Archive for the 'Zelda' Category



“Great Fairy’s Fountain Theme” (The Legend of Zelda: A Link to the Past – The Legend of Zelda 25th Anniversary Symphony)

Por Alexei Barros

A Nintendo liberou mais um vídeo da gravação do CD The Legend of Zelda 25th Anniversary Symphony na Bastyr Chapel, em Kenmore, Washington. Assim como a “The Legend of Zelda Main Theme Medley”, o arranjo da “Great Fairy’s Fountain Theme” é do Kousuke Yamashita. E não é nenhuma surpresa a competência das releituras orquestradas dele para quem já ouviu alguma das composições geniais do talentoso japonês.

Eu queria entender por que a “Select Screen” (como é originalmente intitulada) do The Legend of Zelda: A Link to the Past pôde ficar tanto tempo sem um arranjo oficial. E não falo isso pela primeira vez, uma vez que a faixa foi adicionada para o bis do concerto na Suécia LEGENDS na versão que ficou conhecida como “Healing”, em mais um belo trabalho do finlandês Jonne Valtonen. Nem vou me arriscar a comparar como não há gravação oficial dessa.

Só sei que o arranjo do Yamashita ficou esplêndido, simplesmente arrepiante. Como o timbre da sintetizada sugere, a harpa reproduz a singela melodia. O detalhe é que são duas, criando um efeito mágico. A flauta pede licença, alternando com o oboé. Parece impossível, mas a música fica melhor na entrada do coral e das cordas. A dupla de harpas volta a se destacar, terminando com as cordas.

Não precisa de mais nada.

Conseguindo Zelda III: olhando para o céu

Por Claudio Prandoni

Passaram quase cinco anos e… cá estou de novo destilando armagura e ansiedade por um novo episódio canônico da série Legend of Zelda. Desta vez, na real, nem tenho muito do que chiar: já recebi no trabalho o Skyward Sword e estou avançando na brincadeira – e ainda com opiniões divididas.

De qualquer maneira, o game sai oficialmente no próximo dia 20 de novembro e aqui no Brasil ainda não tem data definida. Muitas lojas anunciaram para o próprio dia 20, mas já é possível ver variações de 25 a 30 de novembro.

Mas já estou enrolando demais: se você é fã, sabe que Zelda Skyward Sword terá edição especial, com um controle Wii Remote dourado e um CD com músicas orquestradas da franquia.

A parada chega aqui em Terras Brasilis? Sim, chega sim!

Vai ser fácil descolar? Provavelmente não.

Garanti a minha comprando online, mas já esgotou por lá. O lance é dar uma olhada – e rápido! – pra garantir em alguma outra revenda. O preço é salgado, cerca de 250 reais, mas o jogo é bacana, o controle vai virar item de colecionador e o CD acaba sendo uma rara chance de ter um CD bacana de game music oficialmente aqui no Brasil, não é, Alexei?

Ficadica então, zeldistas.

Skyward Sword inclui CD promocional baseado na turnê de Zelda; primeira apresentação de 2012 confirmada nos EUA


Por Alexei Barros

É tanto Zelda, tanta bruxa… bom, houve o tempo em que foi tanto Final Fantasy. Para você não se perder com a enxurrada de informações, separarei em tópicos:

- The Legend of Zelda: Skyward Sword, o jogo tido por muitos como o responsável pelas pessoas ainda não se desfazerem do Wii (não é o meu caso; tanta coisa para jogar de GameCube ainda… =(), será lançado nos EUA dia 20 de novembro. Alguns veículos brasileiros, como o UOL Jogos, já receberam o jogo, confirmando que o bundle da edição limitada inclui um Wii Remote Plus dourado e o disco promocional The Legend of Zelda 25th Anniversary Symphony – Orchestra Concert Special CD. Também existe uma versão normal que inclui o CD, mas não vem com o controller.

- O álbum é baseado no programa da turnê que já passeou por Tóquio, Los Angeles e Londres com oito das 16 faixas do set list – ou seja, apenas uma seleção de segmentos do repertório. A vantagem do disco, considerando os gritos que aconteciam durante a execução das músicas nos espetáculos ocidentais, é ter sido gravado em estúdio, ou melhor, na Bastyr Chapel, em Kenmore, Washington nos dias 23 e 24 de agosto (como comprova aquela foto).

