Textos categorizados 'Masashi Hamauzu'

Final Symphony ganha novas apresentações na Dinamarca, Suécia e Japão


Por Alexei Barros

Depois das apresentações na Inglaterra e Alemanha (em dois horários) em maio de 2013, o concerto Final Symphony agora vai passar pela Dinamarca, Suécia e Japão neste ano. O espetáculo tem o repertório baseado em três episódios da série Final Fantasy: VI, VII e X. Para cada jogo, há uma extensa e trabalhada peça musical de longa duração.

No Japão, a performance será da Tokyo Philharmonic Orchestra no Tokyo Bunka Kaika no dia 4 de maio, em dois horários diferentes. Além de participar de uma grande variedade de trilhas e concertos, essa orquestra foi a mesma que tocou o Symphonic Fantasies Tokyo, o primeiro concerto realizado pelo produtor Thomas Boecker no Japão, isso lá em 2012. Se a produção está voltando para lá, é porque os japoneses, mestres na arte dos concertos de game music, gostaram do que ouviram.

A próxima apresentação se dará na Dinamarca no dia 9 de maio, com a Aarhus Symphony Orchestra no Musikhuset Aarhus. Essa visita ao país escandinavo já havia sido anunciada em novembro do ano passado, mas aproveito a ocasião para mencioná-la.

Por fim, a Suécia – país frequentemente agraciado com concertos de games – terá a sua apresentação em 18 de junho, no tradicional Konserthuset Stockholm. Como não poderia deixar de ser, quem vai tocar as músicas é a competentíssima Royal Stockholm Philharmonic Orchestra, já conhecida de outros espetáculos, como o LEGENDS.

No Japão e na Dinamarca, a regência será do maestro Eckehard Stier, que, na Suécia, passará a batuta para o regente Andreas Hanson. Outra novidade é que o piano terá a performance da Katharina Treutler, pianista que vai substituir o Benyamin Nuss, que tocou nas apresentações em 2013.

Torço para que alguma dessas reprises seja gravada e lançada em CD – no site oficial, a imagem de um álbum coberto por um véu vermelho com três pontos de interrogação, mostrando que alguma coisa está nos planos.

Para informações mais detalhadas do repertório do Final Symphony, não deixe de ver ou rever o report in loco escrito pelo Luiz “Radical Dreamer” Macedo do espetáculo na Alemanha.

[via Square Enix, aarhussymfoni.dkkonserthuset.se]

Final Symphony: report in loco do concerto alemão com Final Fantasy VI, VII e X


Por Alexei Barros

Não, eu não ia passar batido, claro: no sábado passado, dia 11 de maio, foi apresentado na Alemanha o Final Symphony, o novo concerto com a mesma turma da série Symphonic e que tanto já mencionei aqui: Thomas Boecker, Jonne Valtonen, Roger Wanamo, Benyamin Nuss etc.

Desta vez, porém, a apresentação não teve a performance da WDR Radio Orchestra, que tocou diferentes programas de games de 2008 a 2012. A simples presença dessa orquestra garantia que o concerto sempre fosse transmitido ao vivo – o que até então era um ineditismo – não só pelo rádio, como em algumas ocasiões em vídeo também. Neste ano, o espetáculo foi executado pela Sinfonieorchester Wuppertal, curiosamente sem a companhia de nenhum coral como nas outras oportunidades.

Com isso, o privilégio de ouvir as músicas em interpretações sinfônicas ficou restrito aos espectadores da apresentação, privilégio que coube ao Luiz “Radical Dreamer” Macedo, frequente comentarista aqui no blog (os posts é que não são tão mais frequentes). O Luiz já havia assistido in loco, em Colônia, ao Symphonic Odysseys em 2011 e, se vocês se lembrarem bem, ainda descolou autógrafos do Nobuo Uematsu em três CDs. Agora, aproveitando o intercâmbio na França, ele repetiu a dose e esteve presente no concerto na cidade de Wuppertal, no que acredito ter sido uma experiência ímpar, porque sei da admiração dele pelo Masashi Hamauzu. A novidade é que o Luiz escreveu um report da experiência para compartilhar no Hadouken!

