Textos categorizados 'Super Mario Galaxy'

Lembrete: transmissão em vídeo do Symphonic Selections, sexta-feira, dia 22/11, às 16h, no horário de Brasília

Por Alexei Barros

Até que enfim! Amanhã, dia 22 de novembro, acontecerá na Alemanha o concerto Symphonic Selections, com transmissão ao vivo em vídeo para o resto do mundo, como aconteceu com o Symphonic Fantasies e Symphonic Odysseys. Conduzida pelo maestro Wayne Marshall, a apresentação será tocada pela competente WDR Radio Orchestra Cologne, com a participação especial do grupo Spark no número do The Legend of Zelda: The Wind Waker. O espetáculo está marcado para as 19h locais, o que equivale aqui às 16h, no horário de Brasília. Para quem já se esqueceu, o cardápio musical promete ser formado por reprises e segmentos inéditos bastante promissores (estou bastante ansioso pelo Shadow of the Colossus):

- Shenmue – Sedge Tree
- Super Metroid – Into Red, Into Dark*
- Blue Dragon – Waterside
- Final Fantasy XIV – On Windy Meadows
- Super Mario Galaxy – Galactic Suite*
- Monster Hunter – Proof of a Hero**
- Shadow of the Colossus – Epilogue (Those Who Remain)***
- The Legend of Zelda: The Wind Waker – Concerto for Spark and Orchestra*

* Courtesy of Nintendo.
** © Capcom Co., Ltd.
*** © 2006 Sony Computer Entertainment Inc.

O link da transmissão você confere aqui.

Symphonic Selections: segmento de Zelda: The Wind Waker terá 20 minutos; novidades de Super Metroid e Shadow of the Colossus


Por Alexei Barros

Dia 22 de novembro acontece um novo concerto de games na Alemanha, o Symphonic Selections, que inclusive será transmitido ao vívo em vídeo, como aconteceu em outras oportunidades. Regida por Wayne Marshall, a récita será tocada pela competente WDR Radio Orchestra Cologne e contará com a apresentação de Isabel Hecker e Nicolas Tribes. O espetáculo promete trazer belas partituras, entre reprises, atualizações e novidades completas. De acordo com o produtor Thomas Boecker, a maioria dos arranjos inéditos já está pronta.

Como era sabido, The Legend of Zelda: The Wind Waker ganharia um arranjo de “pelo menos 15 minutos”. Na verdade, o número referente ao jogo que voltou à baila pela recente remasterização em alta definição para Wii U terá cerca de 20 minutos. Dividido em três movimentos, o segmento preparado por Roger Wanamo contará com a participação do grupo instrumental Spark e promete enfim fazer jus à trilha original, que tem uma pegada bem diferente do restante da série.

Ainda falando sobre a Nintendo, temos o Super Metroid. O arranjo será uma nova partitura de Jonne Valtonen, que já havia feito uma suíte modernista do jogo para o concerto LEGENDS. Como não haverá coral no Symphonic Selections, Valtonen preferiu fazer um arranjo do zero em vez de adaptar a partitura para uma performance apenas da orquestra. Essa promete ser a versão menos controversa do Super Metroid, já que, no concerto Symphonic Legends, o primeiro arranjo foi feito pelo alemão Torsten Rasch e causou muitas discussões justamente por adotar o estilo modernista. Vamos ver como será essa terceira versão do Super Metroid que vai somar cerca de 8 minutos de duração – promete ser uma viagem extensa por diferentes áreas do Planeta Zebes.

Eu disse que não vai ter coral. Por isso também a “Galactic Suite” do Super Mario Galaxy, que usava coro, foi adaptada para uma versão instrumental. Então mesmo quem já conhece o número do Symphonic Legends, pode ficar na curiosidade para saber como ficou essa adaptação.

