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Final Symphony: report in loco do concerto alemão com Final Fantasy VI, VII e X


Por Alexei Barros

Não, eu não ia passar batido, claro: no sábado passado, dia 11 de maio, foi apresentado na Alemanha o Final Symphony, o novo concerto com a mesma turma da série Symphonic e que tanto já mencionei aqui: Thomas Boecker, Jonne Valtonen, Roger Wanamo, Benyamin Nuss etc.

Desta vez, porém, a apresentação não teve a performance da WDR Radio Orchestra, que tocou diferentes programas de games de 2008 a 2012. A simples presença dessa orquestra garantia que o concerto sempre fosse transmitido ao vivo – o que até então era um ineditismo – não só pelo rádio, como em algumas ocasiões em vídeo também. Neste ano, o espetáculo foi executado pela Sinfonieorchester Wuppertal, curiosamente sem a companhia de nenhum coral como nas outras oportunidades.

Com isso, o privilégio de ouvir as músicas em interpretações sinfônicas ficou restrito aos espectadores da apresentação, privilégio que coube ao Luiz “Radical Dreamer” Macedo, frequente comentarista aqui no blog (os posts é que não são tão mais frequentes). O Luiz já havia assistido in loco, em Colônia, ao Symphonic Odysseys em 2011 e, se vocês se lembrarem bem, ainda descolou autógrafos do Nobuo Uematsu em três CDs. Agora, aproveitando o intercâmbio na França, ele repetiu a dose e esteve presente no concerto na cidade de Wuppertal, no que acredito ter sido uma experiência ímpar, porque sei da admiração dele pelo Masashi Hamauzu. A novidade é que o Luiz escreveu um report da experiência para compartilhar no Hadouken!

Para não deixar os leitores apenas na vontade, eu disponibilizo logo aqui no começo o set list completo do Final Symphony, com links para uma gravação amadora compartilhada pela internet de ótima qualidade que permite ter uma bela noção do que foi o espetáculo. Como faço com os meus reports à distância, também linkei as músicas originais que o Luiz mencionou ao longo da análise.

Ato I

01 – “Fantasy Overture: Circle Within a Circle Within a Circle”
02 – “Final Fantasy VI Symphonic Poem (Born with the Gift of Magic)”
03A  – “Final Fantasy X Piano Concerto: I. Zanarkand”
03B – “Final Fantasy X Piano Concerto: II. Inori”
03C – “Final Fantasy X Piano Concerto: III. III. Kessen”

Ato II

04A – “Final Fantasy VII: Symphony in Three Movements: I. Nibelheim Incident”
04B – “Final Fantasy VII: Symphony in Three Movements: II. Words Drowned by Fireworks”
04C – “Final Fantasy VII: Symphony in Three Movements: III. The Planet’s Crisis”
05 – “Encore I: Final Fantasy VII”
06 – “Encore II: Final Fantasy VI”
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Final Fantasy Orchestral Album: tudo por um medley

Por Alexei Barros

Ouvir as 23 faixas do Final Fantasy Orchestra Album me deixa um sentimento duvidoso: ao mesmo tempo em que o álbum traz coisas que vinha pedindo desde o início da turnê Distant Worlds (mais faixas da era 16-bit, uma faixinha do FXII que fosse), essas novidades se diluem em arranjos já tocados, repetidos e exaustivamente gravados (alguns há uma década).

Essa sensação já estava presente no Distant Worlds: music from Final Fantasy (2007) e depois Distant Worlds II: more music from Final Fantasy (2010). A desculpa era: “agora os arranjos vão receber gravações definitivas em estúdio, sem qualquer interferência da plateia”. Daí veio o Distant Worlds: music from Final Fantasy Returning Home. A desculpa foi: “gravação de concerto no Japão, desde 2006 não acontecia nada lá”.  E agora com o Final Fantasy Orchestral Album (mesmo que o álbum não seja da turnê, é dos mesmos produtores) passou a ser: “todas as músicas vão estar em uma qualidade superior, em Blu-ray de áudio”. Eu me pergunto se em 2013 haverá outro lançamento requentado – porque as desculpas, com todo o respeito, já acabaram. Se for levada adiante a tradição de publicações anuais de álbuns, não deve fugir muito disso.

Para completar, a produção fez um expediente que eu considero ainda pior que é incluir as músicas orquestradas já presentes nas trilhas originais ou álbuns arranjos antigos, tendo como subterfúgio a qualidade 24bit/96kHz. É o que acontece com oito faixas do álbum, como a “Memory of the Wind ~Legend of the Eternal Wind~” do Final Fantasy III Original Soundtrack ou a a “Fang’s Theme” do Final Fantasy XIII Original Soundtrack. Os créditos não deixam enganar que são as mesmas gravações dos álbuns citados, mas em qualidade superior. Misturar essas faixas com as novas não é algo que considero digno de um álbum de aniversário de 25 anos da série.

