Archive for the 'Zelda' Category



The Greatest Video Game Music 2: desfalcado, mas, ainda assim, um pouco aproveitável


Por Alexei Barros

Quando os concertos e álbuns orquestrados de game music começaram a se popularizar no Ocidente na década passada, eram poucos os nomes que se aventuravam nesse nicho. Hoje, entre tantas iniciativas amadoras e profissionais, a quantidade de produções deve ter triplicado. Dessa nova safra, destacam-se os álbuns The Greatest Video Game Music, cujo segundo volume foi lançado em novembro de 2012.

A track list a mim muito chamou a atenção. Castlevania, Street Fighter II, Sonic e Super Metroid são nomes que de cara me fazem arregalar os olhos. Mas… nem tudo saiu como esperado. Eu sempre disse aqui que a Nintendo e a Square Enix são as empresas mais chatas para liberar as licenças das músicas em coletâneas com jogos de outras produtoras, certo? Pois, se agora as duas não causaram nenhum problema – o álbum inclui faixas de The Legend of Zelda: The Windwaker, Luigi’s Mansion e Super Metroid da primeira e Final Fantasy VII, Chrono Trigger e Kingdom Hearts II Final Mix +  da outra –, desta vez foram as donas Capcom e Konami que deram para trás, conforme noticiado pelo IGN. Resultado: diferentemente do divulgado, nada de Castlevania, Street Fighter II e também Metal Gear Solid 3 no álbum. Muito estranho se considerarmos que o Video Games Live Level 2, lançado em 2010, tem músicas de Mega Man e Castlevania.

Elucidada essa questão (ou não, já que o motivo não ficou claro), a track list conta com um generoso número de faixas: 17, garantindo uma boa variedade de estilos, jogos e produtoras. Quanto às seleções de músicas, ao mesmo tempo em que o álbum foge de temas mais manjados, também tromba com as músicas mais mastigadas do universo. Por exemplo: a seleção mais óbvia do Skyrim seria a “Dragonborn”, não seria? Em vez disso, tem a “Far Horizons”. Kingdom Hearts: “Hikari” seria o mais lugar-comum. No lugar, há a “Fate of the Unknown”. Enquanto isso, o álbum traz novos arranjos da “One-Winged Angel” e a “Main Theme” do Chrono Trigger como se eles fossem necessários (até porque não superaram arranjos mais consagrados).

Outro problema recorrente, esse presente no primeiro álbum, é a inclusão de faixas já orquestradas em suas trilhas originais, como é o caso da citada “Fate of the Unknown”. Para quê? Por isso, vou me dar o direito de abordar apenas os números que julguei mais interessantes para serem comentados, infelizmente apenas 4 das 17 faixas: dois medleys inéditos e dois arranjos de faixas sintetizadas. Ah, pode parecer que dei preferência para os jogos japoneses, mas não parece não: dei preferência mesmo.

03 – “Legend of Zelda – The Wind Waker: Dragon Root Island”
Original: “Dragon Root Island”

Esta aí uma escolha totalmente fora dos padrões, tanto o jogo como a música, mas que faz sentido, como a faixa original era sintetizada. Começa no violão, depois vai para as cordas em toda a sua majestade. Mais para frente, o piano dá uma quebrada na música, quando parece entrar, creio, o som de um bandolim e, logo em seguida, um saxofone. As cordas retornam num crescendo até confluir no apoteótico retorno de todos os instrumentos. Se não é a mais estrondosa performance de Zelda, ao menos fugiu do básico – básico que já constava no álbum anterior, a batida “Legend of Zelda: Suite”.

07 – “Sonic the Hedgehog A Symphonic Suite”
Originais: “Title” ~ “Super Sonic” ~ “Casino Night Zone” ~ “Sky Chase Zone” ~ “Aquatic Ruin Zone” ~ “Hill Top Zone” ~ “Title” (Sonic the Hedgehog 2)

Considerando que o arranjo “Sonic the Hedgehog: Staff Credits” feito pelo Richard Jacques para o Video Games Live é, não tem jeito, insuperável, não precisaria nem tentar fazer algo melhor: bastava seguir para o Sonic 2. Mesmo que o nome da faixa não diga isso, a suíte abrange sim faixas da sequência. Só que quem fez o arranjo devia estar morrendo de sono: a peça é de uma monotonia ímpar, parada demais, nada a ver com a velocidade sugerida por qualquer coisa relacionada ao Sonic.

