaram legal; ou aqui, instante em que o xilofone se perdeu) e desafinação (atente para os violinos) em alguns momentos. Estranhamente, a Villa Lobos, que, segundo o release do VGL, possui 43 integrantes, parecia estar representada por ainda menos gente pelo que se nota nos vídeos e nas fotos. Inclusive é possível ver uma violinista se assentar quando a performance já havia começado (repare na esquerda do palco). Mais autêntico que o VGL, mas carente de muito polimento.

- “Game Medley”

“Overworld” (The Legend of Zelda) ~ “Type A” (Tetris) ~ “Title” ~ “Player Select” ~ “Ryu Stage” ~ “Chun-Li Stage” ~ “Here Comes a New Challenger” ~ “Guile Stage” (Street Fighter II) ~ “Title” ~ “Green Hill Zone” ~ “1UP” ~ “Green Hill Zone” ~ “Stage Clear” ~ “Special Stage” ~“Green Hill Zone”“Boss” (Sonic the Hedgehog) ~ “Overworld” ~ “Underwater” (Super Mario Bros.) ~ “Overworld” ~ “Invincible” (Super Mario Bros. 2) ~ “Overworld” ~ “Underworld” (Super Mario Bros. 3) ~ “Overworld” (Super Mario World) ~ “World Clear” (Super Mario Bros.) ~ “Hyrule Field Main Theme” ~ “Zelda’s Theme” ~ “Great Fairy’s Fountain” (The Legend of Zelda: Ocarina of Time) ~ “Overworld” (The Legend of Zelda)

LEGENDS: as 100.000 notas lendárias de Zelda

Por Alexei Barros

Antes do Symphonic Fantasies, eram raros segmentos de dez minutos em concertos de games. As suítes de 18 minutos de duração pavimentaram o caminho para que o produtor Thomas Boecker e o arranjador Jonne Valtonen idealizassem algo ainda mais ambicioso, um poema sinfônico de Zelda que contava uma história por meio dos 36 minutos de música no Symphonic Legends. História esta que vai ser contada de novo no LEGENDS.

“O Poema Sinfônico conta a lenda de Zelda por uma sinfonia em cinco atos. É uma história de como Link, a jovem princesa cresce, eles se encontram e aceitam o destino para finalmente confrontar o pior inimigo”, diz Valtonen. “Com esta peça eu quis inspirar o ouvinte para encontrar a sua própria história. A melhor coisa sobre a música é quanto menos se explica mais pessoal e única é a experiência”.

Após discutir com Boecker os objetivos e discutirem a seleção de faixas, Valtonen levou mais de seis meses para concluir o trabalho, alcançando uma marca incrível. “Um total de 100.000 notas foram escritas na partitura, e eu trabalhei cuidadosamente em cada uma delas. Todos conhecemos a música original e, com o meu arranjo, eu tento expandir o universo de The Legend of Zelda. Eu quis criar novos lugares e situações que não existiam  antes.  E acima de tudo eu quis descobrir lugares onde eu nunca estive antes – talvez lugares que você já tenha visitado”, comenta.

Pensa que acabou aí?  O Poema Sinfônico foi totalmente revisado para o LEGENDS e, como se não bastasse tamanho perfeccionismo, o quarto ato, “IV. Battlefield”, ganhou em torno de dois a quatro minutos adicionais em relação ao que foi apresentado em Colônia. Outra diferença é que desta vez Rony Barrak não participará da performance.

Não deixe de ler a entrevista do SEMO feita em outubro de 2010 com Thomas Boecker e Jonne Valtonen sobre o processo de confecção do Poema Sinfônico. Depois do Hadouken, publico de novo a gravação do número.