Por fim, o arranjo de Shadow of the Colossus também ficará sob os auspícios de Jonne Valtonen. Quem se lembra do tema de encerramento do jogo, “Epiloque (Those Who Remain)”, a música tem uma pequena participação do coral, e por isso deduzo que o arranjo suprirá também essa ausência. Ainda na época do Symphonic Fantasies, ficava imaginando o que o Valtonen não faria com trilhas de jogos fora a Square Enix e a Nintendo que foram já homenageadas, e Shadow of the Colossus não saía da minha cabeça.

Confira a relação de jogos do set list, que contará com outros títulos ainda, caso não tenha acompanhado os posts passados:

- Shenmue – Sedge Tree
- Blue Dragon – Waterside
- Final Fantasy XIV – On Windy Meadows
- Monster Hunter – Proof of a Hero*
- Shadow of the Colossus – Epilogue (Those Who Remain)**
- Super Mario Galaxy – Galactic Suite***
- The Legend of Zelda: The Wind Waker – Concerto for Spark and Orchestra***
- Super Metroid – Into Red, Into Dark***

* © Capcom Co., Ltd.
** © 2006 Sony Computer Entertainment Inc.
*** Courtesy of Nintendo.

Symphonic Selections: confirmada transmissão online em vídeo


Por Alexei Barros

As vendas dos ingressos do Symphonic Selections acabaram em uma hora, dado o prestígio que esses concertos de game music possuem na Alemanha. Má notícia para quem pretendia assistir ao vivo e não pôde comprar um ingresso. Mas a boa novidade é que, como o Symphonic Fantasies e o Symphonic Odysseys, o Symphonic Selections será transmitido ao vivo via internet! O espetáculo está marcado para o dia 22 de novembro (cai em uma sexta), portanto reserve essa data caso queira ser agraciado com belas performances sinfônicas de jogos variados em um concerto de verdade.

Penso que vai ser uma oportunidade bastante interessante, porque, por mais que a Square Enix e o Nobuo Uematsu tenham seus milhares de fãs, eu sei que não é todo mundo que gosta de Final Fantasy, Chrono e afins. Mesmo que o concerto vá ter Blue Dragon e Final Fantasy XIV, haverá muitos outros segmentos interessantes como comentei no outro post. A Nintendo estará representada com  a trinca Super Metroid, Super Mario Galaxy e The Legend of Zelda: The Wind Waker; a Capcom com Monster Hunter; e até a Sega, com Shenmue. Mas definitivamente o segmento que mais estou na expectativa é o “Epilogue (Those Who Remain)”, tema de encerramento do Shadow of the Colossus, que vai ser apresentado em um arranjo novo, diferente da ouvida no final do jogo. Já vislumbro um segmento épico. E o melhor é que apenas oito números foram confirmados, ainda pode ter muito coisa boa vindo aí.

A princípio, este será o link da transmissão, mas, evidentemente, eu soltarei um lembrete próximo da data do concerto.

Symphonic Selections: seleções magistrais em um novo concerto na Alemanha


Por Alexei Barros

Após o fim da tetralogia “Symphonic” de concertos alemães – Shades, Fantasies, Legends e Odysseys – com a WDR Radio Orchestra, a equipe de Thomas Boecker se dedicou à produção do concerto Final Symphony, realizado em maio de 2013 com outras orquestras em três apresentações. Quem pensou que neste ano pararia por aqui se enganou, porque haverá outro espetáculo com a WDR Radio Orchestra: o Symphonic Selections, no dia 22 de novembro de 2013, no Koelner Philharmonie, sob a regência de Wayne Marshall. A transmissão ao vivo não está confirmada, mas torço para que possamos apreciar os promissores segmentos sinfônicos.

Assim como o Soundtrack Meets Cologne, que ocorreu em 2012, a récita mistura arranjos novos e reprises de concertos passados, o que inclui não só os concertos tributo de 2008 a 2011, mas também a saudosa série Symphonic Game Music Concert, realizada de 2003 a 2007 antes da Games Convention, a qual foi só pôde ser escutada por gravações da plateia. Para quem acompanha o Facebook do Spielemusikkonzerte, sabe da confirmação de alguns números. O set list nem foi totalmente revelado, mas até agora me agradou bastante (especialmente, porque reinam músicas japonesas):

- Shenmue: “Sedge Tree”
- Blue Dragon: “Waterside”
- Final Fantasy XIV: “On Windy Meadows”
- Monster Hunter: “Proof of a Hero”
- Shadow of the Colossus: “Epilogue (Those Who Remain)”*
- Super Mario Galaxy: ” Galactic Suite”
- The Legend of Zelda: The Wind Waker: “Concerto for Spark and Orchestra”*
- Super Metroid: “Into Red, Into Dark”*

*Arranjos inéditos.