- A Nintendo inclusive liberou um vídeo da gravação do “The Legend of Zelda Main Theme Medley”, que corresponde ao 14º número do set list da turnê, com “Title” e “Overworld” do primeiro Zelda e “Title” (estranhamente não mencionada no encarte) e “Overworld” do A Link to the Past. A regência é da maestrina Eímear Noone, a mesma das apresentações em Los Angeles e Londres. Se os créditos naquela foto não estiverem errados, o arranjo é do Kousuke Yamashita.

- Em 2012, a The Legend of Zelda 25th Anniversary Symphony continuará, mas rebatizada de The Legend of Zelda: Symphony of the Goddesses, excursão por enquanto restrita aos EUA. A primeira apresentação foi confirmada para 10 de janeiro, em Dallas, com a Dallas Symphony Orchestra sob a batuta da Eímear Noone. A maior novidade será a inclusão dos dois movimentos para se somarem às duas já mostradas, do The Wind Waker e do Twilight Princess. Só não precisava o site da Dallas Symphony Orchestra dizer que “The Legend of Zelda: Symphony of the Goddesses será o primeiro concerto de games a apresentar uma sinfonia completa de quatro movimentos”. E o Symphonic Fantasies?

Agradecido ao Felipe Carettoni pelas informações do CD e ao Thales Nunes Moreira pela dica do vídeo.

“The Legend of Zelda 25th Anniversary Medley” – série The Legend of Zelda (VGL 2011 no Rio de Janeiro)

Por Alexei Barros

Há muitos anos achava que o segmento de Zelda do Video Games Live – baseado no arranjo do Orchestral Game Concert 1 referente ao A Link to the Past –, deveria dar lugar a um número que fizesse por merecer toda a série e não reduzisse tudo a uma única faixa, mesmo que a mais famosa. Coube ao Rio de Janeiro, cidade que iniciou a excursão brasileira de 2011, receber a estreia mundial do novo arranjo da série elaborado pela Laura Intravia, que já havia apresentado um número cômico tocando flauta em 2009. A indumentária de Link e o instrumento se mantêm, mas se trata de uma iniciativa mais séria, por assim dizer. Honestíssima, devo adiantar.

O problema é o debute acontecer só agora, em 2011, quando já foram feitos os medleys orquestrados “The Legend of Zelda Medley 2006″ no Press Start 2006 (e reprisado em 2007), dois no Play! A Video Game Symphony (o primeiro do Jonne Valtonen baseado no The Legend of Zelda: Ocarina of Time Hyrule Symphony e o outro do Chad Seiter), um Poema Sinfônico no Symphonic Legends/LEGENDS e, para completar, uma turnê só de Zelda. Não tem muito o que se surpreender a essa altura do campeonato.

Para mim, todas as transições ficaram decentes – para você ver que eu não reclamo por reclamar. A icônica “Title Theme” do Ocarina of Time é uma escolha excelente para o solo de flauta, afinal a composição original procurava simular a impressão de que uma ocarina estava sendo tocada no meio da floresta. Utilizando a melodia do despertar do dia do Ocarina é feita a emenda para o tema principal, trecho em que Intravia não toca, mas o público sempre faz questão de cantarolar. Numa variação o clima fica mais carregado, viajando para a tristeza de “Midna’s Theme”, seguida pela popular “Princess Zelda’s Rescue”, ambas com a decisiva participação da flauta. The Wind Waker é lembrado com a “Dragon Island” e Twilight Princess com a “Hyrule Field Main Theme”, que enfim recebeu a orquestração que merece, não aquela versão em MIDI. De maneira muito apropriada, parte do “Staff Credits” do Twilight Princess é utilizado para o encerramento do segmento. Atrasado, mas com substância.

Grato ao Thales Nunes Moreira pela consultoria Zeldística no reconhecimento das faixas.