[via Facebook]

Pikmin e Zelda despontam em concerto alemão de música erudita

Por Alexei Barros

Sempre chama a atenção quando um espetáculo sem relação com jogos inclui game music, e é na Alemanha que isso vem acontecendo com recorrência. O mais novo capítulo dessa fusão é o concerto 3-2-1 Ignition, que trará duas reprises do Symphonic Legends: Pikmin, no arranjo do Hayato Matsuo, e parte do poema sinfônico de Zelda preparado por Jonne Valtonen. Para dar uma noção da variedade do programa, também será tocada a Sinfonia n.º 9 de Beethoven. A apresentação está agendada para o dia 31 de maio e terá a performance da Düsseldorfer Symphoniker, conceituada orquestra alemã, no Tonhalle Düsseldorf, uma das melhores anfiteatros de toda a Europa.

Vale lembrar que as partituras são as já conhecidas da récita em tributo à Nintendo ocorrido em Colônia ano passado. O LEGENDS, versão expandida e revisada do Symphonic Legends, que acontecerá 1º de junho de 2011, com estes e outros arranjos repaginados com as idas de Masashi Hamauzu e David Wise à Suécia.

[via Junge Tonhalle]

“Nintendo Medley” – Super Metroid, Star Fox, Super Mario Bros. e The Legend of Zelda (Score)

Por Alexei Barros

Medleys apenas com jogos da Nintendo têm aos montes. São sempre centrados em um tema (como os da linha Touch! Generations no Press Start 2008), plataforma (Famicom, no Press Start 2009 e 2010) ou série (exemplos desnecessários). O concerto sueco Score, em contrapartida, apresentou uma miscelânea de ideia similar somente com a produtora em comum.

É nomeado “Nintendo Medley”, mas poderia se chamar muito bem “Orchestral Game Concert Nintendo Medley”, como todas as músicas usam como base arranjos antigos da série de espetáculos. Infelizmente, as emendas não foram muito elaboradas, com vazios entre um jogo e outro. Apesar de toda a reciclagem, achei de certa forma interessante acompanhar em vídeo a performance algumas partituras que antes só ouvia das gravações em CD do OGC e por sutis adaptações.

A “Theme of Super Metroid” é baseada no medley “Theme~Space Warrior Samus Aran’s Theme~Big Boss BGM~Ending” (OCG4), enquanto que a “Main Theme” (Star Fox) no “Theme of Star Fox” (OGC3). A parte do Super Mario Bros., de maneira previsível, vem da mastigada “Super Mario Bros.” (OGC). O excerto do Zelda, acredito, deve ser totalmente novo, porque não consigo encontrar na “Legend of Zelda Theme” (OGC) um trecho de semelhante grandiloquência. É de nível John Williams a interpretação da “Overworld”, e valeu todo o arranjo.

“Nintendo Medley”
“Theme of Super Metroid” (Super Metroid) ~ “Main Theme” (Star Fox) ~ “Overworld” ~ “Underworld” (Super Mario Bros.) ~ “Title” ~ “Overworld” (The Legend of Zelda)

Nintendo Game Music Live: os incríveis shows com uma talentosa banda nintendista

Por Alexei Barros

O evento Nintendo World 2011 aconteceu nos dias 8, 9 e 10 de janeiro e só falo dele agora. Por que a demora? Porque custei a acreditar que, por um milagre da natureza, acontecessem apresentações de game music da Nintendo e, mais inacreditável, que fossem gravada oficialmente por diversas câmeras para futuras apreciações no site sabe se lá até quando. A desculpa é esfarrapadíssima, eu sei. Enfim o post.

Enquanto Sega, Taito, Capcom, Konami e outras produtoras foram representadas na saudosa série Game Music Festival com bandas que marcaram época, a Nintendo jamais possuiu um grupo similar. A trinca de álbuns Nintendo Sound Selection e Touch! Generations Sound Track trazem a performance de alguns compositores da casa em versões arranjadas, mas, até onde é de meu conhecimento, nunca saiu do estúdio.

Para surpresa total, uma banda no Nintendo Game Music Live tocou nos três dias. Afora as participações especiais dos compositores, todos os instrumentistas são convidados. Músicos profissionais que participaram de diversas gravações de trilhas de jogos e animes como o VGMdb me deixou saber.  Nesse sentido, me vem à mente instantaneamente a Shinsekai Gakkyoku Zatsugidan Special Band que se apresentou no Game Music Festival ’94 e teve uma seleção de faixas registrada no Neo•Geo Super Live! 1994. Sem compositores da SNK, todos convidados.

