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VGL 2008: Balanço geral da turnê brasileira

Por Alexei Barros

Findada a passagem do Video Games Live no Brasil, hora das considerações sobre o evento. Sim, não assisti (o show não veio a São Paulo e nem me animei de viajar para as outras cidades), mas há diversas reportagens nos blogs e sites brasileiros e os esperados vídeos no YouTube.

Sempre bati na tecla do repertório inconsistente do VGL – em breve voltarei a bater, calma. Nesse ano, entretanto, me chamou a atenção que as análises (leia, entre outras, aqui, aqui e aqui) passaram a criticar problemas que não existiam anteriormente ou não havia reparado: orquestras incompletas e uso de playback. Como não presenciei, não estou habilitado a comentar mais a fundo. Mas começo a ficar preocupado com a qualidade de um espetáculo que se vangloria de realizar cerca de 50 apresentações por ano pelo mundo, e no afã de ser onipresente, faz tudo aparentemente às pressas.

Depois do Hadouken, vamos ao comparativo dos set lists de 2006, 2007 e 2008, ignorando os segmentos interativos e eventuais adições exclusivas de cada cidade. Apesar de os solos de piano estarem listados, não contei como novidade.

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A expectativa por Press Start 2008

Por Alexei Barros

Agora sim! Minha projeção de 14 músicas do repertório do Press Start 2008 ~Symphony of Games~ estava equivocada: a relação fechou com 15 faixas. Aguardo ansiosamente pelas reportagens do concerto, que aconteceu hoje, dia 14 de setembro, no Bunkamura Orchard Hall, mesmo local da apresentação de 2006. A performance foi da Orquestra Filarmônica Kanagawa, que tocou no Orchestral Game Concert 5 em 1995.

Não sei se a tática das atualizações diárias no site oficial do Super Smash Bros. Brawl funcionou e estragou eventuais surpresas, mas acredito que o método adotado pelo PS 2008 de anunciar faixa por faixa, relembrando histórias por trás de cada música, no lugar de apregoar o set list de uma vez como qualquer récita faria, foi fantástico. Desde 9 de julho, minha expectativa só aumentou durante esses três meses, ciente de que não poderia ver o concerto. Ciente de que não haverá CD nem DVD. Ciente de que poderei ouvir somente um bootleg. Ciente de que a qualidade do bootleg pode ser horrenda. Ciente da possibilidade de o bootleg não existir.

Como mencionei por diversas vezes nos posts e nos comentários, a seleção me lembrou mais o PS 2006, em que jogos menos badalados foram tocados, do que o PS 2007, no qual todas as músicas eram opções de games afamados.  Excluindo “Melodies of Life” (Final Fantasy IX), que é óbvia demais e já foi cantada em três concertos da série, a maioria não consigo imaginar em qualquer outra apresentação.

Nota-se um equilíbrio de popularidade e obscuridade. Monster Hunter, Touch! Generations Medley, Ace Attorney, Mega Man 2, Super Mario Galaxy e Professor Layton, Sonic e Chrono Trigger & Cross por razões diversas são opções referentes às series em voga, ao passo que Wild Arms, Baten Kaitos, Spelunker, Samurai Shodown e Ys representam franquias menos comentadas atualmente. Uematsu’s Early Years Medley é um caso à parte: é a prova de que o PS 2008 é um concerto hardcore de game music, ou seja, o que importa é o compositor das músicas, não os jogos de onde as faixas vêm.

A maioria das minhas tentativas de adivinhação foi furada. Medleys de Streets of Rage e Street Fighter II não passam de devaneios; Grandia, Eternal Sonata, Gran Turismo 4, Metal Gear Solid 4, Blue Dragon, Lost Odyssey, Metroid, Katamari Damacy, Ace Combat 6 e Soulcalibur IV são bons candidatos para os próximos anos. Mas acertei Ace Attorney, Mega Man e Super Mario Galaxy ao menos.

Falando sobre as escolhas, Masahiro Sakurai comentou em uma coluna que até chegar ao fechamento da lista, foi feita uma pré-seleção de 40 jogos. Já possui candidatos para os anos vindouros, e preferiu não anunciá-los para fomentar a expectativa. E ainda disse algo muito interessante: as séries Tales e Suikoden foram cogitadas para integrar a relação, mas as respectivas produtoras (Namco e Konami) não permitiram. Interessante que no A Night in Fantasia 2007, não sei como, a Orquestra Sinfônica Eminence executou três músicas do Tales of Legendia.