Vamos ver música por música. Depois da “Title” em uma rendição toda pomposa, surge não a “Emerald Hill Zone”, que seria a melhor escolha, mas a “Super Sonic” nos xilofones, nos clarinetes e nas flautas sem a metade da empolgação da original. Abruptamente (ruim a transição), nasce a “Casino Night Zone” muito suavemente, com acompanhamento da bateria e melodia tocada pelo clarinete e depois pelo trombone. Para dormir de vez, a “Sky Chase Zone” é tocada, quase parando. O solo de violino tristonho transita a suíte para a “Aquatic Ruin Zone”, quando você imagina já o Sonic chorando de tristeza. Inesperadamente, a percussão dá uma animada em um raro trecho com cara de Sonic, com direito a solo de saxofone e um baixo elétrico mais incisivo. Piano e xilofone alternam rapidamente na breve alusão à “Hill Top Zone” e, em um crescendo, a “Title” termina essa agonia. Além de sonífero, o arranjo ignora completamente a “Emerald Hill Zone” e a “Chemical Plant Zone”, que para mim são as mais icônicas do Sonic 2. Uma lástima.

09 – “Luigi’s Mansion: Main Theme”
Original: “Luigi’s Mansion”

Talvez para embarcar no anúncio do Luigi’s Mansion: Dark Moon e na representação do jogo no Wii U, o álbum resgata a música desse jogo que nunca foi orquestrada e provavelmente nunca apareceria em um concerto – se já é muito sonhar com Mario Kart, que é bastante popular, imagine Luigi’s Mansion. O arranjo me faz lembrar muito algum tema de desenho animado (da Disney?), deixando um clima de suspense e terror, mas, no fundo, fundo, tudo aquilo não passa de uma brincadeira, mesmo que sem o Luigi murmurando a música como na versão do jogo. Mas a coisa fica (um pouco) mais séria com o coral, que chega rasgando e depois volta em um momento grandioso da performance.

11 – “Super Metroid: A Symphonic Poem”
Originais: “Theme of Super Metroid” ~ “Opening (Destroyed Science Academy Research Station)” ~ “Brinstar – Red Soil Wetland Area” ~ “Maridia – Rocky Underground Water Area”“Theme of Super Metroid” ~ “Opening (Destroyed Science Academy Research Station)” ~ “Samus Aran Appearance Fanfare” ~ “Theme of Super Metroid”

Se antes só existia o medley do OGC4, de uma hora para outra, todo mundo quis apresentar um arranjo do Super Metroid, o que é curioso, pois poderiam também dar mais espaço para o primeiro Metroid e a trilogia Metroid Prime. Além do Symphonic Legends e LEGENDS (em arranjos diferentes, o primeiro do Torsten Rasch e o outro do Jonne Valtonen), recentemente a turnê Play! A Video Game Symphony também apresentou uma (boa) versão. Mesmo com essa fartura, ainda não dá para nem começar a falar de alguma saturação de Metroid, pois o jogo sempre ficou atrás de Mario e Zelda nos concertos (e ainda falta o Press Start mostrar o seu arranjo).

“Theme of Super Metroid” foi usada para abrir o poema sinfônico e não causa o mesmo impacto para quem já conhecia a versão do OGC4. Mas o trecho correspondente à “Opening (Destroyed Science Academy Research Station)”, na tela-título, é brilhante, com todos os ruídos fielmente reproduzidos e o clima de ficção científica estabelecido no ar. Muito sutilmente, em uma transição perfeita, essa faixa vai para a “Brinstar – Red Soil Wetland Area”, que cresce de uma maneira contagiante. Para dar aquela acalmada, nada melhor do que um tema de um ambiente aquático, e, nesse caso, o clarinete mergulha na “Maridia – Rocky Underground Water Area”. A harpa lembra a “Theme of Super Metroid”, o piano a “Opening (Destroyed Science Academy Research Station)” e a “Samus Aran Appearance Fanfare” anuncia a chegada da Samus, primeiro com as mulheres, depois os homens em uma rápida participação do coral e mais uma vez com as madeiras. Fechando o arco, tem a “Theme of Super Metroid” vindo com tudo. No fim das contas, é uma peça admirável, a que mais me agradou do álbum, conseguindo transmitir por meio da orquestra a alma sonora de Super Metroid. (É capaz que eu tenha me perdido ou me esquecido de alguma faixa e, caso você tenha reparado em um erro, por favor grite nos comentários.)