Os escolhidos para a banda não são tão conhecidos, mas a performance mostra uma intimidade com os instrumentos que, imagino, talvez os músicos da Nintendo não teriam.

São esses:

Teclado: Yasutaka Mizushima
Guitarra: Kazuya Takayama
Bateria: Atsuo Okubo
Baixo: Tooru Hebiishi
Sax & Flauta: Yoshinari Takegami
Trombone: Eijiro Nakagawa

O que mais me agradou foi a levada jazz fusion que permeia todos os arranjos preparados especialmente para o show pelo Yasutaka Mizushima, o tecladista, trazendo boas memórias de álbuns antigos da discografia da Nintendo, como o esplendoroso F-Zero ou o emblemático Super Mario World. A maioria deverá sentir falta de guitarronas pesadas e batidas aceleradas. Por isso, vale o aviso: nada de chifrinhos metaleiros aqui.

Foram quatro apresentações apresentadas pela Yumi Takanashi nos três dias, variando na ordem das músicas e participações especiais. Mahito Yokota, o principal compositor de Super Mario Galaxy e Super Mario Galaxy 2 fez o segundo teclado no medley de Zelda no dia 8 de janeiro; Kazumi Totaka, dublador do Yoshi e autor de trilhas como Wave Race 64 e Wii Sports, tocou vibrafone no medley de Animal Crossing nos dois shows do dia 9; e, finalmente, Koji Kondo, você sabe muito bem quem, acompanhou a banda no teclado durante o medley do Mario e ainda apresentou, como número exclusivo do dia 10, um solo de piano com seleções da série (diferentes do medley do VGL 2009 em Tóquio).

Dá gosto de ver Donkey Kong voltar à ativa de outros tempos, graças ao Donkey Kong Country Returns. Ainda mais com a música “DK Island Swing”, herança da Rare e do David Wise, com forte participação do trombone e intervenções de guitarra e sax. Mario teve uma seleção bem básica, presa aos hits do jogo original. Pelo menos foram apresentados de uma forma diferente da que estamos acostumados. Claro que a “Overworld” é tocada com ênfase de música latina, mas a “Underworld” ganhou um novo sentido por conta dos solos alternados de sax à la Shinsekai e trombone. O saxofone mais uma vez brilha na “Overworld” do Zelda, o que mostra como a composição é incrivelmente versátil: nunca havia escutado uma rendição convincente do tema nesse estilo. “Gerudo Valley” ficou meio Rainha da Sucata no início, porém logo vêm solos de guitarra e trombone alucinantes. Mas o meu preferido de todos é o Animal Crossing, talvez pela surpresa (não conhecia nenhuma das faixas), talvez porque as composições do Totaka já pendem para o fusion. Depois da “Title” (Animal Crossing: Wild World) ser magnificamente entoada pelo sax, a banda emenda três músicas do cachorro cantor K.K. Slider (personagem baseado no Totaka): “K.K. Funk” com geniais metais jazzísticos, “K.K. Bossa”, com a flauta de Yoshinari Takegami fazendo a vez do assobio da original, e a “K.K. Samba”, com o trombone como estrela principal.

No mais, que esses shows não sejam acontecimentos isolados e venham muitos outros nos próximos anos.

Depois do Hadouken, os set lists detalhados de cada dia, com os tempos em que as músicas são tocadas. Clicando no fake player você será redirecionado para o player do site da Nintendo.

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Video Games Live: Level 2: seria ótimo se ainda estivéssemos em 2006


Por Alexei Barros

Mais de dois anos depois do Video Games Live: Volume One, lançado em julho de 2008, sai a sequência, sem os atrasos e aparentemente livre das controvérsias. Continuação? Sete números já tinham sido registrados no primeiro álbum, sendo que outros cinco estariam quando o CD era nomeado Video Games Live: Greatest Hits – Volume One, e acabaram ficando de fora por problemas de licenciamento, o que obrigou a remoção do “Greatest Hits” do título. Fica para mais do mesmo.