Primeiro, sobre os números já conhecidos. Composição do Takenobu Mitsuyoshi, a “Sedge Tree” foi tocada pela primeira vez em concertos lá no First SGMC de 2003 e, curiosamente, nunca apareceu em uma apresentação japonesa. Os números de Blue Dragon e Final Fantasy XIV são reprises muito bem-vindos do Symphonic Odysseys e chamam a atenção por ser de dois jogos que não estão muito em voga. A “Waterside” ficou belíssima no arranjo de cordas e a “On Windy Meadows” é bem exótica. Uma escolha que achei muito interessante é a “Proof of a Hero”. Ela já foi tocada em muitas outras oportunidades: no Press Start 2006 e 2008 e também no três concertos de Monster Hunter (o terceiro, realizado em 2012, eu acabei não mencionando por aqui inclusive). Porém, ainda é inédita em concertos ocidentais. Proveniente do Symphonic Legends, a “Galactic Suite” é soberba, simplesmente e o melhor arranjo já feito do Super Mario Galaxy e nunca é demais um repeteco desse segmento.

Quanto às novidades, haverá um novo arranjo da obra-prima “Epilogue (Those Who Remain)”. O tema de encerramento do Shadow of the Colossus já foi tocado no Fourth SGMC, mas era uma versão similar à ouvida no jogo. Como será possível melhorar algo já estupendo? Curioso desde já.  O Zelda: The Wind Waker é outro jogo que será agraciado com um arranjo inédito: a “Concerto for Spark and Orchestra” terá pelo menos 15 minutos de duração e contará com a participação do grupo instrumental sinfônico Spark, formado por piano, violino, violoncelo e duas flautas doces. E para terminar, “Into Red, Into Dark” do Super Metroid. Apesar de manter o nome do arranjo preparado pelo Jonne Valtonen para o LEGENDS, na verdade será uma nova partitura. Quem sabe não se torne a releitura sinfônica definitiva do jogo que vai comemorar 20 anos de vida em 2014.

Caso você esteja na Alemanha em novembro e esteja interessado, os ingressos estão à venda aqui.

[via symphonicselections.com]

“Super Mario Medley” – Super Mario Bros., Super Mario Bros. 3, New Super Mario Bros., Super Mario Galaxy e Super Mario Galaxy 2 (Play! 2011 em Vienna)

Por Alexei Barros

Foi só eu clamar pelos bootleggers que eles brotaram: se os concertos em Seattle do Play! A Video Game Symphony mal foram gravados, a apresentação em Vienna no último dia 8 de julho foi mais bem registrada, com vídeos dos números novos. Ainda não é ideal pela qualidade meia-boca do áudio, o que impede de analisar a qualidade da performance da National Symphony Orchestra. Por isso, eu me limito a comentar o arranjo e a seleção de faixas.

Evidentemente, Mario fazia parte do repertório da turnê desde o início. Em vez de reaproveitar o arranjo do Nobuo Kurita do OGC1 como fizeram muitos concertos, foi feito um novo exclusivo, “Super Mario Bros. Suite”, preparado por Jonne Valtonen. Com as mudanças promovidas nas últimas apresentações, o segmento de Mario foi reformulado e desta vez foi arranjado de Chad Seiter. Logo de cara afirmo sem medo: não gostei.

