Archive for the 'Retrô' Category

Out There Somewhere e Oniken: o Brasil tem excelentes jogos indies

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Por Claudio Prandoni

Já que o escolástico Hitz tem desfilado por aqui algumas pérolas indígenas indies, faço questão aqui de deixar dois pitacos, ambos para PC.

O primeiro deles é o Out There Somewhere, primeiro jogo completo lançado pela galera do estúdio Miniboss e que apresenta um delicioso jeito retrô de ser.

A premissa remete a antigas aventuras 8-bit, partindo direto para a ação, sem enrolar demais – e com direito até a uma homenagem ao inebriante meme All Your Base Are Belong To Us.

A mecânica, porém, tem tempero de Portal, com uma arma muito doida de teletransporte aprontando mil e uma confusões do barulho. Confira com seus próprios olhos no empolgante trailer abaixo.

Mais informações e métodos de compra você encontra no site oficial.

O outro petardo é bem recente e absurdamente empolgante também. No forno há alguns anos, Oniken resgata também um estilo 8-bits, trazendo de “brinde” a dificuldade lazarenta daquela época.

Como a própria galera do estúdio Joymasher, a produtora do game, diz: é uma dificuldade ao estilo NES. Ou coisa do tipo.

Para entender, vale também assistir ao trailer ou ir logo baixar a demo, que traz duas fases completas. Novamente, mais detalhes sobre a parada e como comprar estão no site oficial.

Vale notar, os dois jogos estão também no Desura, que é tipo um Steam, ou seja, um serviço de download de jogos, mas focado em produções independentes.

Do baú da sala de save: Resident Evil do Game Boy Color pode sair na interwebz

Por Claudio Prandoni

Antigamente, na era quase mesozóica das revistas, a parte de prévias delas eram minha principal fonte de informações com relação a novidades.

Lembro com nostalgia de títulos com espaços mínimos nas publicações que acabaram virando megatons, a exemplo o primeiro Smash Bros., mas principalmente dos games que acabaram cancelados. O Castlevania de Dreamcast é um dos primeiros que saltam à mente, mas há os da franquia Resident Evil que recordo com carinho.

Em primeiro lugar, há o sempre mítico Resident Evil 1.5, versão descartada de RE2 que já tinha o Leon como policial, mas no lugar da Claire trazia uma motoqueira loira chamada Elza Walker.

Outro é o port do primeiro Resident Evil para – pasmem! – o Game Boy Color. Claro, de maneira geral a apresentação era pra lá de precária, mas parecia que o lance daria conta do recado, em plena época em que gráficos 3D era mais magia do que tecnologia nos videogames portáteis.

Pois bem, parece que em breve finalmente teremos de chance de testar essa traquitana da Capcom: um cara do fórum Assembler Games diz ter descolado uma ROM jogável do game, que ele pretende disponibilizar publicamente se arrecadar 2 mil dólares em doações.

O ótimo site Resident Evil SAC (dica do bróder Kadu) tem os detalhes do que aparece ou não – ou mais ou menos – na tal ROM. Confere lá!

De minha parte, já fico extremamente empolgado. Adoro virar e revirar os baús da memória e esses jogos que poderiam um dia quem sabe talvez vai saber ter virado algo sensacional.

No vídeo abaixo dá pra ver um pouco da bruxaria feita parcialmente. Claro, para os padrões de hoje é absurdamente tosco, mas eu teria desembolsado algumas dezenas de réis nessa brincadeira fácil se tivesse mesmo saído.

Marketing, tretas e um ouriço alucinante: veja o documentário Birth of Sonic completo aqui

Por Claudio Prandoni

Lembra outro dia quando falei de um tal documentário sobre o Sonic, que vem na edição especial do Sonic Generations?

Almas digitais tiveram a bondade de capturar esse Pokémon vídeo, chamado Birth of Sonic, e colocar a íntegra no YouTube.

São quase 40 minutos de uma história fascinante com alguns highlights:
- a estratégia de marketing ousada, com comerciais tirando sarro da Nintendo e que foram direto para a TV – e só passaram uma noite, já que depois a Nintendo mandou tirar essas paradas
- as tretas entre Sega Japan e Sega of America, sobre como adaptar o ouriço pro mercado gringo
- a revelação bombástica na CES 91
- as dificuldades de Masato Nakamura de criar músicas para um jogo do qual ele só tinha visto fotos

E por aí vai. Todas as figuras importantes estão lá: o farsante Yuji Naka, Naoto Oshima, Masato Nakamura, mó galera da equipe de marketing da Sega e até o Peter Morre, que capitaneou a Sega of America na época do lançamento do Dreamcast e Sonic Adventure.