Gravado dia 1 de abril em Nova Orleans, EUA, no Pontchartrain Center com performance da The Louisiana Philharmonic Orchestra e de um coral sem nome de 34 vozes, o Video Games Live: Level 2 é o álbum que melhor sintetiza o repertório mainstream do show. Os principais hits estão presentes, com exceção, eu diria de Kingdom Hearts, que seria o ápice da redundância, pois segue a partitura original e já apareceu no VGL: Volume One, e do Metal Gear Solid, uma ausência compreensível pela acusação de plágio, pois a própria Konami abandonou a música. Mesmo assim, é uma track list que seria interessante para 2005 ou 2006. Hoje não tem a mesma graça.

Se o VGL: Volume One possuía somente três números de jogos japoneses e oito ocidentais, no Level 2 ficou mais equilibrado: nove nipônicos e sete americanos. Falta variedade, todavia. Desses sete, três são da Blizzard, e dois da mesma franquia, Warcraft. É de se elogiar a façanha de licenciar as músicas da Nintendo no CD, ainda que não faça tanta diferença assim no fim das contas, já que os dois arranjos orquestrados foram lançados anteriormente no Orchestral Game Concert. Diferentemente do que se supunha, não é tão complicado assim licenciar Final Fantasy em um álbum com faixas de outras produtoras, e o que facilitou neste caso é o fato de o arranjo da “One-Winged Angel” ser próprio do VGL, por mais parecido que possa ser com as outras versões. Isso não aconteceu no PLAY! A Video Game Symphony Live! porque a turnê concorrente usa as partituras dos concertos oficiais da série, que pertencem à Square Enix. Quanto ao Chrono Trigger, a inclusão agora se tornou possível porque a marca foi registrada por ocasião da transmissão em vídeo do Symphonic Fantasies. Tudo isso é para se empolgar não com o VGL, mas com as portas que se abrem para os CDs de outras produções.

Aquela crítica de o VGL: Volume One ter somente três das 11 faixas gravadas ao vivo, levando em consideração o “Live” do nome do espetáculo, e o restante em estúdio eu retiro. A tão proclamada “emoção de um show de rock” na descrição do Video Games Live pode ser sentida muito bem, até demais no VGL: Level 2. Como disse quando os samples foram liberados, os gritos não chegam ao nível da torcida brasileira (não consigo chamar de plateia espectadores que torcem para um personagem ganhar uma luta), mas aparecem em todos os números, exceção aos solos de piano. Antes, durante e depois das performances.

Eu disse show? Nos segmentos com guitarra, baixo elétrico e bateria – estes dois últimos são de verdade, não playback como na maioria das apresentações –, em especial Mega Man, Castlevania e Final Fantasy VII, a orquestra não pode ser ouvida em sua plenitude por conta do conflito de instrumentos de sonoridade forte e baixa. Não há uma homogeneidade como na Metropole Orchestra da série holandesa Games in Concert em que guitarra, baixo e bateria atuam como instrumentos da orquestra, não uma parte alheia ao restante. Falei do baixo. Tocado pelo próprio contrabaixista da orquestra, David Anderson, o baixo elétrico só aparece quando a guitarra toca, nos  arranjos com pendor para o rock. Ridículo! Como se o baixo só combinasse com o gênero. Não acabou aqui a minha indignação sobre esse tópico como você verá nos segmentos de Chrono e Sonic.

Mesmo quando não está acompanhada da banda, a mixagem não proporciona uma experiência sinfônica que torna as performances orquestradas tão especiais, que é de testemunhar dezenas de instrumentistas reproduzindo a música. Chega a ser irônico que nas declarações em vídeo Jack Wall e Tommy Tallarico salientam que muitos pais os agradeceram porque graças ao Video Games Live seus filhos viram uma orquestra pela primeira vez, e que isso normalmente não aconteceria se não fossem tocadas músicas de videogame. Como se o VGL fosse um baita concerto.