Por mais que eu entenda que uma excursão tende a focar em seleções mainstream, não consigo engolir a primeira parte referente ao Super Mario Bros. cumprida de maneira muito igual a tudo o que foi feito dezenas de vezes em outros espetáculos, sem nenhuma novidade ou resquício de criatividade. Tem um “Main Theme” do New Super Mario Bros. ali (1:14) e a “Airship” (Super Mario Bros. 3) aqui (2:17), mas ambas já são conhecidas e poderiam dar lugar para tantas músicas boas nunca executadas antes – o que as pessoas têm contra “Enemy Battle” e “Fortress Boss”? Se você me permitir contundência maior, a rendição da “Castle” do Super Mario Bros. ficou ridícula; além de estupidamente curta, tanto a entrada (1:41) quanto a saída (1:50) são abruptas. O medley ganha pontos por executar a magnificente “Fateful Decisive Battle” do Ryo Nagamatsu do Super Mario Galaxy 2, com coral como na original. Antes ainda tem a “Egg Planet” do primeiro SMG e um trecho de 4:26 a 4:39 que não faço ideia de onde veio.

Mas há um bom motivo para nunca terem tocado os Marios antigos e os Marios Galaxy em um mesmo segmento: são de estilos diferentes. Em uma peça não há um sentido de unidade. Sinceridade? Fiquei com saudade de alguns arranjos amadores que publiquei por aqui…

Outra coisa que me incomodou sobremaneira foi a reação do público às cenas dos jogos no telão durante a execução. A forma banal com que a nostalgia é evocada me faz perguntar se estou ficando velho demais para não me extasiar mais com frases tão “desconhecidas” como “Thank You Mario! But Our Princess Is In Another Castle!”. Será que a turnê vai ter que mudar o nome para Play! A Video Games Live Symphony? Espero que não aconteça a fusão.

- “Super Mario Medley”

“Course Clear” ~ “Overworld” (Super Mario Bros.) ~ “Main Theme” (New Super Mario Bros.) ~ “Castle” ~ “Underworld” (Super Mario Bros.) ~ “Airship” (Super Mario Bros. 3) ~ “Underwater”(Super Mario Bros.) ~ “Egg Planet” (Super Mario Galaxy) ~ “Fateful Decisive Battle” (Super Mario Galaxy 2)

“Encore (Currendo. Saltando. Ludendo)” – LEGENDS

Por Alexei Barros

O que poderia ser um mero bônus despretensioso do concerto acabou se tornando um dos segmentos favoritos de muitos (eu incluso) do Symphonic Legends, o “Encore (Currendo. Saltando. Ludendo)”, que encadeia, mistura e alterna diferentes melodias, em especial temas de encerramento, de jogos da Nintendo. Surpreende que a origem das músicas não seguiu necessariamente os títulos representados ao longo do concerto. Por exemplo, teve uma suíte somente de Super Metroid, mas a trilogia Metroid Prime foi aludida no bis. São tantos detalhes que as repetidas apreciações se tornam um imperativo – numa iniciativa inusitada, o arranjo foi pensado prevendo que seria publicado no YouTube para que os fãs tentassem descobrir as referências que chegaram até Super Mario Galaxy 2, que saiu em maio de 2010 – o concerto se deu em setembro do mesmo ano.

O número não foi anunciado para a expansão LEGENDS, então fiquei curioso para conferir o vídeo a fim de cumprir tabela. O começo é igual: o piano fazendo dupla com a percussão (desta vez o próprio integrante da orquestra, não Rony Barrak) na “Staff Credits” do The Wind Waker, seguido por uma alusão a Pikmin (que não sei o momento exato) e, com o coral, pelos três temas dos créditos em ordem decrescente da trinca Metroid Prime. Não obstante o registro amador, foi possível ouvir a densidade da “Theme of Super Metroid” no órgão de tubos, o que, curiosamente, não dava para perceber muito bem na gravação da transmissão. O piano alude à faixa “Super Mario Galaxy” como de praxe, e… opa! A partitura tinha sido alterada.

