Textos categorizados 'Phoenix Wright: Ace Attorney'

Press Start 2012: um pouco de tudo na segunda meia-dúzia de segmentos

Por Alexei Barros

Se nas primeiras seis atualizações do Press Start 2012 havia especialmente títulos portáteis, nesta segunda atualização, que trouxe mais meia-dúzia de novidades, há uma boa diversidade de jogos antigos e novos para diversos sistemas diferentes. Vamos a elas:

- Muramasa: The Demon Blade: “Introduction” ~ “Impermanence”

Eu normalmente não gosto quando o Press Start reprisa segmentos, mas, quando não existe um registro oficial do número, aumentam as chances de a performance sair em algum CD. O problema é que isso já aconteceu com o Muramasa no álbum Oboromuramasa Ongakushuu Hensou no Maku. Inclusive comentei em detalhes a  “Muramasa: The Demon Blade”, executada anteriormente no Press Start 2010 aqui. O maestro Taizo Takemoto relembrou a ocasião com saudade no texto de revelação, exaltando a mistura de orquestra com guitarra e instrumentos japoneses (tsugaru shamisen e shakuhachi). A escolha mostra como a organização nem sempre se importa com o hype, visto que o Wii já está em vias de se despedir.

- Phoenix Wright: Ace Attorney: “Great Revival ~ Reiji Mitsurugi” (Phoenix Wright: Ace Attorney – Justice for All) ~ “Ryuuichi Naruhodou ~ Objection!” ~ “Investigation ~ Overtaked“ (Phoenix Wright: Ace Attorney)

Eu normalmente não gosto quando o Press Start… não preciso repetir a primeira frase do segmento anterior, né? Mais uma reprise, desta vez do Press Start 2008. A diferença é que o número arranjado pelo Noriyuki Iwadare não chegou a ser registrado oficialmente. Não que faça uma falta absurda, de outro mundo. As três faixas que formam o medley, talvez as mais icônicas da série, foram orquestradas separadamente nos concertos da saga de advocacia virtual realizados naquele mesmo ano de 2008. Milagre: consegui entender alguma coisa aproveitável no Google Translator; Kazushige Nojima lembrou que o primeiro Gyakuten Saiban (como o jogo é conhecido originalmente) saiu em 2001 (para Game Boy Advance) e que parece que foi outro dia que isso aconteceu. Inclusive ele soube do jogo pela Famitsu e ficou bastante impressionado pelo conceito na ocasião – “Objection!”, “Hold It” e todos aqueles impropérios. Mas será que não valeria mais a pena se fosse tocada alguma do Gyakuten Kenji 2 (aquele que a Capcom se recusa a localizar para o Ocidente)?

- Ihatovo Monogatari

O adventure da desconhecida Hect com toques de RPG do Super Famicom está um passo mais fundo da obscuridade dos jogos nunca lançados nos EUA, porque nem tradução de fãs o título recebeu. Nobuo Uematsu disse que a trilha tem o seu lugar na história da game music, com músicas ternas que simulam as cordas (eu achei relativamente convincentes, como mostra a “Ihatovo Praise (from Opening)”, levando em conta que é o SNES). Além disso, ele lembrou que o compositor do Ihatovo Monogatary, Tsukasa Tawada, participou do álbum colaborativo Ten Plants, que possui músicas originais de compositores de games. Apesar de essa lembrança parecer única, o jogo foi homenageado no Orchestral Game Concert 5, o último da série de concertos, com a faixa “Ihatovo Hymn”, em arranjo do próprio Tsukasa Tawada.

- Darius


Uma atualização do tipo “só tem no Press Start”. O mais legal é que isso mostra como eles gostam de volta e meia pegar um shump para colocar no repertório como teve Fantasy Zone em 2009 e Gradius em 2011; isso sem contar, o “Shooting Medley” de 2007, que, inclusive, tocava a “Captain Neo” do Darius. Pelo que dá a entender no texto do Masahiro Sakurai, o arranjo do jogo da Taito de três telas no arcade terá essa e a “Main Theme – Chaos”. Que venham outros shmups!

- Legend of Mana

Até que enfim! Legend of Mana é um desses casos (Shenmue é outro) de um jogo japonês já executado em concertos ocidentais que não apareceram em um espetáculo nipônico. Na verdade, isso só aconteceu uma vez: no Sinfonia Drammatica, realizado na Suécia em 2009, concerto que teve os quatro arranjos do Legend of Mana do álbum drammatica tocados ao vivo. Kazushige Nojima falou sobre a revelação e, pelo que li, será um medley com cinco faixas selecionadas pela compositora Yoko Shimomura. Acredito que “Legend of Mana ~Title Theme~”“Hometown Domina” estejam entre essas como foram citadas. Com essa recordação da série, desde já fica a torcida para o Secret of Mana (com “Danger”) nos próximos anos.