Após o Hadouken, comento cada uma das 16 faixas do Video Games Live: Level 2, e espero fazer isso pela última vez de determinados números. Agora não tem mais aquela desculpa de que as gravações amadoras são horrendas e o YouTube piora a qualidade.

Vale lembrar que a versão digital possui ainda Mass Effect e Myst, e o DVD e Blu-ray contam com os dois além do “Classic Arcade Medley” (em versão depenada, somente com Pong, “Cavalgada das Valquírias”, Dragon’s Lair e Tetris), “Sweet Emotion” (Guitar Hero: Aerosmith) e “Tetris Solo Piano Medley”. Em compensação, em vídeo não tem nada da Nintendo e nem da Square Enix, menos Chrono Cross.
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Symphonic Legends: o melhor presente de aniversário para uma produtora lendária


Por Alexei Barros

A Nintendo é paradoxal. Ao mesmo tempo em que a abrangência se manifesta ao atingir novos horizontes nesta geração com o Nintendo Wii, a restrição com as músicas é imensa. Por conta da baixa vendagem dos álbuns nos últimos anos, os lançamentos das trilhas originais são escassos e das arranjadas inexistentes. Quando ocorrem, visam a promover o jogo, não as composições, como os CDs promocionais da Club Nintendo. Se um concerto obtém a licença para executar faixas de direitos autorais da produtora e cria novos arranjos, a performance não pode acontecer sem prévia aprovação das partituras. Tal cuidado se justifica pela supremacia das franquias da Nintendo, é claro, e pelo que as trilhas representam no imaginário gamer, com melodias incrustadas na memória graças ao vasto repertório musical criado por muitos compositores geniais em quase 30 anos.

A Nintendo foi introduzida aos concertos na série Orchestral Game Concert (1991-1995), citada tantas vezes por aqui não por acaso, porque exerce influência até hoje. Os tempos eram outros, e as cinco apresentações foram publicadas em CD. Depois disso, arranjos inéditos surgiram com maior visibilidade nas séries Symphonic Game Music Concert (2003-2007) e Press Start (de 2006 em diante), a primeira sem álbuns oficias e a outra sem nada da Nintendo no primeiro disco, Press Start The 5th Anniversary. Fora esses, alguns casos raros no Games in Concert e PLAY! A Video Game Symphony. A única iniciativa recente que gerou um álbum foi o Dairantou Smash Brothers DX Orchestra Concert (2002), concerto com músicas orquestradas do Super Smash Bros. Melee, ou seja, com muitas franquias da produtora.

Toda esta introdução para dizer que: sendo a Nintendo tão restrita e as músicas tão raras em apresentações, parece uma lenda que uma récita caprichada como o Symphonic Legends – music from Nintendo tenha ficado à livre apreciação no dia 23 de setembro de 2010, data em que a produtora completou 121 anos de fundação. E que presente de aniversário!

Ainda sem nome e nem temática, o concerto foi anunciado previamente em 24 de setembro de 2009 para exatamente um ano depois, graças à excelente recepção do Symphonic Fantasies. A data foi antecipada para o dia 23 de setembro, e o nome revelado: Symphonic Legends. Em março deste ano ocorreu a confirmação de que a Nintendo seria a homenageada. Detalhe: antes que as pessoas soubessem disso, 90% dos ingressos estavam esgotados. Posteriormente, foi comunicado que o formato seria uma mescla das inovações implementadas pelos concertos antecessores, trazendo arranjadores convidados de primeiríssimo nível, para mais tarde sabermos que jogo cada um foi incumbido.

Dois japoneses, dois alemães, dois finlandeses. Compositor de trilhas de animes como One Piece e Ah! My Goddess, Shiro Hamaguchi é conhecido nos videogames pelos principais arranjos de Final Fantasy nos concertos recentes da série. Hayato Matsuo, um dos discípulos de Koichi Sugiyama e compositor de Ogre Battle, orquestrou os temas de abertura e encerramento de Final Fantasy XII, entre outros arranjos, como do Shenmue Orchestra Version. Ambos do estúdio Imagine, recentemente participaram do Monster Hunter 5th Anniversary Orchestra Concert e do A Night in Fantasia 2009.

