Posts Tagged 'Michiru Yamane'

Press Start 2014: Castlevania: Symphony of the Night e Suikoden

Por Alexei Barros

Dando continuidade às atualizações do set list do Press Start 2014, há mais duas novidades, ambas da Konami, ambas de clássicos da era PlayStation. Antes de conferi-las, vale destacar que o site acrescentou uma informação valiosa no número de Smash Bros., a qual eu comentei no post anterior (se não quiser se dar ao trabalho de ver, só para dizer que aparentemente o medley vai se enfocar nas séries cujos personagens vão entrar em combate no jogo, não nas músicas originais).

- Castlevania: Symphony of the Night: “Wood Carving Partita” ~ “Dance of Pales” ~ “Death’s Ballad” ~ “Lost Painting” ~ “Dracula’s Castle”

ps2014_draculaOpa! Parece uma escolha batida, mas não considero. O Press Start 2007 já havia apresentado o supremo “Castlevania Medley”, o que melhor sintetizou o espírito musical da série em sua fase clássica. Esse número conseguiu isso sem incluir nenhuma música do SOTN, portanto natural que o jogo mais famoso da série Castlevania recebesse uma homenagem exclusiva.

A miscelânea vai incluir quatro faixas da obra-prima auditiva da Michiru Yamane, incluindo a obrigatória “Wood Carving Partita”, que foi executada pela primeira vez no concerto alemão Fourth Symphonic Game Music Concert (2006) com a compositora ao cravo. Isso se repetiu no concerto sueco Castlevania The Concert, que, dessas quatro, também tocou (sem a participação da Yamane) a “Dance of Pales” e a “Lost Painting” – se não me equivoco, a “Death’s Ballad” seria a única inédita das escolhidas. Como já esperava, a “Dracula’s Castle”, uma das minhas favoritas, foi ignorada. Pelo menos o Castlevania The Concert não cometeu o mesmo erro.

[ATUALIZAÇÃO] Retiro o que disse sobre a “Dracula’s Castle”. Em uma surpreendente atualização do dia 28 de agosto, o site informou que essa música obrigatória também será incorporada ao medley. Fantástico!

- Suikoden: “Into a World of Illusions”

ps2014_gensouBem menos empolgante, essa música do RPG do PlayStation já tinha sido tocada no Press Start 2009 e, além disso, também apareceu no álbum Press Start The 5th Anniversary, acabando com toda curiosidade que haveria com o arranjo, por sinal, o mesmo do CD Genso Suikoden Music Collection Produced by Kentaro Haneda. Com tamanha riqueza musical da série, é de se lamentar essa reprise, quando podiam seguir para o Suikoden II, por exemplo.

[via PRESS START]

Omega Catastrophe: o melhor álbum de fãs com músicas da Sega já lançado

Omega Catastrophe
Por Alexei Barros

Você sabe, há tempos bato na tecla de que as bandas de fãs japonesas são melhores que as ocidentais. Com o passar dos tempos, essa tecla ficou amarelada, empoeirada e engordurada. Mesmo completamente imunda, volto a repetir: as bandas de fãs japonesas são melhores que as ocidentais. Agora há mais um álbum para mostrar essa discrepância. Omega Catastrophe, que traz algo incomum no meio doujin: músicas da Sega.

Japonês que é japonês costuma ser nintendista. Sem se delongar muito com explicações, como já falei no post anterior sobre o concerto de Phantasy Star, o Sega Mark III (como o Master System ficou lá conhecido) perdeu feio para o Famicom e, na geração seguinte, o Mega Drive acabou ficando atrás até do PC Engine. Ironicamente, o Saturn se deu bem no Japão, mas talvez já fosse tarde demais. Isso sem contar os arcades da Sega sob a liderança magistral do Yu Suzuki, é claro, máquinas de grande sucesso no arquipélago japonês. Não quero dizer que o Japão não gosta da Sega, não é isso, só que, em linhas gerais, a maioria dos álbuns doujin pega músicas da Squaresoft e jogos da Nintendo, ficando atrás somente do fenômeno Touhou Project.