Soundtrack Cologne – East meets West: a vez de Star Fox e The Legend of Zelda: Twilight Princess

Por Alexei Barros

Mesmo que sem o mesmo impacto dos concertos alemães de Colônia como o Symphonic Fantasies ou o Symphonic Odysseys, o Soundtrack Cologne – East meets West, apresentação marcada para o dia 16 de novembro na mesma cidade, está ficando, a cada par de atualizações, mais interessante e fora do lugar-comum. Primeiro foi Journey e Turrican II, depois Xenogears e Unlimited: SaGa. Agora é a vez das confirmações nintendistas de Star Fox e The Legend of Zelda: Twilight Princess.

Quando disse “Star Fox”, entenda Star Fox, de SNES, e o Star Fox 64: o arranjo preparado por Jonne Valtonen, de nome “Toward the Celestial Sphere”, abriu o LEGENDS, versão revisada do Symphonic Legends mostrada na Suécia. Nenhuma objeção pela repetição. O único registro, e amador ainda por cima, está no YouTube e nem cobre toda a música. Já que o Soundtrack Cologne vai ser transmitido ao vivo via rádio, poderemos escutar, com qualidade infinitamente superior, esse segmento à moda de John Williams. Aliás, pela primeira vez na história, músicas da Nintendo serão veiculadas ao vivo em um espetáculo que não tem só músicas dela no programa.

A outra adição, do The Legend of Zelda: Twilight Princess, é a “Light Spirit”, que creio ser baseada no excerto do solo soprano do extenso “The Legend of Zelda (Symphonic Poem)”, também do Symphonic Legends e LEGENDS. Embora já a conheçamos, não deixa de dar variedade ao set list e, verdade seja dita, é um dos grandes momentos do segmento.

Com essa mistura de Square Enix e Nintendo no programa, fica no ar um gostinho de Orchestral Game Concert dos tempos atuais, já que a série japonesa de concertos era focada especialmente nessas duas empresas.

[via Facebook]

Press Start 2012 anunciado; supremacia portátil na primeira meia-dúzia de seleções

Por Alexei Barros

Vem ano, passa ano e chega essa época temos o quê? Anúncio de uma nova edição da série japonesa de concertos Press Start. Em 2012, isso aconteceu mais de um mês atrás, mas venho reparar essa falta. Para não ficar um post muito grande com todos os números do programa anunciados até agora, vou respeitar a ordem de atualizações em posts avulsos.

Como em 2011, serão três apresentações. As duas primeiras vão ocorrer em Tóquio no Bunkamura Orchard Hall dia 23 de setembro, às 14h00 e 18h30 locais, ambas com Taizo Takemoto na regência da Tokyo Philharmonic Orchestra. A última vai ser bem depois, dia 10 de novembro, em Nagoya, no Chukyo University Civic Center Cultural Hall. Takemoto voltará à condução, regendo a Nagoya Philharmonic Orchestra.

Como sempre há jogos japoneses recentes no programa, e a primeira rodada de atualizações serve quase como um parâmetro de tendências da indústria nipônica de games: quatro dos seis selecionados são de títulos para portáteis.