Quando vierem as reportagens, pretendo fazer outro post, e mais outro caso consiga o bootleg. Desde já a minha maior ansiedade é para ouvir Mega Man 2; afinal orquestrar as músicas desse jogo é um acontecimento histórico.

Segue a relação final do set list, com os autores de cada anúncio – Nobuo Uematsu e Masahiro Sakurai escreveram quatro posts cada; Shogo Sakai e Kazushige Nojima três; e o maestro Taizo Takemoto ficou incumbido de revelar a inesperadíssima inclusão de Samurai Shodown.

Set list:

01 – Wild Arms: Shogo Sakai
02 – Super Mario Galaxy: Kazushige Nojima
03 – Monster Hunter: Nobuo Uematsu
04 – Spelunker: Masahiro Sakurai
05 – Touch! Generations Medley: Shogo Sakai
06 – Samurai Shodown: Taizo Takemoto
07 – Uematsu’s Early Years Medley: Nobuo Uematsu
08 – Ace Attorney: Masahiro Sakurai
09 – Baten Kaitos: Nobuo Uematsu
10 – Mega Man 2: Masahiro Sakurai
11 – Professor Layton: Kazushige Nojima
12 – Ys: Shogo Sakai
13 – Final Fantasy IX: Kazushige Nojima
14 – [Bis] Sonic the Hedgehog: Masahiro Sakurai
15 – [Bis] Chrono Trigger & Cross: Nobuo Uematsu

Trilha de SSFIITHDR terá remixes de fãs


Por Alexei Barros

A Capcom é engraçada. Ela é uma das empresas que melhor sabe lidar com remakes: Mega Man Powered Up, Mega Man Maverick Hunter X, Resident Evil: Rebirth, Bionic Commando: Rearmed… Nenhum deles é picareta ou preguiçoso. Sempre há novidades substanciosas que justificam a jogatina mesmo (e principalmente) para quem conhece os originais.

No que concerne à trilha sonora, somos costumeiramente agraciados com novos arranjos. E o melhor exemplo de como a produtora presta atenção no quesito auditivo foi ter convocado um compositor do quilate de Norihiko Hibino para as músicas do shooter vertical 1942: Joint Strike, lançado hoje na Xbox Live Arcade e amanhã na PlayStation Store.

Não se pode dizer o mesmo, a princípio, do remake Super Street Fighter II Turbo HD Remix. Na esperança de que os arranjos fizessem por merecer os temas icônicos dos lutadores, acompanhava os vídeos, mas a empolgação inicial foi se diluindo paulatinamente. A fantasia de ouvir as faixas orquestradas? Fica para uma próxima. Melhor, para Street Fighter IV.

O produtor do SSFIITHDR, Rey Jiminez, ouviu o projeto de remixes de fãs do site OverCloked Remix, Blood on the Asphalt: A Super Street Fighter 2 Turbo ReMix Collaboration (entre e baixe, o álbum é gratuito) e gostou muito, a ponto de querer que aquelas releituras estivessem no jogo. Conseqüência: os remixes foram revisados e outros totalmente novos criados. Será o primeiro trabalho profissional de game music da comunidade comandada por David “djpretzel” Lloyd, que contém iniciativas semelhantes de Super Metroid, Donkey Kong Country, Kirby’s Adventure, Sonic the Hedgehog 2, Sonic 3 / Sonic & Knuckles, Final Fantasy VII, Chrono Trigger, Radical Dreamers e Doom.

Queria saber o que Jiminez viu de mais no Blood on the Asphalt. Já conhecia e achei os remixes nada impressionantes. Acreditando ter sido injusto, procurei escutar novamente e minha percepção não mudou. Gostei menos ainda. Nos outros projetos, uma ou outra releitura interessante pipocava. No do SFII nenhuma é fora de série para receber o título de o melhor arranjo de determinado tema.

Em tempos de conteúdo colaborativo e jogos criados amadoramente o fato não deixa de ser inédito e curioso, porém preferiria muito mais que houvesse uma reunião dos melhores compositores na atualidade, e eles fizessem os arranjos, como no Super Smash Bros. Brawl, o que não deixou de acontecer com o Street Fighter Tribute (Yuzo Koshiro, Yasunori Mitsuda, Motoaki Furukawa, Yoko Shimomura, Hiroaki Yoshida, Manami Matsumae, Shinji Hosoe, Takayuki Aihara…). Poderiam ter aproveitado o conteúdo do álbum, se bem que faltariam os temas de Akuma, Fei Long, Cammy, T. Hawk e Dee Jay (o tributo não era Super), sem esquecer das irregularidades, não é mesmo Takenobu Mitsuyoshi e o nauseabundo “Ryu Stage”? Aquilo não é uma homenagem, e sim um desatino… Se o álbum fosse feito hoje tenho certeza que o resultado sairia muito melhor com a H.