Para não deixar os leitores apenas na vontade, eu disponibilizo logo aqui no começo o set list completo do Final Symphony, com links para uma gravação amadora compartilhada pela internet de ótima qualidade que permite ter uma bela noção do que foi o espetáculo. Como faço com os meus reports à distância, também linkei as músicas originais que o Luiz mencionou ao longo da análise.

Ato I

01 – “Fantasy Overture: Circle Within a Circle Within a Circle”
02 – “Final Fantasy VI Symphonic Poem (Born with the Gift of Magic)”
03A  – “Final Fantasy X Piano Concerto: I. Zanarkand”
03B – “Final Fantasy X Piano Concerto: II. Inori”
03C – “Final Fantasy X Piano Concerto: III. III. Kessen”

Ato II

04A – “Final Fantasy VII: Symphony in Three Movements: I. Nibelheim Incident”
04B – “Final Fantasy VII: Symphony in Three Movements: II. Words Drowned by Fireworks”
04C – “Final Fantasy VII: Symphony in Three Movements: III. The Planet’s Crisis”
05 – “Encore I: Final Fantasy VII”
06 – “Encore II: Final Fantasy VI”
Continuar lendo ‘Final Symphony: report in loco do concerto alemão com Final Fantasy VI, VII e X’

Soundtrack Cologne – East meets West: Xenogears e Unlimited SaGa no programa


Por Alexei Barros

Provisoriamente conhecido como Symphonic Game Music Concert 2012, o concerto a acontecer na Alemanha dia 16 de novembro deste ano (não confunda com o Final Symphony em maio de 2013) mudou de nome e tem reservado boas novidades para os amantes da música sinfônica gamística.

O espetáculo, agora intitulado Soundtrack Cologne – East meets West, tem o conceito, como o nome diz, de misturar em uma mesma apresentação as escolas japonesa e ocidental de composição. O lado do ocidente já teve dois representantes anunciados: Journey (do americano Austin Wintory) e Turrican II (do alemão Chris Huelsbeck). Mas do oriente o programa é ainda mais promissor, com Xenogears (do japonês Yasunori Mitsuda) e Unlimited SaGa (do alemão – de olhos puxados – Masashi Hamauzu).

As duas adições são ousadas para um concerto germânico. Xenogears jamais foi lançado na Europa, nem mesmo no relançamento da PlayStation Network. O RPG filosofal será representado por uma suíte arranjada pelo finlandês Roger Wanamo – por consequência, uma suíte diferente da apresentada no bis do Press Start 2011, em que o jogo foi tocado ao vivo pela primeira vez. Mitsuda foi consultado para sugerir suas composições favoritas para a peça.

Unlimited SaGa foi publicado na Europa para PlayStation 2, mas não é um jogo lá muito famoso. Nunca joguei e não li comentários favoráveis a respeito. Já a trilha sonora… talvez esse seja o único motivo para o jogo ser lembrado hoje. Aliás, o último capítulo original da série SaGa lançado (isso em 2003), como depois só vieram remakes. Eu, se pudesse escolher, ficaria entre a “Battle Theme I” e a “Unlimited SaGa Overture” (que compartilham o mesmo motivo inclusive). Mas a faixa escolhida é ótima, remetendo ao trabalho do Hamauzu em Final Fantasy XIII: a “Ruby’s Theme”. Como o Xenogears, o arranjo será do competente Roger Wanamo.

Além desses dois, está listado o segmento “Final Fantasy – Concerto for Piano and Orchestra”, que acredito ser o mesmo apresentado no Symphonic Odysseys. A performance da WDR Radio Orchestra Cologne e WDR Radio Choir Cologne no Funkhaus Wallrafplatz conduzida pelo maestro britânico Wayne Marshall não terá transmissão em vídeo como o Symphonic Fantasies e o Symphonic Odysseys, mas haverá sim transmissão em áudio, o que já considero um imenso privilégio.