“The Legend of Zelda 25th Anniversary Medley”

“Title Theme” (The Legend of Zelda: Ocarina of Time) ~ “Overworld” (The Legend of Zelda) ~ “Midna’s Theme” (The Legend of Zelda: Twilight Princess) ~ “Princess Zelda’s Rescue” (The Legend of Zelda: A Link to the Past) ~ “Dragon Island” (The Legend of Zelda: The Wind Waker) ~ “Hyrule Field Main Theme” ~ “Staff Credits” (The Legend of Zelda: Twilight Princess)

The Legend of Zelda 25th Anniversary Symphony: entre gritos e aplausos, uma efeméride exemplar


Por Alexei Barros

Enfim foi completada a primeira rodada de récitas comemorativas da The Legend of Zelda 25th Anniversary Symphony em Tóquio (10/10), Los Angeles (21/10) e Londres (25/10). Para adiantar a resposta da minha maior dúvida, o set list foi o mesmo nas quatro apresentações (duas no Japão), com 16 segmentos em um total de 80 minutos de música. Antes dos detalhes, vale ressaltar como surgiu a concepção do espetáculo. As informações vieram à tona na entrevista do produtor Jeron Moore à revista Official Nintendo Magazine.

Ele, o arranjador e orquestrador Chad Seiter e o produtor executivo Jason Michael Paul – os três principais nomes da turnê Play! A Video Game Symphony –, estavam trabalhando secretamente na ideia de levar as músicas de Zelda para uma sala de concerto. O conceito foi apresentado à Nintendo, que, por sua vez, pensava em algo similar na comemoração dos 25 anos da série. Então os projetos foram combinados, e o projeto foi levado adiante com o envolvimento dos criadores da franquia, sendo que o próprio Koji Kondo supervisionou o trabalho. Os arranjos seguiram com fidelidade as contrapartes originais, mas em versões maiores, mais grandiosas e mais imersivas.

Para você não se perder com tantas informações, detalho abaixo as particularidades de cada apresentação. Em todas houve um coral, mas, estranhamente, não estão creditados no encarte, somente a orquestra. Por um acaso, descobri que o Capital Voices foi quem cantou em Londres.

Tóquio, Japão (10/10):
Orquestra: Tokyo Philharmonic Orchestra
Regência: Taizo Takemoto
Local: Sumida Triphony Hall
Apresentação: Ryuji Miyamoto e Shoko Nakagawa
Convidados: Shigeru Miyamoto, Eiji Aonuma e Koji Kondo
Produção: Nintendo

Los Angeles, EUA (21/10):
Orquestra: Orchestra Nova
Regência: Eímear Noone
Local: Pantages Theater
Convidados: Eiji Aonuma e Koji Kondo
Produção: Nintendo e Jason Michael Paul Productions

Londres, Inglaterra (25/10):
Orquestra: Royal Philharmonic Orchestra
Regência: Eímear Noone
Local: HMV Hammersmith Apollo
Convidados: Eiji Aonuma, Koji Kondo e Zelda Williams
Produção: Nintendo e Jason Michael Paul Productions

Atente que, apesar do envolvimento do Chad Seiter nos arranjos, a produção do espetáculo japonês foi feita somente pela Nintendo como comprova o programa (主催: 任天堂株式会社). Como os espetáculos em Los Angeles e Londres foram produzidos pela JMP, ambos tiveram telão, o que não aconteceu no Japão. Muitas pessoas lamentaram nos relatos pela ausência de Shigeru Miyamoto nas apresentações ocidentais, mas já foi fantástico ter o produtor Eiji Aonuma e o compositor Koji Kondo. Nos EUA, o intérprete foi o mesmo da E3 2011, Bill Trinen. Fiquei com o receio que ele atropelasse a pessoa quem está falando como em junho. Felizmente, apenas um microfone era passado de mão em mão para cada fala. Ah, bom, então assim, sim!

No Japão, o concerto teve como anfitriões o ator e apresentador Ryuji Miyamoto (sem parentesco com o Shigeru) e a dubladora e cantora Shoko Nakagawa, que entre milhares de coisas (ela cantou vários temas do anime de Pokémon), é fã de Zelda. Na Inglaterra, a Zelda esteve em pessoa: a Zelda Williams, filha do ator Robin Williams que foi batizada assim porque o pai era aficionado pela série.