Obrigado ao Fabão, que me passou a notícia.

Top 30 – Personagens da série Ace Attorney

Por Alexei Barros

Veja só como o Apollo está feliz em suas férias nos gramados de golfe depois da labuta nos tribunais, apontando o dedo para a trajetória da tacada.  Isso porque ele já chegou ao epílogo da saga judicial, ao menos na minha epopéia Ace Attorniana, na ocasião em que preparei o rol dos dez melhores casos.

Percebi que, grosso modo, há um consenso entre os advogados gamísticos. O Geraldo Figueras concordou 100% com as minhas colocações e o Marcus Oliveira do Blogeek, com 87,3% da seleção. Prandoni Godot, por sua vez, entre xícaras e mais xícaras de café encontra-se na iminência do desenlace, mas acredito que assim que concluir irá corroborar com a maioria das posições.

Em resposta ao Turnabout Hadouken, o Marcus soltou o Turbabout Shoryuken Turnabout Blogeek, elegendo os seus dez personagens preferidos. Aí notei que é praticamente impossível termos unanimidade. Meio que sem querer, eu propus um top 30 e o Marcus levou a idéia adiante, sugerindo a seleção sem as justificativas. Devo revelar que mesmo após refletir muito, ainda fiquei na dúvida entre uma ou outra posição. E ainda tive o receio de deixar alguém importante de fora… Não tem jeito mesmo. Não há outra série que tenha tantos personagens marcantes como Ace Attorney…

Logo depois do Hadouken o meu top 30, lembrando que como só cito os nomes não há spoilers. Quem quiser também citar as preferências, não se sinta acanhado.

P.S.: Amanhã entra no ar a votação no blog do Gyakuten Meets Orchestra referente à(s) nova(s) música(s) escolhida(s) pelo público para os concertos do dia 23 de setembro. Se conseguir descobrir como ela funcionará, postarei aqui. E tenho a desconfiança que as faixas inéditas serão as duas do álbum Gyakuten Saiban Orchestra Album ~Gyakuten Meets Orchestra~ que não foram tocadas ao vivo, pelo fato de os arranjos já estarem prontos: “Investigation ~ Mystery Suite” e “Kurain’s Genealogy” – na vez em que falei da primeira apresentação, imaginei que a “Gyakuten Saiban 1~3 Courtroom Suite” fosse uma seleção de músicas, quando, na verdade, ela agrupa as três suítes na íntegra e adiciona alguns complementos, totalizando quase 12 minutos.

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Meme: As Mentes Criativas da Indústria

Por Alexei Barros

Eita! Por conseqüência da minha produtividade imprestável, não havia conseguido fazer antes uma humilde colaboração ao meme das mentes criativas da indústria e, mesmo atrasado, resolvi completá-la. Procurei, assim espero, escapar do óbvio e dos designers já destrinchados com sapiência pelos companheiros da internet afora, resgatando figuras subestimadas e menos conhecidas, não mencionadas ou citadas superficialmente. A exemplo do Fabão, a predileção é pelos mestres nipônicos.

Não comentei mais detalhadamente e quem sabe os confrades hadoukenianos se animam a fazer sobre Eiji Aonuma, o homem o qual Shigeru Miyamoto confiou a série Zelda; Koji Igarashi, que NÃO criou a série Castlevania, mas define seus rumos venturosos nas duas dimensões (e os desvios 3D); Masahiro Sakurai, o pai de Kirby e da série Smash Bros., incluindo Brawl, um dos jogos mais ambiciosos de todos os tempos; Tetsuya Nomura, prodígio da Square Enix, designer de personagens de FFVII, VIII, X e XIII, e o idealizador de Kingdom Hearts; e Yuji Horii, um admirável senhor que, diferentemente, de Hironobu Sakaguchi, está preso ao passado nos lugares certos e é capaz de formular atualmente um enredo ingênuo sem ser antiquado (a.k.a. Dragon Quest VIII).