Com isso passado a limpo, finalmente me sinto mais confortável para falar dos novos segmentos gravados pela FILMharmonic Orchestra Prague no Rudolfinum, Dvorak Hall, na República Tcheca. Não todos, porque outra leva se resume a novas gravações de arranjos já conhecidos, como o “Medley 2002”. Espremendo a laranja, temos isto de arranjos seminovos ou inéditos (alguns eu já comentei em posts passados nas apresentações do Distant Worlds):

04 – “The Dreadful Fight” (Final Fantasy IV)
Original: “The Dreadful Fight”

Composição: Nobuo Uematsu
Arranjo: Rika Ishige

Final Fantasy IV? Tô dentro. Todo o impacto, a emoção e o sentimento de perigo deste tema de batalha contra chefes do primeiro episódio da série para SNES está aqui, traduzido para as nuances da orquestra. Como já havia afirmado, a faixa original é bastante curta e isso permite variações um pouco mais ousadas na interpretação. A novata Rika Ishige fez isso, explorando a percussão, o naipe de cordas e as alternâncias de metais. Um estouro. Não achei que viveria para ouvir mais FFIV orquestrado em pleno 2013 – não preciso contar de novo o quanto o jogo foi negligenciado através desses anos, preciso?

08 – “Opera “Maria and Draco” Full Version” (Final Fantasy VI)
Originais: “Overture” ~ “Aria Di Mezzo Carattere” ~ “The Wedding Waltz ~ Duel” ~ “Aria Di Mezzo Carattere”

Composição: Nobuo Uematsu
Arranjo: Shiro Hamaguchi e Tsutomu Narita
Solistas: Etsuya Ota (mezzo soprano), Tomoaki Watanabe (tenor), Tetsuya Odagawa (baixo)
Coral: Taeko Saito, Eri Ichikawa, Saeco Suzuki, Maiko Tachibana
Narração: Masao Koori

Este número está intitulado “Full Version” porque à versão arranjada por Shiro Hamaguchi que estreou no Tour de Japon, foram acrescentadas as novidades implementadas no arranjo “Darkness and Starlight”, presente no último álbum da finada banda The Black Mages: narração (cadê o balde para eu vomitar?) e um novo excerto que não existia no jogo e inclui a participação do coral. Basicamente, essa parte que só conhecíamos por meio das guitarras e pelo coro formado pelos integrantes do Black Mages foi orquestrada pelo Tsutomu Narita – é um tema de batalha bastante empolgante. Talvez pelo fato de agora serem coristas profissionais e não os próprios músicos dos Black Mages e, justiça seja feita, a narração, na companhia da orquestra, não soar tão deslocada quanto com a banda, o resultado foi melhor. Porém, ainda fico com a épica, avassaladora e paradigmática versão “The Dream Oath ‘Maria and Draco’” de 23 minutos do Orchestral Game Concert 4, única de todas a incluir a “Grand Finale?” (da batalha contra o Ultros), mesmo que não exista um consenso de que essa música faz parte da ópera.

09 – “The Mystic Forest” (Final Fantasy VI)
Original: “The Mystic Forest”

Composição: Nobuo Uematsu
Arranjo: Hiroyuki Nakayama

Posso fazer uma confissão: por mais que o FFVI seja o meu favorito e não exista, na minha opinião, uma faixa ruim desse jogo, eu não morro de amores pela “The Mystic Forest” a ponto de querer que ela fosse orquestradas antes de tantas outras. Mas, tudo bem, não há o que reclamar se este é um arranjo novo da era 16-bit. Mesmo que a versão do Symphonic Fantasies soe mais misteriosa pelo coral, esta tem o seu valor. O trecho na flauta é uma pintura e as cordas nos levam de volta às florestas labirínticas do FFVI.

13 – “Eyes On Me” (Final Fantasy VIII)
Original: “Eyes On Me”

Composição: Nobuo Uematsu
Arranjo: Shiro Hamaguchi e Tsutomu Narita
Vocal: Crystal Kay

Chega a ser inacreditável que uma das mais famosas composições do Nobuo Uematsu não vinha sendo tocada nos concertos da série. A única vez em que isso aconteceu, acredite, foi no Voices (2006), em uma interpretação voz e piano da Angela Aki. Versão orquestrada? Jamais executada ao vivo, incrivelmente. A canção original já tinha cordas e banda, e agora o Tsutomu Narita deu uma leve enriquecida na orquestração (agora tem umas trompas bem inseridas) e, como sempre acontece nos concertos de Final Fantasy, limando a bateria, o baixo e a guitarra. A graciosa voz da Crystal Kay combinou bem com a música, talvez deixando menos melosa do que com a Faye Wong.

17 – “Unfulfilled Feelings” (Final Fantasy IX)
Original: “Unfulfilled Feelings”

Composição: Nobuo Uematsu
Arranjo: Hiroyuki Nakayama

Tamanha a minha satisfação com os novos arranjos da era 16-bit, eu quase passei despercebido por este segmento. A música introspectiva e sintetizada com timbres que remetem ao cravo ganhou novas dimensões no arranjo do Nakayama, soando até bombástica e grandiosa em alguns momentos. Boa releitura, mas não me comoveu tanto.

21 – “The Dalmasca Estersand” (Final Fantasy XII)
Original: “The Dalmasca Estersand”

Composição: Hitoshi Sakimoto
Arranjo: Arnie Roth e Eric Roth

Neste momento ímpar, enfim temos o registro oficial da música orquestrada que foi originalmente assinada pelo Hitoshi Sakimoto. Ainda que não seja pelas mãos de um arranjador de excelência como o Hayato Matsuo, que tanto sabe lidar com o estilo do Sakimoto, a dupla de pai e filho Roth fez um bom trabalho arroz e feijão, isto é, um arranjo literal da faixa sintetizada (uma ótima escolha, aliás). Que a turnê Distant Worlds explore mais o mundo de Ivallice.