Agora me sinto mais confortável para discorrer sobre o set list, levando em conta que não sou um profundo conhecedor de Zelda (vergonha!). O encarte em inglês foi abençoadamente escaneado em alta resolução no The Bit Beacon, e é possível ver que o negócio é caprichado (essa foto do pessoal da Nintendo formando a Triforce ficou sensacional), com detalhamento das faixas dos segmentos, o que é bastante incomum em concertos ocidentais. Porém, eu achei o texto meio pobre – poderia ser um estilo mais poético, inspirado nas fábulas do jogo. E fraco em informações em alguns casos. Por exemplo: “O concerto abre com o tema de Hyrule do jogo de Super NES A Link to the Past. Aprecie a atmosfera desse arranjo maravilhoso”. Além de a primeira frase ser extremamente redundante, considerando que a música e o jogo já estão especificados logo acima deste textículo, por que não dizer que a mesma faixa (não o mesmo arranjo) foi tocado no Orchestral Game Concert 1 no dia 15 de setembro de 1991, antes do lançamento do A Link to the Past (que ocorreria em 21 de novembro daquele ano)? Seria uma justa referência ao primeiro concerto que teve Zelda no repertório.

Repare que no programa há dois movimentos sinfônicos: “The Wind Waker Symphonic Movement”“Twilight Princess Symphonic Movement”, correspondentes aos dois últimos episódios lançados da série para consoles de mesa. Segundo Moore, a turnê que efetivamente começará em 2012 terá uma sinfonia de quatro movimentos. Fica a dúvida: faltou tempo ou já é uma vontade de renovar o repertório? Será meio chato que o álbum prometido pelo Shigeru Miyamoto na E3 2011 não inclua os dois movimentos que faltam (do Ocarina of Time e Majora’s Mask, talvez? Ou do Skyward Sword?). Em oposição aos movimentos que denotam uma densidade maior, a suíte com as melodias tocadas na ocarina e especialmente a suíte de temas curtos não tem muito pé nem cabeça. Só vale pela nostalgia.


De maneira geral, o concerto cobre bem a série, não se limitando aos temas do Koji Kondo. Kenta Nagata, Hajime Wakai, Toru Minegishi e Asuka Ota também estão creditados. Em termos de jogos, dá para dizer o mesmo. Além dos óbvios – o primeiro, A Link to the Past, Ocarina of Time, The Wind Waker e Twilight Princess –, foram lembrados o sempre pedido Majora’s Mask e o único dentre os diversos capítulos portáteis, Spirit Tracks. Sei que vou querer achar pelo em ovo nesse aspecto, mas se tem alguma coisa que é boa no Zelda II: Adventure of Link é a trilha sonora. Uma que fosse não faria mal. E depois desse concerto chego à conclusão que deve ser um dos poucos que gosta da “Dark Mountain Forest” do A Link to the Past.

Os links do set list abaixo são para uma milagrosa gravação da plateia do concerto nos Estados Unidos, oferecendo uma primeira impressão, que, para mim, foi positiva da qualidade dos arranjos. No YouTube tem alguns vídeos, só que a Nintendo já mandou retirar muitas gravações pelo que acompanhei.

Você vai reparar que há intensos gritos durante a execução das faixas. Incomoda ter peças tão belas atrapalhadas por manifestações fora de hora, coisa importada do VGL para o Play! e do Play! para a The Legend of Zelda 25th Anniversary Symphony. É simplesmente deplorável em um concerto com orquestra, algo que foi muito criticado nos relatos que li. Mais lamentável foi a declaração do produtor Jeron Moore sobre isso: “Quanto aos gritos, estou contando com isso! Se você não está gritando, poderíamos ter que medir a sua pulsação!” Que tivesse uma ambulância para os Zeldistas, não um incentivo para esse comportamento incompatível com a sonoridade de uma orquestra.

Por isso, torço para que o álbum, se não em estúdio, tenha sido gravado na apresentação japonesa (até porque o coral no Japão me pareceu o maior), porque tradicionalmente o público nipônico é mais tímido e acanhado, mesmo que esteja adorando a performance.