Nascido em Munique, Masashi Hamauzu, compositor de jogos como Unlimited SaGa, Sigma Harmonics e Final Fantasy XIII, foi a maior surpresa entre os convidados, já que é raro vê-lo arranjar músicas que não são de autoria dele, e quando aconteceram foram para solos de piano, não orquestrados. Também da Alemanha, mas da cidade de Dresden, Torsten Rasch é um compositor de música erudita contemporânea que morou 15 anos no Japão criando trilhas de filmes. No mundo dos games, fez um arranjo para o obscuro álbum Psychic Detective Series – The Best (1991) e mais recentemente a releitura para piano da “A Place to Call Home” do Benyamin Nuss Plays Uematsu.

Da Finlândia, Jonne Valtonen, o principal arranjador do Symphonic Shades e Symphonic Fantasies, desta vez dedicou-se exclusivamente ao poema sinfônico de Zelda. Por último, o conterrâneo Roger Wanamo, o mais jovem dos seis, tendo nascido em 1981, que foi quem mais me impressionou. Sua inventividade pôde ser mostrada já na “Fantasy III: Chrono Trigger/Chrono Cross”, em que foi coarranjador, com o uso constante de polifonias, transições fluidas e minúcias que exigem muita atenção para serem percebidas. Desta vez, Wanamo se superou com os dois segmentos de Mario, o que não é pouca coisa pelas composições serem do Koji Kondo, e pelo Encore, que é um emaranhado de faixas de diversos jogos da Nintendo.

Arranjadores de grande envergadura pedem por intérpretes igualmente competentes. O maestro sueco Niklas Willén conduziu mais de 125 pessoas: cerca de 80 integrantes da WDR Radio Orchestra, e mais 45 do coral State Choir Latvija. Como de praxe, Benyamin Nuss no piano e Rony Barrak na percussão foram os instrumentistas-solo. Diferentemente dos anos anteriores, não houve convidados japoneses para autógrafos, não que isso faça muita diferença para quem não esteve no Cologne Philharmonic Hall.

A ideia do produtor Thomas Boecker era apresentar as músicas da Nintendo com arranjos criativos. Para tal, foi dada total liberdade aos arranjadores. “É interessante ver como eles usaram essa liberdade. Porque há um momento em que é melhor trabalhar de maneira fiel à música original, e há um momento em que você pode introduzir diversas ideias próprias”, afirmou ao SEMO. Sou favorável à iniciativa de arranjos orquestrados que tragam uma nova ideia, desde que as músicas ainda possam ser reconhecidas. E isso aconteceu? É o que veremos adiante.

Antes de comentar individualmente segmento, vale destacar a escolha de jogos do repertório. Levando em conta que o Press Start é o único na atualidade a tocar arranjos novos da Nintendo, o programa do Symphonic Legends é uma benção pelas novidades, visto que Star Fox, F-Zero, Pikmin, Donkey Kong e Metroid jamais foram executados na série japonesa (Star Fox não em um segmento exclusivo). Há quem tenha sentido falta de outras franquias, como Fire Emblem, Mother, Kirby e Pokémon. Além de serem necessárias mais algumas horas de apresentação para poder incluir tudo, nem todas são populares na Europa, leve isso em conta. Dentre as ausências, só lamentei que Hirokazu Tanaka não fora representado pela importância que tem na história musical da Nintendo, ainda que a maioria dos jogos 8-bits seja difícil de imaginar com um número próprio.

Infelizmente, o streaming de vídeo não funcionou na hora do concerto conforme prometido anteriormente, e acabou restrito aos residentes na Alemanha. Mas todo o espetáculo pôde ser conferido de qualquer parte do mundo pelo rádio ao vivo, o que me trouxe boas lembranças do Symphonic Shades em 2008. Poucas horas depois sete dos dez segmentos podiam (e ainda podem) ser vistos no YouTube.