Links para os outros memes:

Games @ Meio Bit - Dori Prata
Gamer Lifestyle - Fabio Santana
GoLuck - Lucas Patrício
Rodrigo Flausino - Rodrigo Flausino
WiiReview - Bruno Julião
WarpZona - Ryunoken
Working Class Anti-Hero - Pedro Giglio

Eis a relação depois do Hadouken:

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Remix fatal

Por Alexei Barros

Há poucos dias mostrei a minha preocupação com o resultado do álbum Final Fantasy Remix por conta dos abomináveis precedentes. Para aumentar nosso desespero a Square Enix liberou o primeiro sample do CD, precisamente da “Liberi Fatali” do FFVIII - ouça-a e tente não ficar pessimista com o disco…

Por pouco que a moda não pega também com a série Dragon Quest. Felizmente, a imagem abaixo é apenas a contracapa do CD da banda J-Pop e hip hop Ketsumeishi, Ketsunopolis 6, cujo comercial aparece o rotundo King Slime do Dragon Quest V (valeu pela tradução, Fabão!). Ainda bem…

Turnabout Hadouken



Por Alexei Barros

Depois de três ou quatro meses de jogatinas ininterruptas, socos na mesa, dedos na cara, litros e litros de suor, objeções e apresentações, finalmente concluí os quatro anos de Bacharelado em Ciências Jurídicas Ace Attornianas, ou seja, terminei na seqüência Phoenix Wright: Ace Attorney, PW: AC – Justice for All, PW: AC – Trials and Tribulations e Apollo Justice: Ace Attorney.

Antes, o meu conhecimento da série se resumia ao âmbito musical, com os álbuns Gyakuten Saiban Orchestra Album ~Gyakuten Meets Orchestra~ e Gyakuten Saiban Jazz Album ~Gyakuten Meets Jazz Soul~, sabendo que o grande Noriyuki Iwadare era o principal nome por trás dos arranjos. Havia visitado os tribunais o suficiente para escrever reviews curtos dos dois mais recentes e o encanto foi imediato quando vi certo promotor estapeando com altivez o seu vistoso topete e um advogado novato testando os limites de decibéis do grito de OBJECTION!. Queria conhecer a série por completo, de ponta a ponta, do começo ao fim, de Phoenix Wright a Apollo Justice.

Após elogios incessantes dos advogados Prandoni e Geraldo, fui intimado a comparecer ao júri com regularidade. Suponho que só consegui fechar os quatro pela facilidade de poder salvar a qualquer momento e ser muito fácil retomar o fio da meada, além do que as histórias incitam a descobrir o veredicto o mais rápido possível nem que por isso horas de sono e prazos de textos sejam sacrificados.

Foram quatro e poderiam ser oito. Eu não me importaria. A corriqueira crítica da escassez ou ausência completa de novidades sempre que surge uma seqüência – às vezes, cega, infundada e injusta, como se cada jogo lançado tivesse que revolucionar o mundo – não se aplica (ou não se aplicou até agora ao menos) à Ace Attorney. Grosso modo, a fórmula de Trials and Tribulations é idêntica a de Justice for All, que por sua vez introduziu somente a possibilidade de apresentar fotos e a concepção do Psyche-Lock à mecânica do original, mas os meandros são tão bem concatenados que superam qualquer ameaça de tachá-lo de caça-níquel. Evidente que chega uma hora em que se criam certos clichês, como o fato de sempre um caso estar relacionado a outro antigo e a cena do crime não ser aquela que se imaginava a princípio. E os personagens então? Não me lembro de outra série com tantas pessoas engraçadas, carismáticas e memoráveis. Metal Gear Solid tem Fatman ou The Fear como exemplos de mazelas, Final Fantasy, Cat Sith ou Quina Quen, já Ace Attorney não tem figuras inexpressivas.

Poderia então fazer uma seleção dos melhores personagens, diálogos, piadas músicas, piadas, promotores, advogados. Preferi o óbvio: os dez melhores casos. E alerto. Não tem como falar deles sem estragar as surpresas. Escrevo para quem também passou por todas as mesmas trilhas tortuosas da advocacia virtual pela qual fui acometido e, por isso, o texto a seguir está efervescendo em spoilers, apesar de não contar todas as histórias. Não leia caso não tenha terminado. Foco mais nas justificativas por cada escolha.

E que venham logo Gyakuten Kenji e Gyakuten Saiban 5!

HOLD IT!