- “Save the Princess Famicom Medley”

Diria que a equipe organizadora do Press Start já foi mais criativa nas temáticas dos medleys – gostava especialmente dos que agrupavam jogos por gêneros ou produtoras. Neste segmento, a intenção é reunir músicas de jogos do Famicom que tenham o mote de salvar a princesa. Seria leviano dizer que são todos daquela saudosa geração dos 8-bit ou a maioria, mas, sem forçar a memória, dá para lembrar uma infinidade. Entre os títulos, temos “surpresas”, como Super Mario Bros. e The Legend of Zelda. Sinceramente, consegui compreender pouca coisa aproveitável do texto de revelação do Kazushige Nojima. A única informação, talvez não tão interessante assim, é que alguns desses jogos são conversões de arcades da época.

- Kid Icarus: Uprising: “Chapter 12: Wrath of the Reset Bomb”

Kid Icarus, o original de NES, foi tocado no bis em 2011, uma lembrança em virtude da iminência do lançamento de Kid Icarus: Uprising. O jogo do Nintendo 3DS veio, tirou 40/40 na Famitsu, a desenvolvedora Project Sora acabou e a trilha sonora é formidável. Não poderia ser diferente, considerando os envolvidos. Só a nata: Noriyuki Iwadare, Motoi Sakuraba, Masafumi Takada, Yasunori Mitsuda e Yuzo Koshiro. Dentre tantas músicas magistrais, a escolhida é assinada por este último, o Koshirão para os mais íntimos. A “Chapter 12: Wrath of the Reset Bomb” já é orquestrada por natureza e valerá a experiência para quem estiver lá in loco mesmo. Pelo pouco que entendi no texto do Masahiro Sakurai, a mente por trás do Uprising, ele enalteceu o fato de que a música muda de pegada ao longo das viagens aéreas. Para representar isso, a faixa selecionada não poderia ser melhor, porque parece que são umas cinco músicas em uma tamanha a variação de motivos na mesma peça. Confesso que, das que me recordo, a “Chapter 15: Mysterious Invaders”, também do Koshiro, foi a que mais me impressionou, mas poderia perder graça ao vivo sem os efeitos eletrônicos.

- Gravity Rush

Conhecido por Gravity Daze no Japão, o jogo do PS Vita acabou empolgando tanto o Shogo Sakai que ele quase se esqueceu de falar da trilha sonora no texto do anúncio. Como nenhuma música foi citada especificamente, tudo leva a crer que será um medley. O autor, Kouhei Tanaka, é pródigo em fazer faixas que misturam orquestra e banda não só em jogos (as trilhas da série Alundra são dele), como também em animes e tokusatsus. Inclusive ele é o compositor do Flashman, e a espetacular “Star Condor, Take off!!” mostra bem isso o que comentei da mescla de instrumentos. O número do Gravity Daze promete. Faixas boas não faltam: a faixa-título “Gravity Daze” (bela virada com a entrada da bateria), “Clearly Dangerous” (guitarras em destaque… e o que é aquele saxofone rouco?), “Trump Card” (a pompa, a glória), entre outras. O jogo inclusive já foi tocado no Video Games Unplugged: Symphony of Legends.

- God Eater: “God and Man Vocal Ver.”

Curioso esse jogo só aparecer agora, sendo que, no Japão, foi lançado em 2010. Apesar de não considerar a obra-prima do talentoso compositor Go Shiina, é uma boa escolha. Embora eu ache que seleção melhor, depois do Tales of Legendia, seria o Mr. Driller Drill Land. Mas uma coisa de cada vez. A canção escolhida é a maravilhosa “God and Man Vocal Ver.”, interpretada pela australiana Donna Burke, que havia cantado a “Heaven’s Divide” (MGS: Peace Walker) no Press Start 2010. De acordo com Masahiro Sakurai, a música foi usada em comerciais e até foi nomeada na categoria “Melhor canção original de videogame” no Music Award Hollywood 2010. Isso pode ser considerado uma façanha para uma composição japonesa, visto que esse tipo de premiação ocidental ignora o oriente, como se, atualmente, apenas compositores americanos e europeus fossem bons.