- Final Fantasy XI

Em todas as edições do Press Start, sempre teve um segmento de Final Fantasy. Até 2010, foi meio desanimador: reprises, reprises, reprises. E de segmentos bastante conhecidos. O cenário mudou em 2011, quando foi feito um arranjo novo e exclusivo do Final Fantasy IV. E, de acordo com o que diz o site, mais uma vez será feito um arranjo inédito, desta vez do MMORPG Final Fantasy XI, que completou dez anos de vida em 2012 (considerando o lançamento original para PlayStation 2 no Japão), como lembrou o Nobuo Uematsu. O número será um medley com três faixas, sendo que “Vana’diel March” e “The Republic of Bastok” foram citadas. Como a primeira é do Naoshi Mizuta e a outra da Kumi Tanioka, aparentemente há a intenção de ter uma música de cada compositor. Sabendo que a terceira é do Nobuo Uematsu, deve ser a Final Fantasy XI Opening Theme”. A despeito de eu somente ter citado brevemente o concerto de FFXI no anúncio da apresentação, o espetáculo gerou o DVD Final Fantasy XI Vana♪Con Anniversary 11.11.11 e é sensacional – espero comentar as melhores faixas sem muita demora.

Set list até o momento:

01 – “Save the Princess Famicom Medley”
02 – Kid Icarus: Uprising
03 – Gravity Rush
04 – God Eater
05 – The Legend of Zelda: Skyward Sword
06 – Nora to Toki no Koubou: Kiri no Mori no Majo

[via PRESS START]

“Mayoi Ayasato ~ Gyakuten Sisters’ Theme” – Phoenix Wright: Ace Attorney (Gyakuten Saiban Special Courtroom 2008 Orchestra Concert)

Por Alexei Barros

Como não publiquei isso antes? Para quem conhece a série Ace Attorney, a “Mayoi Ayasato ~ Gyakuten Sisters’ Theme”, tema das irmãs Maya e Mia Fey, é uma das mais icônicas, e não haveria muita novidade no vídeo se não fosse por uma particularidade. Na execução da “Mayoi Ayasato ~ Gyakuten Sisters’ Theme” do Gyakuten Saiban Special Courtroom 2008 Orchestra Concert o maestro Hirofumi Kurita cedeu a batuta para Noriyuki Iwadare, mesmo ele não sendo o autor deste tema – foi composto por Masakazu Sugimori.

Quem se recorda da “Mayoi Ayasato ~ Gyakuten Sisters’ Theme” do Gyakuten Saiban Orchestra Album notará que o tema foi modificado. Isso se deve ao fato de que Iwadare, conforme revelado em entrevista ao OSV, precisou fazer novos arranjos porque não caberia um piano (de cauda inteira pode chegar a 3 metros de comprimento) no palco do Shinjuku Bunka Center, ainda mais porque Iwadare solicitou à Tokyo Philharmonic Orchestra cordas e percussão adicionais, então as releituras que utilizavam o piano precisaram ser repensadas. Nesta, por exemplo, nota-se que o cravo foi excluído.

Abaixo a performance, e eu já fico matutando se haverá outro concerto de uma série específica da Capcom em 2010, como teve a apresentação de Monster Hunter nesse ano.

“Gyakuten Sisters’ Ballade” – Phoenix Wright: Ace Attorney (M@SATOSHI)

Por Alexei Barros

O dia que a Capcom decidir lançar o Gyakuten Meets Piano será obrigada a convocar o tecladista M@SATOSHI, que não tocou simplesmente a “Gyakuten Sisters’ Ballade”, tema das irmãs Fey, como qualquer pianista do YouTube faria. Ele reproduziu a música com o andamento mais devagar, imprimindo sentimentos em cada acorde, sem deixá-la excessivamente melosa. Não perca esse tesouro do Nico Nico Douga. Por favor:

Press Start 2008: a onipresença de Ace Attorney

Por Alexei Barros

Para uma série como Ace Attorney é suficiente ter o concerto exclusivo Gyakuten Meets Orchestra em 20 de abril e duas reprises no dia 23 de setembro com uma música orquestrada eleita pelos fãs? Impressionantemente, não. Como se não bastassem as três apresentações da franquia jurídica em 2008, ela ainda estará representada no Press Start 2008 ~Symphony of Games~, que acontecerá 14 de setembro, nada menos do que nove dias antes!

Lembro que na revelação do PS 2008 apostei na ubiqüidade da saga de advocacia: “Pode se esperar (e sonhar) de tudo: Grandia, Gran Turismo, Katamari Damacy, Soulcalibur IV, Eternal Sonata, Ace Attorney…”. Porém, ludibriado pelo poder de persuasão do promotor Geraldo Figueras nos comentários, que afirmou “Ah, e não aposto muito em Ace Attorney, afinal a série teve a sua própria apresentação recentemente”, eu cedi à pressão: “Sobre o Ace Attorney, de pleno acordo mesmo”. OBJECTION!