ATENÇÃO, SPOILERS A SEGUIR

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Relembrando Metal Gear 2 (em defesa do Raiden)

< Contém spoilers de MGS2! >

Por André Sirangelo

Eu admiro Metal Gear Solid 2: Sons of Liberty por um motivo simples: foi o meu primeiro Metal Gear. Fui jogar MGS1 algum tempo depois, no GameCube, e de MGS3 eu estou apanhando neste exato momento. Mas foi por Sons of Liberty que eu comecei, e foi a experiência cinematográfica de MGS2 que me fez prestar atenção de fato no potencial narrativo dos games — e no mundo insano criado pelo Hideo Kojima.

Passando pelas cutscenes e as conversas de codec, uma porrada atrás da outra, às vezes era impossível não pensar de onde ele tira tudo aquilo. O homem NÃO PÁRA.

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Músicas que não podem… God of War?

Por Alexei Barros

Sem explicação, sem sentido e sem nexo a novidade que os usuários de PlayStation 3 poderão baixar para Guitar Hero III: Legends of Rock gratuitamente a partir do dia cinco de junho: uma música do God of War. Pense rápido: lembra de alguma faixa com guitarra da trilha? Não, é claro. Ainda não foi divulgada. Minha aposta é que seja a heavy metal “Blood of Destiny” da banda Shadows Fall, presente não no jogo, apenas como bônus na OST. Para ser sincero, é pesada demais para o meu gosto. Blergh.

Minha frustração diante dessa notícia foi tamanha que nem me motivou, para sorte dos leitores do Hadouken, outra série como “Músicas que não podem faltar no Guitar Hero”, graças à “Halo Theme Mjolnir Mix” (Halo 2) para o GHIII, ou “Músicas que não podem faltar no Rock Band”, por conta da “Still Alive” (Portal), a qual tento até hoje encontrar a sua graça. Peço perdão pela multidão de fãs desta canção, ela há de ser uma das mais sobrestimadas de todos os tempos. Ah, numa boa…

Para compensar a decepção, ao menos, o Finalboss noticiou no começo do mês algo que me deixou empolgado, e só eu devo ter ficado empolgado pelo jeito. Joe Satriani, um dos melhores guitarristas do planeta, licenciou duas de suas músicas, “Surfing with the Alien” e “Satch Boogie”, para jogos de ritmo, possivelmente Guitar Hero World Tour e Rock Band 2. Gostei porque o Satriani é um dos poucos artistas não-gamísticos e não-japoneses que admiro. São duas faixas de excelência guitarrística que queria mesmo jogar, sem precisar suportar vocalistas histéricos - isso é para quem falou que virtuoses e músicas instrumentais são chatos.

Desculpas mais uma vez pela rabugeira geral do texto…

Zelda novo na E3? Meh.

Por André Sirangelo

A especulação do Bracht lá no Continue me deixou pensando: será que eu ajoelharia aos céus e soltaria fogos de artifício se a Nintendo anunciasse um novo Zelda na E3 como foi quando soltaram os primeiros detalhes de Twilight Princess? Acho que não.

A verdade é que o anúncio de um novo Zelda significaria mais uns 2 anos de espera, adiamentos mil e, no meu caso, ter que comprar um Wii. Está chegando num ponto em que nem 60 horas sublimes de jogo (eu faço todas as sidequests, algum problema?) compensam tudo o que temos que passar.

Me lembro de, depois de terminar o TP, comentar com o Pranda como seria legal se desse para baixar uma nova aventura na mesma Hyrule, com o mesmo Link, com o mesmo jogo. Por que não? Com GTA IV inaugurando pra valer o time dos megajogos a incorporar downloadable content para campanhas solo (ou assim esperamos), me parece cada vez mais esdrúxula a idéia de esperar uma média de 2 a 3 anos por um novo Zelda. Desaforo maior ainda seria os programadores começarem do zero, jogando fora aquele Hyrule imenso e belíssimo construído para o game de GC e Wii.

Sem falar que Link’s Awakening e Majora’s Mask estão aí para provar que não é porque uma aventura foge da mitologia Hyruliana e não tem a Zelda e o Ganon que ela pode ser considerada menor.

Não estou propondo que Zelda vire um MMO (pelamordedeus), só dizendo que não aguento esperar. E que seria muito legal que a Nintendo calasse a minha boca e anunciasse que a prometida redefinição da saga passa por algum tipo de conteúdo episódico.

(como sempre, uma tirinha do VGCats resume brilhantemente o assunto)

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