23 – “Battle Medley 2012” (Final Fantasy I~XIV)
Originais: “Prelude” ~ “Battle Scene” (Final Fantasy) ~ “Battle 1″ (Final Fantasy II) ~ “Battle 2″ (Final Fantasy III) ~ “Fight 2″ (Final Fantasy IV) ~ “The Last Battle” (Final Fantasy V) ~ “The Decisive Battle” (Final Fantasy VI) ~ “Those Who Fight” (Final Fantasy VII) ~ “Force Your Way” (Final Fantasy VIII) ~ “Battle 1″ (Final Fantasy IX) ~ “Otherworld” (Final Fantasy X) ~ “Awakening” (Final Fantasy XI) ~ “Boss Battle” (Final Fantasy XII) ~ “Blinded by Light” (Final Fantasy XIII) ~ “Prelude” (Final Fantasy)

Composição: Nobuo Uematsu, Kumi Tanioka, Hitoshi Sakimoto e Masashi Hamauzu
Arranjo: Hiroyuki Nakayama

Todo e qualquer aborrecimento se dissipou com a magnitude deste medley de temas de combate. Isso é algo que sempre me perguntei. As músicas de batalha são as que o jogador vai ouvir por mais vezes durante o jogo. Por que então a maioria delas nunca sequer foi arranjada oficialmente?

Por mais que a “Prelude” seja um início clichê para qualquer medley de diferentes jogos da série, o negócio vai esquentando até culminar em explosões de nostalgia. A “Battle Scene”, tema convencional das batalhas do primeiro FF, ficou estrondosa, e logo passa o bastão para a “Battle 1″ do FFII, outro tema de batalha normal, que, com as mesmas alternâncias entre flautas e metais, cativa principalmente quem tem na memória os temas em versão 8-bit. No crescendo, a faixa alterna para a “Battle 2″ do FFIII, desta vez um tema de chefe que me faz repensar em todos os milagres que o Uematsu concebia no NES. A música dá uma acalmada, mas só para enganar, indo para a geração 16-bit, com a caótica “Fight 2″ (FFIV), mais um tema de chefe… Nessa, devo confessar que quase vim a falecer. O que é aquela tuba, penetrando as memórias, atravessando as emoções?

Mas pode ficar melhor na passagem para a “The Last Battle” (FFV), que toca na segunda metade da última batalha. Os metais se destacam no trecho mais fantástico da melodia, enquanto as cordas começam a tocar a… “The Decisive Battle” do FFVI! Há até um solo de piano, posteriormente acompanhado pela flauta, quando os metais voltam a tomar conta. Eis que surge…

A “Those Who Fight”, tema de combate normal do FFVII, já foi arranjada várias vezes, inclusive em versões melhores do que esta (como nas rendições com coral no Symphonic Fantasies e Symphonic Odysseys), mas o que importa? É arrepio atrás de arrepio. Depois de tanta empolgação, o medley dá uma esfriada com uma versão anticlimática da “Force Your Way”, tema de batalha de chefe do FFVIII, que começa no solo de piano e ganha o acompanhamento da orquestra e ficou… calmo demais. Em vez de entrar a 200 km/h e aproveitar o piano para tocar a introdução, essa parte começa a 20 km/h e termina a uns 50 km/h. Soa tão fora da rota que a seguinte já recupera a empolgação: a “Battle 1″, dos combates normais do FFIX. Daí a seguinte, meu amigo, foi um choque equiparável ao ouvir os temas 16-bit: a “Otherworld” do FFX! As guitarras e o vocal da canção heavy metal adaptadas para os metais da orquestra. Verdadeiramente chocante.

Mais uma nova desaceleração acontece com a “Awakening” do FFXI, que adquire mais empolgação com a entrada da percussão e as cordas afiadas. Na sequência, temos a redenção de Hitoshi Sakimoto com a “Boss Battle” do FFXII, mas, infelizmente, esse trecho não pega o tema por inteiro, deixando a parte que considero a melhor, de fora, para privilegiar a transição para a “Blinded by Light” do FFXIII, que não impacta como as demais por já ser orquestrada na trilha original, embora tenha uma ênfase maior nos metais.

O que deveria vir agora é um tema do FFXIV, certo? Só que de maneira picareta, pelo que li no fórum do VGMdb, essa repetição da “Prelude” é considerada a homenagem ao FFXIV. Aparece o logo de cada jogo em cada tema quando o Blu-ray é reproduzido, e nessa hora aparece o logo do MMORPG. Esses grandes momentos compensam os pontos baixos do medley e, por que não do álbum todo, deixando a impressão geral positiva.

“The Mystic Forest” – Final Fantasy VI (Distant Worlds 2012 em Londres)

Por Alexei Barros

Completando o trio de adições inesperadas e bombásticas da turnê Distant Worlds em Londres, a Royal Philharmonic Concert Orchestra tocou também a fantasmagórica “The Mystic Forest” do Final Fantasy VI. A mesma faixa esteve presente na suíte da série no Symphonic Fantasies no arranjo de Jonne Valtonen que também contou com a participação assombrosa do coral – por isso, muitos consideraram essa abordagem uma reminiscência da suíte de Secret of Mana apresentada no mesmo concerto que trazia essa característica peculiar, considerando que a original não sugere vozes.