Peço desculpas por não trazer o detalhamento das faixas dos segmentos – um misto de preguiça e falta de tempo e paciência em decorrência das diferenças de tradução dos nomes, somada à inexistência dos álbuns oficiais de outras trilhas, como do Twilight Princess e Spirit Tracks. Ainda assim, espero destrinchá-los quando comentar o CD. Apesar de o programa não especificar os créditos dos arranjos, aquela foto compartilhada no Twitter revela que os números 12, 14 e 16 foram arranjados pelo genial (repito: genial) Kousuke Yamashita. Como já dito, o restante das partituras é do Chad Seiter. O primeiro bis foi um solo de piano do Koji Kondo, que se mostrou muito mais desenvolto do que no VGL 2009 no Japão.

Pela quantidade de relatos e comentários, a turnê de Zelda mostra que a Nintendo perdeu muito tempo. Só no aniversário de 25 anos aniversário promoveu um concerto dedicado à série, coisa que os contemporâneos Final Fantasy e Dragon Quest possuem há mais de duas décadas.

Parte I

01 – “Hyrule Castle Theme”
02 – “Princess Zelda’s Theme”
03 – “The Wind Waker Symphonic Movement”
04 – “Ocarina Melody Suite”
05 – “Boss Battle Medley”
06 – “Kakariko Village”
07 – “The Legend of Zelda 25th Anniversary Medley”

Parte II

08 – “Ganondorf’s Theme”
09 – “The Legend of Zelda: Selected Shorts Suite”
10 – “Gerudo Valley”
11 – “Hyrule Field”
12 – “Great Fairy’s Fountain Theme”
13 – “Twilight Princess Symphonic Movement”
14 – “The Legend of Zelda Main Theme Medley”

Bis

15 – “Grandma’s Theme”
16 – “Skyward Sword Main Theme”

[via Official Nintendo Magazine, Zelda Informer, Destructoid, Nintendo World Report, Gamemusic Garden, smame.jugem.jp, Nintendo Universe, OSV, The Bit Beacon]

Artwork do dia: Zelda Skyward Sword nem saiu – mas já tem fan art

por Claudio Prandoni
Provavelmente daqui um mês vou mudar de ideia, mas confesso que não estou nem um pouco empolgado com esse iminente Legend of Zelda: Skyward Sword.
A princípio, faltam o frescor e novidade que os últimos episódios conseguiram transmitir logo de cara, seja pelos seus gráficos, pela proposta mais madura ou coisa do tipo. O lance dos controles com o Wii MotionPlus até é maneiro, mas não acho que vai ser toda aquela revolução que a Nintendo pinta.
Enfim, enquanto a Big N vai tentando aí hypar a parada, achei pelas interwebz essa arte linda sobre o game – aliás, com estilo muito mais bonito do que o “cartoon cel shading sem graça” que ele tem de verdade. Veio direto do Pixiv.

“Game Medley” – Zelda, Tetris, Street Fighter II, Sonic e Mario (Game Music Brasil)

Por Alexei Barros

E então… Game Music Brasil. Durante o festival de músicas de jogos realizado 8 de abril, um dia antes do Video Games Live no Rio de Janeiro, foi apresentado um medley preparado especialmente para o evento. O autor do arranjo é o Lucas Lima, músico integrante da Família Lima que tem relação com videogames: além de jogador, chegou a compor as trilhas dos títulos para computador Winemaker Extraordinaire e Avalon desenvolvidos pelo estúdio nacional Overplay.

Como a performance foi da Orquestra Simphonica Villa Lobos, que executou toda a turnê brasileira do VGL em 2011, com imagens sincronizadas de jogos no telão, a miscelânea regida pelo Lucas Lima meio que serviu para mostrar, grosso modo, como seria um Video Games Live totalmente feito no Brasil, a não ser, claro, pela origem japonesa (e russa) dos jogos homenageados.

O problema é que… há muitos problemas. Por favor, sem indulgências ufanistas. Para começo de conversa, é aleatório a peça ter simplesmente o tema “videogame” ou “jogos que todo mundo conhece” ou ainda “jogos preferidos do Lucas Lima”. Repare que em todos os medleys que publiquei, amadores, pró-amadores ou profissionais, sempre teve um elemento comum: gênero, série, produtora, plataforma, compositor, mesmo que o número não apresente uma coerência e seja uma mera sucessão de melodias. Qual o sentido em juntar Mario e Sonic? Tetris e Street Fighter II? Já que foram somente cinco séries escolhidas (as quatro mencionadas e Zelda), preferiria pequenos segmentos para cada uma, em vez de um gigante, de 18 minutos.