[via Facebook]

Final Symphony: data e local revelados


Por Alexei Barros

Aos poucos surgem mais detalhes sobre o concerto alemão Final Symphony, aquele focado em três episódios específicos: Final Fantasy VI, VII e X. São os jogos que, imagino, devem ter mais fãs. Não é que nem o FFV que só eu e mais meia dúzia gosta. O que sabíamos além disso? Haverá três arranjadores – Roger Wanamo, Jonne Valtonen e Masashi Hamauzu –, cada qual cuidando de um capítulo específico. Respectivamente, FFVI, VII e X. Produção executiva de Thomas Boecker e consultaria do Nobuo Uematsu. Piano sob a tutela de Benyamin Nuss e condução do maestro Eckehard Stier, que regeu o Symphonic Fantasies em Tóquio.

Agora, finalmente, as novidades: serão duas apresentações, ambas no sábado dia 11 de maio de 2013, a primeira às 14h30 e a outra às 19h30 locais. O local: o belíssimo Stadthalle Wuppertal, que fica próximo da cidade de Colônia. Se essa arquitetura da casa de espetáculos não impressionou, não sei o que mais é capaz de impressionar.

Com isso, só falta sabermos qual será a orquestra e principalmente alguns detalhes do repertório. Pelo que o Thomas Boecker me disse por e-mail, eles estão levando essa questão a sério: “Mais uma vez, a pesquisa é grande parte de nosso trabalho, e nós já gastamos meses (sem brincadeira) para jogar os jogos e fazer anotações sobre cada faixa, quando e onde as músicas são usadas exatamente e o que descrevem”.

Desde já, expectativas nas alturas.

[via Final Symphony]

Final Symphony: Final Fantasy VI, VII e X em uma nova sinfonia

Por Alexei Barros

Desde o Symphonic Odysseys, discutia-se a possibilidade da realização do concerto nos mesmos moldes que visava à comemoração dos 25 anos da série Final Fantasy que se completarão em dezembro de 2012. Mas, com o anúncio do Symphonic Game Music Concert 2012, que já tem as confirmações de Journey e Turrican II no repertório, acreditei que a ideia seria descartada. E não foi. Em 2013, a mesma equipe capitaneada pelo produtor Thomas Boecker de apresentações como o Symphonic Fantasies vai trabalhar no espetáculo Final Symphony (o nome pode ser alterado).

Ainda sem dia e data definidos, será mais um concerto focado em Final Fantasy. Porém, a principal diferença para a turnê Distant Worlds, que cobre a série toda (com uma má vontade tremenda com o FFXII) selecionando muitas canções pop, é que a récita se enfocará em três episódios em uma abordagem mais erudita: Final Fantasy VI, Final Fantasy VII e Final Fantasy X. Opinião minha, não leve muito a sério: nem acho que o FFX se destaque pela trilha; a meu ver, o sistema de combate é o que sobressai diante da falta de carisma de alguns personagens e os retões com zero de exploração que o jogo possui – por favor, não atire em mim. Musicalmente eu preferiria o FFIV, mas entendo que o FFX seja muito mais popular e assim o concerto pega representantes da série em três gerações. Mas ainda tem um motivo a mais para me empolgar.

O Final Symphony terá três arranjadores e cada um deles se enfocará em um capítulo específico. Roger Wanamo vai cuidar de FFVI, Jonne Valtonen de FFVII e Masashi Hamauzu de FFX. Nobuo Uematsu estará envolvido na consultoria dos arranjos, o que não significa que somente músicas escritas por ele serão executadas. Ou seja, haverá faixas do FFX assinadas pelo Hamauzu no concerto. Desde já, ou melhor, desde sempre, sonho com a assombrosa “Decisive Battle” numa performance no piano do Benyamin Nuss – o jovem alemão inclusive está confirmado. “People of the North Pole”, também do Hamauzu, não seria nada mal.