Desta vez, o arranjo instrumental, sem participação do coral, é obra de Hiroyuki Nakayama, que entre tantas releituras e performances para coletâneas de piano, já orquestrou músicas do Nobuo Uematsu nas trilhas originais do Blue Dragon e Lost Odyssey. A flauta faz a vez do timbre dominante da sintetizada com maestria, enquanto as cordas ajudam a sustentar o ambiente atmosférico. Sutis intervenções das madeiras também deixam o clima mais assustador neste competente arranjo.

“The Dreadful Fight” – Final Fantasy IV (Distant Worlds 2012 em Londres)

Por Alexei Barros

Espera aí: então quer dizer que no mesmo concerto em que finalmente foi tocada uma música do Hitoshi Sakimoto no Distant Worlds, do nada estreou um novo arranjo de uma música da era do SNES? Sim, e do Final Fantasy IV ainda por cima, talvez o jogo com a trilha de maior qualidade menos homenageada da série.

Depois que três faixas do RPG foram arranjadas no Orchestral Game Concert, somente a “Theme of Love” apareceu no 20020220, época em que a maioria dos fãs já clamava por mais faixas do FFVII. Esse descaso melhorou um pouco em 2011, quando o Press Start 2011, em comemoração dos 20 anos do jogo, executou um medley que ainda não me conformo de não ter ouvido; e em breve alusões no terceiro movimento no concerto para piano de FF no Symphonic Odysseys. Em ambas as situações, esteve presente a “The Dreadful Fight”, tema de chefe imbatível do qual não consigo me cansar.

Essa mesma faixa milagrosamente foi tocada no Distant Worlds em Londres, agora em um segmento todo voltado para ela, com o arranjo da novata Rika Ishige. O fato de termos uma arranjadora nata e não o próprio maestro Arnie Roth, como no caso da faixa do FFXII, garantiu que a releitura não fosse uma simples adaptação dos timbres para instrumentos de orquestra, mas um arranjo mesmo, que não tem a pretensão de seguir os passos da original. Ainda mais uma música curta como a “The Dreadful Fight”, que tem apenas 1 minuto e 39 segundos, sobrando tempo para diferentes interpretações na peça.

Com participação contundente da percussão e dos metais, a performance começa bombástica, apresentando também um naipe de cordas refinado. Antes de o primeiro looping completar, aos cerca de 54 segundos do vídeo, o clima da uma acalmada para, aos 1:12, voltar com tudo. Essa dinâmica continua até 2:20, momento em que a outra metade da faixa finalmente dá o ar da graça, seguido por novas alternâncias entre momentos calmos e nervosos. Um arranjo muito bom, mas talvez preferisse um mais tradicional no estilo do Shiro Hamaguchi.

Press Start 2012: um pouco de tudo na segunda meia-dúzia de segmentos

Por Alexei Barros

Se nas primeiras seis atualizações do Press Start 2012 havia especialmente títulos portáteis, nesta segunda atualização, que trouxe mais meia-dúzia de novidades, há uma boa diversidade de jogos antigos e novos para diversos sistemas diferentes. Vamos a elas:

- Muramasa: The Demon Blade: “Introduction” ~ “Impermanence”

Eu normalmente não gosto quando o Press Start reprisa segmentos, mas, quando não existe um registro oficial do número, aumentam as chances de a performance sair em algum CD. O problema é que isso já aconteceu com o Muramasa no álbum Oboromuramasa Ongakushuu Hensou no Maku. Inclusive comentei em detalhes a  “Muramasa: The Demon Blade”, executada anteriormente no Press Start 2010 aqui. O maestro Taizo Takemoto relembrou a ocasião com saudade no texto de revelação, exaltando a mistura de orquestra com guitarra e instrumentos japoneses (tsugaru shamisen e shakuhachi). A escolha mostra como a organização nem sempre se importa com o hype, visto que o Wii já está em vias de se despedir.

- Phoenix Wright: Ace Attorney: “Great Revival ~ Reiji Mitsurugi” (Phoenix Wright: Ace Attorney – Justice for All) ~ “Ryuuichi Naruhodou ~ Objection!” ~ “Investigation ~ Overtaked“ (Phoenix Wright: Ace Attorney)

Eu normalmente não gosto quando o Press Start… não preciso repetir a primeira frase do segmento anterior, né? Mais uma reprise, desta vez do Press Start 2008. A diferença é que o número arranjado pelo Noriyuki Iwadare não chegou a ser registrado oficialmente. Não que faça uma falta absurda, de outro mundo. As três faixas que formam o medley, talvez as mais icônicas da série, foram orquestradas separadamente nos concertos da saga de advocacia virtual realizados naquele mesmo ano de 2008. Milagre: consegui entender alguma coisa aproveitável no Google Translator; Kazushige Nojima lembrou que o primeiro Gyakuten Saiban (como o jogo é conhecido originalmente) saiu em 2001 (para Game Boy Advance) e que parece que foi outro dia que isso aconteceu. Inclusive ele soube do jogo pela Famitsu e ficou bastante impressionado pelo conceito na ocasião – “Objection!”, “Hold It” e todos aqueles impropérios. Mas será que não valeria mais a pena se fosse tocada alguma do Gyakuten Kenji 2 (aquele que a Capcom se recusa a localizar para o Ocidente)?