Na maioria das mudanças de música, não há transições e sim vazios entre uma faixa e outra. Para mim, isso só é tolerável quando há o intento de recriar a experiência de jogo, afinal de contas a composição de fundo muda abruptamente de um cenário para outro em um Mario da vida.

Prova disso é abrir com “Overworld” de Zelda e pular para a “Type A” do Tetris logo na abertura. A parte que vem na sequência, do Street Fighter II, até que ficou interessante, porque “Title” e “Player Select” (bacanas as linhas graves nos violoncelos), que considero essenciais, não estão no “Street Fighter II Medley” do VGL, além da “Here Comes a New Challenger” e “Chun-Li Stage”. A lembrança de músicas não arranjadas anteriormente também salvou a seção seguinte, do Sonic: não há a “Special Stage” (bela nas cordas e flautas) na obra-prima “Sonic the Hedgehog: Staff Credits” do Richard Jacques. Só que a vinheta “Sega” instrumental perdeu toda a graça sem coral. O sentimento de novidade, apesar de tantos títulos famosos, repete-se com a fatia Mario, pela alusão ao vilipendiado Super Mario Bros. 2. De resto, nada de mais, com tantas interpretações melhores por aí, e o mesmo vale para as seleções do Ocarina of Time que fecharam o extenso medley.

A proximidade da organização do VGL fez com que o GMB importasse um dos pontos negativos (do meu ponto de vista) do afamado show-concerto: a gritaria. De novo, os berros de êxtase nostálgico são exagerados, mais pelo telão do que propriamente pelas lembranças das faixas. Como temia, o VGL deixou o público mal acostumado para apresentações com orquestra, nas quais se deve primeiro ouvir para depois urrar e aplaudir, não tudo simultaneamente, gerando uma salada de sons indecifráveis.

Em contrapartida, a execução abdicou do detestável subterfúgio do VGL: o playback, o que escancarou algumas deficiências:  a falta de sincronia (aqui, momento em que os violinos embolaram legal; ou aqui, instante em que o xilofone se perdeu) e desafinação (atente para os violinos) em alguns momentos. Estranhamente, a Villa Lobos, que, segundo o release do VGL, possui 43 integrantes, parecia estar representada por ainda menos gente pelo que se nota nos vídeos e nas fotos. Inclusive é possível ver uma violinista se assentar quando a performance já havia começado (repare na esquerda do palco). Mais autêntico que o VGL, mas carente de muito polimento.

- “Game Medley”

“Overworld” (The Legend of Zelda) ~ “Type A” (Tetris) ~ “Title” ~ “Player Select” ~ “Ryu Stage” ~ “Chun-Li Stage” ~ “Here Comes a New Challenger” ~ “Guile Stage” (Street Fighter II) ~ “Title” ~ “Green Hill Zone” ~ “1UP” ~ “Green Hill Zone” ~ “Stage Clear” ~ “Special Stage” ~“Green Hill Zone”“Boss” (Sonic the Hedgehog) ~ “Overworld” ~ “Underwater” (Super Mario Bros.) ~ “Overworld” ~ “Invincible” (Super Mario Bros. 2) ~ “Overworld” ~ “Underworld” (Super Mario Bros. 3) ~ “Overworld” (Super Mario World) ~ “World Clear” (Super Mario Bros.) ~ “Hyrule Field Main Theme” ~ “Zelda’s Theme” ~ “Great Fairy’s Fountain” (The Legend of Zelda: Ocarina of Time) ~ “Overworld” (The Legend of Zelda)

Game music em um concerto de música erudita, de graça, no Brasil


Por Alexei Barros

Apesar da quantidade imensa de jogadores de videogame, a cidade de Porto Alegre costuma ser deixada de lado nos eventos de jogos eletrônicos, haja vista o que disse há três anos (como o tempo passa!) o gaúcho (naturalizado argentino) Geraldo Figueras: “Do jeito que as coisas são em Porto Alegre, se o Nolan Bushnell viesse pra cá e ligasse um Atari 2600 em umas caixas amplificadas, eu já acharia o evento do ano.”