Depois do Hadouken muito mais sobre o Symphonic Legends, com links para os vídeos do YouTube e do Goear (a referência para quando mencionar a numeração de trechos específicos). Sobre o poema sinfônico do Zelda, ficarei devendo as faixas originais detalhadas (algumas foram citadas no texto), já que há muitos temas sobrepostos e variações, o que dificultou a listagem precisa.
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“The Legend of Zelda Suite” – Zelda, Zelda II, Zelda: A Link to the Past, Zelda: Link’s Awakening e Zelda: Ocarina of Time (PLAY! 2007 em Estocolmo)


Por Alexei Barros

Há eras estou para publicar esta suíte, e achei o momento muito apropriado, às vésperas da realização do Symphonic Legends, o concerto em homenagem à Nintendo cujo segundo ato será reservado a 35 minutos de Zelda. Como no aguardado poema sinfônico da iminente récita, o segmento do PLAY! A Video Game Symphony é arranjado pelo Jonne Valtonen. Evidentemente, é muito menos ambicioso, com seis minutos de duração.

Trata-se da mesma apresentação do PLAY! da “The Revenge of Shinobi Suite” realizada em Estocolmo em 2007 que possui uma atuação exemplar da Royal Stockholm Philharmonic Orchestra. Zelda esteve ausente do duvidoso CD da turnê, diferentemente do Video Games Live, que conseguiu a licença para colocá-lo no Video Games Live: Level 2. Todavia, enquanto que o arranjo do VGL nada mais é do que uma transcrição da partitura do Orchestral Game Concert, aquela que já cansou faz tempo, a suíte do PLAY! é exclusiva e abarca outros jogos.

Como é de praxe nos trabalhos do Valtonen, todas as transições são bem acabadas, não há uma ponta solta sequer. Já a seleção de faixas, bastante variada, chama a atenção pela fartura de temas de tela-título. A reflexiva “Title Theme” do Ocarina of Time logo me vem à mente as tardes de 1998 em que observava a introdução com Link cavalgando na Epona no Nintendo 64… não foi o meu caso.

De um tema sereno para a pompa da “Title” do Zelda original a peça ganha em tamanho com a lembrança do tema principal, emendando com a muito bem-vinda “Underworld”, alarmante tema das dungeons. O terceiro e último tema de tela-título vem justamente do controverso Zelda II: The Adventure of Link, que de tão avesso à série a trilha nem é do Koji Kondo, mas do Akito Nakatsuka – e esta “Title” é ótima, por sinal. “Hyrule Castle” e “Overworld” do A Link to the Past não impressionam tanto como já estavam no Orchestral Game Concert (o arranjo não difere muito das versões “Hyrule Castle” e “Legend of Zelda Theme” do Toshiyuki Watanabe), o que não é o caso da essencial “Dark World”. No desfecho surge uma escolha incomum, a “Ballad of the Wind Fish” do Link’s Awakening, que tem a trilha do trio Kazumi Totaka, Minako Hamano e Kozue Ishikawa. Não é a suíte dos meus sonhos, mas procurou fugir do básico e óbvio com esmero.

- “The Legend of Zelda Suite”
“Title Theme” (The Legend of Zelda: Ocarina of Time) ~ “Title” ~ “Underworld” (The Legend of Zelda) ~ “Title” (Zelda II: The Adventure of Link) ~ “Hyrule Castle” ~ “Overworld” ~ “Dark World” (The Legend of Zelda: A Link to the Past) ~ “Ballad of the Wind Fish” (The Legend of Zelda: Link’s Awakening).

Press Start 2010: New Super Mario Bros. Wii, The Legend of Zelda e Metal Gear Solid: Peace Walker

Por Alexei Barros

A mais recente leva de atualizações do programa do Press Start 2010, que acontece no cabalístico dia 11 de setembro com duas apresentações, corrobora aquilo que já disse muitas vezes quando levanto a bola do concerto japonês. Ao mesmo tempo em que tece homenagens aos jogos antigos, o set list é antenado para as novidades. O que dizer quando o título de uma das seleções foi lançado no Japão em 28 de abril de 2010? E o outro em dezembro de 2009?