- Ihatovo Monogatari

O adventure da desconhecida Hect com toques de RPG do Super Famicom está um passo mais fundo da obscuridade dos jogos nunca lançados nos EUA, porque nem tradução de fãs o título recebeu. Nobuo Uematsu disse que a trilha tem o seu lugar na história da game music, com músicas ternas que simulam as cordas (eu achei relativamente convincentes, como mostra a “Ihatovo Praise (from Opening)”, levando em conta que é o SNES). Além disso, ele lembrou que o compositor do Ihatovo Monogatary, Tsukasa Tawada, participou do álbum colaborativo Ten Plants, que possui músicas originais de compositores de games. Apesar de essa lembrança parecer única, o jogo foi homenageado no Orchestral Game Concert 5, o último da série de concertos, com a faixa “Ihatovo Hymn”, em arranjo do próprio Tsukasa Tawada.

- Darius


Uma atualização do tipo “só tem no Press Start”. O mais legal é que isso mostra como eles gostam de volta e meia pegar um shump para colocar no repertório como teve Fantasy Zone em 2009 e Gradius em 2011; isso sem contar, o “Shooting Medley” de 2007, que, inclusive, tocava a “Captain Neo” do Darius. Pelo que dá a entender no texto do Masahiro Sakurai, o arranjo do jogo da Taito de três telas no arcade terá essa e a “Main Theme – Chaos”. Que venham outros shmups!

- Legend of Mana

Até que enfim! Legend of Mana é um desses casos (Shenmue é outro) de um jogo japonês já executado em concertos ocidentais que não apareceram em um espetáculo nipônico. Na verdade, isso só aconteceu uma vez: no Sinfonia Drammatica, realizado na Suécia em 2009, concerto que teve os quatro arranjos do Legend of Mana do álbum drammatica tocados ao vivo. Kazushige Nojima falou sobre a revelação e, pelo que li, será um medley com cinco faixas selecionadas pela compositora Yoko Shimomura. Acredito que “Legend of Mana ~Title Theme~”“Hometown Domina” estejam entre essas como foram citadas. Com essa recordação da série, desde já fica a torcida para o Secret of Mana (com “Danger”) nos próximos anos.

- Final Fantasy XI

Em todas as edições do Press Start, sempre teve um segmento de Final Fantasy. Até 2010, foi meio desanimador: reprises, reprises, reprises. E de segmentos bastante conhecidos. O cenário mudou em 2011, quando foi feito um arranjo novo e exclusivo do Final Fantasy IV. E, de acordo com o que diz o site, mais uma vez será feito um arranjo inédito, desta vez do MMORPG Final Fantasy XI, que completou dez anos de vida em 2012 (considerando o lançamento original para PlayStation 2 no Japão), como lembrou o Nobuo Uematsu. O número será um medley com três faixas, sendo que “Vana’diel March” e “The Republic of Bastok” foram citadas. Como a primeira é do Naoshi Mizuta e a outra da Kumi Tanioka, aparentemente há a intenção de ter uma música de cada compositor. Sabendo que a terceira é do Nobuo Uematsu, deve ser a Final Fantasy XI Opening Theme”. A despeito de eu somente ter citado brevemente o concerto de FFXI no anúncio da apresentação, o espetáculo gerou o DVD Final Fantasy XI Vana♪Con Anniversary 11.11.11 e é sensacional – espero comentar as melhores faixas sem muita demora.

Set list até o momento:

01 – “Save the Princess Famicom Medley”
02 – Kid Icarus: Uprising
03 – Gravity Rush
04 – God Eater
05 – The Legend of Zelda: Skyward Sword
06 – Nora to Toki no Koubou: Kiri no Mori no Majo

[via PRESS START]

Symphonic Fantasies Tokyo: as já conhecidas fantasias sinfônicas em interpretações mais que perfeitas na Terra do Sol Nascente


Por Alexei Barros

Por mais tempo que um indivíduo se dedique a uma determinada obra, sempre há espaço para melhorias. Quem é perfeccionista e vê o que foi feito anos depois, fica com vontade de mexer aqui, retocar ali e até, por que não, começar do zero. Isso em qualquer atividade. Nos videogames, esse aperfeiçoamento vem na forma das atualizações online. Na música e, especialmente, nas músicas orquestrais, o trabalho de aprimoramento é muito maior. Já imaginou ter que imprimir todas as partituras dos instrumentistas de novo? Pelo tempo e dinheiro que se gasta com isso, os polimentos são raros nos concertos de games.

Mas, quando o Symphonic Fantasies, originalmente executado em 2009 na Colônia, Alemanha, é frequentemente exaltado – “absoluto” e “impoluto” foram adjetivos frequentes quando me referi ao concerto e depois ao álbum publicado em 2010 –, logo você vai imaginar que a produção do espetáculo se acostumará com os elogios, repousando na confortável zona de conforto das reprises idênticas à primeira apresentação. Porém, nada disso aconteceu quando o Symphonic Fantasies foi mostrado em Tóquio em janeiro de 2012, récita esta registrada no álbum Symphonic Fantasies Tokyo, lançado em 11 de junho deste ano.

O impacto causado pelo Symphonic Fantasies foi muito grande há três anos. De uma só vez, o concerto revolucionou nas suítes gigantes (de cerca de 18 minutos), na transmissão em vídeo ao vivo para todo o mundo e na qualidade impecável da performance. Dessa forma, foram feitos convites para apresentações em outros países, e o próprio Nobuo Uematsu sugeriu levar o Symphonic Fantasies ao Japão. Mas, para chegar nesse nível, foram necessários 14 dias cheios de ensaios. Ter todo esse tempo livre nas agendas de orquestras pelo mundo não é comum.