Quem diria que quatro dias depois da capital do Rio Grande do Sul entrar pela primeira vez na rota da excursão do Video Games Live, o que aconteceu na última quarta-feira, dia 12 de outubro, haveria uma orquestra tocando game music em um concerto de música erudita?

Será 16 de outubro, às 11 horas no Salão de Atos da UFRGS, com performance da Orquestra Sinfônica de Porto Alegre e regência do maestro Manfredo Schmiedt. Com entrada franca, o Concerto para Juventude trará no programa a Sinfonia nº 1, de Carl August Nielsen, História del Tango – Night Club 1960, de Astor Piazzolla, West Side Story – Selections for Orchestra, de Leonard Bernstein, e o segmento Play the Game – Clássicos do videogame. Com arranjo de Alexandre Ostrovski Jr., trompista da orquestra, o número trará faixas de Mario, Sonic, Zelda e Top Gear. Tudo bem que pode ser um pouco aleatório ter o videogame como elemento comum da peça – dou um desconto por game music não ser o foco principal do concerto. Também não colocaria Top Gear no mesmo patamar musical das outras séries, mas ficarei na expectativa de algum vídeo pintar no YouTube.

[via OSPA]

The Legend of Zelda 25th Anniversary Symphony: Kousuke Yamashita está envolvido nos arranjos

Por Alexei Barros

Como a divulgação do The Legend of Zelda 25th Anniversary Symphony está fragmentada, demorei um tanto para comentar todas as novidades confirmadas até o momento. O problema é que eu esperei demais para fazer o post…

Mas, enfim, digo o que foi dito de novo em relação à nota anterior:

- Além das apresentações em Tóquio (10/10) e Los Angeles (21/10), foi apregoado um concerto em Londres para o dia 25 de outubro no HMV Hammersmith Apollo. Ao que tudo indica, o programa inglês será similar ao americano. Interessante que, de uma hora para a outra, a Inglaterra passou de um país morto para espetáculos de games a muito ativo: 5 de novembro o Distant Worlds fará uma visita à mesma cidade.

- No site japonês, Mahito Yokota confirmou a presença de dois segmentos. A memorável “Gerudo Valley” de The Legend of Zelda: Ocarina of Time é uma boa escolha, porque, por incrível que pareça, a faixa jamais foi tocada em um concerto, e representa um desafio para orquestração satisfatória. Só chegou a ser arranjada por Ryuichi Katsumata para cordas no álbum The Legend of Zelda: Ocarina of Time Hyrule Symphony. O outro é um medley de temas de batalhas contra chefe, sendo que as faixas selecionadas foram mantidas em segredo. A única iniciativa similar é o ato IV. Battlefield do “The Legend of Zelda (Symphonic Poem)” do Symphonic Legends, o qual foi estendido em quatro minutos para o LEGENDS.

- De acordo com Yokota, a performance em Tóquio terá uma orquestra de 100 instrumentistas e um coral de 50 vozes, marca que, se não me falha a memória, não tem precedentes em concertos de games japoneses.

- E a novidade que mais me deixou empolgado é a informação da capa da partitura da sessão de gravações dos dias 23 e 24 de agosto em Seattle (imagino que para o prometido álbum) compartilhada pelo produtor Jason Michael Paul no Twitter: a participação de Kousuke Yamashita em três arranjos, complementando o trabalho de Chad Seiter. Para o Press Start, Yamashita fez a orquestração da “Metal Gear Solid 2 Main Theme” (2006) e os arranjos “Ys – Ys II” (2006 e 2008) e “Suikoden” (2009), este baseado na partitura da “Into a World of Illusions” do álbum Genso Suikoden Music Collection Produced by Kentaro Haneda. Isso entre os arranjos creditados, porque ainda não consegui descobrir todos. Ultimamente, pude comprovar a genialidade dele como compositor em diferentes mídias, como a assombrosa “The Awakening of Time” do Nobunaga’s Ambition Tendou (PC, Xbox 360 e PlayStation 3), a fantástica “Battle in Digital World” do anime Digimon Xros Wars ou a memorável “Embracing Hope” do filme Kurosagi. Não sei como a JMP Productions chegou ao nome dele, tampouco se os três arranjos farão parte da apresentação japonesa.