Fora desses padrões temos o Omega Catastrophe, mais um álbum do selo doujin Dangerous Mezashi Cat. Eu já os conhecia desde o CD Megalomania (com músicas do Mega Man), imaginando que fosse uma obra única. Quando fui ver eles já tinham lançado mais de uma dezena de discos. Dos que ouvi, todos são recomendadíssimos pelos arranjos focados na guitarra (com um timbre afiado) que se fazem passar por profissionais, coisa que raramente ou quase nunca acontece com bandas ocidentais. Na minha torpe opinião, evidentemente. Apesar de o trabalho doujin ser quase inexistente nas homenagens à Sega, há boas referências profissionais: S.S.T. Band e [H.]. O que é mais incrível: falando como fã das duas, afirmo sem medo que em alguns momentos os arranjos conseguem suplantar versões que considerava imbatíveis. Sério, seriíssimo. Os arranjos, aliás, são feitos por diferentes nomes desconhecidos neste lado do mundo, e há somente um guitarrista que atende pela alcunha Namihei.

O foco do Omega Catastrophe é de jogos de Mega Drive e não apenas títulos da Sega como veremos a seguir. Só não encare isso como uma obra que procura arranjar os maiores medalhões do 16-bit da Sega porque há algumas ausências fortes, como as séries Sonic, Golden Axe, Streets of Rage, Shining Force e por aí vai.

Depois do Hadouken, minha visita por todas as faixas, algumas de maneira mais sucinta que o normal.
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“Castlevania Medley” – Castlevania, Castlevania II: Simon’s Quest, Castlevania: Bloodlines, Castlevania: Symphony of the Night e Castlevania: Lords of Shadow (Play! 2011 em Dayton)

Por Alexei Barros

Um dilema me consome. Na maioria das ocasiões, preparam-se arranjos novos para apresentações únicas, enquanto que nas turnês, em que os números são repetidos diversas vezes, costumam-se reciclar partituras conhecidas, a exemplo do “Castlevania Suite” do Play! A Video Game Symphony, já que um excerto do segmento é baseado no álbum Perfect Selection Dracula ~New Classic~.

Mas isso vem mudando. O Play! está se aperfeiçoando. Como prometido, e com número maior de composições que o anunciado, foi mostrado um arranjo inédito da série vampiresca no concerto em Dayton. Antes de embarcar no vídeo, adianto duas coisas: 1) Em nenhum instante do medley senti o mesmo deleite nostálgico da “Dracula’s Castle” do Castlevania the Concert; 2) Ainda gosto mais, falando de miscelâneas de toda a saga, do enxuto “Castlevania Medley” do Press Start 2007, apesar de que alguns possam achar que as faixas foram socadas pelo pouco tempo total. De jeito algum isso fere o trabalho de Chad Seiter, que sinaliza um novo passo no processo de maturação dos arranjos dos concertos de games, sem a obrigação de se prender à literalidade, percurso capitaneado pelos concertos Symphonic da Alemanha.

De cara se nota isso: a “Vampire Killer” é homenageada brevemente, o suficiente para vir à mente a melodia. “Moonlight Nocturne” (0:25) surge calmamente com as coristas femininas, as flautas, os coristas masculinos, no momento em que o Play! tem um momento Video Games Live no telão, com a aparição da impagável mensagem “What a terrible night to have a curse” do Castlevania II: Simon’s Quest, arrancando risadas do público. “Iron Blue Intention” (1:30) surge de leve e, com as batidas da percussão, vira uma marcha e fica sublime nas cordas e melhor com o coral. “Message of Darkness” (3:41) adiciona um clima de nervosismo, especialmente quando, de novo, o coro invade a performance, o que também acontece com a “Bloody Tears” (4:15), que ficou fantástica dividida entre os sussurros, os metais e os violinos. A “Vampire Killer” (5:59), em nova rendição, é emendada naturalmente, fechando com a “The Last Battle” (6:47), que não soou deslocada como temia por ser do Lords of Shadow, de um compositor de estilo diferente dos demais, Óscar Araujo.

