Lembro até hoje de quando joguei Final Fantasy Tactics pela primeira vez. Meio no embalo de Final Fantasy VII – que me fez comprar um PSone – dei chance pro Tactics, sobre o qual eu não tinha a menor ideia do que se tratava.
Recordo com carinho do quanto me marcou a linda música do vídeo de demonstração, que só ficou ainda mais bacana no remake para PSP, que ganhou o subtítulo War of the Lions. É essa mesmíssima versão, que tem cenas animais em anime, que chegou há poucos dias para iOS – vulgo iPhone, iPod e iPad.
Fica aqui um segredo: nunca terminei FFT. Por duas vezes joguei e travei no momento em que o Wiegraf enfrenta sozinho o protagonista Ramza e depois vira um monstro-ovelha feioso. Dizem que essa versão pra iOS é meio chatinha de jogar pelos botões e letrinhas pequenas, mas vou estar tentando dar uma chance mesmo assim.
Enquanto isso, que tal curtir essa lindíssima abertura aí no vídeo acima?
Esta semana sai sorrateiramente um instigante, porém pouco alardeado título para Nintendo DS.
Em uma época em que grécia antiga relembra apenas a violência fantástica e exuberante de God of War e o filme 300, é interessante ver uma abordagem do mesmo assunto mais focada no enredo como acontece em Glory of Heracles.
Sexto da série e quinto da linhagem principal, este Glory of Heracles é o primeiro a sair no ocidente, preenchendo essa lacuna existente desde o já longe ano de 1987, quando saiu o primeiro game para NES.
Além de buscar inspiração em várias, várias histórias da mitologia grega, a franquia chama atenção por ser um dos primeiros trabalhos de Kazushige Nojima, roteirista que não prima muito por um bom estado odontológico, mas arrasa ao bolar enredos. A carreira amanheceu em Glory of Heracles, mas hoje em dia o cara já ostenta orgulhoso as histórias de vários Final Fantasy e Kingdom Hearts, incluindo FF VII e praticamente todos os filhotes dele.
O mais bacana é que o cara não abandona a cria e assina também a história deste novo Glory of Heracles. Aliás, não se engane com o nome: o fortão Hércules (que não é o Kevin Sorbo) é apenas coadjuvante da parada, visto que o herói mesmo é um carinha sem memória cavaleirinho básico de RPG. O que me leva a outro ponto: Glory of Heracles é RPG classicão japonês, com batalhas por turno, muito blablablá e coisa e tal. Confesso que parece enfadonho, mas acho que o ponto forte vai acabar sendo a história, o que para mim já deve ser o suficiente para prender a atenção.
Aproveitando, já poupo o maestro Alexei do post musical: o compositor do jogo é Yoshitaka Hirota. Como compositor ele possui poucos trabalhos notáveis, destacando-se principalmente pela série Shadow Hearts e DK Jungle Climber, mas na função de programador de efeitos sonoros tomou parte em obras memoráveis da Squaresoft (sim, Squaresoft), como Final Fantasy VI, VII e VIII, Seiken Densetsu 3, Parasite Eve, o fantabuloso Super Mario RPG e os além-do-bem-e-do-mal Chrono Trigger e Chrono Cross.
Lá fora, nos terrenos gringos, a Nintendo foi criativa e temática e mandou os cartuchos de teste para a imprensa em um simpático Cavalo de Tróia feito de papel, bem parecido com o que aparece no game. Duvido que isso role por aqui, mas seria bacana se as lojas tivessem cavalinhos como esse como preças promocionais.
Os trailers ocidentais não são tão bons, então coloco o extenso vídeo japonês que dá uma noção básica melhor da brincadeira – ou ao menos agrada com os muitos trechos em anime. Será que eles estão no cartucho também?
Tenho o Fire Emblem: Path of Radiance (nome bonito, não?) do GameCube e mal consegui me aventurar.
No Shadow Dragon, de DS, fui bem adiante, mas a apaixonante e intrincada elegância do sistema de combate passaram a consumir do meu dia mais do que eu podia oferecer.
Fica aqui a homenagem e lembrança na forma desta artwork com a princesa Eirika, que por sua vez reverencia a pintura Napoleão cruzando os Alpes, de autoria do pintor francês Jacques-Louis David (essa aqui do lado, ó).
O pessoal do TheSpeedGamers começou uma maratona de Final Fantasy (I ao XII) com a meta de arrecadar 20 mil dólares para a instituição Act Today!, que cuida de crianças autistas. A galera iniciou a jogatina na sexta-feira, dia 17 de julho, e deve prosseguir até a sexta que vem (24). O bacana é que dá para acompanhar os caras jogando e mandar perguntas àqueles que esperam por sua vez ao controle.
Não é que estou sem nada para fazer, mas há algum tempo estou seguindo os trutas do TheSpeedGamers nessa fria tarde de domingo. Mais detalhes no blog e no twitter deles.
É incrível que entre tantas notícias grandiosas da E3 2009 acabo sempre me empolgando mais com as revelações menos comentadas. A notícia ocorreu durante o evento, e foi pouco propalada. Eu gostei do anúncio.