- The Legend of Zelda: Skyward Sword: “Skyward Sword Main Theme”

De novo Zelda, mas, pela primeira vez, Skyward Sword. Ainda na onda dos 25 anos da série comemorados no The Legend of Zelda 25th Anniversary Symphony, o Press Start 2012 vai mostrar a “Skyward Sword Main Theme” (aquela do trailer, da Zelda’s Lullaby ao contrário), executada como bis no concerto comemorativo. O maestro Taizo Takemoto, que assinou a revelação, foi quem regeu inclusive a apresentação no Japão da turnê. Muito legal isso tudo, só não entendo por quê, falando da Nintendo, a resistência às músicas de Metroid e Donkey Kong.

- Nora to Toki no Koubou: Kiri no Mori no Majo

Assim como o Super Nintendo, o DS possui uma safra gigante de J-RPGs nunca lançados no ocidente, o que também ajuda a criar a sensação nesta geração de que há uma escassez desse gênero que foi tão prolífico no PlayStation. Lançado em 2011, Noora to Toki no Koubou: Kiri no Mori no Majo é um RPG da Atlus o qual nunca tinha ouvido falar antes do Press Start 2012, mesmo constatando que a trilha sonora é criada pela Michiko Naruke, a compositora principal da série Wild Arms. As faixas têm estilo celta e, sabendo você que não me embeveço tanto com esse tipo de música (claro, sempre há exceções), ouvi a OST inteira, mas não arriscaria apontar uma que se destaque. Tá bom, uma vai: “Everyday Lifestyle”. Pela paz e serenidade, fica no ar um clima bem pastoral, do campo. Uma novidade? Não entendi o que o Shogo Sakai disse no site. De todo modo, foi uma boa seleção para dar variedade ao programa.

[via PRESS START]

Skyward Sword: o passado é conclusão em um Zelda que é bom, mas não é o melhor

Por Claudio Prandoni

Legend of Zelda: Skyward Sword é, sem sombra de dúvidas ou falsa humildade, o melhor jogo para Wii em 2011. Pudera, praticamente não tem competição: a Nintendona pisou feio no tomate nesta temporada e gastou mais tempo patinando com o 3DS e esqueceu do videogame branquinho.

Em minha opinião, porém, não se trata do melhor Zelda de todos os tempos, como pintaram a Edge, a Famitsu e um bocado de publicações a reboque pelo resto do mundo. De fato, não acho nem que seja um dos três melhores episódios desta longeva e sensacional franquia, mas ainda assim é um título decisivo, fulminante, que sintetiza o legado de 25 anos, celebrados nesta temporada e sela o destino da grife: daqui em diante tudo vai ser diferente.

Mais do que isso, PRECISA ser diferente.

Caso você não tenha jogado ainda e esteja preocupado com spoilers, vai na fé: nesta primeira parte vou procurar fazer minha análise sem entrar em detalhes que estraguem a brincadeira. Depois do salto interdimensional, porém (que será bem sinalizado, prometo), descasco sem dó a cebola, o que ajudará também a ilustrar minha tese de como Zelda: Skyward Sword fecha a conta, passa a régua e fecha uma longa cadeia de ciclos e tradições. Vamos lá!

Skyward Sword não renova, mas inova de monte nos controles. Zelda sempre foi sobre a experiência de interagir e mudar o mundo com suas ações e ferramentas, algo vivenciado de forma única e íntima por aqui.

Com o poder do MotionPlus e a experiência de cinco anos de estripulias com o Wii Remote, a Nintendo concebeu uma experiência ímpar: quase tudo que o jogador faz é feito igualzinho pelo herói Link e versa-vice. O golpe da espada é o mesmo balanço do jogador com o controle. Jogar a bomba ou rolar como bola de boliche? Tudo uma questão de escolha de movimento.

Manejar um chicote, girar artefatos, tocar uma harpa. Tudo é feito tal qual o herói na tela e isso gera uma satisfação enorme. Pessoalmente, associo muitos dos momentos marcantes do game a uma memória como a música do momento, a roupa que estou vestindo ou coisa do tipo. Skyward Sword consegue criar uma relação sem igual, em que a memória é exatamente igual – ou quase, vá lá – daquilo que o herói faz na tela.