Se na “Terra’s Theme” a Dayton Philharmonic é que mostrava excelência, agora é o Dayton Chorus que causa admiração, especialmente porque, pelo alto custo de contratação, nem sempre são usados os melhores corais em apresentações de turnês. É, Play!, seja bem-vindo de volta.

- “Castlevania Medley”
“Vampire Killer” (Castlevania) ~ “Moonlight Nocturne” (Castlevania: Symphony of the Night) ~ “Iron Blue Intention” (Castlevania: Bloodlines) ~ “Message of Darkness” ~ “Bloody Tears” (Castlevania II: Simon’s Quest) ~ “Vampire Killer” (Castlevania) ~ “The Last Battle” (Castlevania: Lords of Shadow)

P.S.: Eventualmente, posso ter esquecido de alguma música ou me confundido de faixa do Lords of Shadow. Caso isso aconteça, não deixe de bradar nos comentários.

Play!: os debutes de Dragon Age: Origins e do novo segmento de Castlevania


Por Alexei Barros

Aos poucos, a turnê Play! A Video Game Symphony, que parecia passar pelos últimos momentos de existência, está ensaiando uma melhora. Se o Civilization V não empolgou muito (nem sequer encontrei uma gravação no YouTube), a novidade da “Overture” do The Legend of Zelda: Twilight Princess baseada no arranjo do Twilight Symphony é para se animar, embora ainda não se saiba a data da estreia.

Antes, um par de segmentos foram confirmados para o concerto em Dayton, Ohio, que se dará dia 31 de março, no Schuster Center, com a Dayton Philharmonic e o Dayton Chorus. Dragon Age: Origins já foi tocado no A Night in Fantasia 2009, inclusive com performance vocal da Aubrey Ashburn e arranjo do próprio compositor Inon Zur, mas estranhamente o segmento se ausentou do CD. Ao que tudo indica, não haverá solo similar no Play!.

Mais promissor é um segmento inédito e exclusivo da série Castlevania arranjado por Chad Seiter, o mesmo responsável pela orquestração do segmento de Twilight Princess. O site oficial adiantou parcialmente as seleções: “Moonlight Nocturne” (Symphony of the Night), presente no supervalorizado “Castlevania Rock Overture” do Video Games Live; “Iron Blue Intention” (Bloodlines), música jamais arranjada oficialmente; “Bloody Tears” (Simon’s Quest), selecionada no subestimado “Castlevania Medley” do Press Start 2007; e alguma faixa que a página não informa do Lords of Shadow, cuja trilha original é assinada pelo espanhol Óscar Araujo, e marcou a limiar de uma digressão no estilo musical de Castlevania na era pós-Michiru Yamane.

Contudo, não sei se seria melhor deixar o Lords of Shadow para um número avulso, como se costuma fazer com Super Mario Galaxy, dada a diferença de faixas arranjadas para orquestra e composições já pensadas para orquestra. Volto a frisar que o Play! já tinha um segmento da série, o “Castlevania Suite”, que fez parte do set list do Fourth Symphonic Game Music Concert (2006). Para o bis, foi prometida uma nova roupagem de um clássico conhecido, mas tal surpresa foi mantida em sigilo. Vai saber.

O maestro Andy Brick está confirmado no cargo de diretor musical, ele que vinha regendo as apresentações depois da saída de Arnie Roth. Também se junta ao time do Play! o diretor e produtor de vídeo Anthony Pagano, que já trabalhou com nomes como The Jonas Brothers, Pavarotti, Ennio Marricone e Elton John.

Fico na expectativa de coisa boa, mas para me convencerem mesmo deviam lançar um CD que nos fizesse esquecer do duvidoso Play! A Video Game Symphony Live.

[via Play!]