No post de hoje, Masahiro Sakurai diz que a inclusão de Ace Attorney se deu por conta da excelente recepção dos aficionados no Gyakuten Meets Orchestra em abril e relembra que o orquestrador das músicas, Noriyuki Iwadare, participou do Super Smash Bros. Brawl (com três releituras para ser preciso). Para o Press Start 2008, Sakurai espera que Iwadare-san, que ainda começará a trabalhar no arranjo – imagino que está atarefado na orquestração da faixa selecionada pelos fãs do Gyakuten Meets Orchestra –, faça uma música que represente o universo de Gyakuten Saiban. Uma missão espinhosa, afinal ele terá de sintetizar em um segmento a inspiração sonora de um concerto inteiro de 12 peças, que poderia ter muito bem 24, 48…

Pelo que falou, só consigo imaginar o tema de Phoenix Wright, “Ryuuichi Naruhodou ~ Objection!”, o que seria redundante, ou então um medley. Nunca acho que muito Ace Attorney é demais e torço para que seja um segmento exclusivo das outras três apresentações. Difícil, mas não impossível.

Agradeço imensamente pela tradução do Fabão.

[via PRESS START]

Set list até o momento:

01 – Wild Arms
02 – Super Mario Galaxy
03 – Monster Hunter
04 – Spelunker
05 – Touch! Generations Medley
06 – Samurai Shodown
07 – Uematsu’s Early Years Medley

Turnabout Hadouken


Por Alexei Barros

Depois de três ou quatro meses de jogatinas ininterruptas, socos na mesa, dedos na cara, litros e litros de suor, objeções e apresentações, finalmente concluí os quatro anos de Bacharelado em Ciências Jurídicas Ace Attornianas, ou seja, terminei na seqüência Phoenix Wright: Ace Attorney, PW: AC – Justice for All, PW: AC – Trials and Tribulations e Apollo Justice: Ace Attorney.

Antes, o meu conhecimento da série se resumia ao âmbito musical, com os álbuns Gyakuten Saiban Orchestra Album ~Gyakuten Meets Orchestra~ e Gyakuten Saiban Jazz Album ~Gyakuten Meets Jazz Soul~, sabendo que o grande Noriyuki Iwadare era o principal nome por trás dos arranjos. Havia visitado os tribunais o suficiente para escrever reviews curtos dos dois mais recentes e o encanto foi imediato quando vi certo promotor estapeando com altivez o seu vistoso topete e um advogado novato testando os limites de decibéis do grito de OBJECTION!. Queria conhecer a série por completo, de ponta a ponta, do começo ao fim, de Phoenix Wright a Apollo Justice.

Após elogios incessantes dos advogados Prandoni e Geraldo, fui intimado a comparecer ao júri com regularidade. Suponho que só consegui fechar os quatro pela facilidade de poder salvar a qualquer momento e ser muito fácil retomar o fio da meada, além do que as histórias incitam a descobrir o veredicto o mais rápido possível nem que por isso horas de sono e prazos de textos sejam sacrificados.

Foram quatro e poderiam ser oito. Eu não me importaria. A corriqueira crítica da escassez ou ausência completa de novidades sempre que surge uma seqüência – às vezes, cega, infundada e injusta, como se cada jogo lançado tivesse que revolucionar o mundo – não se aplica (ou não se aplicou até agora ao menos) à Ace Attorney. Grosso modo, a fórmula de Trials and Tribulations é idêntica a de Justice for All, que por sua vez introduziu somente a possibilidade de apresentar fotos e a concepção do Psyche-Lock à mecânica do original, mas os meandros são tão bem concatenados que superam qualquer ameaça de tachá-lo de caça-níquel. Evidente que chega uma hora em que se criam certos clichês, como o fato de sempre um caso estar relacionado a outro antigo e a cena do crime não ser aquela que se imaginava a princípio. E os personagens então? Não me lembro de outra série com tantas pessoas engraçadas, carismáticas e memoráveis. Metal Gear Solid tem Fatman ou The Fear como exemplos de mazelas, Final Fantasy, Cat Sith ou Quina Quen, já Ace Attorney não tem figuras inexpressivas.

Poderia então fazer uma seleção dos melhores personagens, diálogos, piadas músicas, piadas, promotores, advogados. Preferi o óbvio: os dez melhores casos. E alerto. Não tem como falar deles sem estragar as surpresas. Escrevo para quem também passou por todas as mesmas trilhas tortuosas da advocacia virtual pela qual fui acometido e, por isso, o texto a seguir está efervescendo em spoilers, apesar de não contar todas as histórias. Não leia caso não tenha terminado. Foco mais nas justificativas por cada escolha.