Caso você seja fã do herói ou da história do videogame de maneira geral, é um programa imperdível. Prepare a pipoca, deixe para carregar na melhor resolução e curta esse passeio pelas origens do Sonic.

Last Bible III: 16 anos após o lançamento do jogo, a trilha original em CD


Por Alexei Barros

‘Last o quê?’ você se pergunta. Calma. Pude fazer duas constatações: o montante de álbuns lançado em CD é muito pequeno diante do total de jogos com trilhas memoráveis e existem muitos RPGs 16-bits além do mundo quadrado da Square – isso vale mais para mim, que sempre privilegiou a produtora.

Cavoucando pérolas perdidas naquela lista das 700 melhores composições eleitas por japoneses me deparei com a faixa em 441º lugar: “Devil Forest” do Last Bible III. A OST não tinha sido lançada e só encontrei o arquivo “.rsn” no SNESmusic.org. Fiquei surpreendido. Pela quantidade de boas composições, com um jazz altamente cativante. Não muito tempo depois o melhor foi saber da publicação da Last Bible III Soundtrack dia 5 de outubro de 2011. Com o selo da SuperSweep, o álbum é parte da série “Game Music Discovery”, que procura resgatar trilhas de jogos obscuros que não foram publicadas na época, mesmo que tardiamente. No ano passado inclusive saíram Megami Tensei Gaiden Last Bible Soundtrack e Megami Tensei Gaiden Last Bible II Soundtrack – muito boas, por sinal.

Last Bible é uma saga de spin-offs da longeva série Megami Tensei da Atlus. Os dois iniciais foram lançados primeiro para Game Boy e depois para Game Boy Color somente no Japão; o primeiro chegou a ser localizado nos EUA com o título Revelations: The Demon Slayer. Com o dedo da Sega, o Game Gear teve um port do capítulo original e uma sequência exclusiva, Megami Tensei Gaiden: Last Bible Special. Toda essa confusão só para ilustrar, porque o jogo que interessa é o Last Bible III, o único da série para um console de mesa, o Super Famicom. É de 1995, mesmo ano de Chrono Trigger, Yoshi’s Island e Donkey Kong Country 2. O compositor é o obscuro Hiroyuki Yanada, que, com o mais desconhecido ainda Iwao Mitsunaga, criaram a trilha dos jogos de Game Boy lançadas em CD.

Não que você tenha se interessado, mas em caso de curiosidade passe pelo vídeo abaixo.

Não me contive e destaquei as músicas que mais me agradaram acompanhadas por breves comentários, com a vã esperança de que minhas palavras despertem o seu interesse por essa trilha tão pouco comentada (a não ser pelos mestres hardcore do fórum do Soundtrack Central).

1-10 – “Hometown”

Não dá vontade de sair da cidade natal com uma música dessas: enquanto o violão confere um clima de calmaria, algo que se aproxima de uma sanfona deixa o ambiente mais convidativo. Quando há o teclado, o baixo se engrandece.

1-19 – “Hill”

O que parece ser um sax sintetizado no começo embala uma melodia bastante simpática, que não cansa de ouvir na exploração.

1-29 – “Harry”

Pura animação na música que apresenta timbres que imitam piano especialmente, com algumas flautas eventuais.

1-25 – “Bullton Tower”

Sombria, parece pouco melódica até que surge o inesperado com o timbre indefinido em relevo. Mas o que mais impressiona é a simulação de diversos instrumentos de percussão.

1-26 – “Battle II”

Pense só na alegria que deve ser a batalha no jogo: melodia animada que está mais para uma fanfarra de vitória do que tema de batalha.

1-35 – “Val Ship”

O mistério está no ar. Grande variedade de timbres e camadas melódicas. Mesmo que a qualidade do SNES tenha ensejado composições até mais complexas, sempre impressiona uma faixa com tamanha qualidade.

1-39 – “Red Owl”

Uma espécie de órgão serve de base para dois timbres típicos de instrumentos de sopro mostrarem a que vieram.

2-01 – “Megalopolis”

Pelo nome, a primeira lembrança é do SimCity… nada a ver. De novo sax sintetizado e melodia agradável.