Video Games Live: Level 2: seria ótimo se ainda estivéssemos em 2006


Por Alexei Barros

Mais de dois anos depois do Video Games Live: Volume One, lançado em julho de 2008, sai a sequência, sem os atrasos e aparentemente livre das controvérsias. Continuação? Sete números já tinham sido registrados no primeiro álbum, sendo que outros cinco estariam quando o CD era nomeado Video Games Live: Greatest Hits – Volume One, e acabaram ficando de fora por problemas de licenciamento, o que obrigou a remoção do “Greatest Hits” do título. Fica para mais do mesmo.

Gravado dia 1 de abril em Nova Orleans, EUA, no Pontchartrain Center com performance da The Louisiana Philharmonic Orchestra e de um coral sem nome de 34 vozes, o Video Games Live: Level 2 é o álbum que melhor sintetiza o repertório mainstream do show. Os principais hits estão presentes, com exceção, eu diria de Kingdom Hearts, que seria o ápice da redundância, pois segue a partitura original e já apareceu no VGL: Volume One, e do Metal Gear Solid, uma ausência compreensível pela acusação de plágio, pois a própria Konami abandonou a música. Mesmo assim, é uma track list que seria interessante para 2005 ou 2006. Hoje não tem a mesma graça.

Se o VGL: Volume One possuía somente três números de jogos japoneses e oito ocidentais, no Level 2 ficou mais equilibrado: nove nipônicos e sete americanos. Falta variedade, todavia. Desses sete, três são da Blizzard, e dois da mesma franquia, Warcraft. É de se elogiar a façanha de licenciar as músicas da Nintendo no CD, ainda que não faça tanta diferença assim no fim das contas, já que os dois arranjos orquestrados foram lançados anteriormente no Orchestral Game Concert. Diferentemente do que se supunha, não é tão complicado assim licenciar Final Fantasy em um álbum com faixas de outras produtoras, e o que facilitou neste caso é o fato de o arranjo da “One-Winged Angel” ser próprio do VGL, por mais parecido que possa ser com as outras versões. Isso não aconteceu no PLAY! A Video Game Symphony Live! porque a turnê concorrente usa as partituras dos concertos oficiais da série, que pertencem à Square Enix. Quanto ao Chrono Trigger, a inclusão agora se tornou possível porque a marca foi registrada por ocasião da transmissão em vídeo do Symphonic Fantasies. Tudo isso é para se empolgar não com o VGL, mas com as portas que se abrem para os CDs de outras produções.

Aquela crítica de o VGL: Volume One ter somente três das 11 faixas gravadas ao vivo, levando em consideração o “Live” do nome do espetáculo, e o restante em estúdio eu retiro. A tão proclamada “emoção de um show de rock” na descrição do Video Games Live pode ser sentida muito bem, até demais no VGL: Level 2. Como disse quando os samples foram liberados, os gritos não chegam ao nível da torcida brasileira (não consigo chamar de plateia espectadores que torcem para um personagem ganhar uma luta), mas aparecem em todos os números, exceção aos solos de piano. Antes, durante e depois das performances.

Eu disse show? Nos segmentos com guitarra, baixo elétrico e bateria – estes dois últimos são de verdade, não playback como na maioria das apresentações –, em especial Mega Man, Castlevania e Final Fantasy VII, a orquestra não pode ser ouvida em sua plenitude por conta do conflito de instrumentos de sonoridade forte e baixa. Não há uma homogeneidade como na Metropole Orchestra da série holandesa Games in Concert em que guitarra, baixo e bateria atuam como instrumentos da orquestra, não uma parte alheia ao restante. Falei do baixo. Tocado pelo próprio contrabaixista da orquestra, David Anderson, o baixo elétrico só aparece quando a guitarra toca, nos  arranjos com pendor para o rock. Ridículo! Como se o baixo só combinasse com o gênero. Não acabou aqui a minha indignação sobre esse tópico como você verá nos segmentos de Chrono e Sonic.