- New Super Mario Bros. Wii

Mais chocante seria se já tivesse Super Mario Galaxy 2, mas, calma, uma coisa de cada vez – e acredito que 2011 é que virá SMG2. Realmente me pegou de surpresa tal escolha, totalmente inédita – de novo outra vez mais uma vez Super Mario Bros. 1 não, por favor. O que chegou mais perto disso foi a “End Credits” do New Super Mario Bros., só que o de DS, no Fifth Symphonic Game Music Concert (2007), com arranjo do Yuzo Koshiro.

Não entendi muita coisa pelo tradutor do que disse o maestro Taizo Takemoto. Ele se refere a uma interjeição relacionada a um determinado tipo de fase do jogo. Isso mostra que ainda não joguei o New Super Mario Bros. Wii, apesar de ser ferrenho defensor do 2D. Vamos fazer assim, você finge que leu isso aqui, porque quando descobrir atualizo e aviso pelo Twitter. Combinado?

- The Legend of Zelda: “Main Theme”

Quem acompanha o blog há mais tempo há de se lembrar que na véspera do lançamento do Super Smash Bros. Brawl, eu repetia no final de cada post que o Yuzo Koshiro faria um arranjo da “Green Hill Zone” especialmente para o jogo, em estado de absoluto êxtase causado pela confirmação de Sonic como lutador. A campanha foi um fracasso completo (a faixa veio em versão original), mas Koshirão arranjou uma das mais lendárias composições dos games, o tema principal do Zelda, que adquiriu uma roupagem no melhor estilo John Wiliams que ele sabe fazer tão bem.

No texto de revelação, Shogo Sakai relembrou o processo de desenvolvimento do Brawl, quando eles estudavam qual música do universo da Nintendo combinaria melhor com o estilo de cada arranjador. Quando conversaram, o tema do Zelda ainda não havia sido designado para ninguém, então em um encontro com a equipe com Koshirão, partiu dele a iniciativa de arranjá-la. Quando a versão ficou pronta, o looping era de cinco minutos, em contraste com o padrão do Brawl de dois pela duração enxuta das lutas. Não importou, ficou assim mesmo. Sakai terminou enaltecendo a variação de instrumentos nas frases melódicas.

Como rememorado no site, será a terceira vez que Press Start toca Zelda. Nas duas outras, em 2006 e 2007, foi executado o “The Legend of Zelda Medley 2006”, que não só inclui o tema, como faz homenagens a The Link to the Past e Ocarina of Time. Retrocesso? Seria inaceitável se fosse o mastigado ao cubo “Legend of Zelda Theme” do Toshiyuki Watanabe do Orchestral Game Concert,  mas é do Yuzo Koshiro. Está perdoado.

- Metal Gear Solid: Peace Walker:  “Heavens Divide”

Quem diria que do tema principal do Metal Gear Solid 2 no Press Start 2006, a série de concertos pularia a “Snake Eater” (Metal Gear Solid 3) – verdade seja dita, não empolga muito a versão japonesa, que perdeu todo o pique James Bond da americana – ou então qualquer uma do Metal Gear Solid 4 direto para a canção-tema do episódio para PSP. O que mostra o quanto a música composta e arranjada pelo Akihiro Honda é espetacular.

A cantora australiana Donna Burke, que já coleciona participações em diversos jogos, como Tales of Legendia, The Last Remnant, God Eater e até mesmo OutRun 2, inclusive a interpretou ao vivo no evento de lançamento do Peace Walker no Japão, com instrumentação similar à versão em estúdio, com teclado, baixo elétrico, violão, bateria e conjunto de cordas. Milagrosamente, a apresentação foi gravada. Vergonhosamente, não a publiquei. Faço agora. A diferença principal para o Press Start é que será uma orquestra completa, como comentado por Masahiro Sakurai no depoimento repleto de referências ao jogo, não apenas alguns violinos. Também não apostaria no teclado e no baixo. Mas a Donna Burke, que é quem mais importa, estará lá no dia do concerto.

Set list até o momento:

01 – Chrono Trigger & Cross
02 – NES Medley
03 – Muramasa: The Demon Blade
04 – Mother

[via PRESS START]


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