Mas fico triste em dizer que para por aí a grande novidade brilhante de Skyward Sword. De resto é a mesma boa e velha fórmula de Legend of Zelda que, apesar de boa, já está velha e mostra sinais de idade. O game até tenta mascarar um pouco isso com uma engenhosa série de vai-e-vens por três áreas distintas que, sempre acometidas por novidades, mudam e transformam o desafio. Prova de game design inteligente e tal, mas confesso que fiquei de saco cheio e senti falta de maior variedade. O que era para ser uma verdadeira jornada épica acaba virando a maior treta do bairro, com Link fazendo pequenas quests de um lado para o outro.

Por outro lado, os controles também pecam com alguns excessos, como nos momentos de controlar um pássaro como meio de transporte ou nadar. Nestas ocasiões o uso do sensor de movimento do Wii Remote fica tão intuitivo quanto usá-lo como volante em Mario Kart, mas vem ao custo da precisão que acostumamos a ter nos direcionais e alavancas dos controles. Talvez, a inclusão da opção de escolha de controle em alguns momentos pudesse ter resolvido o problema.

Ainda há outros velhos clichês que teimam em não evoluir: a verborragia absoluta durante toda a aventura, com personagens entoando explicação atrás da explicação (às vezes até para coisas que você já sabe fazer!) e um sem número de diálogos vazios que só fazem aumentar o tempo de jogo – e nada mais. O visual parece sofrer crise de identidade também, ficando num meio termo do estilo realista de Twilight Princess, mas com o colorido absoluto à la desenho animado de Wind Waker. Na dúvida entre um e outro, ficou no meio do caminho e não me agradou. Prefiro a convicção sombria e exótica do Twilight ou a animação vibrante de Wind Waker.

Enfim, de maneira geral, Skyward Sword soa como um remake de uma velha e agradável experiência: tudo soa muito familiar, a sucessão de fatos é pra lá de previsível, mas com controles bem mais bacanas e uma ou outra firula inútil – como os sistemas de upgrades de armas e criação de poções, os quais não usei em nenhum momento para terminar o game.

Bom, paro por aqui de destilar minha tristeza e agonia com Skyward Sword. Vale o bordão: não é um jogo ruim, pelo contrário, é uma excelente produção. Contudo, frente a outros peso-pesados como Ocarina of Time, A Link to the Past, Twilight Princess e Wind Waker faltou feijão para este aqui fazer mais bonito e marcar mais época.

Daqui em diante vou entrar em spoilers super spoilerentos que podem zoar totalmente sua experiência caso você leia sem querer. Então, se você já terminou Skyward Sword ou não se importar em saber mais sobre sua história vá em frente – caso contrário marque aí na sua agenda para ler o resto do post depois que zerar o jogo!

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“Great Fairy’s Fountain Theme” (The Legend of Zelda: A Link to the Past – The Legend of Zelda 25th Anniversary Symphony)

Por Alexei Barros

A Nintendo liberou mais um vídeo da gravação do CD The Legend of Zelda 25th Anniversary Symphony na Bastyr Chapel, em Kenmore, Washington. Assim como a “The Legend of Zelda Main Theme Medley”, o arranjo da “Great Fairy’s Fountain Theme” é do Kousuke Yamashita. E não é nenhuma surpresa a competência das releituras orquestradas dele para quem já ouviu alguma das composições geniais do talentoso japonês.

Eu queria entender por que a “Select Screen” (como é originalmente intitulada) do The Legend of Zelda: A Link to the Past pôde ficar tanto tempo sem um arranjo oficial. E não falo isso pela primeira vez, uma vez que a faixa foi adicionada para o bis do concerto na Suécia LEGENDS na versão que ficou conhecida como “Healing”, em mais um belo trabalho do finlandês Jonne Valtonen. Nem vou me arriscar a comparar como não há gravação oficial dessa.

Só sei que o arranjo do Yamashita ficou esplêndido, simplesmente arrepiante. Como o timbre da sintetizada sugere, a harpa reproduz a singela melodia. O detalhe é que são duas, criando um efeito mágico. A flauta pede licença, alternando com o oboé. Parece impossível, mas a música fica melhor na entrada do coral e das cordas. A dupla de harpas volta a se destacar, terminando com as cordas.