Enquanto isso, graças ao êxito do Symphonic Fantasies, aconteceram mais dois concertos-tributo em Colônia: o Symphonic Legends, em homenagem à Nintendo, em 2010, e o Symphonic Odysseys, em reverência ao Nobuo Uematsu, em 2011. Ainda no ano passado aconteceu o LEGENDS, uma revisão do Symphonic Legends na Suécia que serviu para o produtor Thomas Boecker tirar a conclusão de que seria possível ter a mesma qualidade apresentada na Alemanha com apenas dois dias de ensaio. “A experiência em Estocolmo com LEGENDS me mostrou que, se as partituras forem bem-feitas e os músicos estiverem motivados e forem bons, vai funcionar”, disse antes da realização do Symphonic Fantasies em Tóquio. Além disso, os arranjos foram ajustados para otimizar a performance. “Quanto mais conhecimento o arranjador tiver, ele pode encontrar soluções para fazer soar bem sem ser MUITO difícil de tocar. Então é isso que vamos fazer. O tempo que vamos ganhar dessa forma será gasto para fazer soar ainda mais emocionante, mais bonito.”

Com isso, Boecker decidiu investir em 2012 no Symphonic Fantasies em Tóquio, no décimo ano consecutivo em que ele produz concertos de games, chegando ao país onde tudo começou. O primeiro dessa dezena, o First Symphonic Game Music Concert, em 2003, foi também primeiro espetáculo de game music fora do Japão. Para tanto, ele contratou a Tokyo Philharmonic Orchestra, a mais antiga orquestra de música erudita nipônica (formada em 1901), e o Tokyo Philharmonic Chorus, ambos recorrentes em álbuns e récitas de jogos eletrônicos. Benyamin Nuss no piano e Rony Barrak na darbuka voltaram ao palco e, no lugar do norte-americano Arnie Roth, o alemão Eckehard Stier assumiu a regência. Foram realizadas apresentações nos dias 7 e 8 de janeiro no Tokyo Bunka Kaikan, o mesmo local do Dairantou Smash Brothers DX Orchestra Concert. No primeiro dia, estiveram presentes Hiroki Kikuta (Secret of Mana) e Yasunori Mitsuda (Chrono Trigger e Cross) e, no outro, além dos dois, a mestra Yoko Shimomura (Kingdom Hearts). Para completar o quarteto de compositores da Square que haviam comparecido ao espetáculo em Colônia, só ficou faltando mesmo o Nobuo Uematsu.

Como o Symphonic Fantasies original já tinha sido lançado em CD na Europa e no Japão, não seria de esperar que a versão mostrada em Tóquio também fosse. Eis que inesperadamente em maio de 2012 o álbum Symphonic Fantasies Tokyo foi anunciado e em junho foi lançado – por enquanto, somente com publicação no continente europeu.

A principal diferença é que, enquanto o álbum do Symphonic Fantasies original condensava todo o concerto em um CD e deixava o segmento do bis para lançamento digital, o álbum do Symphonic Fantasies Tokyo cobre o espetáculo na íntegra, forçando a divisão do programa em dois discos. O primeiro, com a abertura e as suítes de Kingdom Hearts e Secret of Mana; o outro com as suítes de Chrono e Final Fantasy e o novo bis.

O encarte, com 20 páginas repletas de fotos das apresentações e perfis dos envolvidos, possui agora um prefácio assinado pelo Masashi Hamauzu, que não teve músicas executadas no concerto, mas vem se tornando cada vez mais frequente nas produções do Thomas Boecker. Aliás, só de ver o nome dele, já me deu vontade de que fosse feita uma suíte da série SaGa – obscura no ocidente, mas popular no Japão –, com os seus trabalhos no SaGa Frontier II e especialmente no Unlimited Saga. Mas essa vontade fica para uma próxima. Outra decisão que achei acertada foi a adoção do inglês no texto, dada a universalidade do idioma, visto que, no álbum gravado na Alemanha, a edição japonesa estava escrita na língua local e, na europeia, em alemão. O único ponto um pouco chato disso é a dificuldade de retirar o encarte da caixa do álbum, porque ficou bastante justo, no limite. Se você conseguiu tirar uma vez, é provável que não vai querer fazer isso de novo com medo de estragar o papel.

Uma grande vantagem do Symphonic Fantasies Tokyo em relação ao Symphonic Fantasies é justamente o fato de o concerto ter sido gravado no Japão. Como dito aqui tantas vezes, o público nipônico é extremamente acanhado e, verdade seja dita, educado. Uma plateia inteligente, que respeita a performance e quer apreciá-la, quer fazer valer o ingresso. Durante os dois CDs não há um pio sequer da plateia e nem mesmo aplausos ao final da execução de cada número, o que dá ao Symphonic Fantasies Tokyo a impressão de ter sido gravado em estúdio tamanho o silêncio. No CD do Symphonic Fantasies dá para ouvir, durante a execução do tema dos Chocobos, um “woow” proferido por um fã tresloucado. Hoje, esse cara deve estar muito por feliz por ter o grito eternizado e arranhado a perfeição da performance. Aqui não há nada disso, muito felizmente. Por isso… viva os japoneses!