Com o concerto voltado para três jogos somente, aumentam as chances de aparecerem faixas nunca ou raramente arranjadas dessa trinca. “Searching for Friends”, do FFVI, é uma que acredito ser uma das candidatas, visto que a composição tem aumentado de popularidade, se é que já não era famosa antes, especialmente entre os japoneses. A música ficou em segundo lugar na votação das 700 melhores faixas de games numa eleição entre os nipônicos e recentemente foi inclusa no álbum Piano Opera Final Fantasy IV/V/VI – demorei tanto para escrever um post sobre o CD e já saiu faz tempo; foi mal. Embora a limitação de tempo seja um potencial problema, desejo fortemente a presença da “Ending Theme”, em toda a glória dos seus 21 minutos de duração. E, em relação ao FVII, já chegou a hora de “Cid’s Theme”.

A orquestra escolhida para o Final Symphony ainda não foi anunciada, mas é uma orquestra classe A, com 80 instrumentistas. Vale ressaltar que não haverá uma única apresentação. Ainda que o espetáculo não vire uma turnê gigante, outros países além da Alemanha vão receber o concerto. De qualquer forma, o maestro Eckehard Stier está confirmado na regência.

[ATUALIZAÇÃO] O site oficial do concerto foi inaugurado – ainda é um teaser.

[via SEMO]

Symphonic Odysseys: 2011: Uma Odisseia do Uematsu


Por Alexei Barros

Odisseia. Como a de Homero, narra uma extensa epopeia, repleta de aventuras extraordinárias e acontecimentos dramáticos. Como a de Stanley Kubrick, um épico espacial com trilha sonora memorável. Como a de Nobuo Uematsu. Que palavra seria mais apropriada para nomear um espetáculo em tributo à portentosa carreira de um compositor como ele? Melhor: odisseias. Odisseias sinfônicas. Se cada jogo da série que mais se dedicou traz uma história diferente da outra, o plural é mais indicado para alguém de tamanha envergadura (o singular no título foi só para não perder a chance do trocadilho).

Já que cada concerto de Final Fantasy pode ser considerado uma homenagem a Uematsu na maioria das vezes, não é de estranhar que tenha demorado tanto tempo para isso acontecer, afinal, só em 2004, como freelancer, a variedade de franquias aumentou efetivamente. A primeira vez foi em 2007, na Itália, o Nobuo Uematsu Show, que se limitou a executar partituras conhecidas de Final Fantasy, Blue Dragon e Lost Odyssey. Agora, em 2011, o Symphonic Odysseys não tem nem comparação, com todos os arranjos novos em folha, oferecendo um recorte de sua trajetória.

Antes mesmo da realização do Symphonic Legends, o Symphonic Odysseys foi anunciado pelo então administrador da WDR Radio Orchestra Cologne, Winfried Fechner, em março de 2010 – ambos concertos que nasceram por consequência do sucesso espantoso do Symphonic Fantasies em 2009. Em dezembro do ano passado, os ingressos para os 2000 assentos do Cologne Philharmonic Hall do espetáculo às 20 horas locais esgotaram em 12 horas, um recorde para os concertos de games em Colônia. Uma nova apresentação às 15 horas foi marcada para o mesmo dia, 9 de julho, e também teve todos os bilhetes comprados. A alta demanda se explica por Square Enix, Nobuo Uematsu e Final Fantasy: a maioria das pessoas estava lá especialmente por conta do terceiro item.

E então chegamos ao set list. O primeiro ato corresponde ao passado do Uematsu e o segundo ao presente (exceção aos dois números do bis). Antevendo a realização do concerto, eu procurei ouvir as trilhas antigas do Uematsu e pude constatar que a discografia dele é mais variada do que aparenta, o problema é que muitos jogos são pulgas se comparados com a supremacia de Final Fantasy.