Não precisa de mais nada.

Conseguindo Zelda III: olhando para o céu

Por Claudio Prandoni

Passaram quase cinco anos e… cá estou de novo destilando armagura e ansiedade por um novo episódio canônico da série Legend of Zelda. Desta vez, na real, nem tenho muito do que chiar: já recebi no trabalho o Skyward Sword e estou avançando na brincadeira – e ainda com opiniões divididas.

De qualquer maneira, o game sai oficialmente no próximo dia 20 de novembro e aqui no Brasil ainda não tem data definida. Muitas lojas anunciaram para o próprio dia 20, mas já é possível ver variações de 25 a 30 de novembro.

Mas já estou enrolando demais: se você é fã, sabe que Zelda Skyward Sword terá edição especial, com um controle Wii Remote dourado e um CD com músicas orquestradas da franquia.

A parada chega aqui em Terras Brasilis? Sim, chega sim!

Vai ser fácil descolar? Provavelmente não.

Garanti a minha comprando online, mas já esgotou por lá. O lance é dar uma olhada – e rápido! – pra garantir em alguma outra revenda. O preço é salgado, cerca de 250 reais, mas o jogo é bacana, o controle vai virar item de colecionador e o CD acaba sendo uma rara chance de ter um CD bacana de game music oficialmente aqui no Brasil, não é, Alexei?

Ficadica então, zeldistas.

Skyward Sword inclui CD promocional baseado na turnê de Zelda; primeira apresentação de 2012 confirmada nos EUA


Por Alexei Barros

É tanto Zelda, tanta bruxa… bom, houve o tempo em que foi tanto Final Fantasy. Para você não se perder com a enxurrada de informações, separarei em tópicos:

- The Legend of Zelda: Skyward Sword, o jogo tido por muitos como o responsável pelas pessoas ainda não se desfazerem do Wii (não é o meu caso; tanta coisa para jogar de GameCube ainda… =(), será lançado nos EUA dia 20 de novembro. Alguns veículos brasileiros, como o UOL Jogos, já receberam o jogo, confirmando que o bundle da edição limitada inclui um Wii Remote Plus dourado e o disco promocional The Legend of Zelda 25th Anniversary Symphony – Orchestra Concert Special CD. Também existe uma versão normal que inclui o CD, mas não vem com o controller.

- O álbum é baseado no programa da turnê que já passeou por Tóquio, Los Angeles e Londres com oito das 16 faixas do set list – ou seja, apenas uma seleção de segmentos do repertório. A vantagem do disco, considerando os gritos que aconteciam durante a execução das músicas nos espetáculos ocidentais, é ter sido gravado em estúdio, ou melhor, na Bastyr Chapel, em Kenmore, Washington nos dias 23 e 24 de agosto (como comprova aquela foto).

- A Nintendo inclusive liberou um vídeo da gravação do “The Legend of Zelda Main Theme Medley”, que corresponde ao 14º número do set list da turnê, com “Title” e “Overworld” do primeiro Zelda e “Title” (estranhamente não mencionada no encarte) e “Overworld” do A Link to the Past. A regência é da maestrina Eímear Noone, a mesma das apresentações em Los Angeles e Londres. Se os créditos naquela foto não estiverem errados, o arranjo é do Kousuke Yamashita.

- Em 2012, a The Legend of Zelda 25th Anniversary Symphony continuará, mas rebatizada de The Legend of Zelda: Symphony of the Goddesses, excursão por enquanto restrita aos EUA. A primeira apresentação foi confirmada para 10 de janeiro, em Dallas, com a Dallas Symphony Orchestra sob a batuta da Eímear Noone. A maior novidade será a inclusão dos dois movimentos para se somarem às duas já mostradas, do The Wind Waker e do Twilight Princess. Só não precisava o site da Dallas Symphony Orchestra dizer que “The Legend of Zelda: Symphony of the Goddesses será o primeiro concerto de games a apresentar uma sinfonia completa de quatro movimentos”. E o Symphonic Fantasies?

Agradecido ao Felipe Carettoni pelas informações do CD e ao Thales Nunes Moreira pela dica do vídeo.


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