Já adianto que, excetuando o Encore, todo o resto da seleção de músicas arranjadas é similar ao primeiro Symphonic Fantasies. Mesmo que continue achando que algumas faixas poderiam entrar (nada vai me tirar da cabeça que fez muita falta a “Danger” no Secret of Mana e talvez mais alguma música animada do jogo), não vou repetir tudo o que já falei. É tudo uma questão de comparações. Se na ocasião do concerto eu confrontei os arranjos orquestrais com as originais e no review do álbum coloquei frente a frente os arranjos da mixagem do CD com a versão transmitida, o cotejo agora será entre os dois álbuns. As novidades do Symphonic Fantasies Tokyo estão nas entrelinhas, nas interpretações, nas sutilezas, portanto vamos revisitar aos poucos, com calma, as histórias contadas pelas suítes no palco do concerto realizado na Terra do Sol Nascente.

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Final Symphony: data e local revelados


Por Alexei Barros

Aos poucos surgem mais detalhes sobre o concerto alemão Final Symphony, aquele focado em três episódios específicos: Final Fantasy VI, VII e X. São os jogos que, imagino, devem ter mais fãs. Não é que nem o FFV que só eu e mais meia dúzia gosta. O que sabíamos além disso? Haverá três arranjadores – Roger Wanamo, Jonne Valtonen e Masashi Hamauzu –, cada qual cuidando de um capítulo específico. Respectivamente, FFVI, VII e X. Produção executiva de Thomas Boecker e consultaria do Nobuo Uematsu. Piano sob a tutela de Benyamin Nuss e condução do maestro Eckehard Stier, que regeu o Symphonic Fantasies em Tóquio.

Agora, finalmente, as novidades: serão duas apresentações, ambas no sábado dia 11 de maio de 2013, a primeira às 14h30 e a outra às 19h30 locais. O local: o belíssimo Stadthalle Wuppertal, que fica próximo da cidade de Colônia. Se essa arquitetura da casa de espetáculos não impressionou, não sei o que mais é capaz de impressionar.

Com isso, só falta sabermos qual será a orquestra e principalmente alguns detalhes do repertório. Pelo que o Thomas Boecker me disse por e-mail, eles estão levando essa questão a sério: “Mais uma vez, a pesquisa é grande parte de nosso trabalho, e nós já gastamos meses (sem brincadeira) para jogar os jogos e fazer anotações sobre cada faixa, quando e onde as músicas são usadas exatamente e o que descrevem”.

Desde já, expectativas nas alturas.

[via Final Symphony]

Final Symphony: Final Fantasy VI, VII e X em uma nova sinfonia

Por Alexei Barros

Desde o Symphonic Odysseys, discutia-se a possibilidade da realização do concerto nos mesmos moldes que visava à comemoração dos 25 anos da série Final Fantasy que se completarão em dezembro de 2012. Mas, com o anúncio do Symphonic Game Music Concert 2012, que já tem as confirmações de Journey e Turrican II no repertório, acreditei que a ideia seria descartada. E não foi. Em 2013, a mesma equipe capitaneada pelo produtor Thomas Boecker de apresentações como o Symphonic Fantasies vai trabalhar no espetáculo Final Symphony (o nome pode ser alterado).

Ainda sem dia e data definidos, será mais um concerto focado em Final Fantasy. Porém, a principal diferença para a turnê Distant Worlds, que cobre a série toda (com uma má vontade tremenda com o FFXII) selecionando muitas canções pop, é que a récita se enfocará em três episódios em uma abordagem mais erudita: Final Fantasy VI, Final Fantasy VII e Final Fantasy X. Opinião minha, não leve muito a sério: nem acho que o FFX se destaque pela trilha; a meu ver, o sistema de combate é o que sobressai diante da falta de carisma de alguns personagens e os retões com zero de exploração que o jogo possui – por favor, não atire em mim. Musicalmente eu preferiria o FFIV, mas entendo que o FFX seja muito mais popular e assim o concerto pega representantes da série em três gerações. Mas ainda tem um motivo a mais para me empolgar.

O Final Symphony terá três arranjadores e cada um deles se enfocará em um capítulo específico. Roger Wanamo vai cuidar de FFVI, Jonne Valtonen de FFVII e Masashi Hamauzu de FFX. Nobuo Uematsu estará envolvido na consultoria dos arranjos, o que não significa que somente músicas escritas por ele serão executadas. Ou seja, haverá faixas do FFX assinadas pelo Hamauzu no concerto. Desde já, ou melhor, desde sempre, sonho com a assombrosa “Decisive Battle” numa performance no piano do Benyamin Nuss – o jovem alemão inclusive está confirmado. “People of the North Pole”, também do Hamauzu, não seria nada mal.

Com o concerto voltado para três jogos somente, aumentam as chances de aparecerem faixas nunca ou raramente arranjadas dessa trinca. “Searching for Friends”, do FFVI, é uma que acredito ser uma das candidatas, visto que a composição tem aumentado de popularidade, se é que já não era famosa antes, especialmente entre os japoneses. A música ficou em segundo lugar na votação das 700 melhores faixas de games numa eleição entre os nipônicos e recentemente foi inclusa no álbum Piano Opera Final Fantasy IV/V/VI – demorei tanto para escrever um post sobre o CD e já saiu faz tempo; foi mal. Embora a limitação de tempo seja um potencial problema, desejo fortemente a presença da “Ending Theme”, em toda a glória dos seus 21 minutos de duração. E, em relação ao FVII, já chegou a hora de “Cid’s Theme”.