- Os mais atentos vão reparar também que a capa da partitura da foto credita apenas a composição ao Koji Kondo. Eu não desistiria tão cedo de ouvir músicas de outros compositores, como o Toru Minegishi, já que acontece com frequência em concertos de apenas o Kondo estar creditado, mesmo que outros tenham se envolvido na composição. Como, por exemplo, o “Encore (Currendo, Saltando, Ludendo)” no site do LEGENDS que resume faixas de diferentes autorais ao Koji Kondo.

[via GoNintendo]

The Legend of Zelda 25th Anniversary Symphony: turnê terá número de 18 minutos de Twilight Princess


Por Alexei Barros

Desde a E3 2011 não falei mais sobre a The Legend of Zelda 25th Anniversary Symphony, a turnê comemorativa da série que excursionará por Japão, Europa e EUA, mas provavelmente você foi mais atento que eu e não perdeu os detalhes. Relembro apenas o que já havia dito: a primeira apresentação acontecerá dia 10 de outubro, no Sumida Triphony Hall em Tóquio, com performance da Tokyo Philharmonic Orchestra e regência de Taizo Takemoto. Os ingressos só poderão ser adquiridos se antes você comprar o The Legend of Zelda Ocarina of Time 3D. Que coisa, não?

Agora as novidades apregoadas nesse meio tempo:

- Dia 21 de outubro ocorrerá uma apresentação em Los Angeles, EUA, no Pantages Theatre. Sem informações sobre orquestra e maestro.

- Embora o site nipônico da turnê seja diferente do americano, tudo leva a crer que a excursão inteira, em âmbito mundial (ou melhor, do hemisfério norte) e não somente as apresentações no ocidente como eu achava, é produzida pela Jason Michael Paul Productions. Sinceridade? Não sei por que a Nintendo o procurou, tendo em vista as inconstâncias do Play! A Video Game Symphony.

- Concluo assim, porque neste tuíte, Chad Seiter disse que ele e Koji Kondo são os arranjadores. Para quem não se recorda, Seiter é o responsável pelos novos números de Mario, Zelda, Metroid e Castlevania, entre outros, do Play! Apesar da boa impressão inicial da releitura vampiresca, achei as versões da Nintendo em um nível inferior. E outra: estranha a informação que o Kondo também vai arranjar, a não ser que ele, Seiter, faça a orquestração – não me lembro de arranjos para orquestra do Kondo. De toda forma, fico surpreso por Mahito Yokota não estar envolvido de alguma maneira como é o orquestrador número 1 da Nintendo. Talvez revelem depois.

- A única informação verdadeiramente empolgante e relevante é a revelação neste tuíte de que o segundo movimento do concerto será de um segmento enfocado no The Legend of Zelda: Twilight  Princess com 18 minutos. Essa extensão lembra alguma coisa? Symphonic Fantasies, Symphonic Odysseys? Aliás, o tempo é metade dos 36 minutos do Symphonic Poem de Zelda do Symphonic Legends, estendidos para 40 no LEGENDS. Vamos ver como será um número extenso que não é produzido na série germânica Symphonic. Não é só enfileirar várias músicas aleatórias como acontece nos medleys de orquestras amadoras que publico; para ser uma suíte é necessário que o segmento conte uma história, com começo, meio e fim, que seja cativante durante todo esse tempo e que mantenha um equilíbrio entre estilos de músicas.  Sabendo o quanto os concertos alemães demandam de ensaios, em apresentações únicas, realizadas no máximo no mesmo dia ou final de semana, fico com o receio por não haver tempo hábil para treinos, como se trata de uma turnê, ainda que poucas visitas tenham sido marcadas. Não contente em soltar a informação, o tuíte também linkou para uma imagem de uma janela de um software utilizado para o arranjo, corroborando a presença da “Midna’s Theme”.

Fico atiçado para mais novidades, só espero que a divulgação seja um pouco mais organizada com notas no site em vez de novidades no Twitter.

[via My Nintendo News]


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