Eu achei que todas as mudanças foram para melhor. Já era um estrondo e ficou ainda mais, e vou dar meus motivos. Conforme detalhado aí embaixo, as músicas com a seta para esquerda que estavam no Symphonic Legends deram lugar para as da direita no LEGENDS. Como Kirby foi uma adição no repertório, justo que também fosse lembrado no desfecho, apesar de não ter encontrado o ponto certo no vídeo. A “Opening” do Star Fox 64 era uma sutilíssima referência no trombone e, com a “Main Theme” do Star Fox, a série teve homenagem estendida de forma merecida. Na primeira versão, não havia nada relativo a Donkey Kong, aliás, a única franquia do concerto que não despontava no bis. Por menor que seja, é sensacional perceber o trompete tocar um trecho da “Donkey Kong Rescued” de um título marcante como Donkey Kong Country 2. Todas as melodias vinham de temas de encerramento (algumas apareciam antes, em outros momentos dos jogos, mas sempre figuravam no final), com exceção de Star Fox, que era breve como comentei acima, e F-Zero, que foi simbolizado pela “Big Blue”. Daí… que choque tomei quando ouvi a “Ending Theme” nos metais reproduzindo a melodia, com um tempero jazzístico um tanto incomum em concertos eruditos. Esses segundos, acredite, valeram todo o LEGENDS para mim, porque não esperava de jeito algum tal inclusão. Sobre a retirada da “Overworld” do Zelda, a série já teve o primeiro bis só para ela com a “Healing”, além do poema sinfônico, e sem falar que este segmento começa com Zelda. Lembro que por ocasião do Symphonic Legends, quase enfartei com a “Ending” do Super Mario Bros. 3 com coral em latim, mas foi bom terem incluído o tema dos créditos do F-Zero só agora, porque muito possivelmente não resistiria a dois enfartos em sequência. E, de novo, o que é esse final? Fez me lembrar da introdução cantada dos jogos da Sega, mas claro com o coral entoando “Nintendo”.

Coloco ambos os vídeos para comparação, e o mais legal é que no segundo dá para avistar a maravilhosa arquitetura do Konserthuset em Estocolmo e ver subirem no palco David Wise, Masashi Hamauzu, Jonne Valtonen e Roger Wanamo.

- “Encore (Currendo. Saltando. Ludendo)”
Originais:
“Staff Credits” (The Legend of Zelda: The Wind Waker)
“A Panoramic View” (Pikmin)
“Ending Staff Roll” (Metroid Prime 3: Corruption)
“Ending Staff Roll” (Metroid Prime 2: Echoes)
“Ending Staff Roll” (Metroid Prime)
“Theme of Super Metroid” (Super Metroid)
“Super Mario Galaxy” (Super Mario Galaxy)
<– “Opening” (Star Fox 64)
<– “Overworld” (The Legend of Zelda)
<– “Big Blue” (F-Zero)
–> “Ending” (Kirby’s Dream Land)
–> “Main Theme” (Star Fox)
–> “Donkey Kong Rescued” (Donkey Kong Country 2)
–> “Ending Theme” (F-Zero)
“Ending” (Super Mario Bros. 3)
“Super Mario Galaxy 2” (Super Mario Galaxy 2)

Composição: diversos
Arranjo: Roger Wanamo

Symphonic Legends

LEGENDS

“Egg Planet & Gusty Garden Galaxy” – Super Mario Galaxy (Computerspiel-Sounds live in concert)

Por Alexei Barros

Não gosto muito quando os arranjadores que mexeram em uma música acabam tendo que fazer uma versão distinta por qualquer motivo. Imagina-se que ele já deu o seu melhor, daí o que sobra para a outra releitura? Isso parece não valer para arranjadores criativos como Roger Wanamo.

O finlandês fez um trabalho épico na “Super Mario Galaxy (Galactic Suite)”, em que as duas faixas de maior fama do título apareceram duas vezes ao longo da suíte: “Egg Planet”, primeiro numa alusão fiel à original e depois brevemente nas trompas; e “Wind Garden”, igualmente parecida com a do jogo de início e com coral na segunda rendição.