No Japão, há dezenas de séries de RPG que nem passaram por aqui ou apenas fizeram rápidas visitas, como é o caso de SaGa e Fire Emblem. Mas há muitas outras. Acabo inevitavelmente descobrindo por causa da trilha sonora ou pelo envolvimento de designers famosos. E uma dessas é Heracles no Eikou, Glory of Heracles em inglês, que existe há 22 anos (completos dia 12 de junho) e possui seis jogos – para variar, foi o Fabão Santana que me apresentou tal obscuridade. Originalmente da Data East, a série baseada na mitologia grega parecia enterrada com a falência da produtora, mas a Paon, formada por dissidentes da Data East, adquiriu as propriedades intelectuais da franquia e resolveu ressuscitá-la no DS com o capítulo que marcará a estreia no ocidente. Era uma localização que dava não como improvável, mas impossível.
Por que ficar atento para o lançamento? O jogo inicial, ainda para Famicom, foi um dos primeiros com o roteiro de Kazushige Nojima, que viria a se consagrar nos trabalhos para a Square, como os entrechos de Final Fantasy VII, VIII, X e da série Kingdom Hearts, para não falar do modo Subspace Emissary de Super Smash Bros. Brawl. Aliás, Nojima esteve envolvido nos demais e neste episódio para DS. A título de curiosidade, além de participar da composição do quarto capítulo da série, Shogo Sakai, que se projetou na gigantesca trilha de Mother 3, arranjou e regeu a performance do medley “Memories of Atlantis ~ Beyond the Horizon ~ Battle with the Goblins” no Orchestral Game Concert 5. Lembro, mais uma vez, que atualmente ambos estão envolvidos na produção da série de concertos Press Start ~Symphony of Games~, então não estranhe se um dia Glory of Heracles surgir no set list de alguma edição. Pena ele não ter assinado as músicas desse jogo de DS – Yuichi Kanno e Yoshitaka Hirota fizeram a trilha.
A relação completa dos episódios da série logo abaixo. Os dois jogos 16-bits também saíram no Virtual Console japonês.
1987 – Toujin Makyou-den Heracles no Eikou (Famicom)
1989 – Heracles no Eikou II: Taitan no Metsubou (Famicom)
1992 – Heracles no Eikou III: Kamigami no Chinmoku (Super Famicom)
1992 – Heracles no Eikou: Ugokidashita Kamigami (Game Boy) [spin-off]
1994 – Heracles no Eikou IV: Kamigami kara no Okurimono (Super Famicom)
2008 – Heracles no Eikou: Tamashiu no Soumei (Nintendo DS)
O Fabão já twittou esta dica, mas não custa reforçar: como comentei no post de publicidades falsas de Mega Man 9, o pessoal do fórum NeoGAF se empolgou e começou a fazer também o mesmo com Persona 4.
Atualmente a onda está em Mirror’s Edge – publico as artes hoje mesmo.
Minha experiência com a série Star Ocean não é das mais abrangentes. Limito-me apenas a ter terminado – e gostado muito – do segundo episódio, The Second Story, quando saiu em 1999 na versão ocidental para PSone.
A impressão foi das melhores, mas nunca me animei empolgadamente a me aventurar no terceiro capítulo, Till the End of Time, ou qualquer outro – como o original de SNES ou o episódio paralelo de Game Boy Color.
Ainda assim, tenho boas expectativas em relação a The Last Hope, quarto e supostamente último capítulo da franquia.
Antes ela era da Enix, hoje – rá! – é da Square Enix e isso envolve todo o tratamento periférico concedido às séries da casa. Por exemplo, a linha Play Arts. A gigantesca colossi dos RPG anunciou dois bonecos do iminente jogo por enquanto ainda exclusivo de Xbox 360. Escolha óbvia: tratam-se dos protagonistas, o loiro Edge Maverick e a mocinha anime Reimi Saionji.
Saem em março e cada um custará cerca de 28 dólares.
Não sei para vocês, mas a mim se assemelham a personagens de Kingdom Hearts misturados com Final Fantasy XII.
Algo me diz que 7th Dragon será um jogão. Não garanto que vou jogar porque a localização ainda é incerta nos Estados Unidos. Com certeza escutarei a trilha do Yuzo Koshiro ao menos. Nesse trailer, o mestre polivalente nos agracia com músicas, para variar, fantásticas. A que começa em 0:32 e percorre até o final já estou sonhando com a orquestração.
Aproveito o ensejo para avisar que o pacote do lançamento japonês, que acontece dia cinco de março, inclui o CD promocional 7th Dragon Limited Soundtrack fragment. Ou seja, em breve poderemos escutar parte da nova empreitada Koshiriana.
Contemple as CGs formosas e as músicas. Mas não se assuste com a inscrição charactor (sic) designer.
Ou seria uma dica slimenta melequenta? De qualquer maneira, Fabão ultimamente tem sido um cara aturdido pela péssima qualidade sonora com que aprecia os álbuns de game music mais irados do momento.
Enquanto maestro Barros desfruta de tecnologia WiFi sem fio wireless de altíssima qualidade 512kbps em casa – e o tão genial quanto Hitzman executa as obras magnas de Uematsu, Sugiyama e Koshiro sozinho, sozinho, sozinho no piano – nosso caro amigo Santana é obrigado a aguentar um estilo de vida gamer em qualidade AM.
Mas, espere! Seus problemas acabaram! Com a novíssima Dragon Quest IX Slime Speaker Stand você poderá apreciar todos os requintes e acordes da game music em altíssima definição sonora no conforto do lar, mestre!
Não vacile e adquira já este item que representa o pináculo da tecnologia humana em termos de audições auditivamente sonoras – que ainda por cima é também um elegante suporte para o seu Nintendo DS Lite. Tudo isto pela bagatela de 3,816 ienes – o equivalente a apenas 42.65 dólares.
PS.: Será que rola uma porcentagem de participação nos lucros da Squenix?
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