A orquestra escolhida para o Final Symphony ainda não foi anunciada, mas é uma orquestra classe A, com 80 instrumentistas. Vale ressaltar que não haverá uma única apresentação. Ainda que o espetáculo não vire uma turnê gigante, outros países além da Alemanha vão receber o concerto. De qualquer forma, o maestro Eckehard Stier está confirmado na regência.

[ATUALIZAÇÃO] O site oficial do concerto foi inaugurado – ainda é um teaser.

[via SEMO]

Data de lançamento e track list do Piano Opera Final Fantasy I/II/III

Por Alexei Barros

Numa boa, às vésperas de 2012, quem ainda aguenta coletâneas com músicas antigas de Final Fantasy? Eu! Porque mais uma está chegando.

Quem comprou um CD na Na Tokyo Game Show 2011 recebia de brinde o Square Enix Music Sampler CD 2011 Vol.6. Como de costume, esses discos bônus adiantam os próximos lançamentos da Square Enix e nesse chamou a atenção a oitava faixa, de nome “The Rebel Army” from Piano Collections Final Fantasy I-II-III (temporary).

E, enfim, temos a confirmação. Abandonando o nome “Piano Collections”, adotado desde o FFIV, a nova velha compilação se chama Piano Opera Final Fantasy I/II/III, tapando a lacuna de três episódios que nunca tiveram uma antologia do tipo (tirando os spin-offs, somente FFXII e FFXIV não possuem também). Sabe se lá o que “Piano Opera” quer dizer de diferente. O número de catálogo é o SQEX-10302, e o preço de 2800 ienes. O lançamento ainda vai demorar um pouco, só em 29 de fevereiro de 2012. Arranjador e pianista: Hiroyuki Nakayama, o mesmo das duas coletâneas de piano de Kingdom Hearts e que participou do Pia-Com II.

Você sabe que tenho o péssimo hábito de mencionar aleatoriamente faixas memoráveis que ouço e são pouco reverenciadas. Parece que, quanto maior o meu apreço por essas, menor as chances de as músicas serem lembradas. Ao menos uma! Por ocasião do Symphonic Odysseys – aliás, o CD do concerto sai hoje no Japão –, eu senti que a “Magician’s Tower” do FFII combinaria com a suíte tocada pelo Benyamin Nuss. Estará no álbum, é a oitava faixa. Mas a “Dungeon” do FFI nem a pau. De resto, a track list me parece um pouco previsível. Certamente os medleys dos temas de batalha e dos temas de cidade são os mais promissores para mim. Coloco os links originais para facilitar:

No site oficial é possível ouvir um sample da “Prelude”. Creio que até o lançamento devem liberar muitas amostras mais.

01 “Prelude” ~ “Opening” (Final Fantasy)
02 “Main Theme” (Final Fantasy)
03 “Town Medley” ["Town" ~ "Town" ~ "My Home Town"] (Final Fantasy I/II/III)
04 “Gurgu Volcano” (Final Fantasy)
05 “Matoya’s Cave” (Final Fantasy)
06 “Main Theme” (Final Fantasy II)
07 “Rebel Army Theme” (Final Fantasy II)
08 “Magician’s Tower” (Final Fantasy II)
09 “Battle Medley” ["Battle Scene" ~ "Battle 1" ~ "Battle 1"] (Final Fantasy I/II/III)
10 “The Boundless Ocean” (Final Fantasy III)
11 “Crystal Cave” (Final Fantasy III)
12 “Eternal Wind” (Final Fantasy III)
13 “This is the Last Battle” (Final Fantasy III)

[via Piano Opera Final Fantasy I/II/III]

Como em um sonho, o autógrafo do Nobuo Uematsu

Por Alexei Barros

Em fóruns e blogues estrangeiros, já vi muitas imagens de cópias dos CDs autografados pelos compositores nipônicos após a realização dos concertos Symphonic na Alemanha. Com exceção do Symphonic Legends, que não teve convidados do Japão, quem foi a Colônia pôde conseguir assinaturas sem precisar viajar para o arquipélago no oriente. Yuzo Koshiro e Takenobu Mitsuyoshi no Symphonic Shades, Yoko Shimomura, Hiroki Kikuta, Yasunori Mitsuda e Nobuo Uematsu no Symphonic Fantasies e, finalmente, de novo o Uematsu no Symphonic Odysseys.

Por oportunidades únicas como essas, não raro li pessoas que compraram alguns álbuns só para ter as assinaturas das lendas japonesas.  E foi o caso do leitor e assíduo comentarista do Hadouken, também sempre presente no fórum do SEMO (isso quando existia), Luiz “Radical Dreamer” Macedo, que aproveitou a estadia na Europa para assistir às duas apresentações do Symphonic Odysseys, às 15h e 20h locais. Apesar das longas filas, o Radical Dreamer conseguiu a assinatura na segunda sessão de autógrafos do Nobuo Uematsu do CD do Symphonic Fantasies e da Final Fantasy IX Original Soundtrack, além do pianista Benyamin Nuss do álbum Benyamin Nuss Plays Uematsu.

As fotos das cópias autógrafadas foram gentilmente enviadas pelo Radical Dreamer e podem ser conferidas na galeria:


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