Para o Computerspiel-Sounds live in concert, Wanamo revisitou as duas composições e conseguiu proporcionar um panorama alternativo ao Symphonic Legends. A “Egg Planet” é mais literal, inclusive com aqueles segundos iniciais que se perderam na suíte galáctica, privados talvez para privilegiar a cadência. De fininho, a “Wind Garden” se aproxima (1:49), com uma flauta diferente ou outra da original. Mas a melhor parte é no momento em que as duas se juntam (3:30) à moda do que aconteceu nofinal da “Fantasy III: Chrono Trigger/Chrono Cross” do Symphonic Fantasies e em vários instantes do “Encore (Currendo. Saltando. Ludendo)”.

Para fechar, vale mencionar algumas curiosidades que não mencionei no post anterior. De certa maneira, os assentos vazios são explicados porque a Bayer Philharmoniker trabalha com o sistema de assinantes, então os espectadores convencionais, que costumam acompanhar música erudita, podem não ter se animado com a ideia de assistir a game music. Mesmo que considerando um evento bem menor do que os concertos em Colônia, o ingresso foi muito barato: 8 euros (hoje o equivalente a 18 reais). Por fim, a apresentação foi feita pelo ex-administrador da WDR Radio Orchestra Cologne, Winfried Fechner, que abriu as portas para a game music nas récitas da orquestra alemã com o Symphonic Shades.

- “Egg Planet & Gusty Garden Galaxy”
“Egg Planet” ~ “Wind Garden”

LEGENDS: a perfeição galáctica de Super Mario Galaxy

Por Alexei Barros

Por ocasião do Symphonic Legends, elegi “Super Mario Galaxy (Galactic Suite)” o melhor medley do jogo já realizado em concertos. Nesse meio tempo conheci duas miscelâneas que nem chegam a beliscar o primeiro lugar da obra-prima de Roger Wanamo: “Super Mario Galaxy Medley”, do Score, que sofre pelas passagens bruscas, e “Super Mario Galaxy 2008”, do Press Start 2008, embora competente e arranjando pelo próprio cocompositor Mahito Yokota.

Não surpreende a reprise da partitura galáctica no LEGENDS, somente com alterações sutis em um detalhezinho ou outro. Roger Wanamo também foi perfeito na descrição do arranjo:

“Diferentemente de outros jogos que arranjei para o LEGENDS, as músicas do Super Mario Galaxy são orquestradas em sua condição original. Eu quis manter o sentimento original, mas ao mesmo tempo criar transições naturais entre as músicas diferentes do jogo. Espero que o resultado final seja ouvido como uma longa jornada pelo universo do Mario, e eu consegui honrar e capturar o sentimento das fantásticas composições originais para que os fãs possam reviver as experiências de jogo apenas ouvindo o segmento.”

Mais do que nunca, me sinto na obrigação de publicar o vídeo de novo. Que um dia Wanamo possa fazer algo semelhante com o Super Mario Galaxy 2…

[via Facebook]

Concerto germânico terá arranjos inéditos de Zelda e Super Mario Galaxy

Por Alexei Barros

E não para! Apenas pelas recentes apresentações da WDR Radio Orchestra a Alemanha tem uma quantidade generosa de concertos de games – ombreando com a Suécia e atrás do Japão –, agora então a conta só aumenta.

Dia 7 de junho a Bayer Philharmoniker (daquela mesma Bayer dos analgésicos e do time Bayer Leverkusen) tocará no Bayer Kulturhaus uma récita centrada na game music japonesa, especificamente Square Enix e Nintendo. Três números da série Kingdom Hearts serão executados, aqueles mesmos arranjos da Natsumi Kameoka do álbum drammatica e do Sinfonia Drammatica e mais quatro partituras do Shiro Hamaguchi de faixas conhecidas de Final Fantasy – ainda assim, destas somente a “One-Winged Angel” foi tocada anteriormente em solo alemão no Fourth Symphonic Game Music Concert (2006).