E que venham logo Gyakuten Kenji e Gyakuten Saiban 5!

HOLD IT!

ATENÇÃO, SPOILERS A SEGUIR

Continuar lendo ‘Turnabout Hadouken’

Músicas que não podem faltar no VGL – Parte 15

Por Alexei Barros

Não agüentava mais os elogios de tantas pessoas na convivência diária e também do nosso fiel comentarista Geraldo Figueras. Fui intimado a concluir o primeiro ano de direito (já comecei o segundo inclusive) e condenado a virar fã da série Ace Attorney, que já se tornou uma das minhas favoritas da Capcom. Impossível não se encantar com Phoenix Wright transpirando de desespero ou batendo com os dedos no papel convicto de que aquela é a prova cabal; o detetive Dick Gumshoe e as caretas e tiradas impagáveis; Miles Edgeworth apoiando as mãos na mesa em estado de pânico, e Manfred Von Karma ao mostrar a sua petulância quando dá ordens para o juiz. Citei quatro personagens e daria para falar de todos.

Antes de terminar o Phoenix Wright: Ace Attorney, eu havia me interessado pelas músicas da série ao ver o envolvimento do nome de Noriyuki Iwadare no álbum Gyakuten Saiban Orchestra Album ~Gyakuten Meets Orchestra~. Gostei. Citei a “Naruhodou Ryuuichi ~ Objection!” na Parte 8. E gostei mais ainda do Gyakuten Saiban Jazz Album ~Gyakuten Meets Jazz Soul~. Depois ouvi mais uma vez as faixas orquestradas do primeiro capítulo. Parei. Infartei. É outra história conhecer as originais do Masakazu Sugimori (participou de Viewtiful Joe 1 e 2), vivenciando as peripécias dos julgamentos, e perceber como as sintetizadas foram magistralmente orquestradas. Por isso, extraí outras três, totalmente obrigatórias, por enquanto apenas do episódio inicial. Alguma delas pelo menos deveria tocar no VGL. Melhor, um medley. Um ato. Um concerto inteiro vai.

Volto a frisar, só para você se revolver de raiva por não estar no Japão, que acontecerá amanhã, no domingo, dia 20 de abril, a apresentação Gyakuten Meets Orchestra com as trilhas de Ace Attorney e a participação da Orquestra Filarmônica de Tóquio. Provavelmente no evento também deverá ser apregoado mais informações do spin-off Gyakuten Kenji.

Sem mais enrolações, as músicas:

- “Gyakuten Saiban ~ Courtroom Suite”

O juiz bate o martelo. Advogado de defesa na esquerda. Promotor na direita. Testemunha depõe. Phoenix já percebeu as contradições e desbarata as mentiras no interrogatório. Aponta o dedo na cara do inescrupuloso. A temperatura começa a esquentar. Quem jogou se lembra muito bem de cada momento porque são as músicas que você ouve por mais tempo na corte. Nesta suíte Iwadare agregou três faixas, respectivamente, “Gyakuten Saiban ~ Trial” (início do julgamento) “Examination ~ Moderate 2001” (Cross-Examination) e “Investigation ~ Overtaked” (quando o caso está próximo do remate). Sabe como ninguém usar metais, como fica comprovado na primeira e na terceira, e as cordas, no pizzicato da segunda. Verdade seja dita, a “Inform the Truth 2001” (dos depoimentos), bem que poderia estar na peça.

- “Investigation ~ Mistery Suite”

Quando você não está no tribunal, encontra-se investigando. “Keisuke Itonokogiri ~ Detective Itonoko” (escutada quando você conversa com o detetive), “Search ~ Opening 2001” (Fey and Co. Law Office) e “Search ~ Core 2001” (explanação do crime no julgamento) formam esta suíte, orquestrada não por Iwadare, mas por Naoto Takada, um dos compositores de Mega Man X5. A transição entre cada faixa é feita de maneira esplêndida, com a maior naturalidade, aproveitando majestosamente o clima de suspense das composições originais.

- “Oo-edo Soldier Tonosaman”

O tema do super-herói Steel Samurai é tão pegajoso que até virou toque de celular. O principal responsável pela parada cardíaca respiratória é este arranjo de Kaori Komuro, que adapta de maneira genial a original “Oo-edo Soldier Tonosaman”. Um desperdício, no meu modo de entender, que a versão do álbum jazz, “Oo-edo Soldier Tonosaman”, sob a pena do Noriyuki Iwadare, tenha virado uma música suave e relaxante, com o ritmo muito mais retardado que a do jogo. Quando penso em composições / arranjos do Iwadare, imagino faixas animadas, com metais à la big band, como em Grandia e Radiata Stories. Ei, e o tema da Pink Princess? Vão fazer?

Fora isso, o que falta para a Capcom lançar o Gyakuten Saiban Meets Piano?


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