Obscuridades como Genesis, Alpha, Cruise Chaser Blassty, Cleopatra no Mahou, The 3-D Battles of WorldRunner, Nakayama Miho no Tokimeki High School, Square’s Tom Sawyer, Aliens 2, The Square’s Tom Sawyer… Além disso, confesso que da leva pré-histórica da Square tem pouca coisa verdadeiramente aproveitável. King’s Knight é um representante digno dessa era, assim como The Final Fantasy Legend e Final Fantasy Legend II. Os três nem saíram na Europa, uma área com lançamentos bem específicos e que recorrentemente sofre com a ausência de localizações. Por exemplo, Chrono Trigger só foi publicado por lá em 2009, na versão para Nintendo DS, como já havia comentado no relato do Symphonic Fantasies. Isso vale também para o segundo ato, com as colaborações para jogos da Mistwalker: The Last Story ainda não saiu na Europa; Blue Dragon e Lost Odyssey não se comparam com FF em popularidade. Anata wo Yurusanai, Away: Shuffle Dungeon, Lord of Vermilion, Sakura Note: Ima ni Tsunagaru são ainda mais desconhecidos, considerando os trabalhos recentes. Aliás, tudo foi considerando no início, inclusive trabalhos sem relação com jogos, como a trilha do anime Guin Saga, e Nobuo Uematsu deu total liberdade para a seleção de títulos e músicas.

Seria de meu agrado que Hanjuku Hero, por ter uma trilha melódica e grudenta, Rad Racer, por ser um jogo de corrida, e Front Mission: Gun Hazard, por diferenciar do que Uematsu fez naquela época, mas compreendo as ausências como o Symphonic Odysseys já traz um montante de jogos poucos conhecidos que não apareceria normalmente em outras produções. São raras as performances de Nobuo Uematsu que não de Final Fantasy, especialmente no ocidente: “Main Theme” do Blue Dragon e a “Main Theme” do Lost Odyssey pipocaram na turnê Play! A Video Game Symphony; em 2007, a Microsoft promoveu no Japão o concerto Orchestral Pieces From Lost Odyssey & Blue Dragon, com oito segmentos do Blue Dragon e sete do Lost Odyssey; no ano seguinte, no Press Start 2008, teve um medley de músicas antigas, com Alpha, King’s Knight, 3-D WorldRunner, Makai Toushi SaGa e Hanjuku Hero. O resto é tudo Final Fantasy.

O concerto leva em conta o quanto Uematsu compôs para a série, mas não foram executadas faixas de todos os episódios que ele participou. Assim como no Symphonic Fantasies, não teve FFVIII, FFIX, FFXI e FFXII (somente a “Kiss Me Good-Bye”) e não senti falta. O foco das apresentações recentes da série é nos capítulos de FFI a FFVII e FFX, e a prioridade era de músicas ainda não executadas (claro que existem tantas outras desses que ainda merecem ser tocadas).

A maioria dos arranjos foi feita por Jonne Valtonen (seis segmentos e uma suíte) e Roger Wanamo (dois números e outra suíte), ambos os finlandeses do time do Merregnon Studios do produtor Thomas Boecker. Mesmo assim, teve dois convidados: Jani Laaksonen, que também é da Finlândia e estudou na mesma universidade de Valtonen e Wanamo, a Tampere University of Applied Sciences, e é amigo dos dois; e Masashi Hamauzu, que elaborou três arranjos para o LEGENDS (Kirby e Pikmin, além de Donkey Kong Country, que constava no Symphonic Legends). Estreando na série Symphonic outro finlandês, o letrista Mikko Laine, que trabalhou com Valtonen anteriormente e participou do LEGENDS também com versos em inglês.

As partituras foram preparadas especificamente para o tamanho da WDR Radio Orchestra Cologne (representada por 72 instrumentistas, incluindo a pianista) e WDR Radio Choir Cologne (45 coristas), que retorna do Symphonic Fantasies após a ausência no Symphonic Legends. Repare que desta vez o coral esteve, por conta da falta de espaço, no andar de cima do palco, que é a maneira mais convencional; no Symphonic Fantasies e no Symphonic Legends o coro ficava posicionado no canto esquerdo, no mesmo andar da orquestra. A complexidade dos arranjos exigiu cinco dias de ensaios (geralmente duravam das 10h até às 14h30), bem menos que os 14 do Symphonic Fantasies, mas ainda assim mais do que o normal de concertos eruditos, que é dois dias. Ausente do Symphonic Legends, Arnie Roth voltou à batuta e sua regência tem o fator especial de ele ser amigo do Uematsu, uma parceria que se fortaleceu na turnê Distant Worlds. A mesma amizade vale para o pianista de uma suíte e dos dois bis, Benyamin Nuss, pelo álbum Benyamin Nuss Plays Uematsu, uma coletânea de piano dedicada ao compositor.