Mesmo quando não está acompanhada da banda, a mixagem não proporciona uma experiência sinfônica que torna as performances orquestradas tão especiais, que é de testemunhar dezenas de instrumentistas reproduzindo a música. Chega a ser irônico que nas declarações em vídeo Jack Wall e Tommy Tallarico salientam que muitos pais os agradeceram porque graças ao Video Games Live seus filhos viram uma orquestra pela primeira vez, e que isso normalmente não aconteceria se não fossem tocadas músicas de videogame. Como se o VGL fosse um baita concerto.

Após o Hadouken, comento cada uma das 16 faixas do Video Games Live: Level 2, e espero fazer isso pela última vez de determinados números. Agora não tem mais aquela desculpa de que as gravações amadoras são horrendas e o YouTube piora a qualidade.

Vale lembrar que a versão digital possui ainda Mass Effect e Myst, e o DVD e Blu-ray contam com os dois além do “Classic Arcade Medley” (em versão depenada, somente com Pong, “Cavalgada das Valquírias”, Dragon’s Lair e Tetris), “Sweet Emotion” (Guitar Hero: Aerosmith) e “Tetris Solo Piano Medley”. Em compensação, em vídeo não tem nada da Nintendo e nem da Square Enix, menos Chrono Cross.
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Akumajo Dracula Best Music Collections BOX: incompleto, anônimo e com boas surpresas


Por Alexei Barros

Semanas atrás foi lançado o esperado Akumajo Dracula Best Music Collections BOX. Mais do que no aguardo das músicas, estava na esperança de que o encarte matasse todas as charadas dos nomes dos compositores obscuros, assim como aconteceu com as coletâneas recentes da Wave Master. Não foi dessa vez. Jigokuguruma Nakamura, akiropito, Sanoppi, S. Terashima, H. Funauchi e outros nomes bizarros e incompletos que apareceram nos créditos dos jogos – leia aqui as transcrições – e nos encartes das trilhas passadas permanecem sob sigilo porque não há nenhuma informação sobre isso. Os únicos nomes mostrados dizem respeito ao 18º CD, com arranjos e composições originais que abordarei mais adiante.

Houve uma alteração no conteúdo dos discos 4 e 5 desde a última oportunidade em que falei da caixa. O quarto CD traria as faixas do Akumajo Dracula X: Chi no Rondo (PC-Engine) e Akumajo Dracula (X68000). As músicas deste último foram excluídas do pacote – seria redundante por causa do remake Castlevania Chronicles (PlayStation), que se encontra no 8º CD. No lugar do jogo do X68000 entrou o Castlevania Bloodlines (Mega Drive), que era do 5º disco, abrindo o espaço neste CD para o Kid Dracula (Game Boy).

Para resumir:

Antes:
CD 04 – Akumajo Dracula (X68000), Castlevania: Rondo of Blood (PC-Engine)
CD 05 – Castlevania: Bloodlines (Mega Drive), Castlevania Legends (Game Boy)

Depois:
CD 04 – Akumajo Dracula X: Chi no Rondo (PC-Engine), Castlevania Bloodlines (Mega Drive)
CD 05 – Castlevania Legends (Game Boy), Kid Dracula (Game Boy)

Além disso, daqueles jogos já confirmados, nota-se a eliminação da “I Am the Wind” (Castlevania: Symphony of the Night), provavelmente a canção de estilo mais destoante das tradições da série. Tem cara de Metal Gear. Coincidência que a Rika Muranaka, da “The Best is Yet to Come”, esteja envolvida na composição (função dividida com Tony Haynes e Jeff Lorber), e a cantora seja a Cynthia Harrell, a mesma da “Snake Eater”?