2-06 – “Shark Ship”

Se você achava que as coisas estavam muito calmas… ouço ressonâncias de Streets of Rage nas linhas de baixo ou viajo na maionese?

2-11 – “Gafi Service”

Praticamente um ska, com uma guitarrinha típica e o teclado comandando a faixa animada.

2-14 – “Flara Flower”

Faixa climática, com um baixo fenomenal e uma melodia bacana.

2-18 – “Felest Tower”

A batida é a que mais empolga. Uma breve variação dá um clima meio… alienígena?

2-20 – “Devil City Usher”

A faixa inicia como um jazz preguiçoso, com um solo de flauta. O timbre que parece uma gaita se põe à frente, seguido por assobios. O acompanhamento é da bateria e de um contrabaixo acústico – dá para sentir a típica sonoridade das cordas sendo dedilhadas.

2-21 – “Devil Forest”

Não podia ter ficado de fora. Batida misteriosa de bateria, sons de flautas e assobios esparsos. Passa ou não passa a sensação de uma floresta?

2-22 – “Battle IV”

Tema de batalha bastante atípico, com baixo, bateria e um timbre que parece imitar um vocal. Empolgante.

2-24– “Field II”

Se você não gostou de nada até aqui, espero que mude de opinião com esta. Uma música que instiga a exploração… ao menos foi o que o nome da faixa me induziu a pensar.

2-26 – “Battle With Alec”

Provavelmente a minha favorita, pela levada, de novo, Streets of Rage, com timbres graves e batidas marcantes. Quem poderia imaginar que seria o tema de batalha de um RPG?

2-34 – “Sky Wing”

De novo baixo e bateria se destacam, com uma melodia que cresce em empolgação – sensação que se estende ao ouvir toda a trilha do Last Bible III.

Ultimate Retro Running Race

Por Alexei Barros

O vídeo abaixo nos faz imaginar como seria uma corrida com alguns dos mais importantes personagens da saudosa era 16-bits, muito provavelmente obra de um seguista pela ênfase ao Sonic (o nome  dele é Steve Williams). Impressiona a maneira com que os sprites correm e interagem sem nenhuma modificação drástica de como eram nos jogos originais.

[via Joystiq]

“Hudson Medley Second Movement” – (FCB 9th Live)

Por Alexei Barros

Mesmo que ninguém tenha se manifestado, muito possível que alguém sentiu a falta de alguns jogos importantes da Hudson no “Hudson Medley First Movement” da Famicom Band publicado dias atrás. Mais notoriamente, Bomberman e Adventure Island.

Não deu outra. Na segunda parte, os dois jogos foram selecionados para a miscelânea, ambos com encenações hilárias dos verdadeiros artistas que são os integrantes da FCB. O obscuríssimo Ninja Hattori Kun: Ninja wa Shuugyou Degogiru no Maki, lançado em 1986 para Famicom também foi lembrado, sendo este um jogo baseado em um mangá que até originou um anime e um filme live action. E se no primeiro vídeo tinha Star Force, agora há Star Soldier, e quando seria possível imaginar que uma pessoa seria capaz de reproduzir os tiros da nave no palco?

Depois do Hadouken as amostras em vídeo do quarteto de títulos selecionado e a performance com arranjo simples, mas de grande valor nostálgico.
Continue lendo ‘“Hudson Medley Second Movement” – (FCB 9th Live)’

“Hudson Medley First Movement” – (FCB 9th Live)

Por Alexei Barros

Dia 17 de outubro aconteceu a décima apresentação da Famicom Band, e pelo que vi nos blogs japoneses o set list foi inacreditável. Imagino que pela comoção causada pelo FCB 10th – o maior público de todos os espetáculos da orquestra pró-amadora, em um total de 1574 pessoas –, atualizaram a página do Nico Nico Douga com uma performance do FCB 9th, que foi realizado em 2008.

Comparado com o material já publicado, dá um alento reparar que há mais câmeras, e que eles ajudaram na identificação dos jogos executados inserindo legendas no próprio vídeo (antes usavam um recurso do Nico Nico que se perdia quando era ripado e subido no YouTube).