A melhor parte é a da Big N: quatro segmentos de Zelda e três de Mario inéditos preparados pelo talentoso Roger Wanamo, o autor das suítes “Super Mario Bros. (Retro Suite)” e “Super Mario Galaxy (Galactic Suite)” do Symphonic Legends. Desde já conclamo pela boa vontade do público em compartilhar essas maravilhas no YouTube. A icônica “Kakariko Village” sempre achei uma tremenda injustiça ser tão pouco lembrada… e o que dizer da “The Legend of Zelda – A Link to the Past Suite”? Imagina se tiver a “Dark Mountain Forest”?

Abaixo o set list completo, sendo que os arranjos novos estão com as músicas originais, evidentemente.

Kingdom Hearts
- “Destati” (Kingdom Hearts)
- “The Other Promise” (Kingdom Hearts II)
- “The 13th Anthology” (Kingdom Hearts I, II e Chain of Memories)

The Legend of Zelda
- “Death Mountain”
- “Hyrule Field”
- “Kakariko Village”
- “The Legend of Zelda – A Link to the Past Suite”

Super Mario Galaxy
- “Luma & The Star Festival
- “Rosalina in the Observatory”
- “Egg Planet & Wind Garden

Final Fantasy
- “Zanarkand” (Final Fantasy X)
- “Don’t be Afraid”  (Final Fantasy VIII)
- “Theme of Love” (Final Fantasy IV)
- “One-Winged Angel” (Final Fantasy VII)

[via Bayer Kultur]

Super Mario Bros. 25th Anniversary Special Sound Track Press Start Edition: 25 anos em três faixas


Por Alexei Barros

Quando soube da existência do Press Start 2006 o programa chamou a atenção pela ausência de um segmento do Mario, o que muitos poderiam considerar fundamental no set list de um concerto com diversas franquias. Encarava isso como uma virtude, uma prova de desplante, já que tal obrigação muitas vezes fez com que se apelasse para uma performance frívola, como são tão comuns os solos de piano do Mario 1, para jogar seguro e agradar o público.

Ironicamente, todas as edições seguintes incluíram números do Mario, e o primeiro deles, o arranjo de Keiichi Oku “Super Mario Bros.” no Press Start 2007, chega a ser uma piada de tão limitado, com menos de dois minutos de duração, em um exemplo de nostalgia fugaz. Depois a situação melhorou especialmente pela rapidez com que jogos recentes foram adicionados ao repertório. É o que torna especial o Super Mario Bros. 25th Anniversary Special Sound Track Press Start Edition, o terceiro lançamento relacionado à série japonesa de concertos. Os anteriores foram o single Professor Layton Series Soundtrack Premium CD e o álbum Press Start The 5th Anniversary.

Brinde do Super Mario Collection Capture Book e Super Mario Bros. 25th Anniversary Book lançados em um pacote dia 9 de dezembro de 2010, é um CD com três faixas do Mario, com performance da Kanagawa Philharmonic Orchestra no Bunkamura Orchard Hall no Press Start 2008 e no Tokyo Metropolitan Art Space no Press Start 2010, e da Tokyo City Philharmonic Orchestra neste segundo local no Press Start 2009.

Infelizmente, a minha principal reclamação do Press Start The 5th Anniversary persiste: a reverberação exagerada. Isso é muito desanimador, porque se foram lançados dois CDs com mixagem parecida, é o que a produção acha o ideal. Não há perspectiva que possíveis futuros lançamentos do Press Start tratem de corrigir isso. Em compensação, não tenho do que contestar da qualidade dos arranjos.

Quando ao repertório, há de se lamentar mais uma vez que do primeiro Super Mario Bros. há um pulo, ou melhor, um voo de capa até o Super Mario Galaxy, com uma aterrissagem no New Super Mario Bros. Wii. Quanta coisa boa não tem do Super Mario Bros. 2, Super Mario Bros. 3, Super Mario World, Super Mario 64 e Super Mario Sunshine… Da lista dos principais sobra Super Mario Galaxy 2. Se for mantida a tradição de um Mario por Press Start deve ser o candidato com mais potencial a figurar na provável edição 2011.

Mas chega de devaneios. Depois do Hadouken as minhas impressões da trinca de faixas bigodudas.

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