Também se manteve a decisão de não incluir as músicas do Castlevania: The Adventure ReBirth, remake do Castlevania: The Adventure (Game Boy) para Wii, e do Pachislot Akumajo Dracula – aliás, a “trezier de spirit ~Big Bonus~” é surpreendentemente boa –, imagino porque as trilhas foram lançadas recentemente. Faltou coisa velha também. A mais sentida de todas, do Castlevania: Dracula X (SNES), jogo que é uma adaptação bastante modificada do Akumajo Dracula X: Chi no Rondo (PC Engine). Estranha também a ausência do Castlevania: Legacy of Darkness (Nintendo 64). Se cavoucarmos mais, percebem-se as ausências de Castlevania II: Simon’s Quest na versão de NES. O box contém somente as músicas do Famicom Disk System, que soam diferentes. Compare, por exemplo, a “Bloody Tears” japonesa com a “Bloody Tears” americana. O mesmo vale para o Akumajo Special: Boku Dracula-kun na versão do Game Boy, visto que a caixa possui as faixas do NES. Não dá para entender muito bem tais lacunas, isso falando apenas das trilhas originais, porque quem faz 18 CDs pode pensar em 19, 20… parece até medo de ombrear ou superar o SaGa Series 20th Anniversary Original Soundtrack -PREMIUM BOX-.

Em compensação, Vampire Killer (MSX2), Castlevania Legends (Game Boy) e as faixas adicionais do Castlevania: Symphony of the Night na conversão para Sega Saturn jamais foram lançadas antes. Ainda que a Konami não tenha comentado, é o que aconteceu também com Akumajo Dracula: The Medal e Akumajo Dracula: The Arcade – a maior surpresa –, que estão no 17º CD. Acredito que a trilha só não foi lançada antes porque o jogo de pistola de luz saiu no Japão em outubro de 2009. Merecia, há arranjos excepcionais com a inserção de órgão, guitarra e coral em temas antigos. Trabalho da desconhecida dupla Masayuki Maruyama e Goh Fujiwara. Clássicos como “Beginning ~STAGE3 BOSS~” (Castlevania III), “Wicked Child ~STAGE4~” (Castlevania II) e “Simon’s Theme ~STAGE5~” (Super Castlevania IV) ficaram assombrosos com os elementos que mencionei. Outras sobressaem ainda mais, como “Cross Your Heart ~STAGE4 BOSS~” (Haunted Castle), “Illusionary Dance Music ~LAST BOSS#1~” (Akumajo Dracula X: Chi no Rondo) e a espantosa “Black Night ~LAST BOSS#2~” (Castlevania).

Gostaria de dar total destaque para o 18º CD, intitulado Michiru Yamane Autobiographical Music, quase como uma autohomenagem à compositora que mais se notabilizou da série, e se deu ao direito de inserir duas músicas originais. Por ser um disco bastante eclético (arrisco dizer que até demais), comentarei sobre as nove faixas. Fico com a impressão de que mais parece um teste para um hipotético álbum arranjado, dependendo de qual os fãs gostarem mais.

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“Lost Painting” – Castlevania: Symphony of the Night (Castlevania The Concert)

Por Alexei Barros

“Dracula’s Castle”, “Dance of Pales”, “Wood Carving Partita”, “The Tragic Prince”… parece até que foi o Castlevania: Symphony of the Night The Concert dada a preponderância de músicas do jogo no set list. Se pudesse escolher mais uma com certeza seria a “Dance of Gold”, que praticamente simula uma orquestra e exigiria menos trabalho do arranjador. Mas preferiram a “Lost Painting”, uma faixa que não me chama muito a minha atenção, devo revelar.

De todo modo, a tranquilidade da peça proporcionou uma bem-vinda alternância no programa já que, convenhamos, duas horas de músicas agitadas cansam os ouvidos. Talvez seja uma das melhores performances da The Stockholm Youth Symphony Orchestra, talvez porque os metais, que considero o ponto fraco da orquestra, foram pouco exigidos.

A música é centrada no sintetizador com um timbre similar a de um xilofone, enquanto as cordas majestosas conferem um colorido. Não há guitarra, mas a bateria e o baixo elétrico caíram muito bem, e tiram aquela ideia torpe que muitas pessoas têm de que os instrumentos não combinariam com músicas mais calmas. Performance digna de concerto profissional mais do que nunca.


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