Foi um alívio ver a transmissão em vídeo da WDR funcionando perfeitamente como no Symphonic Fantasies, e todo o concerto pôde ser acompanhado ao vivo. A apresentação das 20h inclusive atrasou alguns minutos em decorrência da longa fila da sessão de autógrafos. Não por acaso: Nobuo Uematsu é uma celebridade, é carismático, é uma figura. Vê-lo em pessoa já é uma satisfação.

Depois do Hadouken, minhas extensas considerações sobre o Symphonic Odysseys. Em vez de colocar um monte de números dos contadores, optei por colocar links em alguns trechos específicos para você entender melhor o que quero dizer.
Continuar lendo ‘Symphonic Odysseys: 2011: Uma Odisseia do Uematsu’

Distant Worls: music from Final Fantasy Returning Home: casa renovada para os próximos anos


Por Alexei Barros

Desfrutando das excelentes partituras preparadas para os concertos de Final Fantasy desde 2002, o Distant Worlds vem crescendo cada vez mais, revigorando o repertório com frequência. A Square Enix, satisfeita com o sucesso e recepção dos fãs, renovou o contrato por três anos, conforme divulgado na visita a Nova York.

Após dois CDs gravados em estúdio, foi lançado o primeiro produto ao vivo da turnê, Distant Worls: music from Final Fantasy: Returning Home, pacote com um DVD e dois CDs lançado em 19 de janeiro no Japão e 1º de abril nos EUA cobrindo, em sua integridade, as duas apresentações realizadas em Tóquio ano passado, 6 e 7 de novembro, com a Kanagawa Philharmonic Orchestra e o Wagner Society Male and Female Choir. Execução excelente. Faço apenas uma ressalva à reverberação além do que considero ideal, não no nível estratosférico do Press Start The 5th Anniversary, é bom que se diga.

Muitas reprises, números requentados e algumas novidades interessantes, correspondentes aos recentes Final Fantasy XIII e Final Fantay XIV. Tomei a liberdade de abordar apenas os segmentos inéditos ou seminovos nos comentários. Você não espera que eu comente outra vez “One-Winged Angel”, espera?
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LEGENDS: a ambiência aquática de Donkey Kong Country

Por Alexei Barros

“Aquatic Ambiance” é resultado do caso raro de uma composição ocidental em um jogo da Nintendo, e David Wise não perdeu a oportunidade oferecida ao criar um tema inesquecível. Repare que, atualmente, com a produtora terceirizando o desenvolvimento de Donkey Kong Country Returns para o estúdio americano Retro Studios, as faixas foram assinadas por um japonês, Kenji Yamamoto. À época, mesmo não prestando tanta atenção nas músicas como hoje, lembro do impacto que a música provocava.

Com total merecimento, a “Donkey Kong Country (Aquatic Ambiance)” foi escolhida para o Symphonic Legends e recebeu a repaginação de Masashi Hamauzu, que convergiu os holofotes em Benyamin Nuss (piano) e Juraj Cizmarovic (o spalla da WDR Radio Orchestra), com as cordas de apoio. Para o LEGENDS a partitura será  igual à exibida na Alemanha, mas a sonoridade terá maior riqueza pelo aumento da quantidade de instrumentistas. Na plateia, Masashi Hamauzu e David Wise, arranjador e compositor, assistirão ao concerto in loco, no Stockholm Concert Hall na Suécia, dia 1º de junho. E, com isso, é fechada a lista de três releituras do Hamauzu, sendo “Grünende Flur” (Kirby) e “Kleine Suite für einen großen Tag” (Pikmin) as outras duas.