No caso, temos apenas a primeira parte de um colossal medley da Hudson. Você sabe que na maioria das vezes eu confesso minhas fraudes gamísticas. Aqui farei o inverso. Saliento que dos oito títulos, joguei quatro na época: Nuts & Milk, Lode Runner, Championship Lode Runner e Star Force. Talvez nem sejam tão obscuros assim, mas desta vez fiz questão de separar um vídeo de cada jogo em vez de disponibilizar os links das faixas originais, como muitas não foram lançadas em CD.

Conhecendo os jogos ou não, recomendo que dê uma zapeada em cada um antes de ver o vídeo da Famicom Band porque esta é mais uma daquelas performances que abusa das encenações cômicas – basta reparar nas indumentárias espalhafatosas dos instrumentistas. Valeu mais a sátira para evocar a nostalgia do que qualquer outra coisa, até porque os arranjos são bem simples. Não vou comentar para não estragar as surpresas. Só aviso: a parte do Lode Runner ficou sensacional. E do Raid on Bungeling Bay eles ultrapassaram todos os limites da criatividade.

Depois do Hadouken a avalanche de vídeos dos jogos, com o tempo em que cada jogo é tocado.
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Até os bugs de Super Mario Bros. são fantásticos

Por Claudio Prandoni

Você já sabe, aquela história toda: blá blá blá, aniversário de 25 anos, blá blá blá, Super Mario Bros. e tal.

É chover no molhado que o jogo é um clássico imortal, inovador, fantástico e criativo e tudo mais, com lições e paradigmas que sobrevivem até hoje. Contudo, sempre tem aquele algo a mais, o toque de genialidade – mesmo que involuntário.

Novamente, Super Mario Bros. tem vários desse, mas é digno de nota e atenção quando até os bugs de programação viram atração à parte.

Isso é o que compila esse vídeo aí acima, feito pela própria Big N. Alguns eu conhecia, mas confesso que outros me deixaram boquiaberto de verdade: jamais tinha imaginado ver um Mini Fire Mario, e ele já estava lá desde o primeiro SMB.

GameWave: Game Music Contest

Por Alexei Barros

Há tempos encontrei esse vídeo, e enfim me lembrei de publicar por aqui. Trata-se do Game Music Contest, um quadro do extinto programa japonês GameWave do canal TV Tokyo em que três experts de game music, respectivamente, Ken’ichi Kubo, Yûichi Uchisawa e Shunshuke Wada – e mais uma figura pitoresca, o Game Man, só para fazer número – são desafiados a por à prova a memória auditiva.

O que me espantou é que na maioria das ocasiões, bastava que um dos participantes reconhecesse os primeiros milésimos de segundo das faixas para descobrir qual era o jogo. É impressionante. Não há legendas, mas mesmo para quem não entende o idioma vale mais do que nunca o clichê “diversão garantida”.

[via Game Museum]

Se o Super Nintendo tivesse o chip de som do Mega Drive…

Por Alexei Barros

Questões sobre a qualidade das trilhas de hoje comparadas com as do passado à parte, um charme que a game music perdeu com todos os avanços é que cada console possuía o seu determinado tipo de som. Apenas pelas características do timbre é possível distinguir para qual plataforma a música foi feita. Por isso é fantástico ouvir como seriam as faixas do Chrono Trigger ou do Super Mario Galaxy caso os jogos fossem de NES. Em ambas as situações, é grande a disparidade de gerações. E se compararmos duas plataformas contemporâneas muda tanto assim? Completamente!

O usuário do YouTube Gecko Yamori fez alguns experimentos ao transformar músicas de títulos do Super Nintendo para Mega Drive. O resultado é dos mais interessantes. É um demake, como o console da Sega não tinha a mesma qualidade de som do concorrente, mas as batidas características criam uma sensação diferente. Em outras palavras, uma sonoridade típica do Yuzo Koshiro pelo que se nota até hoje nas versões PC-88 das trilhas da série Etrian Odyssey. Isso se explica muito facilmente: “o chip do Megadrive era quase idêntico ao do PC-88″, conforme informado na biografia escrita pelo Acid.

Super Metroid

Axelay – “Unkai (1st BGM)”

Mega Man X3 – “Opening Stage”

Procurando por “Sega Genesis Remix” no YouTube é possível encontrar dezenas de arranjos similares, o que é uma novidade para mim. Porém, acho que nenhum dos demais conseguiu alcançar o nível de fidelidade dos destacados acima.

Grato ao Fabão e ao Platy pela dica. Ambos via Twitter.

[via Hardcore Gaming 101]


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