“Nunca vou esquecer a primeira vez que ouvi o tema aquático de Donkey Kong Country. Fiquei muito feliz quando me pediram para fazer o arranjo. É sempre gratificante se envolver em uma música de jogo que realmente gostamos. Essa segurança me deu coragem para fazer este arranjo ousado”, comenta Hamauzu, que ainda fez uma revelação. “Se escutar atentamente você pode ouvir a melodia de abertura em algum lugar do arranjo. Também é o tema recorrente do jogo original – Donkey Kong tem 30 anos –, e é importante para mim que tenho uma relação de quase a vida toda com a série.” Hamauzu se refere ao “Title BGM”, tema da tela-título do Donkey Kong de NES composto especialmente para esta versão por Yukio Kaneoka que aparece na introdução de DKC como a “Theme”, naquela hora em que o Cranky Kong toca a vitrola. Não consegui encontrar de jeito nenhum. Se achar no vídeo abaixo não deixe de comentar.

[via Facebook]

Akumajo Dracula Tribute Vol.1 e 2: tributo sem tribulação

Por Alexei Barros

Vasta, rica e altamente qualificada: é a discografia de Castlevania. Qualquer tributo a composições antigas deve ser justificado, para ombrear álbuns do nível de Drabula Battle Perfect Selection I e II. Se for um tributo preguiçoso, como o Gradius Tribute, com alguns arranjadores praticamente desconhecidos no meio, é melhor nem fazer. A Konami aprendeu a lição e publicou a dupla Akumajo Dracula Tribute Vol.1 e Akumajo Dracula Tribute Vol.2, ambos 13 de janeiro de 2011, emprestando as músicas vampirescas para nomes de primeiro gabarito. Entre outros, Motoi Sakuraba, Masashi Hamauzu e Hiroki Kikuta.

Não que todas as 26 faixas (13 de cada disco) sejam magistrais, pelo contrário – “Vampire Killer ~Castlevania (Nintendo Entertainment System)~” é digno do detestável Perfect Selection Dracula. Por isso, passei rapidamente apenas pelas que mais me agradaram, ignorando o fato que os dois discos saíram em janeiro e comento só agora.
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LEGENDS: a pequenez grandiosa de Pikmin

Por Alexei Barros

À ocasião do Symphonic Legends, Pikmin foi uma escolha inusitada, daquelas que só se vê, com frequência, nos concertos japoneses. Ainda que seja uma cria de Shigeru Miyamoto, permanece em estado de letargia desde 2004, com apenas o relançamento para Wii como parte da linha New Play Control!. Pelo que acompanhei, o arranjo “Pikmin (Variation on a World Map Theme)” de Hayato Matsuo foi elogiado e por mim apreciado.

Menos de um ano depois já teremos uma nova versão orquestrada, com arranjador diferente, com estilo até mais de acordo com a série, a meu ver: ele de novo, Masashi Hamauzu. Com uma peça de cinco minutos, o compositor de Final Fantasy XIII quis resumir um dia na vida dramática e transitória de um Pikmin. A maior novidade será o uso do tema do comercial que é a música que normalmente se associa ao jogo, “Song of Love” (“Ai no Uta” em japonês romanizado), cujo single da banda virtual Strawberry Flower vendeu em torno de 600.000 unidades no Japão. Desta vez utilizando a orquestra toda, o segmento batizado em alemão “Kleine Suite für einen großen Tag” (algo como “Uma pequena suíte para um grande dia”) utiliza sons suaves para representar o mundo mágico de Pikmin.

Os comentários diários do LEGENDS no Facebook farão uma pausa no sábado e domingo, mas voltarão na semana que vem, quando saberemos, mais informações, se a ordem do set list for mantida, sobre F-Zero, Donkey Kong Country, Super Mario Galaxy e The Legend of Zelda – e, quem sabe, surpresas..

[via Facebook]


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